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Estudo quer mostrar potencial de aproveitamento de resíduos no país


Um estudo já em andamento quer identificar todo o resíduo que hoje é descartado no país, mas que pode voltar para a economia na forma de matéria-prima.

O diagnóstico mais completo em realização no Brasil sobre esse potencial foi contratado por uma empresa privada interessada na riqueza de materiais presente no que hoje vai parar em aterros sanitários e lixões.

“O Brasil gera, por dia, 215 mil toneladas de resíduos nas suas residências. Disso, hoje, só é aproveitado algo em torno de 5%. Reaproveitar tanta matéria-prima é muito mais do que uma necessidade ambiental, é uma necessidade real de não desperdiçar”, afirma o diretor-presidente da Marquise Ambiental, Hugo Nery.

Em uma primeira fase do estudo foram coletadas amostras dos resíduos gerados em diferentes cidades do país para uma primeira análise sobre quais matérias estão presentes nos resíduos urbanos.

Essa etapa, chamada de gravimetria, demonstrou que mais de 50% do que é descartado é alimento, revela o empresário.

“Essa composição é comum no Brasil inteiro e, a partir daí, você tem as outras frações que se compõem, como 13% de plástico, 17% de papel/papelão, 9% de vidro e todos os outros produtos que estão incluídos no nosso descarte”, explica Nery.

De acordo com o empresário, conhecer essa composição não é o suficiente para entender o real cenário dos resíduos no país.

Ele ressalta que é necessário também compreender qual é e onde está a demanda por esse tipo de material.

“A pesquisa vai nos mostrar também quais desses produtos hoje já têm mercado definido. Como esse mercado funciona? Quem são os participantes? E o que é que a gente ainda pode incluir na economia? Você ainda tem muito material descartado no resíduo domiciliar que não está indo para esse mercado”, explica o empresário.

Recursos

A pesquisa foi selecionada para receber crédito do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico Tecnológico (FNDCT), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Segundo Paulo José Resende, gerente de Transição Energética da Finep, o financiamento à empresa é uma linha ofertada a todos os setores da economia, para que os empreendimentos tenham a capacidade de alavancar aplicações em tecnologia e inovação.

“Assim [com esse financiamento] essas empresas podem ganhar competitividade e eficiência, não só nas próprias atividades, mas também em benefícios para a sociedade”, avalia.

Ao todo, foram concedidos crédito de R$ 84 milhões, em dois projetos que envolvem, além da pesquisa com previsão de entrega em setembro, um Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos (CTTR), na cidade de Aquiraz, no Ceará, a cerca de 30 km de Fortaleza.

“Dentro dessa estrutura teremos compostagem, tratamento de chorume para produção de água destilada, triagem e separação de resíduos”, adiantou o diretor-presidente da Marquise Ambiental, Hugo Nery.

Seleção

De acordo com Paulo José Resende, os projetos financiados pela Finep passam por um processo criterioso de seleção, no qual, além das capacidades de endividamento e de desenvolvimento da proposta de inovação pela empresa, a iniciativa também é avaliada a partir da perspectiva de avanço tecnológico e de benefícios socioambientais.

“É uma dotação que, este ano, está estimada em R$ 30 bilhões, exclusivamente para projetos de ciência, tecnologia e inovação, para empresas que pretendem dar um passo tecnológico adiante, trazer a tecnologia para o coração da sua atividade empresarial, industrial, e assim poder colher frutos”, reforça.

Apoio financeiro

Inovação, circularidade econômica e descarbonização também são os principais eixos de uma outra linha de acesso aos recursos da Finep, disponibilizada pelo programa Mais Inovação Brasil.

De acordo com Resende, a diferença é que os recursos oferecidos pelo programa não são reembolsáveis.

“É o recurso mais nobre que o governo brasileiro oferece às empresas para desenvolverem tecnologia. E a partir da subvenção econômica, elas passam a ter a capacidade de desenvolver tecnologias mais ousadas e incertas, ou seja, aquelas que ainda não têm 100% de segurança de funcionamento”, explica o gestor do Finep.

A Finep está aberta para uma segunda rodada de seleção de financiamentos do programa Mais Inovação Brasil até o dia 31 de agosto, com a oferta de R$ 150 milhões.

Para participar, é necessário fazer um cadastro online na Finep.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), serão ofertados por meio do Mais Inovação Brasil, um total de R$ 108 bilhões.



