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investimento em água e esgoto muda vidas e alavanca crescimento de MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Ganhos sociais do saneamento em MS devem alcançar R$ 82,5 bilhões em 2040, segundo dados do Instituto Trata Brasil; cada R$ 1 investido no Estado pode gerar R$ 5,90 em ganhos sociais

Antes de chegar às casas, o saneamento básico quase nunca aparece. Ele fica sob o chão, distante dos olhos e das manchetes. Mas é justamente essa obra invisível que vem transformando a realidade de milhares de famílias de Mato Grosso do Sul e o colocando como estado referência nacional em universalização dos serviços de água e esgoto. Com praticamente 80% de cobertura de esgoto atualmente, a previsão é que já em 2027 o território sul-mato-grossense atinja a marca de 90%, o que garante o status de saneamento básico universalizado.

Alcançar essa meta com antecipação de cinco anos diante do prazo definido pelo Marco Legal do setor reforça o saneamento como um dos eixo centrais de desenvolvimento, indo muito além de números positivos sobre avanços na infraestrutura: melhorar a vida das pessoas, entregando diretamente a elas algo que transforma o dia a dia.

Esse é o caso da dona Madalena Evangelista da Silva. Foi em uma manhã de 2024 que a água começou a sair com força da torneira de sua casa. Ela, diante da cena, não conseguiu conter a emoção. Aos 66 anos a moradora do bairro Potiguar, em Ladário, chorou ao ver chegar um serviço básico que para sua comunidade representava uma conquista histórica.

“Foi maravilhoso, um dia inesquecível”, lembra Madalena, que durante mais de uma década conviveu com a insegurança do abastecimento irregular. A água chegava por ligações improvisadas, sem garantia de continuidade ou qualidade. O cotidiano era marcado por filas para encher baldes, caixas d’água vazias e incerteza constante.

A realidade de Madalena e muitos outros começou a mudar com um projeto social desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso do Sul, através da Sanesul, para atender comunidades em situação de vulnerabilidade e regiões onde obstáculos técnicos ou documentais dificultavam a implantação convencional da rede. A iniciativa beneficiou cerca de 30 famílias no Potiguar e levou abastecimento regular a uma área considerada de difícil acesso por causa do terreno rochoso e da distância dos sistemas tradicionais de distribuição.

“Hoje vivemos num paraíso”, diz dona Madalena, ao resumir de forma simples o resultado do investimento público. Depois de anos convivendo com a escassez, ela hoje cultiva árvores frutíferas no quintal, mantém a casa abastecida e observa a transformação do bairro onde escolheu viver.

Dona Madalena ao lado de familiares, curtindo a sombra das plantas de seu quintal

O impacto do trabalho governamental ultrapassa o conforto doméstico. Trata-se de uma política pública diretamente ligada à saúde, à prevenção de doenças, à valorização do meio ambiente e à dignidade humana. “O bairro não tinha praticamente nenhuma infraestrutura. A chegada da água representou um marco para a comunidade e para a saúde das famílias”, resume a equipe técnica responsável pelo atendimento da região.

A transformação observada no Potiguar se repete em outras localidades sul-mato-grossenses. Segundo o Instituto Trata Brasil, a estratégia desenvolvimentista do Governo do Estado deve render R$ 82,5 bilhões em ganhos sociais – que são os recursos economizados em setores como a saúde e o aumento da produtividade de forma em geral – para Mato Grosso do Sul. O valor soma R$ 41,7 milhões já alcançados em um primeiro ciclo, entre 2005 e 2024, com a projeção de um segundo, iniciado em 2025 e com fim em 2040, que deve chegar aos R$ 40,8 bilhões.

Tais resultados são frutos diretos do investimento e operação eficaz do serviço de saneamento básico sob administração estadual, com fornecimento de água tratada e esgotamento sanitário para as famílias sul-mato-grossenses nas áreas atendidas pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul).

“Isso que estamos vendo é a mudança real na vida das pessoas, levando até elas bem-estar e dignidade como cidadãos. Nosso prazo interno para universalização é 2028, mas eu já cito 2027 para conquistar essa meta. Seremos o primeiro estado do Brasil a ter saneamento básico universalizado, algo alcançado com o esforço de muitos envolvidos nesse processo”, destaca o governador Eduardo Riedel.

O estudo do Instituto Trata Brasil foi divulgado nessa semana e dimensionou o impacto financeiro e social da ampliação do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário. Entre os números, foi apontado, ainda que descontados os custos de investimento e operação, o saldo líquido permanece amplamente positivo. No ciclo anterior (2005-24), o ganho líquido se aproxima de R$ 20 bilhões. Já no ciclo atual, a projeção indica cerca de R$ 26 bilhões de saldo positivo, reforçando a eficiência econômica do modelo adotado.

O estudo destaca ainda a relação direta entre investimento e retorno social: a cada R$ 1 aplicado em saneamento, o Estado gera R$ 5,90 em benefícios para a sociedade – valor esse acima da média nacional, estimada em R$ 4,10.

Para a CEO do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os resultados mostram que o saneamento vai além da infraestrutura básica, funcionando como um vetor contínuo de desenvolvimento. “Estamos falando de saúde, educação, renda, turismo e valorização urbana. É uma infraestrutura que transforma a vida das pessoas e gera impacto permanente”, afirmou.

