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Empreende Famílias Atípicas amplia oportunidades de renda e fortalece autonomia de cuidadores em MS


A rotina de quem cuida de uma pessoa com deficiência raramente se encaixa nos horários do mercado formal de trabalho. Consultas médicas, terapias, internações e demandas diárias de cuidado acabam afastando mães e pais cuidadores das oportunidades de emprego, criando uma dependência financeira que pode durar décadas.

Foi a partir dessa realidade que nasceu o projeto Empreende Famílias Atípicas, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania e da Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência, em parceria com o Sebrae/MS. A iniciativa busca oferecer qualificação e incentivar o empreendedorismo como alternativa de geração de renda para famílias que convivem diariamente com a responsabilidade do cuidado.

Registro da segunda reunião realizada em Costa Rica, agora em 2026, com apresentação de resultados. (Foto: Elias de Souza/Costa Rica)

Criado em 2025, o projeto entrou em uma nova fase neste ano. Em 2026, as ações já passaram por Água Clara, Camapuã, Costa Rica e São Gabriel do Oeste, levando escuta qualificada, orientação técnica e formação empreendedora para famílias atípicas do interior do Estado.

Segundo a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência, Malu Fernandes, a proposta surgiu a partir das demandas apresentadas pelas próprias famílias atendidas pela rede estadual.

Subsecretária de Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência, Malu Fernandes, quem conduz o projeto pela SEC. (Foto: Elias de Souza/Costa Rica)

“Essas famílias encontram muitas dificuldades para ingressar e permanecer no mercado formal de trabalho. Quando uma criança precisa ser internada ou passar por procedimentos de saúde, é a mãe ou o pai cuidador que precisa estar presente. Isso acaba criando barreiras para a contratação formal. O empreendedorismo surge como uma alternativa para que essas pessoas possam trabalhar e gerar renda sem abrir mão dos cuidados que seus filhos necessitam”, explica.

A dificuldade de inserção profissional é uma realidade recorrente entre mães e pais cuidadores. Em muitos casos, a dedicação integral ao cuidado acaba restringindo as possibilidades de autonomia financeira ao longo dos anos.

“O que chega para nós na Subsecretaria são histórias de mulheres que dedicaram toda a vida aos filhos, muitas vezes sobrevivendo exclusivamente com os benefícios sociais. São mães que passaram 20 anos sendo cuidadoras em tempo integral e que não tiveram oportunidade de desenvolver uma profissão ou construir uma fonte própria de renda. O empreendedorismo busca mudar esse cenário e mostrar que elas também podem construir autonomia e ter independência financeira”, afirma Malu.

A experiência vivida em Costa Rica ajuda a demonstrar os efeitos da iniciativa. Durante o reencontro com participantes atendidas em 2025, a equipe da Secretaria de Estado da Cidadania encontrou mulheres que transformaram atividades desenvolvidas dentro de casa em fonte de renda e passaram a enxergar novas possibilidades para o futuro.

Fachada da loja de Juliani, que já implementou mudanças após encontros do projeto. (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma delas é Juliani Benite Tigre, proprietária de uma loja de roupas. Ela conta que o projeto contribuiu para reorganizar a gestão do negócio e ampliar seus conhecimentos sobre o mercado digital.

Mãe atípica, Juliani Tigre narra conquistas e avanços que o projeto trouxe. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Os cursos abriram novos horizontes. Consegui organizar melhor a rotina da empresa, entender a importância do marketing digital e fazer um planejamento mais adequado para o meu negócio. O mercado está mudando muito e precisamos acompanhar essa transformação. Também gostei muito da parte de autoconhecimento, porque ela nos ajuda a pensar no futuro, tanto da vida pessoal quanto da empresa”, relata.

Juliani afirma que a capacitação representou um incentivo para continuar investindo no próprio negócio e defende a continuidade da iniciativa. “Espero que venham novos cursos. O Sebrae e a Secretaria da Cidadania estão nos ajudando a seguir em frente, adquirir conhecimento e enxergar novas possibilidades. Para mim, foi uma experiência muito importante.”

Outra participante é a psicopedagoga Sueli Abreu, que encontrou no projeto o incentivo necessário para transformar um plano antigo em objetivo concreto. “O curso me deu uma perspectiva de futuro. Hoje estou me planejando para abrir meu próprio espaço, organizando os recursos para transformar esse sonho em realidade. Nós, mães, precisamos desse apoio e dessas oportunidades para seguir em frente.”