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Produção de veículos em março registrou melhor resultado desde 2019


O desempenho do setor automotivo em março superou as expectativas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo balanço da associação, divulgado nesta quarta-feira (8), este foi o melhor mês para a produção de veículos desde outubro de 2019 e também o melhor mês de março desde 2018, com 264,1 mil unidades produzidas entre automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. Isso representou uma alta de 35,6% sobre março de 2025 e de 27,6% sobre fevereiro.

“Tivemos um excelente número de produção no mês de março, o melhor resultado em um mês desde outubro de 2019, pré-pandemia. Esse foi um dado que nos chamou bastante a atenção”, disse Igor Calvet, presidente da Anfavea, durante entrevista à imprensa.

No acumulado do ano, a produção somou 634,7 mil unidades, um incremento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do bom resultado, Calvet acentuou que o setor se mantém em alerta, principalmente pela conjuntura externa e os conflitos no Oriente Médio que podem continuar pressionando o preço do petróleo.

Quanto aos emplacamentos, este foi o melhor mês de março desde 2013, com 269,5 milhões de autoveículos comercializados. Este também foi, segundo a Anfavea, o melhor resultado para um mês desde dezembro de 2014.

Na comparação com março do ano passado, houve aumento de 37,8% nos emplacamentos. No entanto, a Anfavea ressalta que neste ano o mês de março teve mais dias úteis que no ano passado, quando teve o carnaval. Já em relação a fevereiro, o aumento foi de 45,5%.

Considerando-se as vendas do primeiro trimestre deste ano, o crescimento alcançou 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado, com 625,2 mil veículos emplacados.

“O desempenho surpreende, mas ainda não é tempo de comemorarmos. Março surpreende, mas são os próximos meses que vão definir como vamos lidar com o restante do ano”, disse Calvet.

Caminhões

Um dos destaques do mês foi o segmento de caminhões, com 8,8 mil unidades emplacadas, 31,9% a mais que fevereiro, mas 6,2% inferior a março de 2025. Isso se deveu, de acordo com a associação, ao lançamento do programa federal Move Brasil, que oferece juros reduzidos na troca de caminhões mais antigos.

“No segmento de caminhões, tivemos agora um suspiro. Não foi ainda um respiro profundo, mas um pequeno suspiro”, disse o presidente da entidade. “Ainda é um cenário ruim, mas é menos pior, embora ainda seja de bastante preocupação”, ressaltou.

Exportações e importações

As exportações atingiram 40,4 mil unidades em março deste ano, o que representou um crescimento de 21,1% sobre fevereiro e de 1,1% em relação a março de 2025.

Já as importações somaram 47,3 mil unidades, incremento de 40% em relação a fevereiro e 25,7% ante março do ano passado.

Crescimento

Mesmo com as incertezas provocadas principalmente pela guerra no Oriente Médio, a Anfavea manteve suas projeções de crescimento neste ano.

Segundo a entidade, a expectativa é que de 2026 feche com alta de 3,7% na produção de veículos – o que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.

Também é esperada alta no licenciamento desses veículos, que devem crescer em torno de 2,7% neste ano.



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Acidente deixa uma pessoa morta na MS- 384





Uma pessoa morreu após uma colisão entre um carro e uma moto, no trevo de acesso a Antônio João no distrito de Nova Itamarati.

A Polícia Rodoviária Estadual está no local.

Peritos da Polícia Civil são aguardados para realizar os levantamentos.

O nome da vítima ainda não foi divulgado.




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Irã ameaça romper cessar-fogo após ataques de Israel contra o Líbano


O Irã ameaça romper o cessar-fogo e retaliar Israel em resposta aos sucessivos bombardeios realizados contra o Líbano nesta quarta-feira (8). Fontes do governo iraniano informaram às agências de notícias do país persa que Teerã estuda retomar os ataques devido ao rompimento do acordo por parte de Israel.

“O Irã pode se levantar em uma ofensiva de defesa em grande escala a qualquer momento, já que o regime israelense está recorrendo à violação de um cessar-fogo frágil e temporário, alertou um alto funcionário da segurança”, disse a mídia estatal iraniana Press TV.

O alto funcionário pediu que os países mediadores intervenham. O Irã exige que o cessar-fogo envolva todas as frentes de batalha, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza, alvos de bombardeios israelenses nos últimos 40 dias de guerra no Oriente Médio.

Em rede social, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, defendeu a suspensão do cessar-fogo e o fechamento do Estreito de Ormuz.