Adriana com a filha no colo, no alto das pedras que dificultavam o acesso da água, e Paulo Correia, filhos dos fundadores da comunidade

“Agora é outro nível, temos água sem interrupção nas torneiras. Melhorou nossa vida 100%”, afirma o pescador profissional Paulo Correia, de 48 anos, morador da comunidade quilombola Campos Correia, de Corumbá. Lá, a população também viu a rotina mudar após receber abastecimento regular de água.

Filho dos fundadores da comunidade, ele recorda que a água chegava apenas por conexões improvisadas e frequentemente durante a madrugada. Hoje, cada residência possui seu próprio acesso ao sistema. “Antes era muito difícil. Não tinha pressão, a água chegava só à noite. Agora temos segurança e tranquilidade”, relata.

Já a pescadora Adriana Santos, moradora da comunidade, resume a importância da conquista em uma frase simples: “A água é vida”.

“Passamos muitas dificuldades aqui sem água”, complementa a pescadora ao relatar os desafios severos enfrentados pela sua comunidade para ter o fornecimento regular de água potável e outros serviços básicos devido a conflitos fundiários e falta de titulação do território. “Foram tempos difíceis, a água, quando chegava, era racionada, vinda dos vizinhos de uma alameda, enquanto a gente lutava para regularizar uma situação que parecia impossível”, completa a moradora, que nasceu na comunidade fundada no início dos anos de 1970.

Em 2023, a Sanesul garantiu o acesso a água potável, cuja rede estava a poucos metros, abastecendo residências de diferentes padrões. A solução definitiva veio através de projeto social que contempla territórios como limitações técnicas ou documental. Uma mureta com caixas protetoras para hidrômetros ramificou uma rede por mangueiras até a comunidade.

Comunicação Governo de MS
*colaborou Sanesul
Fotos: Sanesul


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Avanço de 4,8% na massa salarial pressiona BC com juros maiores por mais tempo


A notícia é boa para o trabalhador. A taxa de desemprego está em 5,6%, o melhor resultado para o trimestre encerrado em maio em 14 anos, de acordo com a Pnad, divulgada nesta sexta-feira (26). A população ocupada teve alta (0,5%), na comparação mensal, e a massa de rendimento real habitual avançou 4,8% no ano.

Mas, para a política monetária, os dados ainda mantêm o sinal de alerta. Esse quadro de mercado de trabalho forte tem um efeito colateral para o bolso do brasileiro. Com mais dinheiro na conta, a tendência é que isso aumente o consumo e pressione a inflação, o que leva a juros mais altos por mais tempo.

Apesar do quadro anual positivo, há “ventos de arrefecimento”, na avaliação da XP. A análise dos dados mensais aponta para uma leve desaceleração na criação de vagas, segundo a gestora, e “perda de fôlego”, pelo segundo mês consecutivo, nos rendimentos reais do trabalho.

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O Goldman Sachs também destaca essa tendência nos dados. “O mercado de trabalho permanece aquecido, mas já surgem sinais iniciais de desaceleração na criação de vagas e no crescimento dos salários reais”, diz o banco americano.

O número é bom para quem trabalha, mas coloca o Banco Central em uma posição delicada”, avalia João Debom, sócio da Alude Capital. “Mercado de trabalho aquecido significa consumo firme, e consumo firme significa inflação de serviços resistente. É exatamente esse o fator que limita o espaço para novos cortes da Selic. O juro vai cair, mas o ritmo será lento.”

Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, também destaca o impacto dos dados na política de juros. “Mais gente empregada ganhando salários reais maiores sustenta o consumo das famílias”, diz. “O mercado de trabalho não dá sinais de arrefecimento. Com desemprego na mínima histórica, renda em alta e massa salarial em recorde, o consumo segue aquecido, e os estímulos fiscais e creditícios em ano eleitoral não deixam esse quadro mudar tão cedo”, avalia. Kayo afirma que, para o Banco Central, o mercado de trabalho segue sendo “um dos principais calcanhares de Aquiles no combate à inflação”. “E os dados de hoje não facilitam a vida de quem busca trazer a inflação de volta à meta”, avalia.

Indicador/Período Mar-abr-mai 2026 Dez-jan-fev 2026 Mar-abr-mai 2025
Taxa de desocupação 5,60% 5,80% 6,20%
Taxa de subutilização 13,30% 14,10% 14,90%
Rendimento real habitual R$ 3.726 R$ 3.756 R$ 3.583
Variação do rendimento habitual em relação a: Estabilidade 4,00%
Fonte: Pnad/IBGE

Ocupação e renda aquecidos

Claudia Moreno, economista do C6 Bank, destaca que, embora a Pnad tenha mostrado uma leve queda na renda média em termos reais nos últimos meses, os rendimentos ainda registram forte alta na comparação anual. “A renda real média habitual subiu 4% frente a maio de 2025, e a massa de renda habitual – equivalente à soma dos ganhos de todos os trabalhadores – saltou 4,8% no mesmo período”, aponta. 

“O que os dados da Pnad sugerem é que, nos últimos meses, a taxa de desemprego ficou praticamente estável em um nível historicamente baixo para os padrões do país. Mesmo que a desaceleração da economia possa afetar o ritmo de criação de vagas ao longo de 2026, o mercado de trabalho deve continuar aquecido”, avalia.

