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após 4 meses de saques, brasileiros depositam R$ 2,6 bilhões


Os brasileiros depositaram R$ 2,6 bilhões líquidos na caderneta de poupança em maio de 2026, conforme dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (9/6). Só em dezembro houve resultado positivo, ou seja, mais depósitos do que saques. Desde janeiro, a poupança tinha mais saques do que depósitos, tendo acumulado R$ 41,72 bilhões líquidos em saques até abril.

No mês, os depósitos somaram R$ 368,40 bilhões e os saques totalizaram R$ 365,79 bilhões, com isto, o saldo líquido foi positivo, de R$ 2,6 bilhões. Em ‌abril, o resultado líquido foi a retirada de R$ 476,44 milhões.

Em maio de 2025, a poupança registrou depósito líquido de R$ 336,87 bilhões. No ano, o maior volume de saque líquido registrado é de R$ 39,12 bilhões.


Caderneta de poupança em 2025

  • A saída líquida foi de R$ 15,5 bilhões no ano passado, com R$ 4,17 trilhões em depósitos e R$ 4,21 trilhões em saques.
  • Foi o melhor resultado em termos de captação líquida nos últimos quatro anos. Em 2020, foi registrada captação positiva de mais de R$ 166 bilhões na poupança, enquanto em 2021 teve captação negativa de R$ 35,4 bilhões.
  • O resultado dos saques representa um recuo em relação a 2023, quando registrou saída líquida de R$ 87,8 bilhões da poupança — segunda maior da série histórica iniciada em 1995.

O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou entrada líquida de R$ 2,29 bilhões em maio. A poupança rural também teve superávit no mês, de R$ 308,4 milhões.

Desempenho da caderneta mês a mês

A maior densidade de saque de 2026 foi registrada em janeiro, com retirada de R$ 23,51 bilhões. Neste ano, o único mês com saldo positivo de depósitos foi maio: R$ 2,6 bilhões.

Confira o desempenho da poupança em 2026, mês a mês:

  • Janeiro: R$ 23,5 bilhões (saída);
  • Fevereiro: R$ 6,6 bilhões (saída);
  • Março: R$ 11,1 bilhões (saída);
  • Abril: R$ 476,44 milhões (saída);
  • Maio: R$ 2,6 bilhões (entrada).

Em atualização.



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IPC-S acelera em quatro das capitais pesquisadas na 1ª quadrissemana de junho


O índice subiu em relação aos 0,60% da leitura anterior, impulsionado principalmente pelos avanços registrados em Porto Alegre, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou em quatro das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 9. O índice subiu para 0,64%, resultado acima do registrado na última divulgação de 0,60%, na passagem da última quadrissemana de maio para a primeira quadrissemana de junho.

A aceleração mais significativa entre as capitais ocorreu em Porto Alegre (0,56% para 0,66%) e São Paulo (0,59% para 0,66%). Em seguida, aparecem Salvador (0,78% para 0,82%) e Belo Horizonte (0,44% para 0,52%).

Houve, por outro lado, desaceleração em Brasília (0,30% para 0,24%), Rio de Janeiro (0,80% para 0,74%) e Recife (0,87% para 0,83%).



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Fim do Corpus Christi: Veja os próximos feriados e emendas de 2026


Com o fim do período de Corpus Christi, os trabalhadores já começam a olhar para as próximas oportunidades de descanso em 2026. O calendário ainda reserva feriados nacionais capazes de prolongar o fim de semana e facilitar o planejamento de viagens, compromissos familiares e períodos de lazer.

Depois de Corpus Christi, o próximo feriado nacional será o Dia da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro. A data cairá em uma segunda-feira, criando um fim de semana prolongado para quem não trabalha aos sábados e domingos.

Na sequência, o calendário traz outro feriado em uma segunda-feira. Em 12 de outubro, quando é celebrado o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, trabalhadores de diversas categorias poderão ter três dias consecutivos de descanso.