Os relatos refletem a mudança percebida pela própria equipe da Subsecretaria ao retornar aos municípios atendidos. “Foi emocionante reencontrar essas mulheres. No ano passado, durante a roda de conversa, muitas não conseguiam se definir além de serem mães de uma pessoa com deficiência. Havia muito choro porque elas tinham perdido a própria identidade diante da rotina de cuidados. Quando voltamos este ano, encontramos mulheres vendendo pela internet, participando de feiras, abrindo pequenos negócios e falando dos seus projetos. Conseguimos enxergar, na prática, os resultados desse trabalho”, relata Malu Fernandes.

Reunião de apresentação do projeto Empreende Famílias Atípicas em São Gabriel do Oeste.

A parceria entre a Secretaria de Estado da Cidadania e o Sebrae/MS segue fortalecendo uma política pública voltada à inclusão produtiva, ampliando oportunidades para que mães, pais e cuidadores encontrem no empreendedorismo uma alternativa de geração de renda compatível com a rotina de cuidados e possam construir maior autonomia financeira.

Para a coordenadora do Programa de Diversidade e Inclusão do Sebrae/MS, Maristela França, o trabalho desenvolvido em conjunto tem apresentado resultados concretos e abre caminho para a expansão da iniciativa.

“Firmamos esse acordo de cooperação técnica com a Secretaria de Estado da Cidadania em dezembro de 2024 e, desde então, temos construído um trabalho voltado à inclusão social de famílias atípicas por meio do empreendedorismo. Em 2025, iniciamos as ações em Água Clara e Costa Rica e, neste ano, estamos ampliando o atendimento para novos municípios, sempre em parceria com a Secretaria.”

Segundo Maristela, além da capacitação em empreendedorismo, o projeto oferece formação em gestão, oficinas, palestras e atividades voltadas ao fortalecimento socioemocional das famílias. “Temos percebido que essa parceria faz sentido para quem participa. Secretaria e Sebrae cumprem um papel social importante ao criar oportunidades para essas famílias construírem autonomia por meio do empreendedorismo. Nossa expectativa é ampliar esse trabalho e levar a iniciativa para ainda mais municípios nos próximos anos.”

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania



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Rocca projeta dobrar resultado no food service em 2026

A Rocca, empresa mineira de doce de leite artesanal premium, projeta dobrar o resultado da sua linha voltada ao food service em 2026 na comparação com 2025, impulsionada pelo avanço da demanda por produtos premium no mercado brasileiro.

A empresa observa uma aceleração do movimento de “premiumização”, com maior valorização de ingredientes com origem, qualidade superior e versatilidade de aplicação gastronômica.

Segundo a marca mineira especializada em doce de leite, o setor de alimentação fora do lar tem buscado cada vez mais insumos que aliem desempenho técnico, padronização e consistência, fatores considerados essenciais para operações profissionais como gelaterias, cafeterias, confeitarias, padarias e indústrias alimentícias.

A expansão esperada está diretamente ligada ao aumento do uso do doce de leite em diferentes formatos de consumo, que vão além das sobremesas tradicionais.

O ingrediente tem sido incorporado em receitas autorais, bebidas e criações da confeitaria contemporânea, ampliando seu espaço dentro do cardápio de estabelecimentos gastronômicos.

“O mercado está cada vez mais aberto a ingredientes premium que entreguem qualidade, origem e versatilidade. O doce de leite deixou de ser apenas uma sobremesa e passou a ser um ingrediente estratégico em diversas criações gastronômicas”, afirma Rosi Barbosa, cofundadora da Rocca.

A empresa destaca ainda que mudanças no comportamento do consumidor final têm impacto direto no food service. A preferência por produtos com rótulos mais simples e formulações mais naturais tem estimulado a adoção de ingredientes de maior valor agregado, capazes de gerar diferenciação competitiva para marcas e operadores.

Com faturamento anual superior a R$ 20 milhões, a Rocca tem no food service um dos principais pilares de crescimento para os próximos anos. A estratégia inclui a ampliação da estrutura comercial, a expansão para novas regiões e o fortalecimento de parcerias com operadores do setor gastronômico.