Leve desaceleração

O Goldman Sachs cita os dados que indicam leve moderação na ocupação. Em relatório, o banco destaca que a renda real média dos trabalhadores ocupados desacelerou para 4,0% na comparação anual, mas caiu -0,9% na mensal com ajuste sazonal. A massa salarial real da economia expandiu 4,8% na comparação anual, mas recuou -0,8% na mensal com ajuste sazonal. A taxa de participação na força de trabalho manteve-se em 62,1% (com ajuste sazonal), abaixo dos 62,5% registrados anteriormente. 

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“De modo geral, as condições monetárias restritivas ainda não geraram um ponto de inflexão visível no mercado de trabalho, e o cenário de mercado aquecido continua exercendo pressões significativas de custos sobre a inflação, particularmente no setor de serviços” diz o Goldman Sachs.

As economistas Natalia Cotarelli e Marina Garrido, do Itaú, apontam em relatório que os salários reais efetivos registraram a primeira queda desde agosto do ano passado. “De modo geral, os dados sugerem que, embora o mercado de trabalho permaneça em níveis historicamente apertados, ele começa a apresentar sinais de arrefecimento. Para o futuro, esperamos que o mercado de trabalho se estabilize em vez de continuar melhorando — mas sem sofrer uma deterioração acentuada”, avaliam.

Para o Bradesco, os dados de maio mostram “perda de ímpeto”. O destaque da instituição foi para a queda mensal do rendimento, em 0,6%, a primeira queda mensal desde setembro de 2024. “Ainda que o mercado de trabalho continue sendo motor de robustez da atividade econômica, o sinal de maio é de perda de ímpeto. O aumento de atividade no segundo trimestre será menor que no segundo”, afirma o banco. 

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Leonardo Costa, economista do ASA, afirma que a piora observada até aqui é “bastante modesta e gradual”. A expectativa da gestora é de deterioração adicional ao longo do ano, de forma lenta e progressiva.

André Valério, economista sênior do Inter, afirma não haver sinal de aceleração no emprego e a expectativa da instituição é de moderação ao longo do ano.

Projeções

Para o Itaú, a projeção é que a taxa de desemprego feche o ano em 5,7%, mesmo patamar projetado pelo banco Inter.

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Para a XP, a taxa de desemprego deve ficar em torno de 5,5% até o fim de 2026, subindo para 6,2% até o fim de 2027 (estimativas com ajuste sazonal). A projeção de crescimento do PIB é de 2,0% para 2026, com viés de alta.

Rafael Perez, economista da Suno Research, estima que a taxa deve ficar em 5,3%. “Para este ano continuamos projetando um mercado de trabalho resiliente, que deverá permanecer como um dos principais vetores de sustentação da atividade econômica. Mesmo com uma desaceleração gradual esperada para os próximos trimestres, ainda enxergamos espaço para uma queda moderada da taxa de desemprego”, afirma.



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economia

IPCA-15 sobe 0,41% em junho, um pouco abaixo do esperado pelo mercado


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,41% em junho de 2026, sobre alta de 0,62 por cento no mês anterior, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, o avanço foi de 4,80%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,44% no mês e de 4,82% em 12 meses.

Entre produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para o cálculo do IPCA-15, os maiores impactos sobre o índice geral vieram da energia elétrica residencial (2,04% e 0,08 p.p.), batata-inglesa (29,42% e 0,06 p.p), da passagem aérea (7,24% e 0,05 p.p), do tomate (17,27% e 0,05 p.p), da higiene pessoal (1,03% e 0,04 p.p) e do feijão-carioca (14,29% e 0,02 p.p.). Já entre os subitens com impactos negativos neste mês, destacaram-se gasolina (-0,73% e -0,04 p.p.), etanol (-5,30% e -0,04 p.p.), seguro voluntário de veículo (-3,40% e -0,03 p.p), café moído (-3,69% e -0,02 p.p.) e frutas (-0,96% e -0,01 p.p.).

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A alimentação no domicílio saiu de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Contribuíram para esse resultado as altas da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%). Os subitens tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço no 1º semestre, com acumulados de, respectivamente, 103,84%, 103,10% e 100,20%. No lado das quedas destacam-se o café moído (-3,69%) e as frutas (-0,96%).

Os preços do grupo Habitação desaceleraram de 1,03% em maio para 0,72% em junho. A energia elétrica residencial subiu 2,04%, configurando-se como o principal impacto individual no resultado de junho (0,08 p.p.), com a vigência da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumido e reajustes tarifários em algumas das áreas pesquisadas.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,47%), os destaques são para os artigos de higiene pessoal (1,03%) e o plano de saúde, cuja variação de 0,35% reflete a incorporação de reajuste de 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vigente a partir de maio de 2026.

No grupo Transportes (-0,03%), houve aumento na passagem aérea (7,24%), ônibus urbano (1,18%) e automóvel novo (0,42%). Entre os recuos, se destacam os combustíveis (-1,22% e -0,08 p.p.), em termos de impacto.

Entre as 11 localidades onde os preços são coletados para o cálculo do IPCA-15, a maior alta foi registrada em Brasília (0,93%), por conta das altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (3,62%). O menor resultado (0,28%) foi no Rio de Janeiro, em Curitiba e em Salvador. No Rio, destacam-se a hospedagem (-5,98%) e o seguro voluntário de veículos (-4,69%). Em Curitiba, destacam-se os recuos do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-1,05%). Já em Salvador, os destaques ficam com o café moído (-5,00%) e a gasolina (-1,53%).