“Em resposta à invasão selvagem dos sionistas ao Líbano, agora mesmo deve-se parar o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Os libaneses deram suas vidas por nós, e não devemos deixá-los sozinhos nem por um momento. Cessar-fogo ou em todas as frentes ou em nenhuma frente”, disse.

Em comunicado divulgado pela mídia iraniana, as Forças Armadas do país informaram que manterão controle “inteligente” sobre o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás mundial, sem especificar como seria esse controle.

A reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas foi uma das condições para o cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã.

Israel ataca Líbano

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que apoia o acordo costurado entre os EUA e o Irã, mas acrescentou que o Líbano ficaria fora do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram ter bombardeado 100 alvos em dez minutos no sul do Líbano e Beirute.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que, em contagem preliminar, os ataques de hoje causaram “dezenas de mortes e centenas de feridos”.

Vídeos de prédios destruídos no centro da capital libanesa circulam nos veículos do país vizinho. O Hezbollah pediu aos moradores deslocados pela guerra que não retornem às suas residências até que o cessar-fogo seja oficialmente decretado no Líbano.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, lamentou os ataques de Israel contra bairros residenciais e densamente povoados.

“[Israel não se importa] com todos os esforços regionais e internacionais para deter a guerra, não obstante o desprezo total pelos princípios do direito internacional e do direito internacional humanitário, que nunca respeitou de fato”, escreveu em uma rede social.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou o frágil cessar-fogo entre o Irã e os EUA, afirmou que a violação do acordo compromete o processo de paz.

“Eu apelo sinceramente e com toda a seriedade a todas as partes para que exerçam moderação e respeitem o cessar-fogo por duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel de liderança rumo a uma solução pacífica para o conflito”, afirmou em mensagem nas redes sociais.

Até ontem, o Ministério da Saúde do Líbano calculava que a atual fase do conflito, iniciada no dia 2 de março, matou mais de 1,5 mil pessoas, ferindo mais 4,8 mil.

Israel ainda bombardeou 93 unidades de saúde libanesas e 57 profissionais de saúde foram assassinados. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas de suas residências no período.



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IPTU 2026: contribuinte pode garantir 20% de desconto até sexta-feira em Ponta Porã





Termina nesta sexta-feira, dia 10 de abril, o prazo para que os contribuintes de Ponta Porã possam quitar o IPTU 2026 em cota única com 20% de desconto. A informação é da Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento Orçamentário.

Quem optar pelo pagamento à vista dentro do prazo terá o abatimento máximo sobre o valor total do imposto. Já os contribuintes que preferirem parcelar poderão dividir o pagamento em até 9 vezes, com desconto de 5%, desde que as parcelas sejam pagas até as respectivas datas de vencimento.

Os carnês estão disponíveis para emissão online no site oficial da Prefeitura de Ponta Porã (www.pontapora.ms.gov.br), por meio do banner principal. Também é possível retirar o boleto presencialmente no Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), localizado na Avenida Brasil, esquina com a rua Tiradentes.

A administração municipal reforça a importância de atenção ao prazo do primeiro vencimento, que ocorre neste dia 10 de abril de 2026, válido tanto para o pagamento em cota única quanto para a primeira parcela. Em caso de dúvidas, os contribuintes podem buscar atendimento pelos canais oficiais da Prefeitura ou diretamente no CAC.




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Campos Neto falta à CPI do Crime Organizado pela 3ª vez


O ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, não compareceu à reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, do Senado, nesta quarta-feira (8).

Convocado na condição de testemunha qualificada, por seu conhecimento técnico, Neto faltou ao depoimento após seus advogados comunicarem ao colegiado que a obrigatoriedade de sua presença violaria decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Esta é a terceira tentativa frustrada da comissão de ouvir o economista, que presidiu o BC entre 2019 e 2024. Segundo o presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), Neto foi, inicialmente convidado, depois, convocado, por ter condições de contribuir, de forma relevante, para os trabalhos da CPI, criada para apurar a atuação, expansão e o funcionamento de facções criminosas no Brasil.

A primeira tentativa da CPI de ouvir Neto ocorreu em 3 de março, quando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), transformou a convocação em convite, tornando facultativa a participação do ex-presidente do BC na reunião.

