Categorias
economia

Mesmo com maio mais fraco, serviços às famílias “seguram” projeções para o setor


Embora a queda de 0,4% no desempenho do setor de serviços em maio, divulgada nesta quarta-feira (15) pelo IBGE, possa sugerir uma desaceleração da atividade mais acelerada, os serviços prestados às famílias continuaram a mostrar força e revisões para cima da PMS dos meses anteriores mantiveram entre os economistas projeções menos pessimistas para o restante do ano.

Os especialistas de casas de investimentos e bancos citaram entre os fatores que embasam essa avaliação de desaceleração moderada as revisões para cima dos meses anteriores e os efeitos benéficos do mercado de trabalho aquecido sobre a renda, embora os juros ainda altos reduzam o apetite para gastos discricionários.

Leia também: Setor de serviços recua 0,4% em maio e frustra projeções de leve alta

Na opinião de Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, economistas da XP, no geral, a composição da PMS de maio foi benigna para o PIB de Serviços. “Transportes e Armazenagem, que trouxeram resultados fracos no mês, pesam pouco nas Contas Nacionais Trimestrais. Por outro lado, Serviços Prestados às Famílias e, principalmente, Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares vieram fortes”, comentaram

A receita real do setor de serviços caiu 0,4% na comparação mensal em maio, retração mais intensa que a prevista pela XP (-0,2%) e do consenso de mercado (-0,1%). Mas na comparação com o mesmo mês de 2025, a receita real avançou 0,4%, em linha com as expectativas de mercado (0,5%).

Os especialistas destacam as revisões para cima nos três meses anteriores (alta de 0,2 p.p. em cada um, na comparação anual). “Portanto, embora o dado de maio tenha surpreendido negativamente, o efeito acumulado das revisões recentes é positivo para o setor de serviços em 2026”, escreveram, destacando que o carry-over estatístico para o 2° trimestre ficou em 0,2%.

Eles destacaram ainda que os “Serviços Prestados às Famílias” continuaram mostrando números encorajadores — com alta anual de 3,1% e mensal de 0,2%. “Essa categoria ainda se beneficia de um mercado de trabalho resiliente e dos ganhos de renda real das famílias, embora o alto custo do serviço da dívida siga limitando uma recuperação mais forte do consumo discricionário”, explicaram.

Do lado negativo, foram citados os serviços de “Transportes, Armazenagem e Correio”, que recuaram 1% nomes e 4,2% na comparação anual, subtraindo 1,5 p.p. do crescimento anual do índice cheio.

“No geral, seguimos vendo crescimento moderado do setor de serviços à frente. Por um lado, o mercado de trabalho permanece apertado, e um conjunto amplo de medidas de estímulo deve sustentar a demanda das famílias no curto prazo. Por outro, os juros elevados e o aumento do peso do serviço da dívida das famílias seguem como ventos contrários importantes, limitando uma expansão mais robusta das despesas com serviços”, analisaram Margato e Maluf

Continua depois da publicidade

O XP Tracker para o crescimento do PIB no 2º trimestre avançou ligeiramente, de 0,49% para 0,51%, na comparação trimestral. A expectativa para o crescimento do PIB em 2026, no entanto, permanece em 2,0%.

Inflação x renda

Para Leonardo Costa, economista do ASA, o resultado de maio reforça a leitura de desaceleração gradual da atividade de serviços. “Apesar da elevada volatilidade recente dos dados marginais, com queda expressiva em março, recuperação forte em abril e novo recuo em maio, a tendência subjacente parece apontar para pequena desaceleração ao longo do segundo trimestre”, previu.

O ASA segue projetando expansão de 0,5% do PIB no segundo trimestre, abaixo do ritmo observado no primeiro trimestre.

Continua depois da publicidade

A opinião de Matheus Pizzani, economista do PicPay, é que o dado mostrou um cenário mais frágil que o esperado. “O menor ímpeto do consumo de serviços por parte das famílias impactou indiretamente o comportamento de outros grupos, como no caso dos serviços de transporte, que recuaram 1% na medição de maio, resultado mais que suficiente para dissipar o crescimento de 0,9% do mês anterior”, comparou.

