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Júri votou para dolo de mãe de Henry, mas juíza interferiu, diz promotor


O promotor de Justiça Fábio Vieira, do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), afirmou que os jurados do II Tribunal do Júri de Monique Medeiros e Jairinho, no caso da morte de Henry Borel, votaram 4 a 3 a favor de dolo para mãe do menino morto aos quatro anos.

A informação foi comunicada por Vieira em entrevista à CNN Brasil na manhã desta sexta-feira (5). Segundo o promotor, a votação faria com que Monique fosse condenada por homicídio doloso.

Porém, de acordo com Vieira, a juíza Elizabeth Machado Louro interferiu e pediu requisitação após manifestação de um dos advogados da mãe de Henry. Entenda abaixo: 

Bastidores da sala secreta

De acordo com relato do promotor, quando Monique começou a ser julgada na sala secreta, a primeira pergunta que se fez aos jurados foi se existiu omissão por parte da mulher. A resposta dos jurados foi “sim” por 4×3. 

A segunda pergunta é se os jurados absolviam Monique pela omissão e eles responderam que “não” por 4×3. Segundo Fábio, antes da entrada na sala, todos os quesitos são lidos pela magistrada para as partes e são apresentados em um papel para que concordem ou não. Dessa vez, todos os quesitos foram aceitos. 

Após as repostas dos jurados, foi feita a última pergunta: a omissão foi dolosa? A reposta “sim” a esse quesito já condenaria Monique por homicídio doloso. Os jurados responderam positivamente por 4×3. Então, nesse momento, Monique estaria condenada pelo crime.

Um dos advogados de Monique comemorou, o que gerou estranheza de todos os envolvidos, que o avisaram que a mulher havia sofrido a condenação. Assim, ele afirmou que o quesito não estava claro. Fábio rebateu e disse que, sim, estava claro, mas a juíza afirmou que voltaria o quesito. 

Mais uma vez, Fábio questionou a magistrada. No entanto, ela afirmou que continuaria com a requisitação e que questionaria “se Monique agiu com culpa nessa omissão”. O promotor alegou que isso inverteria totalmente a ordem e disse que isso já estava precluso, ou seja, já estava decidido.

Segundo Fábio, antes da entrada na sala, todos os quesitos foram lidos pela magistrada para as partes e apresentados em um papel para que todos concordem ou não. Dessa vez, todos os quesitos foram aceitos. 

Em entrevista à CNN, Fábio disse que o comportamento da juíza influenciou os jurados nesse ponto sensível e que ela mudou completamente o alcance do “sim” e do “não”.

“Nós entendemos que isso por si só já causa uma nulidade absoluta do julgamento. Por isso, nós já recorremos e se o recurso for provido, teremos um novo julgamento”, disse o promotor.

“Monique deixou filho ser torturado”

Além de revelar bastidores, Fábio Vieira afirmou à CNN Brasil que Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, menino morto aos quatro anos, deixou o filho ser torturado.

O promotor também disse que ficou espantado com a comemoração de algumas pessoas e da defesa de Monique, mesmo após ela ter sido condenada por omissão por tortura.

Ela foi condenada. Se o julgamento não for anulado e se a questão como está hoje for mantida, o que nós temos? Nós temos uma sociedade que olhou para Monique e disse: ‘você é responsável pela tortura que seu filho sofreu e essa condenação para você é dolosa. Então, você deixou seu filho ser torturado e a sociedade te condenou por isso.’

Fábio Vieira, promotor de Justiça do RJ

Sobre o perdão judicial concedido à Monique, Fábio analisa que a juíza comentou um “duplo equívoco jurídico”. Ele afirma que os jurados já haviam sido perguntados se eles absolvem Monique depois de já dizerem que ela foi omissa.

Ainda segundo ele, no caso da Monique houve negligência aos cuidados do filho, logo é contraditório conceder perdão “a uma mulher que submeteu o filho a essa situação”.

Para Vieira, a comemoração de Monique se justifica apenas pelo fato de ela estar livre, e não por ter sido considerada vítima ou injustiçada. Por fim, o promotor destacou que toda a análise é jurídica e se baseia nos fatos que foram comprovados dentro do processo judicial.

