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Mutirão da Agraer leva mais de 40 serviços gratuitos à população rural de Nioaque – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) realiza, nos dias 25 e 26 de junho, a segunda edição do Mutirão Agraer – Juntos pelo Campo, na Escola Municipal Noé Nogueira/Polo, localizada na Colônia da Conceição, em Nioaque. Durante os dois dias, agricultores familiares e moradores da zona rural terão acesso, em um único espaço, a dezenas de serviços gratuitos oferecidos por órgãos das esferas federal, estadual e municipal, além de instituições parceiras.

O evento é uma forma de aproximar as políticas públicas das comunidades rurais, facilitando o acesso da população a atendimentos essenciais e reduzindo a necessidade de deslocamentos até os centros urbanos para resolver demandas relacionadas à documentação, crédito, assistência técnica, saúde, cidadania e inclusão social.

Como realizadora do mutirão, a Agraer oferecerá emissão do CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar), elaboração de projetos de crédito rural nas linhas Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), além de atendimento voltado ao microcrédito orientado.

A equipe técnica também prestará orientações sobre apicultura, programas de comercialização como PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), Proape (Programa de Avanços da Pecuária de Mato Grosso do Sul) e capacitação em ovinocultura. Os agricultores ainda poderão receber atendimentos previdenciários e sociais realizados pela Agraer, por meio da parceria com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Na esfera federal, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) prestará orientações sobre regularização fundiária, contratos de assentamento, documentação rural e demais serviços destinados aos beneficiários da reforma agrária.

Já a Receita Federal realizará atendimentos relacionados à atualização cadastral, regularização e orientações sobre CPF. Também estarão presentes representantes da Justiça Federal, AGU (Advocacia-Geral da União), DPU (Defensoria Pública da União) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), oferecendo orientações e atendimentos sobre o Projeto Caminho do Acordo, aposentadoria rural, salário-maternidade, auxílio-reclusão e pensão por morte.

Além da Agraer, diversos órgãos do Governo do Estado participarão da ação. O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) promoverá orientações sobre a nova legislação ambiental, incluindo outorga, licenciamento ambiental e manejo de pastagens. A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) prestará informações sobre sanidade animal e vegetal, vacinação obrigatória, declaração de rebanhos e cultivos, além de prevenção e controle de doenças.

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) participará por meio da Coordenadoria de Saúde Única, com ações voltadas à integração entre saúde humana, animal e ambiental. A Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) realizará cadastramentos e orientações sobre o Programa Mais Social.

Por sua vez, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) fará a emissão da nova Carteira de Identidade para pessoas acima de 15 anos; o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) oferecerá orientações sobre educação para o trânsito, primeira habilitação, CNH Social, licenciamento e multas; e a Agenfa (Agência Fazendária de Mato Grosso do Sul) fará atualização cadastral, emissão de notas fiscais e orientações sobre Gov.br.

Estará presente ainda a DPE-MS (Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul), prestando atendimento jurídico; e a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), por meio do BPMA (Batalhão de Polícia Militar Ambiental), que levará orientações sobre segurança em propriedades rurais, educação ambiental, preservação dos recursos naturais e prevenção de crimes ambientais.

A Prefeitura de Nioaque disponibilizará uma ampla gama de serviços. A Secretaria Municipal de Saúde realizará atendimento médico, vacinação, testes rápidos, exames preventivos, avaliação bucal, aferição de pressão arterial e glicemia, além de orientações em saúde.

Já a Secretaria Municipal de Assistência Social oferecerá atendimentos do CadÚnico, Bolsa Família, emissão da Carteira do Idoso e orientações socioassistenciais. Já as secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Obras e de Finanças disponibilizarão assessoria ambiental, Casa da Cidadania, orientações sobre turismo rural, palestras voltadas às mulheres do campo, atualização cadastral, regularização tributária, emissão de guias e orientações fiscais.

O mutirão contará ainda com a participação de diversas instituições parceiras. O Banco do Brasil prestará orientações sobre crédito rural, consulta prévia ao Pronaf e linhas de financiamento para produtores. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) levará a Vaca Móvel, oferecendo orientações sobre manejo, alimentação, sanidade e qualidade do leite, além de análise laboratorial itinerante.

