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Desaceleração à vista: FMI diminui projeção de crescimento do Brasil


Segundo o FMI, Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve registrar uma alta de 1,6% neste ano. País só deve retomar PIB mais forte em 2027



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China registra menor taxa de natalidade desde 1949


A taxa de natalidade da China caiu ao menor nível já registrado, contrariando os esforços para incentivar a criação de filhos e aumentando a pressão sobre a segunda maior economia do mundo para elevar a produtividade e evitar um declínio de longo prazo.

O número de nascimentos por mil habitantes recuou para 5,6 no ano passado, o nível mais baixo desde pelo menos a fundação da República Popular da China, em 1949. A população total diminuiu em 3,39 milhões de pessoas, a contração mais acentuada desde a era Mao Tsé-tung.

À medida que a futura força de trabalho encolhe e a população envelhece, o perfil demográfico cada vez mais desfavorável ameaça pesar sobre a economia. Isso deixa Pequim com um conjunto cada vez mais limitado de opções: acelerar sua guinada para alta tecnologia ou correr o risco de alimentar o descontentamento social ao obrigar uma população cada vez mais grisalha a trabalhar por mais tempo — algo que o governo fez em 2024, ao elevar a idade de aposentadoria pela primeira vez desde os anos 1950.

“A guinada da China para um desenvolvimento focado em inovação já está mudando rapidamente a estrutura da força de trabalho e reduzindo a demanda por mão de obra”, disse Yuan Xin, professor da Universidade de Nankai, em Tianjin, e conselheiro do governo em políticas populacionais. “Pequim vai se concentrar em liberar o potencial de uma força de trabalho altamente educada para aumentar a produtividade.”

O presidente Xi Jinping reconheceu os ventos contrários tão recentemente quanto em 2024, observando que uma população em declínio pode levar tanto a um consumo quanto a um investimento mais fracos. Em artigo na revista oficial Qiushi, Xi sinalizou uma mudança de estratégia, afirmando que Pequim “precisa fazer o trabalho populacional transitar de algo focado principalmente na regulação da quantidade para a melhoria da qualidade”.

A tecnologia é fundamental para essa transição. Pequim aposta que a automação e os ganhos de produtividade individual consigam compensar a perda de trabalhadores. Xi tem enfatizado o foco em educação, ciência e tecnologia, ecoando seu objetivo mais amplo de tornar a inovação um dos principais motores da economia.

Esse salto tecnológico já é visível no setor manufatureiro. A China lidera o mundo em instalações de robôs, que ajudam a aliviar o impacto do envelhecimento da força de trabalho e a melhorar a eficiência. Inteligência artificial e manufatura avançada devem ser pilares do próximo plano quinquenal da economia, ao lado de esforços para estimular a demanda doméstica.

Apesar dessas visões de longo prazo, os dados demográficos apresentam um desafio mais imediato para uma economia que perde fôlego, apesar de ter atingido a meta oficial de crescimento. Dados divulgados na segunda-feira mostraram que o crescimento permaneceu desequilibrado no ano passado, com as exportações disparando enquanto os gastos domésticos ficaram estagnados.

“As crianças são ‘superconsumidores’. Elas são o grupo que impulsiona o consumo”, disse Yi Fuxian, demógrafo chinês da Universidade de Wisconsin–Madison. “Um colapso no número de recém-nascidos significa que a economia chinesa dependerá mais das exportações.”

Alguns analistas sugerem que a China pode, eventualmente, precisar flexibilizar as políticas de imigração, embora essa medida continue politicamente sensível. Um novo programa de vistos para atrair talentos globais no ano passado gerou preocupações sobre a perda de empregos para estrangeiros, especialmente em um contexto em que o desemprego entre jovens subiu para o maior nível em dois anos.

Já fonte de tensões sociais, o sistema previdenciário subfinanciado pode sofrer ainda mais pressão à medida que a população em idade ativa encolhe. Poderá haver apenas 2,6 pessoas em idade de trabalhar para cada pessoa com mais de 65 anos até 2035, uma queda significativa em relação às 4,3 de 2024, segundo análise da Bloomberg Intelligence.

