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Por que as articulações e os joelhos doem mais nos dias frios e como aliviar o desconforto


A queda de temperatura contrai a musculatura e altera a lubrificação das cartilagens, exigindo adaptações simples na rotina para manter o corpo livre de dores agudas durante o inverno

RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOPedestres enfrentam frio para caminhar na Avenida Paulista
Existem táticas não invasivas altamente recomendadas para proteger as cartilagens e combater a contratura muscular nos dias mais gelados do ano

A dor nas articulações durante os períodos de baixa temperatura é uma resposta fisiológica do corpo humano ao clima extremo, e não necessariamente o sinal de uma doença inédita. Quando os termômetros caem, o organismo adota um mecanismo natural de defesa conhecido como vasoconstrição. Esse processo redireciona o fluxo de sangue para os órgãos vitais no centro do corpo, deixando extremidades como joelhos, mãos e pés com menos irrigação e oxigenação. Além disso, as oscilações climáticas interferem de forma direta na lubrificação das engrenagens ósseas e na tensão dos músculos que sustentam o esqueleto. Para quem já convive com condições pré-existentes, como artrose, artrite ou lesões antigas, esse cenário se traduz rapidamente em rigidez matinal e pontadas ao realizar movimentos básicos do cotidiano.

Sinais de que o frio está afetando seu corpo

As mudanças de temperatura causam reações físicas inegáveis, especialmente nas áreas que suportam muito peso ou possuem pouca cobertura de gordura para se aquecer. Os desconfortos costumam ser intensificados pela manhã ou após longos períodos de repouso. Quando o frio afeta o sistema musculoesquelético, o paciente costuma relatar:

  • Rigidez articular ao acordar, exigindo alguns bons minutos de alongamento para que o corpo volte a se movimentar com naturalidade.
  • Sensação de peso e repuxamento nos joelhos ao subir e descer lances curtos de escadas.
  • Dores latejantes nas extremidades, principalmente nas mãos, punhos e tornozelos.
  • Estalos mais frequentes e barulhentos ao dobrar ou esticar os membros.
  • Aumento da sensibilidade geral na pele e nos ossos, em que esbarrões ou pequenos impactos doem muito mais do que o normal.
  • Encurtamento muscular na região da lombar e do pescoço, gerando tensões que se irradiam para o resto do corpo.

A ciência por trás das dores de inverno

Não é mito que as juntas das pessoas mais velhas “avisam” quando o tempo vai virar. A origem desse incômodo envolve um conjunto de fatores mecânicos comprovados pela medicina. O principal causador é a queda da pressão atmosférica, um fenômeno muito comum antes da chegada de frentes frias ou chuvas. Essa alteração no peso do ar faz com que os tecidos ao redor das articulações se expandam minimamente, aumentando a pressão interna nas cápsulas e irritando as terminações nervosas altamente sensíveis do local.

Outro motivo biológico muito importante é o espessamento do líquido sinovial. Este fluido atua como um “óleo lubrificante” natural para evitar que os ossos raspem uns nos outros. Em baixas temperaturas, ele fica mais espesso, aumentando o atrito interno e criando aquela sensação nítida de que a articulação está travada ou enferrujada. O frio intenso também provoca uma contração de defesa em músculos, tendões e ligamentos, o que tira a articulação do seu eixo de alinhamento perfeito e gera sobrecarga durante o movimento. Soma-se a isso o simples fato de que, no frio, as pessoas tendem a ficar mais tempo paradas, e a imobilidade prolongada é a maior inimiga da saúde das cartilagens.

O que o médico avalia no consultório

Descobrir se a dor articular é apenas um reflexo passageiro do clima ou o agravamento de uma lesão silenciosa exige uma investigação ortopédica criteriosa. O profissional de saúde sempre começa a consulta analisando o histórico clínico do paciente, buscando mapear quando os sintomas começaram, se a dor piora à noite e se há antecedentes familiares de doenças reumatológicas na família.

Durante o exame físico, o médico apalpa as áreas doloridas, testa a força dos músculos ao redor da lesão e realiza manobras para medir a estabilidade dos ligamentos. Para descartar problemas estruturais definitivos, como o desgaste irreversível de cartilagem, o especialista costuma recorrer aos exames de imagem. O uso de radiografias simples das articulações ajuda a checar o espaço articular e identificar esporões ósseos. Caso exista suspeita de uma inflamação forte nos tendões ou acúmulo de líquido, a ultrassonografia de partes moles ou a ressonância magnética são exames definitivos para que a equipe médica elabore um plano de recuperação assertivo.

