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PIB dos EUA sobe 2,1% no primeiro trimestre, acima do esperado pelo mercado


O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 2,1% em termos anualizados no primeiro trimestre, de acordo com a leitura final divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Análise Econômica.

Os dados ficaram acima do esperado, uma vez que economistas consultados pela Reuters projetavam avanço de 1,6%, em linha com a segunda projeção.



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por que o alarme no agro pode ser maior do que o impacto


O El Niño entrou oficialmente no radar do Comitê de Política Monetária (Copom) como um risco de alta para a inflação e tem contribuído para que o mercado passe a projetar menos cortes da taxa Selic à frente. A probabilidade de formação de um “Super El Niño” entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027 já supera 80%, segundo estimativas da NOAA. De acordo com a consultoria meteorológica Nottus, a intensidade deve ultrapassar 2,5 graus de anomalia, padrão semelhante ao de 2015 e 2016.

Segundo projeções do Goldman Sachs, o aumento extremo de temperatura pode gerar uma alta acumulada de 15,8% nos preços das commodities alimentícias até 2028. “O risco climático migrou da periferia do debate para o centro das preocupações com preços, com implicações diretas para o ritmo do ciclo de cortes da Selic”, afirma Vitor Kayo, economista sênior da Nomad. Gesner Oliveira, professor da FGV e sócio da GO Associados, estima que o fenômeno pode adicionar 0,55 ponto percentual ao IPCA em 2026 e 0,2 ponto percentual em 2027, tornando mais lento o processo de desinflação esperado para o período.

No entanto, os impactos reais sobre o agronegócio são bem mais incertos, já que os efeitos variam muito de acordo com a região e a cultura, e o setor parte de um patamar mais robusto do que em ciclos anteriores.

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Leia também: Picchetti nega alongamento do horizonte relevante do Copom: “situação especial”

A safra brasileira 2025/26 caminha para um volume recorde de 358,6 milhões de toneladas, segundo a Conab, impulsionada pelo aumento de área e da produtividade da soja. Para Leonardo Alencar, head de Agro, Alimentos e Bebidas da XP, o setor está mais preparado do que na última vez em que enfrentou um fenômeno de intensidade semelhante. “Mesmo que haja quebra de produtividade, o patamar produtivo atual ainda é muito superior ao de 2015 e 2016”, afirma, citando o aumento contínuo de nutrientes no solo, os investimentos em irrigação e o maior nível de mecanização das lavouras.

A XP aponta que, mesmo em um cenário de super El Niño, a produtividade da soja pode recuar apenas 5% no agregado nacional, com os impactos concentrados no Matopiba, região que engloba partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O Sul do país, um dos principais cinturões produtivos, tende a seguir na direção contrária, já que o fenômeno costuma elevar as chuvas na região e favorecer a produtividade. Ana Luiza Lodi, analista de inteligência de mercado da StoneX, confirma que “historicamente, a produção de soja no Brasil tende a ser beneficiada pelo El Niño, por trazer mais chuvas para o sul do país”, ressalvando prejuízos apenas se o volume for excessivo.

Leia mais: BC esclarece decisão de cortar Selic, mas admite inflação fora da meta até 2028

As culturas mais expostas

O milho é uma das culturas mais sensíveis. A principal vulnerabilidade está na safrinha, que depende mais das chuvas e pode ser afetada por atrasos no plantio ao longo do outono e do inverno, um risco que ganha relevância apenas no fim de 2026. O USDA já projeta déficit global de 22 milhões de toneladas na próxima safra de milho e de 5 milhões de toneladas no balanço de trigo. Lodi acrescenta que o clima adverso no Norte e no Nordeste encarece a cadeia produtiva como um todo, com reflexos no custo da ração para carnes e leite.

O açúcar é apontado pela XP como a commodity mais sensível ao fenômeno, já que o El Niño pode pressionar simultaneamente a produtividade da cana no Brasil e reduzir o excedente exportável de Índia e Tailândia, os outros grandes fornecedores globais, apertando o balanço global de oferta. Ainda assim, o ponto de partida é confortável, com a moagem brasileira de cana caminhando para um recorde de 640 milhões a 650 milhões de toneladas na safra 2026/27.

