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STJ nega por unanimidade pedido de liberdade de Deolane Bezerra


A Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou, por unanimidade, o pedido de liberdade da defesa da influenciadora Deolane Bezerra, presa por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).

A ministra Maria Marluce Caldas declarou, ao final do julgamento na tarde desta terça-feira (9), que a Corte negou provimento ao agravo regimental no habeas corpus, “com recomendação ao Tribunal de Justiça de São Paulo de celeridade”. Deolane está presa preventivamente desde o último dia 21 de maio em uma penitenciária no interior de São Paulo.

O advogado Aury Lopes Jr., que representa Deolane, defendeu que a prisão preventiva é, neste caso, “excessiva, desnecessária e midiática”, causando ainda grande trauma para a filha de 10 anos da influenciadora. 

A defesa sustentou que a prisão preventiva foi banalizada e que Deolane foi presa como “um personagem e um troféu midiático”. Aury ressaltou que ela é advogada, empresária, mãe, que não cometeu crime com violência e grave ameaça, e citou precedentes do próprio STJ.

Segundo o advogado, em um período entre 2022 e 2024 enquanto a influenciadora já era investigada por lavagem de dinheiro, ela nunca foi chamada para prestar informações. Aury defende que ela poderia ter sido intimada e poderia ter dado explicações sobre determinados depósitos aos investigadores, mas isso nunca ocorreu.

“Parece que efetivamente não se buscava apurar a verdade dos fatos. Ficou quatro anos investigando para depois se ter uma prisão midiática e desnecessária“, disse o advogado.

Por fim, a defesa enfatizou que todo patrimônio de Deolane está bloqueado, a prova para a investigação de lavagem de dinheiro é rastreável e que não há risco de fuga, sendo que ela foi presa em casa após voltar de viagem internacional, em Roma, com a filha.

Por outro, o procurador-geral da República Augusto Aras, representando o Ministério Público Federal e sustentando a manutenção da prisão, citou precedentes da Quinta e Sexta Turmas justificando a prisão preventiva de uma mãe e de uma pessoa relacionada a integrante de organização criminosa. 

A Quinta Turma do STJ é formada pelos ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas. Todos, a partir do voto do relator Ribeiro Dantas, votaram a favor da manutenção da prisão preventiva de Deolane. 

“Meu entendimento está em consonância com a jurisprudência dessa Corte, firmada no sentido de não ser cabível a impetração de habeas corpus contra decisão que indefere a liminar na origem, especialmente ratificando todos os arguimentos do ministro relator, entendendo que não é caso de decisão teratológica ou desprovida de qualquer fundamentação“, afirmou a ministra Maria Marluce.

Suspeita de elo com PCC

A Polícia Civil de São Paulo indiciou Deolane Bezerra, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outras cinco pessoas por suspeita de envolvimento em organização criminosa e lavagem de capitais.

A investigação aponta que ela utilizava, ao menos desde 2022, sua “aparente respeitabilidade social” e projeção pública para conferir uma camada de legalidade a recursos provenientes de atividades ilícitas da facção. Os advogados da influenciadora negam as suspeitas.

Dias após a prisão, a defesa de Deolane acionou o STJ pedindo a revogação da ordem. A Presidência do STJ rejeitou o pedido alegando que um recurso similar foi apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo e ainda precisaria ser analisado pela primeira instância.

A defesa da influenciadora recorreu da decisão e insistiu em uma nova análise do pedido de revogação da prisão preventiva.

Em nota, a defesa de Deolane lamentou o resultado e reforçou que a “manutenção da prisão é ilegal e desnecessária”. Leia na íntegra:

“A defesa de Deolane Bezerra, patrocinada pelo advogado Aury Lopes Jr. lamenta o resultado do julgamento de hoje, uma vez que a manutenção da sua prisão é ilegal e desnecessária, pois Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo. A decisão do STJ se baseou apenas em aspectos formais da tramitação, sem qualquer análise de mérito. Acrescenta a defesa que continuará lutando pela liberdade de sua cliente, agora perante o Tribunal de Justiça de São Paulo”. 



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Cidade do RJ está no ranking das mais frias do Brasil. Veja lista


O frio ganhou força na Região Serrana do Rio de Janeiro nos últimos dias e colocou Nova Friburgo entre as cidades mais geladas do Brasil. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que o município registrou as menores temperaturas do estado em duas madrugadas consecutivas.

