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Governo de MS moderniza defesa agropecuária e anuncia medidas para ampliar competitividade e inovação


O Governo de Mato Grosso do Sul dá mais um passo na modernização da defesa agropecuária estadual, com um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da defesa sanitária animal e vegetal, com foco em inovação, segurança, desburocratização e competitividade para o setor produtivo.

A iniciativa, conduzida pela IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), reforça a estratégia do Estado de alinhar rigor técnico, ciência e eficiência administrativa para atender às novas demandas do agronegócio, um dos principais motores da economia sul-mato-grossense.

Entre as medidas apresentadas no final desta manhã (30) está a atualização das regras do vazio sanitário da soja, considerada uma importante evolução na gestão fitossanitária da cultura no Estado. A proposta altera a Resolução Semagro nº 648/2017 e substitui o conceito de proibição do plantio antes de 15 de setembro pela proibição da manutenção, emergência, germinação, desenvolvimento ou permanência de plantas vivas de soja, cultivadas ou voluntárias, durante o período do vazio sanitário, compreendido entre 15 de junho e 15 de setembro.

Segundo o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Artur Falcette, a proposta é resultado de uma construção coletiva com representantes do setor produtivo, da pesquisa e da defesa agropecuária, buscando oferecer respostas imediatas às demandas do campo sem comprometer a segurança fitossanitária do Estado.

“Estamos assinando uma resolução que atende a uma demanda apresentada pelo setor produtivo da soja em Mato Grosso do Sul. Após reunir todos os envolvidos nesse processo de discussão técnica, propomos uma alteração na legislação estadual que permite uma ação imediata em benefício do produtor rural e, ao mesmo tempo, encaminhamos ao Ministério da Agricultura e Pecuária um pedido de revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático”, explica.

O secretário destaca que a alteração representa um primeiro passo para ampliar a flexibilidade operacional dos produtores, acompanhando a evolução tecnológica e as transformações climáticas observadas nos últimos anos.

A medida atende ao setor produtivo e amplia a competitividade da soja em Mato Grosso do Sul, afirma Artur Falcette.

“A resolução deixa de tratar exclusivamente da data de plantio e passa a considerar a manutenção ou germinação das plantas. Na prática, o produtor poderá antecipar o plantio, desde que garanta que não haverá germinação até 15 de setembro. Essa é a medida que o Estado pode adotar neste momento, enquanto solicitamos ao Ministério da Agricultura a revisão do zoneamento para que possamos discutir a antecipação da janela de plantio para 1º de setembro a partir da safra 2027/2028”, afirma.

De acordo com Falcette, a medida busca adequar a legislação à nova realidade tecnológica da agricultura sul-mato-grossense.

“Nos últimos anos, tivemos avanços significativos nos pacotes tecnológicos, expansão da irrigação e mudanças climáticas que impactam diretamente a produção. O objetivo é permitir que uma parcela maior da área cultivada esteja dentro da janela ideal de plantio, especialmente para produtores que já trabalham com irrigação, contribuindo para melhores resultados produtivos”, destaca.

O secretário ressalta ainda que o vazio sanitário permanece como instrumento fundamental de defesa fitossanitária, mas que os avanços tecnológicos exigem atualização constante das normas.

“O vazio sanitário é essencial para o controle da ferrugem asiática da soja e continuará existindo. O que estamos fazendo é adequar a legislação à realidade observada no campo, considerando que as janelas ideais de plantio vêm se antecipando ao longo dos anos”, afirma.

Na prática, a medida permitirá ao produtor rural maior flexibilidade no planejamento e na logística da semeadura já a partir da safra 2026/2027, desde que seja assegurada a inexistência de plantas vivas de soja durante o período estabelecido. O objetivo central da política permanece inalterado: interromper o ciclo da ferrugem asiática e reduzir riscos fitossanitários para a principal cultura agrícola do Estado.

