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Transporte sanitário une Estado e municípios em busca de soluções para agilizar altas hospitalares


Debate promovido durante o Congresso dos Municípios reúne gestores da SES e secretários municipais para aperfeiçoar fluxos de transporte de pacientes e fortalecer a regionalização da saúde

A busca por soluções para tornar mais ágil o transporte de pacientes após a alta hospitalar reuniu gestores da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e secretários municipais de saúde durante o 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, realizado em Campo Grande.

O encontro integrou a programação do evento promovido pela ASSOMASSUL (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e abriu espaço para o debate de desafios enfrentados pelos municípios, além da construção conjunta de estratégias para qualificar a assistência prestada à população.

A discussão teve como foco principal a comunicação entre hospitais e municípios, especialmente nos casos de pacientes que recebem alta hospitalar e dependem do transporte sanitário para retornar às suas cidades de origem. A proposta é aperfeiçoar fluxos, reduzir o tempo de permanência desnecessária nos hospitais e garantir mais eficiência na utilização dos leitos.

Diálogo para construir soluções

Durante a reunião, o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou que o tema exige cooperação entre todos os envolvidos e que a prioridade é encontrar soluções práticas para os desafios identificados.

“Mais do que discutir responsabilidades, precisamos construir alternativas viáveis. O que nos preocupa é a permanência de pacientes nos hospitais após a alta, ocupando leitos que poderiam atender outras pessoas que aguardam assistência”, afirmou.

Segundo ele, a SES trabalha junto aos municípios para fortalecer os canais de comunicação e aperfeiçoar os processos relacionados ao transporte sanitário.
A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, ressaltou que o encontro reforça o compromisso da SES com a gestão compartilhada da saúde pública.

“Os melhores resultados surgem quando Estado e municípios sentam à mesma mesa para discutir os desafios e construir soluções em conjunto. Esses espaços de diálogo são fundamentais para fortalecer a rede de saúde e garantir um atendimento cada vez mais eficiente para a população”, destacou.

Municípios apresentam desafios da rotina

Representando os gestores municipais, a secretária de Saúde de Bonito, Ana Carolina Colla, destacou que uma das principais dificuldades enfrentadas pelos municípios está relacionada ao planejamento das altas hospitalares.

“Muitas vezes a informação chega poucas horas antes da necessidade de transporte. Como os municípios organizam rotas, consultas e outros deslocamentos, o planejamento é fundamental para que o atendimento aconteça de forma adequada”, explicou.

O secretário de Saúde de Guia Lopes da Laguna, Ademir Almeida, também defendeu a melhoria dos fluxos de comunicação entre hospitais e municípios.

“A informação precisa chegar primeiro às secretarias municipais para que possamos organizar o transporte. Quando existe um fluxo bem definido, todos ganham: o paciente, o hospital e os municípios”, afirmou.

Além das discussões sobre comunicação e logística, os gestores também defenderam a análise dos indicadores apresentados e a busca por alternativas regionalizadas para otimizar o transporte sanitário entre municípios vizinhos.

Pactuações fortalecem a rede de saúde

O encontro dos secretários municipais também contou com reunião da CIB (Comissão Intergestores Bipartite), espaço responsável pela pactuação das políticas públicas de saúde entre Estado e municípios.

Vice-presidente do COSEMS-MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul) e secretário municipal de Saúde de Itaporã, Vinício Andrade destacou a importância do fórum para a definição de estratégias que impactam diretamente o atendimento à população.

“É nesse espaço que definimos fluxos assistenciais, referências regionais e políticas públicas que chegam aos pacientes de todo o Mato Grosso do Sul”, explicou.
Entre os temas debatidos estiveram componentes do programa Mais Especialistas, do Ministério da Saúde, incluindo a ampliação da oferta de procedimentos especializados em diferentes regiões do Estado.

Municipalismo e saúde pública

Com o tema “A eficiência do Municipalismo na construção do Brasil”, o 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul reúne prefeitos, gestores e técnicos para debater soluções voltadas à gestão pública, inovação e desenvolvimento dos municípios.

Para o presidente da Assomasul e prefeito de Itaquiraí, Thalles Tomazelli, a integração entre diferentes esferas de governo é essencial para aprimorar os serviços públicos.

“Nosso foco são as pessoas. Precisamos criar ambientes de diálogo e troca de experiências para construir políticas públicas mais eficientes e fortalecer a gestão dos municípios”, ressaltou.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima



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Dourados: I Congresso Eleições 2026, do Instituto IDEA, define os 14 palestrantes – Folha de Dourados – Notícias de Dourados-MS e região

Da Redação –

A direção do Instituto de Direito Eleitoral e Administrativo (IDEA) confirmou as presenças de 14 palestrantes do I Congresso Eleições 2026 “Panorama Profissional de Assuntos Relevantes às Eleições” – Eleição e Democracia: Desafio Permanente.