A menor marca foi registrada na madrugada de domingo (7/6), quando a estação meteorológica de Salinas apontou 1,9°C. A temperatura foi a mais baixa do Rio de Janeiro e a segunda menor do país naquele dia, ficando atrás de Monte Verde (MG), que registrou 0,4°C.

Na segunda-feira (8/6), apesar de uma leve elevação nos termômetros, Nova Friburgo voltou a liderar o ranking estadual. A mesma estação registrou 3,9°C, índice que colocou o município na quarta posição entre os locais mais frios do Brasil.

De acordo com o levantamento do Inmet, as cinco menores temperaturas registradas no país na segunda-feira foram:

  • Monte Verde (MG): 1,4°C;
  • Maria da Fé (MG): 2,1°C;
  • Campos do Jordão (SP): 2,8°C;
  • Nova Friburgo – Salinas (RJ): 3,9°C;
  • Paty do Alferes – Avelar (RJ): 4,9°C.

As baixas temperaturas ocorreram poucos dias antes do início oficial do inverno, marcado para 20 de junho. Mesmo antes da chegada da estação, o cenário já é típico dos meses mais frios do ano, especialmente nas áreas de maior altitude do estado.

Como fica o tempo no país nos próximos dias

No restante do país, a previsão do Inmet indica diferentes condições climáticas entre quarta-feira (10/6) e quinta-feira (11/6).

Na região Norte, as pancadas de chuva continuam concentradas em estados como Amazonas, Acre, Roraima e Amapá. Os maiores acumulados são esperados para o sudoeste do Amazonas, o leste do Acre e o norte de Rondônia, onde os volumes podem superar 50 milímetros.

Já Tocantins deve seguir com tempo firme e, na quinta-feira, há previsão de névoa seca em grande parte do estado. As temperaturas na região variam entre 24°C e 35°C.

No Nordeste, a chuva deve atingir principalmente áreas do litoral. Entre quarta e quinta-feira, há previsão de pancadas isoladas do Maranhão até Pernambuco, além de precipitações fracas em trechos do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. No interior nordestino, o tempo segue estável.

Também há possibilidade de nevoeiros em áreas do leste da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. As mínimas ficam próximas de 19°C, enquanto as máximas podem chegar a 35°C no interior do Piauí.

Centro-Oeste e Sudeste

No Centro-Oeste, a instabilidade se concentra em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. As chuvas podem vir acompanhadas de trovoadas e, no extremo sul de Mato Grosso do Sul, há possibilidade de queda de granizo.

Distrito Federal e o norte goiano devem permanecer sem previsão de chuva. As temperaturas variam entre 22°C e 35°C, mas no Distrito Federal os termômetros podem marcar menos de 15°C durante as madrugadas.

Na região Sudeste, o tempo firme predomina na maior parte dos estados. A exceção é São Paulo e o sul de Minas Gerais, que podem registrar pancadas isoladas de chuva nos dois dias.

Também há previsão de nevoeiro no norte do Rio de Janeiro, no sul do Espírito Santo e em áreas do oeste mineiro. As mínimas ficam entre 12°C e 14°C nas áreas mais frias da região, enquanto as máximas podem alcançar 32°C no interior paulista.

Sul

Já na Região Sul, o avanço de áreas de instabilidade deve provocar pancadas de chuva e trovoadas nos três estados.

Santa Catarina e Paraná devem registrar os maiores volumes, com acumulados que podem chegar a 50 milímetros em 24 horas. Há ainda risco de queda de granizo em algumas localidades.

As menores temperaturas ficam em torno de 6°C nas áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, enquanto as máximas podem atingir 30°C no noroeste do Paraná.



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Especialistas e gestores se reunirem para debater mudanças climáticas e fortalecer políticas ambientais em MS


Bonito recebe nesta semana dois dos principais eventos da agenda ambiental de Mato Grosso do Sul: o IV Fórum Estadual de Mudanças Climáticas e o III Encontro de Secretarias Municipais de Meio Ambiente. Realizados no Centro de Convenções de Bonito, os encontros reúnem gestores públicos, pesquisadores, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir os impactos das mudanças climáticas, estratégias de adaptação e a construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

A abertura contou com a presença do secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto; da secretária-executiva de Meio Ambiente da Semadesc, Ana Cristina Trevelin; da vice-prefeita de Bonito, Juliana Salvatore; do secretário municipal de Meio Ambiente, Tiago Sabino; e do vice-presidente do Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), Lucas Alves.