A proposta foi construída a partir de amplo diálogo técnico com representantes do setor produtivo e da comunidade científica, reunindo contribuições da Famasul, Aprosoja/MS, Fundação MS, Fundação Chapadão e Embrapa.

Como desdobramento da medida, a Semadesc também encaminhará solicitação ao Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul, para avaliação técnica sobre a possibilidade de revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), visando analisar a abertura da janela de plantio a partir de 1º de setembro na safra 2027/2028.

Outro tema estratégico apresentado pelo Governo do Estado refere-se à ampliação do prazo de validade dos exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE). Atendendo a demandas do setor produtivo e de representantes da Assembleia Legislativa, será formalizado pedido de análise técnica à Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul para avaliar a viabilidade de ampliação do prazo de validade dos exames de 60 para 120 dias na região do planalto sul-mato-grossense.

Sobre essa pauta, Artur Falcette explica que a proposta busca conciliar simplificação de procedimentos e manutenção dos elevados padrões de defesa sanitária do Estado.

Outro tema estratégico apresentado refere-se à ampliação do prazo de validade dos exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE)

“O estudo realizado pela IAGRO demonstra que, para o Planalto Sul-Mato-Grossense, a ampliação da validade do exame de Anemia Infecciosa Equina de 60 para 120 dias não representa aumento significativo de risco sanitário. Estamos encaminhando esse estudo ao Ministério da Agricultura para que seja analisada a possibilidade de revisão da norma”, afirma.

Segundo o secretário, a medida poderá beneficiar produtores rurais, atletas e profissionais ligados ao segmento equestre.

“A validade atual dos exames representa uma limitação não apenas para produtores rurais, mas também para atletas do laço, competidores e participantes de eventos equestres. Muitas vezes, esses profissionais permanecem longos períodos em deslocamento e acabam enfrentando dificuldades devido ao vencimento dos exames. Nosso objetivo é construir uma solução técnica, segura e baseada em evidências científicas”, destaca.

O Governo do Estado destaca que nenhuma alteração normativa foi realizada até o momento. A iniciativa marca o início de um processo de discussão técnica, transparente e fundamentado em evidências científicas, com o objetivo de verificar a possibilidade de modernização dos procedimentos sem comprometer a segurança sanitária do rebanho estadual.

A proposta prevê, ainda, que eventual ampliação do prazo seja acompanhada pelo fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade animal, utilizando ferramentas tecnológicas como a Resenha Virtual, o Passaporte Equestre Digital e o Aplicativo do Transportador. As tecnologias permitirão ampliar o controle do trânsito animal e aprimorar a capacidade de rastreamento em situações de emergência sanitária.

As medidas reforçam o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com uma defesa agropecuária moderna, baseada em ciência, inovação e diálogo permanente com o setor produtivo, consolidando o Estado como referência nacional em sanidade animal e vegetal e ampliando a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende/Secom-MS



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Setor privado dos EUA cria 98 mil vagas de trabalho em junho, abaixo do esperado


O número de empregos no setor privado dos Estados Unidos cresceu menos do que o esperado em junho, mas uma queda acentuada nas demissões planejadas indicou condições estáveis no mercado de trabalho no mês passado.

A economia dos EUA abriu 98.000 postos de trabalho no setor privado no mês passado, após 122.000 em maio em dado não revisado, segundo o relatório nacional de emprego da ADP. Economistas consultados pela Reuters haviam previam abertura de 118.000 vagas no setor privado.

O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Stanford Digital Economy Lab e publicado antes do relatório de emprego de junho do Escritório de Estatísticas do Trabalho, que será divulgado na quinta-feira. A ADP tem se mostrado um indicador pouco preciso para a estimativa do escritório sobre o número de empregos no setor privado.

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O número de empregos no setor privado provavelmente aumentou em 110.000 no mês passado, após 120.000 em maio, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas. Como não se prevê aumento no emprego público após o forte aumento registrado em maio, a estimativa é de que o número total de empregos criados fora do setor agrícola tenha chegado em 110.000, após 172.000 em maio. A taxa de desemprego deve se manter em 4,3% pelo quarto mês consecutivo.