Caminhos seguros para recuperar o bem-estar

Existem táticas não invasivas altamente recomendadas para proteger as cartilagens e combater a contratura muscular nos dias mais gelados do ano. O foco primário dos tratamentos de suporte é devolver a temperatura e a mobilidade adequadas para a articulação afetada, evitando desgastes secundários. As recomendações médicas costumam incluir:

  • Uso de terapia de calor: Aplicar bolsas de água quente ou compressas térmicas ajuda a dilatar os vasos sanguíneos da região e consegue relaxar a musculatura tensa de forma imediata.
  • Manutenção de exercícios contínuos: Fazer atividades de impacto leve, como caminhadas protegidas, natação em piscina aquecida ou Pilates, é essencial para estimular a produção de lubrificante nas juntas.
  • Rotinas de alongamento suave: Realizar estiramentos curtos pela manhã ajuda a preparar os tendões para suportar o peso corporal sem traumas.
  • Isolamento térmico focado: Vestir roupas em camadas e priorizar peças como luvas, meias longas e joelheiras de compressão térmica impede que o ar gelado esfrie rapidamente o interior das juntas.
  • Intervenção farmacológica orientada: O ortopedista pode receitar esquemas de analgésicos, pomadas locais, relaxantes musculares e anti-inflamatórios para debelar o sintoma no ápice da crise.

Conviver com dores em todas as frentes frias não é normal e a mudança de temperatura nunca deve ser pretexto para a automedicação contínua. Ocultar a dor com remédios sem saber exatamente o que está acontecendo por baixo da pele pode agravar problemas estruturais graves e causar severos danos ao estômago ou aos rins a longo prazo. Se as dores vierem acompanhadas de vermelhidão extrema, calor exagerado no local ou se tornarem incapacitantes, procure atendimento imediato. Este material possui caráter estritamente informativo e de utilidade pública, não servindo, sob nenhuma justificativa, como substituto de uma consulta presencial com seu médico de confiança para fechar um diagnóstico exato.





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Prévia da inflação é de 0,54% em outubro


A prévia da inflação de outubro apresentou alta de 0,54%, após o índice de 0,13% registrado em setembro. O Índice Nacional…



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Lorenz projeta faturamento de R$ 1,2 bilhão com mandioca até 2032 no Brasil

A Lorenz, empresa do grupo GTF e maior processadora de mandioca do Brasil, projeta encerrar 2026 com faturamento de R$ 420 milhões e mantém um plano estratégico de crescimento que prevê alcançar R$ 1,2 bilhão em receita até 2032.

A expansão será sustentada por investimentos em modernização industrial, desenvolvimento de novos amidos especiais, ampliação das exportações e possíveis aquisições ao longo dos próximos anos.

O desempenho da companhia acompanha um cenário favorável para a cadeia da mandioca no Brasil. Em 2026, a produtividade da cultura avançou cerca de 20% em comparação ao mesmo período do ano anterior, ampliando a oferta de matéria-prima para as indústrias.

Segundo a empresa, o aumento no rendimento das lavouras permitiu maior disponibilidade de raiz para processamento, beneficiando diretamente as operações da Lorenz, que atualmente possui quatro indústrias e processa aproximadamente 25 mil toneladas de mandioca por mês.

O diretor de novos negócios da Lorenz, Aleksandro Siqueira, destacou que a empresa vive um ciclo consistente de crescimento desde que a GTF adquiriu a antiga Cia Lorenz há dez anos.

Em 2016, o faturamento da operação era de R$ 35 milhões. Em 2025, a receita alcançou R$ 385 milhões, crescimento superior a dez vezes no período.

“A projeção para este ano é chegar aos R$ 420 milhões em faturamento e seguir crescendo em dois dígitos até 2032. Nosso planejamento estratégico prevê alcançar R$ 1,2 bilhão impulsionados por modernização, crescimento orgânico, inovação e expansão internacional”, afirmou Siqueira.

A expectativa da companhia para 2026 é avançar pelo menos 12% em faturamento e cerca de 10% em volume comercializado. A estratégia está apoiada principalmente no crescimento da demanda global por produtos plant-based , ingredientes clean label e soluções alimentícias mais saudáveis.