Condenações no caso Henry Borel

Dr. Jairinho, como é conhecido Jairo Souza Santos Júnior, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel.

Já Monique Medeiros, recebeu perdão judicial, instituto jurídico que afasta a aplicação da pena mesmo após o reconhecimento do crime. No caso da mulher, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Monique por tortura por omissão e desclassificou a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo.

Após a decisão, Monique deixou, na tarde desta quinta-feira (4), a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó em Bangu, na zona Oeste do Rio de Janeiro.

O que diz o pai de Henry

Em entrevista ao Bastidores CNN nesta quinta-feira (4), Leniel Borel, pai de Henry Borel, afirmou que a sentença final envolvendo Monique Medeiros no julgamento pela morte do menino representou uma “grande aberração jurídica”.

Na decisão, proferida ainda na madrugada desta quinta, Monique, mãe da criança, recebeu perdão judicial, instituto jurídico que afasta a aplicação da pena mesmo após o reconhecimento do crime.

Caso Henry Borel: “Mataram meu filho pela terceira vez”, diz pai

Ontem ficou muito claro, não só para mim, quanto para o Brasil inteiro, dessa ‘parcialidade tendenciosa’. Nós vamos recorrer […] Monique, no mínimo, foi omissa.[…] Esquecem ali que a Monique é a mãe. A garantidora. Ela é, no mínimo, a responsável pela vida do filho. E ela não o protegeu”, afirmou Leniel.

Durante a entrevista, o pai de Henry ainda chegou a questionar o perdão judicial concedido à Monique. “Ela foi condenada no homicídio culposo, e ter perdão judicial por crime doloso contra a vida? Um crime doloso contra a vida pode ter um perdão judicial?”, perguntou ele.

Leniel relatou que, ao longo dos cinco anos do processo, observou diversas decisões da magistrada que, em sua avaliação, beneficiaram Monique de forma injustificada, inclusive soltando a ré em situações que, segundo ele, contrariavam decisões do Supremo Tribunal Federal.

O que diz a defesa de Monique

Em nota, divulgada nesta quinta, a defesa de Monique afirmou que recebeu a decisão “com respeito”Leia na íntegra:

“Os advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais, que atuam na defesa de Monique Medeiros da Costa e Silva, recebem com respeito a decisão proferida pelo Conselho de Sentença, ressaltando que o Tribunal do Júri constitui uma das mais importantes garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, sendo a soberania dos veredictos um princípio expressamente assegurado pela Constituição da República de 1988.

Destacam ainda que o julgamento realizado foi pautado pela análise das provas produzidas na instrução processual, dentro das regras que regem o procedimento do Júri Popular. Ao longo de todo o processo, a defesa de Monique sustentou que ela não praticou qualquer agressão contra seu filho e que seu maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam. A morte de Henry representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos neste caso.

O processo também convida a sociedade à reflexão sobre a necessidade de evolução da compreensão dos fenômenos relacionados à violência doméstica, psicológica, de gênero, às relações abusivas e a exposição desmedida da mulher como vítima, pois nem sempre a vítima consegue identificar imediatamente os sinais da violência a que está submetida, especialmente quando inserida em ciclos complexos de manipulação emocional e dependência afetiva. Por fim, reiteram seu absoluto respeito à memória de Henry Borel Medeiros, às famílias envolvidas, às instituições democráticas e ao Tribunal do Júri, reconhecendo a importância constitucional da soberania dos veredictos como expressão da participação popular na administração da Justiça.”



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Caso Gritzbach: polícia aponta novo mandante da morte de delator do PCC


Um novo mandante foi apontado, em relatório final da Polícia Civil de São Paulo, como o outro mentor do assassinato de Vinicius Gritzbach. A CNN teve acesso aos documentos do caso nesta segunda-feira (17).

Diego dos Santos Amaral, conhecido como “Didi”, é o segundo suspeito de orquestrar a morte do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a Polícia Civil, o criminoso  também é suspeito de relações com a facção criminosa e do envolvimento com tráfico de drogas.