Para a companhia, o cenário atual reforça a oportunidade de consolidação no mercado profissional. “Nosso objetivo é ampliar a presença nacional e nos posicionar como referência em doce de leite premium para o food service, acompanhando a evolução do consumo e das novas demandas da gastronomia”, conclui Rosi Barbosa.

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Plano Safra da Agricultura Familiar deve ser anunciado na terça-feira (30)

O Governo confirmou que o anúncio do Plano Safra da Agricultura Familiar deve ser na próxima terça-feira (30), no período da tarde. Fontes confirmaram à CNN que a cerimônia deve começar às 17h.

Por outro lado, o anúncio do Plano Safra Empresarial ainda não foi oficializado. Segundo apurou a CNN, a expectativa dentro do governo é que ele também aconteça na terça-feira (30), mas pela manhã, mantendo o formato adotado nos últimos anos, com eventos separados para a agricultura empresarial e para a agricultura familiar.

A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos anúncios ainda é incerta. Na terça-feira, o chefe do Executivo viaja pela manhã para participar da reunião de cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, e a agenda internacional deve impedir sua participação em um eventual anúncio do Plano Safra Empresarial.

Caso o cronograma seja mantido, a expectativa é que o evento da manhã seja conduzido pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Essa seria a primeira ausência de Lula no anúncio da principal linha de crédito com recursos públicos voltada ao agronegócio desde de 2002, no primeiro mandato do petista.

Nos seus dois primeiros governos e também nas últimas três safras, Lula discursou nas cerimônias dos anúncios voltados tanto ao pequeno quanto ao grande produtor.

A expectativa é que o presidente retorne a tempo de participar da cerimônia de anúncio voltada à agricultura familiar, segmento considerado estratégico para o governo e tradicional base de apoio do presidente.

Nos bastidores, integrantes do Planalto avaliam alternativas para garantir a presença de Lula também no anúncio do Plano Safra Empresarial. Por ser um tema que aproxima o pré-candidato à reeleição com o agronegócio.

Apesar de alguns dos convites já terem sido enviados, o Planalto ainda não descartou a possibilidade de anúncio em outras datas, entre o dia 1º e 3 de julho, para permitir um eventual aceno de Lula para o setor.

No entanto, devido ao início do período de defeso eleitoral, que começa no próximo sábado (4), quando passam a valer restrições à publicidade institucional dos órgãos públicos, uma nova data poderia ser somente na sexta-feira (3), devido aos compromissos presidenciais já marcados durante a semana.

Além do evento do Mercosul na terça-feira, Lula tem agenda na Bahia na quarta-feira (1º) e, na quinta-feira (2), deve cumprir compromissos no Rio Grande do Norte, o que reduz a janela para uma eventual mudança no cronograma do anúncio.

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Vigilância apreende medicamentos irregulares e vapes em transportadora da Capital – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Ação foi desencadeada após identificação de encomendas suspeitas pela Sefaz; mais de 2,3 mil medicamentos e 129 dispositivos eletrônicos para fumar foram retirados de circulação

Uma operação conjunta entre a SEFAZ (Secretaria de Estado de Fazenda) e a CVISA (Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual) resultou, nesta quinta-feira (25), na apreensão de 2.225 ampolas e canetas emagrecedoras irregulares, além de 129 DEFs (dispositivos eletrônicos para fumar), conhecidos popularmente como cigarros eletrônicos ou vapes, em uma transportadora de Campo Grande.

A ação foi realizada após a identificação de diversas embalagens unitárias suspeitas pela SEFAZ, que acionou a CVISA para fiscalização. Segundo a equipe técnica, embora não se tratasse de um grande carregamento único, o volume apreendido é considerado extremamente expressivo.

As encomendas estavam distribuídas em diversos volumes individuais, em dinâmica semelhante à observada nos serviços postais. Somente nesta ação, a quantidade apreendida equivale ao volume normalmente encontrado em aproximadamente um mês de fiscalizações realizadas em remessas postais.

Entre os produtos apreendidos estão medicamentos injetáveis, canetas emagrecedoras supostamente contendo substâncias como tirzepatida e retatrutida, além de outros produtos sujeitos à vigilância sanitária comercializados irregularmente.