Também é parceiro do evento o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), que levará informações sobre o programa ATeG Prepara, cursos e capacitações voltados aos agricultores familiares. O Sistema OCB/MS (Organização das Cooperativas Brasileiras em Mato Grosso do Sul) realizará orientações sobre cooperativismo, ações do programa Capacita Coop e atendimento odontológico por meio da Van Móvel Uniodonto.

A Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), por meio do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), promoverá demonstrações de robótica, simuladores em realidade virtual e tecnologias voltadas ao setor agroindustrial. A Energisa também participará com palestras sobre segurança na rede elétrica e informações sobre o programa MS Trifásico e tarifa social.

Resultados positivos

A primeira edição do Mutirão Agraer – Juntos pelo Campo, realizada em Itaquiraí, demonstrou a força da integração entre instituições públicas e privadas para ampliar o acesso da população rural às políticas públicas. Durante os dois dias de programação, a iniciativa contabilizou mais de 4 mil atendimentos, reuniu 21 instituições parceiras e recebeu aproximadamente 2,4 mil participantes, entre agricultores familiares, equipes técnicas e representantes das entidades envolvidas.

Além dos números expressivos, o mutirão alcançou elevado índice de aprovação junto ao público. Pesquisa realizada durante o evento apontou que 91% dos entrevistados classificaram a iniciativa como excelente, evidenciando a importância de levar serviços essenciais diretamente às comunidades rurais, fortalecendo a agricultura familiar e aproximando o Estado das famílias que vivem e trabalham no campo.

SERVIÇO – 2º Mutirão Agraer – Juntos pelo Campo

Data: 25 e 26 de junho
Horário: das 8h às 16h
Local: Escola Municipal Noé Nogueira/Polo
Público-alvo: agricultores familiares de Nioaque e região.
Realização: Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), em parceria com órgãos federais, estaduais, municipais e instituições parceiras.

Ricardo Campos Jr., Comunicação Agraer
Fotos: Néia Maceno/Agraer



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“Não foi acidente”, diz pai de youtuber morto em queda de helicóptero no RJ


Ricardo Prim, pai do influenciador argentino Gaspar “Gaspi” Prim Díaz, contestou as circunstâncias da colisão entre dois helicópteros ocorrida no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, no último domingo.

Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o empresário afirmou acreditar que a queda das duas aeronaves, que resultou na morte de seis pessoas, não foi apenas um acidente.

“Não se sabe se foi um acidente ou um atentado. Eu recebo muitos dados e acredito que não foi um acidente. Para mim, foi um atentado”, declarou Ricardo ao periódico argentino.

O pai do youtuber, que possui uma livraria na Argentina, não detalhou quais seriam as provas ou informações recebidas, mas mencionou o nome do cantor norte-americano Oliver Tree, que também faleceu na tragédia, como um possível fator de interesse no caso.

Investigação técnica e responsabilidades

Apesar das declarações da família, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) trabalha com hipóteses técnicas.

As principais frentes de apuração incluem falhas na separação entre aeronaves, problemas na comunicação via rádio e possíveis irregularidades no plano de voo.

As aeronaves de prefixos PP-MAC e PR-DJJ estavam em situação regular junto à Anac, com certificados de aeronavegabilidade válidos.

No entanto, por estarem registradas na categoria de serviço privado, não possuíam autorização para operar como táxi-aéreo, o que exige protocolos de segurança e manutenção mais rigorosos.

Vítimas e próximos passos

Além de Gaspi (23 anos) e Oliver Tree (32 anos), morreram no acidente o cineasta Lucas Vignale, o produtor musical Lucas Brito Chaves e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.

O caso é investigado simultaneamente pela Polícia Civil, que apura responsabilidades criminais pelas mortes, e pelo Seripa III, que busca identificar fatores contribuintes para prevenir novas ocorrências.

O relatório final do Cenipa sobre as causas da colisão pode levar de dois a cinco anos para ser concluído.



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Corredor Bioceânico amplia oportunidades para o agronegócio e fortalece integração comercial de MS


A consolidação do Corredor Bioceânico como uma das principais estratégias de integração logística e comercial da América do Sul foi destaque hoje (18) durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP). Em painel sobre a Rota Bioceânica, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Artur Falcette, apresentou os avanços do projeto, as oportunidades para o agronegócio sul-mato-grossense e os desafios para a implantação plena da rota.

De acordo com Falcette, o Corredor Bioceânico representa uma transformação estrutural para Mato Grosso do Sul ao conectar o Estado aos mercados da Ásia e do Pacífico por meio de uma logística mais eficiente e competitiva.

