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Copom muda regras do jogo para cortar juro e gera ruído no mercado


A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25%, não surpreendeu o mercado. Mas a comunicação adotada pela autoridade não foi bem recebida: na curva de juros, os prefixados ampliaram o fosso para a taxa básica, e o juro do papel de inflação subiu ao maior nível da série.

Para Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, a explicação passa pela citação, no comunicado, do primeiro trimestre de 2028 como justificativa para cortar a Selic, que adicionou um ruído desnecessário ao processo, quebrando a coerência histórica do modelo utilizado pelo Banco Central, e aparentando que o BC quis mudar as regras do jogo.

“Deu a impressão de que [o Copom] teve que lançar mão de uma modificação no arcabouço com o qual ele trabalha para poder cortar o juro”, avalia Sobral em entrevista ao InfoMoney.

Leia também: Comunicado do Copom traz sinais de que fim – do ciclo de cortes – está próximo

O trecho que causou incômodo cita que “o Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos.” Para quem acompanha os comunicados à risca, citar um período fora da análise atual abre espaço para interpretações.

Tradicionalmente, o BC projeta seis trimestres à frente, o que culminaria no quarto trimestre de 2027. Ao estender o horizonte para o início de 2028, o Copom passou a impressão de estar “arrumando subterfúgios para cortar o juro num cenário que ele devia estar parado”, avalia Sobral.

Para ele, a “escolha infeliz” do ponto de vista reputacional obrigará a instituição a passar os próximos meses se explicando ao mercado. “Ele poderia acomodar a decisão desde que mantivesse a coerência com o discurso anterior”, afirma.

Foco na eleição: O fator “Lula 4”

Para o mercado, o conflito no Oriente Médio já é assunto resolvido, com o petróleo tendo passado do pico inicial, afirma Sobral. Ele aponta que, desde que o cenário eleitoral se consolidou com o favoritismo de Lula para um quarto mandato, o mercado mudou de postura, com o real apresentando desempenho inferior ao de outras moedas.

O mercado opera agora com a expectativa de que o Banco Central terá que interromper o ciclo de cortes na reunião de agosto devido à piora nas expectativas de inflação e à percepção de leniência da autoridade monetária frente ao cenário político.

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Sobral argumenta que o Brasil não sustenta mais quatro anos com juros reais em patamares tão elevados, em torno de 10%, o que acelera o crescimento da dívida pública mesmo com esforço no resultado primário. O receio é que, após a eleição, o governo tenha que escolher entre um ajuste fiscal rigoroso ou uma guinada para políticas heterodoxas, semelhantes às adotadas na Turquia, o que aumentaria a desconfiança dos investidores.

Economia real: dualidade e custo do capital

Na economia real, há uma dualidade: setores ultraprodutivos de commodities e agro, muitas vezes subsidiados, sobrevivem bem, enquanto o restante da indústria sofre com o custo do capital. Isso faz com que a economia avance em “múltiplas velocidades”, dependendo da conexão dos setores com o governo.

“Se o próximo governo for parecido com este, em que o fiscal for frouxo e tudo ficar nas costas do Copom, o Banco Central provavelmente vai aumentar o juro”, afirma Sobral.

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O alto custo de crédito e a energia cara são apontados como entraves severos para o investimento, especialmente na indústria de transformação. “O Brasil tem essa eterna promessa da energia barata, mas que não se materializa. O arcabouço jurídico é inseguro, a energia é cara, você está longe do centro consumidor”, analisa Sobral.



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Crescimento sustentável de MS na produção de alimentos e energia renovável é destaque em fórum internacional


O desenvolvimento e crescimento de Mato Grosso do Sul em diferentes áreas da economia, frente ao cenário global marcado pelo crescimento da demanda por alimentos, energia renovável e soluções sustentáveis, consolida o Estado como uma das regiões mais estratégicas do Brasil.

Para discutir o papel do Brasil na produção sustentável de alimentos e na transição energética, o Mato Grosso do Sul é sede do Fiap 2026 (Fórum Internacional da Agropecuária), com o tema “Receita brasileira: a resposta da agropecuária à demanda por alimentos e energia”. O evento reúne embaixadores, adidos agrícolas e representantes internacionais do Brasil, outros 14 países e ainda da União Europeia.