Na semana passada, a Vigilância Sanitária Estadual já havia realizado a incineração de mais de 20 mil unidades de emagrecedores, entre outros medicamentos em Dourados.

Transportadora será autuada

Além da apreensão dos produtos, a transportadora responderá administrativamente perante a Vigilância Sanitária Estadual.

Conforme estabelece o artigo 329 do Código Sanitário Estadual, o resultado da infração é imputável a quem lhe deu causa ou para ela concorreu. Nesse sentido, a empresa será autuada por não possuir mecanismos internos eficazes capazes de identificar e impedir o transporte de mercadorias ilegais, uma vez que a irregularidade foi detectada inicialmente pela Sefaz.

Para o fiscal de Vigilância Sanitária e responsável pela área jurídica da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, a identificação das irregularidades pela Secretaria de Fazenda evidencia a necessidade de fortalecimento dos mecanismos internos de controle por parte das transportadoras.

“A descoberta não ocorreu por mecanismos próprios da transportadora, mas sim a partir da atuação da Secretaria de Fazenda. Isso demonstra a necessidade de aprimoramento dos controles internos para impedir a circulação econômica de produtos irregulares.”

Mais de 2,2 mil medicamentos irregulares retirados de circulação

Entre os itens apreendidos estão produtos contendo tirzepatida, retatrutida, ácido hialurônico, peptídeos, toxina botulínica e suplementos alimentares comercializados de forma irregular.

A fiscalização também apreendeu 129 dispositivos eletrônicos para fumar, incluindo cigarros eletrônicos descartáveis e essências líquidas.

A fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda desses produtos permanecem proibidos no Brasil, conforme estabelece a RDC nº 855/2024 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Embora o uso ao ar livre não seja expressamente proibido, a legislação federal veda a utilização desses dispositivos em ambientes fechados ou parcialmente fechados de acesso coletivo.

Com as apreensões realizadas nesta operação, já ultrapassa 500 o número de itens fumígenos irregulares retirados de circulação no âmbito da Operação Visa Protege.

Irregularidades vão muito além da falta de registro

Para Matheus, as irregularidades constatadas não se resumem à ausência de registro sanitário.

“As regras de registro sanitário não são meramente burocráticas. O registro de um medicamento é resultado de análises técnicas e científicas que avaliam aspectos como toxicidade, eficácia, segurança e compatibilidade daquele produto com determinada população. Antes de chegar ao mercado, um medicamento passa por um longo processo de pesquisa, estudos pré-clínicos, ensaios clínicos e avaliação regulatória pelos órgãos competentes.”

Segundo Pirolo, muitos dos produtos apreendidos sequer possuem autorização sanitária em seus países de origem.

“Não se trata apenas de produtos sem registro na Anvisa. Alguns dos produtos apreendidos não possuem registro nem mesmo em seus países de origem. Além disso, o mercado farmacêutico no entorno do Brasil apresenta índices relevantes de adulteração e falsificação. O Brasil possui hoje um dos sistemas regulatórios mais confiáveis e seguros da América Latina, da América Latina, com forte adesão e cumprimento pelo setor regulado de farmácias e drogarias”.

O fiscal ressalta que, mesmo que os medicamentos possuíssem registro no Brasil, a forma como estavam sendo comercializados já caracterizaria infração sanitária.

“Ainda que fossem medicamentos regularmente registrados na Anvisa, eles seriam apreendidos da mesma forma. A legislação determina protocolos de boas práticas em armazenamento, transporte, dispensação e comercialização. Medicamentos dessa natureza somente podem ser dispensados por farmácias ou drogarias autorizadas, por profissional farmacêutico habilitado e, quando exigido, mediante prescrição médica.”

Para ele, a circulação econômica dos produtos apreendidos são incompatíveis com o ordenamento jurídico nacional.

“As irregularidades verificadas não violam apenas normas sanitárias. Trata-se de uma situação incompatível com o ordenamento jurídico nacional, pois, além do extenso arcabouço de normas sanitárias relacionadas às boas práticas de fabricação, armazenamento, transporte, dispensação e monitoramento pós-mercado, essas condutas podem contrariar a legislação criminal, consumerista, aduaneira e tributária, normas sobre exercício regular das profissões, regras de concorrência leal, além de poderem ensejar responsabilização civil e violação de direitos de propriedade intelectual.”

