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MS valoriza ciência, tecnologia e inovação e anuncia mais R$ 38,6 milhões para pesquisa – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) realizou – nesta quarta-feira (1°) – a cerimônia do Prêmio Fundect Pesquisador Sul-Mato-Grossense 2026, com a premiação de 15 pesquisadores e pesquisadoras em cinco categorias. O evento também marcou a assinatura de chamadas públicas que somam R$ 38,6 milhões em investimentos para ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso do Sul.

Entre as instituições com pesquisadores premiados, a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) teve cinco representantes reconhecidos, a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) teve quatro premiados, além de três da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), dois da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), e um da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) – Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte.

“São premiados os primeiros colocados nas categorias apresentadas, sem esquecer, a importância dos grupos de pesquisa que dão suporte a esse avanço científico. Nos últimos quatro anos, registramos um incremento significativo no aporte de recursos, o que tem gerado resultados expressivos na produtividade e na qualidade do trabalho realizado em nossas instituições. Parabenizo todos os pesquisadores, cientistas, professores e bolsistas, bem como os institutos de pesquisa agropecuária e demais agências parceiras, pelo empenho e pela contribuição indispensável ao progresso de Mato Grosso do Sul”, disse o diretor-presidente da Fundect, Cristiano de Carvalho. 

Além do reconhecimento estadual e da premiação em dinheiro, os primeiros colocados de cada categoria serão indicados ao Prêmio do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) de Ciência, Tecnologia e Inovação.

“Eu também faço parte desse meio e sei da importância da ciência para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Eu venho do setor produtivo agrícola e acompanhei essa transformação. Quando saímos de 1,7 milhão para 4,6 milhões de hectares cultivados com soja, isso passou pelas mãos de vocês. Passou pela pesquisa, pela Fundect e pela Semadesc. É esse conhecimento que torna Mato Grosso do Sul cada vez mais competitivo”, afirmou o secretário-adjunto da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Alex Melotto. 

Novos editais

A cerimônia também integrou a programação institucional alusiva aos 28 anos da Fundect – comemorado no dia 3 de julho. Durante o evento, foram assinadas chamadas públicas que somam mais R$ 38,6 milhões em investimentos para ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso do Sul. Os documentos foram assinados pelo diretor-presidente da Fundect, Cristiano Carvalho, e pelo vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha).

Os editais reforçam a atuação da Fundação no apoio à formação de pesquisadores, à fixação de doutores, à iniciação científica, à realização de eventos e ao fortalecimento da produtividade em pesquisa no Estado.

Os investimentos atendem demandas do presente e projetam o futuro do Estado. “Destaco também os 28 anos da Fundect, pilar indispensável do nosso progresso científico. Ao longo desta trajetória, milhares de projetos receberam apoio, transformando ideias em soluções concretas para a sociedade. Mato Grosso do Sul vive um momento histórico. Para sustentar este ciclo virtuoso, precisaremos, cada vez mais, da inteligência, da criatividade e da competência dos nossos pesquisadores”, afirmou Barbosinha.  

A chamada do programa de ‘Apoio à Fixação de Doutores no Brasil’ (PROFIX-CB) terá investimento de R$ 22,3 milhões. Já o edital do programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica (PIBIC) 2026 terá investimento de R$ 6,3 milhões e apoiará bolsas de iniciação científica.

A chamada do programa de Apoio a Eventos Científicos, Tecnológicos e de Inovação (PAE-MS) 2026 terá investimento de R$ 1 milhão. Outro edital que terá novo edital e R$ 7,2 milhões é o programa de Iniciação Científica e Tecnológica do Estado de Mato Grosso do Sul (PICTEC-MS).

Também foi anunciado edital de Bolsas de Produtividade Estaduais Fundect/CNPq, com investimento de R$ 1,8 milhão, voltada ao reconhecimento e ao estímulo à produtividade de pesquisadores no Estado.

Premiados

Na categoria Pesquisador Destaque – Ciências da Vida, o primeiro colocado foi Flábio Ribeiro de Araújo, da Embrapa CNPGC. Doutor em Imunologia, ele atua na formação de novos pesquisadores e na coordenação de redes nacionais de pesquisa. O segundo lugar ficou com Letícia Couto Garcia, da UFMS, na área de Ciências Biológicas. O terceiro colocado foi Rodrigo Garófallo Garcia, da UFGD, na área de Ciências Agrárias.