Mas, embora admita que o conjunto de dados acima possa sugerir uma inflexão mais intensa da atividade econômica em direção ao campo recessivo, Pizzani ponderou que a PMS é referente a um período que, além de não contar com sazonalidades benignas significativas como acontece em abril e junho, foi também um dos mais afetados pela rápida escalada da inflação e corrosão da confiança dos consumidores.

“Neste sentido, a inflação ainda elevada nos setores de combustível e, principalmente, alimentação, parecem ter proporcionado um balanceamento da cesta de consumo das famílias em direção a itens essenciais, como os alimentos, e forte redução do consumo de serviços”, disse.

Continua depois da publicidade

Segundo ele, há espaço para correções em alguns dos movimentos de retração observados na PMS de maio, que podem ser catalisados pelos efeitos sazonais benignos característicos do mês de junho. “Não alteramos nossa perspectiva para o PIB do segundo trimestre, com projeção de crescimento de 0,4%. Para 2026, seguimos projetando alta de 1,7% do PIB.”

Já Claudia Moreno, economista do C6 Bank, comentou que os dados recentes mostram é que o setor de serviços está registrando alguma moderação, permanecendo mais próximo da estabilidade. “Na média móvel dos três meses até maio, o setor acumula leve queda de 0,1% ante o trimestre até abril.”

Para ela dados dos serviços até maio indicam um desempenho mais fraco do que o projetado, com alta nos serviços prestados às famílias, mas tendência de queda nos serviços de transportes. Ele acredita que o mercado de trabalho aquecido, a expansão da renda dos trabalhadores e as medidas de estímulo ao crédito adotadas pelo governo podem oferecer algum suporte ao setor ao longo de 2026.

Continua depois da publicidade

“A economia brasileira continua dando sinais de desaceleração gradual. Mesmo com os cortes na Selic neste ano, os juros continuam elevados e contribuindo para frear a atividade. Não esperamos, contudo, uma perda de fôlego mais intensa, uma vez que o mercado de trabalho sólido, o crescimento da renda média e as medidas promovidas pelo governo têm ajudado a sustentar a economia. Nossa projeção é de que o PIB cresça 1,7% em 2026”, estimou.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

EUA confirmam aplicação de novo tarifaço a produtos do Brasil


O governo dos EUA, por meio do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), confirmou nesta quarta-feira (15) que aplicará tarifas de 25% a produtos brasileiros. Os detalhes e uma lista oficializando os produtos que serão afetados serão publicados no Federal Register, uma espécie de Diário Oficial, nas próximas horas.

A expectativa dentro do Executivo brasileiro já era de que a taxação seria imposta pelo governo Trump, sendo que portais de notícias trouxeram mais cedo que o chefe do USTR, Jamieson Greer, teria dito horas antes a interlocutores que essa era a recomendação para o governo americano.

O Brasil vira assim o primeiro alvo em uma nova rodada de tarifas a serem adotadas pelo governo norte-americano contra vários países, depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária original do presidente Donald Trump, em fevereiro deste ano.

“Não houve falta de esforço da nossa parte. Houve dezenas de reuniões, seis ou sete só no último mês”, disse uma fonte à Reuters envolvida nas negociações, que pediu anonimato. “Mas eles querem o impossível.”

Entre os desejos da equipe norte-americana estava o pedido para que alguns de seus produtos tivessem tarifas reduzidas exclusivas dentro do mercado brasileiro, o que fere a legislação do país e, mesmo que o Brasil decidisse ceder, acabaria na Justiça.

A nova estratégia tarifária do governo Trump se baseia na Seção 301 da lei comercial dos EUA, uma disposição que autoriza investigações sobre supostas práticas comerciais desleais, mas não será o único. Desde fevereiro, o USTR abriu mais quase 80 investigações com base na seção 301.

