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“Não morre, por favor”: PM chora após atirar em homem em SP


O momento em que um policial militar atira em um homem no bairro do Jaraguá, zona norte de São Paulo (SP), foi registrado pela câmera corporal do agente. Inicialmente o PM teria dito “vou matar ele”. O suspeito não resistiu aos ferimentos e morreu.

A ocorrência foi sido realizada em 28 de abril deste ano, mas as imagens foram divulgadas recentemente. A bodycam também registra o momento em que o PM se preocupa em ter matado o homem.

Policiais militares foram acionados por um motociclista, que alegava ter sido ameaçado por um motorista havia tentando transferir golpes em seu pescoço com uma faca. Ao encontrar o indivíduo, um dos agentes atirou no homem que portava a faca.

Momentos após os disparos, o policial começa a chorar e suplica para que o homem não morra, alegando que a ambulância está à caminho.

No vídeo feito a partir da câmera corporal, é possível ver o momento em que os tiros são efetuados e o momento em que o agente chora.

Veja imagens da ação policial;

O local foi isolado e, antes de entregar a câmera para a corporação, o agente faz uma oração. O vídeos não confirma a morte do motorista.

Em comunicado, a PM afirma que os fatos ainda estão sendo apurados por meio de inquérito policial, instaurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil.

A corporação ainda confirma que as imagens estão sendo analisadas com os demais elementos de informação do ocorrido.

A CNN Brasil tenta contato com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), que se manifestou por meio de nota. Confira:

“A Polícia Militar não compactua com excessos e desvios de conduta por parte de seus agentes. Todas as imagens relacionadas à ocorrência, incluindo as captadas pelas câmeras corporais utilizadas pelos policiais, são rigorosamente analisadas para adoção das medidas cabíveis”

Foi confirmado pelo posicionamento da corporação que os policiais envolvidos estão afastados de suas funções devido a determinações judiciais, e todas as medidas legais e administrativas estão sendo adotadas.

“A Polícia Militar reitera que não compactua com os desvios de conduta e reafirma seu compromisso com a legalidade, transparência, preservação e proteção da população”, finaliza a instituição de segurança 

 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix



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Seleon expande para equinocultura com nova central de genética no Brasil

O crescimento acelerado da equinocultura brasileira abriu espaço para novos investimentos em reprodução e melhoramento genético. De olho nesse cenário, a Seleon decidiu expandir sua atuação para além da pecuária bovina e inaugurou uma central dedicada à coleta e processamento de sêmen equino.

Com investimentos voltados à expansão dos negócios, a Seleon escolheu Itatinga (SP) para instalar a operação dedicada à equinocultura. Em uma fazenda de 250 hectares, a Seleon Equinos marca a entrada da empresa no mercado de genética equina.

A aposta da empresa ocorre em um momento de forte expansão do setor. Segundo o diretor da Seleon, Bruno Grubisich, o Brasil passou a ocupar posição de destaque no mercado mundial de cavalos e já reúne cerca de 5 milhões de animais.

“O Brasil hoje é o quarto maior mercado de equinos do mundo. Quando observamos esse crescimento e a demanda por mais tecnologia, percebemos uma oportunidade importante para investir no setor”, afirma.

De acordo com o executivo, embora o mercado tenha avançado rapidamente nos últimos anos, a infraestrutura voltada à reprodução ainda não acompanhou o mesmo ritmo de crescimento. Isso abriu espaço para investimentos em genética, reprodução assistida e serviços especializados.

“Percebemos que existia uma oportunidade de trazer para a equinocultura tudo aquilo que construímos ao longo dos últimos 13 anos na bovinocultura com tecnologia, gestão, transparência e profissionalização”, explica.

A nova unidade foi construída com foco na coleta, processamento e conservação de material genético, utilizando tecnologias semelhantes às empregadas pela empresa na reprodução bovina.

O potencial do mercado brasileiro também chama atenção quando analisadas algumas raças específicas. Segundo Grubisich, o país já ocupa posição de destaque global no segmento do Quarto de Milha.

“Se olharmos apenas para o Quarto de Milha, o Brasil já é o segundo maior mercado do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos”, afirma.

Além dos investimentos em genética, o executivo observa crescimento em áreas ligadas à nutrição animal, centros de treinamento e serviços especializados, reforçando o processo de profissionalização do setor.

A empresa já recebeu autorização para operar no mercado interno e agora trabalha para conquistar habilitações que permitam exportar material genético equino. Embora o Brasil ainda seja um importador de genética para cavalos, a expectativa é que o país possa repetir a trajetória observada na bovinocultura.

“Hoje o Brasil ainda importa mais genética equina do que exporta, mas acreditamos que existe um enorme potencial. Assim como aconteceu com os bovinos, temos condições de nos tornar uma referência internacional também na genética equina”, afirma.

Para Grubisich, a combinação entre a expansão do mercado nacional, a qualidade dos criatórios brasileiros e a adoção de novas tecnologias deve impulsionar o setor nos próximos anos. “Acreditamos que o Brasil tem vocação para se tornar um hub de genética equina e queremos participar dessa construção desde o início”, conclui.

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