O governador Eduardo Riedel participou da abertura do evento, realizado nesta quinta-feira (18) na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul).

“Colocamos o Mato Grosso do Sul no centro dessa agenda a partir de uma potencialidade criada ao longo dos anos para suprir uma demanda e necessidade global. O nosso desafio é logístico, de infraestrutura, mas o ambiente de negócios de oportunidades, já foi criado pois recebemos investimentos recordes e buscamos os caminhos para superar os desafios. Temos conseguido as parcerias público-privadas, concessões, investimentos nos modais diferentes, que dão competitividade a essa agenda, seja rodoviária, ferroviária, hidroviária, com transformação de infraestrutura e logística dos aeroportos do Estado. E não só a base primária diversificada de produção, mas a industrialização que vem ocorrendo aqui, para que a gente possa atingir os mercados com eficiência”, explicou Riedel.

Com liderança em bioenergia, protagonismo na produção de celulose e uma carteira superior a R$ 105 bilhões em investimentos privados previstos – R$ 81 bilhões já consolidados –, o Estado, que tem forte vocação agropecuária, apresenta ao mundo um modelo de desenvolvimento baseado em produtividade, sustentabilidade e agregação de valor.

“O Mato Grosso do Sul se transformou, há pouco mais de dez anos, como um Estado que se propôs a ganhar excelência e ser muito competitivo na produção de alimentos e energia, e com sustentabilidade. Construímos, junto com o setor privado, soluções e oportunidades para as pessoas, e ganhamos tração nesse desenvolvimento. Com isso crescemos o dobro da média brasileira em uma década, isso se traduz em oportunidade de emprego e renda. Nós viemos da 17ª renda média do país para a terceira maior, isso não é pouca coisa para um estado pequeno como o nosso. Somos o Estado que mais investiu no Brasil no ano passado, em percentual da sua receita corrente, que pode parecer simples, mas para o público é um desafio gigantesco”, afirmou o governador.

Ao propor uma “receita brasileira” para enfrentar os desafios globais, o Fiap 2026 reforça o posicionamento do país como um dos principais fornecedores de alimentos, energia e soluções sustentáveis do mundo.

O evento tem foco em temas estratégicos para o futuro do agro mundial. Entre eles, estão a segurança alimentar, pecuária, comércio internacional, acordo Mercosul-União Europeia, expansão agropecuária, biocombustíveis, Rota Bioceânica e expectativas do mercado internacional em relação ao Brasil.

Neste cenário, o Mato Grosso do Sul se destaca como potência agroambiental com um modelo de crescimento agropecuário baseado no aumento da produtividade, expansão das florestas plantadas e preservação ambiental.

O Estado também é uma referência nacional na produção de bioenergia e se consolida como um dos principais hubs de energia limpa e renovável do Brasil. A estrutura atual é diversificada, com 22 usinas em operação – 19 de cana-de-açúcar e três dedicadas ao etanol de milho –, todas produtoras de etanol e bioeletricidade, com exportação de energia excedente para a rede nacional e produtoras de açúcar.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS



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Para preservar o Pantanal, produtores rurais têm ações de conservação remuneradas por programa do Governo de MS


Com atuação voltada a conservação do Pantanal sul-mato-grossense, o Governo do Estado incentiva ações de restauração ecológica e adoção de práticas produtivas sustentáveis realizadas em propriedades rurais no bioma, que é a maior planície alagável do mundo.

Para promover a conservação da vegetação nativa, proteção da fauna silvestre, restauração ecológica e ainda fortalecer as comunidades tradicionais, o Governo do Estado mantém o PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação).

O programa faz parte do PSA Bioma Pantanal, iniciativa pioneira no Brasil que abrange o Pantanal sul-mato-grossense e está estruturado em dois subprogramas, além do PSA Conservação, reúne também o PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas).

O PSA Conservação, que remunera ações de conservação, é voltado exclusivamente a proprietários rurais do Pantanal que preservam áreas de vegetação nativa além do mínimo exigido por lei.