Na maior parte das investigações, os países são acusados de não terem legislações que impeçam a importação de produtos que possam ter trabalho escravo na sua cadeia produtiva. Além da investigação que se encerra nesta quarta, o Brasil também está nesse grupo, o que deve elevar as tarifas contra o país em mais 12,5%, chegando a 37,5% a partir do dia 24 deste mês.

Outras, que incluem China, Índia e a União Europeia, entre outros, acusam os países de usar subsídios e outras práticas para desenvolver uma “superprodução industrial” de modo artificial.

O Brasil, no entanto, está enquadrado em um situação especial. A primeira investigação contra o país foi aberta em julho de 2025, com base em uma questão política: ao adotar tarifa de 40% contra o país, somada aos 10% já implementados antes, Trump usou como argumento uma razão política, a suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Continua depois da publicidade

Desde então, depois da evolução do relacionamento entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram ampliadas as negociações e mais produtos foram incluídos na lista de exceções, mas a suposta “boa química” entre os presidentes — como descrito por Trump — não livrou o país das tarifas.

*Com Reuters e Estadão Conteúdo.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Governo publica MP que cria programa de renegociação de dívidas rurais

O governo federal publicou nesta quarta-feira (15) a Medida Provisória nº 1.376, que cria um amplo programa de renegociação de dívidas rurais voltado a produtores e cooperativas atingidos por perdas provocadas por eventos climáticos extremos e pela deterioração das condições econômicas dos últimos anos.

A medida autoriza a criação de linhas especiais de crédito para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e de CPRs (Cédulas de Produto Rural), além de permitir a participação da União em um fundo garantidor para operações de crédito rural.

O objetivo é atender produtores que registraram perdas recorrentes entre 2019 e 2025, em razão de secas, estiagens, enchentes, geadas, granizo, vendavais e outros eventos climáticos, além de oscilações negativas nos preços agropecuários.

Pela MP, poderão aderir ao programa produtores rurais e cooperativas que comprovem perdas em pelo menos duas safras, com redução mínima de 30% da renda agropecuária esperada. Para casos mais graves, envolvendo perdas em três ou mais safras e redução de pelo menos 40% da renda, a medida prevê condições ainda mais favoráveis de financiamento.

As novas linhas poderão ser utilizadas para quitar ou renegociar operações de custeio, comercialização, industrialização e investimentos contratadas até o fim de 2025, incluindo financiamentos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e demais programas do Sistema Nacional de Crédito Rural.

De acordo com o a medida, os agricultores familiares poderão contratar até R$ 400 mil, produtores enquadrados no Pronamp até R$ 2 milhões e os demais produtores até R$ 4 milhões. Nos casos de perdas mais severas, os limites sobem para R$ 500 mil, R$ 2,5 milhões e R$ 8 milhões, respectivamente.

As taxas de juros também variam conforme o enquadramento. Para operações regulares, serão de 6% ao ano no Pronaf, 9% ao ano no Pronamp e 12% ao ano para os demais produtores. Nos casos excepcionais previstos pela MP, as taxas caem para 5%, 8% e 11% ao ano, respectivamente.

O prazo de pagamento poderá chegar a oito anos nas operações regulares e a dez anos para produtores enquadrados nas condições especiais, com carência de dois anos para início da amortização do principal.

A contratação das novas linhas deverá ocorrer em até 120 dias após a publicação da medida.

Outro ponto importante da MP estabelece que a contratação desses financiamentos não impedirá o produtor de acessar novos créditos rurais nem resultará em inscrição em cadastros restritivos em razão da renegociação.

A regra também determina que os benefícios não poderão ser utilizados para valores que já tenham sido quitados anteriormente, inclusive por indenizações do Proagro ou por seguro rural.