O mercado de trabalho se estabilizou após um tropeço no ano passado. O governo informou na terça-feira que havia 1,04 vaga de emprego para cada desempregado em maio.



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Suzano conclui aquisição de joint venture da Kimberly-Clark por US$ 1,3 bi

A Suzano anunciou a conclusão da aquisição de 51% do capital da FamPro Tissue Holdings, empresa que passará a se chamar Arbex. O valor desembolsado pela Suzano foi de US$ 1,3 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6,7 bilhões. 

Segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a participação foi adquirida da Kimberly-Clark Corporation após o cumprimento das condições previstas no contrato e a realização dos atos de fechamento da transação.

A operação foi realizada por meio da subsidiária Suzano International Holding e havia sido anunciada anteriormente em fatos relevantes divulgados em junho de 2025 e maio de 2026.

De acordo com a companhia, a estrutura de capital inicial da joint venture inclui uma dívida líquida de aproximadamente US$ 1 bilhão, resultado de financiamento contratado no contexto da operação. O preço da aquisição permanece sujeito aos ajustes usuais para esse tipo de transação.

Com a conclusão da operação, Suzano e Kimberly-Clark firmaram um acordo de joint venture que define os direitos e as obrigações das empresas em relação à governança, gestão, controle e operação da sociedade. O contrato estabelece a Suzano como sócia controladora do negócio.

As empresas também celebraram contratos acessórios relacionados à operação. Entre eles estão acordos de serviços de transição, pelos quais a Kimberly-Clark prestará determinados serviços à nova empresa por um período limitado para assegurar a continuidade das operações, além de contratos de licenciamento e uso de propriedade intelectual e outros instrumentos comerciais e operacionais.

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economia

Inflação do euro cai mais do que esperado e reforça visão do BCE a favor de paciência


1 Jul (Reuters) – A inflação na zona ⁠do euro desacelerou no mês passado muito mais ⁠do que o esperado, reduzindo ainda mais a pressão sobre o ‌Banco Central Europeu para que aumente novamente as taxas de juros neste mês a fim de compensar o rápido aumento dos preços.

A inflação ‌geral nos 21 países que usam o euro recuou para 2,8% em junho, ante 3,2% em maio, ficando bem abaixo da expectativa de 3,0%, já que a alta dos preços dos alimentos, da energia e dos serviços apresentou desaceleração.

O indicador da inflação subjacente, que exclui os preços voláteis ⁠de ‌alimentos e combustíveis, recuou de 2,6% para 2,4%, à medida que ⁠a inflação dos serviços caiu de 3,5% para 3,2%.

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Embora o dado de junho ainda esteja bem acima da meta de 2% do BCE, a recente queda nos preços do petróleo, impulsionada pelas apostas em um acordo de paz no Oriente Médio, aumentou as expectativas ​de que as pressões sobre os preços diminuam a partir de agora e que os danos mais amplos decorrentes da alta da ​energia permaneçam limitados.

Diversas autoridades afirmaram que não há pressa para que o BCE dê continuidade ao aumento de 0,25 ponto percentual da taxa de juros de junho com outro movimento neste mês, e que elas podem esperar um pouco para ver como as pressões evoluem.

O ‌BCE está especialmente preocupado com a possibilidade de ​que o choque energético inicial comece a elevar os preços de outros bens e serviços, acabando por elevar também os salários.

Mas esses efeitos de segunda ordem sobre os preços ⁠ainda não se concretizaram ​e as pressões ​salariais também não estão se acelerando, o que reforça o argumento a favor da paciência.

Ainda assim, ⁠a grande maioria dos economistas e ​investidores acredita que é provável que o BCE aumente os juros novamente em setembro ou outubro, mesmo que haja uma pausa em julho.