(com Agência de notícias do IBGE)

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Brasil registra déficit em conta corrente de US$ 3,185 bilhões em maio, diz BC


No mês, os investimentos ​diretos no país alcançaram ​US$ 7,974 bilhões, ⁠contra US$ 5,75 bilhões ⁠projetados na pesquisa

26 ⁠Jun (Reuters) – O ⁠Brasil teve ‌déficit em transações correntes de ‌US$ 3,185 bilhões em maio, com o déficit ⁠acumulado ‌em ⁠12 meses totalizando o equivalente a 2,60% do ​Produto Interno Bruto, informou ​o Banco Central nesta sexta-feira.

A expectativa em ‌pesquisa ​da Reuters com especialistas era ⁠de ​um ​rombo de US$ 4,159 bilhões ⁠em ​maio.

No mês, os investimentos ​diretos no país alcançaram ​US$ 7,974 bilhões, ⁠contra US$ 5,75 bilhões ⁠projetados na pesquisa.

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Retomada da UFN-III impulsiona desenvolvimento de Mato Grosso do Sul com investimento bilionário e geração de empregos


Retomada das obras em Três Lagoas amplia perspectivas de desenvolvimento econômico, impulsiona a cadeia produtiva e reduz a dependência nacional de fertilizantes importados.

Retomada da UFN-III impulsiona desenvolvimento de Mato Grosso do Sul com investimento bilionário e geração de empregos

A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, marca um novo capítulo para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. Paralisado há mais de uma década e com cerca de 82% da estrutura concluída, o empreendimento volta a avançar com investimentos superiores a R$ 5 bilhões, previsão de geração de mais de 8 mil empregos durante a construção e expectativa de fortalecer a produção nacional de fertilizantes, setor estratégico para o agronegócio brasileiro.

O ato que marcou a retomada das obras contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, representando o governador Eduardo Riedel. Também participaram da cerimônia a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, além de ministros de Estado, senadores, deputados e do prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia.

Quando entrar em operação, prevista para 2029, a UFN-III terá capacidade para produzir diariamente 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia. A produção deverá atender cerca de 15% da demanda nacional de ureia, reduzindo a dependência brasileira das importações e ampliando a competitividade do setor agropecuário, especialmente na região Centro-Oeste, principal mercado consumidor de fertilizantes do país.

Representando o Governo do Estado, o vice-governador Barbosinha destacou que a retomada da fábrica representa um avanço estratégico para Mato Grosso do Sul e para o Brasil. “A retomada da UFN-III representa muito para Mato Grosso do Sul e para o Brasil. Além de um investimento superior a R$ 5 bilhões e da geração de mais de 8 mil postos de trabalho, o empreendimento reduz a dependência brasileira da importação de fertilizantes e aumenta a competitividade do nosso agronegócio. A guerra mostrou o quanto é estratégico ampliar a produção nacional de nitrogenados, e Mato Grosso do Sul passa a desempenhar um papel importante nesse processo”, afirmou.

Barbosinha ressaltou ainda que o Governo do Estado acompanha os investimentos privados e públicos que chegam a Mato Grosso do Sul com ações voltadas à qualificação profissional, preparando trabalhadores para atender às demandas dos novos empreendimentos.

“O Voucher Qualificação do Governo do Estado caminha ao lado desses investimentos. Nós monitoramos as necessidades de cada empreendimento que chega a Mato Grosso do Sul e já estamos dialogando com a Petrobras para preparar a mão de obra necessária para atender à demanda da UFN-III”, disse.

Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a retomada da fábrica representa um passo importante para ampliar a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência externa em um setor considerado estratégico para a segurança alimentar e para a economia brasileira.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a localização da unidade em Três Lagoas é estratégica por estar próxima dos principais polos consumidores do agronegócio nacional e ressaltou que a UFN-III contribuirá para diminuir significativamente a necessidade de importação de ureia pelo país.

Já a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que a retomada da obra integra o conjunto de investimentos estruturantes voltados à geração de empregos, ao fortalecimento da indústria nacional e ao desenvolvimento econômico.

Além do impacto direto na geração de empregos, a retomada da UFN-III deverá movimentar diversos segmentos da economia sul-mato-grossense, impulsionando a cadeia da construção civil, serviços, comércio e logística, consolidando Três Lagoas como um dos principais polos industriais do Estado e reforçando o protagonismo de Mato Grosso do Sul na produção agroindustrial brasileira.

Fotos: Ruan Canavarro – Prefeitura de Três Lagoas e Comunicação Vice-governadoria.



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Interiorização da saúde aproxima pacientes do tratamento ortopédico especializado em Ribas do Rio Pardo


Com mais de 370 procedimentos realizados e pacientes de 40 municípios atendidos, programa fortalece a regionalização da saúde e transforma Ribas do Rio Pardo em referência no cuidado ortopédico

O dia em que Ivanilda chegou a Ribas do Rio Pardo deveria marcar apenas o início de uma nova fase. Aos 67 anos, recém-mudada para a cidade, ela ainda nem havia dormido na casa nova quando sofreu um acidente, em 19 de março, data em que o município celebrava aniversário. O que era para ser recomeço virou dor, cirurgia e uma longa rotina de recuperação.

As fraturas no pé, na tíbia e no joelho mudaram a mobilidade, a rotina e os planos da autônoma. Mas, no mesmo caminho em que encontrou a dor, Ivanilda também encontrou acolhimento. Atendida pelo programa de cirurgias ortopédicas de Ribas do Rio Pardo, ela passou por procedimentos, acompanhamento médico e reabilitação com uma equipe que, segundo ela, fez diferença não apenas pela estrutura, mas pela forma como conduziu cada etapa do tratamento.

