Categorias
matogrossodosul

Mesmo com avanço digital, Detran-MS investe na estrutura física para garantir conforto e acolhimento nas agências do interior


Atendimento presencial e humanizado continua recendo destaque nas ações de engenharia do órgão. Com esse olhar focado no bem-estar do cidadão e dos servidores, o órgão intensificou um cronograma de manutenções estruturais nas agências do interior, provando que o avanço tecnológico caminha lado a lado com o conforto físico dos cidadãos sul-mato-grossenses.

As frentes de trabalho, que já transformaram o ambiente de atendimento em municípios como Terenos, Corguinho e Rochedo, focam estritamente na manutenção, conservação e acessibilidade, garantindo que as instalações prediais estejam sempre prontas para acolher quem ainda necessita ou prefere o suporte presencial.

Diretora de Engenharia do Detran-MS
“Ao manter suas agências limpas, modernas e acessíveis, o Detran-MS reafirma o compromisso de que a inovação digital não substitui o respeito ao cidadão que busca o balcão físico, consolidando um padrão de excelência em todas as suas plataformas de atendimento”, afirma a diretora de Engenharia do Detran-MS, Maria Moura.

Os Gerentes indicam o caminho

O planejamento das melhorias conta com a participação ativa de quem vive a realidade de cada município: os gerentes das agências. Por estarem em contato direto com o público, eles atuam como os olhos da engenharia do Detran-MS, apontando os pontos que impactam diretamente no conforto e na segurança dos usuários. “O gerente mostra muito para a gente onde tem vazamento, onde tem infiltração ou telhado quebrado. Eles têm um papel fundamental nessas manutenções, e nós temos que ouvi-los bastante”, detalhou Caroline Naglis, gerente de infraestrutura do Detran-MS.

As intervenções recentes foram planejadas de acordo com as necessidades específicas de cada recepção, devolvendo a dignidade e a praticidade ao atendimento. Em Terenos, a agência recebeu uma importante obra de acessibilidade para garantir o direito de ir e vir com segurança. O local, que antes contava apenas com uma escada, agora possui uma rampa de acesso lateral totalmente adaptada para cadeirantes, carrinhos de bebê e idosos. “A construção da rampa de acessibilidade representa um avanço significativo na inclusão e no acesso aos serviços por pessoas com mobilidade reduzida, garantindo mais autonomia e segurança aos cidadãos”, mencionou Ana Beatriz Lacerda Silveira, gerente da Agência de Terenos.

Rampa de acesso a agência em Terenos

A gerente ainda informou que atualmente, a agência de Terenos realiza uma média de 400 atendimentos por mês, em demandas relacionadas a habilitação, veículos e demais serviços de trânsito oferecidos à população. “Nossa expectativa é que a população perceba essas mudanças de forma positiva, tornando a experiência de quem busca os serviços da agência mais confortável e acessível”, disse Ana Beatriz.

Já a agência de Corguinho, conhecida por sua charmosa fachada pastilhada, sofria com problemas crônicos no chão da recepção. A equipe de manutenção realizou a troca integral do piso da área de atendimento ao público, eliminando imperfeições e trazendo muito mais conforto visual e tátil para os visitantes.

Fachada da agência de Corguinho, com o detalhe das pastilhas

Em Rochedo, sob a coordenação do Gerente Regional Juliana Castro, o prédio passou por reparos operacionais urgentes, que incluíram o conserto do portão principal e da porta lateral do setor de vistoria veicular, garantindo maior fluidez e segurança nos procedimentos. “Mesmo com os avanços na parte digital, o Detran ainda preza muito pelo bom atendimento, o atendimento de excelência, levando conforto para a população com essas manutenções e remodelações feitas nas agências”, comentou Juliana Castro.