O aprofundamento do declínio demográfico também sugere que os instrumentos atuais de política de Pequim estão chegando aos seus limites. Apesar da implementação de subsídios em nível nacional, os jovens casais seguem, em grande parte, pouco motivados.

Entre os incentivos, os casais recebem cerca de US$ 500 por ano para cada filho nascido a partir de 1º de janeiro de 2025, até que a criança complete três anos. A partir deste ano, o governo também impôs um imposto sobre valor agregado (IVA) de 13% sobre medicamentos e dispositivos contraceptivos, incluindo pílulas do dia seguinte e preservativos.

He Yafu, demógrafo independente, afirmou que o valor dos subsídios governamentais é “baixo demais” para elevar de forma significativa a taxa de natalidade.

Ele atribuiu a queda à relutância dos jovens em se casar e à diminuição do número de mulheres em idade fértil, que caiu em 16 milhões entre 2020 e 2025.

Esse encolhimento do contingente de potenciais mães é, em parte, resultado da antiga política do filho único, hoje abandonada. A China também reflete uma tendência global mais ampla de queda da fecundidade, particularmente acentuada no Leste Asiático, incluindo Japão e Coreia do Sul.

Para administrar o impacto econômico do envelhecimento da população, o governo vem promovendo a chamada “economia prateada”, voltada para atender os idosos. Xi defendeu o desenvolvimento de melhores produtos e serviços para a terceira idade, buscando transformar um fardo demográfico crescente em uma oportunidade de expansão econômica.

Em um artigo de opinião no ano passado, o People’s Daily, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, argumentou que o “poder prateado” é uma fonte do dividendo populacional da China. Destacando a adoção da internet por idosos e seus gastos com turismo e atividades físicas, o texto apresentou o envelhecimento da população como um novo motor de crescimento.

“Os 60 e 70 anos são os novos anos de auge para a aventura”, afirmou o jornal.



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Mercados hoje: Trump ameaça impor tarifas à Europa e estimula nova rodada de aversão ao risco


Ameaça do presidente americano ao bloco veio como consequência do apoio dos países à Groenlândia, território que Trump deseja anexar



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Em um dia, FGC recebeu 369 mil pedidos de ressarcimento do caso Master


Aplicativo registra cerca de 9 mil solicitações de reembolso por hora. Previsão é que valores comecem a ser pagos nesta segunda-feira (19/1)



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Tecnologia impulsiona otimismo com ações na China


Quase um ano após o avanço em inteligência artificial da DeepSeek sacudir os mercados globais, a China entra em 2026 com uma nova onda de avanços tecnológicos que está impulsionando uma alta nas ações, mesmo enquanto a economia do país continua frágil.

Graças a novos progressos em setores que vão de foguetes comerciais a robótica e carros voadores, as ações de tecnologia chinesas começaram o ano com força. Um índice doméstico de tecnologia, semelhante à Nasdaq, já subiu quase 13% neste mês, enquanto um indicador que acompanha empresas chinesas de tecnologia listadas em Hong Kong avançou quase 6%. Ambos superaram o desempenho do Nasdaq 100.

O entusiasmo com as tecnologias desenvolvidas internamente tem sido o principal motor do rali das ações chinesas desde abril, mesmo com a segunda maior economia do mundo ainda mergulhada em uma crise imobiliária e em consumo fraco. O impulso pode ganhar ainda mais força nos próximos meses, à medida que a DeepSeek lança um novo modelo de IA e a China apresenta um plano econômico de cinco anos que prioriza a autossuficiência tecnológica.

“O mercado de ações está nos dizendo que o que a China está fazendo no setor de tecnologia será muito empolgante daqui para frente”, disse Mark Mobius, diretor da Mobius Emerging Opportunities Fund, à Bloomberg TV na sexta-feira. “É preciso lembrar que o objetivo da China agora é ultrapassar os EUA em tecnologia, em chips avançados, em todos os tipos de IA. Então o dinheiro está indo nessa direção.”

Ações de tecnologia chinesas superam as americanas desde o ‘momento DeepSeek’

Desde que a DeepSeek chocou os mercados globais com seus modelos de IA baratos e com desempenho equivalente, em 27 de janeiro do ano passado, outras empresas chinesas aceleraram seus próprios esforços para desenvolver tecnologias semelhantes. A adoção de IA generativa também disparou entre gigantes da internet como Alibaba Group Holding e Tencent Holdings.