Segundo a secretária-executiva de Meio Ambiente da Semadesc, Ana Cristina Trevelin, o objetivo do fórum é aproximar a produção científica, as ferramentas de gestão pública e as experiências vivenciadas pelos municípios.
“Quando reunimos pessoas que estudam, pesquisam e atuam diretamente nos territórios, criamos um ambiente muito rico para a troca de experiências. O propósito é trazer grandes discussões para a realidade do nosso Estado, entendendo os desafios que enfrentamos e construindo soluções conjuntas. Vamos debater temas como a revisão da Política Estadual de Pesca, o enfrentamento aos impactos causados pelo javali e os desafios das mudanças climáticas sob a ótica dos municípios”, destacou.

O Fórum Estadual de Mudanças Climáticas chega à sua quarta edição consolidado como um espaço estratégico para o debate de ações voltadas à mitigação e adaptação aos efeitos do aquecimento global. Entre seus objetivos estão contribuir para que Mato Grosso do Sul alcance a meta de Estado Carbono Neutro até 2030, promover a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e fortalecer iniciativas de conservação ambiental.

Durante a abertura, o secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto, destacou Bonito como exemplo nacional de desenvolvimento sustentável. “É um privilégio discutir esses temas em Bonito. O município demonstra que é possível conciliar atividades econômicas, conservação ambiental e qualidade de vida. Ao longo dos anos, acompanhamos o crescimento do turismo, a evolução da agricultura e da pecuária e a valorização dos ativos ambientais da região. Bonito mostra ao Brasil que, com diálogo e maturidade, é possível construir um modelo de desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Integração e inovação para enfrentar os desafios climáticos

Entre as iniciativas apresentadas durante o evento está o projeto CEP Rural, desenvolvido pelo Governo do Estado para ampliar a integração entre as comunidades rurais e os serviços públicos.
A ferramenta permitirá que propriedades rurais tenham um endereço oficial e padronizado, facilitando a comunicação e o acesso a serviços essenciais, especialmente em situações de emergência e eventos climáticos extremos.

“A propriedade rural passará a ter um endereço semelhante ao que temos nas áreas urbanas. Isso permitirá que informações importantes cheguem com mais rapidez aos produtores e às autoridades responsáveis. São ações que fortalecem a integração e melhoram a entrega dos serviços públicos ao cidadão”, explicou Melotto.

O secretário-adjunto ressaltou ainda que Mato Grosso do Sul apresenta realidades ambientais bastante distintas, exigindo políticas públicas adaptadas às características de cada região. “Os impactos das mudanças climáticas são sentidos de maneiras diferentes pelas comunidades. Uma estiagem pode beneficiar determinados setores, como o turismo em Bonito, mas representar prejuízos para a agropecuária. O grande desafio deste fórum é justamente construir propostas que considerem essa diversidade e permitam respostas eficientes para cada realidade”, acrescentou.

Ciência, gestão pública e experiências municipais

Um dos diferenciais da programação é a conexão entre conhecimento técnico e aplicação prática. A agenda foi estruturada para aproximar pesquisadores, gestores públicos e representantes municipais, fortalecendo a tomada de decisão em áreas como clima, saneamento, fiscalização, regulação e licenciamento ambiental.

A proposta integra três dimensões fundamentais da política ambiental: a ciência, representada por universidades e instituições de pesquisa; a gestão pública, voltada ao planejamento e execução das políticas; e as experiências municipais, que trazem soluções concretas para os desafios enfrentados no dia a dia das cidades.

Entre os destaques da programação estão as apresentações dos trabalhos da Câmara Técnica da Política Estadual de Pesca, conduzida pelo pesquisador da Embrapa Pantanal, Agostinho Carlos Catella, e da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Javali, apresentada pelo médico-veterinário Walfrido Moraes Tomas, também da Embrapa Pantanal.