Veja a “teia do crime” com envolvidos na morte de Gritzbach

Didi possui antecedentes criminais pela prática de estelionato e adulteração de sinal identificador de veículo.

O traficante do PCC, Emílio de Carlos Gongorra Castilho, João Cigarreiro também foi apontado como o mandante do assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, no Aeroporto de Guarulhos, em 8 de novembro de 2024.

Relembre o caso

O assassinato aconteceu próximo do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos. A Polícia Militar confirmou que os disparos ocorreram por volta das 16h10 do dia 8 de novembro de 2024.

Ainda segundo a PM, cerca de cinco indivíduos desembarcaram de um veículo preto e efetuaram os disparos contra o empresário. Um carro com as características foi localizado abandonado em uma avenida próxima ao aeroporto.

Imagens do circuito de segurança do aeroporto mostram dois homens descendo de um carro, na área de embarque e desembarque, enquanto o delator se preparava para entrar em um veículo. Na cena, Gritzbach percebe o movimento após o primeiro disparo, e tenta pular a mureta, mas acaba alvejado pelos disparos.

No dia 13 de fevereiro, O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou uma operação em que o alvo era o mandante da execução do delator do PCC, Antônio Vinícius Gritzbach.



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Caso Vitória: depoimento de motorista reforça suspeitas contra Maicol


A CNN teve acesso ao depoimento de uma nova testemunha que pode colocar Maicol Antonio Sales do Santos muito próximo ao local onde Vitória Regina desapareceu.

O relato, considerado relevante pela polícia, foi dado por um motorista de transporte escolar que atua na rota do bairro Ponunduva, em Cajamar, e que, na noite do sumiço da jovem, havia acabado de deixar seu último aluno.

Caso Vitória: vizinha se mudou por medo de suspeito por morte da jovem

Segundo o motorista, momentos antes de Vitória Regina desembarcar no ponto final, ele passou pela área e viu um Toyota Corolla prata – veículo idêntico ao de Maicol – estacionado em uma rua lateral aos bares do Doca e do Pepo.

Dentro do automóvel, apesar da pouca iluminação, ele percebeu a presença de um indivíduo usando capuz.

Caso Vitória: jovem pode ter sido vítima de stalking

O motorista contou à polícia que conhece a namorada de Maicol, já que trabalham juntos na mesma empresa. No dia seguinte ao desaparecimento, ele enviou uma mensagem para ela em tom bem-humorado, brincando que havia visto o casal “fazendo arte” dentro do automóvel na noite anterior. No entanto, a resposta da namorada de Maicol foi seca e direta: “Que história é essa? Gostaria que esclarecesse essa informação. Onde teria me visto? Com quem eu estava?”.

Caso Vitória: veja evidências que ligam suspeitos do crime

A reação da jovem deu a entender que ela desconhecia completamente a situação. Na sequência, ela afirmou que iria tirar a história a limpo com o namorado, pois não estava com ele naquela noite. Ainda em tom de brincadeira, disse ao amigo: “Acho que estou levando galho”.

Dois dias depois, Maicol teria entrado em contato com o motorista utilizando o celular da namorada para questioná-lo sobre a história. Ele teria cobrado explicações sobre o suposto avistamento de seu veículo na rua e ainda perguntou sobre o depoimento da filha do motorista à polícia, insinuando que ambos estariam agindo de má-fé.

O motorista relatou que não sabia que sua filha havia prestado depoimento e afirmou ter se sentido, de certa forma, ameaçado pela abordagem de Maicol. O novo relato, somado às mensagens trocadas, pode contradizer a versão do único suspeito preso e reforçar a linha de investigação das autoridades.

Veja imagens do velório de Vitória



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Caso Vitória: vizinha se mudou com medo de suspeito após morte de jovem


A CNN teve acesso aos depoimentos da investigação sobre o desaparecimento de Vitória. O relatório preliminar deve ser concluído nos próximos dias. Entre os depoimentos colhidos, um dos mais relevantes é o de uma vizinha de Maicol, que revelou ter se mudado de casa por medo do suspeito após o sumiço da jovem.