Em outras frentes, robôs chineses participaram de maratonas, lutaram em combates de boxe e apresentaram danças folclóricas. Na indústria, grandes modelos de linguagem estão sendo incorporados a equipamentos avançados, como táxis voadores e máquinas-ferramenta de alta precisão. Esses avanços estão mudando a percepção dos investidores sobre a China: de uma base de manufatura de baixo custo para um concorrente crível da liderança tecnológica dos EUA — justamente no momento em que o capital global busca o próximo motor de crescimento.

Em um conjunto de 33 ações chinesas de IA monitoradas pela Jefferies Financial Group, o rali do último ano elevou o valor de mercado combinado em cerca de US$ 732 bilhões, segundo relatório do banco de 13 de janeiro. A Jefferies afirmou ver mais espaço para alta, já que o valor de mercado das empresas chinesas de IA representa apenas 6,5% do total nos EUA.

O entusiasmo também está se espalhando além do mercado secundário. Uma série de estreias recentes de empresas chinesas ligadas à IA em bolsas teve ganhos expressivos, incentivando outras companhias a buscar abertura de capital. Entre as que estão na fila estão a divisão de carros voadores da Xpeng, a fabricante de foguetes LandSpace Technology e a BrainCo, potencial concorrente da Neuralink.

“À frente, esperamos que o próximo grande avanço em IA ocorra na camada de aplicações”, disse Joanna Shen, especialista em ações de mercados emergentes e Ásia-Pacífico da JPMorgan Asset Management. “A China, em particular, está bem posicionada para liderar essa evolução, dada sua vasta gama de casos de uso em wearables, dispositivos de borda e plataformas de internet.”

Empresas chinesas de IA negociam a múltiplos mais altos que pares dos EUA

Ainda assim, a forte valorização despertou preocupações sobre avaliações esticadas. A Cambricon Technologies, fabricante de chips de IA que concorre com a Nvidia, negocia a cerca de 120 vezes o lucro projetado. Um índice que acompanha empresas de robótica na China é negociado a mais de 40 vezes o lucro futuro, acima das 25 vezes do Nasdaq 100.

A decisão recente de Pequim de apertar as regras de financiamento com margem também foi um sinal de que as autoridades estão mais preocupadas com excessos especulativos, especialmente em partes do setor de tecnologia.

Mesmo assim, alguns investidores seguem otimistas com as perspectivas do setor, citando vantagens como estrutura de custos mais baixa e forte apoio e planejamento estatal.

“O modelo de baixo custo da China para IA pode trazer retorno mais rápido” do que o dos pares americanos, escreveu a analista de tecnologia da Gavekal Research, Tilly Zhang, em nota de 16 de janeiro. “O ‘momento DeepSeek’ incentivou a China a focar em uma estratégia de modelos baratos e bons o suficiente.”

A expectativa é que o lançamento do modelo R2 da DeepSeek, ainda neste trimestre, seja o próximo catalisador. O novo modelo, que deve oferecer desempenho de ponta a custo ultrabaixo, “tem potencial para voltar a chacoalhar o setor e reforçar a posição da China como principal rival da supremacia americana em IA”, escreveu a Bloomberg Intelligence em nota recente.

carro voador da china é branco e tem hélices pretas
Foto: Bloomberg

Os detalhes do novo plano quinquenal da China, com divulgação prevista para março e forte ênfase em autossuficiência tecnológica, também podem dar mais um motivo para o otimismo nos mercados.

As ações chinesas podem continuar superando as americanas se o crescimento dos lucros seguir acelerando, especialmente em setores com tecnologia avançada e exportações fortes, disse Vivian Lin Thurston, gestora da William Blair Investment. “Espero ver oportunidades de investimento atraentes nesses setores, como vimos em 2025, incluindo internet, IA, hardware ligado a semicondutores, robótica, automação e biotecnologia.”