O produtor rural Diego Vieira, contemplado pelo programa em dezembro do ano passado, é o responsável pela fazenda Jaguarte, localizada na região da Serra do Amolar. A propriedade tem área voltada para a conservação da biodiversidade, com foco na proteção da fauna, bem-estar das pessoas e dos ecossistemas da região, além de respeito a cultura tradicional.

“O PSA é uma ferramenta importante para estimular a conservação, pois reconhece e valoriza economicamente os produtores que mantêm áreas preservadas e adotam boas práticas ambientais. O programa contribui para compensar parte dos custos da conservação e incentiva a proteção dos recursos naturais”, disse Vieira.

Com a conservação tratada como prioridade e já realizada na fazenda, antes da adesão ao PSA, Vieira e os demais proprietários buscavam conciliar a proteção dos recursos naturais com o uso sustentável da área.

Fazenda Jaguarte, na região da Serra do Amolar. (Foto: Diogo Vieira)

“O pagamento do PSA trouxe a possibilidade de ampliar esse compromisso, apoiando financeiramente ações importantes para a conservação. Um exemplo é o custeio da construção e manutenção de aceiros realizados pela Brigada Comunitária da Serra do Amolar, iniciativa criada pela ECOA em parceria com a WWF-Brasil, fortalecendo a prevenção e o combate aos incêndios florestais na região”, explicou o produtor.

Para contemplar as ações em desenvolvimento no bioma, o primeiro edital foi dividido com grupos prioritários – proprietários com autorização de supressão de vegetação nativa vigentes e que optassem pelo cancelamento, pecuaristas tradicionais do pantanal, entre outros.

A classificação das propriedades levou em consideração componentes de proteção, conservação e restrição. A avaliação das áreas foi de acordo com a qualidade da gestão ambiental e da localização estratégica do imóvel, como por exemplo estar próximo ou em áreas de amortecimento de unidades de conservação, estar com a propriedade sobreposta a corredores ecológicos e pelo tamanho da área de vegetação nativa excedente. Além disso, propriedades com ações de prevenção e combate a incêndios florestais também recebem pontuação pelas ações desenvolvidas.

“Também considero que o PSA é um instrumento eficiente para fortalecer sistemas produtivos mais sustentáveis. Quando aliado à assistência técnica e ao acompanhamento dos resultados, ele ajuda a conciliar produção rural e conservação da biodiversidade, gerando benefícios para os proprietários rurais e para toda a sociedade”, afirmou Vieira.

A primeira chamada do PSA Conservação, ocorreu em dezembro do ano passado e contemplou 40 proprietários rurais, com transferência de aproximadamente R$ 3 milhões referente a mais de 112 mil hectares de área de excedente de vegetação nativa protegidos por meio da ação.  A segunda chamada está em andamento, na etapa de avaliação das propriedades, com previsão do resultado ser publicado no próximo mês.

“O PSA Bioma Pantanal tem o programa que é voltado para a prevenção e combate a incêndios, o ‘Brigadas’, que é para as Ongs, e ainda tem o ‘Conservação’, voltado para proprietários rurais com propriedades no Pantanal que tenham área descendente de vegetação nativa. Os proprietários aprovados têm perfil diferente, alguns são pantaneiros tradicionais e outros tem a propriedade voltada para conservação”, disse a coordenadora do programa PSA da Semadesc, Letícia Walter.

PSA Bioma Pantanal

O PSA Bioma Pantanal é financiado por recursos provenientes do Fundo Clima Pantanal (Fundo Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Pantanal) – criado pela Lei do Pantanal (Lei Estadual nº 6.160, de 18 de dezembro de 2023) e regulamentado pelo Decreto Estadual n° 16.556, de 6 de fevereiro de 2025 –, com aporte anual do Governo do Estado no valor de R$ 40 milhões. O Fundo tem a finalidade de promover o desenvolvimento sustentável do bioma, gerenciar as operações financeiras dos programas de PSA na planície pantaneira e apoiar ações de conservação de ecossistemas.

