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Sistema Anchieta-Imigrantes passa a ter pedágio eletrônico


A concessionária Ecovias concluiu a instalação, no trecho Anchieta-Imigrantes, do sistema eletrônico conhecido como siga fácil, para a cobrança automática do pedágio. Os equipamentos estão no km 33 da Via Anchieta e no km 19 da Rodovia dos Imigrantes, em ambos os sentidos.

Os aparelhos ainda passarão por testes e, por enquanto, não farão a cobrança dos usuários. Neste momento, o pagamento deve ser feito nas praças de pedágio tradicionais.

O Siga Fácil substituirá as atuais praças localizadas nos quilômetros 32 da Imigrantes e 31 da Anchieta, que serão desativadas.

“Esta etapa tem como objetivo validar o funcionamento da tecnologia em condições reais de tráfego. O sistema passa por testes para aferir a leitura de tags e placas e preparar a transição para o novo modelo”, afirmou o diretor superintendente da Ecovias Imigrantes, Ronald Marangon.

Os equipamentos usam tecnologia de identificação por meio de câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos com a leitura de placas e tags eletrônicas, inclusive em condições de alta velocidade, neblina ou tráfego intenso. O sistema foi desenvolvido pelo governo de São Paulo.



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Produtora de biocombustíveis Be8 anuncia expansão para a Itália

A produtora de biocombustíveis brasileira Be8 decidiu ​expandir as operações para a Itália, com ​uma filial em Milão, o que poderá facilitar os negócios com os países da União Europeia, afirmou a empresa à Reuters nesta quinta-feira.

A Be8, que já tem operações na Suíça — um país que não integra a União Europeia, diferentemente da Itália –, avalia que as operações italianas ⁠poderão servir como base ​de exportações de biocombustíveis e de matérias-primas para a Europa ​como óleo de soja, gorduras, óleo de cozinha usado e insumos ⁠residuais.

“Este é mais um passo importante ⁠para o cumprimento do nosso planejamento estratégico e para ​a ‌ampliação da presença geográfica da companhia com a oferta de energia ⁠renovável”, disse o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella.

O empresário disse que o grupo, um dos maiores produtores de biodiesel do Brasil, não descarta investir ‌em ⁠produção de ‌biocombustíveis na Itália, em momento em que o acordo comercial entre União Europeia e o Mercosul acaba de começar a vigorar.

“Isso (o investimento em produção) ⁠dependerá da demanda a ser desenvolvida ⁠nos próximos anos”, frisou Battistella.

Além de atuar na exportação de produtos, a empresa avalia ‌investir numa estrutura logística na Itália, que funcionará como ponto de conexão e distribuição na região.

Para isso, a unidade buscará obter certificações de sustentabilidade, cumprindo critérios de rastreabilidade.

O grupo já mantém um escritório comercial ‌em Genebra e uma unidade industrial de biodiesel em Domdidier, na Suíça.

A companhia, com sede em Passo Fundo (RS), investe atualmente em uma ⁠unidade de etanol de trigo no Rio Grande do Sul, com previsão de inauguração no ano que vem.

Com unidades no Paraná, Mato Grosso, ​Piauí, Pará e Paraguai, a empresa tem entre os seus produtos um ​biodiesel bidestilado e aditivado chamado BeVant, que pode substituir 100% o diesel, sendo utilizado em várias iniciativas, entre elas a Copa Truck, competição de caminhões no Brasil.

(Por Roberto SamoraEdição ‌de Pedro Fonseca)

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Banco Mundial revê de 2% para 1,9% crescimento do PIB do Brasil em 2026


O Banco Mundial revisou de 2% para 1,9% a projeção ao crescimento da economia brasileira em 2026, dada a desaceleração aguardada no consumo. Para 2027, o prognóstico ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi revisto de 2,3% para 2%.

A expectativa é que a atividade volte a ganhar tração a partir de 2027, em virtude da queda dos juros, porém em ritmo inferior às projeções divulgadas em janeiro.

