A tecnologia automotiva evoluiu, e o velho hábito de deixar o veículo ligado na garagem agora só aumenta o consumo e afeta o bolso do motorista

Você acorda cedo, os termômetros estão lá embaixo e a primeira coisa que faz ao entrar no veículo é dar a partida e ficar parado esperando a temperatura subir. Se você ainda mantém essa rotina rigorosa na sua garagem, saiba que está literalmente queimando dinheiro à toa. Com as inovações mecânicas consolidadas nas últimas décadas, a engenharia automotiva aposentou de vez a obrigação de aguardar o aquecimento do conjunto mecânico antes de engatar a primeira marcha e sair de casa.
Na época dos antigos carros carburados, o motorista realmente precisava puxar o afogador e ter muita paciência. O sistema antigo dependia inteiramente do calor térmico para que o combustível evaporasse corretamente e a mistura não fizesse o carro engasgar em cada esquina.
Hoje, a realidade tecnológica é completamente diferente. O moderno sistema de injeção eletrônica trabalha em tempo real. Ele lê a temperatura externa e ajusta automaticamente a mistura exata de ar e combustível que deve ser enviada aos cilindros do motor. Essa inteligência garante uma queima perfeita e um funcionamento contínuo desde a primeira faísca da vela, sem depender daquele velho aquecimento prévio com o carro parado na calçada.
A recomendação técnica atual é extremamente prática e focada em poupar tempo. Ao entrar no veículo, você só precisa virar a chave ou apertar o botão de ignição. O tempo exato que você leva para afivelar o cinto de segurança, ajeitar os espelhos retrovisores e conectar o celular ao rádio é tudo o que a mecânica exige.
Estamos falando de apenas 10 a 30 segundos de espera. Essa pausa mínima serve exclusivamente para que a bomba de óleo consiga lubrificar completamente as engrenagens e partes móveis do motor. Depois disso, o verdadeiro segredo é arrancar de forma muito suave. O aquecimento real e eficiente das peças acontece com o carro em movimento, dirigindo sem forçar acelerações bruscas nos primeiros quarteirões até que o painel mostre a temperatura ideal, o que costuma levar de cinco a dez minutos rodando.
Ficar ocioso na marcha lenta por cinco minutos é um verdadeiro veneno para o seu orçamento mensal. Enquanto você espera o motor esquentar na garagem, a injeção eletrônica entende que o carro está funcionando em um regime muito abaixo do ideal e acaba injetando combustível em excesso para tentar forçar a elevação da temperatura.
O resultado dessa prática aparece diretamente na bomba do posto de gasolina, já que esse desperdício derruba a média de quilômetros por litro do seu veículo. Além de esvaziar o tanque de maneira desnecessária, deixar o motor ligado parado eleva a poluição e pode provocar desgaste prematuro em componentes essenciais de filtragem, como o catalisador do escapamento.
Afinal, é realmente necessário esquentar o motor do carro antes de sair de manhã no frio?
Não. Nos veículos atuais, essa prática é considerada um mito. Basta ligar o carro e aguardar um intervalo de cerca de 10 a 30 segundos apenas para garantir a circulação do óleo. Logo em seguida, você já deve iniciar a viagem dirigindo de maneira leve e sem aceleradas fortes, permitindo que a mecânica atinja o calor ideal enquanto você já está a caminho do seu destino.
As velhas manias de garagem estão perdendo cada vez mais espaço para a eficiência prática. A nova geração de componentes veiculares foi desenhada para a agilidade do trânsito atual. Ligar a ignição, colocar o cinto e seguir viagem com suavidade é hoje a melhor e mais barata receita para preservar a mecânica e aliviar o peso no orçamento do final do mês.
A construção civil convive com um estrangulamento operacional que ameaça a viabilidade e o andamento de empreendimentos em todo o país. Operando sob um ambiente de juros e de inflação elevados, o setor lida hoje com prazos longos para a liberação de recursos na rede bancária tradicional, que podem chegar a cerca de 90 dias, segundo fontes ligadas à área. Esse hiato afeta o caixa das incorporadoras, compromete o cronograma físico das obras e redireciona a gestão financeira das empresas para o mercado de capitais.
