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Terra Santa avalia perda de 2 mil hectares em disputa judicial

A Terra Santa Propriedades Agrícolas informou ao mercado que revisou a expectativa de resultado em uma disputa judicial envolvendo 2.091,43 hectares de imóveis rurais que fazem parte dos ativos da companhia.

Segundo o comunicado divulgado nesta quarta-feira (15), a empresa passou a considerar remoto o prognóstico de êxito no processo, após uma decisão no Recurso Especial 2029398/MT.

A companhia informou que ainda avalia os possíveis impactos da decisão, que podem incluir a baixa contábil das áreas envolvidas e eventuais custos relacionados ao processo.

Apesar da mudança na avaliação, a Terra Santa afirmou que continuará adotando as medidas judiciais cabíveis para defender seus interesses.

A empresa destacou que uma eventual perda dessas áreas não deve afetar a receita operacional, já que os imóveis não são utilizados em contratos de arrendamento. Além disso, as áreas em disputa não fazem parte do laudo anual de avaliação do valor de mercado das terras da companhia.

A Terra Santa informou ainda que manterá os acionistas e o mercado atualizados sobre novos desdobramentos do caso.

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Tempestades atingem o Rio Grande do Sul a partir desta quinta-feira


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para tempestades na Região Sul nesta quinta-feira (16). O desenvolvimento de uma área de baixa pressão na Argentina, associada à massa de ar quente e úmido, favorecerá o retorno das chuvas ao Rio Grande do Sul.

Essas condições aumentam o potencial para tempestades, motivo pelo qual há aviso de perigo potencial para tempestades no oeste e sul do Rio Grande do Sul, em municípios como Ijuí, São Borja, Alegrete, Santiago, Uruguaiana, Santa Maria, Bagé, Pelotas, Rio Grande, entre outros.

Nas demais áreas do Sul do Brasil, o tempo permanece estável, porém com aumento da velocidade do vento e elevação das temperaturas devido à atuação do Jato de Baixos Níveis.

Uma corrente de vento se intensifica desde Mato Grosso do Sul até o extremo sul do Rio Grande do Sul, transportando grande quantidade de calor e umidade em direção ao Sul do Brasil. Essa configuração representa um dos principais fatores para a formação de tempestades sobre o Rio Grande do Sul.

De acordo com o instituto, os elevados volumes de chuva previstos no Rio Grande do Sul vão impactar a agricultura e tendem a dificultar operações de manejo, como adubação de cobertura, aplicação de defensivos e o trânsito de máquinas. Esses efeitos podem comprometer tanto o desenvolvimento das lavouras quanto a eficiência das práticas de manejo adotadas no período.

Os impactos também se estendem à pecuária. As chuvas intensas podem reduzir a qualidade das pastagens, dificultar o manejo dos rebanhos e elevar o risco de problemas sanitários associados ao excesso de umidade no ambiente. Em áreas sujeitas a inundações, há ainda potencial para perdas de infraestrutura rural, danos a estradas vicinais e dificuldades no transporte de insumos e da produção agropecuária.



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Fazenda vê impacto macro reduzido de novas tarifas dos EUA para economia brasileira


A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda avalia que o impacto macroeconômico esperado das novas tarifas americanas sobre a economia brasileira permanece reduzido.

“As exportações mostraram resiliência mesmo após a elevação tarifária de agosto de 2025, com recuperação gradual desde novembro. Como o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, equivalentes a menos de 2% do PIB antes do choque, e o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte relevante da perda, o efeito direto sobre a atividade foi limitado e tende a continuar desta forma”, diz a pasta, em documento do Boletim Macrofiscal de julho, divulgado há pouco.

A secretaria destaca que as medidas anunciadas pelos EUA em junho de 2026, ainda pendentes de aprovação, preveem exceções para diversos produtos, o que tende a manter o impacto agregado modesto. “Soma-se a isso o conjunto de ações implementadas desde o ano passado em apoio aos setores mais expostos, com foco em crédito, liquidez e diversificação de mercados, que deve auxiliar a mitigar os efeitos setoriais remanescentes”, completa a SPE.

A decisão dos EUA de aplicar um novo tarifaço sobre produtos importados brasileiros deverá sair ainda nesta quarta-feira, 15. A alíquota tende a ser fixada em 25%, atingindo aproximadamente 21% das exportações nacionais, com a expectativa de uma lista de exclusão para produtos que afetam a inflação americana. A avaliação é compartilhada entre integrantes do governo e representantes do setor privado.