Na categoria Pesquisador Destaque – Ciências Exatas, o primeiro colocado foi Heberton Wender Luiz dos Santos, da UFMS. Doutor em Física, ele desenvolve pesquisas em nanociência e nanotecnologia, com projetos voltados à sustentabilidade, conversão de energia e mitigação de gases de efeito estufa. O segundo lugar ficou com Victor Hugo Rodrigues de Souza, da UFGD. O terceiro colocado foi Junior Reis Silva, da UEMS.

Na categoria Pesquisador Destaque – Ciências Humanas, o primeiro colocado foi Charlei Aparecido da Silva, da UFGD. Doutor em Geografia, ele é referência nas áreas de Geografia e Climatologia, com atuação voltada à produção científica, à formação de pesquisadores e ao fortalecimento da pós-graduação. O segundo lugar ficou com Márcia Maria dos Santos Bortolocci Espejo, da UFMS. A terceira colocada foi Ruth Pavan, da UCDB.

Na categoria Pesquisador Inovador – Inovação para o Setor Público, o primeiro lugar ficou com Arlinda Cantero Dorsa, da UCDB. Doutora em Língua Portuguesa, ela atua nas áreas de desenvolvimento local e cooperação regional. O segundo lugar ficou com Edson Takashi Matsubara, da UFMS. O terceiro colocado foi Mateus Boldrine Abrita, da UEMS.

Na categoria Pesquisador Inovador – Inovação para o Setor Empresarial, a primeira colocada foi Denise Brentan da Silva, da UFMS. Doutora em Ciências, ela atua em Química de Produtos Naturais, espectrometria de massas e metabolômica. O segundo lugar ficou com Luana Rossato, da UFGD. A terceira colocada foi Alinne Pereira de Castro, da UCDB.

Também foi premiado o ex-reitor da UFMS, Marcelo Turine, que recebeu o troféu Gestor Inovador, que juntamente com os primeiros colocados de cada categoria, vão representar Mato Grosso do Sul em nível nacional no Prêmio CONFAP de Ciência, Tecnologia e Inovação “Professora Niède Guidon” – 5ª Edição (2025).

Paulo Ricardo Gomes, Comunicação Fundect
Fotos: Nivi Souza, Fundect



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economia

Moretti diz que fim de subsídio do diesel será lento para evitar choque de preços


BRASÍLIA, 2 Jul (Reuters) – A extinção do subsídio implementado pelo governo para ⁠o diesel será mais lenta que a da gasolina pela avaliação de que mesmo após o recuo da cotação internacional ⁠do petróleo, o processo precisa ser feito com cautela para evitar um choque de preços no país ou desabastecimento, afirmou o ministro do Planejamento e Orçamento, ‌Bruno Moretti.

Em entrevista à Reuters nesta quinta-feira, Moretti argumentou que a estratégia de gradualismo na retirada do benefício manterá a premissa de neutralidade fiscal, prevendo que esses desembolsos pagos às empresas serão compensados por receitas extraordinárias que o governo ainda tem a receber, enquanto avalia eventual manutenção do imposto de exportação sobre petróleo, mas com alíquota mais baixa.

O governo ‌anunciou na terça-feira a eliminação de subsídio de R$0,35 por litro de diesel a partir de 1º de julho e disse que outras subvenções estavam em análise para retirada gradual.

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Segundo Moretti, o fim da subvenção de R$0,44 por litro de gasolina, a ser anunciada nos próximos dias, será feito em prazo “bem menor”, enquanto a extinção do benefício adicional de R$1,12 por litro de diesel será “gradual para não afetar não só o preço como o abastecimento”.

O ministro justificou que o recuo da cotação do petróleo de mais de US$100 durante a guerra no Oriente Médio para cerca de US$70 agora não foi integralmente repassado aos preços pagos pelo consumidor final, que subiriam de forma abrupta se a subvenção fosse extinta rapidamente.

Em outra frente de preocupação, ele citou ⁠uma previsão ‌de aumento sazonal da demanda internacional por diesel no segundo semestre deste ano, questão levada em conta pelo governo já que o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido internamente.

“Esse ⁠gradualismo é coerente com a nossa capacidade de entregar a meta fiscal ao fim do ano… também olhando para a necessidade de o mercado de combustíveis, de diesel, ter a previsibilidade necessária para fazer as suas operações e abastecer a sociedade”, disse.

Em relação ao imposto sobre a exportação de petróleo, instituído em março para reforçar o caixa do governo e desestimular as vendas externas num momento em que as empresas lucravam com a alta acelerada do preço da commodity, Moretti afirmou que a alíquota de 12% não será mantida com o preço do barril no atual patamar.