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Groenlândia vira estopim de nova crise comercial


A fixação de Donald Trump com a Groenlândia voltou com tudo e deixou uma gélida mensagem a líderes europeus e de outros países: nenhum acordo é definitivo.

Trump anunciou uma tarifa de 10%, que subiria para 25% em junho, sobre oito países europeus — incluindo a Dinamarca — depois que eles disseram que realizariam exercícios militares simbólicos da Otan na Groenlândia, em resposta às ameaças vindas de Washington.

Embora não seja certo que as tarifas entrem em vigor, a ameaça foi vista como uma escalada ousada e um insulto a aliados próximos, atropelando o acordo comercial entre EUA e União Europeia firmado apenas seis meses antes, no resort de Trump em Turnberry, na Escócia.

Os alvos europeus reagiram rapidamente. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer classificou a ameaça como “completamente errada”. O presidente francês Emmanuel Macron chamou a medida de “inaceitável”. O premiê sueco Ulf Kristersson afirmou que seu país não será “chantageado”.

Um parlamentar europeu de alto escalão defendeu a suspensão da trégua comercial firmada com Trump em julho, e embaixadores dos países da União Europeia devem se reunir no domingo para discutir os próximos passos do bloco, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto. Macron estaria tentando acionar o instrumento anti-coerção da UE — a ferramenta de retaliação mais poderosa do bloco — contra a ameaça tarifária, disse uma fonte próxima ao presidente francês.

A ofensiva tarifária também evidenciou algumas lições emergentes do segundo governo Trump: nada está fora de negociação, alianças são tratadas com desconfiança e poder e alavancagem são soberanos.

“Quem achava que o segundo ano seria um período de estabilidade tarifária deveria reconhecer que isso está se parecendo muito com o primeiro ano”, disse Josh Lipsky, presidente da área de economia internacional do Atlantic Council. “Haverá reação unificada: primeiro, porque a Europa está muito coesa em torno da Groenlândia; segundo, porque já pagou um alto preço político pelo acordo de Turnberry.”

A União Europeia é a maior fonte de importações dos EUA

As tarifas anunciadas por Trump atingiriam Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. O anúncio ocorreu no momento em que protestos tomavam as ruas da Dinamarca contra qualquer tentativa de controle americano sobre a Groenlândia.

Trump fez a ameaça mesmo depois de esses países — todos aliados históricos dos EUA e membros da Otan — anunciarem o envio de apenas algumas dezenas de soldados para exercícios conjuntos na ilha.

“Não estamos falando do Irã, estamos falando da Dinamarca”, disse Scott Lincicome, analista do instituto Cato. “Isso vai irritar muita gente.”

Os senadores americanos Thom Tillis (republicano) e Jeanne Shaheen (democrata) divulgaram uma nota conjunta pedindo que o governo Trump “desligue as ameaças e ligue a diplomacia”.

Os presidentes do grupo do Senado voltado para a Otan escreveram: “Continuar por esse caminho é ruim para os EUA, ruim para as empresas americanas e ruim para nossos aliados”.

Não está claro se Trump realmente considera uma invasão da Groenlândia, embora ele tenha deixado essa possibilidade em aberto diversas vezes. Em entrevista à BBC exibida no domingo, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, disse não acreditar em intervenção militar e afirmou que a diplomacia “é o caminho”.

“A Groenlândia tem importância estratégica por sua geografia e localização — não só para os EUA, mas para todos que valorizam a liberdade”, disse Johnson. “Vivemos tempos perigosos.”

Mas um dos principais assessores de Trump, falando à Fox News na sexta-feira, acusou a Europa de se aproveitar dos EUA e afirmou que o destino da Groenlândia deveria refletir quem tem poder para protegê-la. Isso apesar de que, como parte da Dinamarca, qualquer ataque à ilha poderia acionar o Artigo 5 da Otan — a cláusula de defesa coletiva que obrigaria os próprios EUA a reagir.

“A Dinamarca é um país pequeno, com economia pequena e forças armadas pequenas. Eles não conseguem defender a Groenlândia”, disse Stephen Miller, vice-chefe de gabinete da Casa Branca. “Para controlar um território, é preciso ser capaz de defendê-lo, desenvolvê-lo e ocupá-lo. A Dinamarca falhou em todos esses testes.”