Isso porque os preços ​da energia ainda permanecem muito acima dos níveis pré-guerra e o conflito no Oriente Médio pode sofrer mais uma reviravolta ​inesperada, como já aconteceu ⁠muitas vezes antes.

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Há também preocupações de que a escassez de fertilizantes do Oriente Médio e ⁠uma onda de calor na Europa possam reduzir o rendimento das safras e exercer alguma pressão de alta sobre os preços dos alimentos, elevando a inflação justamente quando os custos da energia estão diminuindo.

A próxima decisão do BCE sobre a política monetária está marcada para 23 de julho.



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FMC fecha acordo de US$ 400 milhões por participação de 20%

A americana FMC, de defensivos agrícolas, anunciou um acordo para receber um investimento de aproximadamente US$ 400 milhões do grupo industrial belga Tessenderlo Group.

A operação prevê a aquisição de uma participação minoritária na empresa, ao preço de US$ 13,30 por ação. Após a conclusão da transação, o Tessenderlo Group passará a deter cerca de 20% das ações ordinárias em circulação da FMC.

Segundo a FMC, os recursos serão destinados à redução do endividamento da companhia, contribuindo para a meta de amortizar aproximadamente US$ 1 bilhão em dívidas. 

A empresa informou ainda que pretende manter sua atuação como companhia independente e utilizar sua posição financeira para dar continuidade ao desenvolvimento de seu pipeline de pesquisa e desenvolvimento e à comercialização de novos produtos.

A operação encerra o processo de avaliação de alternativas estratégicas iniciado pelo Conselho de Administração da FMC em fevereiro de 2026.

Nos últimos meses, a FMC anunciou uma série de medidas para reforçar sua estrutura financeira e operacional. Entre elas estão a renegociação de sua linha de crédito rotativo e a captação de US$ 1,2 bilhão por meio da emissão de títulos de dívida garantidos de alto rendimento.

A empresa também assinou um acordo para vender seu negócio comercial na Índia por US$ 252 milhões, firmou um acordo estratégico de fornecimento e licenciamento com a Corteva, com pagamento antecipado de US$ 200 milhões, e fechou uma operação de venda com posterior arrendamento (sale and leaseback) de um imóvel em Newark, Delaware, no valor de US$ 114 milhões.

Em comunicado, o diretor-presidente do Tessenderlo Group, Luc Tack, afirmou que o investimento faz parte da estratégia da empresa de ampliar sua presença no setor agrícola por meio de participações minoritárias em companhias do segmento.

Já o presidente do Conselho de Administração, CEO e presidente da FMC, Pierre Brondeau, afirmou que o acordo representa a conclusão do processo de avaliação de alternativas estratégicas conduzido pela companhia e que os recursos contribuirão para a execução do plano operacional e estratégico da empresa.

A conclusão da transação depende do cumprimento das condições habituais para esse tipo de operação, incluindo a obtenção das aprovações regulatórias necessárias.

A BofA Securities e o Goldman Sachs atuam como assessores financeiros da FMC na operação, enquanto o escritório Davis Polk & Wardwell presta assessoria jurídica à companhia.

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economia

Indústria no euro encerra 1º tri em alta com alívio de pressões de custos, mostra PMI


LONDRES, 1 Jul (Reuters) – A produção industrial da zona ⁠do euro encerrou no mês passado seu melhor trimestre desde o ⁠início de 2022 com redução das pressões de custos conforme EUA e Irã negociavam ‌um cessar-fogo, dando alívio às fábricas mesmo com a demanda fraca por exportações pesando sobre o crescimento da atividade, segundo pesquisa da S&P Global divulgada nesta quarta-feira.