Novembro também concentra duas datas importantes. Finados, em 2 de novembro, cairá em uma segunda-feira. Já o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, será celebrado em uma sexta-feira, abrindo espaço para outro período prolongado de descanso.

O último feriado nacional do ano será o Natal, comemorado em 25 de dezembro, também em uma sexta-feira.

O que ainda resta no calendário de 2026

Confira os próximos feriados nacionais:

  • 7 de setembro — Independência do Brasil (segunda-feira)
  • 12 de outubro — Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)
  • 2 de novembro — Finados (segunda-feira)
  • 15 de novembro — Proclamação da República (domingo)
  • 20 de novembro — Dia da Consciência Negra (sexta-feira)
  • 25 de dezembro — Natal (sexta-feira)

Além dos feriados, o calendário federal prevê alguns pontos facultativos até o fim do ano:

  • 28 de outubro — Dia do Servidor Público (quarta-feira)
  • 24 de dezembro — véspera de Natal, após as 13h (quinta-feira)
  • 31 de dezembro — véspera de Ano Novo, após as 13h (quinta-feira)

Feriado e ponto facultativo não são a mesma coisa

Embora feriado e ponto facultativo sejam frequentemente tratados como sinônimos, possuem efeitos jurídicos diferentes.

O feriado é instituído por lei e, em regra, representa um dia de descanso. Quando o trabalhador é convocado para atuar nessa data, aplicam-se as regras específicas previstas na legislação trabalhista e em normas coletivas.

Já o ponto facultativo é um ato administrativo utilizado principalmente para organizar o funcionamento da administração pública. Ele autoriza a suspensão do expediente em determinados órgãos, mas não cria automaticamente direito à folga para trabalhadores da iniciativa privada. Por isso, uma data considerada ponto facultativo para servidores públicos pode ser um dia normal de trabalho para empregados contratados pelo regime da CLT.

O que é a chamada “emenda”

Outro conceito comum nessa época do ano é a chamada emenda de feriado. A expressão é utilizada quando um dia útil fica entre um feriado e o fim de semana, permitindo a formação de um período prolongado de descanso.

Apesar de popular, a emenda não é um direito garantido pela legislação. Na iniciativa privada, a concessão da folga depende da decisão do empregador, de acordos coletivos ou de mecanismos de compensação de jornada, como banco de horas. No setor público, a dispensa costuma depender de ato administrativo específico editado pelo respectivo órgão ou ente federativo.

Nem todo trabalhador terá os mesmos dias de descanso

A existência de um feriado nacional não significa que todos os brasileiros terão exatamente a mesma folga. Além das atividades essenciais, que frequentemente funcionam em feriados, diversas categorias possuem regras próprias definidas por convenções coletivas e escalas de trabalho.

Por isso, recomenda-se que o trabalhador consulte as normas da própria categoria e as orientações do empregador antes de planejar viagens ou compromissos durante os períodos de feriado prolongado.



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Mato Grosso do Sul tem a menor área desmatada do Brasil nos últimos 7 anos – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Mato Grosso do Sul tem a menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos, entre todas as unidades da federação. Os dados estão no Relatório Anual de Desmatamento 2026 do MapBiomas, uma rede colaborativa que reúne organizações não governamentais, universidades e empresas de tecnologia que analisam dados sobre os biomas e temas transversais.

Entre 2019 e 2025 foi suprimida uma área de 368.931 hectares de vegetação nativa no Estado, sendo que desse total, 277.357 hectares estavam legalmente autorizados, conforme dados cruzados pelos pesquisadores do MapBiomas com as licenças ambientais emitidas pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). Essa área representa 75,2% do total desmatado, o maior percentual do País.

O Estado tem aumentado significativamente o controle e combatido o desmatamento ilegal ao longo dos anos, conforme demonstram os dados do MapBiomas. Em 2019 a área suprimida com autorização ambiental representava apenas 31,6% da área total desmatada e no ano passado, passou a representar 94,3% desse universo. É o maior percentual do País.

