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Frio e umidade impulsionam safra de cogumelos selvagens no Sul do Brasil

As baixas temperaturas e a elevada umidade do outono nas serras gaúcha e catarinense ampliaram a colheita de cogumelos selvagens no Sul do Brasil, especialmente do Porcini, espécie do gênero Boletus amplamente valorizada pela alta gastronomia.

A procura pelo fungo movimenta extrativistas, chefs de cozinha e turistas em regiões de mata e silvicultura de Pinus. As árvores, originárias de regiões frias da América do Norte e da Europa, se adaptaram ao Sul do país principalmente para produção de madeira, resina e celulose.

No município de São Francisco de Paula (RS), a empresa Fungaia prevê colher mais de uma tonelada da iguaria entre maio e julho. A meta é repetir o desempenho do ano anterior após o mapeamento de cerca de 8 mil hectares de áreas serranas.

Segundo o empresário Franco Martinelli, todas as áreas utilizadas possuem autorização prévia e seguem critérios ambientais específicos.

“É uma corrida contra o tempo. As áreas que exploramos são destinadas à silvicultura, então precisamos organizar o trabalho antes do manejo das equipes florestais. Mapeamos previamente os locais que chamamos de talhões florestais e vamos às buscas”, afirma.

Frescor e desafio logístico

Por se tratar de um alimento altamente perecível e valorizado principalmente fresco, a velocidade logística tornou-se um fator decisivo para atender restaurantes especializados do Sudeste brasileiro.

Após a colheita, os cogumelos precisam ser despachados em até dois dias úteis para manter textura, aroma e qualidade até o consumo.

Parte da produção também passa por processos de secagem e beneficiamento, aumentando a durabilidade e permitindo comercialização ao longo do ano.

A procura por experiências ligadas à natureza e gastronomia também impulsionou o turismo de caça aos cogumelos selvagens na região sul do país.

No Parador Cambará do Sul, por exemplo, visitantes percorrem áreas de mata nas primeiras horas da manhã acompanhados pelo empresário Altemir Pessali, considerado uma das referências nacionais no tema.

A atividade é sazonal e depende das condições climáticas, já que algumas espécies aparecem por poucas semanas ao longo do ano. A proposta busca aproximar turistas da biodiversidade regional e do conhecimento sobre fungos silvestres.

Ao final da experiência, os participantes também podem degustar os cogumelos encontrados durante a atividade.

Mão de obra especializada

Mesmo que pareça simples, a colheita de cogumelos exige capacitação técnica e identificação precisa das espécies encontradas no campo.

Além do Porcini, a Serra do Sul do Brasil também produz variedades silvestres semelhantes a shimeji e champignon, além de espécies tóxicas, como a Amanita muscaria, conhecida popularmente pelo visual associado ao personagem Mario Bros.

O trabalho de formação dos extrativistas conta com apoio do pesquisador Jefferson Timm, autor do livro Primavera Fungi. Há cerca de oito anos, ele atua no mapeamento de áreas produtivas, identificação das espécies e orientação sobre manejo e qualidade dos cogumelos silvestres.

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Justiça autoriza fim do dinheiro em espécie para pagamento nos ônibus do Rio


Medida passa a valer a partir do dia 30 de maio

ARION MARINHO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOVilência Rio de Janeiro
A medida foi reconhecida pela 2ª Vara de Fazenda Pública nesta terça-feira (26)

A cidade do Rio de Janeiro não aceitará mais o pagamento em espécie nos ônibus da capital. A medida foi reconhecida pela 2ª Vara de Fazenda Pública nesta terça-feira (26), após ação do Procon do Rio tentar invalidar a decisão em relação ao transporte. A medida passa a valer a partir do dia 30 de maio para os ônibus municipais.

A juíza Georgia Vasconcellos considerou que a “mudança pretendida pela parte ré na forma de pagamento das passagens em nada resvala na qualidade do serviço de transporte prestado, de forma a torná-lo inadequado ou ineficiente.”

Ela também lembrou que o BRT e VLT já operam nesse sistema, que, segundo ela, traz celeridade e praticidade aos usuários desses meios de transporte.

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, defendeu a mudança, afirmando que a cobrança apenas por meios digitais é mais segura e traz mais “transparência, mais controle e mais eficiência ao serviço, além de contribuir para a redução de crimes patrimoniais”.