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No café, o cenário exige cautela redobrada. Leonardo Rossetti, especialista em inteligência de mercado da StoneX, destaca que o padrão climático é historicamente agressivo para as áreas cafeeiras. Para o arábica, a temporalidade do clima é determinante: “O período coincide com as fases de expansão e enchimento dos frutos, quando temperaturas elevadas e baixa umidade aumentam a evapotranspiração e podem comprometer o desenvolvimento da safra. Nesse caso, o impacto tende a ser altista para os preços”, detalha. A preocupação se estende à Ásia, com expectativas de tempo quente e seco no Vietnã e na Indonésia, dois dos maiores produtores mundiais de café robusta.

Leia também: BC não vai se comprometer com sinalização explícita para juros, diz diretor

Mercado de commodities ainda não precificou o risco

Apesar do alarme, o prêmio de risco do El Niño ainda não chegou aos preços. Segundo Alencar, nenhuma das grandes commodities negociadas em bolsa, como soja, milho, algodão, açúcar, etanol e proteínas, tem esse prêmio embutido nos contratos futuros. A XP mantém viés baixista para boa parte delas, justificado pelo cenário global confortável de oferta e demanda, independentemente do fenômeno climático.

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O avanço da intensidade do El Niño nos próximos meses será decisivo para definir o potencial das safras de 2027 e os preços internacionais.

O primeiro canal de transmissão para o consumidor será a energia elétrica. Sudeste e Centro-Oeste concentram cerca de dois terços da capacidade de armazenamento do sistema elétrico, e a GO Associados projeta o retorno da bandeira vermelha patamar 2 já no segundo semestre de 2026. O impacto sobre os alimentos, embora mais severo, tende a se concentrar em 2027, à medida que a quebra de produtividade chega ao varejo.



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Defesa de Oruam alega tuberculose e pede revogação da prisão; Justiça nega


A defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, pediu a revogação da prisão preventiva do artista, alegando que ele apresenta um “quadro de saúde gravíssimo” de tuberculose pulmonar e perda peso, além de tosse crônica e lesões nos tecidos pulmonares. Justiça, porém, nega o pedido.  

Além disso, o pedido ainda aponta que a situação de Oruam pode apresentar um risco de disseminação da doença que recomenda isolamento social para tratamento efetivo.  

O Ministério Público opinou contrariamente ao pleito defensivo. Argumentou que a decretação da prisão permanece inalterado, destacando o descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas.

Também ressaltou que o acusado encontra-se foragido, o que demonstra a necessidade de resguardar a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. Quanto ao estado de saúde do rapper, o MP pediu uma avaliação do instituto oficial do Estado. 

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro apontou que os relatórios médicos não são suficientes para a revogação da prisão preventiva. 

“Em relação ao quadro de saúde do acusado, noticiado pela Defesa, cumpre observar que os relatórios médicos trazidos aos autos não possuem, neste momento, carga probatória suficiente para ensejar a revogação da prisão preventiva, considerando que não foram elaborados por instituição oficial do Estado. A gravidade do quadro clínico alegado (tuberculose pulmonar) demanda avaliação por junta médica oficial ou estabelecimento prisional adequado, não sendo o simples aporte de laudos particulares suficiente para afastar a necessidade da custódia cautelar, especialmente diante do status de foragido do réu.”, apontou por meio de nota.  

Assim, o TJRJ acolheu a manifestação do Ministério Público e negou o pedido feito pela defesa do Oruam. Caso o rapper se apresente de forma voluntária, ele deverá ser encaminhado ao sistema médico-hospitalar prisional.  

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Oruam, mas, até o momento, não obteve resposta.



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MS abre chamamento internacional para estruturar mercado de créditos de carbono e atrair investimentos


Primeiro edital da MS Ativos Ambientais busca parceiro estratégico para desenvolver projetos de carbono, restauração ecológica e REDD+, consolidando nova etapa da economia verde no Estado

Mato Grosso do Sul deu mais um passo na consolidação da economia de ativos ambientais. Foi publicado na edição de quarta-feira (24) do Diário Oficial do Estado o Edital de Chamamento Público nº 001/2026 da MS Ativos Ambientais, primeiro processo voltado à seleção de um parceiro estratégico, nacional ou internacional, para estruturar, implementar, certificar, comercializar e gerir créditos de carbono gerados em território sul-mato-grossense.