A empresa vem ampliando o portfólio de amidos especiais voltados tanto para o setor alimentício quanto para aplicações industriais. Entre os destaques estão soluções para embutidos, redução de óleo em maioneses, substituição parcial de gelatina em balas de goma e adesivos vegetais para embalagens biodegradáveis.

Mercado internacional

Segundo Siqueira, os produtos à base de mandioca ganharam competitividade no mercado internacional em função da alta dos custos de produção na Europa e da elevação dos fretes asiáticos, principalmente da Tailândia e do Vietnã, tradicionais fornecedores globais de amidos.

“O consumidor está olhando cada vez mais para produtos de origem vegetal, com menos açúcar, menos sódio e ingredientes mais saudáveis. A mandioca atende justamente essa demanda e o Brasil vem se consolidando como um fornecedor estratégico para o mercado global”, disse.

Atualmente, a Lorenz exporta para mais de 40 países. Entre os mercados que mais cresceram estão Colômbia, México, Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Venezuela e países do Norte da África. O segmento de embutidos lidera a demanda internacional, especialmente em mercados latino-americanos.

Outro fator que fortalece a expansão internacional da companhia é a consolidação das certificações globais das plantas industriais da empresa, incluindo BRC, IFS, Halal, Kosher e Smeta, voltadas para qualidade, segurança alimentar, responsabilidade social e sustentabilidade.

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Receita paga maior lote da história nesta sexta. Veja calendário


A Receita Federal paga o maior lote de restituição da história nesta sexta-feira (29/5) do Imposto de Renda. São R$ 16 bilhões em créditos e 8.749.992 contribuintes contemplados. O número representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.

 O crédito das restituições será feito ao longo do dia. Os próximos lotes serão pagos até agosto.  A previsão é que o segundo lote também contemple cerca de 9 milhões de contribuintes, com valores de restituições de R$ 16 bilhões, totalizando assim 80% da estimativa de restituições a serem pagas este ano.

Veja o calendário:

  • 30 de junho
  • 31 de julho
  • 28 de agosto

Neste primeiro lote, cerca de R$ 8,64 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal:

  • 256.697 restituições para idosos acima de 80 anos;
  • 2.256.975 restituições para idosos entre 60 e 79 anos;
  • 222.100 restituições para pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave;
  • 1.054.789 restituições para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.
  • Além disso, 4.959.431 restituições serão destinadas a contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram pelo recebimento via PIX.

Mais de R$ 6 milhões ainda não declararam IR

O prazo para entregar a declaração de Imposto de Renda termina nesta sexta-feira (29/5). Segundo a Receita Federal, mais de 6 milhões de contribuintes ainda não entregaram o documento. Caso o contribuinte não entregue no prazo, ele fica sujeito ao pagamento de multa.

A declaração on-line pode ser acessada pelos seguintes meios:

  • Página oficial: www.gov.br/receitafederal
  • e-CAC – Centro de Atendimento Virtual
  • Portal de Serviços Digitais
  • Aplicativo Receita Federal



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Juros em 14% freiam investimentos e antecipam tensão fiscal pré-eleitoral, aponta MAG


O Banco Central (BC) tem pouco espaço para cortar juros neste ano, e deve manter a taxa em 14% ao fim de 2026, aponta projeção da MAG Investimentos. Isso deve fazer com que o fluxo de capital mantenha-se na renda fixa, continue freiando investimentos e coloque o debate sobre agenda fiscal na lupa do mercado para as eleições deste ano. A análise é de Claudio Pires, sócio-diretor de Investimentos da casa.

“Juros altos é uma infelicidade para o país”, afirma Pires, argumentando que quando o mercado vê um retorno no patamar de 14,5% ao ano sem que o investidor precise tomar risco, o nível de investimento no Brasil despenca, afetando tanto o capital nacional quanto o estrangeiro.

Como consequência, a renda variável tem registrado um movimento forte de saída, puxado principalmente pelos investidores institucionais. O fluxo estrangeiro, que em um primeiro momento viu o Brasil como um “queridinho” após avaliações do Fundo Monetário Internacional (FMI), inverteu a mão e agora retira recursos.

Resiliência no consumo gera alertas

Apesar do custo do crédito elevado, a economia brasileira não dá sinais de retração imediata. A MAG Investimentos não prevê uma desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB), projetando um crescimento próximo de 2% neste ano.