A reportagem tenta contato com o Procon e o texto será atualizado se tivermos resposta.





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Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026


A estimativa em abril da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 atingiu 348,7 milhões de toneladas,…



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Eco Invest mira fertilizantes verdes para reduzir importações

O governo federal lançou nesta segunda-feira (25) o 5º leilão do programa Eco Invest Brasil, com foco em inovação industrial e transição ecológica, incluindo fertilizantes verdes. 

O programa surge em um momento em que o Brasil ainda depende fortemente das importações de fertilizantes, uma vez que cerca de 80% do consumo nacional, segundo o Ministério da Fazenda. A aposta do governo é usar recursos públicos para reduzir riscos e atrair capital privado para projetos de inovação capazes de ampliar a produção doméstica e desenvolver tecnologias nacionais.

A nova rodada cria instrumentos financeiros voltados a aproximar universidades, startups, empresas e investidores privados para desenvolver tecnologias consideradas estratégicas para a competitividade brasileira. Além de fertilizantes, o programa engloba minerais críticos, inteligência artificial aplicada à indústria, baterias e química verde.

Ao todo, o Tesouro Nacional poderá aportar até R$ 2,5 bilhões. Desse total, até R$ 1,5 bilhão será destinado aos fundos de inovação e até R$ 1 bilhão às linhas de crédito corporativo. O desenho exige participação privada mínima equivalente ao dobro do capital público, mecanismo usado pelo governo para ampliar o volume total de investimentos e reduzir o risco para investidores.

No caso dos fertilizantes verdes, o objetivo é estimular tecnologias ligadas à produção de insumos com menor pegada de carbono e reduzir a dependência externa. De forma simplificada, fertilizantes verdes são produtos fabricados com processos menos poluentes, geralmente usando energia renovável e também com produtos biológicos. A proposta é reduzir emissões sem comprometer produtividade agrícola.

Além da produção em si, o programa também tenta conectar a indústria com centros de pesquisa e startups. As empresas financiadas deverão contratar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação ligados às cadeias estratégicas do leilão, podendo recorrer tanto a universidades brasileiras quanto estrangeiras. O modelo também permite aquisição de empresas de base tecnológica no exterior para internalizar conhecimento.

O leilão prevê três frentes principais de financiamento: a criação de seis Fundos de Inovação Eco Invest; uma linha de crédito corporativo para empresas em fase de expansão; recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo tecnológico.

Cada instituição financeira participante disputará uma cadeia específica do leilão com base na capacidade de mobilizar capital privado. As vencedoras ficarão responsáveis pela estruturação dos fundos e dos demais mecanismos financeiros.

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Vorcaro bancava encontros privados e no exterior com Castro


Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, bancava por encontros privados e no exterior com o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Castro foi alvo da PF na manhã desta terça-feira (26/5) no âmbito da operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras no Master.

Segundo a PF, o governador tinha “vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master“, que ficou caracterizado pelos investigadores a partir de encontros frequentes entre os dois, incluindo em ambientes privados e no exterior, que eram custeados pelo banqueiro.

Foi a relação entre Castro e Vorcaro, de acordo com a PF, que favoreceu os investimentos de mais de R$ 3,6 bilhões do RioPrevidência, fundo previdenciário dos servidores estaduais cariocas, no Banco Mater. Os valores incluem montantes aplicados em fundos e letras financeiras emitidas pela instituição de Daniel Vorcaro.

Ainda de acordo com a corporação, os encontros entre os dois tinham “elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários do RioPrevidência“.

“Alinhamento político” entre Vorcaro e Castro

Foram os aportes feitos pelo fundo carioca que levaram a Polícia Federal a Castro. De acordo com as investigações, os investimentos na instituição financeira nã0 tinham caráter técnico, mas respondiam à “relação pessoal” e ao “alinhamento político” entre o banqueiro e o chefe do Executivo carioca.

As investigações apontam ainda que a relação entre os dois chegou a alterar a direção do RioPrevidência, com a mudança de postos chave no órgão, como presidência, diretoria de investimentos e gerência de investimentos. As mudanças segundo a PF, tinha a intenção de manter a política do fundo em conformidade com os interesses de Daniel Vorcaro.

A PF sustenta ainda que, mesmo diante de alertas formais de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis à aplicação do RioPrevidência em fundos do Master, os aportes continuaram sendo feitos.