A testemunha, que morava próxima a Maicol e conhecia parte de sua rotina, afirmou que a sensação de insegurança e a “fama” do homem na vizinhança a motivaram a procurar a delegacia espontaneamente para relatar o que viu na noite do desaparecimento.

Segundo ela, nunca havia visto Vitória na residência de Maicol nem qualquer outra mulher, mas notou uma movimentação estranha no local no dia do sumiço.

Por volta da meia-noite, a testemunha percebeu a chegada do carro de Maicol à casa e observou que ele fazia um movimento incomum na garagem. A cena levantou suspeitas, pois ela já havia presenciado amigos do suspeito usando drogas na residência em outras ocasiões. Na sequência, ouviu Maicol repetindo várias vezes que o carro estava “bom”.

O depoimento da vizinha é considerado relevante pela polícia, uma vez que se trata de alguém que convivia de perto com o suspeito e pode ajudar a esclarecer detalhes sobre seu comportamento na noite do desaparecimento de Vitória.

Outro vizinho confirma para a investigação que Maicol não era “bem-visto” na região.

Outro morador do bairro também prestou depoimento e confirmou que a “fama” de Maicol não é boa na vizinhança. Ele disse não conhecer o suspeito pessoalmente, mas afirmou que os comentários sobre ele no bairro não são positivos.

Na noite do desaparecimento de Vitória, essa testemunha não notou a presença da jovem no local, mas percebeu que havia dois ou três homens na casa de Maicol em um horário avançado, por volta da 1h da manhã. No dia seguinte, ao saber sobre o desaparecimento, o morador disse ter ficado com um peso na consciência e automaticamente se lembrou da movimentação na madrugada. Ele relatou à polícia que ficou “atordoado” o dia inteiro após associar os fatos e, cegou a pedir conselho sobre como agir para um amigo.



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Polícia Civil quer descobrir se ex-prefeita forjou o próprio atentado no MS


A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu mandados de busca e apreensão, na manhã desta segunda-feira (17), na cidade de Jardim, a cerca de 237 quilômetros de Campo Grande, para a coleta de provas relacionadas ao suposto atentado contra a ex-prefeita do município, Clediane Areco Matzenbacker. A operação busca elucidar se o crime foi forjado por pessoas ligadas a Clediane.

O caso ocorreu na madrugada do dia 29 de setembro do ano passado, quando Clediane estava em campanha de reeleição. Na ocasião, câmeras de segurança registraram o momento em que uma dupla em uma motocicleta passa em frente a casa da ex-prefeita e efetuaram os disparos, que acertaram a janela do quarto em que ela dormia com o marido, Gilson Matzembacher. O casal teria acordado com o barulho de vidro estilhaçado.

As corporações de Jardim e de Dourados (MS) cumpriram diligências em quatro endereços relacionados a três alvos. Segundo a Polícia Civil, foram apreendidos celulares da prefeitura que estavam com a ex-prefeita. Nos demais endereços foram apreendidos celulares e dispositivos eletrônicos ligados ao crime de contravenção.

A PCMS afirma que as diligências tem o objetivo de aprofundar uma nova linha de investigação que apura se o crime foi forjado por um grupo político ligada a ex-prefeita.



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Caso Priscila Brenda: namorado acusado de matar adolescente é julgado


Começou, nesta segunda-feira (17), o novo júri de Paulo Vitor Azevedo, acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Priscila Brenda Pereira Martins da Silva. Ele foi condenado, em 2023, a 18 anos de prisão, mas teve a sentença anulada. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o julgamento estava previsto para o dia 6 de fevereiro, mas foi remarcado após uma das testemunhas passar mal.

De acordo com a defesa de Paulo Vitor, ele não era namorado da vítima na época que ela desapareceu, em dezembro de 2012, aos 14 anos. Priscila Brenda teria desaparecido após entrar no carro do acusado, em Pires Belo, distrito de Catalão (GO) e o corpo da adolescente nunca foi encontrado.

“Nos autos processuais, consta que foi realizada uma investigação policial abrangente, com diversas diligências, incluindo interceptações telefônicas nos celulares dos acusados. A apuração demonstrou que não há qualquer prova que relacione Paulo Vitor ao desaparecimento da jovem. Sendo o acusado inocente, isso será devidamente demonstrado ao corpo de jurados do egrégio Tribunal do Júri, garantindo um julgamento justo e imparcial”, afirmou a defesa.