“O Corredor Bioceânico é muito mais do que uma obra de infraestrutura. Estamos construindo uma nova plataforma de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul, capaz de reduzir custos logísticos, ampliar mercados e gerar novas oportunidades de negócios para toda a cadeia produtiva do agronegócio”, afirmou o secretário.

Em sua apresentação, Falcette destacou que a conclusão da Ponte Binacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai) é um dos marcos mais importantes para a viabilização da rota, fortalecendo a integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A estrutura é considerada fundamental para garantir a conexão terrestre até os portos do Oceano Pacífico.

O secretário também ressaltou o impacto direto da rota na competitividade dos produtos sul-mato-grossenses. “Com a nova ligação logística, teremos maior eficiência no escoamento da produção, especialmente de commodities agrícolas, carnes e produtos industrializados. Isso significa mais competitividade para nossos produtores e maior capacidade de inserção em mercados internacionais”, destacou.

Entre as oportunidades apresentadas estão a valorização imobiliária e a expansão da infraestrutura logística, o fortalecimento do agronegócio, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico de cidades estratégicas como Porto Murtinho, Dourados e Campo Grande. O projeto também abre perspectivas para o crescimento do turismo regional, especialmente no Pantanal e no Cerrado.

Falcette observou ainda que a rota ganha relevância em um cenário de expansão das relações comerciais entre Mato Grosso do Sul e países asiáticos. A China segue como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, com destaque para celulose e carne bovina, enquanto o bloco da ASEAN representa um mercado crescente para produtos do Estado.

“O Governo do Estado trabalha de forma integrada para que Mato Grosso do Sul esteja preparado para aproveitar todas as oportunidades que surgirão com a Rota Bioceânica. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos e fortalecimento da nossa presença no comércio internacional”, enfatizou.

Além de consolidar essa trajetória de desenvolvimento econômico — evidenciada pela conversão de mais de cinco milhões de hectares de pastagens degradadas em atividades produtivas — e de manter o compromisso de tornar-se um estado carbono neutro até 2030, o amadurecimento deste projeto coloca Mato Grosso do Sul em uma posição logística estratégica. O estado assume um papel central como hub de exportação e importação, especialmente no setor de agronegócio, o que tende a elevar continuamente a competitividade do produtor rural.

O secretário também abordou os desafios para a consolidação do corredor, entre eles a harmonização da legislação aduaneira, acordos fitossanitários, integração dos sistemas de transporte internacional e qualificação profissional para atender às novas demandas logísticas.

O painel integrou a programação do FIAP, evento que reúne representantes do setor produtivo, especialistas e gestores públicos para discutir os desafios e oportunidades da agropecuária brasileira diante da crescente demanda mundial por alimentos e energia.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fotos: Ana Christina/Semadesc



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economia

BC amplia abertura de contas em moeda estrangeira para empresas


O Banco Central editou uma resolução, publicada nesta quinta-feira (18) no Correio BC, que amplia as possibilidades de abertura e movimentação de contas de depósito em moeda estrangeira no país. Segundo a autoridade monetária, o objetivo é “modernizar o mercado de câmbio, aumentar a eficiência das operações internacionais e reduzir custos para empresas que realizam operações no mercado internacional”.

O BC esclareceu que a nova norma, que entra em vigor em 1º de outubro deste ano, não altera as regras que restringem o uso de moeda estrangeira para pagamentos no país nem interfere na formação da taxa de câmbio.

Pelas regras atuais, essas contas já podem ser usadas por determinados agentes econômicos, como instituições financeiras, embaixadas, seguradoras e empresas de alguns setores específicos. A nova medida, segundo o BC, amplia esse rol e inclui novas categorias de titulares.

Poderão ter contas em moeda estrangeira no país pessoas jurídicas exportadoras de bens, empresas com dívidas externas, sociedades com participação estrangeira no capital e entidades não residentes que realizem operações de crédito externo ou investimento direto no Brasil. “A ampliação busca acompanhar a crescente integração da economia brasileira ao ambiente internacional e a evolução do mercado financeiro”, afirmou o BC.

A norma estabelece condições específicas para o uso dessas novas modalidades de conta, com o objetivo de garantir segurança e gestão adequada de risco. Entre as exigências está a proibição de saques e depósitos em espécie. No caso dos exportadores, os valores creditados deverão ter origem em receitas de exportação ou em transferências do exterior. Já nas operações relacionadas a crédito externo e investimento estrangeiro, o BC exigirá a comprovação das operações e o cumprimento das regras de capitais internacionais.