O edital marca o início de uma nova fase da política estadual de clima e desenvolvimento sustentável ao conectar conservação ambiental, mercado internacional e atração de investimentos privados. A parceria abrangerá projetos de restauração ecológica, Soluções Baseadas na Natureza (SbN), REDD+ e o Programa Jurisdicional de REDD+ de Mato Grosso do Sul, autorizado pela Semadesc, ampliando a capacidade técnica e comercial da companhia para atuar no mercado global de carbono.

O lançamento do edital ocorre no momento em que o secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) representa o Governo de Mato Grosso do Sul na London Climate Action Week (LCAW), em Londres.

“Esse primeiro edital, lançado pela companhia que foi criada para fazer a gestão e exploração desses ativos, é aberto para instituições nacionais e internacionais que atuem nessa área. Ele prevê projetos de carbono voltados para Soluções Baseadas na Natureza, projetos REDD+, que são os créditos oriundos da redução do desmatamento e da degradação, que Mato Grosso do Sul já tem autorização do ConaRED para certificar e comercializar, além de projetos de restauração”, afirmou.

Segundo Falcette, o objetivo é selecionar um parceiro da iniciativa privada que reúna capacidade técnica, financeira e experiência internacional para constituir uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com a MS Ativos Ambientais, responsável pela estruturação e exploração desses ativos ambientais.

“Com critérios bastante rigorosos do ponto de vista técnico e financeiro, o Estado busca formar uma parceria capaz de estruturar esses projetos ao longo do tempo, internalizando recursos e distribuindo os benefícios por meio de uma governança moderna e transparente, alcançando comunidades tradicionais, povos indígenas e todos aqueles que contribuírem para a geração desses ativos ambientais”, explicou.

 

Para o secretário, a iniciativa representa a consolidação da economia de ativos ambientais como política pública de desenvolvimento. “Com isso, solidificamos a visão da economia de ativos ambientais no nosso Estado, atribuindo valor a esses ativos e transformando esse valor em desenvolvimento para Mato Grosso do Sul e para a população. Estamos tirando a agenda climática do campo da retórica para transformá-la também em oportunidade de negócios, fortalecendo as ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, completou.

Parceiro vai investir na estruturação dos projetos

Diferente de uma contratação convencional, o edital busca um parceiro-investidor. Caberá à empresa ou consórcio selecionado aportar os recursos financeiros necessários para estruturar os projetos, desenvolver a certificação, organizar a comercialização internacional e operar toda a estratégia de mercado dos créditos de carbono. Outra diretriz considerada estratégica é a proibição da venda antecipada de créditos ainda não certificados. A medida fortalece a segurança jurídica da operação e preserva a credibilidade dos ativos ambientais produzidos em Mato Grosso do Sul.

O edital também estabelece salvaguardas socioambientais que incluem transparência, integridade, repartição de benefícios para povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, quando aplicável. Além disso, toda operação dependerá da certificação dos créditos, da verificação independente dos resultados e da realização da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI), conforme prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O processo de seleção busca empresas com experiência comprovada em estruturação de projetos de carbono, negociação internacional de créditos e atuação nos mercados voluntário e regulado. A pontuação máxima será de 2.000 pontos, distribuídos entre estrutura técnica (1.000 pontos), estrutura econômica (700 pontos) e estrutura jurídica (300 pontos), demonstrando que a experiência prática e a capacidade operacional terão maior peso na escolha do parceiro estratégico.

As propostas poderão ser apresentadas durante 30 dias úteis a partir da publicação do edital. Após a fase de avaliação, será iniciado o processo de negociação para formalização da parceria entre a empresa vencedora e a MS Ativos Ambientais.

Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc



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BC mantém estimativa de expansão do crédito em 2026 em 9,0%


BRASÍLIA, 25 ⁠Jun (Reuters) – O ⁠Banco Central prevê um ‌crescimento do crédito no país de 9,0% ‌este ano, mesma estimativa feita em março, conforme dados do seu Relatório de ⁠Política ‌Monetária divulgado ⁠nesta quinta-feira.

Agora, a expectativa é que o crédito às famílias suba 9,8% em ​2026, contra expectativa anterior de 9,5%. Para ​as empresas, a alta foi calculada em 7,8%, contra 8,2% previstos ‌em março.

Para o ​estoque de crédito livre, em que as taxas ⁠são ​pactuadas livremente ​entre bancos e tomadores, o ⁠BC projeta ​agora uma expansão de 7,8% em 2026 (+8,1% ​antes). Para o crédito direcionado, que ​atende ⁠a parâmetros estabelecidos pelo governo, ⁠a perspectiva é de alta de 10,7% (+10,2% antes).