O julgamento foi anulado pois uma das juradas publicou no Instagram fotos da mãe da vítima usando uma camiseta com a foto de Brenda e a frase “Queremos Justiça”. Ela também postou um texto sobre o caso. Para o TJGO, a postura da jurada configurou quebra de sigilo das votações e da imparcialidade necessária ao julgamento, pressupostos previstos no Código de Processo Penal.

Paulo Vitor teve um mandado de prisão temporária expedido em dezembro de 2013, mas não chegou a ser preso pois estava foragido. Em fevereiro de 2014, ele se apresentou espontaneamente e o mandado foi revogado. Em depoimento, o suspeito afirmou que esteve com Priscila no dia do desaparecimento, mas a jovem não entrou no carro e nem saiu da cidade com ele.

Paulo Vitor e o amigo, Claudomiro, foram presos em 2014, mas acabaram soltos para responder o processo em liberdade até o julgamento, que ocorreu em 2023. Claudomiro acabou inocentado.



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Caso Vitória: Maicol confessa ter assassinado jovem em Cajamar


Em novo depoimento, Maicol Antonio Sales do Santos confessou o assassinato da jovem Vitória Regina de Souza, em crime ocorrido em Cajamar (SP). Maicol já está preso. A informação foi confirmada pela CNN com duas fontes da Polícia de São Paulo.

Em perícia realizada no celular de Maicol, a polícia também havia encontrado imagens de um revólver e uma faca.

Caso Vitória: do sequestro à confissão, entenda como jovem foi morta

Em coletiva nesta terça-feira (18), a polícia confirmou que Maicol foi o único responsável pela morte de Vitória.

A jovem Vitória, 17 anos, foi encontrada morta em uma região de mata em Cajamar, na Grande São Paulo. Ela ficou desaparecida por 7 dias, após ser sequestrada enquanto voltava para casa.

Saiba como Vitória foi morta por Maicol

A polícia acredita que o corpo, encontrado no último dia 5, foi deixado entre 4 e 5 dias anteriores da descoberta.

Stalking contra vítima

A CNN teve acesso às informações extraídas, a partir do software israelense Cellebrite, que auxiliou a polícia a localizar provas contra Maicol Antônio Sales dos Santos.

Entre os arquivos encontrados no dispositivo do indivíduo, há diversas fotos de Vitória. Os diversos registros denotam traços idênticos aos observados nos crimes de stalking.

A perícia constatou que Maicol acessou o perfil de Vitória no Instagram após seu desaparecimento, na madrugada do dia 27 de fevereiro. Os investigadores, em uma análise inicial, conjecturam que o homem pode ter algum tipo de ‘fixação’ pela vítima do crime.

O interesse acentuado no perfil da vítima, não se restringe somente a ela. Também constam imagens de outras garotas que se assemelham fisicamente, apresentando os mesmos traços e biotipo.

A investigação apura conversas de Maicol com o ex-namorado de Vitória, mostrando preocupação sobre seu automóvel supostamente relacionado ao crime, o que poderia sugerir ligação entre eles.

À CNN, os advogados de Maicol negaram o envolvimento dele com o crime e disseram que provarão a inocência do homem ao longo da investigação e do processo.

Data para fim das investigações 

investigação do assassinato de Vitória Regina de Sousa, morta em Cajamar, deve ser concluída até 13 de abril, data em que ela completaria 18 anos. A polícia considera importante finalizar o inquérito até essa data. 

O inquérito deverá ser concluído, dependendo de laudos pendentes, especialmente o da necropsia, que revelará a causa da morte e as lesões.

Também se aguarda a comparação do DNA de Vitória com amostras de sangue de um dos suspeitos, que deve ser finalizada até o início da próxima semana. O estágio avançado do corpo dificulta o processo de necropsia.

Relembre o caso

desaparecimento e a trágica morte de Vitória Regina de Sousa, uma jovem de 17 anos comoveu os moradores de Cajamar (SP). A história começou em 26 de fevereiro, quando Vitória, após um dia de trabalho em um shopping local, pegou o ônibus de volta para casa.