O bioma Pantanal, com mais de 84% de sua cobertura vegetal nativa preservada, foi também o que apresentou o segundo menor número de alertas de desmatamento entre todos os biomas brasileiros no ano passado (163) e registrou apenas 12.260 hectares suprimidas. Desse total, 10.042 hectares tiveram licença ambiental emitida, conforme o MapBiomas.

“Não há um fator sozinho que explique esse resultado”, ponderou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette. “Primeiro, a Lei do Pantanal trouxe mais segurança jurídica, mais clareza com relação a alguns aspectos e também reduziu a possibilidade de conversão de novas áreas. A gente tem na lei um conjunto de novas vedações que protegem ambientes específicos do Pantanal. Segundo, a incorporação dos corredores ecológicos na legislação, que passam a ser protegidos e limitam a conversão nessas áreas importantes de integração ecológica”, afirmou.

Lei do Pantanal

Falcette: consolidação da mentalidade conservacionista

Mato Grosso do Sul detém dois terços da área total do Pantanal. O Governo do Estado tem ampliado as ações de controle sobre o território para garantir a preservação da vegetação nativa e sustentabilidade às atividades econômicas desenvolvidas na região. A Lei do Pantanal, em vigor desde fevereiro de 2024, alterou significativamente as normas de conservação, proteção, restauração e exploração ecologicamente sustentável em toda área de uso restrito do Pantanal (AUR-Pantanal).

A lei inovou ao definir como áreas de proteção permanente (APP) os landis, as salinas, as veredas e os meandros abandonados (espécies de ilhas por onde passavam rios e que, com a mudança de curso, ficaram cercadas por água). Capões e cordilheiras também receberam proteção especial da área coberta com vegetação arbórea-arbustiva.

A lei veda o cultivo de soja, cana-de-açúcar, eucalipto e quaisquer outras culturas exóticas ao meio, excetuando apenas àquelas áreas em que já está consolidado o plantio, que não poderão ser ampliadas nem rotacionado e dependerá de licenciamento ambiental para o replantio. É permitido, entretanto, a atividade da pecuária extensiva nessas áreas, desde que não provoquem nenhum tipo de degradação ambiental. Também estão fora da proibição o cultivo de gêneros alimentícios por agricultores familiares e de culturas não destinadas ao comércio, como forrageiras para o gado.

Serviços Ambientais

Além de ampliar os ambientes protegidos, o Governo do Estado criou o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) que se traduz num mecanismo eficiente de preservação. Um dos meios do produtor rural receber recursos do Programa é abrir mão das licenças de supressão vegetal legalmente emitidas pelo órgão ambiental. Também pode se comprometer a não desmatar determinada área a qual teria direito legal de fazê-lo, sendo remunerado por isso.

No primeiro edital, o PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade contemplou 40 produtores rurais com o valor total de R$ 2.961.274,95 que se comprometeram a preservar 112.098,79 hectares de área de excedente de vegetação nativa em suas propriedades. O segundo edital está em andamento. Todas as 23 inscrições foram deferidas e agora as propriedades estão sendo avaliadas pela equipe técnica da Semadesc, sendo previsto a divulgação do resultado final em meados de julho.

O secretário Artur Falcette cita, ainda, outra razão para redução do desmatamento ilegal no Pantanal: a consolidação da mentalidade do produtor rural de produzir e preservar. “Por séculos, o homem pantaneiro está acostumado a conviver com o Pantanal de forma harmoniosa”, ponderou.

João Prestes, Comunicação Semadesc
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo



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Amigos andam 130 km a pé para pagar promessa à Nossa Senhora Aparecida


Dupla de amigos saiu de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, na madrugada de quinta-feira (4/6)



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Atividade não-remunerada: pastor perde processo trabalhista contra igreja


A Justiça do Trabalho de Mato Grosso do Sul negou, na última quinta-feira (15), o reconhecimento de vínculo de emprego entre um pastor e uma igreja evangélica após 13 anos de serviços prestados.