Com uma agenda integrada, o IV Fórum Estadual de Mudanças Climáticas e o III Encontro de Secretarias Municipais de Meio Ambiente reforçam o compromisso de Mato Grosso do Sul com a sustentabilidade, a adaptação às mudanças climáticas e o fortalecimento da gestão ambiental nos municípios, aproximando o conhecimento técnico da formulação de políticas públicas e promovendo soluções cada vez mais eficazes para a proteção dos recursos naturais e a qualidade de vida da população.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc



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Conectividade aérea não recuperou patamar pré-pandemia; regulação excessiva é entrave


A conectividade aérea está em risco e um dos fatores responsáveis é a crise da cadeia de suprimentos, com redução significativa da entre de novas aeronaves para as companhias aéreas conseguirem ampliar o número de rotas. Segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o número de passageiros se recuperou e superou os níveis pré-pandemia, mas o número de rotas não.

Entre 2015 a 2019, o crescimento das rotas avançou 3% ao ano, com o número total de rotas atingindo um pico de 70.174. Em 2025, o número chegou a 68.972. Especificamente na América Latina, o número de rotas recuou de 4.109 para 3.961, na mesma comparação.

Para a IATA, esse quadro é complexo e as estratégias de negócios das companhias aéreas e as mudanças nos hábitos de viagem dos passageiros podem explicar parte dessa tendência. Mas a falha dos fornecedores também pode ser parte da explicação.

Leia também: IVA pode elevar custo da passagem aérea e reduzir demanda em 30% no Brasil

A associação acredita que os governos poderiam contribuir para recuperar a conectividade perdida, reduzindo a regulação excessiva e o peso fiscal, especialmente os impostos sobre passageiros, além de resolver os problemas relacionados às restrições de capacidade e às regras de proteção de dados.

No entanto, o que tem se visto é que a regulação está saindo do controle. No painel sobre advocacy [defesa de direitos, numa tradução aproximada] no setor apresentado nesta segunda-feira por Thomas Reynaert, vice-presidente sênior da IATA para assuntos externos, foram destacados os casos da União Europeia e da América Latina.

Em sua apresentação, ele lembrou que a UE vem tentando reformar há anos as suas regras de direitos dos passageiros, que hoje custam € 8 bilhões por ano e não conseguiram incentivar melhorias de desempenho em partes centrais do sistema de aviação, especialmente no Controle de Tráfego Aéreo.

“Uma reforma sensata apresentada pela Comissão foi enfraquecida pelos Estados-membros da UE, mas ainda assim representava uma melhora em relação à situação atual. Porém, o processo foi sequestrado por setores do Parlamento Europeu que nada entendem dos desafios que o setor aéreo enfrenta, tanto do ponto de vista financeiro quanto operacional”, diz o relatório que embasou a conferência de Reynaert.

Um exemplo desse processo falho, segundo a IATA, é a questão dos limites de compensação. Atualmente, eles estão fixados em 3 horas, um prazo que não faz sentido operacional e que leva as companhias aéreas a cancelarem voos que, de outra forma, poderiam ser substituídos. A Comissão propôs elevar esse limite para 5 horas. Os Estados da UE diluíram isso para 4 horas. O Parlamento insiste em não mudar as 3 horas.

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“Assim, depois de anos de debate e fracasso, poderemos voltar ao ponto em que estávamos — só que numa trajetória em que a EU261 poderá custar até € 15 bilhões. Uma má reforma seria ainda pior do que nenhuma reforma. Se não conseguirmos ver melhorias reais, preferiríamos que o status quo fosse mantido até que uma proposta mais sensata seja acordada.”

Segundo a IATA, a América Latina também está seguindo pelo caminho errado. “Estamos acompanhando cerca de 150 propostas regulatórias, das quais 113 são negativas para a aviação. Elas incluem limites tarifários na Colômbia, escolha gratuita de assento e transferibilidade de passagens no Peru, além de discussões sobre franquia gratuita de bagagem no Chile e no Brasil”, mostrou o documento.

“O Brasil também é um paraíso de litigância para advogados especializados em direitos de passageiros aéreos. Há uma ação de pequeno valor para cada 227 passageiros neste país. Nos Estados Unidos, é uma para cada 1,2 milhão de passageiros”, comparou.

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Impostos

O excesso de impostos é outro entrave citado para o crescimento da aviação e da conectividade. Mais de US$ 60 bilhões são arrecadados anualmente das companhias aéreas.

Nesse ponto, ao menos, alguns governos estão reconhecendo que eles não são apenas impopulares, mas também economicamente contraproducentes. O governo sueco aboliu completamente seu imposto sobre passageiros há quase um ano, enquanto o governo alemão anunciou uma reversão parcial de seu imposto sobre passagens.