O Banco Central informou ainda que a medida prevê a dispensa de operação de câmbio para transferências de moeda estrangeira entre contas em moeda estrangeira nos casos já previstos na regulamentação atual. A expectativa é que isso simplifique as operações e reduza custos para os titulares.

Segundo o BC, a ampliação das contas em moeda estrangeira deve trazer benefícios para as empresas com atuação internacional, como melhora na gestão de recursos, redução da exposição cambial e ganho de competitividade. A autoridade monetária também afirmou que a medida pode atrair para o sistema financeiro nacional serviços hoje prestados no exterior.

O BC ressaltou ainda que continuam valendo todas as exigências ligadas à prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. “O BC seguirá monitorando o mercado e coletando informações necessárias para a produção de estatísticas macroeconômicas e para o cumprimento de compromissos internacionais do país”, disse a nota.



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Monitoramento do Procon/MS aponta redução no preço do diesel em Campo Grande – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A adoção de medidas provisórias para conter os reflexos da escalada de preços do barril de petróleo no mercado internacional, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio, surtiu efeito nas bombas dos postos localizados no anel viário de Campo Grande.

Um monitoramento realizado pelo Procon Mato Grosso do Sul entre abril e junho aponta que os descontos aplicados às distribuidoras de combustíveis foram repassados aos consumidores. No período analisado, o diesel S10 à vista recuou de R$ 7,35 para R$ 6,82, enquanto o S500 passou de R$ 7,18 para R$ 6,52. A tendência de queda foi mais expressiva no mês de maio.

Para ambos os tipos de combustível, o abastecimento na modalidade crédito custou, em média, até R$ 0,03 a mais por litro. Essa taxa extra permaneceu constante durante todo o levantamento.

Embora os dados indiquem que o pior do impacto internacional já passou, a instituição recomenda que os consumidores continuem pesquisando os preços e sempre exijam a emissão da nota fiscal.

A equipe de fiscalização do Procon Mato Grosso do Sul segue à disposição dos cidadãos por meio do Disque Denúncia 151 e do site www.procon.ms.gov.br, assegurando o equilíbrio e a segurança nas relações de consumo.

Serviço

Pesquisa Combustíveis Anel Viário (Campo Grande)

Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
Foto: Kleber Clajus/Procon/Arquivo



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economia

Copom muda regras do jogo para cortar juro e gera ruído no mercado


A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25%, não surpreendeu o mercado. Mas a comunicação adotada pela autoridade não foi bem recebida: na curva de juros, os prefixados ampliaram o fosso para a taxa básica, e o juro do papel de inflação subiu ao maior nível da série.

Para Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, a explicação passa pela citação, no comunicado, do primeiro trimestre de 2028 como justificativa para cortar a Selic, que adicionou um ruído desnecessário ao processo, quebrando a coerência histórica do modelo utilizado pelo Banco Central, e aparentando que o BC quis mudar as regras do jogo.

“Deu a impressão de que [o Copom] teve que lançar mão de uma modificação no arcabouço com o qual ele trabalha para poder cortar o juro”, avalia Sobral em entrevista ao InfoMoney.

Leia também: Comunicado do Copom traz sinais de que fim – do ciclo de cortes – está próximo

O trecho que causou incômodo cita que “o Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos.” Para quem acompanha os comunicados à risca, citar um período fora da análise atual abre espaço para interpretações.

Tradicionalmente, o BC projeta seis trimestres à frente, o que culminaria no quarto trimestre de 2027. Ao estender o horizonte para o início de 2028, o Copom passou a impressão de estar “arrumando subterfúgios para cortar o juro num cenário que ele devia estar parado”, avalia Sobral.

Para ele, a “escolha infeliz” do ponto de vista reputacional obrigará a instituição a passar os próximos meses se explicando ao mercado. “Ele poderia acomodar a decisão desde que mantivesse a coerência com o discurso anterior”, afirma.

Foco na eleição: O fator “Lula 4”

Para o mercado, o conflito no Oriente Médio já é assunto resolvido, com o petróleo tendo passado do pico inicial, afirma Sobral. Ele aponta que, desde que o cenário eleitoral se consolidou com o favoritismo de Lula para um quarto mandato, o mercado mudou de postura, com o real apresentando desempenho inferior ao de outras moedas.