O colegiado insistiu no convite para que Neto participasse da reunião de 31 de março. Diante da recusa do economista, o colegiado aprovou, na mesma data, a convocação de Neto para a reunião de hoje – na qual os parlamentares estão ouvindo o depoimento do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A convocação, pela CPI, torna obrigatória a presença de qualquer pessoa. Os membros da comissão agora avaliam as medidas a serem tomadas em curto espaço de tempo, pois o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI, mantendo como limite o dia 14.



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Cesta básica fica mais cara em todas as capitais brasileiras em março


No mês de março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal.

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.

Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.

Cesta mais cara do país

Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.



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ARTIGO: ESCALA 6X1 – EFEITOS PRÁTICOS – REFLEXÕES


José Carlos Manhabusco – advogado

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados discutiu, no dia 7 (terça-feira), propostas que tratam do fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso por semana) e da redução da jornada de trabalho no Brasil com confederações setoriais.

Foram convidados representantes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); da Confederação Nacional da Indústria (CNI); da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); e da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Fonte: Agência Câmara de Notícias.

Não se trata de benefício ou prejuízo, mas sim de adequação das condições de trabalho. Entretanto, em virtude da diversidade de atividades econômicas, o assunto ganha maior relevância, eis que não estamos tratando apenas de comércio ou indústria.

Entre os temas invocados nas propostas verifica-se a sustentabilidade econômica, o direito ao lazer, à convivência familiar, à saúde etc.

É verdade que a folga apenas no dia de domingo não se constitui em um verdadeiro descanso.

No caso há que se avaliar também o custo da redução, especialmente dos que trabalham por comissão ou tarefa.

A alteração envolve modificação do texto constitucional, da CLT de leis esparsas etc., ou seja, mudanças profundas e significativas que deverão ser absolvidas pelo sistema jurídico e atividade econômica, especialmente por conta da carga tributária.

O trabalho escravo é um grande exemplo do que ocorre nos dias de hoje, cujo desfecho ainda não encontrou uma solução pacífica, sendo que a exploração continua sendo objeto de enfrentamento pelos órgãos de fiscalização.

O trabalho escravo contemporâneo no Brasil é crime previsto no artigo 149 do Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), definido pela redução de alguém a condição análoga à de escravo, sujeitando-o a trabalhos forçados, jornada exaustiva, condições degradantes ou restrição de locomoção por dívida. A pena é de reclusão de 2 a 8 anos e multa. Fonte: Portal CNJ.

Com efeito, o comprometimento do estado de saúde do trabalhador (a) afeta diretamente o órgão previdenciário, bem como a Justiça do Trabalho, uma vez que à saúde se torna um bem diretamente afetado pelas longas jornadas e exposição aos agentes de risco sem proteção.

O trabalho em turnos flexíveis; reorganização da produção; ajustes logísticos; poderiam ajudar ao procedimento, logicamente sem o aumento de custos, diminuição do salário, desemprego etc.

Para finalizar a reflexão, não entendemos que a entidade sindical possa substituir à lei, sendo certo que, na prática, não se pode negociar garantias constitucionais e medidas que podem comprometer à saúde, à segurança e à higidez física do trabalhador (a). Logo, são direitos inegociáveis.

Devemos evitar os acidentes de trabalho e as doenças de natureza ocupacional, sendo que à saúde é o bem maior de um ser humano.



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Cigarrinha-do-milho causa prejuízo de 25,8 bilhões de dólares ao país em 4 anos


A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), considerada a principal praga da cultura, tem provocado prejuízos bilionários à produção nacional. Um estudo inédito quantificou o impacto econômico dos enfezamentos do milho na produção nacional. Entre 2020 e 2024, o Brasil perdeu uma média de 22,7% de sua safra de milho anualmente devido a essas doenças, cujos patógenos são transmitidos por aquele inseto-vetor, gerando um prejuízo de cerca de 6,5 bilhões de dólares anuais.

Ao longo das quatro safras avaliadas, o montante acumulado de perdas financeiras atingiu a marca de 25,8 bilhões de dólares, uma vez que cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos deixaram de ser produzidas.

Para se chegar a esses resultados foram analisados dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) referentes às séries históricas de produtividade, produção de grãos e área plantada de milho desde 1976 e estimadas as perdas econômicas associadas aos enfezamentos nas principais regiões produtoras do grão no Brasil.