Fachada da agência em Rochedo

Identidade visual e bem-estar

O cuidado com o patrimônio público também se reflete na renovação estética das unidades. Todas as agências que integram o cronograma recebem uma nova pintura institucional em suas fachadas e interiores. “Mais do que uma questão visual, a pintura e a substituição da iluminação antiga por lâmpadas de LED geram um ambiente climatizado e psicologicamente mais acolhedor. A pintura acaba dando um ‘up’ na agência, renovando o ambiente de forma global”, destacou Caroline Naglis.

Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS
Fotos: Rachid Waqued e Direng



Veja a matéria Completa
Categorias
economia

Alta da gasolina deve ter impulsionado de novo inflação ao consumidor nos EUA em maio


WASHINGTON, 10 Jun (Reuters) – A inflação ao consumidor nos Estados Unidos deve ter registrado em maio o maior nível em três anos uma vez que o conflito no Oriente Médio elevou os preços dos produtos energéticos, o que daria mais argumentos para o Federal Reserve deixar a taxa de juros inalterada este ano.

A previsão de um terceiro mês consecutivo de um resultado anual forte do índice de preços ao consumidor, a ser divulgado pelo Departamento do Trabalho nesta quarta-feira, deve destacar a pressão crescente sobre as famílias, já que evidências sugerem que mais consumidores estão recorrendo às suas economias para financiar os gastos.

A inflação provavelmente superará o crescimento dos salários em maio pelo segundo mês consecutivo, um cenário que pode pesar sobre o crescimento econômico geral.

O aumento vertiginoso do custo de vida é um problema político para o presidente Donald Trump e seu partido Republicano, que buscam manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.

Trump venceu a eleição presidencial de 2024 em grande parte devido à sua promessa de reduzir a inflação, mas viu sua popularidade despencar à medida que cresce a frustração com a gestão da economia.

“O aumento geral da inflação vai superar o crescimento dos salários pelo segundo mês consecutivo”, disse Joseph Brusuelas, economista-chefe da RSM. “Isso significa que os norte-americanos estão vendo seus salários diminuírem em termos reais, o que, se for sustentado, tende a sugerir que teremos um desafio em relação ao consumo das famílias no segundo semestre do ano.”

O índice de preços ao consumidor deve ter subido 4,2% nos 12 meses até maio, segundo uma pesquisa da Reuters com economistas. Esse seria o maior aumento anual desde abril de 2023 e seguiria um avanço de 3,8% em abril.

Na base mensal, a expectativa é de alta de 0,5% em maio, após avanço de 0,6% em abril.

O banco central dos EUA acompanha o índice de preços PCE para sua meta de inflação de 2%. Todos os indicadores de inflação estão bem acima da meta do Fed.

Continua depois da publicidade



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Minerva Foods diversifica negócios e aposta em azeite extravirgem

A Minerva Foods, uma das maiores exportadoras de carne bovina da América do Sul, está ampliando sua atuação para além das proteínas animais. A companhia passou a distribuir nacionalmente o azeite extravirgem Alma Lusa, marca desenvolvida exclusivamente para a empresa e produzida com matéria-prima de origem 100% portuguesa.

A entrada no segmento faz parte da estratégia da companhia de expandir sua presença em categorias de maior valor agregado e fortalecer seu portfólio de alimentos. Segundo a Minerva Foods, o mercado brasileiro de azeites movimenta cerca de 100 mil toneladas por ano e apresenta potencial de crescimento, uma vez que o consumo per capita ainda está abaixo dos níveis observados em países europeus.

De acordo com Daniela Arantes, head global de Marketing e Comunicação da Minerva Foods, a decisão de ingressar na categoria foi baseada em estudos que identificaram oportunidades em um mercado concentrado em poucos grandes players.

“O azeite é uma categoria relevante para o consumidor e apresenta espaço para novas marcas. Além disso, possui aderência ao portfólio da companhia, que busca oferecer produtos complementares ao consumo alimentar”, afirma.

A executiva ainda aponta que o Alma Lusa foi desenvolvido para atender às preferências do consumidor brasileiro. “Com perfil sensorial mais leve e versátil, o produto pode ser utilizado tanto no preparo quanto na finalização de receitas. A empresa destaca ainda a tradição portuguesa na produção de azeites como um dos diferenciais da marca”, informou.