Pirolo enfatiza que a atuação da Vigilância Sanitária busca proteger a população dos riscos associados ao uso indiscriminado dessas substâncias.

“O direito à saúde é dever do Estado, e o poder público não pode tolerar comportamentos de risco que trazem mais prejuízos do que benefícios à saúde da população, especialmente quando relacionados ao uso irracional e descontrolado de novas tecnologias farmacêuticas.”

Diante da ilegalidade flagrante, os produtos estão sujeitos à inutilização sumária e imediata.

“Pelo Código Sanitário Estadual, produtos encontrados nessas condições, em flagrante situação de ilegalidade, são passíveis de inutilização sumária e imediata, justamente para proteger a saúde da população, afirma Pirolo.”

Canetas emagrecedoras exigem acompanhamento médico

A representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia em Mato Grosso do Sul, Bianca Paraguassu, alerta que a aquisição desses medicamentos fora dos canais autorizados pode trazer graves consequências à saúde.

“O primeiro e maior risco é a ausência total de controle de qualidade. Muitos desses medicamentos são produtos biológicos e exigem condições específicas de armazenamento e transporte. Quando adquiridos no mercado clandestino, o paciente não tem qualquer garantia sobre a eficácia, a pureza ou a segurança da substância que está utilizando.”

Segundo a endocrinologista, medicamentos falsificados ou de procedência desconhecida podem conter substâncias diferentes das informadas na embalagem.

“Em apreensões realizadas em diversas partes do país, já foram identificados produtos contendo desde substâncias sem efeito terapêutico até componentes capazes de provocar reações graves. O paciente busca um resultado rápido, mas pode acabar enfrentando complicações sérias e até situações de emergência.”

A especialista ressalta que mesmo os medicamentos originais exigem acompanhamento especializado para monitoramento de efeitos adversos e ajuste adequado das doses.

“Sem orientação médica, o paciente pode desenvolver náuseas intensas, vômitos, desidratação e aumentar o risco de complicações como pancreatite, problemas na vesícula e lesões renais. Outro ponto importante é a perda acelerada de massa muscular e óssea, que pode trazer consequências duradouras para a saúde.”

Bianca reforça que o tratamento da obesidade deve ser individualizado e acompanhado por profissionais habilitados.

“A medicação pode ser uma ferramenta importante no tratamento, mas não substitui o cuidado integral com a saúde. O uso seguro passa necessariamente pela avaliação médica, pela prescrição adequada e pela aquisição do produto em estabelecimentos regularizados.”

Denúncias

Denúncias relacionadas à comercialização irregular de medicamentos, cigarros eletrônicos e demais produtos sujeitos à vigilância sanitária podem ser registradas por meio da Ouvidoria Nacional do SUS, pelo telefone 136.

André Lima, Comunicação SES
Foto: Divulgação SES



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Soja fecha em leve queda em Chicago, mas compras da China limitam perdas

Na sessão desta sexta-feira (26), os contratos futuros da soja encerraram o pregão praticamente estáveis na Bolsa de Chicago. O vencimento para novembro recuou 0,06%, fechando cotado a US$ 11,56 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o mercado operou sem uma direção definida, com alguns vencimentos registrando leves altas e outros pequenas baixas. O destaque foi o contrato para março de 2027, que já recuperou cerca de 30 centavos de dólar por bushel desde a mínima intradiária registrada em 15 de junho e, atualmente, é negociado a 1.175 centavos de dólar por bushel.

Ainda de acordo com a consultoria, as compras realizadas pela China ao longo da semana contribuíram para fortalecer as cotações e garantir um desempenho positivo no acumulado do período. Além disso, a valorização dos derivados, especialmente do farelo e do óleo de soja, deu suporte ao complexo da oleaginosa.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram o pregão em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento para dezembro recuou 0,34%, fechando cotado a US$ 4,41 por bushel.

Segundo a Granar, o cereal terminou a semana no campo negativo, pressionado pela queda dos preços do petróleo, que reduziu as expectativas de expansão das exportações de etanol com mistura E-15 nos Estados Unidos.