A medida também autoriza as instituições financeiras a prorrogarem por até 30 dias parcelas de operações rurais que estavam adimplentes em 14 de julho de 2026 e que venceriam nos 30 dias seguintes à publicação da MP. Para isso, o produtor deverá solicitar adesão às novas linhas de renegociação, mantendo os encargos financeiros originalmente contratados e dispensando a assinatura de termo aditivo.

Outro dispositivo permite que bancos adquiram novas CPRs financeiras, com prazo de até oito anos, para quitar ou amortizar CPRs emitidas até 31 de dezembro de 2025 que entraram em inadimplência a partir de janeiro de 2024 e permaneceram em atraso até 31 de maio de 2026. A contratação também deverá ocorrer em até 120 dias.

A MP ainda autoriza a União a participar como cotista de um fundo garantidor destinado à cobertura de operações de crédito rural contratadas por produtores afetados por eventos climáticos adversos. O fundo terá natureza privada e contará também com participação de instituições financeiras e produtores rurais, podendo receber adesão de outros entes federativos.

Segundo o governo, o objetivo é ampliar as garantias disponíveis para as operações de crédito rural, reduzindo o risco das instituições financeiras e facilitando o acesso dos produtores ao financiamento.

O texto também endurece as penalidades para fraudes, em que os produtores que apresentarem documentos falsos para comprovar perdas de safra perderão imediatamente os benefícios, deverão devolver integralmente os recursos recebidos e poderão ficar impedidos de contratar crédito rural subvencionado ou acessar incentivos públicos por até cinco anos. Técnicos responsáveis por laudos fraudulentos também poderão responder civil, administrativa e eticamente pelos prejuízos causados.

A Medida Provisória determina ainda que o Poder Executivo apresente, em até 180 dias após o encerramento do prazo de contratação das linhas, um relatório com o número de operações realizadas e os valores efetivamente contratados.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Estoques de petróleo caem 1,692 milhão de barris na semana, revela DoE


Estoques no centro de distribuição de Cushing tiveram alta de 430 mil barris, a 20,044 milhões de barris

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 1,692 milhão de barris, a 409,665 milhões de barris na semana encerrada em 10 de julho, informou nesta quarta-feira, 15, o Departamento de Energia (DoE, em inglês). Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam queda de 900 mil no período.

Os estoques de gasolina caíram 1,533 milhão de barris, a 210,529 milhões de barris, ante expectativa de queda de 300 mil. Já os estoques de destilados subiram 4,556 milhões de barris, a 108,175 milhões de barris, contrariando projeção de queda de 100 mil.

A taxa de utilização da capacidade das refinarias subiu de 95,8% para 96,2%, ante projeção de queda a 95,9%.

Os estoques de petróleo no centro de distribuição de Cushing tiveram alta de 430 mil barris, a 20,044 milhões de barris. A produção média diária de petróleo subiu a 13,861 milhões de barris na semana. Fonte: Dow Jones Newswires.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Governo dos EUA confirma isenção de tarifas para carnes e café do Brasil

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quarta-feira (15) que as importações de carne bovina, carne de frango e café do Brasil ficarão fora da nova tarifa de 25% anunciada para produtos brasileiros. A decisão consta da lista de exceções divulgada pela Casa Branca e representa um alívio para alguns dos principais setores exportadores do agronegócio nacional.

A manutenção desses produtos na lista de isenções já era esperada pelo setor privado. Durante as audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), entidades como a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e a  ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) optaram por não participar das discussões, diante da avaliação de que as carnes brasileiras não seriam incluídas entre os produtos tarifados.

Para Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, a exclusão das carnes segue uma lógica econômica, uma vez que os Estados Unidos dependem das importações brasileiras para complementar a oferta doméstica, especialmente de carne bovina destinada ao processamento.

No café, a decisão também atende a um forte pleito da indústria americana. A NCA  (National Coffee Association) argumentou ao governo dos Estados Unidos que a taxação elevaria os custos para torrefadoras, varejistas e consumidores, já que o país depende das importações para abastecer seu mercado e o Brasil é seu principal fornecedor de café. A entidade defendeu que o grão brasileiro não possui substituto em volume e qualidade suficientes no curto prazo.