“Com o Brent a US$70, não se justifica uma alíquota de 12% e certamente nós não ​vamos mantê-la no cenário atual. A discussão é… se a gente baixa progressivamente ou se a gente retira imediatamente,” afirmou ele.

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A medida provisória (MP) que instituiu a cobrança expira na próxima semana, mas o ministro pontuou que, como se trata de um imposto regulatório, o governo poderá manter a taxação com uma possível alíquota mais baixa por meio ​de decisão administrativa do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior.

DIVIDENDOS FRUSTRADOS

Em meio à baixa arrecadação do governo com a taxação sobre dividendos, implementada desde janeiro para compensar o aumento da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$5 mil por mês, Moretti afirmou que o governo não precisará lançar mão de novas medidas para fazer frente à frustração de receitas.

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De janeiro a maio, o governo levantou R$1,5 bilhão com a cobrança de 10% sobre dividendos remetidos para fora e sobre proventos acima de R$50 mil distribuídos no país, apenas 5% dos R$30 bilhões estimados para o ano.

Moretti ponderou que o governo vem arrecadando acima do esperado em outras frentes, que não especificou, limitando-se a dizer que essas ‌receitas vão assegurar a compensação.

“Nosso cenário deve indicar tranquilamente o cumprimento da meta fiscal sem qualquer medida adicional. Na pior ​das hipóteses, uma dificuldade de cumprimento dessa meta remeteria a um contingenciamento, que nós faríamos”, disse.

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Segundo o ministro, o próximo relatório bimestral de avaliação fiscal, a ser apresentado ao fim deste mês, mostrará compatibilidade com o atingimento da meta de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

Como o alvo tem uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual e permite a dedução de uma série de despesas para fins de ⁠aferição de cumprimento, o governo na prática pode registrar um déficit primário de ​até 0,5% do PIB este ano.

O governo opera ​o orçamento desde maio com um bloqueio de R$23,7 bilhões em verbas de ministérios diante de pressões em despesas obrigatórias. De acordo com o ministro, a equipe econômica não observa no momento uma descompressão nas contas, sendo possível ⁠uma redução apenas parcial desse corte neste mês. Um aumento da contenção não está no cenário ​do governo, acrescentou.

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COMPROMISSO FISCAL

Moretti fez uma defesa enfática do compromisso do governo em melhorar a trajetória fiscal, pontuando que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será marcado pela entrega de uma melhora de 2 pontos percentuais do PIB no resultado primário, após o primeiro ano da administração ter terminado com déficit de 2,4% do PIB.

Diante de questionamentos do mercado sobre a necessidade de maior disciplina ​fiscal num momento em que o governo paga juros reais acima de 8% ao ano para financiar seus gastos, ritmo que pressiona o crescimento da sua pesada dívida pública, o ministro afirmou que o governo já se comprometeu com isso ao definir metas fiscais mais ambiciosas para 2027 em diante.

No ​projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano, o ⁠governo Lula propôs uma meta de superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, indicando superávits de 1,0% em 2028, 1,25% em 2029 e 1,5% em 2030.

“Ali nós nos comprometemos com uma trajetória de aceleração da consolidação fiscal que muito ⁠ajudará a um processo de estabilização da dívida num prazo mais rápido. E, para isso, nós vamos manter o nosso limite de despesa e perseguir as metas que estão ali colocadas,” ele respondeu.

Sobre possíveis pressões inflacionárias geradas por medidas recentes do governo, o ministro argumentou que linhas de crédito subsidiadas para veículos são pontuais e não pressionam a demanda agregada, enquanto o Desenrola reduz a renda disponível de famílias que agora terão que pagar dívidas que antes não eram pagas.

“O que nós temos que fazer para ajudar o Banco Central é dar toda a segurança de que nós vamos seguir com uma política restritiva do ponto de vista fiscal, com um bloqueio necessário para cumprir o limite de gastos, com as ações necessárias para cumprir a nossa meta fiscal”, disse.

(Edição de Isabel ​Versiani)



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Sicredi vê cautela no crédito rural apesar de recursos equalizados

O Sicredi acredita que o Plano Safra 2026/27 deve permitir à cooperativa atender a demanda projetada por crédito rural. A expectativa é de que os recursos equalizados sejam suficientes para o planejamento da safra e que outras fontes de funding complementem a oferta de crédito em um cenário de juros elevados. 