O cenário reflete nas projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Apesar de o setor ter registrado um bom desempenho no primeiro trimestre de 2026, impulsionando a geração de mais de 120 mil vagas e mantendo a marca de 3 milhões de trabalhadores formais, a entidade reduziu a estimativa de crescimento para o ano, de 2% para 1,2%. O diagnóstico aponta para a alta de custos com materiais, influenciada pelo preço do petróleo e tensões no Oriente Médio, que elevou o INCC-M (que mede os custos do setor) em 1,4% apenas em abril. Além disso, a manutenção de uma taxa Selic projetada na casa dos 13% ao fim do ano voltou a ser o principal obstáculo para uma atividade intensiva em capital.
“Na construção civil, crédito não é apenas preço. É prazo, previsibilidade e aderência ao cronograma. Uma taxa aparentemente menor pode sair cara se o recurso chega tarde demais para cumprir uma etapa crítica da obra”, afirma André Caruso, CEO da Pilar Capital.
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Os dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), compilados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), mostram a inconstância no financiamento para construtoras e incorporadoras nos últimos anos. Em 2024, o volume atingiu o pico recente de R$ 46,2 bilhões (176.838 unidades). No ano fechado de 2025, houve um recuo para R$ 30,8 bilhões (117.104 unidades).
Embora o primeiro quadrimestre de 2026 tenha mostrado uma recuperação no crédito tradicional, alcançando R$ 14,4 bilhões contra R$ 5,6 bilhões no mesmo período de 2025, a lentidão no repasse transforma a burocracia bancária em obstáculo na operação. A espera de três meses força construtoras a paralisar etapas do projeto e a adiar compras essenciais, como aço e concreto. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não confirma o tempo médio de espera de concessão de crédito, afirmando que cada instituição bancária lida com seus prazos internos.
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A incompatibilidade entre a urgência do canteiro e a morosidade bancária vem aquecendo a busca por alternativas. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o mercado de crédito privado movimentou R$ 192,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 22,5% sobre o ano anterior.
O destaque vai para os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Em abril, a indústria geral de fundos registrou um resgate líquido de R$ 18,1 bilhões. A renda fixa perdeu R$ 19,3 bilhões, enquanto os multimercados perderam R$ 5,4 bilhões. Na contramão, os FIDCs registraram a maior captação mensal do mercado, com entrada líquida de R$ 4,5 bilhões, acumulando saldo positivo de R$ 12,1 bilhões no ano.
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Na prática, o FIDC compra ou estrutura recebíveis — como contratos, parcelas de vendas e duplicatas — transformando esse fluxo futuro em liquidez imediata para as empresas.
“O dado de abril mostra que o investidor está olhando para o FIDC como uma estrutura de crédito conectada à economia real. O FIDC transforma o fluxo em uma carteira acompanhada por regras, controles e governança, permitindo que o capital chegue de forma mais estruturada às empresas e ofereça ao investidor uma exposição diferente daquela encontrada em fundos mais tradicionais”, explica Vicente Guimarães, Diretor de RI do Grupo IOX.
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Para as incorporadoras de médio porte, que possuem viabilidade técnica mas esbarram nos grandes bancos, esse modelo pode ser uma boa saída para o fluxo de caixa. “O FIDC ganhou espaço porque responde a duas necessidades do mercado brasileiro. De um lado, empresas buscam alternativas em um ambiente de juros altos. De outro, investidores procuram instrumentos com lastro, previsibilidade e análise de risco mais detalhada”, completa Guimarães.
A Pilar Capital, por exemplo, atua com projetos imobiliários de R$ 5 milhões a mais de R$ 300 milhões. Por meio de um FIDC gerido pela Artesanal Investimentos, a empresa mantém hoje mais de 100 empreendimentos sob monitoramento, viabilizando projetos que somam um Valor Geral de Vendas (VGV) superior a R$ 3 bilhões.
“O setor imobiliário não pode depender de um modelo único de financiamento quando o ciclo da obra exige decisões rápidas”, conclui Caruso.
A queda brusca de temperatura acelera o desgaste das borrachas, mas cuidados rápidos na garagem podem salvar a visibilidade e o seu bolso

As manhãs geladas e a umidade imprevisível do outono trazem de volta um incômodo bem familiar para os motoristas: aquele rangido alto ao ligar o limpador de para-brisa. Em vez de deslizar suavemente e limpar o vidro, as hastes trepidam e arranham, deixando rastros de água que distorcem completamente a visão. Esse cenário incômodo não significa necessariamente que a peça estragou de vez. Muitas vezes, a borracha apenas sofreu com o choque térmico e a falta de uso constante nos meses anteriores.