A decisão entendeu de que as atividades exercidas pelo líder religioso possuem natureza vocacional e que os valores recebidos, conhecidos como prebenda, destinavam-se apenas à subsistência, não caracterizando remuneração salarial.

Relembre caso: Justiça nega vínculo trabalhista para influencer após promoções na internet

O autor da ação alegava que sua atuação preenchia os requisitos do Artigo 3º da CLT, sustentando que prestava serviços de forma pessoal, contínua, sob subordinação e mediante contraprestação.

Entre suas funções, estavam a realização de cultos, evangelizações, venda de bíblias e a administração de dízimos e ofertas.

Entenda decisão

O magistrado que julgou o caso, levou em consideração o artigo 442, §2º, da CLT, atualizado pela Lei 14.647/2023.

O artigo afasta expressamente a relação de emprego entre entidades religiosas e seus ministros, mesmo quando estes desempenham tarefas de administração.

Relembre: Lula sanciona lei que veta existência de vínculo empregatício entre igrejas e religiosos

Segundo o relator do processo, não houve prova de desvirtuamento da atividade ou de subordinação jurídica típica de um contrato de trabalho.

Metas e prestação de contas

Durante o processo, foram apresentadas provas de que a igreja fornecia moradia e custeava despesas da vida familiar do pastor, o que reforçou a tese de atividade ministerial em vez de profissional.

Em relação as alegações do pastor sobre “metas de arrecadação”, o tribunal entendeu que os valores geridos tratavam-se de contribuições voluntárias dos fiéis para a manutenção da instituição e de suas obras sociais.

A Justiça destacou que a eventual prestação de contas à hierarquia da igreja, por si só, não configura fiscalização patronal, mas sim disciplina interna e espiritual, sendo incompatível com a legislação que regula a relação empregatícia.



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Anvisa determina recolhimento de fórmula infantil; confira qual


De acordo com a Anvisa, o produto não possui regularização sanitária adequada e induz o consumidor ao erro sobre a qualidade da fórmula



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Câmera em banheiro feminino: polícia encontra aparelho em escola em MS


A PMMS (Polícia Militar do Mato Grosso do Sul) encontrou, na noite de quarta-feira (11), uma câmera de vigilância em um banheiro feminino de uma escola estadual no bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

Durante a averiguação que ocorreu após denúncia, foi constatada a presença do aparelho no local. Instantes depois, o equipamento e a memória dele foram apreendidos para análise.

A corporação informou que ainda foi até o banheiro masculino para ver se havia a presença de algum material semelhante. Porém, ao fim dos trabalhos, nenhum equipamento foi localizado.

Após a dinâmica, o Conselho Tutelar foi acionado, considerando o envolvimento de crianças e adolescentes. Além do órgão, um representante da Secretaria de Estado de Educação também foi ao local e acompanhou as providências adotadas.

Leia também: Menina de 4 anos é levada por engano de escola por avô de outra aluna no PR

Por sua vez, a empresa responsável pelo sistema de monitoramento da escola informou não ter relação com o equipamento instalado no banheiro feminino.

Em nota enviada à CNN Brasil, a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul afirmou que a Secretaria de Estado de Educação esteve no local e acompanhou os trabalhos policiais.

Além disso, órgão disse que o fato foi registrado como “gravar ato de cena pornográfica de adolescente”, previsto no ECA e as investigações serão conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

*Sob supervisão de Tonny Aranha



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Anvisa apreende lotes de medicamentos contra câncer falsos; veja quais


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nessa segunda-feira (8/6), uma medida de urgência que ordena a apreensão e proíbe a comercialização, distribuição e o uso do lote Y013149 do medicamento Keytruda (pembrolizumabe). O produto, amplamente utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer, foi fabricado por uma empresa não identificada. A suspeita de falsificação acendeu um alerta sanitário, uma vez que o lote clonado estava circulando no mercado nacional fora dos canais oficiais de controle.