O motor dessa resiliência, contudo, gera alertas. O crescimento tem sido puxado quase exclusivamente pelo consumo das famílias, um modelo que, segundo a gestora, “em algum momento se esgota”.

Esse fenômeno é sustentado por um mercado de trabalho superaquecido, classificado por Pires como “mais que pleno emprego”, com uma massa salarial acima do projetado e forte presença de profissionais atuando como Pessoa Jurídica (PJ).

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Adicionalmente, injeções de liquidez promovidas pelo governo, como o programa Desenrola, o pagamento de precatórios e a isenção de imposto de renda para salários de até R$ 5 mil, não estão sendo convertidas em poupança, e acabam virando demanda, pressionando a inflação. A projeção da MAG é que o IPCA feche o ano em 5%.

Claudio Pires, sócio-diretor de Investimentos da MAG Investimentos (Foto: Divulgação)

Incerteza fiscal e eleições

Para a MAG, este cenário faz com que o Banco Central não consiga reduzir os juros de forma sustentável atuando sozinho e, por isso, o debate sobre agenda fiscal vai entrar na lupa do mercado nestas eleições. 

A experiência empírica, diz Pires, mostra que a manutenção da Selic em níveis elevados não funciona plenamente sem o auxílio do Executivo. “Vai ter que ter ajuste fiscal”, afirma.

O mercado, segundo o executivo, questiona severamente o atual arcabouço fiscal, que tem diversas exceções à regra. Pires cita que estas exceções somam quase 1% do PIB, fazendo com que a meta oficial de déficit zero seja, na prática, de -1%. Com a Selic a 14,5%, carregar a dívida pública torna-se extremamente caro, desequilibrando ainda mais as contas públicas.

A perspectiva de que essa metodologia fiscal possa ser mantida em um eventual quarto mandato do presidente Lula eleva a leitura de risco futuro, avalia Pires. Para ele, o investidor estrangeiro age com cautela. “Em um primeiro momento, ele pode até não considerar o resultado das eleições, mas em um segundo momento, ele pensa? ‘E se?’”, diz Pires, argumentando que a responsabilidade fiscal entra sim no cenário de avaliação externa. 

A eleição, aponta a corretora, trará maior volatilidade como é de se esperar, mas um o agravante de uma disputa equilibrada entre os candidatos, apesar do leve favoritismo para o candidato da situação. “Cada pequena mudança nas pesquisas devem intensificar essa volatilidade”, diz.

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O cenário da MAG é de manutenção do governo atual, devido à falta de união da oposição e aos recentes escândalos envolvendo um dos candidatos da oposição.

Independentemente do eleito, Pires pondera sobre a necessidade urgente de ajuste fiscal. “Qualquer um que seja eleito terá que ajustar o fiscal”, crava o diretor, utilizando uma metáfora conhecida no mercado: “O Brasil chega à beira do precipício, olha e volta para trás, fazendo a sua lição de casa”.

Para ele, quando a questão fiscal for tratada de maneira mais rígida, os agentes de mercado precificarão uma curva de juros menor e a economia corrente resfriará, facilitando o trabalho da autoridade monetária.



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Dificuldade para dormir no frio: quais chás ajudam a aquecer e melhorar o sono


Entenda por que as baixas temperaturas afetam o descanso noturno e conheça os benefícios de plantas como valeriana e camomila para o relaxamento corporal

Unsplash/Drew JemmettChá
A automedicação, mesmo com produtos naturais, exige responsabilidade redobrada

A queda das temperaturas frequentemente traz consigo uma piora significativa na qualidade do descanso. Quando o ambiente está excessivamente gelado, o corpo precisa gastar mais energia para manter a sua temperatura interna equilibrada. Esse esforço extra interfere no processo natural de desaceleração que ocorre antes de adormecer, tornando o repouso superficial e menos restaurador. Para reverter esse quadro, o ajuste térmico do quarto, aliado ao consumo de infusões quentes de ervas medicinais, atua como uma barreira protetora. As bebidas ajudam a esquentar o organismo de dentro para fora, entregando princípios ativos que induzem a sonolência.