No PSA Brigadas, o Governo do Estado já investiu aproximadamente R$ 6,1 milhões. O recurso foi destinado para 13 projetos de sete ONGs que desenvolvem ações integradas de desenvolvimento sustentável, com foco na melhoria da qualidade de vida das comunidades e da população que vive no Pantanal.

O primeiro edital do PSA Brigadas recebeu 28 inscrições, sendo 17 projetos classificados com valores de até R$ 500 mil, recursos do Fundo Clima Pantanal, destinados as ações de prevenção e combate a incêndios florestais dentro dos limites do bioma Pantanal, fortalecendo brigadas comunitárias, voluntárias e privadas, além de subsidiar ações de educação ambiental em comunidades para conscientização do uso do fogo.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto de capa: Diego Vieira/Fazenda Jaquarte
Galeria: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo


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Para preservar o Pantanal, PSA Brigadas destinou mais de R$ 6,1 milhões para diferentes projetos sustentáveis



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SLC Agrícola avalia compra de terras arrendadas do Grupo Radar

A SLC Agrícola informou nesta quinta-feira (18) que está analisando a possibilidade de comprar parte das terras que arrenda do Grupo Radar, após ser notificada sobre a venda dessas propriedades. As áreas envolvidas somam cerca de 17,6 mil hectares utilizados para produção agrícola.

Segundo a companhia, a análise ocorre porque ela possui direito de preferência sobre os imóveis, previsto em lei e nos contratos de arrendamento. 

Esse direito permite que a empresa tenha prioridade na compra das terras, desde que aceite as mesmas condições oferecidas a outros interessados.

Em comunicado ao mercado, a SLC afirmou que está avaliando as condições da oferta e que irá se manifestar dentro do prazo previsto sobre um eventual exercício desse direito.

A empresa manteve em sigilo o valor das propriedades e detalhes sobre elas.

Na quarta-feira (17), a Cosan anunciou que o Grupo Radar assinou um acordo para vender parte de suas propriedades agrícolas em Mato Grosso por R$ 1,85 bilhão. A fatia da Cosan na transação é de R$ 586 milhões.

As áreas negociadas totalizam 41,2 mil hectares, o equivalente a cerca de 12% do portfólio de terras da Radar. As propriedades são utilizadas para o cultivo de soja, milho e algodão.

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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem 4 mil na semana, a 226 mil


O número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu quatro mil na semana encerrada em 13 de junho, para 226 mil, segundo pesquisa divulgada pelo Departamento do Trabalho nesta quinta-feira, 18. O resultado ficou marginalmente acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam queda para 225 mil solicitações.

O total de pedidos da semana anterior foi revisado para cima, de 229 mil para 230 mil.

Já o total de pedidos continuados mostrou acréscimo de 24 mil na semana encerrada em 6 de junho, para 1,810 milhão, superando a projeção de 1,789 milhão da FactSet. Esse indicador é divulgado com uma semana de atraso.



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Lucro da CerradinhoBio cresce 90% em 2025/26 e alcança R$ 372,7 milhões

A CerradinhoBio encerrou o ano-safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 372,7 milhões, resultado 90% superior ao registrado no ciclo anterior. A receita líquida consolidada atingiu R$ 4,3 bilhões, crescimento de 16% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 1,5 bilhão, alta de 35%. Com isso, a margem Ebitda passou de 31% para 36%.

Segundo a companhia, o aumento da receita foi impulsionado principalmente pela consolidação da produção e comercialização de açúcar após a expansão industrial da unidade de Chapadão do Céu (GO), além do maior volume de vendas de etanol de milho, especialmente etanol anidro, e de seus coprodutos.

Produção industrial

A moagem total, considerando cana-de-açúcar e milho convertido em equivalente de cana, alcançou 16 milhões de toneladas, avanço de 5% em relação à safra anterior. 

A moagem de cana cresceu 8%, totalizando 5,18 milhões de toneladas, enquanto a moagem de milho aumentou 4%, para 1,51 milhão de toneladas.