“Foi uma experiência muito difícil e ainda não terminou, porque perdi a mobilidade que eu tinha antes. Mas, olhando para como eu estava meses atrás, hoje estou muito melhor, graças a Deus”, relata. Ela destaca o atendimento da ortopedista Maria Helena e do médico Simon, responsáveis pelo tratamento. “Eles têm empatia, se colocam no lugar da gente. São profissionais que amam o que fazem. Eu só tenho gratidão por todo o cuidado que tiveram comigo”.

A história de Ivanilda se soma à de pacientes de várias regiões de Mato Grosso do Sul que passaram a encontrar, em Ribas do Rio Pardo, uma alternativa de atendimento especializado fora dos grandes centros. O município, localizado a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande, tornou-se referência em cirurgias do trauma ortopédico a partir da parceria entre a Prefeitura e a SES (Secretaria de Estado de Saúde), em uma estratégia que reforça a interiorização da saúde pública no Estado.

Equipe médica em ação

Desde julho de 2025, quando os atendimentos foram ampliados, o número de cirurgias realizadas aumentou nove vezes. O programa já ultrapassou a marca de 370 procedimentos e recebeu pacientes de 40 municípios sul-mato-grossenses.

A proposta é reduzir deslocamentos desnecessários para a Capital, ampliar a capacidade de resposta da rede pública e garantir que pessoas vítimas de acidentes ou com necessidade de cirurgia ortopédica tenham acesso mais rápido ao tratamento.

Para o governador Eduardo Riedel, a experiência de Ribas do Rio Pardo mostra o sentido prático da regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul.

“Regionalizar a saúde é fazer com que o atendimento chegue mais perto das pessoas, com qualidade, estrutura e resolutividade. Quando um paciente do interior consegue fazer uma cirurgia especializada sem depender exclusivamente da Capital, nós estamos garantindo dignidade, reduzindo sofrimento e organizando melhor toda a rede pública. Esse é o caminho que Mato Grosso do Sul está construindo: uma saúde mais próxima, mais eficiente e mais humana”, afirma Riedel.

Foi essa rede que também acolheu o editor de vídeo Chrisptofer Mellin, de 36 anos, morador de Bonito. Após sofrer um acidente de trânsito enquanto pedalava para o trabalho, ele teve fraturas graves no tornozelo e no cotovelo direitos. A avaliação médica indicou a necessidade de cirurgia especializada, e o encaminhamento o levou a percorrer cerca de 400 quilômetros até Ribas do Rio Pardo.

A distância, inicialmente, trouxe insegurança. Autista, Chrisptofer conta que estava sozinho e temia enfrentar uma internação marcada por estresse, desconforto e falta de compreensão. O que encontrou, porém, foi o contrário.

“Eu estava sozinho e tinha medo de passar por um estresse muito intenso, mas isso não aconteceu. Toda a equipe me deixou tranquilo e confortável”, afirma. Ele também se surpreendeu com a estrutura encontrada em um município do interior. “Valeu a pena ter viajado tudo isso. Fui muito bem tratado, com uma preocupação genuína não só com meu estado de saúde, mas também emocional”.

O relato evidencia um dos principais desafios da saúde pública em um Estado de dimensões territoriais amplas: fazer com que o atendimento especializado chegue a mais regiões, sem perder qualidade técnica nem cuidado humanizado. Em Mato Grosso do Sul, a regionalização tem sido tratada como uma estratégia para reorganizar fluxos, desafogar unidades de maior pressão e ampliar a capacidade dos municípios na oferta de serviços de média e alta complexidade.

Christopher, paciente em Ribas

Responsável por parte dos atendimentos ortopédicos do programa, a médica Maria Helena afirma que o diferencial do serviço está justamente na combinação entre estrutura técnica, equipe especializada e acolhimento. Segundo ela, o fortalecimento da ortopedia em Ribas do Rio Pardo permitiu ampliar o atendimento para pacientes de diferentes regiões, sem deixar de atender a população local.

“O que construímos em Ribas do Rio Pardo mostra que cidades do interior também conseguem oferecer atendimento especializado e resolutivo. Hoje contamos com diversas subespecialidades da ortopedia e uma equipe preparada desde o acolhimento até o pós-operatório”, explica.

A médica destaca que a consolidação do serviço só foi possível com o trabalho integrado entre centro cirúrgico, gestão municipal e Secretaria de Estado de Saúde. A articulação permitiu organizar os encaminhamentos, ampliar a capacidade de atendimento e dar resposta a casos que exigem intervenção rápida, especialmente em situações de trauma.

Na prática, o programa representa mais do que números. Para quem sofreu um acidente, uma fratura grave ou perdeu temporariamente a autonomia, a cirurgia feita no tempo certo pode significar a diferença entre uma recuperação mais rápida e uma vida marcada por sequelas. Para a rede pública, significa distribuir melhor os atendimentos, aproveitar estruturas regionais e transformar municípios do interior em pontos estratégicos de cuidado.

