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Em março, comércio cresce 0,5% e atinge novo recorde


O volume de vendas do comércio varejista do país cresceu 0,5% em março, frente a fevereiro, na série sem influências…



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Indústria de defensivos prevê ano mais difícil e margens apertadas

A combinação de custos mais altos, crédito mais restrito e preços deprimidos das commodities agrícolas deve pressionar o agronegócio brasileiro e a indústria de defensivos agrícolas ao longo deste ano, segundo representantes do setor. 

Vice-presidente do Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal) e executivo da Ihara, Julio Borges Garcia afirmou que o ambiente não é favorável para o setor. “Eu receio que esse ano será pior do que foi o ano passado”, disse. 

Segundo ele, o aumento dos custos de produção, com alta de fertilizantes, combustíveis e fretes, somado ao crédito mais caro e escasso, ocorre em um momento em que os preços das commodities não acompanharam a mesma trajetória de alta.

Garcia afirmou que os preços dos defensivos chegaram a atingir níveis elevados durante a pandemia, mas depois recuaram de forma significativa. “Os preços estão nos níveis mais baixos que a gente já viu na história”, afirmou. Segundo ele, porém, a recente escalada das tensões no Oriente Médio voltou a pressionar os custos de matérias-primas. “Já tivemos pelo menos uns 30 ativos que subiram mais de 20%, 30%, 40%”, disse, destacando, sobretudo, o glifosato.

Garcia disse que os aumentos de custos ainda não foram totalmente repassados aos produtores rurais, mas devem chegar gradualmente ao mercado. Segundo ele, parte das compras realizadas anteriormente ainda aproveitou estoques antigos. “Uns 15% do que foi comprado conseguiu aproveitar os preços antigos”, explicou.

Apesar disso, o executivo afirmou que não há, neste momento, problemas globais de oferta de produtos. A avaliação é compartilhada por André Pozza, diretor de marketing da Syngenta no Brasil.

“Não existe hoje, globalmente falando, um problema de falta de produção ou algum problema de não conseguir produzir algum produto como a gente teve no período da Covid”, afirmou Pozza. Segundo ele, os principais impactos atuais estão relacionados à alta da energia, do petróleo e do frete.

Pozza afirmou que os reajustes variam conforme a origem dos produtos. Segundo ele, defensivos provenientes da China registraram aumento de cerca de 40% no custo de origem, também influenciados pelo frete, enquanto outros produtos tiveram elevação entre 3% e 5%.

De acordo com Garcia, o repasse dos custos não deve resultar em aumento de margens para a indústria. “É só um repasse desse aumento de custo para as indústrias, não vai ser um aumento de margem”, afirmou. Ele acrescentou que fabricantes, revendedores e cooperativas vêm registrando resultados inferiores aos observados nos anos anteriores, em razão da combinação entre preços menores dos produtos e custos fixos mais elevados.

Pozza também descreveu um ambiente de margens pressionadas em toda a cadeia do agronegócio. “Desde o agricultor, passando pela indústria, pela rede de distribuição, toda cadeia está trabalhando com pressão de margem pelo aumento dos custos”, afirmou.

Ritmo de compras

Em relação às compras para a safra 2026/27, Pozza disse que o ritmo está acima do registrado no mesmo período do ano passado, embora ainda abaixo da média histórica. Segundo ele, o mercado estava em torno de 25% comercializado nesta época em 2025, enquanto atualmente varia entre 30% e 35%, dependendo da região. Historicamente, porém, o percentual médio neste período seria próximo de 40%.

Pozza atribuiu a antecipação das compras ao receio de novos aumentos de preços após o início dos conflitos internacionais. “Os produtores que já estavam com seu planejamento alinhado anteciparam essa agenda de incremento e foram ao mercado tomar sua posição de custo”, afirmou.

Ele destacou, contudo, que não há muito espaço para o adiamento de compras dos produtores. Para Pozza, o calendário da próxima safra, cujo plantio começa em setembro em algumas regiões do país, reduz o espaço para postergação das negociações.