O evento, com 10 horas de carga horária, será realizado na Câmara Municipal de Dourados, em 02 de julho de 2026.

Estão confirmadas as seguintes presenças:

Dr. José Carlos Barbosa (Barbosinha) – Vice-Governador MS
Dr. Luiz Tadeu Barbosa Silva – Desembargador TJMS e TREMS
Dr. Márcio Arruda – Procurador-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul
Dr. Luiz Renê – Secretário-Geral OAB/MS
Dra. Rachel Magrini Sanches – Presidente da Associação dos Advogados de MS
Dr. Márcio Ávila – Juiz Eleitoral – TRE/MS
Dr. Fernando Bonfim Duque Estrada – Juiz Eleitoral – TRE/MS
Dr. Raphael Costa – Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PE – 2025
Dr. Thiago Melim Braga – Prof. Dr. UEMS e INSTED
Dr. Celso Reic – Advogado
Dr. Pedro Rozales – Advogado
Dr. Paulo de Freitas – Promotor de Justiça – MPMS
Dr. Moisés Casarotto – Promotor de Justiça – MPMS
Ronaldo Chaves – Acadêmico UNIGRAN

O evento, com 10 horas de carga horária, será realizado na Câmara Municipal de Dourados, em 02 de julho de 2026

Dourados: I Congresso Eleições 2026, do Instituto IDEA, define os 14 palestrantes
Fernando Bonfim Duque Estrada – Juiz Eleitoral – TRE/MS; Raphael Costa – Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PE – 2025; Thiago Melim Braga – Prof. Dr. UEMS e INSTED e Celso Reic – Advogado – Montagem: Rakely Santos/Folha de Dourados
Dourados: I Congresso Eleições 2026, do Instituto IDEA, define os 14 palestrantes
Pedro Rozales – Advogado, Paulo de Freitas – Promotor de Justiça – MPMS, Moisés Casarotto – Promotor de Justiça – MPMS e Ronaldo Chaves – Acadêmico Unigran – Montagem: Rakely Santos/Folha de Dourados

O objetivo do IDEA em promover o I Congresso Eleições 2026, com um perfil profissional, não meramente acadêmico, é debater temas que impactam todo o processo eleitoral, desde a pré-campanha, propaganda eleitoral (campanha eleitoral), diplomação e posse e o mais importante a manutenção no mandato eletivo, de maneira direta, objetiva e acessível aos protagonistas das Eleições 2026, como: dirigentes partidários, pré-candidatos, futuros candidatos e candidatas, assessores, filiados e militantes, isto é, todos aqueles que tenham interesse de conhecer, mais de perto, como o processo eleitoral acontece.

Na programação estão previstas mesas de palestras abordando “O Direito Eleitoral e seus desafios contemporâneos diante dos Direitos Fundamentais, Inovações Tecnológica, Democracia e Constituição”, “Inteligência Artificial e Eleições 2026: partidos políticos, candidatos e eleitores” e “Os Desafios do Direito Eleitoral na Consolidação das Políticas Públicas de Inclusão”, além de Conferências.

PÚBLICO ALVO: partidos políticos, dirigentes partidários, assessores, advogados e advogadas, magistrados e magistradas, promotores e promotoras, professores e professoras, gestores públicos, lideranças políticas e comunitárias, autoridades, estudantes e cidadãos em geral.

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Governo de MS avança em políticas públicas de proteção animal e consolida maior programa da história do Estado


Com mais de 23 mil castrações realizadas e ações integradas nos municípios, Estado fortalece rede de proteção, bem-estar animal e conscientização social

Governo de MS avança em políticas públicas de proteção animal e consolida maior programa da história do Estado

Mato Grosso do Sul vem consolidando uma das mais amplas políticas públicas de proteção e bem-estar animal do país. Por meio da Superintendência de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal (SUPROVA), vinculada à Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (SETESC), o Governo do Estado ampliou programas, modernizou ferramentas de gestão e fortaleceu ações permanentes voltadas ao controle populacional ético, conscientização social e enfrentamento aos maus-tratos.

Os resultados alcançados pelos programas estaduais de proteção animal demonstram o avanço de uma política pública estruturada, que vem ampliando atendimentos, fortalecendo a conscientização social e consolidando uma rede de proteção em todo o Mato Grosso do Sul. As ações desenvolvidas pela SUPROVA também apontam para novas etapas de expansão dos programas e ampliação da cobertura nos municípios sul-mato-grossenses.