No relatório divulgado nesta quinta-feira, 11, no qual atualiza as previsões ao crescimento global, o Banco Mundial observa que o choque do petróleo, na esteira da escalada dos conflitos no Oriente Médio, tem impacto limitado na América Latina. Isso porque algumas grandes economias da região, como o Brasil, são exportadoras líquidas de commodities energéticas.

Por outro lado, são destacadas no relatório as pressões inflacionárias decorrentes do conflito, exigindo respostas de política econômica dos países, incluindo teto de preços e subsídios a combustíveis.

O Banco Mundial revisou de 2,3% para 2,2% a previsão ao crescimento da América Latina e Caribe como um todo neste ano, apontando riscos elevados referentes à desaceleração da economia global, em especial Estados Unidos e China, num contexto de juros altos por mais tempo no mundo.

Conforme o relatório, com a inflação alta em alguns países, o espaço para cortes de juros varia entre as economias. Em paralelo, restrições fiscais reduzem a capacidade dos governos em estimular a atividade, tornando também mais custoso amortecer o aumento nos preços dos combustíveis.

A mensagem da instituição é de que o crescimento da América Latina tende a permanecer baixo se não houver reformas que elevem tanto a produtividade quanto os investimentos e a qualificação de capital humano, além do ambiente de negócios.



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Safra de trigo deve encolher 20% e ampliar dependência externa | Blogs | CNN Brasil

O Brasil, que já não é autossuficiente na produção de trigo e importa aproximadamente metade do cereal que consome, caminha para uma nova safra marcada pela redução da área cultivada e pela diminuição dos investimentos nas lavouras. O cenário ocorre apesar da importância estratégica do trigo para a fabricação de alimentos amplamente presentes na dieta dos brasileiros, como pães, massas, macarrão e biscoitos.

As projeções da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indicam uma produção de 6,3 milhões de toneladas na próxima safra, volume 20% inferior ao registrado no ciclo anterior. 

A área semeada foi estimada em 2,1 milhões de hectares, queda de 13,4% em relação ao ano passado. Além disso, a produtividade média nacional deve recuar 7,6%, para 2,9 toneladas por hectare.

A combinação entre menor área plantada e redução do potencial produtivo reflete um ambiente de maior cautela entre os produtores. Nos últimos anos, o setor tem enfrentado sucessivas frustrações de safra, oscilações de preços e elevados custos de produção. Em 2026, o cenário ganhou novos elementos com a alta dos custos dos insumos agrícolas, em especial fertilizantes. 

Segundo levantamento da TF Consultoria Agroeconômico, o custo geral de produção registrou aumento de 10,46% em maio, o maior avanço para o período nos últimos quatro anos.

Diante desse contexto, parte dos produtores optou por reduzir investimentos na cultura. A Conab observa que, em importantes regiões produtoras, houve diminuição no uso de insumos, menor adoção de sementes certificadas e ampliação da utilização de sementes salvas. 

Em alguns casos, áreas tradicionalmente destinadas ao trigo passaram a ser ocupadas por outras culturas de inverno consideradas mais atrativas do ponto de vista econômico ou menos expostas aos riscos climáticos, como a canola e o sorgo.

Outro fator que influencia as decisões para a safra é a preocupação com as condições climáticas. A possibilidade de influência do fenômeno El Niño durante o ciclo da cultura levanta expectativas de um inverno mais chuvoso em parte das regiões produtoras, cenário que pode afetar o desenvolvimento das lavouras e aumentar os riscos de perdas de produtividade.

Mercado 

A redução da produção nacional ocorre em um momento de sinais mistos no mercado de trigo. Em maio, os preços registraram alta nas principais regiões produtoras do país, impulsionados pela valorização do dólar frente ao real, pela base de comparação mais baixa e por revisões nas estimativas de produção em importantes países exportadores.

Apesar da valorização, a comercialização segue em ritmo moderado. Segundo Luiz Pacheco, analista da TF Consultoria Agroeconômica, os moinhos permanecem abastecidos e parte da demanda já está direcionada para a próxima safra. A chegada de trigo importado também reduz a necessidade de compras imediatas no mercado doméstico.