A Comissão Europeia afirmou que, por ser parte da Dinamarca, a Groenlândia também estaria protegida pela cláusula de solidariedade do tratado da União Europeia.

O resultado é que membros da Otan agora enfrentam pressão econômica de um país do próprio bloco para apoiar, ainda que indiretamente, uma possível tomada forçada de território — algo extraordinário mesmo para os padrões da política transacional de Trump.

Mudança de cálculo

Até agora, líderes europeus vinham tentando evitar confrontos diretos com Trump, priorizando acordos e concessões para preservar o apoio militar e de inteligência dos EUA à Ucrânia.

Mas a questão da Groenlândia pode mudar esse cálculo. A premiê italiana Giorgia Meloni, que vinha tentando equilibrar a relação com Trump, chamou a ameaça de tarifas de “erro” e defendeu a retomada do diálogo após conversar com o presidente americano.

A Irlanda também reagiu com dureza. A ministra das Relações Exteriores, Helen McEntee, disse que a medida é “completamente inaceitável” e que o respeito à soberania e à integridade territorial é “inegociável”.

Até agora, muitos aliados acreditavam que ceder a Trump trazia previsibilidade econômica. Mas, segundo Lincicome, essa lógica se mostrou equivocada. “O único governo que conseguiu fazer Trump recuar foi a China — e isso aconteceu por meio de retaliações agressivas.”

Donald Trump está com terno escuro e gravata vermelha, e aponta para à esquerda

As tarifas ligadas à Groenlândia podem nunca entrar em vigor. Trump pretende usar uma lei cuja constitucionalidade está sendo analisada pela Suprema Corte, o que pode limitar seus poderes para impor tarifas rapidamente.

Tanto Lipsky quanto Lincicome avaliam que a probabilidade de as tarifas entrarem em vigor em fevereiro é baixa. “Não é impossível, mas é improvável”, disse Lipsky. Ainda assim, não está claro o que a Europa poderia oferecer em troca para evitar a medida.

A ameaça também provocou reação dentro dos EUA. O deputado republicano Don Bacon disse que o Congresso deveria recuperar os poderes tarifários concentrados por Trump e afirmou que uma invasão da Groenlândia poderia levar ao impeachment.

O senador democrata Ron Wyden chamou a ameaça de “fantasia imperial sem sentido”. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que seu partido apresentará um projeto para impedir Trump de impor as tarifas.



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Escalada no caso do Banco Master assusta mercado financeiro


Especialistas ouvidos pelo Metrópoles veem mais impactos na confiança dos investidores do que uma real ameaça de contaminação do mercado



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o que fazer para receber o dinheiro o quanto antes?


Quem pagou imposto a mais ao longo de 2025 pode ter direito à restituição do Imposto de Renda em 2026. A restituição é a devolução do valor que excedeu o imposto efetivamente devido no ano-calendário. Para receber esse dinheiro o quanto antes, no entanto, é fundamental entender como funciona o processo da Receita Federal, quais critérios definem a ordem de pagamento e como evitar erros que podem atrasar o crédito.

O que é a restituição do Imposto de Renda?

Ao preencher a declaração, o contribuinte informa todos os rendimentos recebidos e o imposto já pago ou retido na fonte durante o ano-calendário de 2025. Com base nessas informações, o sistema da Receita Federal faz o cálculo final do imposto devido.

Se o imposto pago foi maior do que o valor efetivamente devido, o contribuinte tem direito à restituição. Caso tenha sido menor, será necessário complementar o pagamento. Quando os valores se igualam, não há imposto a pagar nem a receber.

Entregar cedo faz diferença

Embora o calendário oficial do Imposto de Renda 2026 ainda não tenha sido divulgado, a entrega da declaração costuma ocorrer entre março e maio. Independentemente das datas exatas, a regra geral segue válida: quanto antes a declaração for enviada — e sem inconsistências —, maiores são as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

A Receita Federal libera os pagamentos de forma escalonada ao longo do ano, por meio de lotes mensais. Por isso, a entrega antecipada, aliada ao correto preenchimento da declaração, é um fator decisivo para quem deseja receber o dinheiro mais rápido.