Atualmente, a Caravana da Castração, principal eixo do programa MS Vida Animal, já contabiliza 62.738 tutores cadastrados no Sistema SIGPET para participação nas ações realizadas em todo o Estado. Até o momento, foram executados 23.145 procedimentos de castração, todos acompanhados por microchipagem, medicação e atendimento pós-operatório especializado, fortalecendo uma política pública baseada em responsabilidade sanitária, saúde pública e proteção animal.

O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destaca que a proteção animal deixou de ser uma pauta isolada para se consolidar como uma política pública integrada ao desenvolvimento social do Estado.

“Mato Grosso do Sul vem consolidando uma política pública cada vez mais inclusiva e humanizada. A proteção animal hoje também envolve saúde pública, conscientização social e qualidade de vida. Cuidar dos animais é fortalecer a responsabilidade coletiva e construir cidades mais equilibradas, humanas e preparadas para o futuro. Esses resultados mostram que o Estado avança com planejamento, tecnologia e compromisso social”, afirmou.

Um dos diferenciais da política estadual é o uso da tecnologia na gestão integrada das ações. Todo o gerenciamento da Caravana da Castração é realizado por meio do SIGPET, plataforma digital desenvolvida para organizar desde o cadastro de tutores e animais até o agendamento das cirurgias, acompanhamento pós-operatório e monitoramento dos atendimentos realizados nos municípios. A ferramenta amplia a eficiência, a transparência e o controle das ações públicas voltadas à proteção animal.

Além dos procedimentos cirúrgicos, o Governo do Estado implantou um Calendário Estadual de Conscientização em 72 municípios sul-mato-grossenses. Como contrapartida das cidades atendidas pela Caravana da Castração, os municípios passam a promover campanhas educativas voltadas à guarda responsável, combate aos maus-tratos, prevenção de zoonoses e conscientização sobre saúde única, fortalecendo uma cultura permanente de respeito à vida animal.

Entre os avanços da política estadual está a ampliação da Delegacia Virtual de Proteção Animal. Entre 2025 e 2026, a plataforma recebeu 18.809 denúncias de maus-tratos, alcançando média de 1.482 registros mensais. Os números demonstram o fortalecimento dos canais de denúncia e o aumento da conscientização da população sobre a importância do enfrentamento à violência contra os animais.

Na área educacional, o CinePet também passou a ocupar papel estratégico dentro da política estadual. O projeto já alcançou 19.355 crianças e jovens em escolas, festivais, comunidades e projetos sociais, utilizando o cinema interativo como ferramenta de conscientização sobre cidadania, guarda responsável, prevenção de doenças e convivência harmoniosa entre seres humanos, animais e meio ambiente.

O superintendente de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal (SUPROVA), Carlos Eduardo Leite Rodrigues dos Santos, ressaltou que Mato Grosso do Sul vive um momento histórico na estruturação de políticas públicas voltadas à causa animal.

“Pela primeira vez, Mato Grosso do Sul estruturou uma política pública permanente de proteção animal com integração entre municípios, investimento público, tecnologia e ações contínuas de conscientização social. Estamos construindo um modelo que vai além da castração. É uma política que envolve educação, saúde pública, cidadania e responsabilidade coletiva. Os resultados demonstram que o Estado avançou na construção de uma rede efetiva de proteção e cuidado”, destacou.

A expectativa da SUPROVA é que até julho de 2026 a Caravana da Castração alcance os 79 municípios sul-mato-grossenses, totalizando 25 mil castrações realizadas em menos de um ano de execução do programa, consolidando uma das maiores iniciativas públicas de proteção animal em andamento no Brasil.

Os avanços reforçam o eixo inclusivo adotado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, baseado na construção de políticas públicas humanizadas, integradas e voltadas à promoção da dignidade em todas as suas dimensões. Ao unir tecnologia, conscientização social e atendimento direto à população, o Estado fortalece uma política moderna de proteção animal e amplia sua atuação como referência nacional na área.

Com informações da Superintendência de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal (SUPROVA)

Texto: Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-Governadoria

Fotos: Ricardo Gomes, Comunicação Setesc.



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Para construir escolas antirracistas, Governo de MS inicia formação de diretores e coordenadores da rede estadual


A construção de uma educação comprometida com a igualdade racial passa pelas equipes que conduzem o dia a dia das escolas. Com esse foco, a SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, e a SED (Secretaria de Estado de Educação) iniciaram terça-feira (10) a formação “MS Sem Racismo: Construindo Escolas Antirracistas”, voltada a diretores, coordenadores e equipes técnicas da rede estadual de ensino.

Realizada no auditório da SEC, em Campo Grande, a capacitação integra as ações do Programa MS Sem Racismo e reúne profissionais responsáveis pela gestão escolar para discutir a aplicação da Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas brasileiras.