Ao mesmo tempo, a demanda por farinha continua presente, embora a indústria encontre dificuldades para repassar integralmente os custos ao consumidor final. No Sul do país, os estoques disponíveis seguem limitados. 

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a disponibilidade remanescente é estimada em cerca de 190 mil toneladas, o que o analista estima que não é capaz de chegar até a próxima safra.

Com uma produção menor, a tendência é de aumento da necessidade de importações. A Conab projeta compras externas de 6,8 milhões de toneladas em 2026, enquanto os estoques finais devem encerrar o período em 1,5 milhão de toneladas, abaixo do registrado na safra anterior.

Dependência externa

Historicamente, a Argentina ocupa posição central no abastecimento de trigo do mercado brasileiro. O país vizinho responde por parcela significativa das importações realizadas pelos moinhos nacionais, beneficiado pela proximidade geográfica e pelas condições estabelecidas no Mercosul.

Entretanto, agentes do setor têm relatado preocupações relacionadas à qualidade de parte do trigo argentino disponível recentemente no mercado. Esse fator se soma às incertezas sobre a produção doméstica e torna mais complexa a avaliação sobre o equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos meses.

Com menor produção interna e dependência crescente das importações, o comportamento do mercado internacional e a disponibilidade de trigo de qualidade adequada tendem a ganhar relevância para o abastecimento nacional.

Canola avança

A redução da área destinada ao trigo também ocorre em paralelo à expansão de outras culturas de inverno, especialmente a canola.

No Rio Grande do Sul, a Conab estima crescimento de 52,5% na área cultivada com a oleaginosa, passando de 209,9 mil para 320,1 mil hectares. Entre os fatores apontados para essa expansão estão os contratos de compra garantida com a indústria, a demanda associada à produção de óleos e biodiesel e as condições de mercado consideradas favoráveis para a cultura.

No Paraná, a canola também registra expansão e mantém boa liquidez comercial. O movimento indica uma ampliação gradual da participação da cultura nos sistemas produtivos de inverno.

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Alemanha enfrenta recuperação econômica lenta devido a peso dos preços da energia


BERLIM, 12 ⁠Jun (Reuters) – ⁠A recuperação econômica da ‌Alemanha deverá avançar, na melhor ‌das hipóteses, aos poucos, dependendo do conflito no Oriente Médio ⁠e ‌dos preços ⁠da energia e das commodities, afirmou o Ministério da Economia ​nesta sexta-feira.

O ministério acrescentou em ​seu relatório mensal que o ritmo da economia provavelmente ‌desacelerou significativamente ​no segundo trimestre, com a produção industrial ⁠devendo ​apresentar ​apenas um crescimento modesto ⁠nos próximos ​meses e sem previsão de ​recuperação na demanda por mão ​de ⁠obra, mesmo durante o ⁠verão, devido aos preços mais altos da energia.



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Exportações de algodão baiano crescem 1.350% em três safras

Em apenas três safras, o fluxo de escoamento do algodão produzido no Oeste da Bahia atingiu um volume 14,5 vezes. As exportações da pluma pelo Tecon Salvador, terminal de contêineres do Porto de Salvador, saltaram de modestos 545 contêineres na safra 2022/23 para impressionantes 7.914 contêineres na safra 2025/2026 — um crescimento exponencial de mais de 1.350%. Bangladesh (com 2.315 contêineres) e China (com 1.240) lideram a corrida pelo produto baiano, que abastece os parques têxteis mais exigentes do planeta.

Os números ganham sustentação no campo. Na safra 2025/2026, o estado cultivou 417,9 mil hectares da cultura, consolidando-se isoladamente como o segundo maior produtor de algodão do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso. O avanço ajuda o país a pavimentar sua posição de liderança no suprimento global da fibra.

No entanto, o sucesso traz também grandes desafios: quanto maior o volume exportado, mais a sobrevivência financeira do negócio passa a depender do controle na ponta do lápis dos custos de produção de dentro da porteira.