Apesar do aumento no processamento, a produtividade agrícola recuou 4%. O rendimento médio dos canaviais foi de 79,6 toneladas por hectare, afetado pelas condições climáticas enfrentadas durante a safra 2024/25. O teor de Açúcar Total Recuperável permaneceu praticamente estável, em 139 quilos por tonelada de cana.

De acordo com a empresa, os efeitos climáticos sobre o desenvolvimento dos canaviais reduziram a produtividade, mas o aumento de 18 dias no período de moagem contribuiu para elevar o volume processado. 

Além disso, houve um aumento da participação da cana própria no abastecimento industrial, que passou de 41% para 63%.

A produção de açúcar VHP atingiu 415 mil toneladas, volume 194% superior ao registrado na safra anterior. Já a produção total de etanol caiu 13%, para 865 mil metros cúbicos.

No segmento de milho, a produção de etanol alcançou 687 mil metros cúbicos, crescimento de 5%. A fabricação de DDG e WDG, utilizados principalmente na alimentação animal, avançou 2%, enquanto a produção de óleo de milho aumentou 9%.

As vendas de Créditos de Descarbonização (CBIOs), por sua vez, recuaram 52% em relação ao ciclo anterior.

Investimentos

Em maio de 2025, o Grupo Cerradinho concluiu a consolidação da produção de açúcar VHP em sua unidade de Chapadão do Céu, encerrando um ciclo de investimentos iniciado em 2022. O projeto recebeu aportes de R$ 465 milhões e ampliou a capacidade industrial da empresa.

Segundo a companhia, a expansão aumentou a flexibilidade operacional da unidade, permitindo direcionar a matéria-prima para a produção de açúcar ou etanol conforme as condições de mercado.

Com a entrada em operação da planta, a empresa ampliou sua atuação para além da produção de etanol e energia elétrica, passando a operar também nos mercados de açúcar, etanol de cana, etanol de milho e coprodutos.

Durante a safra 2025/26, o grupo também aprovou a expansão da unidade industrial da Neomille, subsidiária localizada em Chapadão do Céu.

O projeto prevê investimentos de R$ 140 milhões para ampliar em aproximadamente 30% a capacidade de processamento de milho da unidade. Com a expansão, a capacidade anual deverá atingir 1,2 milhão de toneladas processadas, reforçando a estratégia de crescimento das operações ligadas ao etanol de milho e aos coprodutos da cadeia de bioenergia.

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Banco da Inglaterra vota por 7 a 2 pela manutenção dos juros em 3,75%


LONDRES, 18 Jun (Reuters) – ⁠O Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros em ⁠3,75% nesta quinta-feira, como vem fazendo desde o início da guerra entre os Estados ‌Unidos e o Irã, considerando que seria prematuro aumentar os juros neste momento dada a incerteza quanto à intensidade das crescentes pressões inflacionárias.

O Comitê de Política Monetária do banco central ‌britânico votou por 7 a 2 pela manutenção dos juros, em linha com as expectativas dos economistas em uma pesquisa da Reuters, depois que Megan Greene se juntou ao economista-chefe Huw Pill na defesa de um aumento de 0,25 ponto percentual.

No entanto, a maioria dos demais membros do comitê não pareceu muito mais inclinada a aumentar os juros, mantendo-se fiel ao que o ⁠presidente ‌Andrew Bailey chamou de “manutenção ativa” — que ele considera um aperto monetário efetivo em comparação com ⁠as expectativas do mercado de cortes antes do conflito no Oriente Médio.

A abordagem do Banco da Inglaterra contrasta com as do Banco Central Europeu e do Banco do Japão — que elevaram as taxas de juros na semana passada — e com as projeções do Federal Reserve após sua primeira reunião sob o comando do novo chair, Kevin ​Warsh. O banco centra dos EUA indicou que as autoridades esperam alta dos juros ainda este ano.

Antes da reunião do Banco da Inglaterra, uma trégua provisória entre os Estados Unidos ​e o Irã promete reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir os preços do petróleo.

No entanto, o banco central afirmou que ainda é cedo para declarar que a ameaça de inflação tenha passado.