Secretário de Estado da Cidadania, José Sarmento, pontua papel da escola na transformação das pessoas. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, destacou que a educação ocupa papel central no enfrentamento ao racismo por permitir a reflexão sobre comportamentos e estruturas reproduzidos historicamente na sociedade. “Ninguém nasce racista. Em algum momento da vida as pessoas aprendem determinadas formas de enxergar o outro. É justamente aí que a educação se torna fundamental. Ela ajuda a compreender que muitas dessas atitudes fazem parte de construções históricas e sociais que precisam ser questionadas”, afirmou.

Professor universitário há quase três décadas, Sarmento ressaltou que a escola tem potencial para promover mudanças duradouras. “Sem educação não alcançamos as transformações que desejamos para a sociedade. Quando discutimos igualdade racial dentro da escola, estamos contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e para a construção de ambientes mais respeitosos e inclusivos”, disse.

A capacitação foi pensada especialmente para gestores e coordenadores por serem profissionais que atuam diretamente na organização das práticas pedagógicas e na condução das relações dentro das unidades escolares.

Para o subsecretário de Políticas Públicas para Igualdade Racial, Deividson Silva, formação auxilia profissionais a trabalharem a Lei 10.639 na prática. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Segundo o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, o fortalecimento da educação antirracista depende do envolvimento das lideranças escolares. “Diretores e coordenadores são aqueles que conduzem o espaço escolar. Se não houver compreensão sobre a importância da Lei 10.639 e sobre a necessidade de uma educação antirracista, fica muito mais difícil desenvolver esse trabalho dentro das escolas”, explicou.

Durante a formação, os participantes discutem conceitos de letramento racial, racismo estrutural e institucional, além de estratégias para integrar as ações de promoção da igualdade racial aos projetos político-pedagógicos das escolas.

Deividson destacou que um dos desafios enfrentados pelas equipes escolares é justamente transformar a legislação em prática cotidiana. “A lei existe há mais de duas décadas, mas muitos profissionais ainda têm dúvidas sobre como trabalhar a temática dentro da escola. A proposta da formação é oferecer referências, metodologias e segurança para que esse trabalho aconteça de forma efetiva”, afirmou.

A programação também inclui a apresentação de experiências desenvolvidas por escolas da rede estadual que já incorporaram práticas pedagógicas voltadas à valorização da história e da cultura afro-brasileira.

Coordenadora de Modalidades Específicas, Tânia Nugoli destaca que iniciativa fortalece trabalhos que já vem sendo desempenhados na Rede Estadual. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Para a coordenadora de Modalidades Específicas da Superintendência de Projetos e Programas Especiais da SED, Tânia Nugoli, a iniciativa contribui para fortalecer ações que já acontecem nas escolas e ampliar a rede de apoio aos profissionais da educação.

“As escolas desenvolvem muitos trabalhos importantes relacionados à educação das relações étnico-raciais. O que buscamos é construir uma identidade cada vez mais presente dentro da rede estadual e fazer com que as escolas reconheçam tanto a Educação quanto a Cidadania como parceiras nesse processo”, afirmou.

A formação integra uma das metas do Programa MS Sem Racismo, instituído pelo Governo do Estado para prevenir, enfrentar e erradicar o racismo estrutural, institucional e religioso. Entre as ações previstas estão a formação continuada de profissionais, a produção de materiais educativos e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial.

Ao capacitar gestores escolares, o Estado busca ampliar a implementação da Lei nº 10.639/2003 e consolidar práticas pedagógicas que valorizem a diversidade, fortaleçam a identidade de estudantes negros e contribuam para a construção de ambientes escolares pautados pelo respeito e pela equidade. Organizada em duas turmas, a formação deve alcançar posteriormente profissionais da educação em municípios do interior do Estado.

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania



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mandioca mostra força da agricultura familiar durante oficinas na Tecnofam – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A mandioca foi uma das protagonistas da participação da Agraer na Tecnofam 2026. Com oficinas voltadas à produção e à agregação de valor, a instituição mostrou aos agricultores familiares como a raiz pode se transformar em produtividade, renda e oportunidades de mercado. Os extensionistas mostraram que, quando conhecimento técnico encontra uma atividade com grande potencial econômico, o resultado aparece na propriedade rural.

Essa perspectiva encontra respaldo nos números da comercialização. Somente entre janeiro e maio deste ano, mais de 626 mil quilos de mandioca passaram pelo Cecaf (Centro de Comercialização da Agricultura Familiar), localizado nas Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul). O volume é equivalente a cerca de 20,6% de tudo o que foi comercializado ao longo de 2025.