O conflito no Oriente Médio ‌continuou a lançar uma sombra sobre as cadeias de oferta, embora tenham surgido sinais de alívio com o subíndice de prazos de entrega dos fornecedores do setor industrial subindo para a máxima em três meses. Para contornar as interrupções nos fornecimentos, os fabricantes recorreram a materiais adquiridos antecipadamente, o que provocou uma contração acentuada nos estoques de pré-produção.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de indústria da ⁠S&P ‌Global para a zona do euro caiu para 51,4 em junho, a menor marca em ⁠quatro meses, ante 51,6 em maio, mas permaneceu acima do limiar de 50,0 que separa crescimento de contração pelo quinto mês consecutivo. O resultado ficou ligeiramente acima da preliminar de 51,3.

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A S&P Global observou que a maioria das respostas à pesquisa foi coletada antes da assinatura de memorando de entendimento para um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o ​Irã, em 17 de junho, o que significa que o impacto total sobre as cadeias de oferta e os custos de energia ainda não foi capturado nos dados.

“Um novo aumento ​na produção industrial em junho reforça os sinais de resiliência na economia da zona do euro”, afirmou Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence. “A expansão de junho, de fato, encerra o trimestre mais forte para a produção industrial da zona do euro desde os primeiros meses de 2022 e compensará o recente declínio registrado na economia de serviços.”

“No entanto, não ‌está claro se as notícias mais positivas vindas do Oriente ​Médio levarão a uma melhora adicional no desempenho da economia industrial no curto prazo.’

“Esse crescimento sustentado foi acompanhado por uma bem-vinda redução das pressões sobre os custos, refletindo em grande parte a queda acentuada nos preços do petróleo observada ⁠durante o mês, juntamente com uma ​diminuição das preocupações com ​a oferta.”

Uma pesquisa da Reuters publicada no início de junho previa expansão de 0,1% da economia neste trimestre.

As novas encomendas voltaram a ⁠apresentar crescimento modesto no mês passado, após uma ​estagnação em maio, embora o aumento tenha sido apenas marginal. Os pedidos de exportação continuaram a representar um leve peso.

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O subíndice de produção subiu de 51,3 para 51,7 em junho, atingindo a maior marca em dois ​meses. Espanha e França foram os únicos países da pesquisa a registrar quedas.

O número de funcionários nas fábricas continuou a diminuir, embora o ritmo das perdas de ​empregos tenha se moderado.

Em relação ⁠aos preços, a inflação dos custos dos insumos — embora ainda elevada — caiu para seu ritmo mais fraco desde março, interrompendo uma ⁠sequência de pressão crescente que se estendia desde setembro. A inflação dos preços de venda também diminuiu e atingiu a menor leitura em três meses, oferecendo algum alívio aos compradores.

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O Banco Central Europeu elevou as taxas de juros em junho, à medida que um aumento nos custos de energia relacionado à guerra empurrou a inflação para mais de 3%, bem acima de sua meta de 2%.



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Programa Envelhecer é Legal leva formação sobre direitos da população idosa a gestores e profissionais da rede


Fortalecer as políticas públicas voltadas à população idosa por meio da qualificação de quem atua diretamente na garantia de direitos. Com esse objetivo, a Secretaria de Estado da Cidadania, por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoa Idosa, promove o ciclo de workshops “Envelhecer é Legal: Estatuto, Idadismo, Violência e Controle Social”, iniciativa que integra as ações estruturantes do programa estadual Envelhecer é Legal e dá continuidade às mobilizações do Junho Prata 2026.

Realizada em parceria com a Universidade Aberta à Pessoa Idosa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UnAPI/UFMS), a formação será desenvolvida entre os dias 7 de julho e 25 de agosto, em formato on-line, reunindo gestores públicos, conselheiros, profissionais da assistência social e da saúde, estudantes e demais interessados em ampliar conhecimentos sobre direitos, enfrentamento ao idadismo, prevenção das violências e fortalecimento do controle social.