Crédito e inadimplência

O crédito rural também foi apontado como uma das principais preocupações do setor. Garcia afirmou que a indústria perdeu recursos nos últimos anos e que deve haver uma disputa maior por garantias para concessão de financiamento.

“O banco não vai querer dar direto ao produtor como estava fazendo. Vai ser mais através das indústrias”, afirmou. Segundo ele, as empresas tendem a atuar como intermediárias na seleção de produtores com melhores condições de crédito.

Garcia disse ainda que o custo do financiamento se tornou um obstáculo adicional para os agricultores. “O produtor não consegue pagar”, afirmou. Segundo ele, a rentabilidade dos grãos nos últimos anos caiu a níveis que dificultam até o pagamento de arrendamentos.

O executivo também relatou aumento da inadimplência no setor. Segundo ele, o índice dobrou entre 2024 e 2025 e, no primeiro trimestre de 2026, voltou a dobrar em relação ao mesmo período do ano passado

Além da pressão dos custos, o setor acompanha a queda das commodities agrícolas e o comportamento do câmbio. “Eu estava esperando um pouquinho de reação dos preços das commodities, mas bem longe do que deveria ser para compensar esses aumentos de custo”, disse Garcia. Ele afirmou ainda que a valorização do real frente ao dólar também preocupa o segmento.

Presidente do Sindiveg e executivo da Bequisa, Maurício Marques afirmou que o cenário “mexe com o ânimo do produtor”. Segundo ele, em anos de condições climáticas favoráveis, os agricultores tendem a investir mais em tecnologia e em produtos de maior valor agregado.

Marques descreveu o momento atual como difícil para a agricultura brasileira, especialmente devido à queda nos preços das commodities. Segundo ele, a soja, que chegou a ser comercializada a cerca de R$ 180 por saca há três anos, atualmente gira em torno de R$ 110. Já o milho, que era vendido entre R$ 75 e R$ 80, estaria próximo de R$ 50. “Os custos de insumos, de maneira geral, subiram. O petróleo subiu, o frete subiu. E a commodity não”, afirmou.

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Receita Federal recebeu 34,1 milhões de declarações do IR 2026


A poucos dias do fim do prazo, a Receita Federal (RF) recebeu 34,1 milhões de declarações do Imposto de Renda 2026, o equivalente a cerca de 75% do total esperado para este ano. Ainda assim, cerca de dois em cada dez contribuintes obrigados a prestar contas com o Fisco seguem sem enviar o documento.

O prazo para entrega termina na próxima sexta-feira (29/5), e a expectativa do órgão é alcançar cerca de 44 milhões de declarações.

A tendência, como ocorre todos os anos, é de concentração dos envios nos últimos dias, o que costuma sobrecarregar os sistemas e aumentar o risco de erros por parte dos contribuintes.

Segundo dados da Receita, das declarações recebidas até o momento, 60,7% possuem valores a restituir e 21,6% a pagar. 

Quem perder a data limite está sujeito a multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido. Além disso, o atraso pode gerar pendências no CPF, o que dificulta desde a obtenção de crédito até a realização de alguns serviços.

O encerramento do prazo também coincide com o pagamento do primeiro lote de restituições, previsto para o mesmo dia, e com o vencimento da primeira cota do imposto para quem tem valores a pagar.

A RF orienta que os contribuintes não deixem o envio para a última hora, tanto para evitar instabilidades no sistema quanto para ter tempo de revisar as informações e reduzir as chances de cair na malha fina.

Como fazer a declaração

A declaração pode ser feita por site ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda. Ao começar a preencher a declaração, o contribuinte pode escolher entre três opções: importar as informações do ano anterior, iniciar um formulário em branco ou, quando disponível, usar a versão pré-preenchida.

Neste momento, a alternativa mais prática é a importação, principalmente para quem utiliza o mesmo computador da declaração de 2025.