Em Ribas do Rio Pardo, esse processo tem ganhado rosto, nome e história. Para Ivanilda, é a chance de voltar aos poucos à rotina interrompida no dia da mudança. Para Chrisptofer, é a lembrança de que o atendimento público pode ser técnico, eficiente e sensível às necessidades de cada paciente. Para Mato Grosso do Sul, é um exemplo concreto de como a interiorização da saúde pode sair do planejamento e chegar à vida real.

Entre a dor do acidente e o recomeço da recuperação, pacientes de diferentes municípios têm encontrado em Ribas do Rio Pardo não apenas uma cirurgia, mas cuidado, escuta e a possibilidade de retomar o próprio caminho.

Equipe médica especializada em ortopedia em Ribas

André Lima, Comunicação SES
Fotos: Divulgação/SES



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Itaú passa a ver só mais um corte na Selic este ano, e não descarta pausa


O Itaú revisou sua projeção para a taxa Selic terminal e agora espera que o ciclo de afrouxamento monetário encerre em 14% ao ano, ante estimativa anterior de 13,75%. Na avaliação do banco, resta apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual, a ser realizado na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom).

A revisão reflete a leitura do banco sobre a comunicação mais cautelosa emitida pelo Banco Central após a reunião de junho. O Copom manteve o ciclo de afrouxamento com um novo corte de 0,25 ponto percentual, mas endureceu o diagnóstico ao destacar a aceleração da atividade econômica no curto prazo, a inflação acima do limite superior da meta, e um balanço de riscos com viés de alta.

Na avaliação do banco, ao caracterizar o balanço de riscos com viés de alta, o Copom sinalizou que o espaço remanescente para novos cortes se esgota rapidamente, justificando a revisão da Selic terminal.

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O Itaú aponta que, dado o cenário de expectativas desancoradas e atividade acelerando, existe risco de que mesmo o último corte projetado para agosto não se materialize. Após o fim do ciclo de afrouxamento, o Itaú prevê que a taxa permaneça em território contracionista por período prolongado, com retomada da queda dos juros apenas em 2027, quando a Selic deve recuar a 12,50% ao ano.

Fiscal e IPCA no radar

As projeções para inflação foram mantidas, mas com mudança de composição. O Itaú segue com IPCA de 5,4% para 2026 e 4,5% para 2027. No entanto, o banco retirou do cenário novas altas de gasolina na refinaria ao longo do ano, dado o recuo recente do petróleo, e elevou a projeção para a inflação de alimentos, incorporando possível efeito do El Niño sobre a oferta de grãos, com impactos esperados especialmente em 2027.

No campo fiscal, o banco manteve a projeção de resultado primário negativo em 0,5% do PIB em 2026 e 0,6% em 2027, mas alertou para o risco de piora diante da queda do petróleo, que pode inviabilizar a materialização de receitas extraordinárias vinculadas ao commodity. A instituição também reiterou a necessidade de um ajuste fiscal relevante para estabilizar a dívida pública, estimando que o esforço necessário equivale a cerca de 4 pontos percentuais do PIB.

Real mais fraco

No câmbio, o Itaú elevou sua projeção para o dólar ao fim de 2026 de R$ 5,15 para R$ 5,30, e de R$ 5,35 para R$ 5,50 ao fim de 2027. A revisão reflete o cenário externo mais adverso, com juros americanos mais altos por mais tempo e tendência de fortalecimento do dólar globalmente, além da deterioração nos termos de troca causada pela queda no preço do petróleo. No plano doméstico, o banco cita o aumento do prêmio de risco associado à dinâmica sazonal típica do segundo trimestre em anos eleitorais.

Apesar da revisão, o crescimento do PIB foi mantido em 2,1% para 2026, sustentado pelo impulso fiscal e quase-fiscal, e em 1,7% para 2027, com a desaceleração do estímulo prevista para o período.



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Brasil tem desemprego de 5,6% no tri até maio, diz IBGE, em linha com o esperado


A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% nos três meses até maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

O resultado do indicador é o menor para o mês de maio desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. A taxa de desocupação chegou a 14,9% (janeiro-março), em 2021, em razão dos efeitos da Covid-19 no mercado de trabalho nacional. 

A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,6% no período.

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“A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explica o analista da pesquisa, William Kratochwill.

A população desocupada (6,1 milhões) registrou estabilidade na comparação com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026 (6,2 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (6,7 milhões), houve queda de 9,3% (menos 624 mil pessoas). Já a população ocupada (102,7 milhões) registrou alta de 0,5% no trimestre (mais 558 mil pessoas) e aumento de 0,8% no ano (mais 840 mil). E o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,6%, com variação de 0,2 p.p. no trimestre (58,4%) e mantendo-se estável ano (58,6%).

A PNAD Mensal mostrou que o contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 39,3 milhões de pessoas, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e no confronto com o mesmo trimestre de 2025. A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (13,4 milhões de pessoas) também apresentou estabilidade nas duas comparações. O mesmo ocorreu com trabalhadores por conta própria, formada por 26,0 milhões de pessoas e com os empregadores (4,2 milhões de pessoas).

Diferente das categorias anteriores, um grupo que vem demonstrando estabilidade ou queda nos últimos cinco trimestres é o de trabalhadores domésticos, estimado em 5,4 milhões de pessoas. O contingente apresentou estabilidade no confronto com o trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, mas na comparação com o mesmo trimestre do ano passado mostra queda de 328 mil postos de trabalho. O analista da pesquisa ressalta que “em cenários de baixa desocupação, o custo de oportunidade dessa força de trabalho aumenta, gerando uma migração estrutural para postos formais em outras atividades, que oferecem melhores salários, condições de trabalho e garantias.