A denúncia partiu da própria empresa detentora do registro oficial do remédio no Brasil, a Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. A farmacêutica informou à agência reguladora que não reconhece o número de série 100859110521 impresso nas embalagens referentes ao lote Y019149, que trazia como data de fabricação o dia 31 de julho de 2024.

A falta de rastreabilidade e a divergência nos dados cadastrais confirmaram os indícios de que o lote é totalmente clandestino.

Paralelamente, a fiscalização da Anvisa determinou a retirada imediata de circulação e a apreensão de outros dois lotes fraudulentos, desta vez do medicamento Kadcyla (trastuzumabe emtansina). Os lotes identificados como H6980H05 e H8249A43 também tiveram a venda e o uso proibidos em todo o território nacional.

O Kadcyla é uma terapia de alta complexidade indispensável para o tratamento de pacientes diagnosticadas com câncer de mama HER2-positivo.

Divergências físicas e visuais

De acordo com a detentora do registro do Kadcyla, a Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A., os produtos apreendidos apresentam graves divergências físicas e visuais quando comparados ao medicamento original.

A empresa identificou falhas grosseiras na arte gráfica das caixas e adulterações nos selos que indicam a violação da embalagem secundária. Além disso, as unidades falsas que circulam no mercado não possuem o código bidimensional 2D DataMatrix e trazem números de série inexistentes nos arquivos da fabricante.

A inspeção detalhada revelou ainda um festival de irregularidades na apresentação do produto, incluindo múltiplas diferenças no rótulo, na tampa, no batoque e no próprio formato físico do frasco de vidro.

Na parte interna, os criminosos falharam no layout e no dobramento da bula, que apresentou ausência de figuras ilustrativas obrigatórias, falta de números de controle de material e até mesmo a presença de textos incoerentes escritos em língua estrangeira.



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Delegado que matou adolescente em festa do peão em SP é exonerado do cargo


A exoneração de Vinícius Martinez do cargo de delegado foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, nesta segunda-feira (8). Ele é acusado de matar uma adolescente em festa do peão.

Consta na publicação do Diário Oficial que o despacho do ex-delegado se dá como processo administrativo disciplinar e aplicação de penalidade. O documento foi assinado pelo governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em nota, a SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo) declarou que a instituição reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e o rigor na apuração de desvios de conduta, não admitindo práticas incompatíveis com os deveres funcionais da atividade policial.

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa da família da vítima, que informou que a família ainda não se pronunciou sobre os fatos.

Relembre o caso

Katrina Bormio Silva Martins foi atingida enquanto esperava o pai por um disparo de arma de fogo, efetuado por Vinícius Martinez durante uma festa do peão realizada em Promissão (SP), a cerca de 450 quilômetros da capital paulista, em maio de 2024.

A adolescente de 16 anos foi levada ao hospital após ser atingida, mas não resistiu.

Durante as investigações, a SSP afirmou que o disparo ocorreu durante a tentativa de prisão de um homem que teria cometido desacato contra policiais militares.

Contudo, foi apurado que o delegado atirou quatro vezes ao intervir “injustificadamente” em uma abordagem policial que acontecia de forma controlada, de acordo com o MPSP (Ministério Público de São Paulo).

O delegado foi preso em flagrante e sua arma foi apreendida, respondendo por por homicídio consumado com dolo eventual, qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima e pelo fato de ele ter colocado outras pessoas em risco e passou por júri popular no ano seguinte ao crime (2025). 

Porém, ele pagou uma fiança equivalente a cerca de 20 salários mínimos e passou a responder em liberdade.

*Sob supervisão de AR.



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