Sérgio Pitt, produtor de algodão na região, resume o nó estratégico que o setor tenta desatar. Embora o manejo de solo, a biotecnologia e o clima distribuído do Oeste baiano — com chuvas no crescimento e estiagem rigorosa na abertura dos capulhos — garantam recordes sucessivos de produtividade, a rentabilidade final tem sido corroída antes mesmo de chegar ao caixa da fazenda.

“Os custos vêm comendo os ganhos de produtividade. O que impacta mais hoje são as taxas de juros, os impostos e os fertilizantes. A logística também pesou, com o aumento do preço dos combustíveis, o frete subiu junto. Nós temos um dos melhores custos de produção do mundo, mas não temos incentivos como os americanos, indianos e chineses, que possuem políticas claras de equalização de preços”, afirmou à reportagem.

Nos últimos dois anos, a maior pressão concentrou-se na linha dos fertilizantes, especialmente pela alta dependência externa histórica que, em alguns casos, chega a mais de 90%.

Tensões geopolíticas internacionais, especialmente nos últimos três anos, encareceram o fornecimento de macronutrientes essenciais, impactando diretamente o planejamento da safra de uma cultura que consome muitos insumos químicos.

O cenário econômico doméstico também adiciona um componente que compromete as margens no campo, especialmente com a taxa básica de juros do país em 14,5%.

​A logística é outro gargalo citado. O volume exportado cresceu 14 vezes, mas a infraestrutura de transporte não acompanhou o ritmo. Na ponta final, o escoamento depende de operadoras retroportuárias como Wilson Sons, 3ALOG e TPC, que gerenciam uma capacidade de estufagem de 167 contêineres por dia.

​”O que tem aumentado o nosso custo, então, são a taxa de juros, os impostos, a questão da logística também, queira ou não, ela impactou bastante, porque com o aumento do preço dos combustíveis o frete também subiu, então é uma das variáveis. Os demais eu diria assim: a gente consegue fazer uma gestão bem apropriada e de uma forma bem competitiva dentro do nosso agro”, explicou o produtor.

Incerteza fiscal e foco na qualidade

​A curto prazo, a principal fonte de preocupação atende pelo nome de Reforma Tributária. A implantação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) gera muitas dúvidas sobre como o setor vai competir no mercado externo contra países que subsidiam fortemente os seus produtores.
​”A reforma tributária que está vindo agora, ela também é muito apreensiva, porque, o que nós temos hoje? O produtor, sobre a receita da atividade rural, ele tem três impostos: Funrural, SAD e Senar, são três. É o único que tem em cima da receita. Com a reforma, na primeira fase, nós já vamos manter esses três e vamos incluir o CBS, com a alíquota de até 11%. Então, nós sabemos que, de qualquer forma, nós vamos ter uma tributação a mais a partir do ano que vem. Isso também nos preocupa o futuro”, alertou Pitt.

A engenharia financeira para manter a pluma competitiva lá fora obriga o setor a investir pesado no único fator capaz de ditar preços em Nova York: a qualidade absoluta.

Como resposta, a Abapa (Associação Baiana dos Produtores de Algodão) inaugurou na 20a edição da Bahia Farm Show a expansão do seu Centro de Análise de Fibras, em Luís Eduardo Magalhães.

O laboratório, considerado o maior da América Latina na classificação da pluma por HVI (Alto Volume de Instrumentação), recebeu aportes que somam R$ 120 milhões em investimentos acumulados. Com uma estrutura modernizada de 5,2 mil metros quadrados, a capacidade de processamento saltou de 34 mil para até 70 mil amostras analisadas por dia.

A expectativa para esta safra é ambiciosa: atingir a marca de 5 milhões de amostras testadas em uma operação ininterrupta, funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana.

Energia na mesa: A nova fronteira da eficiência

É justamente nessa conjuntura de margens espremidas e expansão tecnológica que a energia elétrica deixou de ser vista como um custo fixo inevitável e passou a figurar como uma variável estratégica para diminuir custos.