Os dados reforçam a importância de investir em assistência técnica, inovação e agregação de valor para fortalecer uma cadeia produtiva que segue gerando oportunidades para agricultores familiares em todo o Estado.

Laerte Bouwman, do Assentamento Vale Verde, em Jaraguari, é assistido pela Agraer e se prepara para recomeçar na atividade e encontrou nas oficinas da Agraer informações que pretende aplicar em uma nova fase da produção. “Busquei adquirir mais conhecimento sobre herbicidas, preparo do solo, inseticidas e outras informações que possam contribuir para melhorar o cultivo”, conta.

Na propriedade dele, a retomada do plantio virá acompanhada de inovação. Inspirado em sistemas utilizados na Tailândia, Laerte pretende testar o cultivo em canteiros com ramas posicionadas verticalmente. Para isso, já providenciou uma plantadeira específica que deve chegar à propriedade nas próximas semanas.

“As palestras superaram minhas expectativas por causa das informações e dos conhecimentos que consegui adquirir, que certamente vão contribuir para esse novo ciclo de produção”, afirma. Segundo ele, outros produtores da região também demonstraram interesse em acompanhar a experiência e observar os resultados da nova técnica.

O conhecimento que chamou a atenção de Laerte foi compartilhado pelo extensionista da Agraer em Itaporã, Douglas Pellin. Durante a oficina, os participantes tiveram acesso a orientações sobre preparo e correção do solo com calcário, adubação, escolha das manivas, espaçamento, profundidade e época de plantio. Também foram abordados métodos de irrigação, manejo de herbicidas pré e pós-emergentes, capina manual, aplicação de inseticidas, controle de pragas e manejo de doenças.

Além dos aspectos técnicos, a atividade trouxe uma visão econômica da cultura. Os produtores conheceram os custos de produção por hectare e o potencial de lucro obtido a partir dos investimentos realizados na lavoura, informações que auxiliam na tomada de decisões e no planejamento da propriedade.

Mas a contribuição da mandioca para a agricultura familiar não termina na colheita. Em outra oficina promovida pela Agraer, a extensionista de Ponta Porã, Inês Ortega, apresentou o passo a passo para a implantação de agroindústrias familiares, mostrando como a transformação da matéria-prima pode ampliar a renda e abrir novos mercados.

“O produtor pode processar na própria propriedade os alimentos que produz em excesso, agregando valor e aumentando a renda. Quem cultiva mandioca, por exemplo, pode transformar essa matéria-prima em produtos industrializados de forma artesanal e dentro das normas sanitárias, em vez de comercializá-la apenas in natura”, explica.

Durante a palestra, foram apresentadas todas as etapas necessárias para a regularização de uma agroindústria familiar. O trabalho começa com o cadastro realizado pela Agraer e segue com a elaboração do projeto, análise técnica e adequação às exigências relacionadas à estrutura física, localização, alvará sanitário, rotulagem e demais normas exigidas para a comercialização legal dos produtos.

Além da parte regulatória, a extensionista destacou a importância do estudo de mercado e das estratégias de marketing para garantir a sustentabilidade do negócio. A mandioca, segundo ela, reúne características que a tornam uma das matérias-primas mais promissoras da agricultura familiar.

“A mandioca é um dos principais alimentos da agricultura familiar e pode ser considerada uma verdadeira rainha pela sua versatilidade”, afirma Inês. “Além de ser consumida cozida ou frita, ela pode ser utilizada na produção de pães, bolos, pudins e diversos outros produtos que agregam valor e ampliam as oportunidades de comercialização”.

Para produtores como Laerte, a Tecnofam cumpriu justamente esse papel: aproximar conhecimento e prática. Ao reunir orientações sobre produção, gestão e agroindustrialização, as oficinas da Agraer mostraram que a mandioca continua sendo uma cultura tradicional, mas com potencial cada vez maior para impulsionar renda, diversificação e desenvolvimento no campo.

Tecnofam

A Tecnofam é resultado da atuação conjunta da Embrapa Agropecuária Oeste e instituições parceiras na busca por soluções alinhadas às demandas regionais e tem como foco a difusão do conhecimento e de tecnologias inovadoras e de baixo custo para fortalecer a produção da agricultura e da agroindústria familiar. A construção coletiva da Tecnofam é o que sustenta sua relevância e crescimento ao longo de suas edições.

O evento é uma oportunidade para que os participantes tenham contato direto com soluções tecnológicas voltadas à sustentabilidade da agricultura familiar e possam realizar trocas, inclusive interinstitucionais, que atendam a suas demandas e necessidades.