A iniciativa reforça o movimento de diversificação da Minerva Foods, que nos últimos anos ampliou sua atuação para segmentos como pescados, cordeiros, vegetais, batatas congeladas e produtos empanados.

Segundo a companhia, a inclusão do azeite no portfólio gera sinergias comerciais, fortalece a presença da marca nos pontos de venda e amplia as oportunidades de crescimento em categorias consideradas estratégicas.

Atualmente, o Alma Lusa já figura entre as principais marcas de azeite importado comercializadas no Brasil, de acordo com a empresa, o que demonstra a receptividade do produto no mercado nacional.

Para os próximos anos, a expectativa da Minerva Foods é consolidar o Alma Lusa como uma referência entre os azeites portugueses disponíveis no país. A estratégia inclui ampliar a participação de mercado da marca e diversificar a linha de produtos.

Recentemente, a companhia lançou uma nova versão de 250 mililitros, voltada a diferentes ocasiões de consumo e perfis de consumidores.

A aposta da Minerva Foods acompanha uma tendência observada no setor de alimentos, em que consumidores buscam cada vez mais produtos associados à qualidade, rastreabilidade e origem.

Nesse cenário, a empresa acredita que a combinação entre a tradição portuguesa na produção de azeites e sua estrutura de distribuição nacional pode impulsionar o crescimento da marca nos próximos anos.

 

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Ciclone perde força e dá trégua no frio para o Sudeste; veja previsão


Brasil tem diversos cenários climáticos nesta quarta (10/6). Frio dá trégua no Sudeste, Sul deve ter rajadas de vento, Norte concentra chuva



Veja a Matéria Completa

Categorias
matogrossodosul

Governo de MS destaca força da agricultura familiar no desenvolvimento regional e na segurança alimentar


A agricultura familiar tem papel fundamental nos avanços econômicos e sociais alcançados por Mato Grosso do Sul e contribui diretamente para a geração de renda, a segurança alimentar e a qualidade de vida da população. A avaliação foi feita pelo secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) durante a abertura da 6ª edição da Tecnofam (Tecnologias e Conhecimentos para Agricultura Familiar), realizada nesta terça-feira (9), em Dourados.

Considerada a maior feira da agricultura familiar do Centro-Oeste, a Tecnofam segue até o dia 11 de junho na Embrapa Agropecuária Oeste, reunindo produtores rurais, pesquisadores, estudantes, instituições públicas e privadas e representantes do setor produtivo. A expectativa é receber cerca de 5 mil visitantes durante os três dias de programação.

Representando o governador Eduardo Riedel no evento, Artur Falcette destacou que os resultados econômicos conquistados por Mato Grosso do Sul nos últimos anos passam pela contribuição dos agricultores familiares, que garantem produção de alimentos, movimentação econômica e desenvolvimento regional.

“A agricultura familiar participa diretamente dos resultados que Mato Grosso do Sul vem alcançando nos últimos anos. Quando falamos de crescimento econômico, geração de renda, segurança alimentar e melhoria da qualidade de vida da população, estamos falando também do trabalho realizado diariamente pelos agricultores familiares em todas as regiões do Estado. Por isso, eventos como a Tecnofam são fundamentais para aproximar conhecimento, tecnologia e oportunidades de quem produz”, afirmou.

O secretário ressaltou ainda que a construção de políticas públicas voltadas ao campo depende da cooperação entre instituições e da continuidade das ações ao longo do tempo. Segundo ele, os avanços observados atualmente são resultado de um trabalho coletivo desenvolvido por diferentes governos, entidades e organizações parceiras.

“Os melhores resultados surgem quando as instituições trabalham juntas. É isso que vemos na Tecnofam e também em programas que ampliam o acesso ao mercado para os agricultores familiares e, ao mesmo tempo, garantem alimento para quem mais precisa. Esse esforço conjunto fortalece a produção, promove inclusão social e contribui para o desenvolvimento sustentável do Estado”, destacou.

A secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais da Semadesc, Karla Nadai, enfatizou que a Tecnofam se tornou um importante instrumento de aproximação entre os agricultores e as inovações desenvolvidas para o setor.

“A Tecnofam se consolidou como um dos principais ambientes de difusão de conhecimento para a agricultura familiar no Estado. A presença da Agraer, da Iagro e de diversas instituições parceiras demonstra a força dessa articulação. Quando aproximamos tecnologia, assistência técnica e políticas públicas dos produtores, criamos condições para uma agricultura familiar mais produtiva, sustentável e preparada para os desafios do futuro”, afirmou.

Outro tema abordado por Artur Falcette foi a sucessão rural. Para ele, garantir oportunidades para os jovens no campo é uma das estratégias essenciais para a continuidade da agricultura familiar e para o fortalecimento das comunidades rurais.

“Precisamos criar oportunidades para que os jovens enxerguem perspectivas de futuro no meio rural. A inovação, a pesquisa, a assistência técnica e a capacitação são ferramentas essenciais para tornar a atividade cada vez mais atrativa e garantir a continuidade das propriedades familiares nas próximas gerações”, disse.

Durante a cerimônia de abertura também foi assinada a repactuação do Pacto de Inovação Dourados, iniciativa que atualiza e fortalece a governança do ecossistema de inovação do município, ampliando a integração entre instituições de ensino, pesquisa, setor produtivo e poder público.

Além de Artur Falcette e Karla Nadai, participaram da solenidade o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, e o diretor-presidente da Agraer, Fernando Nascimento.

Ao longo dos três dias de evento, a Agraer e a Iagro promovem oficinas práticas, painéis técnicos e debates voltados aos agricultores familiares, abordando temas relacionados à produção, comercialização, assistência técnica, inovação e sustentabilidade.

Sobre a Tecnofam

A Tecnofam tem por objetivo aproximar os agricultores familiares de tecnologias, conhecimentos e soluções capazes de melhorar a produtividade e a sustentabilidade das propriedades rurais. A programação inclui vitrines tecnológicas, estações de campo, exposição de máquinas e equipamentos, oficinas, palestras e feira de produtos da agricultura familiar.

Realizada pela Embrapa em parceria com diversas instituições públicas e privadas, a feira tem entre seus realizadores o Governo do Estado, por meio da Semadesc, Agraer e Iagro, além da APOMS, Sebrae/MS e demais entidades parceiras comprometidas com o fortalecimento da agricultura familiar sul-mato-grossense.

Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc
Fotos: Ana Christina



Veja a matéria Completa

Categorias
economia

O que trava o potencial da aviação no Brasil? Veja algumas respostas


Para que o Brasil possa avançar no sentido de desenvolver seu potencial de crescimento do transporte aéreo precisa avançar em alguns temas cruciais, sendo os mais urgentes combater distorções na precificação do combustível de aviação, reduzir a litigação no setor e rediscutir a taxação imposta às companhias. O assunto foi tema de debate entre especialistas durante painel da 82ª assembleia anula da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que está acontecendo no Rio de janeiro.

Um estudo divulgado pela associação colocou em números esse potencial a ser destravado. Dois indicadores-chave são o número de empregos e a contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) gerada pelo setor de aviação como um todo.

Leia também: Escala 6×1: Latam acredita em impactos diferentes em equipes de solo e tripulação

No Brasil, 246.800 pessoas estavam diretamente empregadas na aviação em 2023, gerando US$ 10,3 bilhões de produção econômica, o equivalente a 0,5% do PIB total.  Os benefícios adicionais são gerados pela cadeia de suprimentos mais ampla, gastos dos funcionários e atividades do turismo, contribuindo com um total de US$ 46,4 bilhões para o PIB e 1,9 milhão de empregos.