Sinais de que as baixas temperaturas estão afetando seu descanso

O desconforto térmico altera drasticamente a arquitetura do repouso humano. Quando a frente fria prejudica o seu corpo, os principais sinais de alerta noturnos incluem:

  • Demora excessiva para atingir um estado de relaxamento profundo.
  • Despertares frequentes durante a madrugada.
  • Sensação persistente de tensão muscular na região dos ombros, pescoço e maxilar.
  • Agravamento do ronco e ressecamento das vias aéreas.
  • Dores nas costas ou articulações intensificadas logo pela manhã.
  • Fadiga extrema ao levantar, sinalizando a ausência do sono reparador.

Por que sentimos mais dificuldade para dormir no inverno

A fisiologia humana depende de uma harmonia estreita com o ambiente. Para que o cérebro inicie o ciclo de sonolência, é necessário que a temperatura central do corpo diminua levemente. No entanto, em um ambiente muito gelado, ocorre um efeito rebote: o sistema nervoso entra em estado de alerta para gerar calor e evitar um quadro de hipotermia, o que impede o desligamento mental.

Além da resposta térmica aguda, os dias mais curtos e com menor luz natural do inverno afetam a produção regular de melatonina, o hormônio regulador do relógio biológico. Essa falta de exposição solar desregula o ritmo circadiano, facilitando episódios noturnos de pensamentos acelerados, estresse e ansiedade, fatores que agem como bloqueadores diretos do adormecimento.

Como identificar se a insônia sazonal exige avaliação médica

Embora pequenas alterações no descanso sejam normais durante dias frios, a privação crônica requer acompanhamento médico especializado. O médico do sono ou clínico geral conduzirá uma investigação minuciosa baseada no histórico do paciente e em questionários de hábitos diários. Se necessário, será solicitado um exame de polissonografia, que monitora as atividades cerebrais e respiratórias durante a noite.

O foco da avaliação médica é investigar se o ambiente gelado está apenas acentuando a dificuldade respiratória ou apneia ou se há um transtorno afetivo sazonal em curso. A investigação clínica torna-se urgente quando o cansaço passa a afetar a memória, o humor e a capacidade de concentração durante o dia.

Afinal, quais os melhores chás naturais para tomar à noite que ajudam a esquentar e melhoram o sono

A aplicação da fitoterapia noturna faz parte da rotina de higiene do sono. O calor da bebida auxilia na dilatação dos vasos sanguíneos, melhorando a circulação e aquecendo as extremidades do corpo, enquanto as plantas entregam ativos calmantes ao cérebro. As opções naturais mais indicadas no tratamento auxiliar de relaxamento incluem:

  • Camomila (Matricaria recutita): Contém apigenina, um flavonoide poderoso que se liga a receptores cerebrais específicos, induzindo o relaxamento muscular e uma suave sensação de sonolência.
  • Valeriana (Valeriana officinalis): Atua no sistema nervoso central por meio do ácido valerênico. Essa substância eleva a disponibilidade do neurotransmissor GABA, responsável por inibir a atividade cerebral e promover um efeito sedativo leve.
  • Erva-cidreira (Melissa officinalis): Rica em ácido rosmarínico, é altamente eficaz para abaixar os níveis de estresse e reduzir a aceleração mental pouco antes de deitar.
  • Mulungu (Erythrina mulungu): Com forte ação tranquilizante, essa planta nativa brasileira é indicada para conter picos de ansiedade crônica e relaxar o sistema nervoso de forma profunda.
  • Lavanda: Quando ingerida em forma de infusão, auxilia no alívio de tensões mentais e corporais provocadas pelo enrijecimento muscular nos dias frios.

A automedicação, mesmo com produtos naturais, exige responsabilidade redobrada. As plantas possuem princípios farmacológicos ativos que podem apresentar interações severas, especialmente se combinados com medicamentos alopáticos para ansiedade ou depressão. Tais combinações podem levar à depressão perigosa do sistema nervoso.

Aviso legal: As informações contidas nesta reportagem possuem caráter estritamente educativo e não configuram diagnóstico. A utilização de ervas medicinais e a ocorrência de dificuldades frequentes para repousar devem ser obrigatoriamente comunicadas a um médico de confiança, que indicará os limites e a necessidade de um tratamento contínuo e individualizado.