A realização de um evento desse porte somente é possível com parcerias de inúmeras instituições e organizações, que se unem em prol de um objetivo comum para fomentar o acesso ao conhecimento sobre tecnologias, produtos e serviços que favoreçam os produtores e envolvidos na cadeia produtiva da Agricultura Familiar.

Ricardo Campos Jr., Comunicação Agraer



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Caso Henry Borel: advogada de Monique Medeiros anuncia saída do caso


A advogada de Monique Medeiros no caso Henry Borel, Florence Rosa, divulgou nas redes sociais, nesta quinta-feira (11), que encerrou sua atuação na defesa da cliente. 

Florence Rosa afirmou que a contratação de seus serviços havia sido limitada exclusivamente à atuação na sessão plenária do Tribunal do Júri. 

A advogada também informou que, diante de uma “incompatibilidade de estratégias defensivas”, foi decidido, em comum acordo entre as partes, encerrar sua participação no caso, que passará a ser conduzido por outro advogado. 

Veja a nota completa divulgada nas redes sociais: 

“Atuamos na defesa de Monique Medeiros, cuja contratação limitava-se exclusivamente a atuação na sessão plenária do Tribunal do Júri. Tínhamos a disposição de seguirmos até a fase recursal, dado o recurso pendente. Com a chegada de um novo colega à defesa, e, diante de uma legítima incompatibilidade de estratégias defensivas, decidimos, em comum acordo, encerrarmos a nossa atuação no caso. 
A divergência quanto à condução técnica é circunstância natural do exercício da advocacia, e a coerência estratégica é pressuposto da plenitude de defesa. Registramos nosso respeito à cliente e os votos de que sua defesa prossiga com todo o zelo. 
Seguimos, como sempre, fiéis ao sigilo profissional e às prerrogativas que regem a profissão. Por isso, não faremos considerações sobre o mérito da causa. 
Gratos pela confiança e pela compreensão.” 

Condenações no caso Henry Borel 

Dr. Jairinho, como é conhecido Jairo Souza Santos Júnior, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel. 

Monique Medeiros recebeu perdão judicial, instituto jurídico que afasta a aplicação da pena mesmo após o reconhecimento do crime. No caso dela, o Conselho de Sentença reconheceu sua responsabilidade por tortura por omissão e desclassificou a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo. 





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SES realiza oficina inédita e simulado para preparação diante de novas emergências em saúde pública


A capacitação reuniu municípios estratégicos e especialistas nacionais para aprimorar a vigilância e testar a resposta do Estado diante de cenários envolvendo vírus respiratórios

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) promoveu, entre os dias 8 e 10 de junho, uma programação voltada ao fortalecimento da preparação e resposta a emergências em saúde pública. A agenda incluiu uma oficina inédita de Vigilância Baseada em Eventos em Estabelecimentos de Saúde e um simulado de mesa para avaliação do Plano Estadual de Contingência para Vírus Respiratórios.

As atividades reuniram representantes de municípios estratégicos, da Rede do CIEVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), RENAVEH (Rede dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica nos Hospitais e Unidades de Pronto Atendimento, profissionais da vigilância em saúde, especialistas da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), Ministério da Saúde e técnicos da Secretaria de Estado de Saúde.

Vigilância ativa e detecção precoce

Realizada nos dias 8 e 9 de junho, a oficina teve como foco o fortalecimento da Vigilância Baseada em Eventos em Estabelecimentos de Saúde, estratégia que busca ampliar a capacidade de identificação precoce de situações que possam representar risco à saúde pública.

Participaram equipes da vigilância de municípios prioritários e de fronteira, como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã.

Segundo a coordenadora de Emergências em Saúde Pública da SES, Karine Obara, a iniciativa fortalece a capacidade de resposta do Estado.

“Trabalhamos o desenvolvimento dessas estratégias dentro dos estabelecimentos de saúde, fortalecendo a capacidade de identificação precoce e resposta a eventos de interesse para a saúde pública”, destacou.

A consultora técnica e oficial especialista em vigilância e controle de vírus respiratórios na representação da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), Priscila Leite, explica que a ação integra um trabalho iniciado no ano passado.

“Essa atividade é um desdobramento da Estratégia Mosaico, que busca aperfeiçoar a vigilância dos vírus respiratórios e fortalecer as capacidades de preparação e detecção precoce do Estado”, afirmou.

Integração entre equipes e municípios

Além do conteúdo técnico, a oficina proporcionou a troca de experiências entre profissionais de diferentes áreas e regiões do Estado.

Para a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, a integração é um dos principais ganhos da iniciativa.

“Profissionais que atuam em diferentes setores puderam unir conhecimentos e estratégias. Esse alinhamento é fundamental para corrigirmos fragilidades, aprimorarmos processos e alcançarmos melhores resultados”, ressaltou.