Percebendo esse nicho de consumo pesado, a Neoenergia montou uma ofensiva comercial no Oeste baiano, mirando toda a cadeia algodoeira — desde o produtor que opera os pivôs até as usinas de beneficiamento (as algodoeiras) — para o Mercado Livre de Energia.

Trata-se de um ambiente de contratação no qual o consumidor industrial deixa de se submeter às tarifas fixas da distribuidora regulada e passa a negociar prazos, volumes e preços diretamente com o fornecedor.

Embora o Oeste da Bahia abrigue parques industriais modernos, a adesão ao mercado livre ainda é considerada tímida na região, sobretudo entre os produtores que cultivam áreas não irrigadas (sequeiro).

Conforme dados divulgados pela Neoenergia, quem realizou a migração até o ano passado capturou uma redução de custos de até 30%.

Para os novos entrantes vindos do mercado regulado, o alívio estimado na conta chega a 10%, mitigando os impactos imediatos do acionamento de bandeiras tarifárias.

“Existe uma enorme quantidade de carga de necessidade de energia aqui nessa região e a gente sabe que redução de custo para eles é muito importante”, explicou Leonardo Souza, gerente comercial da Neoenergia.

“Então a gente tem um alto potencial aqui de custo de energia para essas empresas e a gente tem trazido para eles oportunidades de redução de custo de 20%, 30%. Isso ele consegue investir mais no negócio dele, ele consegue buscar mais ferramentas, mais desenvolvimento para o próprio negócio”, continuou.

​A empresa já tem mais de 50 clientes na região que fizeram a migração, entre eles algumas fazendas de algodão. O processo leva 180 dias e, ao final, o produtor passa a pagar duas faturas (distribuidora e comercializadora), mas a soma fica abaixo do que pagava antes. Contratos de cinco a dez anos garantem previsibilidade de custos ao longo de várias safras.

​Com grande quantidade de painéis solares pela região, Leonardo Souza também esclareceu que o sistema livre não compete com a autogeração.

“Não existe a impossibilidade de ele [produtor] migrar para o mercado livre porque ele tem energia solar. Na verdade, eu entendo que ele tem ainda mais potencial de redução de custo ali, de produção. Então, o que a gente faz é associar os dois benefícios. Ele vai ter energia solar, onde vai bater ainda mais a carga dele, mas nós vamos também migrar para o mercado livre. Existe hoje uma tecnologia onde a gente consegue fazer essa não injeção dessa energia solar no sistema da distribuidora. Então, por isso, ele vai ter a redução tanto da energia solar quanto do mercado livre. Ele tem um ganha-ganha, nesse caso, chamado ganha-ganha de verdade”, frisou.

Rastreabilidade verde como ativo comercial

Além do fator financeiro, há uma moeda de troca invisível que começa a pesar nas mesas de negociação das grandes tradings internacionais: a sustentabilidade. A energia fornecida pela comercializadora é gerada a partir dos ativos próprios do grupo — composto por 44 parques eólicos, além de complexos solares e hidrelétricos —, operando com mais de 90% da matriz baseada em fontes renováveis.

Essa energia chega ao cliente com certificação internacional de origem (I-REC), permitindo que o produtor e a algodoeira comprovem o abatimento nas emissões de gases de efeito estufa.

Em um cenário global onde a rastreabilidade socioambiental da moda sustentável dita as regras do consumo, comprovar que o “ouro branco” baiano foi colhido e beneficiado utilizando eletricidade limpa transformou-se em um poderoso argumento de vendas.

“Essa energia vem certificada, então o cliente pode utilizar tanto para abatimento de gases de efeito estufa, ele pode utilizar também como marketing, porque ele está produzindo o seu produto com uma fonte de energia renovável, que é mais ainda importante, tanto para demonstração para a sociedade do seu compromisso, quanto para redução mesmo ali do seu custo, porque é uma energia mais barata”, destacou Leonardo Souza.