Naquela noite, Vitória compartilhou mensagens de texto com uma amiga, expressando o medo que sentia ao perceber que estava sendo seguida por dois homens. Testemunhas relataram ter visto um automóvel com quatro homens seguindo a jovem depois que ela desceu do ônibus.

Após seu desaparecimento, a cidade se uniu em buscas incessantes. A polícia e os familiares, apoiados por diversos agentes, cães farejadores e drones, procuraram por Vitória em todos os cantos da região.

A angústia chegou ao fim em 5 de março, quando o corpo de Vitória foi encontrado em uma área de mata em Cajamar. O corpo da jovem estava em estado avançado de decomposição e apresentava sinais de violência. Um policial que estava no local das buscas informou que o corpo da vítima foi bastante violentado. A jovem estava com a cabeça raspada e sem as roupas.

A Delegacia de Polícia de Cajamar assumiu a responsabilidade pela investigação, trabalhando com diversas hipóteses para o crime. Mais de 18 pessoas foram ouvidas e dois veículos foram apreendidos para perícia.

O corpo de Vitória foi velado e enterrado sob forte comoção de parentes, amigos e moradores da cidade. Gritos de “justiça” foram entoados durante o sepultamento.



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Caso Vitória: Maicol era obcecado por ela, diz polícia


A Polícia Civil de São Paulo informou, na manhã desta terça-feira (18), que a jovem Vitória Regina foi morta a golpes de faca ao reagir no momento em que foi abordada por Maicol dos Santos, único responsável por sua morte.

Caso Vitória: do sequestro à confissão, entenda como jovem foi morta

“A motivação foi o fato dele ser obcecado pela vítima”, disse a polícia.

Além de confessar a morte da jovem, Maicol também detalhou para a polícia como Vitória foi assassinada:

  • Maicol seguia Vitória em redes sociais e no caminho que a jovem fazia de casa para o trabalho
  • Pelas redes sociais, Maicol viu que ela postou o que faria naquele dia.
  • Maicol vai até o ponto final do ônibus e espera Vitória descer do veículo
  • Os dois se conheciam de vizinhança
  • Maicol convida Vitória a entrar no automóvel e a jovem aceita
  • Em determinado momento, Vitória começa a se debater e Maicol a atinge no pescoço com golpes de faca

Entenda a motivação que levou Maicol a matar Vitória

Único autor

A Polícia de São Paulo afirmou que Maicol Antonio Sales dos Santos foi o único autor da morte de Vitória Regina, de 17 anos, no início do mês em Cajamar, região metropolitana de São Paulo.

A informação foi confirmada pelo delegado Luiz Carlos do Carmo, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro). A polícia revelou que Maicol se mostrou “obcecado” por Vitória e a seguia desde o ano passado.

“Ontem a noite ele quis confessar o crime. A confissão foi tomada pelo doutor Fábio. Ficou muito claro que ele era obcecado pela vítima”, disse o Dr. Carmo em conversa com a imprensa.

Causa da morte

A polícia revelou, ainda, a causa da morte de Vitória. A jovem de 17 anos morreu de hemorragia traumática, em decorrência de golpes de faca na região do pescoço.

Segundo apontado pela investigação, Maicol confessou que esfaqueou Vitória. A vítima reagiu a uma ação dele e foi esfaqueada.



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Caso Vitória: veja como foi a dinâmica do crime, segundo a polícia


A morte da jovem Vitória Regina, de 17 anos, foi esclarecida pela Polícia Civil de São Paulo. O único autor, Maicol dos Santos, confessou que matou Vitória e jogou seu corpo em um terreno baldio na cidade de Cajamar, região metropolitana de São Paulo.