Subsecretária de Políticas Públicas para Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu, durante live do Junho Prata. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Para a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu, a formação foi pensado para oferecer suporte técnico aos municípios e fortalecer a atuação das redes de proteção. “O ciclo de workshops integra as ações estruturantes previstas no Programa Estadual Envelhecer é Legal e tem como objetivo oferecer subsídios técnicos e metodológicos aos municípios, gestores públicos, conselheiros, profissionais da rede de proteção, estudantes e todos os atores envolvidos na pauta do envelhecimento”.

A iniciativa reafirma a parceria entre a Secretaria da Cidadania e a Universidade Aberta à Pessoa Idosa (UnAPI/UFMS), aproximando a produção acadêmica da implementação das políticas públicas. Para além de promover debates, a proposta é oferecer ferramentas que possam ser aplicadas na realidade dos municípios.

“Estamos propondo um espaço de formação aplicado à realidade dos territórios. Cada módulo foi pensado para apresentar não apenas os fundamentos teóricos sobre essas temáticas, mas também ferramentas práticas, metodologias e estratégias de implementação que possam ser incorporadas às ações já desenvolvidas nos municípios”, destaca a subsecretária.

Coordenadora da Universidade Aberta à Pessoa Idosa (UnAPI/UFMS), Camila Polisel, enfatiza que a parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania amplia o alcance da formação e aproxima a universidade da implementação das políticas públicas voltadas à população idosa.

“Para a UnAPI é uma alegria e uma honra construir essa formação em parceria com a Secretaria da Cidadania. O ciclo de workshops foi pensado para qualificar gestores e profissionais da rede na implementação das políticas públicas voltadas à população 60+, oferecendo um espaço de aprofundamento técnico, troca de experiências e esclarecimento de dúvidas sobre temas fundamentais para a garantia de direitos.”

Segundo ela, a programação foi estruturada para dialogar diretamente com os desafios enfrentados pelos municípios. “Ao longo dos cinco módulos, os participantes vão aprofundar conhecimentos sobre o Estatuto da Pessoa Idosa, o enfrentamento ao idadismo, a prevenção e o combate às violências e o fortalecimento do controle social, incluindo o funcionamento dos fundos municipais. É uma formação técnica e participativa, desenhada para fortalecer a rede socioassistencial e contribuir para uma atuação cada vez mais qualificada na proteção e promoção dos direitos das pessoas idosas”, completa.

Conteúdo programático

Com carga horária de 50 horas, o curso de extensão será realizado em formato on-line, por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da UFMS, com cinco encontros síncronos e atividades práticas ao longo da formação. A programação aborda temas essenciais para a promoção e a defesa dos direitos da população idosa:

07 de julho – Estatuto da Pessoa Idosa e suas legislações;

14 de julho – Aplicação prática do Estatuto da Pessoa Idosa;

28 de julho – Enfrentamento ao idadismo;

11 de agosto – Combate às violências contra a pessoa idosa;

25 de agosto – Controle social e fundos.

A avaliação será contínua, considerando a participação nos encontros e a realização das atividades propostas na plataforma. Para obter o certificado, o participante deverá alcançar frequência mínima de 75% nos encontros síncronos e concluir pelo menos 75% das atividades avaliativas.

A formação é voltada, prioritariamente, para gestores públicos, conselheiros municipais, técnicos da rede socioassistencial (CRAS e CREAS), profissionais da saúde e demais integrantes da rede de proteção à população idosa. As inscrições também estão abertas ao público em geral interessado em ampliar conhecimentos sobre envelhecimento, garantia de direitos e políticas públicas voltadas às pessoas idosas.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 3 de julho por meio da plataforma da Escola de Governo de Mato Grosso do Sul (EscolaGov). Ao todo, são oferecidas 300 vagas para a primeira turma do curso, que será realizada entre os dias 7 de julho e 25 de agosto, sempre das 18h30 às 21h30, em formato on-line.

Os interessados devem acessar a página do curso Ciclo de Workshops Envelhecer é Legal: Estatuto, Idadismo, Violência e Controle Social – Turma I na plataforma da EscolaGov e preencher o formulário de inscrição.

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Paula Maciulevicius



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