Também pesaram sobre as cotações a entrada da segunda safra brasileira no mercado e a possibilidade de o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) revisar para cima a estimativa de área plantada de milho no país no relatório previsto para a próxima terça-feira.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em setembro encerrou o pregão em queda de 1,95%, cotado a US$ 5,89 por bushel.

Segundo a Granar, o mercado fechou a semana pressionado pelo avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos e em outras regiões do Hemisfério Norte, além da previsão de chuvas nas Grandes Planícies do Norte, especialmente em Dakota do Norte, principal estado produtor de trigo de primavera.

A consultoria também destaca que a reabertura do Estreito de Ormuz contribuiu para a pressão sobre as cotações ao provocar queda nos preços da ureia, um dos principais fertilizantes utilizados na produção agrícola. Com insumos mais baratos, os produtores tendem a investir mais em tecnologia para elevar a produtividade, em vez de ampliar a área plantada, cenário que também pesa sobre os preços do cereal.

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Açúcar sobe 2,91% em Nova York com condições climáticas na Índia

O mercado futuro do açúcar segue atento às condições climáticas na Índia, que impulsionaram as cotações para entrega em outubro na Bolsa de Nova York, que finalizou a sessão desta sexta-feira (26) precificada em 13,95 centavos de dólar a libra-peso, com uma alta de 2,91%.

De acordo com o Barchart, os preços do açúcar atingiram a maior cotação em duas semanas. “Os preços do açúcar estão em alta devido a preocupações de que as fracas chuvas de monção na Índia reduzam a produção de açúcar e diminuam a safra de cana-de-açúcar do país, a segunda maior do mundo”, informou o Barchart.

O Departamento Meteorológico da Índia informou nesta sexta-feira que o acumulado de chuvas de monção no país estava 42% abaixo do normal até 26 de junho. O Ministério de Ciências da Terra da Índia alerta que a monção deste ano no país pode ser a mais fraca em 11 anos. A temporada de monções na Índia vai de junho a setembro.

Cacau

O contrato do cacau para entrega em setembro fechou com desvalorização de 2,90% e precificado em US$ 5.095 por tonelada na bolsa de Nova York.

O Barchart também destacou que os preços do cacau fecharam em forte queda na sexta-feira, com sinais de aumento da oferta global provocando a liquidação de posições compradas nos contratos futuros de cacau.

A Bloomberg informou na sexta-feira que as exportações de cacau da Nigéria em maio aumentaram 28% em relação ao ano anterior, atingindo 18 mil toneladas.

Café

O café arábica finalizou o dia com queda na Bolsa de Nova York e com o contrato para entrega em setembro registrou baixa de 1,16% e encerrou cotado em U$S 2,73 por libra-peso.

A análise do Barchart apontou que os preços do café fecharam em baixa devido às previsões de tempo mais seco no Brasil na próxima semana, o que deve permitir a retomada da colheita de café no país.  

Algodão

No cado do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com queda de 0,77%% e precificado em 76,38 centavos de dólar a libra-peso.

O mercado está atento ao clima nos Estados Unidos; a previsão quantitativa de precipitação de sete dias da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) indica pouca precipitação esperada no Texas na próxima semana, com o Golfo do México estendendo-se até a Geórgia, apresentando totais limitados.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 4,54%, em que o contrato fechou negociado a US1,48 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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Mato Grosso do Sul atinge os melhores indicadores de ensino na educação básica – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Publicação no portal do INEP apontou importantes avanços em todas as etapas e indicadores observados em MS, com melhorias na aprovação, reprovação e abandono

A Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul atingiu seus melhores índices já observados na Educação Básica. A confirmação veio nesta sexta-feira (26), em publicação realizada pelo MEC (Ministério da Educação) via portal do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Os dados fazem parte do Censo Escolar 2025, divulgado hoje, e refletem o sucesso de políticas voltadas para o fortalecimento de todas as etapas, com um destaque especial para o Ensino Médio que registrou melhoras nos indicadores de aprovação, reprovação e abandono.

“Se observarmos o ciclo de quatro anos, desde 2022, os dados apontam importantes crescimentos. Isso é reflexo de um investimento sistêmico, que envolve toda a Rede. Foram reformas, valorização dos profissionais, investimentos em tecnologia, aquisição de materiais de qualidade e um cuidado especial com a equidade no atendimento, sem deixar ninguém para trás”, destacou o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher.