Na abertura do programa, é necessário definir o tipo de envio. Para quem ainda não declarou, a escolha deve ser a declaração de ajuste anual. Já a opção retificadora é indicada apenas para corrigir dados após o envio. Ao importar as informações do ano anterior, o número do recibo é preenchido automaticamente pelo sistema.

Cronograma de restituição

A consulta para saber se o contribuinte está no primeiro lote foi aberta às 10h da última sexta-feira (22/5). A expectativa do Fisco é de que 8,75 milhões de contribuintes estejam incluídos.

O valor deve chegar a R$ 16 bilhões. Conforme a Receita Federal, os 8,75 milhões de contribuintes vão compor o maior lote de restituição da história.

Neste ano, o cronograma de pagamento dos lotes de restituição foi reduzido para quatro, em vez de cinco. O procedimento começa em 29 de maio e vai até 28 de agosto. Veja as datas:

  • 1º lote: 29 de maio de 2026;
  • 2º lote: 30 de junho de 2026;
  • 3º lote: 31 de julho de 2026;
  • 4º lote: 28 de agosto de 2026.



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Balança comercial compensa dado externo pior em renda primária e serviços


A balança comercial continuou a fazer diferença nas contas externas em abril e o superávit esperado para o ano deve continuar a compensar surpresas negativas, como a observada na renda primária no mês passado, dizem economistas.

O balanço de pagamentos divulgado nesta terça-feira (26) pelo Banco Central apontou que o déficit em transações correntes de US$ 1,8 bilhão em abril. No acumulado em doze meses, o déficit permaneceu relativamente estável em US$ 64,3 bilhões (2,66% do PIB), ante 2,70% do PIB em março.

Luiza Pinese, economista da XP, diz que, no geral, o déficit em conta corrente de abril veio acima do esperado, impulsionado pela surpresa negativa na renda primária. Mas ela pondera que o forte superávit comercial, sustentado por maiores volumes e preços de exportação de commodities, compensou esse resultado no curto prazo.

A renda primária registrou déficit de US$ 6,8 bilhões em abril, mais que os US$ 5,2 bilhões estimados pela XP e um valor também superior aos US$ 5,0 bilhões registrados em abril do ano passado.

Mas a balança comercial mostrou superávit de US$ 9,7 bilhões em abril, uma alta de US$ 2,8 bilhões em relação a abril de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente por petróleo bruto e soja no lado das exportações, e pelo adiantamento de compras de veículos de passeio chineses no lado das importações, destaca a economista.

Pinese diz esperar que a balança comercial siga como principal conta da melhora das contas externas em 2026, com maiores volumes e preços de exportação mais do que compensando o nível ainda elevado das importações.

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“Por outro lado, renda primária e serviços devem continuar pressionando o déficit em conta corrente, refletindo fretes mais altos, a piora estrutural dos déficits de propriedade intelectual e telecomunicações, e um estoque maior de IDP gerando maiores saídas de renda — mas sem intensidade suficiente para anular o impulso da balança comercial”, comenta.

Leonardo Costa, economista do ASA, concorda que a melhora da balança comercial, sustentada por exportações aquecidas, tende a ser compensada pelo avanço do déficit em outras rubricas, como em serviços (via aumento do custo com transportes), e renda primária. “Com isso, o resultado em conta corrente deve seguir relativamente estável, com projeção de déficit modestamente menor em 2026 em relação a 2025”, calcula.

Ele comenta ainda que a conta de serviços continua sendo um ponto de pressão estrutural, com déficit de US$ 5,0 bilhões em abril, ante US$ 4,1 bilhões no mesmo mês do ano passado. “O destaque negativo ficou com viagens internacionais, cujo déficit líquido cresceu 66%, impulsionado por aumento de 34,8% nas despesas dos brasileiros no exterior, enquanto as receitas de turismo estrangeiro permaneceram praticamente estáveis. Telecomunicação e aluguel de equipamentos também contribuíram para a piora”, detalha.