Em seu relatório preliminar, em 1º de junho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sugeriu a aplicação da tarifa sobre os produtos importados brasileiros, no âmbito da investigação comercial sob a Seção 301 da Lei de Comércio americana. Os EUA acusam o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico – como o Pix -, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal. O USTR também recomendou uma lista de exclusões a produtos básicos do consumo americano, como aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os EUA caíram 13,0% e atingiram US$ 17,428 bilhões. As importações caíram 12,5% e totalizaram US$ 18,950 bilhões. Dessa forma, a balança comercial brasileiro com este país apresentou déficit de US$ 1,522 bilhão no acumulado de 2026.



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Café avança em Nova York com valorização do real frente ao dólar

Os contratos futuros do café arábica fecharam em leve alta na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (15). O vencimento para setembro avançou 0,20%, encerrando o dia cotado a US$ 3,26 por libra-peso.

O mercado encontrou suporte na valorização do real frente ao dólar. O Barchart apontou que com a moeda brasileira atingindo o maior nível em quatro semanas, as exportações do Brasil tendem a perder competitividade, reduzindo o incentivo para que os cafeicultores comercializem a produção no mercado externo.

A menor disposição para vendas por parte dos produtores brasileiros contribuiu para sustentar as cotações internacionais da commodity ao longo da sessão.

Cacau

Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão em alta, com o vencimento para setembro avançou 1,33%, fechando cotado a US$ 5.883 por tonelada.

O mercado manteve o movimento de recuperação, embora as cotações permaneçam abaixo das máximas registradas na semana passada. Entre os fatores acompanhados pelos investidores está o desempenho do mercado europeu, onde a valorização da libra esterlina limitou os ganhos do cacau negociado em Londres.

Com a moeda britânica atingindo o maior nível em sete semanas, os contratos denominados em libras perderam parte da competitividade, reduzindo o fôlego da alta no mercado europeu e moderando o avanço das cotações internacionais da commodity.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro fechou a sessão na Bolsa de Nova York cotado a 14,85 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 0,20%.

Segundo análise da Barchart, os preços da commodity seguem pressionados, com o açúcar negociado em Londres atingindo o menor patamar das últimas duas semanas e meia. O principal fator é a melhora no regime de chuvas das monções na Índia, um dos maiores produtores globais da commodity.

De acordo com o Departamento Meteorológico da Índia, o acumulado de precipitações no país estava 23% abaixo da média até 15 de julho, uma recuperação significativa em relação ao déficit de 42% registrado no fim de junho. A melhora das condições climáticas reforça as expectativas para a produção indiana e contribui para a pressão sobre as cotações internacionais do açúcar.

Suco de Laranja

Os contratos futuros do suco de laranja encerraram a sessão desta quarta-feira em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para setembro recuou 1,00% e fechou cotado a US$ 1,38 por libra-peso.

O mercado foi pressionado pela atualização do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que elevou a estimativa da produção norte-americana para 63,5 milhões de caixas. A projeção para a Flórida também foi revisada para cima, passando para 12,9 milhões de caixas.

Apesar do aumento na expectativa de produção, as condições climáticas seguem no radar dos investidores. A seca ainda persiste na Flórida, embora a previsão para a próxima safra indique um período de tempo seco dentro da normalidade para a época do ano. Além disso, algumas chuvas já começam a ser registradas no estado.

No cenário internacional, o clima também apresenta contrastes entre os principais produtores. No México, as condições são consideradas favoráveis ao desenvolvimento da safra. Já no Brasil, o tempo continua predominantemente seco, característica típica do período. Há registros de pancadas de chuva isoladas em áreas do leste do país, mas grande parte das regiões produtoras enfrenta um período de seca sazonal.

Algodão

No mercado do algodão, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o pregão com queda de 0,79%, cotado a 80,87 centavos de dólar por libra-peso.

Apesar da baixa na sessão, levantamento do portal internacional Fibre2Fashion mostra que os preços de referência da fibra acumularam alta na maior parte do último mês, elevando os custos de curto prazo para indústrias têxteis, fabricantes de vestuário e compradores de matéria-prima.

Segundo a publicação, o movimento mais expressivo foi registrado nos contratos futuros negociados em Nova York. Já os indicadores do mercado físico e as cotações nos principais países produtores apresentaram avanços mais moderados. A exceção foi o Paquistão, onde os preços recuaram após a forte valorização observada anteriormente.

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Professor é espancado em metrô de São Paulo e alega ataque homofóbico


O professor Ricardo Akira Matsufuji, de 29 anos, foi espancado por um passageiro na plataforma de uma estação da Linha 5-Lilás do metrô, na zona sul de São Paulo, no último sábado (11). Ricardo sofreu vários ferimentos e uma fratura. Ele afirma que foi vítima de homofobia por ser gay.