Os Estados Unidos são o principal destino do café brasileiro, sendo que de janeiro a junho deste ano, o país respondeu por cerca de 17% de todo o volume exportado pelo Brasil, mantendo a liderança entre os compradores do produto brasileiro, segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Além do café, as carnes também têm peso relevante na pauta comercial. Em 2026, os Estados Unidos consolidaram-se como o segundo maior destino da carne bovina brasileira, atrás apenas da China, enquanto seguem entre os principais mercados para a carne de frango produzida no Brasil.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Advogada perde guarda do filho após se casar com Thiago Brennand, determina Justiça de SP


O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou que a guarda do filho da advogada Karina Kufa fique provisoriamente com o pai, o ex-marido de Kufa, Amilton Augusto da Silva Júnior. Isso porque ela se casou no dia 2 de julho com o empresário Thiago Brennand – preso, condenado e acusado por agressões contra mulheres e também contra o próprio filho. Ela integra a defesa de Brennand, que está preso desde 2023.

Atualmente, os pais do menino tem a guarda compartilhada. O juiz do caso, Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central Cível de São Paulo, determinou cinco dias para que a advogada, que também já defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro, se manifeste para que o Ministério Público (MP) possa analisar o caso. Em seguida, o juiz será deve tomar uma decisão definitiva.

Em resposta à determinação, Karina Kufa disse que vai se colocar ao lado da justiça. “Neste momento importante da minha vida me coloco mais uma vez ao lado da justiça. Sou advogada, sou mulher e escelente mãe. Serei atacada de várias formas. Continuo acreditando na justiça”, escreveu.

Thiago Brennand

O empresário Thiago Brennand foi condenado a mais oito anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro. Conforme determinação, ele também terá de pagar indenização de ao menos R$ 200 mil.

Ele já passou pelo Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista, e de lá foi transferido para o presídio Tremembé II, no interior do Estado. Ele foi condenado em cinco processos e chegou a acordos extrajudiciais em outros dois, em todos respondendo por crimes que variam entre agressões, violência contra a mulher e estupros.

Com a nova sentença, as penas do empresário somam mais de 30 anos de prisão. Ele já havia sido condenado por agredir a modelo Helena Gomes em uma academia na zona sul de São Paulo, por estuprar uma mulher norte-americana em sua mansão e por forçar sexo sem preservativo com uma ex.

Crime absolvido

O (TJ-SP) acolheu um pedido da defesa de Thiago Brennand, absolvendo-o de uma das nove acusações de estupro em que é réu.

A decisão de maio reverteu por dois votos a um a condenação em primeira instância de oito anos de prisão, ocorrida em agosto de 2025, da acusação de estupro da estudante Stefanie Cohen.

A defesa da vítima recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para restabelecer a condenação. Segundo os advogados Márcio Cézar Janjacomo, João Manssur, Marcelo Zovico e Márcio Cézar Janjacomo Jr., a decisão que absolveu o réu “violou a legislação federal ao dar muito peso a provas digitais unilaterais e desprovidas de cadeia de custódia”, afirmam em nota.



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Williams, do Fed, diz que inflação inquestionavelmente alta demais pode cair em breve


NOVA YORK, 15 Jul (Reuters) – Embora a ⁠inflação esteja “inquestionavelmente alta demais”, há motivos para acreditar que ela possa ⁠ter atingido seu pico e deva começar a diminuir em breve, e que a ‌política monetária dos EUA esteja bem posicionada para conduzir a inflação de volta à meta do Federal Reserve, afirmou na quarta-feira o presidente do Fed de Nova York, John Williams.

“A inflação ‌está, sem dúvida, muito alta, em cerca de 4%, bem acima da meta de longo prazo do (Comitê Federal de Mercado Aberto) de 2%”, disse Williams em discurso preparado para um evento em Nova York.