Reconhecida pela OPAS e pelo Ministério da Saúde por iniciativas voltadas à vigilância de vírus respiratórios, a SES sediou a primeira oficina desse modelo realizada no país.

Simulado testa plano estadual para vírus respiratórios

No dia 10 de junho, a programação teve continuidade com um exercício simulado de mesa voltado exclusivamente aos servidores da SES. A atividade teve como objetivo avaliar o Plano Estadual de Contingência para Vírus Respiratórios, que contempla cenários relacionados à Covid-19, influenza e outros agentes respiratórios.

Durante o exercício, os participantes foram desafiados a responder a situações fictícias que simulavam emergências em saúde pública, permitindo avaliar fluxos, responsabilidades e a capacidade de articulação entre os diferentes setores da Secretaria.

“Estamos testando esse plano por meio de um exercício simulado de mesa, avaliando os fluxos, as responsabilidades e a capacidade de resposta dos diversos setores envolvidos”, explicou Karine.

Estado se prepara para futuras emergências

De acordo com a OPAS, o simulado representa uma etapa importante no processo de validação do plano de contingência estadual, que ainda está em fase de finalização.

“Os servidores são inseridos em cenários fictícios para identificar pontos fortes, oportunidades de melhoria e atualizações necessárias para que o Estado esteja mais preparado diante de surtos, pandemias ou eventos inesperados relacionados aos vírus respiratórios”, explicou Priscila.

A especialista destacou ainda que organismos internacionais apontam os vírus respiratórios como uma das principais ameaças para futuras emergências sanitárias, tornando indispensáveis iniciativas de preparação e resposta.

Para Lívia Mello, o exercício também reforça o protagonismo de Mato Grosso do Sul na área.

“Estamos colocando em prática aquilo que construímos. Quando surgir uma nova emergência em saúde pública relacionada aos vírus respiratórios, queremos estar preparados para responder da melhor forma possível”, concluiu.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima



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Funtrab e unidades da Capital terão atendimento até às 13 horas nesta sexta-feira – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Fachada da Funtrab - Fundação do Trabalho de MS

A Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab), localizada na Rua 13 de Maio, nº 2.773, em Campo Grande, informa que nesta sexta-feira (12), o atendimento ao público será realizado excepcionalmente até às 13 horas.

A alteração também se aplica às unidades de atendimento da Capital (Fácil Aero Rancho e Fácil Bosque dos Ipês) e ocorre em razão da realização de treinamento interno das equipes.

Os atendimentos serão retomados normalmente nesta segunda-feira (15).

A Funtrab agradece a compreensão de todos.



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Patrulheiros do Detran de Aquidauana passam por capacitação para intervenção em crises de saúde mental


os agentes de trânsito nas ruas e rodovias de Mato Grosso do Sul tem se tornado cada vez mais complexo e voltado ao bem-estar integral do cidadão. Diante de um cenário em que as abordagens diárias muitas vezes revelam motoristas enfrentando severo sofrimento emocional, quatro patrulheiros da Gerência Especial de Fiscalização e Patrulhamento Viário (GPAV) do Detran-MS de Aquidauana participaram de um treinamento essencial para a realidade atual: o 5º Estágio de Primeira Intervenção em Crises de Suicídio e Emergências Psiquiátricas (PRIC).

Promovido em Aquidauana, o curso é coordenado pelo 1° Tenente do Corpo de Bombeiros Max Sousa Tosta e ministrado por militares do Corpo de Bombeiros de MS. O objetivo principal é capacitar os profissionais de primeira resposta para atuarem de forma técnica, segura e humanizada em situações críticas relacionadas à saúde mental, reduzindo os riscos para a vítima, familiares e para a própria equipe. Do Detran-MS, integram o treinamento os servidores Adriana da Silva de Oliveira Elias, João Antônio Ferreira Guedes, Michelle Escolhant Fanaia e Tony Luiz Lemos da Silva.

Ao longo do período teórico, os patrulheiros aprofundaram conhecimentos em tópicos que vão desde o reconhecimento de transtornos mentais frequentes e sinais de crise até aspectos legais, éticos e de direitos humanos, englobando também comunicação em saúde mental e contenção física e mecânica. O Tenente Max Sousa Tosta ressalta que “essa capacitação vem sendo realizada periodicamente em diferentes municípios do Estado em razão do aumento da demanda por ocorrências dessa natureza, tornando indispensável a padronização dos procedimentos para que o primeiro interventor saiba exatamente como agir”.