Em 2022, o abandono registrado na Rede Estadual de Ensino era de 5,1% na etapa do Ensino Médio, e de 1,3% no Ensino Fundamental. Em 2025, o percentual chegou à marca de 0,8% no Ensino Médio e 0,2% no Fundamental.

No mesmo ciclo, o aumento da aprovação também foi destaque. Em 2022, o Ensino Médio registrava 82,5% neste indicador, enquanto o Ensino Fundamental estava em 91,3%. Agora, de acordo com os dados do Censo Escolar de 2025, são 95,2% de estudantes aprovados no Ensino Médio e 97% no Ensino Fundamental.

Os indicadores de reprovação também acompanharam a melhora. Em 2022 o percentual observado era de 12,4% para o Ensino Médio e 7,4% para o Ensino Fundamental. Em 2025, os dados avançaram para 4% no Ensino Médio e 2,8% no Ensino Fundamental.

Para o secretário, os avanços também estão diretamente atrelados à ampliação de ofertas como o Ensino em Tempo Integral e Educação Profissional, que atingiram seus maiores percentuais na história de MS na Rede Estadual.

“Chegamos à universalização das duas ofertas neste ciclo, ou seja, presentes em todos os municípios de Mato Grosso do Sul. Hoje, temos 213 escolas em todo o Estado com turmas de Ensino em Tempo Integral. Na Educação Profissional, chegamos à marca R$ 230 milhões investidos no decorrer do ano, com mais de 50 mil estudantes atendidos. Essa diversificação nas ofertas e a garantia de boa estrutura para todos, faz com que os nossos jovens permaneçam na escola, aprendendo com mais qualidade”, destacou.

Vinícius Espíndola, Comunicação SED
Foto de capa: Cid Nogueira/SED/Arquivo
Artes: Reprodução



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economia

ex-diretor do BC vê disparada do dólar como em Dilma II


O dólar já bateu a casa dos R$ 5,20 e está deixando de ser o colchão amortecedor da inflação, em um movimento que não deve ser revertido tão cedo, e pode fazer o País reviver o pânico cambial do segundo governo Dilma. A avaliação é de Fabio Kanczuk, ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda e ex-diretor de política econômica do Banco Central.

A razão é o quadro fiscal, diz o economista: com a perspectiva de continuidade do atual governo, o ritmo de gastos continuaria a deteriorar a confiança do mercado na capacidade de o governo honrar dívida, o que levaria a uma corrida pelo dólar.

“A aritmética é fácil. Ninguém pode ter dúvida de que o fiscal do Brasil está insustentável. Mas, a gente está nesse mundo em que o governo fala que está ótimo esse fiscal. Mas ninguém pode, cada vez mais, aumentar a sua dívida”, analisa Kanczuk em entrevista ao InfoMoney.

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“[O aumento dos gastos e da dívida pública] vai ter que parar, e tem duas formas de isso acontecer: uma é o governo cortar gasto, mas eles não estão falando isso. A outra é o mercado fazer parar na marra. E daí é igual a crise que a gente teve na Dilma II, em que o dólar dispara, os juros disparam e a economia afunda”, diz.

Leia também: Explicação do BC para adiar controle da inflação convence pouco, avaliam economistas

Fuga de capitais 

Kanczuk pinta o quadro mais pessimista que envolve perda de confiança do investidor a ponto de dificultar o financiamento da dívida a níveis insustentáveis, levando a uma corrida pelo dólar e catapultando a divisa americana já pressionada pela inflação e por juros mais altos nos Estados Unidos.

“O mercado somos nós. Eu tenho dinheiro no CDB, você também tem algum dinheiro no banco. E daí a gente começa a falar: ‘Opa, esse negócio não tem uma cara boa’. Você tira [recursos] do Brasil e compra dólar, porque o governo americano vai pagar”.

A consequência para a economia real é o aumento da inflação, queda na atividade e desemprego. Kanczuk alerta que esse cenário puniria de forma mais severa a parcela da população que não possui mecanismos financeiros de defesa. Enquanto alguns conseguem proteger o patrimônio comprando dólares, o cidadão de baixa renda sofreria os impactos diretos. “O cara mais carente não tem a menor chance de se proteger de crise fiscal, econômica, financeira. E daí ele perde tudo que ele ganhou nesses anos e mais”, afirma.