​A área plantada no Oeste baiano tem capacidade de dobrar nos próximos anos, impulsionada pelo manejo que protege as lavouras dos riscos do clima.

“Graças a Deus que a gente tem variedades e temos aprendido muito na questão do manejo, da estruturação de solo, que a gente consegue mitigar questões, por exemplo, climáticas e garantindo médias de produtividades mais satisfatórias. Essas produtividades estão, de certa forma, equilibrando esse aumento de custos”, avaliou Sérgio Pitt.

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Mato Grosso do Sul recebe 8,3 mil doses da vacina Pneumo 20 e amplia proteção contra doenças graves


Novo imunizante incorporado ao SUS protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo e reforça prevenção de pneumonia, meningite e outras infecções graves

Mato Grosso do Sul recebeu nesta quarta-feira (10) o primeiro lote com 8.300 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), novo imunizante incorporado ao SUS (Sistema Único de Saúde) para ampliar a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. As doses chegaram à Rede de Frio Estadual e serão distribuídas aos municípios conforme critérios estabelecidos pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações).

A nova vacina representa um avanço importante na estratégia de imunização do país, ampliando a cobertura contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, principal causadora de doenças como pneumonia, meningite, otite média e infecções generalizadas que podem resultar em internações, sequelas e óbitos, especialmente entre crianças pequenas.

De acordo com a coordenadora de Imunização da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Ana Paula Goldfinger, a chegada da vacina marca um novo momento para a prevenção de doenças pneumocócicas no SUS.

“A Pneumo 20 é uma importante inovação incorporada ao calendário vacinal do SUS. Ela amplia significativamente a proteção oferecida às crianças e demais grupos contemplados, fortalecendo a prevenção contra doenças graves e contribuindo para reduzir internações e óbitos causados pelo pneumococo”, destaca.

MS recebeu 8.300 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20).

A distribuição aos municípios será realizada de forma proporcional ao quantitativo recebido e à população-alvo definida pelo Ministério da Saúde. Paralelamente, a SES promoverá orientações técnicas e capacitações para os profissionais de saúde sobre o uso da nova vacina e as estratégias de vacinação adotadas durante o período de transição.

“Em Mato Grosso do Sul, a chegada dessas primeiras 8,3 mil doses representa um passo importante para fortalecer a proteção da nossa população contra doenças pneumocócicas. Estamos trabalhando para garantir uma distribuição ágil aos municípios e apoiar as equipes de saúde nesse processo de implantação, assegurando que essa nova tecnologia chegue de forma segura e eficiente a quem mais precisa”, acrescenta Ana Paula Goldfinger.

Neste primeiro momento, a oferta da vacina pneumocócica no Estado ocorrerá de forma mista. Como o Estado ainda possui estoque da vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10), as doses remanescentes continuarão sendo utilizadas até o esgotamento do estoque, conforme orientação do Ministério da Saúde.

O novo esquema vacinal prevê a aplicação de uma dose da Pneumo 20 aos dois meses de idade, uma dose da Pneumo 10 aos quatro meses e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. Após o término dos estoques da Pneumo 10, o esquema passará a utilizar exclusivamente a nova vacina.

A vacinação com a Pneumo 20 contempla públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Além das crianças menores de cinco anos, a vacina também será ofertada para povos indígenas maiores de cinco anos sem histórico de vacinação com pneumo conjugada, idosos acamados ou institucionalizados com 60 anos ou mais e pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos CRIEs (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais).

A expectativa é de que a nova vacina contribua para reduzir ainda mais a incidência de casos graves, internações e mortes relacionadas à doença.

Desde a introdução da vacina pneumocócica no PNI, em 2010, o Brasil registrou reduções expressivas nos casos de doença pneumocócica invasiva e meningite pneumocócica em crianças pequenas. Com a chegada da Pneumo 20 ao SUS, a expectativa é ampliar ainda mais esses resultados, fortalecendo a proteção da população e o acesso gratuito a uma tecnologia de ponta em saúde pública.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: Divulgação SES



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Gastos do governo são único fator que impede queda do PIB da Alemanha, afirma BC


FRANKFURT, 12 Jun (Reuters) – Os elevados gastos do ⁠governo com defesa e infraestrutura impedirão que a ⁠Alemanha entre em recessão este ano, em meio aos impactos da guerra ‌no Irã sobre a maior economia da Europa e a inflação, afirmou o banco central do país nesta sexta-feira.