Houve crescimento de 3,6% no grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 13,1 milhões de pessoas, frente ao trimestre anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior, houve elevação de 2,8%, representando um adicional estimado de 350 mil pessoas. No entanto, a alta de ocupados neste grupo, no trimestre, foi acompanhada por queda de 3,1% no rendimento médio mensal real habitualmente, equivalente a menos R$ 172. A comparação com o trimestre de março a maio de 2025 indicou aumento de rendimento nas categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (3,0%, ou mais R$ 99) Trabalhador doméstico (3,8%, ou mais R$ 52) e Conta-própria (4,4%, ou mais R$ 130).

“A redução real no rendimento dos empregados no setor público deve-se ao efeito da mudança de composição desse grupo, porque neste período aumenta a contratação de novos servidores temporários ou municipais com salários menores, somado à rigidez dos reajustes nominais do setor público”, explicou William.

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(com agência de notícias do IBGE)



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chance de estouro do teto da meta de inflação em 2026 é de 79%


O Banco Central aumentou a sua estimativa da probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta, de 4,50%, em 2026, de 30% para 79%. A informação foi divulgada no Relatório de Política Monetária (RPM), publicado nesta quinta-feira. A probabilidade de o IPCA ficar abaixo do piso, de 1,50%, agora é nula, ante 2% no relatório anterior, divulgado em março.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. Se ele ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. O centro da meta continua em 3%, com uma margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

O alvo foi descumprido pela primeira vez em julho do ano passado, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA fechou junho com alta de 5,35% em 12 meses – acima do teto da meta, de 4,50%, pelo sexto mês consecutivo.

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No mesmo dia, o Banco Central publicou uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informando que esperava que a inflação acumulada em 12 meses caísse abaixo do teto da meta no fim do primeiro trimestre de 2026.

A chance de a inflação de 2027 superar o teto da meta foi revista de 19% para 28%, enquanto a probabilidade de ficar abaixo do piso passou de 10% para 6%.

Para 2028, a chance de superar o teto da meta diminuiu de 17% para 16%. A chance de ficar abaixo no período aumentou de 11% para 12%.



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MS avança na modernização das rodovias estaduais para qualificar infraestrutura e favorecer o cidadão


Para interligar regiões, facilitar acessos e impulsionar a infraestrutura e logística de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado promove grandes investimentos para melhorar e qualificar as rodovias estaduais. A previsão é que até o final do ano 5.988 km da malha (rodoviária) esteja pavimentada. Benefícios diretos à população e para economia regional.

De 2023 até o final de 2026 serão pavimentados 857 km de novas rodovias (estaduais), executados nesta atual gestão. O início deste ano este patamar já estava em 5.662 km. A expectativa e planejamento do Governo do Estado é pavimentar mais de 1.500 km no período de 2023 a 2030.

“Nosso objetivo é preparar o Estado com uma infraestrutura e logística moderna, que estará pronta para acompanhar o desenvolvimento e o crescimento econômico. Ao mesmo tempo levar segurança para quem trafega pelas rodovias estaduais, interligando regiões, reduzindo distâncias e melhorando a vida do cidadão. Estamos no caminho certo”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Estes investimentos públicos (rodovias) em todas as regiões do Estado fazem parte da estratégia de tornar Mato Grosso do Sul competitivo e preparado para receber grandes empresas privadas, que possam gerar empregos, aumento de renda e novas oportunidades.

Obra da MS-280 na região de Capão Seco (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)

Ambiente positivo de prosperidade. Esta evolução ainda tem muito caminho para percorrer para um próximo ciclo de crescimento do Estado. Nos próximos quatro anos (2030) o Estado pode conquistar um feito inédito, que é inverter o cenário, tendo malha pavimentada estadual (6.660 km) superior a não pavimentada (5.940 km).

Os grandes investimentos públicos nas rodovias contribuíram para a diversificação na produção estadual, com a chegada da nova fronteira da celulose, a expansão da citricultura e a consolidação do parque industrial em diferentes frentes do Estado. Estradas em boas condições são peças essenciais para o bom escoamento da produção.

Rodovia MS-384, importante eixo de ligação entre Bela Vista, Caracol e Porto Murtinho (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)

Este planejamento estratégico do Estado foi reconhecido por institutos e entidades que representam o setor. Mato Grosso do Sul ficou na terceira colocação em “qualidade de rodovias” no levantamento feito pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) em 2024.

Também fica na sexta posição entre os estados que mais promovem investimentos públicos (per capita) no país. Este cenário contribuiu par vinda de mais de R$ 81 bilhões de capital privado aqui nos últimos anos, principalmente na área da celulose, com a chegada de gigantes do setor, como Suzano, Arauco e Bracell, além da Eldorado que já estava instalada em Três Lagoas.

Mudança de realidade

Quando as obras de pavimentação chegam nas rodovias, não é apenas a economia que ganha fôlego, mas a própria população que mora no entorno e se beneficia desta estrutura. Mudança direta de vida, fora da poeira e da lama nos dias de chuva. Viagem mais curta e rápida.

Obra de pavimentação da MS-352 (Foto: Saul Schramm)

Foi o caso de Luzia Torres. Ela mora nos arredores da MS-352 e presenciou a entrega da pavimentação da rodovia no ano passado. Lá foi asfaltado um trecho de 40 km, do entroncamento com a BR-262 até a Ponte do Grego, em Terenos. Investimento estadual de R$ 86,5 milhões.