Quem tem prioridade na restituição do Imposto de Renda

A Receita estabelece uma ordem legal de prioridade no pagamento da restituição do Imposto de Renda, que permanece válida para 2026 conforme as regras atuais:

  • Pessoas com idade igual ou superior a 80 anos;
  • Pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, pessoas com deficiência e pessoas com doença grave;
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • Contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição via Pix;
  • Demais contribuintes.

Dentro de cada grupo, quem entrega a declaração primeiro recebe antes. Segundo Wesley Beneventi, diretor de contabilidade da IRTrade, a combinação de pré-preenchida e Pix realmente ajuda:

“Quem usa declaração pré-preenchida e opta por receber via Pix, com chave CPF, entra em um grupo prioritário logo após idosos e certos grupos legais na fila de pagamento. Dentro de um mesmo grupo, quem entrega mais cedo acaba recebendo antes”.

Erros que atrasam ou impedem a restituição

Mesmo quem entrega cedo pode ter a restituição atrasada se a declaração apresentar inconsistências. De acordo com Beneventi, os erros mais comuns são “despesas médicas com inconsistências, omissão ou erro na declaração de rendimentos, divergências no imposto retido na fonte, documentos que não comprovam os valores declarados e erros simples de digitação ou preenchimento incorreto de campos”.
Esses problemas podem levar a declaração para análise mais detalhada, atrasando o pagamento da restituição.

Atenção às deduções

Despesas médicas e educacionais exigem cuidado redobrado. Segundo o especialista, são justamente esses campos que mais geram retenções.

“Despesas médicas e educacionais são campos que mais geram divergências porque dependem de confirmação por terceiros, como planos de saúde, escolas e clínicas, além da apresentação de comprovantes consistentes. Essas inconsistências levam à retenção da declaração para análise minuciosa, a chamada malha fina, e a restituição não será paga até a regularização”, afirma ele.

O que fazer se a restituição não sair nos primeiros lotes

Caso a restituição não seja liberada nos primeiros lotes, mesmo com entrega antecipada, o contribuinte deve acompanhar a situação da declaração. Beneventi recomenda “acompanhar no site ou aplicativo da Receita Federal se há pendências ou mensagens sobre a declaração, verificar a situação cadastral do CPF, acessar o e-CAC para checar possíveis intimações e, se necessário, retificar a declaração”.

Vale a pena retificar a declaração?

Se o contribuinte identificar um erro após o envio, a retificação pode ser a melhor saída — mesmo que isso altere o valor da restituição ou a ordem de pagamento.

“Quando o erro é claro, retificar pode evitar cair na malha fina e liberar a restituição mais rapidamente. Antes do fim do prazo oficial de entrega, é possível inclusive mudar o modelo da declaração, entre simplificada ou deduções legais, escolhendo a opção mais vantajosa. Fora do prazo, ainda é possível enviar a retificadora. O ideal é sempre acertar a declaração para evitar problemas maiores”, afirma Beneventi.

Como receber a restituição

A restituição pode ser paga por depósito em conta corrente ou poupança de titularidade do contribuinte, ou via Pix. No caso do Pix, a Receita só aceita a chave CPF vinculada a uma conta bancária do titular da declaração. Chaves do tipo e-mail, telefone ou aleatória não são permitidas.

Se houver erro nos dados bancários ou na chave Pix, o valor não é creditado automaticamente e será necessário reagendar o pagamento junto ao Banco do Brasil.

Na prática, para aumentar as chances de receber a restituição do Imposto de Renda 2026 o quanto antes, a recomendação é organizar os documentos com antecedência, usar a declaração pré-preenchida, optar pelo recebimento via Pix com chave CPF, revisar cuidadosamente todas as informações e entregar a declaração assim que o prazo for aberto pela Receita Federal.



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Por que Mark Mobius, investidor veterano, não vai comprar ouro apesar da alta histórica


O investidor Mark Mobius, investidor veterano, disse que o ouro se tornou pouco atrativo após o histórico rali. Ele alertou que uma possível recuperação do dólar poderia prejudicar os metais preciosos em um momento em que grande parte do mercado permanece firmemente otimista.