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(Por Bernardo Caram, edição de Camila ​Moreira)



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SP registra a menor temperatura máxima para junho em 30 anos


A cidade de São Paulo registrou, nesta quinta-feira (25), o recorde de menor temperatura máxima para um mês de junho em 30 anos. Segundo a Defesa Civil, a capital paulista atingiu 13,4°C.

Os dados divulgados foram registrados na estação do Mirante de Santana, na Zona Norte da Capital (INMET). O recorde acontece em meio a primeira onda de frio do inverno de 2026 no Brasil.

De acordo com dados meteorológicos, o sistema começa a se deslocar para o oceano na sexta-feira (26), diminuindo a intensidade do frio no país.

Embora a onda de frio perca força, o inverno deve seguir com a passagem de novas frentes frias previstas para o final de junho.

Onda de frio no Brasil

Na quarta-feira (24), o fenômeno, provocado por uma intensa massa de ar polar, registrou a menor temperatura do ano no país até o momento com -9,2°C em Bom Jardim da Serra (SC).

O centro da massa de ar gelado, região onde as temperaturas são mais baixas, passa sobre o Sul e parte do Sudeste nesta quinta-feira (25).

Durante este período, o risco de geada ampla permanece alto em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, atingindo também o sul de Mato Grosso do Sul e áreas de São Paulo.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix



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Arrecadação federal cresce 10,7% em maio e soma R$ 266,8 bilhões


A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 266,793 bilhões em maio, informou hoje a Receita Federal. O montante ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um montante de R$ 253 bilhões, após R$ 278,823 bilhões em abril. As estimativas variam de R$ 240,9 bilhões a R$ 269,7 bilhões.

O resultado de maio representa uma alta de 10,69% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período. Segundo a Receita, é o maior resultado para meses de maio desde 2000, o início da série histórica.

O IRPJ e a CSLL totalizaram uma arrecadação de R$ 36,767 bilhões representando crescimento real de 33,11%. Nesse resultado, há R$ 7 bilhões dessa arrecadação considerada atípica decorrentes de mudanças na legislação.

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“Esse resultado pode ser explicado pelos aumentos reais de 49 40% na arrecadação com a estimativa mensal, em razão de recolhimentos atípicos e de 8,85% na arrecadação do lucro presumido”, escreveu o órgão em relatório.

A Receita apontou ainda que arrecadou R$ 1,048 bilhão com o novo imposto de exportação para petróleo, tributo criado para compensar o corte de alíquotas no diesel dado o impacto da guerra no Irã.

A receita previdenciária somou R$ 63,275 bilhões, crescimento real de 4,88% frente a maio de 2025. Segundo a Receita, o resultado foi puxado pelo crescimento real de 4,30% da massa salarial de abril de 2026 em relação a abril de 2025.

Além disso, houve crescimento de 13,49% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a maio de 2025. Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos, a partir de janeiro de 2025.

O IRRF-Rendimentos do Capital apresentou uma arrecadação de R$ 31,162 bilhões, representando crescimento real de 16,64%. Esse desempenho decorre do acréscimo real de 19,14% na arrecadação relativa às quotas da Declaração de Ajuste Anual.

As receitas com o IOF, por sua vez, aumentaram 31,11% acima da inflação frente a maio de 2025, e atingiram R$ 8,157 bilhões.

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BC esclarece decisão de cortar Selic, mas admite inflação fora da meta até 2028


O relatório trimestral de inflação do Banco Central publicado nesta quinta-feira (25) ajudou a explicar a decisão de cortar os juros na semana passada, mas pintou um cenário difícil para a inflação brasileira nos próximos anos. Ao estender em um trimestre o prazo para convergir à meta, o BC mostra, nas próprias projeções, a inflação se aproximando de 3% sem nenhum ajuste adicional na Selic. O problema, segundo analistas, é que o quadro é mais difícil do que parecia, com a inflação acima da meta até 2028.

A principal contribuição do relatório foi expor, em números, o argumento do Copom para estender o horizonte relevante da política monetária do quarto trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028. A diferença de um trimestre é suficiente para a projeção do IPCA cair de 3,7% para 3,2%, levando a inflação para perto da meta sem nenhum ajuste adicional na trajetória de juros, conforme análise da XP.