Leia também: Gestoras abandonam “kit Brasil” e correm para o dólar antes do Copom, mostra XP

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Críticas ao BC

Diante do choque externo e fiscal, Kanczuk avalia que o Banco Central decidiu não “peitar” a inflação, e critica a comunicação da autoridade ao justificar o corte da Selic para 14,25%. Segundo ele, o comunicado gerou a impressão de que a autarquia estava “desrespeitando o mandato” ao justificar o adiamento do horizonte de convergência pelo risco de a inflação ficar abaixo da meta — algo que, na sua visão, não representa nenhum problema.

Ao contrário de boa parte do mercado, ele vê coerência na explicação, mas discorda da priorização por suavizar os juros futuros em vez de reforçar a credibilidade. “Eu acho que é melhor você colocar a inflação na meta. Isso é mais importante do que a flutuação dos juros, principalmente no momento atual”, afirma.

A consequência de uma postura leniente, diz, é a desancoragem das expectativas, ou seja, quando o mercado deixa de acreditar que a meta de inflação será cumprida e passa a reajustar preços projetando taxas maiores, aumentando o custo de controle da inflação. Kanczuk projeta inflação acima de 5% neste e no próximo ano, forçando a taxa Selic a estacionar no patamar de 14,25% até meados do ano que vem.

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Portfólio deve esperar eleição

Com a inflação em alta e a escalada do dólar no horizonte, o profissional afirma que a definição do próximo governo será o balizador dos investimentos: “Se o Lula ganhar é para comprar dólar mesmo, para mudar o portfólio. Se o Lula não ganhar, aí tem a chance de você ter um rali, bolsa para cima”, afirma.

Apesar de ver tendência de desvalorização do real, o ex-diretor do BC alerta que montar grandes posições em dólar de forma imediata pode não ser a melhor estratégia devido à Selic em patamar muito alto. Até que o quadro eleitoral seja definido, avalia, o CDI continuará sendo “um belo investimento”.



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BC eleva projeção de alta do PIB no ano para 2% e cita medidas de estímulo do governo


BRASÍLIA, 25 Jun (Reuters) – ⁠O Banco Central ⁠elevou sua projeção de ‌crescimento econômico em 2026 de 1,6% para 2,0% estimado em ‌março, conforme Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira, apontando que a atividade registrou aceleração e o mercado ⁠de ‌trabalho manteve resiliência, citando ⁠também medidas de estímulo do governo.

“A projeção de crescimento do PIB para 2026 foi revisada de 1,6% ​para 2,0% principalmente pela surpresa positiva no resultado do ​primeiro trimestre e pela melhora nas perspectivas para a agropecuária e a indústria extrativa”, disse no documento.

A ‌autarquia disse que ​a revisão também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna ⁠e ​dos setores ​mais sensíveis ao ciclo econômico, “em grande parte ⁠associada a ​estímulos de natureza fiscal e creditícia”.

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O Ministério da Fazenda previu ​em maio uma expansão de 2,3% para o ​Produto Interno ⁠Bruto (PIB) de 2026. Já o mercado, segundo ⁠a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,98% neste ano.



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BC melhora projeção de déficit em transações correntes em 2026 a US$ 56 bi


Nas contas do BC, a ⁠balança comercial ​terá ​superávit de US$ 78 bilhões neste ⁠ano, ​ante estimativa de US$ 73 bilhões feita ​em março

BRASÍLIA, 25 ⁠Jun (Reuters) – O ⁠Banco Central melhorou ‌nesta quinta-feira sua estimativa para o resultado ‌das transações correntes neste ano, passando a ver um saldo negativo ⁠de ‌US$56 bilhões, ⁠ante rombo de US$58 bilhões projetado em maio.

Em seu Relatório de Política ​Monetária, o BC aumentou a ​US$75 bilhões a perspectiva para os Investimentos Diretos no País (IDP) em ‌2026, contra ​US$70 bilhões antes.

Nas contas do BC, a ⁠balança comercial ​terá ​superávit de US$78 bilhões neste ⁠ano, ​ante estimativa de US$73 bilhões feita ​em março.

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A despesa líquida com viagens, ​por ⁠sua vez, foi estimada em ⁠US$15 bilhões, contra US$14 bilhões antes.



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