“Aconteça o que acontecer no futuro, os preços mais altos da energia nos últimos quatro meses significam que já há alguma pressão inflacionária a caminho”, disse Bailey em ‌comunicado divulgado junto com a decisão de quinta-feira.

O banco central ​prevê que a inflação subirá para mais de 3,25% no último trimestre deste ano, ante 2,8% em maio, embora esse aumento seja menor do que o previsto em abril — de 3,6% a 3,7% — em dois de seus ⁠três principais cenários.

O banco central também ​se mostrou ligeiramente mais otimista ​em relação ao crescimento, estimando que a economia esteja se expandindo a uma taxa subjacente de 0,2% por trimestre, ⁠acima do 0,1% de seu último conjunto de ​previsões, apesar de uma pequena queda na produção em abril.

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Tanto Pill quanto Greene afirmaram que um aumento da taxa de juros agora é necessário para conter as expectativas das famílias em relação à inflação futura, ​que estão em seu nível mais alto desde pelo menos 2009, segundo uma pesquisa trimestral do Banco da Inglaterra, embora estejam diminuindo em uma pesquisa ​mensal mais frequente.

A inflação ultrapassou ⁠a meta de 2% do banco central durante a maior parte dos últimos cinco anos devido a uma série de choques ⁠de alta desde a pandemia da Covid-19, com destaque para a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, que elevou a inflação britânica para mais de 11%.

“Um aumento proativo da taxa básica de juros neste momento deve ajudar a ancorar as expectativas de inflação”, disse Greene.

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O aumento do custo de vida tem sido um fator decisivo por trás da insatisfação de muitos britânicos com os ​políticos.



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Credores de emissão de debêntures da Raízen aderem ao plano de recuperação

Investidores com títulos de dívida emitidos pela Raízen aprovaram o plano de recuperação extrajudicial apresentado pela companhia. Os detentores da quarta emissão de debêntures da empresa tomaram a decisão na terça-feira (16), segundo documento publicado pela empresa na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Segundo a ata da assembleia, participaram da deliberação investidores que representavam 48,58% das debêntures em circulação. Entre os presentes estavam fundos administrados ou geridos por instituições como Porto Seguro Investimentos, Paramis Investimentos, BTG Pactual Asset Management, Citibank e Lift Capital.

A proposta foi aprovada por unanimidade entre os participantes, sem votos contrários ou abstenções. A decisão ocorre no contexto do processo de recuperação extrajudicial iniciado pela Raízen em março deste ano. 

Segundo o documento, o pedido de recuperação extrajudicial levou ao vencimento antecipado da emissão de debêntures, situação em que a dívida pode ser considerada exigível antes da data originalmente prevista para pagamento. Diante desse cenário, os investidores foram convocados para analisar os termos da proposta apresentada pela companhia e definir a posição do grupo no processo.

Além da aprovação do plano, os debenturistas confirmaram a adesão formal do agente fiduciário à proposta, formalizada anteriormente com base em orientação concedida em assembleia realizada em 3 de junho.

Os debenturistas também rejeitaram a possibilidade de uma nova suspensão da assembleia para tratar do tema em data futura. Segundo a ata, os presentes entenderam que não havia necessidade de novas deliberações relacionadas ao plano naquele momento.

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BBI mantém recomendação para JBS com potencial de alta de 80% nas ações

O Bradesco BBI reiterou sua recomendação de compra para as ações da JBS após o Investor Day 2026 promovido pela companhia em Nova York. O banco definiu preço-alvo de US$ 22 para os papéis negociados nos Estados Unidos, o que representa potencial de valorização de cerca de 80% nas ações em relação à cotação atual.

Na avaliação dos analistas do BBI, o mercado ainda não precifica adequadamente a capacidade da JBS de gerar crescimento e ganhos operacionais em diferentes ciclos do setor de proteínas. O BBI destacou que a diversificação geográfica e de proteínas permite à companhia atravessar momentos desafiadores em determinados segmentos sem comprometer sua geração de resultados no longo prazo.