Já o turismo apoiado pela aviação contribui com US$ 6,6 bilhões para o PIB do país e emprega 310.000 pessoas. Estima-se que os turistas internacionais para o Brasil contribuam com US$ 6,8 bilhões anualmente para a economia através da compra de bens e serviços de empresas locais.  

Só no ano passado, o Brasil transportou 100 milhões de passageiros domésticos e a quantidade de estrangeiros voando pelo país alcançou 9,3 milhões de pessoas.

Mas também há estatísticas ruins. Os custos com o combustível pelas companhias representam 40% do total, uma das maiores proporções no mundo. Também há uma gastos de cerca de US$ 200 milhões por ano com litigação. Calcula-se que há uma ação para cada 227 passageiros transportados, o que dá quase um avião lotado. Por fim, as ameaças e propostas efetivas de isenções ou de criações de taxas por parte de poderes Executivo e Legislativo acrescentam riscos financeiros à operação.

Para Jerome Cadier, CEO da Latam no Brasil, é preciso compreender que o transporte aéreo de passageiro é muito mais do que levar as pessoas de um local ao outro, mas algo que se insere na agenda de desenvolvimento de um país, pela interconectividade que proporciona.

Sobre as constantes batalhas sobre novas leis e regulamentos criados no Brasil, ele foi enfático: “precisamos de mais estabilidade regulatória”, declarou, destacando que o setor aéreo tem investimentos de longo prazo.

Continua depois da publicidade

O jornalista viajou a convite da IATA.



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

Campanha de Lula ganha sede e prepara minuta de programa de governo


QG da campanha petista começou a funcionar nesta semana. Coordenadores trabalham para apresentar primeira versão do programa em julho



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Selic em até 14,25%? O que mudou no cenário de juros, inflação e orçamento para 2026


O cenário de projeção macroeconômica global e doméstica mudou, e não é só a guerra que está causando impactos nas expectativas de inflação e juros para o ano. Estão pensando na conta também o desempenho da economia no primeiro trimestre, as medidas de estímulo do governo, o El Niño, e fatores globais como investimento pesado em Inteligência Artificial e a retomada da agenda protecionista dos Estados Unidos.

Diante deste cenário, bancos e gestoras de investimento estão refazendo as contas e estimando que a taxa básica de juros, a Selic, deve terminar o ano em até 14,25%, com espaço de apenas mais um corte. Outras vêem espaço para dois cortes de 0,25 pontos-base, uma projeção bem diferente daquela espelhada no primeiro Boletim Focus do ano, em que a Selic ao fim de 2026 era projetada em 12,25%. Atualmente, a Selic está em 14,5%.

O Boletim Focus desta semana já reflete essa postura mais defensiva, elevando a mediana das expectativas da Selic para 13,50% no fim de 2026, com o IPCA avançando para 5,11% neste ano e 4,03% em 2027. 

Cenário externo: choque de oferta e reprecificação de juros

A economia global também está impactando as projeções de juros e inflação no Brasil. O conflito no Oriente Médio, especialmente as restrições no Estreito de Ormuz, seguem sendo um vetor de risco altista para energia e cadeias produtivas, não só porque limitam a oferta atual de petróleo, mas também porque o prolongamento do conflito faz com que aumentem as chances de danos nas infraestruturas produtoras de petróleo, o que não irá se recompor facilmente mesmo com o fim da disputa.

A XP ressalta que, além do petróleo, os pesados investimentos globais em inteligência artificial têm gerado gargalos e pressionado os custos de componentes tecnológicos em todo o mundo. Simultaneamente, a retomada da agenda protecionista nos Estados Unidos, com possíveis novas tarifas de importação, amplifica os custos globais. 

Esse cenário afeta diretamente as decisões dos bancos centrais. Nos Estados Unidos, o payroll mostrou a criação de 172 mil postos de trabalho em maio, número acima das  expectativas e que acendeu um alerta para um possível aumento de juros por lá, destaca José Raymundo Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos, que usa a expressão “aspirador de dólares” para ilustrar a fuga de capital estrangeiro do Brasil. 