Em nota, Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, avalia que o relatório confirmou a hipótese que havia formulado a partir da “comunicação confusa” da ata: o Copom optou por um “descasamento pontual do horizonte relevante” para acomodar o corte de juros, postergando o compromisso de convergência para 2028. A tabela trimestral completa do relatório, ausente na ata, mostra que a inflação só se estabiliza em 3,1% a partir do terceiro trimestre de 2028.

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Leia também: “Ajuste virá na marra”: ex-diretor do BC vê disparada do dólar como em Dilma II

O Bradesco aponta que a dissipação do El Niño é o mecanismo central por trás dessa trajetória. O BC passou a considerar um fenômeno climático forte no cenário-base, o que pressiona os preços de alimentos nos próximos trimestres. Com a normalização, esses preços passam a contribuir para trazer a inflação em direção à meta a partir de 2028.

O Goldman Sachs lê o relatório com ceticismo. Em nota assinada pelo diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina, Alberto Ramos, o banco ressalta que a meta inalcançada mesmo no horizonte estendido que o Copom escolheu como referência representa um “foco excessivo em projeções para um 2028 distante e incerto”.

A revisão do PIB de 2026, de 1,6% para 2,0%, torna o cenário ainda mais desafiador. Com a atividade mais forte, o hiato do produto permanece positivo por mais tempo, pressionando a inflação de serviços. Para o Goldman, “para preservar a credibilidade acumulada nos últimos dois anos, o Copom deveria considerar interromper a normalização da taxa de juros”.

O Bradesco destaca ainda um estudo de riscos de cauda incluído no relatório que reforça a assimetria do cenário. Choques de demanda e de inflação importada deslocam a distribuição de probabilidades para cima de forma expressiva, elevando as chances de inflação mais alta. Na atividade, o efeito médio de choques financeiros sobre o crescimento é limitado, mas a cauda recessiva se amplia com intensidade, reforçando o peso do balanço de riscos altista que o Copom já havia sinalizado na ata.

Leia também: Economistas preveem que El Niño elevará a inflação no Brasil, mostra consulta do BC

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Secretaria de Saúde destaca parceria histórica na inauguração da nova sede da Fiocruz MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Secretaria de Saúde foi a primeira instituição a acolher a Fiocruz no Estado e mantém cooperação estratégica em ensino, pesquisa, inovação e fortalecimento do SUS

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) participou, segunda-feira (22), da inauguração da nova Sede de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em Campo Grande. A nova estrutura amplia a capacidade científica da instituição no Estado e reforça a integração entre pesquisa, inovação e SUS (Sistema Único de Saúde), consolidando uma parceria construída ao longo de quase duas décadas.

O Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou o papel estratégico da Fiocruz diante das transformações econômicas e sociais vividas por Mato Grosso do Sul.

“Não haverá crescimento sustentável sem qualidade de vida. Não haverá prosperidade econômica sem uma população saudável”, afirmou.

A nova sede fortalece a atuação da Fiocruz em um território considerado estratégico pela sua biodiversidade, interculturalidade e posição geográfica de fronteira, ampliando a capacidade de desenvolvimento de estudos e ações voltadas à saúde da população sul-mato-grossense e brasileira.

Parceria construída desde os primeiros passos

Durante a cerimônia, a coordenadora da Fiocruz Mato Grosso do Sul, Jislaine de Fátima Guilhermino, ressaltou que a SES foi a primeira instituição a acolher a Fiocruz no Estado, ainda nos primeiros anos de implantação da unidade.

“A SES foi a nossa primeira casa. Desde os tempos da Escola de Saúde Pública, desenvolvemos uma parceria histórica e extremamente importante, especialmente nas áreas de educação e qualificação profissional”, enfatizou.

Segundo Jislaine, a cooperação entre as instituições se expandiu ao longo dos anos e hoje contempla ações nas áreas de saúde digital, pesquisa, formação profissional e resposta a emergências em saúde pública.

Durante a pandemia da Covid-19, a parceria entre Fiocruz, SES, municípios e diversas instituições resultou na constituição de uma ampla força-tarefa para o enfrentamento da emergência sanitária.

“Entregamos hoje muito mais do que um prédio. Entregamos um espaço dedicado à construção de redes de colaboração, à produção de conhecimento e ao fortalecimento do SUS”, destacou a coordenadora.