Já na França, foi aumentada a chamada “taxa de solidariedade”, que, segundo um relatório elaborado para o Ministério dos Transportes da França, reduziu a participação de mercado das companhias aéreas francesas. “Em vez de mudar de rumo, o governo dobrou a aposta, tentando persuadir economias em desenvolvimento a aplicar um imposto sobre passageiros de classes premium.”

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No Brasil, a IATA diz ainda estar dialogando com o governo sobre a proposta de cobrança de IVA de 26,5% sobre as passagens aéreas, o que poderia reduzir a demanda em até 30%.

“Impostos mais altos sobre a aviação elevam as tarifas e enfraquecem a economia das rotas, especialmente em mercados regionais e sensíveis a preço. As companhias aéreas podem cortar frequências ou remanejar aeronaves, reduzindo acesso, turismo e resiliência”, concluiu a IATA, destacando que as empresas querem pagar o que é devido, mas os governos devem tomar cuidado para não “matar a galinha dos ovos de ouro da conectividade aérea”.

O jornalista viajou a convite da IATA.

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Demanda recorde dos EUA abre espaço para avanço da carne bovina brasileira

A necessidade crescente de importação de carne bovina pelos Estados Unidos pode abrir novas oportunidades para o Brasil nos próximos anos. Segundo estimativas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o país deverá importar cerca de 2,77 milhões de toneladas da proteína em 2026 e um volume próximo disso em 2027. Mesmo sem mudanças nas regras atuais, a expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 318 mil toneladas para o mercado norte-americano.

A avaliação é de Geraldo Isoldi, analista da Terra Investimentos, que vê potencial para um crescimento ainda maior caso os Estados Unidos eliminem a chamada TRQ (Tariff-Rate Quota), sistema de cotas que limita a entrada da carne bovina brasileira no país.

“Desses 2,77 milhões de toneladas que os Estados Unidos devem importar, a gente já projeta que o Brasil exporte cerca de 318 mil toneladas. Isso sem nada acontecer, com a TRQ mantida e com os impostos aplicados depois que a cota é esgotada”, afirma Isoldi.

Atualmente, o Brasil participa da cota destinada ao grupo de “outros países”, que até 2025 era de 65.005 toneladas. Neste ano, porém, os Estados Unidos transferiram 13 mil toneladas desse volume para o Reino Unido, reduzindo a cota compartilhada para 52 mil toneladas. O problema, segundo Isoldi, é que esse limite costuma ser preenchido nos primeiros dias de janeiro, obrigando os exportadores a pagar uma tarifa de 26,4% sobre os embarques realizados posteriormente.

O analista destaca que a situação coloca o Brasil em desvantagem frente a concorrentes como Austrália e Nova Zelândia. A Austrália, principal fornecedora de carne bovina para os Estados Unidos, possui uma cota próxima de 550 mil toneladas e não paga tarifas dentro desse limite. Mesmo fora da cota, a alíquota aplicada é de 21,1%, inferior à cobrada sobre a carne brasileira.

“A Austrália tem uma cota muito maior e condições tarifárias mais favoráveis. Enquanto o Brasil paga 40 centavos de dólar por quilo dentro da cota e 26,4% quando ela estoura, os australianos entram sem tarifa dentro do limite e pagam menos imposto fora dele”, explica.

Para Isoldi, uma eventual eliminação da TRQ mudaria significativamente a competitividade brasileira no mercado norte-americano.

“Se por um acaso fosse realmente derrubada a TRQ, a gente competiria em pé de igualdade com a Austrália, com a Nova Zelândia e com os demais fornecedores por esses 2,7 milhões de toneladas de carne que os Estados Unidos precisam importar. E a gente sabe que a nossa carne tem um preço mais competitivo”, afirma.

Segundo ele, embora alguns cortes australianos tenham preferência entre consumidores norte-americanos, principalmente por questões ligadas à qualidade e ao perfil do produto, o Brasil teria condições de ampliar sua participação no mercado.

“Não é uma concorrência 100%, porque existem cortes específicos em que eles preferem a carne australiana. Mas certamente o Brasil conseguiria exportar muito mais do que as 318 mil toneladas projetadas hoje”, diz.

A avaliação ganha força diante do atual cenário da pecuária norte-americana. Dados do USDA mostram que o rebanho bovino dos Estados Unidos caiu para 86,2 milhões de cabeças em janeiro de 2026, o menor nível dos últimos 75 anos. Além disso, problemas sanitários enfrentados pelo México reduziram o fluxo de gado destinado aos confinamentos americanos, dificultando a recomposição da oferta local.