Williams apontou o aumento das tarifas, as interrupções na cadeia de suprimentos e os picos nos preços da energia decorrentes da guerra no Oriente Médio, além dos robustos investimentos empresariais em tecnologias ⁠de ‌inteligência artificial, como as principais forças que impulsionaram a inflação no último ano.

“Esses três fatores, juntos, ⁠impulsionaram a inflação ao longo do último ano”, disse Williams. “Mas há motivos encorajadores para esperar que a inflação tenha atingido seu pico e deva começar a cair nos próximos trimestres.”

Williams apresentou várias razões para seu otimismo, incluindo expectativas, em sua opinião, de que os aumentos de preços relacionados às tarifas já tenham se esgotado em grande parte; que ​a inflação no setor imobiliário deva permanecer em trajetória descendente; que os preços do petróleo provavelmente tenham atingido o pico; que os desequilíbrios entre oferta e demanda decorrentes da expansão ​da IA devam diminuir; que o mercado de trabalho não esteja contribuindo para as pressões inflacionárias; e que as expectativas de inflação permaneçam bem ancoradas.

“Espero que a inflação geral caia para cerca de 3,25% até o final do ano, para depois seguir uma trajetória de aproximação em direção à nossa meta de 2% em 2027 e atingir a meta em 2028”, disse ‌ele.

Williams também disse que o mercado de trabalho parece ter se ​estabilizado e que espera que a taxa de desemprego caia gradualmente para 4% em 2028, partindo dos atuais 4,2%.

As declarações ecoaram em grande parte o otimismo recente de Williams quanto à desaceleração da inflação. Na semana passada, ele ⁠disse ter ficado mais otimista quanto ​à possibilidade de os ​altos níveis gerais de inflação diminuírem, em parte devido aos preços da energia, que na ocasião estavam em queda em meio ⁠ao que era visto como uma perspectiva de ​resolução da guerra no Oriente Médio.

Desde então, porém, as hostilidades reacenderam e os preços do petróleo — e os custos dos produtos energéticos relacionados — subiram acentuadamente.

Continua depois da publicidade

A queda nos preços da energia no mês passado contribuiu para um ​resultado da inflação ao consumidor em junho mais moderado do que o esperado, o que pode oferecer aos dirigentes do Fed algum espaço de manobra enquanto ​se preparam para sua próxima ⁠reunião de política monetária, nos dias 28 e 29 de julho.

Na reunião do mês passado — a primeira convocada pelo novo presidente ⁠Kevin Warsh —, o Fed manteve novamente sua taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, onde se mantém desde dezembro.

As projeções dos formuladores de política monetária mostram um comitê dividido igualmente entre aqueles que não veem necessidade de aumentar as taxas este ano e aqueles que preveem pelo menos um aumento de 25 pontos-base até o final do ano. Os mercados de juros futuros estão posicionados para um ​aumento.

Continua depois da publicidade



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

Ônibus com dançarinos do Paraguai cai em ribanceira em SC e deixa 3 mortos


Um acidente envolvendo um ônibus com integrantes de uma academia de dança do Paraguai causou a morte de duas mulheres e uma criança, além de ferir outros 40 passageiros na madrugada desta quarta-feira (15). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o veículo saiu da pista em uma curva por volta da meia-noite e caiu em uma ribanceira na rodovia SC-492, entre Maravilha e São Miguel da Boa Vista, no oeste de Santa Catarina.

O ônibus havia saído de Gramado (RS) e tinha o país vizinho como destino. No veículo, estavam 66 passageiros e dois motoristas – todos paraguaios. Os ocupantes eram bailarinas, mães, pais e professoras da Academia de Danzas Bethania, de Independência, que fica a cerca de 180 km da capital paraguaia, Assunção. Eles participaram de uma competição de dança no Rio Grande do Sul.

As identidades das vítimas fatais não foram divulgadas pelos bombeiros, mas veículos de imprensa paraguaios informaram se tratar de duas professoras, de 48 e 75 anos, e da filha de uma delas, de 8 anos. Uma mãe relatou à rádio paraguaia Monumental 1080 AM, uma das principais do país, que o ônibus estava balançando momentos antes do acidente. Segundo ela, um dos motoristas disse que os freios do veículo falharam.