Ciência para responder aos desafios do desenvolvimento

Ao representar o Governo do Estado, Maurício Simões ressaltou que Mato Grosso do Sul vive um intenso processo de industrialização, diversificação econômica e atração de investimentos, cenário que impõe novos desafios à saúde pública.

O secretário citou empreendimentos instalados em municípios como Ribas do Rio Pardo, Inocência e Bataguassu, que demandam monitoramento constante dos impactos sociais e sanitários decorrentes do crescimento econômico.

“Nesse contexto, a presença da Fiocruz em Mato Grosso do Sul torna-se ainda mais estratégica”, afirmou.

Para o presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Mário Moreira, a nova sede simboliza um modelo de atuação baseado na cooperação institucional e na integração entre ciência, inovação e desenvolvimento social.

“A pandemia demonstrou que os desafios da saúde ultrapassam fronteiras nacionais. Precisamos fortalecer permanentemente o SUS, a ciência e a capacidade nacional de produção de conhecimento”, afirmou.

Moreira também destacou que temas como mudanças climáticas, envelhecimento populacional, emergências sanitárias e os impactos da Rota Bioceânica exigem respostas cada vez mais integradas entre governos, instituições de pesquisa e sociedade.

Legado para o SUS

Instalada em área compartilhada com a Embrapa Gado de Corte, a nova sede é resultado de anos de articulação institucional, apoio parlamentar e cooperação entre diferentes parceiros.

A estrutura foi concebida para integrar as áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Fiocruz, permitindo o compartilhamento de equipamentos, tecnologias e competências entre diferentes grupos científicos, além de otimizar recursos públicos.

“Esta estrutura está aberta aos nossos parceiros e à sociedade sul-mato-grossense. Este é um legado para o SUS e para toda a população de Mato Grosso do Sul”, concluiu Jislaine.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima



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Mercado vê manutenção dos juros pelo Fed em julho e alta em setembro


25 Jun (Reuters) – O Federal ⁠Reserve não aumentará a taxa de juros no ⁠próximo mês mesmo depois que um relatório do governo mostrou ‌que a inflação, com base no indicador de referência do banco central dos Estados Unidos atingiu o nível mais alto dos últimos três ‌anos, apostavam operadores nesta quinta-feira, embora eles continuem vendo um aumento em setembro.

Os mercados financeiros estão agora precificando apenas cerca de 30% de chance de um aumento dos juros na reunião do banco central de 28 a 29 de julho, contra quase 40% mais cedo nesta quinta-feira, com ⁠base ‌nas negociações dos contratos futuros do CME Group.

Eles ainda veem cerca ⁠de 80% de chance de que o Fed aumente sua taxa de juros de referência na reunião de 15 e 16 de setembro, em vez de mantê-la na faixa atual de 3,50% a 3,75%.

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O índice PCE de preços subiu 4,1% nos 12 meses até ​maio, o maior aumento desde abril de 2023, informou nesta quinta-feira o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio.

O Fed tem ​como meta uma variação de 2% nesse índice ao longo de 12 meses, meta que não é atingida há mais de cinco anos e que o chair do Fed, Kevin Warsh, em sua primeira reunião neste mês, afirmou que será cumprida.

Operadores e analistas interpretaram essa ‌declaração e outras sobre a necessidade de reduzir ​a inflação como um fator que aumenta as chances de aumentos da taxa de juros no curto prazo.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o núcleo do PCE ⁠teve alta de 3,4% ​em maio na ​base anual, de 3,3% em abril.

“O relatório do PCE de maio é um lembrete de ⁠que a batalha contra a inflação ainda ​não acabou, mas também não é um sinal claro de que as pressões subjacentes sobre os preços estejam voltando a subir”, escreveu Martin Beck, economista-chefe ​da Public Policy Holding Company (PPHC), em uma nota, acrescentando que o núcleo do PCE não acelerou em relação ao mês ​anterior.

Com os preços dos ⁠combustíveis, que impulsionaram grande parte do salto da inflação geral em maio, agora em forte queda, “o ⁠Fed pode continuar paciente em vez de entrar em pânico”, escreveu ele.

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Os preços do petróleo estão agora próximos dos níveis anteriores à guerra com o Irã após uma primeira rodada de negociações sobre um acordo de paz, concluída na segunda-feira na Suíça.



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