Saber exatamente como evitar que as palhetas do limpador ressequem e façam barulho nos dias frios do outono é uma rotina rápida que evita idas desnecessárias à oficina. A solução passa por entender a diferença básica entre uma peça ressecada pela sujeira e uma borracha que efetivamente já chegou ao fim de sua vida útil.
Durante as estações mais quentes, as palhetas acumulam naturalmente poeira, fuligem e resíduos de asfalto. Quando a temperatura cai subitamente no outono, a umidade do ar diminui e a borracha, que naturalmente precisa de flexibilidade para varrer, perde a sua capacidade de hidratação. O material endurece consideravelmente e perde a aderência ideal no contato direto com o vidro.
Em vez de flexionar ao passar pela superfície, a lâmina rígida pula no vidro. É exatamente essa perda de maleabilidade que causa a trepidação sonora que irrita qualquer motorista. Se o limpador for ativado a seco na primeira hora da manhã, o atrito se torna ainda mais agressivo, forçando o motor elétrico e acelerando o desgaste das palhetas.
Recuperar a maciez da peça exige apenas alguns minutos na garagem. O primeiro passo é levantar as hastes e passar um pano limpo umedecido com água e sabão neutro ao longo de toda a extensão da borracha. Esse movimento simples e rápido remove a película de sujeira cristalizada que bloqueia a flexibilidade da peça.
A regra de ouro nesta etapa é fugir dos produtos abrasivos. Nunca aplique álcool, querosene, desengraxantes ou detergentes agressivos na limpeza, pois esses compostos químicos derretem a proteção original de fábrica e causam um ressecamento irreversível. Se após a higienização a peça continuar deixando rastros ou apresentando rachaduras visíveis, a substituição por um par novo é inevitável.
Ignorar o aviso sonoro do limpador trepidando no vidro não atinge apenas o conforto acústico; pesa fortemente no bolso do consumidor. Uma haste ressecada e com a borracha gravemente comprometida pode expor a parte metálica ou plástica da estrutura. Em poucos dias de chuva contínua, o movimento vai cavar micro arranhões na superfície delicada do para-brisa.
Enquanto um par de palhetas novas custa, em média, entre R$ 50 e R$ 150, reparar o estrago colateral no vidro é muito mais salgado. Um polimento profissional para tirar riscos superficiais tem custo elevado no mercado automotivo. Se o vidro for severamente danificado, a troca do para-brisa inteiro varia de R$ 230 a R$ 5.000, dependendo da tecnologia embarcada de fábrica, como sensores de chuva e aquecimento.Manter o sistema de limpeza em dia é uma questão básica de segurança viária.
Em uma tempestade repentina de fim de tarde, a visibilidade clara é o único recurso do motorista para evitar acidentes e imprevistos na via. Cuidar das palhetas preventivamente garante uma viagem tranquila e blinda a integridade financeira do seu veículo contra gastos imprevistos.
Uso incorreto da luz auxiliar pode ofuscar outros motoristas e render infração média pesada para o bolso

Basta a chuva apertar ou a cerração baixar na estrada para que muitos motoristas cometam um erro quase instintivo: acionar absolutamente todas as luzes disponíveis no painel do carro. Essa atitude, longe de garantir a segurança no trânsito, prejudica a visibilidade geral da via e coloca o condutor na mira da fiscalização de trânsito. Saber quando e como usar o farol de neblina do carro para dirigir com segurança em dias com pouca visibilidade é essencial para evitar acidentes e infrações.
Existe uma confusão histórica entre os diferentes conjuntos ópticos instalados nos para-choques dos automóveis. O farol de milha e o farol de neblina possuem funções completamente diferentes. O primeiro funciona como um verdadeiro canhão de luz, focado em atingir distâncias longas em vias sem iluminação pública. Ele atua como um complemento direto para o farol alto original de fábrica.
Já o farol de neblina tem um foco rasteiro e bastante espalhado. Ele fica posicionado bem próximo ao chão exatamente para iluminar as marcações da pista por baixo da camada mais densa de fumaça ou neblina. Como a luz tem um feixe mais aberto e curto, ela consegue perfurar a barreira climática sem refletir nas gotas de água ou nas partículas suspensas, barrando o ofuscamento da sua própria visão de dentro da cabine.