Um dos pontos que sustentam essa visão é a conclusão do ciclo de investimentos de R$ 10,2 bilhões da Seara entre 2021 e 2025. Segundo o banco, a empresa ainda tem espaço para capturar crescimento adicional proveniente dessa expansão de capacidade, que aumentou a produção de suínos, aves e produtos de maior valor agregado.

O relatório do banco também apontou sinais mais positivos para a Pilgrim’s Pride na segunda metade de 2026. Após um início de ano marcado pelo excesso de oferta de carne de frango nos Estados Unidos, a expectativa é de melhora gradual do mercado com ajustes na produção e maior demanda do setor de restaurantes e foodservice. A estratégia de ampliar a participação de produtos de maior valor agregado também foi destacada pelos analistas.

Na divisão de carne bovina dos Estados Unidos, considerada atualmente um dos principais desafios para a companhia, o BBI chamou atenção para iniciativas internas voltadas ao aumento de eficiência e redução de custos. A expectativa é que a JBS consiga elevar sua rentabilidade mesmo antes da recuperação completa do rebanho bovino norte-americano.

Outro fator que reforça a confiança do banco é a disciplina financeira adotada pela empresa, que  anunciou a redução de US$ 400 milhões em seu plano de investimentos para 2026, passando de US$ 2,4 bilhões para US$ 2 bilhões. Para os analistas do banco, a decisão demonstra foco na preservação da alavancagem e na geração de valor aos acionistas sem comprometer as perspectivas operacionais.

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Investigação de piloto que sumiu na Serra do Japi é resolvida após 2 anos


A investigação sobre o acidente na Serra do Japi, quando uma aeronave com apenas um piloto ficou desaparecida por dois dias, foi concluída após dois anos. Entre os fatores contribuintes estão: insistência na realização do voo, condições meteorológicas adversas e tomada de decisão. 

A CNN Brasil teve acesso ao relatório do CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).A aeronave PT-WLP desapareceu em março de 2024 ao sair de Jundiaí com destino ao Aeroporto Campo de Marte, na capital paulista.

O documento cita que o piloto estava começando em um novo emprego: “A recente formalização do vínculo empregatício do piloto, associada à proximidade de um compromisso familiar, pode ter gerado uma pressão autoimposta para a conclusão do translado, reduzindo a margem de segurança na avaliação dos riscos relacionados à operação”, aponta o relatório.

A aeronave colidiu com a vegetação a 3.832 metros de altitude e a visibilidade não era boa. O julgamento do profissional também foi apontado como uma das causas.

“O piloto optou por retornar à origem mantendo o voo sob regras visuais em altitudes inferiores ao topo do relevo circundante. A falha em analisar as alternativas mais seguras, como a transição para um plano de voo IFR (voo por instrumento), demonstrou um julgamento inadequado diante da situação”, complementa os investigadores.

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A presença de névoa úmida e a formação de camadas de nuvens baixas na região da Serra do Japi atuaram diretamente no obscurecimento do relevo. Tais fenômenos meteorológicos impediram a manutenção das referências visuais necessárias para o voo noturno, resultando na impossibilidade de identificação dos obstáculos à frente da trajetória

Trecho do relatório do CENIPA obtido pela CNN Brasil

Relembre o acidente

O Corpo de Bombeiros de São Paulo localizou, no dia 29 de março, destroços da aeronave, que estava desaparecida desde a noite anterior, na região da Serra do Japi, interior do estado.

De acordo com informações da Rede Voa, responsável pelo Aeroporto de Jundiaí, a aeronave modelo PA-34-220T, prefixo PT-WLP, decolou por volta das 20h15 com destino ao Aeroporto Campo de Marte, na capital paulista.

Ao se aproximar para pouso, o piloto informou que iria retornar ao Aeroporto de Jundiaí por conta da inoperância do Aeroporto Campo de Marte. Segundo o Comando de Aviação da Polícia Militar, o último contato da aeronave foi realizado via rádio por volta das 23h da quinta-feira (28), enquanto sobrevoava a região da Serra do Japi.

A Defesa Civil de São Paulo encontrou o corpo do piloto dois dias depois, na tarde de 30 de março.

 

*Com informações de Carolina Figueiredo, Luan Leão e Catarina Nestlehner



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