Para Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa econômica do Banco Pine, o ajuste da curva de juros é uma “reprecificação necessária” diante de um ambiente global com “inflação mais persistente, déficits fiscais elevados e aumento dos riscos geopolíticos”. 

Segundo ele, a elevação das taxas reais indica que o mercado passou a incorporar juros neutros mais altos diante da “piora da dinâmica fiscal global”. 

Resiliência doméstica: orçamento, mercado de trabalho e El Niño

No Brasil, os fundamentos apontam para uma inflação de serviços resistente, impulsionada por um mercado de trabalho apertado, com o desemprego recuando para a faixa de 5,5% a 5,8%. 

Continua depois da publicidade

O PIB do primeiro trimestre confirmou o aquecimento da atividade, avançando 1,1% na margem, o que levou instituições como Itaú e BNP Paribas a elevarem suas projeções de crescimento para 2,1% e 2,3% em 2026, respectivamente. 

Esse dinamismo, no entanto, é impulsionado por estímulos do governo, mantendo o impulso fiscal elevado e evitando melhoras nas contas públicas. A XP e o BNP Paribas estimam que programas como o novo Desenrola e as linhas para renovação de frotas representam um pacote de até R$ 200 bilhões.

O Bank of America (BofA) reforça essa leitura, pontuando que a atividade econômica “permanece sustentada por estímulos fiscais e de crédito contínuos”, o que tem adiado o ajuste necessário na demanda. Em relatório, o banco analisou o PIB do primeiro trimestre e classificou a composição como “pouco convincente”, observando que a recuperação dos investimentos (3,5%) parece mais influenciada por políticas públicas do que indicativa de uma reaceleração estrutural duradoura. 

Continua depois da publicidade

Para a 4intelligence, esses estímulos fiscais e creditícios ocorrem em um momento no qual a economia já opera acima do seu produto potencial. 

Pelo lado da oferta doméstica, o clima impõe riscos severos. A maior probabilidade de um El Niño severo em 2026 levou as instituições a revisarem a inflação de alimentos. O BNP Paribas, por exemplo, elevou sua projeção de alimentação no domicílio para 8,5% em 2026 e 7,0% em 2027, incorporando o risco de secas no MATOPIBA (sigla referente aos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e chuvas excessivas no Sul. O Itaú revisou o IPCA para 5,4% em 2026 e 4,5% em 2027, e a XP subiu suas estimativas para 5,5% e 4,2%, respectivamente.

Leia também: Além da guerra, El Niño é outra fonte de pressão sobre safras e inflação no Brasil

Continua depois da publicidade

A deterioração da dinâmica de preços motivou alertas do BofA, que destacou a aceleração do núcleo médio da inflação de serviços para 6,2% ao ano. David Beker, chefe de economia para o Brasil do banco, ressalta que “riscos adicionais de alta decorrentes de choques como o El Niño e a mudança para o turno de trabalho de 6×1 ainda não foram incorporados”, mas já apontam para uma maior inércia e persistência da inflação no futuro. 

Limites para cortes do Copom

Com a desancoragem das expectativas, o mercado aposta em uma postura conservadora do Comitê de Política Monetária (Copom), com espaço reduzido para cortes nas reuniões de 16 e 17 de junho. 

Selic IPCA
BofA 14,25 5,09
Genial 14,25 5,3
XP 14 5,3
Pine 14 5,6
BNP Paribas 14 5,6
Itaú 13,5 5,4
Boletim Focus 13,5 5,11

A Genial Investimentos e o Banco Pine defendem a interrupção do ciclo desde já, estacionando a taxa em 14,00%. A XP projeta apenas duas reduções de 0,25 ponto percentual, encerrando o ano também em 14,00%. Já o BNP Paribas prevê um corte de 0,25 ponto em junho e uma pausa prolongada até dezembro, enquanto o Itaú estima a Selic terminal em 13,75%. A 4intelligence alerta para a probabilidade de encerramento do ciclo antes do patamar de 13,50%. 