Na prática, a regra de ouro para a condução é o bom senso. A luz auxiliar de neblina só deve entrar em cena quando as condições climáticas exigirem reforço visual, como tempestades fortes, poeira densa na estrada ou trechos de serra sob nevoeiro.
É muito comum encontrar motoristas rodando no perímetro urbano, em noites limpas, com o farol de neblina ligado apenas por uma questão estética. Esse hábito gera um incômodo severo para o condutor que trafega no sentido oposto, pois a luminosidade paralela à pista cansa a visão de quem cruza com o seu veículo. O acionamento correto pede que o farol baixo esteja sempre ativado como fonte de luz principal, enquanto a iluminação de neblina faz apenas o suporte inferior no asfalto.
O rigor do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) foca exatamente no uso adequado dos faróis para garantir fluidez e prevenir engavetamentos. Transitar sob chuva, neblina ou cerração mantendo a iluminação principal desligada, confiando apenas no feixe auxiliar ou na luz de posição, rende uma autuação garantida.
A punição para quem não mantém o farol baixo acionado durante condições de visibilidade reduzida é uma infração média. O motorista autuado recebe quatro pontos na carteira de habilitação e precisa pagar uma multa fixada no valor de R$ 130,16. Além do peso financeiro imediato da punição, o acionamento constante e desnecessário do conjunto óptico reduz a vida útil das lâmpadas e sobrecarrega o sistema elétrico do carro, gerando gastos extras na oficina de forma precoce.
Posso substituir o farol baixo pelo farol de neblina durante o dia na estrada?
Não. A legislação federal exige o uso do farol baixo ou do sistema de rodagem diurna em rodovias de pista simples fora do perímetro urbano. O conjunto auxiliar de neblina não substitui essa obrigatoriedade, e seu uso isolado também resulta na cobrança de multa pelo descumprimento da norma de segurança.
Ligar a lanterna de neblina traseira sem necessidade gera problemas reais?
Sim. A peça de neblina traseira possui uma tonalidade vermelha extremamente forte. Se ativada em condições de tempo limpo, ela causa distração em quem vem logo atrás e atrapalha a percepção visual do acionamento do freio, elevando o perigo de colisões traseiras dentro da cidade.
Os carros mais modernos dispensam os ajustes manuais dos faróis?
Apesar da tecnologia dos sensores automáticos acenderem o feixe baixo em túneis ou assim que a noite cai, a imensa maioria dos sistemas exige que a pessoa no volante faça a ativação manual das luzes auxiliares de neblina utilizando os comandos do painel ou a alavanca lateral.
A tecnologia caminha para integrar cada vez mais radares e câmeras que leem o trajeto e ajustam a luminosidade de forma 100% autônoma de acordo com o clima. Até que essa automação de ponta seja o padrão absoluto e acessível nas ruas de todo o país, o controle manual consciente continua sendo a principal ferramenta de proteção para as famílias brasileiras.
A China rejeitou as acusações dos Estados Unidos de que produtos exportados pelo país seriam fabricados com trabalho forçado, após o governo de Donald Trump anunciar a intenção de impor novas tarifas a dezenas de parceiros comerciais.
Segundo o relatório divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a China e outros países, incluindo o Brasil, teriam falhado em impedir a entrada e a circulação de mercadorias produzidas sob condições consideradas abusivas, o que justificaria uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos.
Pequim, no entanto, negou categoricamente as alegações. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, rejeitou as acusações e afirmou que a questão está sendo usada para justificar novas restrições comerciais.
“Não existe trabalho forçado na China, e nos opomos a que isso seja usado como desculpa para manipulação política”, declarou a representante do governo chinês.
O governo chinês também defendeu que divergências econômicas e comerciais sejam resolvidas por meio do diálogo e da cooperação, argumentando que medidas unilaterais e novas barreiras tarifárias prejudicam o comércio global. Segundo Pequim, uma escalada nas tensões comerciais não beneficia nenhuma das partes envolvidas.
As novas acusações surgem poucos dias após Trump retornar de uma visita oficial à China, onde se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping. Durante o encontro, os dois líderes discutiram a ampliação do acesso de empresas americanas ao mercado chinês e o aumento dos investimentos chineses nos Estados Unidos, em uma tentativa de fortalecer os laços econômicos entre as duas maiores economias do mundo.
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