As conclusões foram publicadas na revista internacional Crop Protection e detalham como os enfezamentos e a cigarrinha-do-milho passaram de um problema secundário para o maior desafio sanitário do sistema produtivo de milho no Brasil das últimas décadas. O estudo foi conduzido pela Embrapa Cerrados (DF), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Radiografia dos prejuízos

Além de dados estatísticos, os pesquisadores utilizaram informações coletadas pelo projeto Campo Futuro, iniciativa da CNA e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Os levantamentos foram conduzidos em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do Brasil e reuniram produtores rurais e especialistas. Por consenso técnico, eles identificaram e estimaram as perdas associadas à cigarrinha-do-milho e ao complexo de enfezamentos em cada município e safra.

Na primeira safra analisada (2020/2021), o impacto foi maior – 28,9% de perda na produção. Na safra 2023/2024, houve redução no índice – 16,7%. Já o gasto com aplicação de inseticidas para controle da cigarrinha subiu 19% nessas quatro safras, superando nove dólares por hectare, o que elevou significativamente o custo de produção para o agricultor.

“Os resultados indicam que os enfezamentos do milho levaram a uma perda média de 31,8 milhões de toneladas por ano”, aponta Charles Oliveira, pesquisador da Embrapa Cerrados e autor do estudo. Em cerca de 80% das localidades avaliadas, a cigarrinha ou os enfezamentos foram apontados como fator central para a queda de produtividade.

Larissa Mouro, coordenadora do Campo Futuro, enfatiza a importância do estudo para o setor produtivo: “Esse histórico permitiu gerar uma estimativa econômica consistente e com abrangência nacional”.

A ameaça dos enfezamentos
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial do grão e um dos principais exportadores. A estimativa para a safra 2025/2026 é de uma produção de 138,4 milhões de toneladas, segundo dados da Conab, e um valor de produção de cerca de 30 bilhões de dólares.

Atualmente, os dois tipos de enfezamentos – o pálido (Spiroplasma kunkelii) e o vermelho (“Candidatus” Phytoplasma asteris) – são a maior ameaça fitossanitária à produção brasileira do grão. As duas doenças são causadas pela cigarrinha-do-milho, que também transmite os vírus do mosaico-estriado e da risca do milho.

De acordo com o pesquisador da Embrapa, o problema é agravado por não haver tratamento preventivo para essas doenças, que podem ocasionar a perda total, principalmente de lavouras cultivadas com híbridos suscetíveis.

Embora os patógenos sejam conhecidos desde a década de 1970, surtos epidêmicos tornaram-se frequentes a partir de 2015. “Mudanças no sistema de produção ocorridas nas últimas décadas, como a expansão da safrinha e o cultivo de milho durante quase todo o ano, criou um cenário favorável para a sobrevivência da cigarrinha e dos microrganismos”, detalha Oliveira.

Para Tiago Pereira, assessor técnico da CNA, a cigarrinha deixou de ser um problema localizado: “Estamos falando de perdas que impactam diretamente a renda do produtor, a estabilidade produtiva e a competitividade do País. O diferencial desse estudo é transformar essa percepção recorrente em números, com base científica”.

Tendências na produção brasileira

A série histórica da produção do milho no Brasil mostra que a área plantada apresentou pouca variação entre 1976/1977 e 2011/2012 ao oscilar entre 10 e 14 milhões de hectares. Registrou crescimento a partir da safra de 2015/2016, cujo pico de 22,3 milhões de hectares ocorreu em 2022/2023.

A produção total e a produtividade média anual das lavouras seguiu essa tendência: a produtividade frequentemente esteve abaixo de três toneladas por hectare e a produção totalizou em torno de 42 milhões de toneladas por safra até o início dos anos 2000. Aumentos significativos foram observados entre 1999/2000 e 2014/2015, quando a produtividade ultrapassou cinco toneladas por hectare e a produção chegou a 84 milhões de toneladas.

“Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela adoção do milho de segunda safra e a introdução de novas tecnologias de produção, como a adoção de culturas geneticamente modificadas”, lembra o pesquisador. Se, por um lado, a tecnologia impulsionou a produção, por outro, o surgimento dos surtos de enfezamentos a partir de 2014/2015 causou declínios severos na produtividade nacional.

Manejo integrado e boas práticas agrícolas

A cigarrinha-do-milho possui alta capacidade de reprodução e dispersão. Presente em todas as regiões do País, é uma espécie de difícil manejo. O controle biológico com fungos entomopatogênicos, inimigos naturais da praga, tem se mostrado uma alternativa de manejo a ser associada ao controle químico e uma opção importante para o sistema, uma vez que algumas populações de cigarrinha-do-milho já apresentam resistência a certos grupos de inseticidas.