O mercado opera agora com a expectativa de que o Banco Central terá que interromper o ciclo de cortes na reunião de agosto devido à piora nas expectativas de inflação e à percepção de leniência da autoridade monetária frente ao cenário político.

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Sobral argumenta que o Brasil não sustenta mais quatro anos com juros reais em patamares tão elevados, em torno de 10%, o que acelera o crescimento da dívida pública mesmo com esforço no resultado primário. O receio é que, após a eleição, o governo tenha que escolher entre um ajuste fiscal rigoroso ou uma guinada para políticas heterodoxas, semelhantes às adotadas na Turquia, o que aumentaria a desconfiança dos investidores.

Economia real: dualidade e custo do capital

Na economia real, há uma dualidade: setores ultraprodutivos de commodities e agro, muitas vezes subsidiados, sobrevivem bem, enquanto o restante da indústria sofre com o custo do capital. Isso faz com que a economia avance em “múltiplas velocidades”, dependendo da conexão dos setores com o governo.

“Se o próximo governo for parecido com este, em que o fiscal for frouxo e tudo ficar nas costas do Copom, o Banco Central provavelmente vai aumentar o juro”, afirma Sobral.

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O alto custo de crédito e a energia cara são apontados como entraves severos para o investimento, especialmente na indústria de transformação. “O Brasil tem essa eterna promessa da energia barata, mas que não se materializa. O arcabouço jurídico é inseguro, a energia é cara, você está longe do centro consumidor”, analisa Sobral.



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Crescimento sustentável de MS na produção de alimentos e energia renovável é destaque em fórum internacional


O desenvolvimento e crescimento de Mato Grosso do Sul em diferentes áreas da economia, frente ao cenário global marcado pelo crescimento da demanda por alimentos, energia renovável e soluções sustentáveis, consolida o Estado como uma das regiões mais estratégicas do Brasil.

Para discutir o papel do Brasil na produção sustentável de alimentos e na transição energética, o Mato Grosso do Sul é sede do Fiap 2026 (Fórum Internacional da Agropecuária), com o tema “Receita brasileira: a resposta da agropecuária à demanda por alimentos e energia”. O evento reúne embaixadores, adidos agrícolas e representantes internacionais do Brasil, outros 14 países e ainda da União Europeia.

O governador Eduardo Riedel participou da abertura do evento, realizado nesta quinta-feira (18) na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul).

“Colocamos o Mato Grosso do Sul no centro dessa agenda a partir de uma potencialidade criada ao longo dos anos para suprir uma demanda e necessidade global. O nosso desafio é logístico, de infraestrutura, mas o ambiente de negócios de oportunidades, já foi criado pois recebemos investimentos recordes e buscamos os caminhos para superar os desafios. Temos conseguido as parcerias público-privadas, concessões, investimentos nos modais diferentes, que dão competitividade a essa agenda, seja rodoviária, ferroviária, hidroviária, com transformação de infraestrutura e logística dos aeroportos do Estado. E não só a base primária diversificada de produção, mas a industrialização que vem ocorrendo aqui, para que a gente possa atingir os mercados com eficiência”, explicou Riedel.

Com liderança em bioenergia, protagonismo na produção de celulose e uma carteira superior a R$ 105 bilhões em investimentos privados previstos – R$ 81 bilhões já consolidados –, o Estado, que tem forte vocação agropecuária, apresenta ao mundo um modelo de desenvolvimento baseado em produtividade, sustentabilidade e agregação de valor.

“O Mato Grosso do Sul se transformou, há pouco mais de dez anos, como um Estado que se propôs a ganhar excelência e ser muito competitivo na produção de alimentos e energia, e com sustentabilidade. Construímos, junto com o setor privado, soluções e oportunidades para as pessoas, e ganhamos tração nesse desenvolvimento. Com isso crescemos o dobro da média brasileira em uma década, isso se traduz em oportunidade de emprego e renda. Nós viemos da 17ª renda média do país para a terceira maior, isso não é pouca coisa para um estado pequeno como o nosso. Somos o Estado que mais investiu no Brasil no ano passado, em percentual da sua receita corrente, que pode parecer simples, mas para o público é um desafio gigantesco”, afirmou o governador.

Ao propor uma “receita brasileira” para enfrentar os desafios globais, o Fiap 2026 reforça o posicionamento do país como um dos principais fornecedores de alimentos, energia e soluções sustentáveis do mundo.