Prática nas vias públicas

A necessidade de preparar os patrulheiros para esses cenários se reflete no cotidiano das operações de segurança viária. Tony Luiz Lemos da Silva, veterano com 18 anos de carreira no Detran-MS e prestes a completar dois anos nas atividades operacionais de policiamento e fiscalização de trânsito, relata que as equipes frequentemente se deparam com condutores que demonstram fragilidade emocional durante as abordagens. Recentemente, durante uma Operação Lei Seca, a equipe abordou um motorista que, além dos indícios de embriaguez, apresentava choro constante, falas desconexas e desorientação. Mesmo após a realização dos procedimentos administrativos previstos na legislação, com respeito e preservação da dignidade, a preocupação continuou. Dias depois, quando o cidadão compareceu ao órgão para regularizar o veículo e ainda demonstrava intenso sofrimento, os agentes adotaram uma postura humanizada, acolhendo o motorista, acionando um familiar para prestar apoio e orientando sobre a importância de buscar atendimento especializado.

Essa vivência real reforça que o trabalho nas ruas vai muito além da fiscalização, pois lida diretamente com vidas que podem estar passando por momentos extremos. Segundo Tony Luiz, participar deste curso “foi uma experiência enriquecedora tanto no âmbito técnico quanto humano, pois fortalece a capacidade de acolhimento e a tomada de decisão rápida por meio da escuta ativa e do manejo adequado de crises, integrando de maneira eficiente os diversos órgãos envolvidos”.

O treinamento em Aquidauana se destaca justamente por esse caráter integrado e cooperativo, reunindo forças de segurança, salvamento e saúde mental que incluem o Corpo de Bombeiros Militar de diferentes municípios, o SAMU de Aquidauana e Terenos, o 9º Batalhão de Engenharia de Combate do Exército, o 7º Batalhão da Polícia Militar, o DEMUTRAN, a Cruz Vermelha, o CAPS, o Centro de Acolhimento, o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), além de psicólogos, enfermeiros locais e até um acadêmico de medicina da Universidade Sudamericana do Paraguai.

Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS
Fotos: Samya Carvalho e Prefeitura de Aquidauana



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Sejusp recebe lideranças indígenas e discute melhorias para aldeias de Dourados – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Com o objetivo de fortalecer as ações de segurança pública nas comunidades indígenas de Dourados, lideranças das aldeias Bororó e Jaguapiru se reuniram, na tarde de segunda-feira (8), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), em Campo Grande, com representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Durante o encontro, foram apresentadas demandas relacionadas à segurança, fiscalização de trânsito, cidadania e ampliação de serviços públicos nas aldeias.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelas lideranças estão o reforço do policiamento ostensivo, a intensificação das ações de combate à criminalidade, especialmente ao tráfico de drogas e à violência contra a mulher, além de melhorias na sinalização viária e o fortalecimento da fiscalização de trânsito na rodovia MS-156.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, destacou que grande parte das demandas já está contemplada no planejamento estratégico da pasta e será implementada gradativamente.

“Todo crime que acontece em Mato Grosso do Sul é responsabilidade de todos nós. Independentemente da competência formal de cada órgão, precisamos atuar de forma integrada para proteger vidas e o patrimônio da população”, afirmou.

Entre os encaminhamentos anunciados está a implantação de um posto de identificação e de uma unidade de atendimento do Detran dentro da aldeia, ampliando o acesso da população indígena a serviços públicos essenciais. Também foram discutidas ações voltadas à ampliação dos Conselhos Comunitários de Segurança, à capacitação de conselheiros e à realização de palestras e orientações sobre violência doméstica, direitos e cidadania.

Para o cacique da Aldeia Bororó, Reinaldo Areva, a reunião representou um importante avanço no diálogo entre as comunidades indígenas e o poder público.

“Essa reunião foi muito produtiva. Agradeço a todos os órgãos que nos receberam muito bem. Saímos daqui satisfeitos e confiantes de que haverá resultados para nossa aldeia. Vamos continuar somando esforços para promover melhorias para a nossa comunidade”, afirmou.

O cacique da Aldeia Jaguapiru, Vilmar Martins Machado da Silva, destacou a necessidade de ampliar a presença das forças de segurança na região.

“Viemos conversar diretamente com o secretário para buscar melhorias no atendimento à comunidade, com policiamento 24 horas e reforço do policiamento ostensivo. Atualmente contamos com apenas dois agentes da polícia comunitária para atender as duas aldeias. Estamos saindo daqui confiantes, após recebermos uma resposta positiva por parte da Secretaria”, disse.

Além das lideranças indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru, participaram da reunião o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), coronel Renato dos Anjos Garnes; o delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), Lupérsio Degerone Lucio; o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade Júnior; o secretário-executivo da Sejusp, Wagner Ferreira da Silva; e o coordenador-adjunto de Polícia Comunitária, coronel Thonny Audry Lima Zerlotti.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp



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