A avaliação foi apresentada por executivos da instituição durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (2).

Segundo os executivos, a distribuição de recursos na safra 2025/26 ficou em 52% controlados e 48% livres, patamar considerado estável em relação à safra anterior, quando o Sicredi teve mais recursos livres do que controlados. Moraes explicou que a cooperativa ainda não tem visibilidade exata sobre sua parcela no leilão de recursos, mas que, pelo que já foi discutido no plano, a expectativa é de atendimento quase total da demanda projetada.

Para compor o funding de custeio, o Sicredi soma a essa fatia controlada outras fontes, como as linhas dolarizadas, a CPR (Cédula de Produto Rural) e os fundos constitucionais. 

Segundo Vitor Moraes, superintendente de agronegócio do Sicredi, mesmo que haja eventualmente um valor menor de recursos equalizados, esse déficit não deve ser relevante a ponto de prejudicar o atendimento aos produtores, quando considerado o conjunto de fontes disponíveis.

Selic pressiona

Os executivos reconheceram que a Selic, em 14,25%, encarece o crédito e, somada a fatores climáticos e a margens apertadas, pressiona a capacidade de pagamento dos produtores. 

Moraes afirmou que a busca por fontes de funding mais baratas é constante na cooperativa, mas que há um limite: por responsabilidade fiduciária, o Sicredi não pode captar recursos a um custo abaixo da própria Selic.

“A nossa expectativa de queda da Selic, que há alguns meses parecia mais acelerada, veio numa velocidade menor, por conta de fatores relevantes. A expectativa é que a gente possa continuar retomando esse avanço de queda, porque isso melhora todo o conjunto, inclusive os fundos captados a preço de CDI”, disse Moraes.

Segundo ele, a instituição continua buscando fontes de captação mais baratas para reduzir o custo das operações com recursos livres, mas reconhece que a disputa por esses recursos aumentou. “A busca por fundings mais baratos é constante, mas todo mundo também está buscando fundings mais baratos”, afirmou.

Endividamento e inadimplência

Moraes descreveu a carteira do Sicredi, de R$ 120 bilhões, como heterogênea: parte dos produtores está mais organizada financeiramente, enquanto outra parcela acumulou maior endividamento nos últimos anos e precisa de reequilíbrio no fluxo de caixa. 

Moraes reconheceu níveis de inadimplência acima do histórico recente do Sicredi, mas afirmou que seguem inferiores à média do mercado, citando um indicador do Serasa próximo a 8%, contra números “muito menores” na cooperativa. Segundo ele, o movimento é natural diante do cenário dos últimos anos, marcado por custos de produção mais altos, margens menores e queda na capacidade de pagamento dos produtores.

Segundo ele, a projeção de crédito compartilhada pela cooperativa é voltada aos produtores financeiramente organizados, que seguem sendo financiados com cautela, tanto por parte das instituições financeiras quanto dos próprios produtores. Moraes citou como exemplo a MP de renegociação de dívidas.

O  diretor executivo de Negócios, Crédito e Segmentos, Gustavo Freitas, complementou que o momento reúne fatores simultâneos, como preços em baixa, margens reduzidas e risco de choques climáticos, que recomendam cautela em vez de otimismo generalizado.

Ele afirmou que há uma tentativa de educar o produtor financeiramente através das recomendações.  “Talvez seja um momento de você frear um pouquinho, de diminuir investimento com custo maior”, disse, ilustrando com um episódio em que defendeu o uso de consórcio como alternativa de planejamento financeiro de médio prazo para produtores que não têm urgência de troca de maquinário.

Seguro rural

Questionado sobre a ausência de anúncios estruturais para o seguro rural no Plano Safra, Freitas disse não esperar uma reforma estrutural neste momento, atribuindo isso, entre outros fatores, ao calendário eleitoral e à saída de equipes técnicas dedicadas ao tema. Ainda assim, afirmou haver expectativa de que alguma medida seja anunciada.

Segundo ele, o Sicredi observa um apetite crescente por seguro rural, sobretudo em regiões historicamente menos habituadas ao produto, como áreas do Centro-Oeste ao Norte do país, impulsionado por eventos climáticos recentes. 

A cooperativa afirma trabalhar com seguradoras para modular produtos por região, já que uma cobertura desenhada para geada no oeste do Paraná, por exemplo, não atende às necessidades do norte de Mato Grosso ou do sul do Pará.