Investimento direto

Para André Valério, economista sênior do Inter, a despeito do déficit em transações correntes, a posição externa da economia brasileira segue confortável, sendo amplamente financiada pelos investimentos diretos no país, que em abril registraram ingressos líquidos de US$ 8,9 bilhões, US$ 3,5 bilhões acima dos ingressos de abril de 2025.

Com isso, no acumulado em 12 meses, os investimentos diretos no país acumulam US$ 79,2 bilhões nos últimos 12 meses, o equivalente a 3,28% do PIB. Valério adverte, no entanto, que chamou a atenção a tendência de saída de capitais via stablecoins, que no acumulado em 12 meses já ultrapassa US$ 20 bilhões.

“Tal movimento pode pressionar a posição externa brasileira, de fato, quando incluímos stablecoins na análise de equilíbrio externo, vemos o gap entre saídas e entradas divergir. Entretanto, não é algo que demanda muita preocupação em meio ao atual contexto, com a economia brasileira tendo ampla capacidade de atrair recursos em dólares para financiar o déficit em conta corrente”, diz.

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Sobre o bom dado geral do IDP, a economista da XP também tem uma visão construtiva. “O Brasil continua atraindo capital estrangeiro com base em seu parque industrial diversificado, matriz energética limpa e segunda maior reserva mundial de terras raras.”



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Cowmed prevê salto de 65% no faturamento com vendas de coleiras na pecuária

A Cowmed, empresa de tecnologia especializada em monitorar a nutrição de vacas leiteiras, projeta crescer 65% em faturamento em 2026, impulsionada pela expansão da demanda por tecnologias de monitoramento animal e soluções de inteligência artificial voltadas à pecuária leiteira.

A empresa deve encerrar o ano de 2026 com receita em torno de R$ 30 milhões acima dos cerca de R$ 18 milhões registrados no ano passado, refletindo a consolidação de um modelo de negócio baseado em assinatura mensal por animal monitorado.

A empresa afirma que o crescimento de 65% projetado para 2026 reflete justamente essa lacuna de adoção tecnológica.

Do total de expansão esperada, cerca de 90% deve vir do mercado brasileiro, enquanto 10% virá de operações internacionais, com presença já iniciada em países como Paraguai, México e Uruguai.

O crescimento ocorre em um momento em que o setor leiteiro passa a incorporar com mais intensidade ferramentas de análise de dados, automação e sensores de comportamento animal, antes restritas a grandes propriedades e agora mais acessíveis a produtores de diferentes portes.

A principal tecnologia da companhia é uma coleira equipada com sensores que monitoram em tempo real o comportamento das vacas.

Segundo o Thiago Martins, CEO da Cowmed, o dispositivo acompanha variáveis como alimentação, ruminação, nível de atividade, repouso, ofegância e sinais de estresse térmico.

Além disso, o sistema identifica comportamentos de monta, um dos principais indicadores de cio, o que melhora a eficiência reprodutiva dos rebanhos.

As informações coletadas são enviadas para a nuvem e processadas por um sistema de inteligência artificial chamado Vic, desenvolvido pela própria empresa.

“A plataforma interpreta os dados e emite recomendações operacionais aos produtores, incluindo alertas de saúde, identificação de doenças, gestão de reprodução e otimização de manejo nutricional”, afirmou Martins.

Com 100 mil animais monitorados, empresa brasileira tem buscado expandir o modelo de monitoramento animal e tem como meta monitorar 1 milhão de vacas em cinco anos.

A estratégia, no entanto, permanece concentrada no Brasil, considerado o principal polo de crescimento por conta do tamanho do rebanho e do processo contínuo de modernização das fazendas.

Outro fator que impulsiona a demanda é a crescente exigência por rastreabilidade e eficiência produtiva na cadeia do leite.

Cooperativas e indústrias têm pressionado por maior controle de qualidade, redução de perdas e aumento da produtividade por animal.