Quarenta pessoas feridas, entre elas crianças, foram atendidas por equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas para unidades médicas da região, sendo 35 ao Hospital São José, em Maravilha, quatro ao Hospital de Romelândia e uma ao Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste. A maioria das vítimas tinha ferimentos leves.

Conforme os bombeiros, a primeira equipe da corporação que chegou ao local do acidente encontrou um cenário de alta complexidade, com dezenas de vítimas presas às ferragens e outras dentro, fora e em cima do veículo tombado. Outras oito equipes dos bombeiros foram acionadas para o atendimento. As circunstâncias do acidente, em um trecho de pista simples, serão investigadas pela Polícia Civil. Equipes de perícia estiveram no local.

Em uma postagem nas redes sociais, feita na terça-feira (14), a academia divulgou um vídeo do grupo reunido na despedida do Brasil. “Voltamos para casa com o orgulho do primeiro lugar, mas nossa maior satisfação é ter descoberto a magia de Gramado, o calor do seu povo e a coragem de compartilhar como a grande família que somos na Academia de Danzas Bethania”, diz o texto.



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Se confirmado tarifaço, governo avaliará e atuará com compromisso fiscal


15 Jul (Reuters) – Caso seja ⁠confirmada a imposição de uma ⁠tarifa comercial de 25% dos Estados Unidos ‌sobre produtos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliará os ‌setores afetados para atuar, levando em conta o compromisso fiscal e evitando que os brasileiros sejam prejudicados pela medida, disse nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Ao falar a ⁠jornalistas ‌em Brasília após se reunir com ⁠o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com lideranças parlamentares, Durigan disse que o tarifaço seria uma medida ‘injusta’ do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, com ​o Brasil.

‘Com relação a tarifaço, existe sempre um princípio que vai nos guiar: as ​famílias brasileiras, os empresários brasileiros, os caminhoneiros brasileiros e os agricultores brasileiros não podem ser prejudicados por medidas injustas adotadas por outros países’, disse.

‘Se for confirmado um tarifaço ‌mais uma vez injusto, vai ​ser preciso avaliar quais setores foram afetados e, na mesma linha de princípio do que a gente já ⁠fez, o ​governo brasileiro não vai ​deixar os agricultores, os empresários e as famílias brasileiras na ⁠mão, nós vamos fazer ​uma avaliação sempre cuidadosa, pelo compromisso de futuro, compromisso fiscal que nós temos e nós vamos ​endereçar, sempre protegendo a nossa população’, acrescentou.

O governo dos EUA deve anunciar ​nesta quarta sua ⁠decisão sobre a imposição de tarifas de 25% a uma ⁠série de produtos brasileiros e a expectativa dentro do Executivo brasileiro é de que a taxação será imposta pelo governo Trump.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

nova rodada de tarifas dos EUA não é inevitável; “esperamos confirmação”


Ele disse, entretanto, que o País vai se proteger e se fazer ser respeitado caso novas taxas sejam aplicadas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira, 15, que não considera inevitável a aplicação de uma nova rodada de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Ele disse, entretanto, que o País vai se proteger e se fazer ser respeitado caso novas taxas sejam aplicadas.

“Não considero inevitável, preciso ter confirmação, até porque a gente tem razão”, disse a jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília, ressaltando que o governo americano não confirmou a aplicação das taxas.

Durigan disse considerar lamentável que o Brasil seja punido mesmo tendo déficit comercial com os EUA e repetiu que, se necessário, o governo pode retomar o processo de reciprocidade por causa das tarifas.

“O que a gente tem de reciprocidade é um amplo consenso de País, não é do governo. O País vai se proteger, vai se fazer ser respeitado, desde que a gente confirme e tenha cuidado nos próximos passos”, completou.



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.