“Eu não vou comprar a este nível, isso é certo”, disse Mobius, diretor-gerente do Mobius Emerging Opportunities Fund, em entrevista à Bloomberg TV nesta sexta-feira. Ele acrescentou que consideraria o metal se os preços estivessem 20% mais baixos do que os atuais.

O dólar pode se fortalecer em relação aos níveis atuais, uma vez que as previsões apontam para uma retomada da economia dos Estados Unidos, uma mudança que provavelmente tornaria os metais preciosos menos atrativos, acrescentou.

A visão cautelosa de Mobius vem após o melhor ano para o ouro desde 1979, estimulado por compras de bancos centrais, taxas de juros mais baixas e demanda de investidores pelo chamado trade de desvalorização, em que preocupações com o aumento da dívida afastam os investidores em títulos de dívida de governos e moedas. A perspectiva permanece positiva para muitos investidores, já que a maioria dos fatores que impulsionaram o ouro no ano passado permanece intacta.

Em outra frente, Mobius disse que China, Índia, Coreia do Sul e Taiwan são os mercados acionários mais atrativos da região para investidores globais, e acrescentou que o rali da China parece sustentável devido aos avanços do país no setor de tecnologia.

“O objetivo da China agora é ultrapassar os EUA em tecnologia de chips de ponta e em todos os tipos de IA”, disse Mobius, que investe em mercados emergentes há cerca de três décadas. “O dinheiro está indo nessa direção, não na direção dos consumidores.”

Ele continua otimista em relação às ações indianas, citando a iniciativa do governo de aumentar os gastos e investimentos, principalmente no setor de tecnologia.



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Sem pijama: governo americano lança campanha para passageiro se vestir melhor em voo


Será que se vestir melhor faria os viajantes se comportarem de forma mais educada?

O governo americano acha que sim. Já os passageiros talvez não estejam tão convencidos.

O Departamento de Transportes deu início à temporada de viagens de fim de ano de 2025 com uma campanha de civilidade, admitidamente impossível de fiscalizar, com o objetivo de trazer de volta a “cortesia e a classe ao transporte aéreo”. Desde 2019, os episódios de surtos a bordo aumentaram cinco vezes, com um salto expressivo durante a pandemia, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA).

A ideia é que, se mais passageiros optarem por jeans e uma camisa decente, os ânimos fiquem mais tranquilos. Ao menos é o que acredita o secretário de Transportes, Sean Duffy. “Vamos tentar não usar chinelos e pijamas ao ir para o aeroporto”, disse ele no aeroporto de Newark, em Nova Jersey, no fim de novembro.

Se você já passou algum tempo a 10 mil metros de altitude, é compreensível achar que Duffy escolheu uma batalha perdida.

Conforto pode ser raro nas passarelas de moda, mas domina completamente as pistas de pouso — a ponto de inspirar linhas específicas para viagem, como a AirEssentials, da Spanx. Alguns influenciadores do TikTok chegaram a prometer tornar pijamas e chinelos o uniforme oficial de aeroporto.

“Os passageiros estão apenas se vestindo para o tipo de viagem aérea que existe, não para a que gostariam que existisse”, disse a comediante Michelle Wolf. “É um ônibus no céu”, afirmou em um post no Instagram em dezembro.

Adam Schlemmer, que viajava por Newark em janeiro, acha que se vestir melhor pode desestimular comportamentos hostis entre passageiros. Pessoalmente, ele costuma usar moletom ou jeans com um suéter.

“Se eu estivesse voando de classe executiva, ou representando alguém ou alguma coisa, pensaria em me vestir melhor”, disse o jovem de 21 anos, de Charlotte, na Carolina do Norte.

Lindsey Zurn, de 32 anos, adora montar looks, mas quando o assunto é avião, o conforto fala mais alto. Com pelo menos 30 horas de viagem no último ano, ela prefere um “conjunto elevado” — roupas esportivas combinando e estilosas — além de uma jaqueta leve para sobreposição e sapatos baixos.

“Eu realmente acredito que, quando você se sente bem com a aparência, se sente melhor”, disse a especialista em sourcing da QVC, de West Chester, na Pensilvânia. “Mas não tenho certeza de que só esse pensamento torne momentos estressantes de viagem mais fáceis.”