Além de confessar a morte da jovem, Maicol também detalhou para a polícia como Vitória foi assassinada:

  • Maicol seguia Vitória em redes sociais e no caminho que a jovem fazia de casa para o trabalho
  • Pelas redes sociais, Maicol viu que ela postou o que faria naquele dia.
  • Maicol vai até o ponto final do ônibus e espera Vitória descer do veículo
  • Os dois se conheciam de vizinhança
  • Maicol convida Vitória a entrar no automóvel e a jovem aceita
  • Em determinado momento, Vitória começa a se debater e Maicol a atinge no pescoço com golpes de faca

Entenda a motivação que levou Maicol a matar Vitória

Único autor

A Polícia de São Paulo afirmou que Maicol Antonio Sales dos Santos foi o único autor da morte de Vitória Regina, de 17 anos, no início do mês em Cajamar, região metropolitana de São Paulo.

A informação foi confirmada pelo delegado Luiz Carlos do Carmo, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro). A polícia revelou que Maicol se mostrou “obcecado” por Vitória e a seguia desde o ano passado.

“Ontem a noite ele quis confessar o crime. A confissão foi tomada pelo doutor Fábio. Ficou muito claro que ele era obcecado pela vítima”, disse o Dr. Carmo em conversa com a imprensa.

Caso Vitória: do sequestro à confissão, entenda como jovem foi morta

Causa da morte

A polícia revelou, ainda, a causa da morte de Vitória. A jovem de 17 anos morreu de hemorragia traumática, em decorrência de golpes de faca na região do pescoço.

Segundo apontado pela investigação, Maicol confessou que esfaqueou Vitória. A vítima reagiu a uma ação dele e foi esfaqueada.



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SP: Alunos de medicina fazem foto segurando bandeira com alusão a estupro


Durante um jogo universitário no último sábado (15), mais de 20 estudantes de medicina da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, foram fotografados segurando uma bandeira com a inscrição “entra p****, escorre sangue”.

A frase, que remete ao crime de estupro, foi retirada de um antigo “hino” da atlética de medicina, banido em 2017.

O  Coletivo Francisca – grupo formado por alunas e ex-alunas da faculdade – divulgou uma nota via Instagram denunciando o ocorrido. No comunicado, o grupo afirmou que a exibição do cartaz fere a dignidade sexual e ameaça o bem-estar das mulheres que circulam nos corredores da instituição. 

“Não vamos tolerar qualquer ato ou fala que tente instaurar o medo e a opressão”, afirmaram as integrantes. O grupo também cobrou um posicionamento da Atlética, pedindo que a organização adote medidas que assegurem a saúde mental e física de todas as mulheres presentes no ambiente acadêmico. 

Em resposta, a Faculdade Santa Marcelina utilizou as redes sociais para se posicionar. A instituição expressou repúdio ao episódio e ressaltou que, no ato da matrícula, os alunos assumem um compromisso de respeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à legislação vigente. 

Também foi anunciado a abertura de um procedimento de sindicância interna para apurar os fatos. A faculdade afirmou que os estudantes envolvidos poderão ser penalizados com advertências, suspensão ou até desligamento, conforme a gravidade da infração e os preceitos institucionais.

A Polícia Civil, por meio da 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias do caso. A unidade segue à disposição para receber denúncias que possam contribuir para o aprofundamento das investigações. 

A CNN entrou em contato com a Associação Atlética Acadêmica Pedro Vital, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. 

Nota publicada pela Faculdade Santa Marcelina: 

“A Faculdade Santa Marcelina se manifesta veementemente contrária ao ocorrido no último dia 15 de fevereiro, em uma competição esportiva que contou com a participação de estudantes do curso de Medicina, integrantes da Associação Atlética Acadêmica (AAAPV).

A instituição esclarece que, no ato de matrícula, o aluno aceita um compromisso formal com a faculdade, de respeito aos seus princípios éticos e morais, à dignidade acadêmica e à legislação vigente. Atitudes como essa constituem agravo à instituição e sua tradição, missão e valores e também à sociedade como um todo.

Nesse sentido, a Faculdade Santa Marcelina já iniciou um procedimento de sindicância interna para apuração dos fatos e os alunos da instituição responsáveis pelos atos (que ocorreram fora de suas dependências) serão penalizados conforme os princípios estabelecidos e a gravidade da infração. Entre as punições estão advertências verbais e escritas, suspensão e até desligamento (expulsão) da faculdade.” 



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