A chegada do asfalto foi um sonho realizado. “Nunca pensei que o asfalto chegaria aqui, só temos que agradecer ao governador por fazer está obra e realizar o sonho de muita gente. Estamos todos felizes”, descreveu ela.

Josiel Custódio comemorou obra na MS-270 (Foto: Bruno Rezende)

Josiel Custódio, morador do Assentamento Boa Vista, também comemorou quando foi entregue em 2024 a obra de pavimentação da MS-270, que ligou os trechos do Copo Sujo à Cabeceira do Apa, em Ponta Porã. O trecho de 35,56 faz uma integração entre as cidades de como Dourados, Maracaju, Guia Lopes, Jardim, Bela Vista e Antônio João. 

A obra facilitou a vida dos moradores e ainda valorizou as propriedades e casas da região. “Agora ficou 100% melhor, aqui ficou valorizado. Sou nascido aqui na região e posso dizer que a rodovia era muito ruim e complicada. A viagem era demorada para gente seguir a Ponta Porã ou Antônio João”.

Estrada do 21 reduz distância entre Campo Grande e Bonito (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)

Referência do ecoturismo do Brasil, o município de Bonito também recebeu grandes investimentos nas rodovias estaduais e vicinais. Entre elas a “Estrada do 21”, que liga Bonito a Anastácio e reduz em até 40 km a distância de Campo Grande. A estrada ganhou pavimentação de 100 km, sendo uma nova alternativa e ligação da região.

Outra obra inaugurada na cidade foi a Rodovia do Turismo, com investimentos de R$ 46,8 milhões. Facilidade para chegar às atrações do Rio Formoso como o Balneário do Sol e o Ecopark Porto da Ilha, que agora estão com os acessos asfaltados. Incentivo e apoio ao turismo.

Leôncio de Souza Brito Neto, presidente do Sindicato Rural de Bonito (Foto: João Carlos Castro/Famasul)

Leôncio de Souza Brito Neto, presidente do Sindicato Rural de Bonito, destacou que as melhorias e os investimentos nas rodovias da região fazem muita diferença para economia e setor produtivo.

“Sem estradas em boas condições nossos negócios ficam inviabilizados. Quando temos estes investimentos em pavimentação e manutenção das rodovias é essencial para escoamento da produção, principalmente quando coincide na época de safra, onde temos muita carga pesada na estrada”.

Brito ponderou que os investimentos constantes em infraestrutura são fundamentais na cidade. “Agora será feito por exemplo o anel viário que vai tirar o tráfego de caminhão do centro da cidade, vai ser um alívio para manter as ruas de Bonito conservadas. Uma obra muito esperada”, concluiu.

Rodovia do Turismo quando a obra estava em andamento (Foto: Agesul)

Obras em andamento

As obras na malha rodoviária continuam em andamento. Com recursos próprios o Governo do Estado tem obras na MS-040 (Santa Rita do Pardo a Brasilândia), acesso a BR-262 em Corumbá, além de novo acesso na MS-377 e a implantação do anel viário em Bonito.

Com recursos e financiamento do BNDES, também seguem os projetos na MS-134, MS-244, MS-245, MS-289, MS-316, MS-320, Ms-324, MS-347, MS-355, MS-380 e MS-444. São projetos de integração e qualificação de diferentes regiões do Estado, para que além de fomentar a economia regional, possam dar mais segurança viária à população.

Além da pavimentação, também existe a preocupação com a restauração das rodovias para que tenham boas condições de uso. Neste sentido o governo estadual promove melhorias na MS-436 (Figueirão a Alcinópolis), MS-180 (Iguatemi até Juti), MS-156 (Amambai até Tacuru), MS-295 (Tacuru até Eldorado), MS-276 (Deodápolis – Dourados) e MS-377.

Obra na rodovia MS-355 vai ligar Terenos a Dois Irmãos do Buriti (Foto: Chico Ribeiro/Seilog)

Concessão

Além dos investimentos próprios, o Governo do Estado também aposta no modelo de concessão para alavancar a infraestrutura e logística das rodovias estaduais. Depois dos bons resultados com a MS-306 e MS-112, foi assinado neste ano o projeto da Rota da Celulose.

O contrato prevê obras, restauração e melhorias nas rodovias estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267. Ao todo serão investidos R$ 10,1 bilhões em obras e manutenção, sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$3,2 bilhões em custos operacionais.

BR-262 em Ribas do Rio Pardo faz parte da Rota da Celulose (Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS)

Já em vigor e com as atividades em andamento, o projeto terá 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² de novas infraestruturas, como pontes, viadutos e passarelas. Ainda dispondo de 100% de acostamento em todo o sistema rodoviário.

Para o governador Eduardo Riedel esta nova modelagem nasce tecnológica, moderna, trazendo uma responsabilidade social e ambiental. “Um modelo com segurança jurídica, flexibilidade, em que o Estado por exemplo é sócio do projeto. Mudança de conceito. Vai dar principalmente ao usuário a garantia que ele vai pagar e vai receber aquilo que foi contratado. Além disto o contrato não é estagnado, permite avançar em investimentos em função do nível e aumento de tráfego”.

Rota da Celulose vai contribuir com escoamento da produção (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Foto da capa: Bruno Rezende/Secom-MS



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