A economia alemã tem estado praticamente estagnada ‌nos últimos três anos, com um aumento nos gastos que deveria retomar o crescimento este ano ofuscado pela alta dos preços da energia.

A terceira maior economia do mundo deve agora crescer apenas 0,5% em 2026, abaixo da previsão de 0,6% feita em dezembro, enquanto a expansão para 2027 foi reduzida de 1,3% para ⁠0,8%, ‌informou o Bundesbank um dia depois de o BCE ter reduzido sua própria ⁠previsão de crescimento para a zona do euro, mas ainda assim ter aumentado as taxas de juros para combater a inflação.

“A política fiscal expansionista será a única coisa que impedirá uma queda no Produto Interno Bruto no semestre do verão”, afirmou o Bundesbank. “Isso compensará, mais ou menos, o impacto ​da guerra no Oriente Médio.”

O banco estima que os gastos do governo, particularmente com defesa, impulsionarão o crescimento em 1,3 ponto percentual acumulado até ​2028.

Mas os altos custos da energia vão reduzir o poder de compra das famílias, enquanto as empresas também podem enfrentar gargalos crescentes de abastecimento e uma demanda mais fraca.

Além disso, a incerteza e as taxas de juros mais altas também serão um entrave ao investimento privado, mesmo que o impacto ‌da guerra venha a diminuir nos próximos anos, acrescentou ​o banco central.

“Os riscos estão claramente inclinados para cima em relação à inflação e para o lado negativo em relação à atividade econômica”, afirmou o banco.

Em seu relatório mensal, o Ministério da ⁠Economia da Alemanha também alertou ​nesta sexta-feira sobre ​o efeito moderador dos altos custos de energia sobre a demanda.

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Ele afirmou que a economia alemã se ⁠recuperará, na melhor das hipóteses, apenas em ​pequenos passos, e que o mercado de trabalho não mostra sinais de melhora nos próximos meses.

O Bundesbank não prevê que a alta subjacente dos preços, que exclui os preços ​voláteis de alimentos e energia, volte a ficar abaixo da meta de 2% do BCE até o horizonte de previsão de 2028.

A ​inflação geral na Alemanha ⁠deve ficar em 2,9% este ano e 2,7% em 2027, corroborando os comentários do presidente do Bundesbank, ⁠Joachim Nagel, de que o BCE estará pronto para aumentar as taxas de juros novamente em julho, se necessário.

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A inflação subjacente, por sua vez, deve ficar em 2,6% este ano, 2,5% em 2027 e 2,3% em 2028, refletindo a própria projeção do BCE de que pode ser difícil levá-la de volta a 2%.



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Europa anuncia €540 milhões para auxílio em compra de fertilizantes

A Comissão Europeia anunciou, nesta sexta-feira (12) um pacote de 540 milhões de euros destinado ao auxílio na aquisição de fertilizantes pelos agricultores do bloco, diante da escalada dos preços causada por tensões geopolíticas e interrupções nas cadeias globais de abastecimento. 

A medida busca assegurar o fornecimento de insumos essenciais ao setor agrícola e garantir a continuidade da produção nas próximas safras, reduzindo os impactos da volatilidade do mercado sobre a segurança alimentar europeia. 

Do total anunciado, 300 milhões de euros deverão vir de um reforço da reserva agrícola da União Europeia previsto no orçamento de 2026. Os Estados-Membros poderão complementar os recursos com aportes nacionais de até 200% do valor recebido, elevando o potencial total de apoio para até 1,5 bilhão de euros.