Uma vez que o controle baseado exclusivamente em inseticidas químicos é insuficiente, a pesquisa recomenda a adoção de um conjunto de práticas:

  • Eliminação do milho tiguera (plantas voluntárias que surgem na entressafra pela perda de grãos na colheita e no transporte): quebra o ciclo de vida do vetor e do patógeno.
  • Sincronização do plantio: evita janelas de semeadura longas que favorecem a dispersão da cigarrinha entre as lavouras.
  • Uso de cultivares resistentes ou tolerantes mantém níveis elevados de produtividade mesmo sob pressão das doenças.
  • Manejo inicial com aplicação de controle químico e biológico nos estádios iniciais da planta (até V8): previne que a infecção cause danos mais severos.
  • Monitoramento: implica vigilância constante e coordenada entre produtores vizinhos.

Segurança alimentar e políticas públicas

O impacto dos enfezamentos ultrapassa a porteira da fazenda. Como o milho é base para a produção de proteína animal (aves, suínos e leite) e biocombustíveis, as quebras de safra elevam os preços para o consumidor e afetam a balança comercial brasileira.

Segundo a pesquisadora da Epagri, Maria Cristina Canale, estimar as perdas econômicas na agricultura causadas por pragas e doenças é essencial para o desenvolvimento de políticas públicas mais efetivas. “Com informações sobre perdas agrícolas do milho causadas por doenças, é possível orientar a destinação de recursos financeiros, orientar o setor de seguro agrícola, definir janelas de plantio, planejar estratégias para mitigar os danos causados por essas doenças e avaliar a eficácia das práticas adotadas pelo setor produtivo”, conclui.



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Inscrições para o programa Mais Médicos terminam nesta quarta-feira


O prazo para os interessados em se inscrever para o 45º ciclo do projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB) termina às 22h59 (MS) desta quarta-feira (8).

O projeto coordenado pelo Ministério da Saúde é voltado à atuação na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), em regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, incluindo territórios indígenas, onde há escassez ou ausência de médicos

Os profissionais interessados em participar devem se inscrever por meio da Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento, com login da conta do portal Gov.br.

Para a participação no chamamento público, é indispensável a comprovação prévia da habilitação para o exercício da medicina, com o devido registro no Conselho Regional de Medicina. Os profissionais selecionados atuarão por até 48 meses, combinando atendimento direto à população com formação continuada.

Vagas

Neste novo edital (nº 24/2026), o Ministério da Saúde abriu 1.524 vagas.

São 1.351 vagas para equipes de Saúde da Família (eSF), 75 para equipes de consultório na rua e 98 para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

O documento esclarece que as vagas disponíveis foram distribuídas conforme estudos de demografia médica e sobre vulnerabilidade social.

Todos os médicos poderão participar; no entanto, os profissionais formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no Brasil terão prioridade na seleção e ocupação das vagas ofertadas pelo Mais Médicos.

O edital contempla três perfis principais:

perfil 1: médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado, com registro ativo no Conselho Federal de Medicina (CRM);

perfil 2: médicos brasileiros formados no exterior (intercambistas);

perfil 3: médicos estrangeiros com habilitação para atuar no exterior.

Os profissionais selecionados atuarão por 48 meses.

Bolsa-formação

O programa oferece uma bolsa-formação de R$ 14.121,63 para os médicos matriculados e com situação regular quanto às atividades educacionais previstas no projeto.

O médico participante deverá cumprir semanalmente com a carga horária de 44 horas de atividades que envolvem ensino, pesquisa e extensão, com componente assistencial, nas unidades de saúde no município ou distrito em que for alocado.

No caso de o médico comprovar a necessidade de mudança de domicílio em razão da alocação em município diferente do seu domicílio, o Ministério da Saúde poderá conceder ajuda de custo, que não poderá exceder ao valor de três bolsas-formação.

Mais Médicos

Lançado em 2013 para suprir a falta de profissionais em regiões remotas e fixá-los nesta áreas prioritárias, atualmente, o Programa Mais Médicos para o Brasil conta com mais de 26 mil médicos em atuação em todo o país.

O Ministério da Saúde orienta os candidatos a acompanharem regularmente a página eletrônica do Programa Mais Médicos para se informar oficialmente de todas as etapas relacionadas à adesão ao Projeto Mais Médicos para o Brasil – PMMB.



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