Linhas dolarizadas

As linhas dolarizadas surgem como a maior aposta da cooperativa de crédito, com expectativa de crescimento de 57% na safra 2026/27 na comparação interanual.

Moraes afirmou que elas respondem à busca dos produtores por custos mais baixos, com diferença de cerca de 70% em relação à Selic. E, em alguns casos, também mais vantajosas que a taxa controlada, a depender do porte do produtor.

 Ele ressaltou, no entanto, que o uso dessas linhas exige responsabilidade: é indicado apenas a produtores com receita em dólar e cujo prazo de pagamento esteja alinhado ao momento dessa receita, já que uma variação cambial desfavorável pode anular o ganho obtido na taxa de juros.

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economia

Taxa de desemprego da zona do euro permanece em 6,2% em maio, abaixo do esperado


A taxa de desemprego da zona do euro permaneceu em 6,2% em maio, repetindo o nível de abril, segundo dados com ajuste sazonal divulgados nesta quinta-feira (2) pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado ficou abaixo da previsão de analistas consultados pela FactSet, de 6,3%.

O dado de abril foi revisado para baixo, de 6,3% originalmente para 6,2%.

A Eurostat estima que havia 10,986 milhões de desempregados na zona do euro em maio. Em relação a abril, o número de pessoas sem trabalho na região diminuiu em 55 mil.

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Sicredi anuncia R$ 72,1 bilhões para o agronegócio no próximo Plano Safra

O Sicredi vai ofertar R$ 72,1 bilhões em crédito para produtores rurais durante o Plano Safra 2026/27, alta de 4,4% em relação aos R$ 69 bilhões liberados no ciclo anterior, informou a cooperativa de crédito em coletiva realizada nesta quinta-feira (2).

A instituição estima realizar cerca de 340 mil operações no período, ante mais de 320 mil na safra 2025/26.

Do total previsto, R$ 27,6 bilhões serão destinados ao custeio da produção, R$ 15,4 bilhões para investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização.

A instituição também prevê conceder R$ 18 bilhões por meio de CPR (Cédulas de Produto Rural).

Outros R$ 9,1 bilhões são esperados em operações de crédito em moeda estrangeira, voltadas principalmente a produtores ligados à cadeia de exportação. Esta é a grande aposta de ampliação do Sicredi que, se confirmada, representaria um crescimento de 57% em relação à safra 2025/26, quando ofertou R$ 5,8 bilhões nas linhas dolarizadas.

Pequenos e médios produtores 

Segundo o Sicredi, R$ 13,3 bilhões serão direcionados à agricultura familiar e R$ 14,6 bilhões aos produtores de médio porte. Os dois segmentos devem concentrar 88% das operações previstas no ciclo. Para os demais produtores, a previsão é liberar R$ 17,1 bilhões.

A instituição informou ainda que possui uma carteira de crédito agro com saldo de R$ 121 bilhões e afirmou manter a posição de instituição financeira privada com maior volume de crédito rural concedido no país, com 10 milhões de cooperados e 99 cooperativas.

Balanço do ciclo anterior

No ano-safra 2025/26, o Sicredi concedeu R$ 69 bilhões em financiamentos ao setor agropecuário, distribuídos em mais de 320 mil operações. O superintendente de Agronegócio do Sicredi, Vitor Moraes, afirmou que “mesmo diante de um cenário mais seletivo para crédito, conseguimos atingir um recorde de R$ 69 bilhões”.

Desse total, R$ 16,9 bilhões foram liberados por meio de CPR. As liberações incluíram R$ 25,6 bilhões para custeio, R$ 18,7 bilhões para investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização. De acordo com a instituição, pequenos e médios produtores responderam por 88% das operações realizadas no período.

O Sicredi também destacou sua atuação como agente repassador de recursos do BNDES. Em 2025, a instituição informou ter liberado R$ 11,2 bilhões por meio dessas operações, dos quais R$ 8,6 bilhões foram destinados ao agronegócio, uma alta de 2,4% na comparação interanual.

Em relação a fundos de crédito, o Sicredi liberou R$ 1,5 bilhão através do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) e R$ 613 milhões em FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte). Já o Funcafé contou com R$ 516 milhões liberados na safra.

 

 

 

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economia

Criação de vagas nos EUA deve ter desacelerado em junho após série de grandes ganhos


WASHINGTON, 2 Jul (Reuters) – O ⁠crescimento do emprego nos Estados Unidos provavelmente ⁠desacelerou em junho, mas ainda em um ritmo sólido, com expectativa ‌de que a taxa de desemprego tenha permanecido em 4,3% pelo quarto mês consecutivo, consistente com um mercado de trabalho estável.