Nesse contexto, soluções de monitoramento em tempo real passaram a ser vistas não apenas como inovação, mas como ferramenta operacional estratégica.

O modelo de negócios baseado em assinatura mensal, com custo por animal entre R$ 22 e R$ 23 reais, permite que propriedades de pequeno e médio porte adotem o sistema sem necessidade de grandes investimentos iniciais.

A empresa calcula que o custo representa entre 1% e 1,5% da receita mensal de um produtor, enquanto os ganhos podem chegar a até 4% em aumento de faturamento ao longo do tempo, considerando ganhos de produtividade, redução de mortalidade e melhora na eficiência reprodutiva.

Paraguai

A Cowmed quer instalar 5 mil coleiras inteligentes em rebanhos leiteiros no Paraguai até o fim de 2026. A meta faz parte de uma parceria com a Rural Makro, uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do país.

A expansão coloca a companhia em um mercado com mais de 12 milhões de cabeças de gado, segundo a Associação Rural do Paraguai (ARP), e reforça a estratégia de crescimento baseada em soluções de inteligência artificial aplicadas ao agronegócio.

A avaliação da companhia é que o Paraguai reúne potencial de crescimento justamente pela baixa penetração de ferramentas de monitoramento contínuo no campo.

A expectativa é que o avanço da tecnologia ajude produtores a antecipar diagnósticos, reduzir perdas e otimizar ciclos reprodutivos.

“O desafio não é só levar tecnologia, mas garantir que ela se pague no campo. Em mercados como o paraguaio, a adoção vem quando o produtor enxerga retorno claro, e isso exige consistência de dados e usabilidade”, afirma Martins.

 

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Ataque russo a depósito da ONU na Ucrânia afeta ajuda alimentar para 130 mil pessoas


SERGEY BOBOK / AFPucrania
Equipes de resgate e residentes locais removem destroços após ataques russos, em Zmiiv, região de Kharkiv

Um míssil balístico guiado de alta precisão russo danificou instalações, veículos e suprimentos do Programa Mundial de Alimentos (WFP) localizados na Ucrânia, nesta segunda-feira (25). Os alimentos armazenados no depósito seriam destinados a apoiar as pessoas que vivem próximas à linha de frente da guerra, na região de Dnipro, centro-leste do país.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), no momento do ataque, a instalação armazenava comida suficiente para alimentar 130 mil pessoas, com um valor aproximado de 1,4 milhão de dólares, mas nenhum funcionário da agência ficou ferido.

O representante do Programa Mundial de Alimentos na Ucrânia Richard Ragan disse que atacar agentes humanitários que tentam salvar civis inocentes afetados pela guerra “é um crime e uma violação do direito humanitário internacional”. 

O mesmo galpão já havia sido atingido em novembro de 2025, quando foi danificado por um ataque de drone. Nos últimos 18 meses, o WFP registrou mais de 84 incidentes que afetaram seus armazéns, veículos, pontos de distribuição e bens de parceiros humanitários locais. A agência fornece assistência alimentar e em dinheiro a quase 600 mil pessoas nas regiões de linha de frente da Ucrânia.

Patrimônio cultural 

Com a escalada da guerra, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, declarou estar profundamente alarmada com os ataques aéreos registrados durante o fim de semana, especialmente na região de Kyiv. 

De acordo com a organização, as ofensivas russas resultaram em graves danos a mais de 10 instituições culturais e 2 instalações educacionais e de pesquisa, além de veículos de mídia.

 Entre os monumentos atingidos, três estão dentro da zona tampão do sítio do Patrimônio Mundial da Unesco e nas proximidades imediatas. Eles são a Academia Nacional de Música da Ucrânia, o Correio Central e o Edifício do Ministério das Relações Exteriores.

A Unesco se pronunciou condenando ataques contra bens culturais, instituições educacionais, estudantes, profissionais de educação e profissionais de mídia protegidos pelo direito internacional. 