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Brasil avança para ‘muito alto desenvolvimento humano’, mas desigualdades persistem


O Brasil atingiu em 2024 sua melhor marca no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e entrou na faixa de “muito alto desenvolvimento humano”, mas segue convivendo com desigualdades relevantes por território, raça/cor e sexo, segundo dados do Radar IDHM, elaborado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua, do IBGE.

Na série de 2012 a 2024, o IDHM do Brasil subiu de 0,744 para 0,805. O avanço ocorreu apesar do recuo observado em 2020 e 2021, associado aos impactos da pandemia de covid-19, especialmente na dimensão de longevidade.

Em 2024, o IDHM Longevidade alcançou 0,860 (0,829 em 2012), após o pior nível em 2021 (0,796). O IDHM Educação também cresceu para 0,798, com queda pontual em 2021. Já o IDHM Renda teve trajetória mais oscilante, refletindo a crise econômica a partir de 2015 e a pandemia, mas avançou de 0,732 para 0,760.

Os dados também mostram redução – ainda que parcial – das distâncias raciais. Entre 2012 e 2024, o IDHM da população branca passou de 0,796 para 0,806, enquanto o da população negra (pretos e pardos) subiu de 0,685 para 0,712. Ainda assim, permanecem diferenças significativas. Em renda, por exemplo, a renda domiciliar per capita foi de R$ 1.208,58 para brancos em 2024, ante R$ 673,65 para negros.

As disparidades por sexo aparecem de forma mais forte quando o índice é ajustado pela renda do trabalho. Na série 2012-2024, o IDHM ajustado dos homens foi de 0,804 para 0,822, e o das mulheres, de 0,662 para 0,679, com a dimensão de renda do trabalho concentrando as maiores diferenças entre os grupos ao longo do período.

Quando considerado o IDHM ajustado à desigualdade (IDHMAD), o indicador reforça que o desenvolvimento médio do País não representa igualmente todos os brasileiros. O IDHMAD avançou de 0,566 em 2012 para 0,641 em 2024. A “perda” associada à desigualdade, na comparação entre IDHM e IDHMAD, caiu de 23,9% para 20,4%, indicando melhora, mas manutenção de um hiato relevante.

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No recorte territorial, o Radar aponta evolução do IDHM em todas as unidades da federação entre 2012 e 2024, com Estados do Nordeste entre os que mais avançaram, como Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte. Ainda assim, as disparidades permanecem: em 2024, o Distrito Federal registrou 0,866, enquanto Maranhão e Alagoas ficaram com 0,745 e 0,746, respectivamente.

Para o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, o resultado dos avanços indicados no índice são reflexo dos projetos federais e de políticas públicas que olham para “a população mais pobre do Brasil”.

“Você tem um avanço na cobertura do SUS, em saúde pública no País, um aprimoramento das políticas e com isso você permitiu um aumento da expectativa de vida média no País que conta e faz evoluir os índices. Você teve um processo de distribuição de renda muito vinculado às políticas de transferência de renda, de valorização real do salário mínimo que é uma marca dos governos do presidente Lula e dos programas sociais como o Bolsa Família”, afirmou, durante evento de lançamento da pesquisa.

Apesar da melhora do índice sinalizar avanço de condições médias de vida, o Radar IDHM enfatiza que os dados reforçam a necessidade de políticas públicas orientadas por evidências para enfrentar desigualdades persistentes – e garantir que o progresso se traduza em oportunidades mais equilibradas entre grupos e territórios.

“Ainda temos um desafio na parte da renda, evoluímos, reduzimos a desigualdade de gênero no Brasil do ponto de vista da renda, mas ela ainda existe, evoluímos na desigualdade racial, mas ele ainda existe, o abismo que separa a renda masculina da renda feminina, ele é menor do que era no período anterior, mas ele ainda existe. A gente comemora os dados, mas temos consciência de que precisamos de um planejamento ainda maior”, concluiu Boulos.



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Crédito rural piora enquanto mercado de capitais do agro avança, diz BC

O BC (Banco Central do Brasil) apontou deterioração dos indicadores de risco nas operações de crédito rural e agroindustrial de pessoas físicas no REF (Relatório de Estabilidade Financeira), divulgado nesta segunda-feira (25). Ao mesmo tempo, a autoridade monetária mostra avanço em instrumentos privados de financiamento do agronegócio que seguem crescendo em ritmo acelerado no país.