O evento tem foco em temas estratégicos para o futuro do agro mundial. Entre eles, estão a segurança alimentar, pecuária, comércio internacional, acordo Mercosul-União Europeia, expansão agropecuária, biocombustíveis, Rota Bioceânica e expectativas do mercado internacional em relação ao Brasil.

Neste cenário, o Mato Grosso do Sul se destaca como potência agroambiental com um modelo de crescimento agropecuário baseado no aumento da produtividade, expansão das florestas plantadas e preservação ambiental.

O Estado também é uma referência nacional na produção de bioenergia e se consolida como um dos principais hubs de energia limpa e renovável do Brasil. A estrutura atual é diversificada, com 22 usinas em operação – 19 de cana-de-açúcar e três dedicadas ao etanol de milho –, todas produtoras de etanol e bioeletricidade, com exportação de energia excedente para a rede nacional e produtoras de açúcar.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS



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Para preservar o Pantanal, produtores rurais têm ações de conservação remuneradas por programa do Governo de MS


Com atuação voltada a conservação do Pantanal sul-mato-grossense, o Governo do Estado incentiva ações de restauração ecológica e adoção de práticas produtivas sustentáveis realizadas em propriedades rurais no bioma, que é a maior planície alagável do mundo.

Para promover a conservação da vegetação nativa, proteção da fauna silvestre, restauração ecológica e ainda fortalecer as comunidades tradicionais, o Governo do Estado mantém o PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação).

O programa faz parte do PSA Bioma Pantanal, iniciativa pioneira no Brasil que abrange o Pantanal sul-mato-grossense e está estruturado em dois subprogramas, além do PSA Conservação, reúne também o PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas).

O PSA Conservação, que remunera ações de conservação, é voltado exclusivamente a proprietários rurais do Pantanal que preservam áreas de vegetação nativa além do mínimo exigido por lei.

O produtor rural Diego Vieira, contemplado pelo programa em dezembro do ano passado, é o responsável pela fazenda Jaguarte, localizada na região da Serra do Amolar. A propriedade tem área voltada para a conservação da biodiversidade, com foco na proteção da fauna, bem-estar das pessoas e dos ecossistemas da região, além de respeito a cultura tradicional.

“O PSA é uma ferramenta importante para estimular a conservação, pois reconhece e valoriza economicamente os produtores que mantêm áreas preservadas e adotam boas práticas ambientais. O programa contribui para compensar parte dos custos da conservação e incentiva a proteção dos recursos naturais”, disse Vieira.

Com a conservação tratada como prioridade e já realizada na fazenda, antes da adesão ao PSA, Vieira e os demais proprietários buscavam conciliar a proteção dos recursos naturais com o uso sustentável da área.

Fazenda Jaguarte, na região da Serra do Amolar. (Foto: Diogo Vieira)

“O pagamento do PSA trouxe a possibilidade de ampliar esse compromisso, apoiando financeiramente ações importantes para a conservação. Um exemplo é o custeio da construção e manutenção de aceiros realizados pela Brigada Comunitária da Serra do Amolar, iniciativa criada pela ECOA em parceria com a WWF-Brasil, fortalecendo a prevenção e o combate aos incêndios florestais na região”, explicou o produtor.

Para contemplar as ações em desenvolvimento no bioma, o primeiro edital foi dividido com grupos prioritários – proprietários com autorização de supressão de vegetação nativa vigentes e que optassem pelo cancelamento, pecuaristas tradicionais do pantanal, entre outros.

A classificação das propriedades levou em consideração componentes de proteção, conservação e restrição. A avaliação das áreas foi de acordo com a qualidade da gestão ambiental e da localização estratégica do imóvel, como por exemplo estar próximo ou em áreas de amortecimento de unidades de conservação, estar com a propriedade sobreposta a corredores ecológicos e pelo tamanho da área de vegetação nativa excedente. Além disso, propriedades com ações de prevenção e combate a incêndios florestais também recebem pontuação pelas ações desenvolvidas.

“Também considero que o PSA é um instrumento eficiente para fortalecer sistemas produtivos mais sustentáveis. Quando aliado à assistência técnica e ao acompanhamento dos resultados, ele ajuda a conciliar produção rural e conservação da biodiversidade, gerando benefícios para os proprietários rurais e para toda a sociedade”, afirmou Vieira.