*com informações da ONU News





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Em março, produção industrial cresce em 11 dos 15 locais pesquisados


De fevereiro para março, a variação positiva de 0,1% na produção industrial do país, na série com ajuste sazonal,…



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Vamos tentar votar dívidas rurais “até o último minuto”, diz Lupion

O presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), Pedro Lupion (PP-PR), afirmou nesta terça-feira (26) que a bancada tenta “até o último minuto” votar o projeto de lei 5122/23 sobre renegociação das dívidas rurais no Senado, apesar da possibilidade de o governo editar uma MP (Medida Provisória) sobre o tema.

“Vamos tentar até o último minuto fazer essa votação. A medida provisória tem a vantagem de que a eficácia é mais rápida, porém, a gente não sabe o que é. A partir do momento que vier algo que não seja satisfatório para o setor, a gente fica de mãos atadas”, disse Lupion após reunião da bancada.

A declaração ocorre após a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado adiar novamente a votação do PL que trata da renegociação das dívidas rurais. O relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL), negocia com o governo federal um acordo sobre pontos considerados sensíveis pela equipe econômica.

Nos bastidores, ganhou força a possibilidade de o governo editar uma MP para destravar parte das medidas antes do lançamento do próximo Plano Safra 2026/2027. A equipe econômica resiste principalmente à inclusão de dívidas contratadas com juros livres, fora das linhas oficiais de crédito rural.

O governo também tenta calibrar fontes de recursos e critérios de adesão ao programa, diante da preocupação com impacto fiscal e possível restrição de crédito ao setor.

O texto em discussão no Senado amplia o alcance da renegociação para operações contratadas até 31 de dezembro de 2025 e prevê uso de recursos do FS (Fundo Social) do pré-sal, além de superávits de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda.

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Delegado aponta “farsa ensaiada” de réus sobre morte de Henry Borel


O delegado Edson Henrique Damasceno, então titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) e responsável pela investigação inicial da morte de Henry Borel, de 4 anos, afirmou nesta terça-feira (26/5) que a versão apresentada por Dr. Jairinho e Monique Medeiros após a morte do menino foi uma “farsa ensaiada” para tentar enganar a polícia sobre as circunstâncias do crime.

A declaração foi dada durante o segundo dia do julgamento do casal, no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O ex-padrasto e a mãe da criança respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

“No decorrer da investigação, mostramos que tudo era uma farsa ensaiada. As versões apresentadas eram mentirosas, e as lesões sofridas pelo menino eram incompatíveis com qualquer queda de cama. As lesões eram gravíssimas”, ressaltou o delegado em depoimento.

Delegado aponta “farsa ensaiada” de réus sobre morte de Henry Borel - destaque galeria


 

Incosistência nos depoimentos à polícia

  • No júri, Damasceno explicou que o caso chegou inicialmente à delegacia como suspeita de acidente doméstico, mas as investigações apontaram inconsistências nos relatos apresentados por Jairinho e Monique.
  • Segundo o delegado, Monique afirmou que retornou às pressas para casa após receber um alerta da babá.
  • No entanto, a análise de mensagens mostrou que ela permaneceu em um salão de beleza por horas antes de chegar ao apartamento.
  • O policial também afirmou que Jairinho tentou evitar que o corpo da criança fosse encaminhado para perícia.
  • De acordo com Damasceno, o ex-vereador chegou a procurar um “alto executivo” do hospital para pedir que o óbito fosse atestado na própria unidade, sem necessidade de envio ao Instituto Médico Legal (IML). O pedido, porém, foi recusado.
  • Foi no IML que os peritos identificaram lesões incompatíveis com a versão apresentada pelo casal.
  • “Se o corpo não tivesse ido para o IML, a mentira iria seguir. Se não tivessem os prints mostrando as agressões, a mentira iria seguir”, declarou o delegado.