Nesse contexto, Isoldi acredita que o mercado americano pode se tornar ainda mais estratégico para a carne bovina brasileira.

“Quem sabe até a ponto de compensar parte da perda que a gente pode ter com a cota chinesa. Os Estados Unidos têm uma necessidade muito grande de importação e o Brasil reúne competitividade de preço, escala de produção e capacidade de fornecimento”, afirma.

Apesar do anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump sobre o fim da TRQ para a carne bovina, a medida acabou sendo adiada após forte reação de entidades ligadas aos pecuaristas americanos. A preocupação do setor é que uma maior abertura às importações possa pressionar os preços internos e dificultar a recuperação do rebanho nacional.

Enquanto a decisão não é formalizada, o Brasil segue ampliando sua presença no mercado. Em 2025, os Estados Unidos importaram 229,5 mil toneladas de carne bovina brasileira. Apenas entre janeiro e abril deste ano, os embarques já somaram 135,6 mil toneladas, reforçando a importância crescente do destino para as exportações nacionais.

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Confira números da Lotofácil 3706 e da Quina 7046 sorteados hoje (9/6)


Além da Lotofácil e da Quina, a Caixa Econômica Federal sorteou as dezenas da Mega-Sena, Timemania e Dia de Sorte



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Expectativas de inflação de 1 ano nos EUA caem a 3,5% em maio, mostra pesquisa do Fed


As expectativas medianas de inflação no horizonte de 1 ano dos consumidores dos Estados Unidos caíram de 3,6% em abril para 3,5% em maio, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 8, pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York. Já as expectativas para os horizontes de três anos seguiram em 3,1%, enquanto as de cinco anos permaneceram estáveis em 3%.

Por outro lado, as expectativas para a disponibilidade futura de crédito se deterioraram, com uma menor parcela de entrevistados esperando que será mais fácil obter crédito no próximo ano.

As percepções sobre o acesso ao crédito em comparação com um ano atrás permaneceram inalteradas.

Sobre o mercado de trabalho, a probabilidade média percebida de encontrar um emprego – caso o emprego atual fosse perdido – diminuiu em 2,3 pontos porcentuais, para 43,7%, permanecendo abaixo de sua média móvel de 12 meses, de 46,8%, e marcando a leitura mais baixa desde dezembro de 2025.

A probabilidade percebida de perder o emprego no próximo ano aumentou para 15,1%, acima da média móvel da série de 14,4%.

Já a percepção das famílias sobre a atual situação financeira se deteriorou, com uma parcela maior de famílias relatando piora no maior nível da leitura deste índice desde janeiro de 2023.



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Fase da lua pode influenciar ataques de tubarão em Pernambuco. Entenda


Do Porto de Suape à lua cheia: como a ciência explica a concentração de ataques de tubarão no litoral pernambucano



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Balança comercial tem superávit de US$ 3,247 bilhões na 1ª semana de junho


A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 3,247 bilhões na primeira semana de junho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 8, o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,991 bilhões e importações de US$ 4,745 bilhões.

Até a primeira semana de junho, comparado ao mesmo mês de 2025, as exportações cresceram 37,6%.

O desempenho dos setores foi o seguinte: alta de 36,6% em Agropecuária, que somou US$ 1,884 bilhão; alta de 38,5% em Indústria Extrativa, indo a US$ 1,736 bilhões; e, por fim, expansão de 37,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 4,330 bilhões.

Em relação às importações, houve avanço de 2,3% na mesma comparação.

Houve alta de 8,0% em Agropecuária, que atingiu US$ 96,5 milhões; crescimento de 41,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 266,6 milhões; e, por fim, alta de 0,8% em Indústria de Transformação, para US$ 4,363 bilhões.

Acumulado do ano

De janeiro até a primeira semana de junho, a balança acumula superávit de US$ 35,909 bilhões, um crescimento de 38,2% em relação ao mesmo período de 2025. Naquela ocasião, houve saldo positivo de US$ 30,187 bilhões. A projeção do MDIC é de que o superávit da balança comercial seja de US$ 72,1 bilhões neste ano.



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Michelle diz que apoiará candidatura de Flávio "no momento certo"


Michelle diz que a prioridade, no momento, é a recuperação do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)



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