Além do suporte financeiro, a Comissão propôs ajustes na PAC (Política Agrícola Comum) para acelerar o acesso dos agricultores à assistência. Entre as medidas está a criação de um novo mecanismo de liquidez para situações de crise no desenvolvimento rural.

O instrumento poderá ser cofinanciado em até 65% pelo Feader (Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural) e utilizar recursos não empregados anteriormente. O apoio poderá ser concedido por meio de pagamentos fixos por hectare e implementado através dos Planos Estratégicos da PAC.

Outra medida permitirá aos Estados-Membros antecipar pagamentos diretos aos agricultores antes de 16 de outubro, com taxas de adiantamento ampliadas. A proposta inclui ainda a possibilidade de ajustes nos orçamentos destinados aos pagamentos diretos referentes ao ano civil de 2027.

As alterações legislativas na PAC serão encaminhadas ao Parlamento Europeu e ao Conselho da União Europeia para análise e aprovação. Já a proposta relacionada à reserva agrícola será submetida à votação dos Estados-Membros no Comitê da Organização Comum dos Mercados. Se aprovada, a adoção final está prevista para o final de julho de 2026.

O pacote integra o Plano de Ação para Fertilizantes, apresentado pela Comissão Europeia em maio deste ano. A iniciativa reúne medidas emergenciais para ampliar o acesso aos fertilizantes e ações de longo prazo voltadas ao fortalecimento da produção interna e da segurança de abastecimento no bloco.

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inflação sobe 0,58% em maio, um pouco acima do esperado pelo mercado


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,58% em maio de 2026, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, o avanço foi de 4,72%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,53% sobre o mês anterior e de 4,66% em 12 meses.

Com taxa de 1,33% e 0,29 p.p. (ponto percentual) de impacto, o grupo alimentos e bebidas respondeu metade do resultado do mês, seguido dos grupos habitação com 1,22% de variação e 0,18 p.p. de impacto e saúde e cuidados pessoais, cuja alta foi de 0,90% e o impacto de 0,12 p.p. O subitem com maior impacto individual (0,15 p.p.) foi energia elétrica residencial, que subiu 3,67%. Os resultados da inflação oficial do país foram divulgados, na manhã de hoje (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em maio, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). “O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves. No lado das quedas destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).

O grupo Habitação acelerou de abril (0,63%) para maio (1,22%) sob influência do subitem energia elétrica residencial que subiu 3,67% e foi o principal impacto individual no resultado do mês (0,15 p.p.). “A alta se deu pela combinação de reajustes em algumas áreas e a vigência, no mês de maio, da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos”, explicou o gerente.

Os reajustes incorporados foram os seguintes: 5,91% em Aracaju (7,37%), 5,59% em Fortaleza (6,94%) e 4,78% em Salvador (6,73%), os três com vigência desde 22 de abril; 12,36% em Campo Grande (13,56%) a partir de 24 de abril; 3,86% em Recife (8,84%) vigente desde 29 de abril e 5,21% em Belo Horizonte (2,27%), a partir de 28 de maio.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,90%) sobressaem as altas dos artigos de higiene pessoal (1,95%), com destaque para o perfume (4,42%), e do plano de saúde, com variação de 0,50%.

A variação do grupo Transportes (-0,46%), único com queda em maio, se deu pelo recuo nos combustíveis (-1,95%), com o etanol saindo de 0,62% em abril para -6,20% em maio, o óleo diesel de 4,46% para -2,34% e a gasolina, subitem com o maior impacto negativo no resultado do mês (-0,08 p.p.), de 1,86% para -1,46%. Já o gás veicular fez o movimento inverso, com alta de 5,81% em maio após o recuo de 1,24% em abril.

Quanto aos indices regionais, as maiores variações foram registradas em Aracaju e Campo Grande com 1,31%, em ambas, por influência das altas da energia elétrica residencial (7,37% e 13,56%) e do tomate (32,75% e 22,61%), respectivamente. A menor variação ocorreu em Curitiba (0,29%), por conta do recuo do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-2,49%).

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(com agência de notícias do IBGE)



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