Casal obrigava testemunhas a mentir e Monique sabia das agressões, diz delegado

Durante o depoimento, Damasceno afirmou ainda que testemunhas, entre elas a babá e a avó de Henry, teriam sido orientadas por advogados a mentirem nos primeiros depoimentos prestados à polícia.

O delegado também declarou que Monique tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho antes da morte.

“Ela sabia disso e, mesmo assim, quando o menino morreu por ação contundente, com somente ela, o menino e o Jairo em casa, foi à delegacia dizer que o Jairinho tinha um relacionamento maravilhoso com ele”, afirmou.

Damasceno relatou ainda que Henry havia sido levado anteriormente a uma unidade de saúde em Bangu com lesões consideradas suspeitas. Segundo ele, na ocasião, Monique apresentou a mesma justificativa usada após a morte da criança.

A previsão é DE que o júri se estenda entre sete e 10 dias. Além de Damasceno, a programação desta terça inclui os depoimentos da delegada Ana Carolina Medeiros e do perito Luiz Carlos Prestes. A babá Thayná deve ser ouvida nos próximos dias.

No início da tarde, Sérgio Figueiredo, um dos advogados da defesa de Jairinho, anunciou que deixará o caso. Segundo ele, foi um “absurdo” a manutenção do júri após o infarto do advogado Fabiano Lopes, que também integra a defesa do ex-vereador.

Relembre o caso

Henry Borel morreu na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.

À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital com lesões corporais graves, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.

A partir daí, uma investigação complexa foi iniciada para esclarecer o que teria ocorrido no imóvel. Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico.

No entanto, o laudo do IML  invalidou essa versão, após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.



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Movimentação no Porto de Santos bate recorde em abril e no quadrimestre


O Porto de Santos atingiu outro recorde mensal em abril. A movimentação de cargas no maior porto brasileiro atingiu 16,5 milhões de toneladas no mês passado, com aumento de 11,5% em relação a abril de 2025. No acumulado do ano, foi registrado um crescimento de 6,6%, com 59,3 milhões de toneladas, dado que a Autoridade Portuária de Santos destacou como a melhor marca para um primeiro quadrimestre da série histórica.

Em abril, a movimentação de contêineres chegou a 508,7 mil TEU (Unidade Equivalente a Vinte Pés, a medida padrão global de contêineres), um aumento de 10,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, também a melhor marca histórica para abril.

No acumulado do quadrimestre, foram 1,91 milhões de TEU transportados, que representaram um crescimento de 5,4% na comparação com 2025.

Leia também: Balança comercial tem superávit de US$10,537 bi em abril com exportações mais fortes

Ainda segundo os dados oficiais, a movimentação de granéis líquidos em Santos acumulou 6,6 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses do ano – um aumento de 10,1% comparado ao mesmo período de 2025, também um novo recorde para um primeiro quadrimestre.

Especificamente em abril, foi movimentado 1,7 milhão de toneladas. Os destaques do primeiro quadrimestre foram os aumentos do embarque de diesel, óleo combustível e gasolina: +27,9%, +23,9% e +15,8%, respectivamente.

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Os granéis sólidos chegaram ao acumulado de 29,2 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2026 (+8,2% sobre 2025), outro recorde para o período. Soja em grãos (54,8%), açúcar (+16%) e soja peletizada (12%) apresentaram os maiores crescimentos. No mês de abril, a movimentação de granéis sólidos avançou 16,2% ante abril de 2025.

A participação acumulada do Porto de Santos na corrente comercial brasileira foi de 28,5% no acumulado dos primeiros quatro meses do ano.

No período, a China ampliou a sua condição de principal parceiro comercial: cerca de 31,9% das transações comerciais nacionais com o exterior que passaram pelo Porto de Santos tiveram o país asiático como origem ou destino – o valor movimentado no primeiro quadrimestre chegou a US$ 18,98 bilhões (ante US$ 6,27 bilhões transacionados com os EUA, o segundo maior parceiro).



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