Continua depois da publicidade

Engrossando o caldo das revisões institucionais, o BofA alterou sua projeção para a Selic no fim de 2026, saltando de 13,25% para 14,25%. A casa prevê “apenas um último corte de 25 pontos-base em junho, seguido por uma pausa prolongada até meados de 2027”, retomando o afrouxamento apenas em conjunto com o Fed. 

Para Beker, as condições financeiras restritivas e o real mais fraco limitam a margem de manobra. “O patamar para novos cortes tornou-se significativamente mais alto, consistente com o retorno a um contexto de inflação mais elevada por um período prolongado”. 



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

Presidente do PT diz respeita decisão de Nunes Marques sobre pesquisa


Dirigente evitou críticas ao presidente do TSE e afirmou que medida deve “ter fundamento”. Decisão barrou pesquisa com queda de Flávio



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Boletim Focus eleva estimativa da Selic para 13,5% em 2026 e 11,5% em 2027


A projeção do mercado para a taxa Selic voltou a subir no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central. A estimativa para os juros básicos ao fim de 2026 passou de 13,25% para 13,50% ao ano, enquanto a previsão para 2027 avançou de 11,25% para 11,50%.

O relatório também mostrou alta nas expectativas para a inflação, com o IPCA de 2026 passando de 5,09% para 5,11%, além de uma leve revisão para cima do crescimento do PIB, de 1,90% para 1,91%. Já a projeção para o dólar ao final de 2026 foi reduzida de R$ 5,16 para R$ 5,15.

Inflação

A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 5,09% para 5,11%, registrando a terceira alta consecutiva. Para 2027, a estimativa avançou de 4,02% para 4,03%, na terceira elevação seguida. Já para 2028, a projeção recuou de 3,66% para 3,65%, após uma semana de estabilidade. Para 2029, a expectativa permaneceu em 3,50% pela 40ª semana consecutiva.

No caso do IGP-M, a projeção para 2026 passou de 6,00% para 6,10%, na 14ª alta consecutiva. Para 2027, a estimativa foi mantida em 4,00% pela 16ª semana seguida. As previsões para 2028 e 2029 permaneceram em 3,82% e 3,70%, respectivamente, estáveis há quatro e oito semanas.

Para os preços administrados, a projeção para 2026 ficou em 4,98%, repetindo o mesmo patamar da semana anterior. Em 2027, a estimativa avançou de 3,81% para 3,84%. Para 2028 e 2029, as projeções seguiram em 3,50%, estáveis há 28 e 47 semanas, respectivamente.

PIB

A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,90% para 1,91%, configurando a terceira alta consecutiva. Para 2027, a projeção foi mantida em 1,70% pela segunda semana seguida.

As estimativas para 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, sem alterações. No caso de 2028, a projeção está estável há 117 semanas consecutivas, enquanto para 2029 a manutenção ocorre há 64 semanas.

Câmbio

Os economistas reduziram a projeção para o dólar ao final de 2026 de R$ 5,16 para R$ 5,15, registrando a terceira queda consecutiva. Para 2027, a estimativa também foi revisada para baixo, passando de R$ 5,25 para R$ 5,20, na quarta queda seguida.

Para 2028, a projeção permaneceu em R$ 5,30 pela segunda semana consecutiva. Já para 2029, a expectativa recuou de R$ 5,40 para R$ 5,35, registrando a primeira queda após um longo período de estabilidade.

Continua depois da publicidade

Selic

A mediana das projeções para a taxa Selic ao final de 2026 subiu de 13,25% para 13,50% ao ano. Trata-se da primeira alta após uma semana de estabilidade e mantém a percepção de juros elevados por mais tempo.

Para 2027, a expectativa também avançou, passando de 11,25% para 11,50%, na primeira alta após um período de estabilidade. Já para 2028 e 2029, as projeções permaneceram em 10,00% ao ano, estáveis há 20 e cinco semanas consecutivas, respectivamente.



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.