Essa moderação ‌prevista viria após três meses consecutivos de ganhos fortes e acima das expectativas no número de vagas criadas fora do setor agrícola. Economistas esperam que o relatório de emprego do Departamento do Trabalho, a ser divulgado nesta quinta-feira, mantenha em aberto a possibilidade de um aumento ⁠da ‌taxa de juros pelo Federal Reserve em setembro, em meio à ⁠alta da inflação causada pela guerra liderada pelos EUA contra o Irã.

O relatório será divulgado um dia antes do normal devido ao feriado de sexta-feira, que marca o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos no sábado.

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“Há alguns meses, eu estava realmente ​preocupado porque havíamos perdido empregos em cinco meses”, disse Dan North, economista sênior da Allianz Trade Americas. “Vimos o mercado de trabalho ​se fortalecer nos últimos três meses, e não vejo nenhum desequilíbrio específico. Estamos nessa fase muito cansativa do mercado de trabalho em que ‘não se contrata, nem se demite’.”

A economia deve ter aberto 110.000 vagas de emprego fora do setor agrícola no mês passado, após ‌172.000 em maio, segundo uma pesquisa da ​Reuters com economistas. As estimativas variaram de 25.000 a 200.000.

Economistas estimaram que a economia precisa criar entre zero e 50.000 empregos por mês para acompanhar o crescimento da ⁠população em idade ativa. ​A chamada taxa ​de equilíbrio caiu devido a uma repressão à imigração que reduziu a força de trabalho, ⁠mantendo a taxa de desemprego estável.

Foram ​abertas 214.000 e 179.000 vagas em março e abril, elevando a média mensal de novos empregos nos três meses até maio para 188.000, em comparação ​com apenas 63.000 durante o mesmo período em 2025. Economistas tiveram dificuldade em explicar a melhora na criação de empregos, ​mas a maioria ⁠concordou que um nível historicamente baixo de demissões foi um fator importante para o aumento ⁠no número de empregos.

Apesar de enfrentarem incertezas decorrentes, inicialmente, das tarifas do ano passado e, mais recentemente, do conflito no Oriente Médio, as empresas têm se mostrado relutantes em demitir funcionários, depois de terem enfrentado dificuldades para encontrar mão de obra após a pandemia da Covid.



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Pantanal Tech sediará leilão de 45 bovinos do Governo de Mato Grosso do Sul – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A SAD (Secretaria de Estado de Administração) realizará o Leilão Administrativo nº 0003/2026, destinado à alienação de 45 semoventes bovinos, durante a Pantanal Tech 2026. O leilão será de forma presencial, no dia 4 de julho (sábado), às 14h, na Unidade Universitária da Uems, em Aquidauana.

Os animais pertencem ao patrimônio do Estado de Mato Grosso do Sul, foram disponibilizados pela Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Su) e classificados como inservíveis e ociosos para a Administração Pública Estadual, mantendo valor comercial para alienação.

O edital foi publicado no Diário Oficial Eletrônico do Estado nº 12.183, de 12 de junho de 2026, e encontra-se disponível no portal oficial de compras do Estado. No documento constam a descrição detalhada dos lotes, as condições de participação, critérios de julgamento, forma de pagamento e demais regras aplicáveis.

Segundo as regras publicadas no edital, os 45 bovinos estão distribuídos em 4 lotes (001 a 004), e os lances serão ofertados presencialmente, sendo vencedor de cada lote o participante que apresentar o maior lance, observado o valor mínimo estabelecido no edital.

O credenciamento para participação no leilão será realizado presencialmente no mesmo dia, em 04 de julho de 2026, das 9h às 13h30 (horário local), no local da sessão pública.

Um diferencial deste certame é que não haverá cobrança de comissão ou taxa de leiloeiro, uma vez que o leilão será conduzido por leiloeiro administrativo, servidor público designado pela Administração.

A visitação dos animais estará aberta aos interessados nos dias 03 e 04 de julho, para verificação prévia das condições dos bens, sendo recomendada, mas não obrigatória para participação no certame.

Serviço

Leilão realizado de forma presencial no dia 04 de julho de 2026, às 14h (horário local), na Unidade Universitária de Aquidauana/Uems, durante a Pantanal Tech 2026, localizada na Rodovia Graziela Maciel Barroso, KM 12, Zona Rural, Distrito de Camisão, Aquidauana/MS.