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Com oitava alta consecutiva, preços da indústria sobem 0,66% em setembro


Pela oitava vez seguida os preços da indústria nacional registraram crescimento, com ganho de 0,66% em setembro de 2024…



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IRPF: prazo para declaração termina hoje. Receita inicia restituição


Até a tarde desta quinta-feira (28/5), 5,8 milhões ainda não haviam apresentado os informações para a Receita Federal



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economia

David reitera desconforto do BC e que “tudo será feito” para buscar meta da inflação


O diretor de Política Monetária do ⁠Banco Central, Nilton David, reiterou nesta quinta-feira o desconforto com ‌o fato de as expectativas de inflação para 2028 estarem subindo no Brasil, acrescentando que a instituição buscará atingir a meta ‌inflacionária.

‘Hoje temos uma perturbação relevante’, comentou David, em referência ao conflito no Oriente Médio, durante palestra no evento “Pine Macro Day”, organizado pelo Banco Pine, em São Paulo. ‘O BC está atento a isso, não vai permitir que isso se transforme em inflação além do horizonte relevante’, ⁠acrescentou.

O ‌centro da meta de inflação perseguida pelo BC é de 3%, ⁠com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que implica uma taxa máxima de 4,5%. Desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, as expectativas de inflação têm subido no ​Brasil, na esteira da disparada dos preços internacionais do petróleo.

Nos últimos meses, dirigentes do BC vêm destacado o desconforto com o ​fato de as projeções para 2028, em especial, estarem se distanciando do centro da meta. No boletim Focus mais recente, a mediana das projeções dos economistas para a inflação em 2028 estava em 3,65% — antes do início da guerra a taxa era ‌de 3,50%.

‘Houve deslocamento de 15 pontos-base da expectativa ​de inflação de 2028, mas é algo que salta aos olhos’, pontuou David nesta quinta-feira. Ele acrescentou que o BC buscará o cumprimento da meta e disse ⁠que, no caso ​de 2028, ‘tudo pode ​ser feito’.

O diretor reforçou ainda que a intenção do BC no fim do atual ciclo ⁠de cortes da Selic é manter ​a taxa em um nível contracionista, ‘em tempo suficiente para que a inflação migre para a meta’.

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‘A diferença de ‘calibração’ para ‘afrouxamento’ é que o objetivo do ​BC não é chegar no juro neutro’, disse.

Em suas comunicações mais recentes, o BC tem tratado os cortes da ​Selic, hoje em ⁠14,50% ao ano, como um processo de ‘calibração’ da taxa.

No mercado, a expectativa é de que ⁠o BC promova mais um corte de 25 pontos-base da Selic em junho, mas há dúvidas sobre o espaço para novas reduções depois disso, justamente por conta do descolamento das expectativas de inflação da meta, em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio.

(Edição de Isabel ​Versiani)



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Decisão de Trump sobre PCC e CV fortalece Flávio e minimiza crise com Vorcaro, avaliam aliados


Próximos ao senador avaliam que a classificação de organizações como terroristas fortalece a pré-campanha; já aliados de Lula ficaram atônitos e temem impacto eleitoral

TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOFlávio Bolsonaro faz ataques ao magistrado e tenta desacreditar o julgamento na Corte
Flávio Bolsonaro esteve com Donald Trump na Casa Branca

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemoraram a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. A avaliação de pessoas próximas ao pré-candidato à presidência é de que a medida fortalece politicamente Flávio e minimiza a crise provocada pela divulgação dos áudios em que o senador pede R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, segundo interlocutores ouvidos pela Jovem Pan.

Para o entorno de Flávio, a decisão de Trump é uma sinalização de que o senador é relevante para chefe da Casa Branca e vê chances de contar com o apoio do republicano na campanha eleitoral brasileira. O tema das facções criminosas foi abordado por Flávio diretamente no encontro que manteve com Trump na tarde da última terça-feira.

Como mostrou a Jovem Pan, empresários já haviam avaliado que o encontro entre Flávio e Trump não deveria, por si só, reduzir o desgaste do senador com o setor produtivo após a revelação dos áudios. A decisão do republicano sobre o PCC e o CV, no entanto, é vista pelo entorno de Flávio como um elemento novo, capaz de alterar esse cálculo.

Do outro lado, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficaram atônitos com a notícia. Alguns interlocutores não esconderam a surpresa e já avaliam se a medida pode causar danos à campanha do petista à reeleição. A estratégia definida pelo partido é avançar com o tema da soberania nacional como forma de conter qualquer avanço de Flávio nas pesquisas.





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