O documento aponta aumento da percepção de risco nas modalidades de crédito às famílias e destaca piora justamente nas operações rural e agroindustrial para pessoas físicas, cujos indicadores avançaram ao longo de 2024 e 2025. O relatório também indica que a trajetória de alta da probabilidade de inadimplência (default) nessas carteiras deve permanecer nos próximos períodos.

“As citações mencionando riscos de inadimplência e atividade aumentaram em um ambiente de elevado grau de alavancagem das famílias e empresas. Destaca-se a preocupação com o aumento do comprometimento de renda com pagamento de dívidas das PFs e da inadimplência no agronegócio, o que pode pressionar a oferta de crédito e contribuir para maior desaceleração do crescimento econômico”, diz o relatório.

Na parte voltada às empresas, o BC reconhece que a capacidade de pagamento segue pressionada em meio ao ambiente de juros elevados. Segundo o relatório, “a cautela identificada na PTC (Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito) permanece coerente com a desafiadora capacidade de pagamento de empresas e famílias”.

O documento também aponta pressão sobre a rentabilidade das instituições financeiras públicas, “sobretudo em função dos impactos da materialização de risco, em especial na carteira de crédito rural”, indicando que a deterioração no agro já afeta operações ligadas ao segmento empresarial.

Além disso, o BC afirma que “ainda há sinais de propensão ao risco, mas as IFs continuaram reduzindo o apetite”, em um cenário de maior cautela das instituições financeiras na concessão de crédito.

“A capacidade de pagamento das empresas segue desafiadora, sob a influência do aperto das condições financeiras. A despeito de uma política monetária ainda contracionista, a atividade econômica tem mostrado resiliência, o que influenciou positivamente no aumento das receitas e do Ebitda das empresas de maior porte”, diz o BC.

Mercado de capitais em alta

Ao mesmo tempo, o mercado de capitais ligado ao agronegócio segue avançando. O CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) cresceu 16,5% em 12 meses até dezembro de 2025, enquanto a CPR (Cédula de Produto Rural) avançou 18,3% no período. Outros instrumentos também registraram expansão, como os FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), com alta de 22,9%, e as debêntures, que cresceram 18,4%.

O movimento reforça uma tendência destacada pelo próprio BC: “embora em desaceleração, o mercado de capitais segue crescendo em ritmo bastante superior ao crédito bancário”. Segundo o relatório, esse mercado vem absorvendo “parte da demanda de crédito de grandes empresas pela emissão de debêntures e notas comerciais, e parte do crédito rural com as emissões de CPR”.

Na parte de funding, o BC registra queda semestral de 2% no estoque de LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), movimento que atribui ao “cenário de menor apetite dos emissores em função da crise no crédito rural que se instalou em 2025”.

Cenário internacional preocupa

O cenário externo também aparece como fator adicional de preocupação. O BC afirma que “a eclosão do conflito entre EUA, Israel e Irã elevou consideravelmente a incerteza sobre o cenário global”, afetando “o fluxo de commodities pelo Estreito de Ormuz”.

Segundo o relatório, o conflito provocou “encarecimento dos preços de energia” e “reavaliação, pelos mercados, das perspectivas para a inflação”. O BC avalia ainda que “o prolongamento do conflito no Oriente Médio eleva a incerteza geopolítica e pode afetar fluxos globais de comércio e de commodities, com repercussões macrofinanceiras”.

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SP endurece punições para maus-tratos a animais; multas podem chegar a R$ 50 mil


Divulgação/Polícia Civil de Santa CatarinaCães encontrados em situação de maus-tratos, em Santa Catarina
Cães encontrados em situação de maus-tratos em Santa Catarina em Outubro de 2023.

O Governo do Estado de São Paulo publicou nesta terça-feira (26) uma nova resolução que amplia o rigor das punições para casos de maus-tratos a animais, especialmente em situações de crueldade, abandono e reincidência. A medida também atualiza as regras para acordos de recuperação ambiental. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), as multas podem variar de R$ 3 mil a R$ 50 mil por animal.

A nova norma tem como objetivo tornar mais eficiente a responsabilização por infrações ambientais e incentivar a regularização ainda nas etapas iniciais dos processos administrativos.