Laiana Horing Nantes, Comunicação SAD
Fotos: Arquivo SAD



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economia

dados do IR revelam profissões com maiores patrimônios


Titulares de cartório, juízes, procuradores e diplomatas são as profissões que declararam mais patrimônios à Receita Federal no Imposto de Renda (IR) de 2025, segundo dados atualizados pelo Fisco nesta quinta-feira.

As informações foram extraídas da base de dados das declarações de IR, referente ao ano de 2025. Um painel para acessar as informações sobre como localização geográfica, faixa de renda, ocupação, raça, cor, sexo e faixa etária foi lançado nesta quinta pela Receita.

Na ferramenta é possível refinar as informações como as profissões com maiores médias de patrimônios e rendas declaradas.

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A maior média de patrimônio registrado foi de titulares de cartório, que foi de R$ 3,3 milhões no ano passado. Em segundo lugar vem os membros do Judiciário (ministros e juízes), e do Ministério Público (procuradores), com um patrimônio médio de R$ 2,9 milhões. Em seguida, diplomatas e afins, com uma média de R$ 2,5 milhões em patrimônio declarado.

Confira o ranking de profissões com maiores médias de patrimônio declarado:

Titulares de cartório: R$ 3,3 milhões

Membros do Judiciário e Ministério Público: R$ 2,9 milhões

Diplomatas e afins: R$ 2,5 milhões

Atleta, desportista e afins: R$ 1,7 milhões

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Dirigentes, presidentes e diretores de empresa industrial: R$ 1,7 milhões

Produtor na exploração agropecuária: R$ 1,6 milhões

Servidores de carreira do Banco Central e CVM: R$ 1,4 milhões

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Médicos: R$ 1,4 milhões

Advogados públicos e procuradores da Fazenda: R$ 1,2 milhões

Advogados: R$ 1,1 milhões

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O levantamento não engloba trabalhadores isentos da obrigatoriedade de declarar Imposto de Renda, como parte daqueles com renda abaixo do limite tributável. Confira o ranking completo neste link.



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economia

IPC-Fipe sobe 0,18% em junho, abaixo da mediana, e vai a 3,92% em 12 meses


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,18% em junho, desacelerando ante a alta de 0,45% em maio e também em relação ao avanço de 0,27% na terceira quadrissemana do mês passado, segundo dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira, 2.

O resultado de junho ficou dentro das estimativas de instituições de mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, que variavam de 0,12% a 0,24%, mas abaixo da mediana, de 0,21%.

No primeiro semestre de 2026, o IPC-Fipe acumulou inflação de 2,11%. Em 12 meses até junho, o índice registrou alta de 3,92%, abaixo da mediana projetada de 3,95% e acelerando em relação ao ganho de 3,65% no período encerrado em maio.

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Em junho, três dos sete componentes do IPC-Fipe perderam força: Habitação (de 0,53% em maio para 0,34%), Alimentação (de 1,14% para 0,13%) e Despesas Pessoais (de 0,31% para -0,03%).

Por outro lado, houve aceleração de maio para junho em Transportes (de -0,65% para 0,10%), Saúde (de 0,05% para 0,31%), Vestuário (de 0,18% para 0,31%) e Educação (de -0,03% para 0,11%).

Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe em junho:

– Habitação: 0,34%

  • Alimentação: 0,13%
  • Transportes: 0,10%
  • Despesas Pessoais: -0,03%
  • Saúde: 0,31%
  • Vestuário: 0,31%
  • Educação: 0,11%
  • Índice Geral: 0,18%



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economia

Dado do mercado de trabalho reforça dúvida sobre trajetória dos juros nos EUA


Os Estados Unidos criaram 57 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola em junho, resultado bem abaixo das 113 mil esperadas pela mediana das projeções (110 mil na pesquisa Reuters). Os dados de abril e maio também foram revisados para baixo, abril de 179 mil para 148 mil e maio de 172 mil para 129 mil, corte conjunto de 74 mil postos.

Já a taxa de desemprego caiu, mas acompanhada de forte encolhimento de 720 mil pessoas no mês, reflexo principalmente de um recuo na participação de trabalhadores entre 25 e 34 anos, a maior queda mensal fora do período da pandemia em toda a série histórica do indicador.

Com esperança de que o dado pudesse aliviar projeções de altas de juros nos EUA, o Ibovespa subiu e o dólar passou a recuar após a divulgação. No entanto, analistas ainda não apontam consenso sobre o potencial efeito sobre a política monetária americana.