Nem sempre foi assim. Houve um tempo em que viajar de avião era sinônimo de se arrumar bem. Na era de ouro da aviação comercial, voar era algo glamouroso, restrito aos ricos, que podiam bancar o alto custo do estilo de vida luxuoso.

“Era algo que apenas a elite fazia”, disse Valerie Steele, diretora do museu do Fashion Institute of Technology, em Nova York.

Vestir-se bem refletia essa exclusividade e o luxo geral das viagens aéreas nas décadas de 1950 e 1960. Mulheres usavam vestidos e meias finas; homens, ternos e chapéus. As refeições vinham em porcelana fina, e vinho e champanhe eram servidos à vontade.

Tudo isso mudou após a desregulamentação do setor aéreo, em 1978. Com a popularização dos voos e a transformação da viagem aérea em algo rotineiro, veio também um rebaixamento no vestuário — acompanhando mudanças mais amplas da moda e, ao mesmo tempo, uma piora da experiência.

Para atender a mais passageiros, as companhias aéreas tornaram os assentos mais apertados e passaram a cobrar à parte por serviços, disse Shea Oakley, historiador da aviação.

“Elas passaram a cobrar por tudo, menos pelo cinto de segurança e pelo banheiro”, afirmou. “Era possível voar muito barato, mas de forma extremamente desconfortável.”

Os passageiros passaram a se vestir de acordo com isso; jeans e camisetas se tornaram padrão, explicou Oakley.

Ainda assim, viajar de avião nos anos 1980 parece luxuoso quando comparado aos dias atuais.

Hoje, os aviões estão mais cheios do que nunca, à medida que as companhias lutam por rentabilidade. Atrasos longos são quatro vezes mais comuns do que em 1990, segundo dados federais analisados por Maxwell Tabarrok, doutorando da Universidade Harvard. E os controles de segurança em múltiplas etapas, que tornaram as viagens mais seguras após o 11 de Setembro, também as tornaram mais penosas.

A chamada “fúria aérea” tornou-se mais frequente. A pandemia agravou o problema, com relatos de passageiros indisciplinados aumentando seis vezes entre 2020 e 2021, segundo a FAA.

O governo já tentou outras estratégias para lidar com a questão; nos últimos anos, a FAA endureceu as punições para comportamentos inadequados a bordo.

Ainda assim, alguns viajantes frequentes acham que a campanha mais recente do Departamento de Transportes erra o alvo.

“Parece que equiparar a ‘fúria aérea’ à forma de se vestir transforma a roupa em bode expiatório de uma experiência de voo cara, estressante e excessivamente corporativa”, disse Iain Gordon, engenheiro de projetos de 29 anos, de Richmond, Virgínia, que costuma viajar de moletom esportivo e capuz.

Oakley — que ainda veste um paletó esportivo e evita jeans quando voa — considera a iniciativa de Duffy uma “ideia nobre”, mas acredita que ela dificilmente terá impacto enquanto voar continuar sendo “barato, porém desagradável”.

Segundo Steele, os passageiros se vestem para “suportar os horrores” que esperam no aeroporto, como atrasos longos que podem levá-los a dormir no chão. “Voar hoje é uma experiência tão desagradável”, disse ela. “Como ousam nos culpar?”

O governo não deveria se surpreender, acrescentou Steele, se o público simplesmente ignorar a campanha.

“Não deveria ser controverso sugerir que as pessoas se vistam de forma respeitosa em público, especialmente em ambientes onde crianças podem estar presentes”, afirmou um porta-voz do Departamento de Transportes.

A pasta batizou a iniciativa de “A Era de Ouro das Viagens Começa com Você”, na tentativa de resgatar tempos mais elegantes. Para Sara Nelson, presidente internacional da Associação de Comissários de Voo, o código de vestimenta necessário para manter a civilidade nos voos é bem mais simples:

“Os comissários ficariam felizes se as pessoas ao menos mantivessem os sapatos e as meias nos pés.”

Escreva para Dean Seal em dean.seal@wsj.com.

Traduzido do inglês por InvestNews



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