Entre os critérios para calcular o valor da multa estão:

  • Gravidade da infração
  • Sofrimento causado ao animal
  • Tamanho do dano
  • Atitude do responsável

Algumas situações podem aumentar ainda mais a penalidade:

  • Abandono
  • Reincidência
  • Subnutrição
  • Situações em que o animal não consegue se defender ou fugir

A punição também pode ser mais severa quando o próprio tutor ou responsável pelo animal comete a infração ou deixa de garantir cuidados básicos, segurança e bem-estar. Nos casos mais graves, a resolução permite que o valor da multa seja ampliado de forma significativa. Isso pode acontecer, por exemplo:

  • Uso de métodos cruéis
  • Ganho financeiro com a prática ilegal
  • Divulgação ou organização da infração pelas redes sociais ou plataformas digitais
  • Participação de crianças e adolescentes
  • Envolvimento de espécies ameaçadas de extinção.

Enterro e acorrentamento

Em fevereiro deste ano, foi sancionada a lei que autoriza que os animais de estimação, como cães e gatos, sejam enterrados em jazigos familiares em todo o Estado de São Paulo. O Projeto de Lei conhecido como “Lei Bob Coveiro“, foi aprovado na Assembleia Legislativa (Alesp), em dezembro do ano passado. O projeto foi inspirado no caso de um cão que viveu por 10 anos em um cemitério em Taboão da Serra e, quando morreu, foi autorizado seu enterro junto de sua tutora.

Em agosto de 2025, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aprovou o projeto que proíbe manter animais em correntes. De acordo com a lei, só será permitido acorrentar o animal temporariamente, na falta de outro meio de contenção. Nesses casos, o pet deve ser preso com corrente do tipo “vai e vem” ou similar, desde que o bem-estar do cão ou gato seja preservado com as seguintes condições:

  • Ser acorrentamento temporário
  • Permitir o deslocamento adequado
  • Utilizar coleira compatível com o tamanho e porte do animal sendo proibido o uso de enforcadores
  • Oferecer abrigo do tempo e do clima
  • Oferecer água limpa e alimentação adequada
  • Garantir a higiene do espaço e do pet
  • Impedir o contato com outros animais agressivos ou portadores de doenças.

Tutores que não cumprirem a norma estão sujeitos a penalidades, conforme a lei federal nº 9.605/1998, que prevê detenção, de três meses a um ano, e multa a quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.





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Setor de serviços recua 1,2% com destaque para transportes


O volume de serviços do país recuou 1,2% em março de 2026, em relação ao mês anterior, após estabilidade em fevereiro….



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BC diz que impactos climáticos chegam ao sistema financeiro pelo agro

O BC (Banco Central do Brasil) afirmou que eventos climáticos extremos continuaram afetando operações de crédito rural em 2025 e provocaram aumento da inadimplência no setor agropecuário.

Segundo o REF (Relatório de Estabilidade Financeira), divulgado nesta segunda-feira (25), “as instituições foram impactadas principalmente no crédito rural, com aumento da inadimplência”.

Segundo a autoridade monetária, os impactos climáticos seguem chegando ao sistema financeiro principalmente por meio do risco de crédito ligado ao setor rural.

Na avaliação do BC, “o risco concentra-se na agropecuária e na indústria, especialmente a extrativista”. O relatório afirma ainda que, na agropecuária, “o risco alto é moda em todas as 122 atividades nas dimensões climáticas”.

O documento cita entre os eventos extremos registrados em 2025 tempestades no Sul do país, temporais no interior de São Paulo, enchentes e seca.

Segundo o BC, algumas instituições financeiras relataram ter usado a experiência dos eventos extremos de 2024 para aprimorar mecanismos de gerenciamento de risco climático.

O relatório também aponta redução no número de instituições financeiras que disseram ter sofrido impactos nas carteiras por conta da situação adversa no clima. O percentual caiu de 44% na pesquisa anterior para 21% no levantamento realizado em 2026.

Mesmo assim, na análise do BC o risco de crédito continua sendo o principal canal de transmissão dos riscos climáticos ao SFN (Sistema Financeiro Nacional).

O documento ressalta, porém, que “a inadimplência no agronegócio tem múltiplos fatores e que não é possível calcular o quanto é devido exclusivamente aos eventos climáticos”.

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