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Um dos motivos é a distribuição setorial do dado cheio. Lazer e hotelaria perderam 61 mil vagas no mês, mais que revertendo o avanço de 40 mil registrado em maio, período de maiores reservas para a Copa do Mundo e com o feriado de Memorial Day. Do lado positivo, o Goldman Sachs cita saúde na liderança, com 47 mil vagas, seguida por serviços profissionais e empresariais, com 36 mil, e educação privada, com 22 mil. Também houve perdas em informação, varejo e mineração.

Chamou atenção do banco o fato de a folha de educação estadual e municipal ter avançado apenas 3 mil vagas, rompendo o padrão dos primeiros números divulgados em junho nos anos anteriores, que costumavam vir mais fortes nessa leitura inicial.

De um lado, risco menor para o Fed

“Para o Fed, o relatório retira um possível risco de aquecimento do mercado de trabalho, mas não a ponto de gerar preocupações com a atividade econômica”, avalia a economista Andressa Durão, do ASA.

O economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, segue linha parecida. “O resultado de hoje reforça a leitura de um mercado de trabalho acomodado, condição que permite ao Fed concentrar sua função de reação na dinâmica inflacionária”, afirma. Sung cita como sustentação o fato de a razão entre vagas abertas e desempregados seguir acima de 1,0 no dado de maio do JOLTS.

No Inter, o economista sênior André Valério chega a conclusão semelhante e associa a queda do desemprego ao controle migratório mais rígido do governo Trump, que reduz a oferta de mão de obra disponível no país, leitura sustentada pelo próprio recuo de 720 mil pessoas na força de trabalho. “O dado de emprego de junho reafirma a narrativa de um mercado de trabalho em equilíbrio, sem grandes sinais de reaceleração da economia, tampouco de enfraquecimento”, diz.

De outro, mercado ainda “decente”

Nem todos leem o payroll como sinal de fraqueza da força de trabalho. Em relatório assinado pelo economista Abiel Reinhart, o JPMorgan classifica o resultado como “decente” e argumenta que a própria média de três meses que antecedeu a divulgação, de 188 mil vagas, já era considerada alta demais para o ritmo real de criação de empregos. Na visão do banco, a queda para a casa de 111 mil é menos um sinal de alerta e mais um ajuste esperado.

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O banco também relativiza a queda na participação da força de trabalho, tratando parte do movimento como ruído estatístico. Para o JPMorgan, o dado mais relevante do relatório é outro, a queda contínua da taxa de desemprego. “Não descartaríamos esse dado, mas parte dele provavelmente é ruído, e a queda contínua do desemprego parece ser a informação mais relevante do relatório”, escreve Reinhart.

Na Stratton Capital, o sócio e analista de investimentos Vinicius Flores projeta juros parados por todo o ano. “Estamos diante de um mercado de trabalho que adicionou, na média, mais de 100 mil postos de trabalho por mês nos últimos três meses, mesmo considerando o último dado divulgado abaixo das expectativas”, afirma.

Já o C6 Bank adota tom mais negativo, e mantém a aposta em nova alta de juros ainda em 2026, apoiado no ritmo firme dos salários, que subiram 3,52% em 12 meses, e na leitura de que o mercado de trabalho segue aquecido o suficiente para sustentar pressão inflacionária.

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Dúvida sobre próximos passos

Parte da atenção ao payroll de hoje vem da estreia dura de Kevin Warsh à frente do Fed. Na reunião de 17 de junho, primeira sob seu comando, o novo presidente surpreendeu o mercado com uma postura mais rígida do que a esperada e abriu espaço para novas altas de juros ainda em 2026. Na última quarta-feira (1), Warsh reforçou o tom em fala pública na Europa, afirmando que a inflação americana segue “alta demais”. Por isso, o payroll fraco de hoje foi lido, num primeiro momento, como alívio.

Para José Alfaix, economista da Rio Bravo Investimentos, o quadro é mais delicado que um simples alívio. Segundo ele, o payroll de junho reduz o espaço de manobra que o dado de maio dava para Warsh considerar tanto manutenção quanto alta de juros, mas isso não resolve o dilema do Fed. “Atividade enfraquecendo com preços ainda pressionados não é o tipo de cenário que se resolve com uma direção só”, diz.

Ainda assim, o mercado via CME FedWatch reduziu a aposta em uma alta de juros já em setembro, empurrando parte dessa expectativa para outubro.

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