A primeira chamada do PSA Conservação, ocorreu em dezembro do ano passado e contemplou 40 proprietários rurais, com transferência de aproximadamente R$ 3 milhões referente a mais de 112 mil hectares de área de excedente de vegetação nativa protegidos por meio da ação.  A segunda chamada está em andamento, na etapa de avaliação das propriedades, com previsão do resultado ser publicado no próximo mês.

“O PSA Bioma Pantanal tem o programa que é voltado para a prevenção e combate a incêndios, o ‘Brigadas’, que é para as Ongs, e ainda tem o ‘Conservação’, voltado para proprietários rurais com propriedades no Pantanal que tenham área descendente de vegetação nativa. Os proprietários aprovados têm perfil diferente, alguns são pantaneiros tradicionais e outros tem a propriedade voltada para conservação”, disse a coordenadora do programa PSA da Semadesc, Letícia Walter.

PSA Bioma Pantanal

O PSA Bioma Pantanal é financiado por recursos provenientes do Fundo Clima Pantanal (Fundo Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Pantanal) – criado pela Lei do Pantanal (Lei Estadual nº 6.160, de 18 de dezembro de 2023) e regulamentado pelo Decreto Estadual n° 16.556, de 6 de fevereiro de 2025 –, com aporte anual do Governo do Estado no valor de R$ 40 milhões. O Fundo tem a finalidade de promover o desenvolvimento sustentável do bioma, gerenciar as operações financeiras dos programas de PSA na planície pantaneira e apoiar ações de conservação de ecossistemas.

No PSA Brigadas, o Governo do Estado já investiu aproximadamente R$ 6,1 milhões. O recurso foi destinado para 13 projetos de sete ONGs que desenvolvem ações integradas de desenvolvimento sustentável, com foco na melhoria da qualidade de vida das comunidades e da população que vive no Pantanal.

O primeiro edital do PSA Brigadas recebeu 28 inscrições, sendo 17 projetos classificados com valores de até R$ 500 mil, recursos do Fundo Clima Pantanal, destinados as ações de prevenção e combate a incêndios florestais dentro dos limites do bioma Pantanal, fortalecendo brigadas comunitárias, voluntárias e privadas, além de subsidiar ações de educação ambiental em comunidades para conscientização do uso do fogo.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto de capa: Diego Vieira/Fazenda Jaquarte
Galeria: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo


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Para preservar o Pantanal, PSA Brigadas destinou mais de R$ 6,1 milhões para diferentes projetos sustentáveis



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SLC Agrícola avalia compra de terras arrendadas do Grupo Radar

A SLC Agrícola informou nesta quinta-feira (18) que está analisando a possibilidade de comprar parte das terras que arrenda do Grupo Radar, após ser notificada sobre a venda dessas propriedades. As áreas envolvidas somam cerca de 17,6 mil hectares utilizados para produção agrícola.

Segundo a companhia, a análise ocorre porque ela possui direito de preferência sobre os imóveis, previsto em lei e nos contratos de arrendamento. 

Esse direito permite que a empresa tenha prioridade na compra das terras, desde que aceite as mesmas condições oferecidas a outros interessados.

Em comunicado ao mercado, a SLC afirmou que está avaliando as condições da oferta e que irá se manifestar dentro do prazo previsto sobre um eventual exercício desse direito.

A empresa manteve em sigilo o valor das propriedades e detalhes sobre elas.

Na quarta-feira (17), a Cosan anunciou que o Grupo Radar assinou um acordo para vender parte de suas propriedades agrícolas em Mato Grosso por R$ 1,85 bilhão. A fatia da Cosan na transação é de R$ 586 milhões.

As áreas negociadas totalizam 41,2 mil hectares, o equivalente a cerca de 12% do portfólio de terras da Radar. As propriedades são utilizadas para o cultivo de soja, milho e algodão.

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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem 4 mil na semana, a 226 mil


O número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu quatro mil na semana encerrada em 13 de junho, para 226 mil, segundo pesquisa divulgada pelo Departamento do Trabalho nesta quinta-feira, 18. O resultado ficou marginalmente acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam queda para 225 mil solicitações.

O total de pedidos da semana anterior foi revisado para cima, de 229 mil para 230 mil.

Já o total de pedidos continuados mostrou acréscimo de 24 mil na semana encerrada em 6 de junho, para 1,810 milhão, superando a projeção de 1,789 milhão da FactSet. Esse indicador é divulgado com uma semana de atraso.



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