O caso foi registrado como lesão corporal e não como crime de homofobia pelo 27º Distrito Policial (Campo Belo), e encaminhado para a Delegacia do Metropolitano.

A ViaMobilidade, concessionária da Linha 5-Lilás, lamentou o ocorrido e disse repudiar, de forma veemente, qualquer ato de violência, discriminação ou intolerância.

Durante a ocorrência, foram solicitados exames periciais dos envolvidos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), caso sejam colhidos novos elementos durante a apuração, a natureza da ocorrência pode ser alterada.

A SSP diz ainda que a autoridade policial está à disposição da vítima para colher mais informações que possam subsidiar a investigação e auxiliar no esclarecimento dos fatos.

O crime de homofobia é mais grave que o de lesão corporal. Se a homofobia resulta em agressão, ocorre a soma das penas do crime equiparado ao racismo com o crime de lesão corporal. A pena total pode variar de 3 a 12 anos de reclusão, além de multa.

O suposto agressor não teve a identidade divulgada, o que impossibilitou o contato com sua defesa.

‘Toda vez que me socava, eu caía’

Ricardo relatou em sua rede social que seguia para o trabalho, por volta das 7h40 da manhã, quando sentiu que alguém havia chutado sua perna. Ele lia o material da aula no celular e não chegou a ver quem o havia tocado. Quando chegou à estação e desceu do trem, segundo o professor, um homem partiu para cima dele gritando ofensas homofóbicas.

O agressor, que usava uma máscara branca, alegava que o professor o havia filmado dentro do vagão. “O cara me pegou por trás, sofri várias pancadas na cabeça, tive sangramento no nariz Toda vez que ele me socava, eu caía e depois tentava me levantar. Fiquei com hematomas no rosto e na cabeça”, diz.

Segundo professor, várias pessoas estavam próximas, ficaram observando as agressões, mas não o socorreram. Quando conseguiu escapar, ele correu em direção à escada rolante da estação e só então recebeu ajuda de algumas pessoas. Essas testemunhas ouviram as falas homofóbicas do agressor, segundo Ricardo.

Ele disse que os seguranças da estação só apareceram depois que as agressões tinham cessado. Eles levaram a vítima e o agressor para salas separadas. No entanto, usaram o mesmo carro para levar os dois para a UPA Vila Mariana. Segundo o professor, o veículo tinha uma divisória, mas dava para ouvir o homem falando na parte de trás.

Vítima e autor

O professor permaneceu cerca de duas horas em observação na UPA, onde passou por atendimento médico e fez um raio-X. Ao chegar ao 27º Distrito Policial, onde a ocorrência foi registrada, Ricardo afirma que o agressor já havia sido liberado e deixado o local, assim como os funcionários da concessionária.

Ele afirma que a polícia se recusou a registrar o caso como homofobia e o classificou como vítima e autor, porque a mão do agressor ficou ferida durante as agressões.

Em novo vídeo publicado nesta terça-feira (14), ele diz que ficou impressionado com a repercussão do caso e que vai fazer uma representação jurídica na esfera penal. “Vi comentários de pessoas apoiando e de pessoas que passaram por coisas semelhantes e é muito bom ver todo esse apoio, mas também acho muito triste, pois vi vários relatos de crimes raciais, de LGBT fobia e parece que esse sentimento é uma coisa comum; são crimes tão naturalizados e tão difíceis de lidar com o processo legal disso tudo.”

Trem foi retido na Estação

A ViaMobilidade, concessionária da Linha 5-Lilás, informou que registrou uma ocorrência de desentendimento entre clientes no último sábado (11), no interior de uma composição da Linha 5-Lilás, no trecho entre as estações Campo Belo e Eucaliptos.

“Assim que o operador foi informado sobre a situação, solicitou a retenção do trem na estação Eucaliptos para a atuação das equipes de atendimento e segurança. Ao identificarem as partes envolvidas, os agentes viram que um dos clientes apresentava escoriações no rosto. Ele recebeu os primeiros socorros, foi encaminhado à UPA Vila Mariana e ao 27º Distrito Policial para registro da ocorrência e prosseguimento da denúncia”, diz a nota.

A ViaMobilidade acrescentou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos. “A concessionária reforça que suas equipes são continuamente capacitadas para acolher vítimas e prestar o suporte necessário, além de promover ações permanentes de conscientização para contribuir com um ambiente mais seguro e respeitoso em todo o sistema.”

Também orienta que, em ocorrências dentro dos trens, os clientes utilizem os intercomunicadores das composições para solicitar apoio imediato, permitindo uma atuação ainda mais ágil das equipes.

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economia

MP da dívida rural será editada nesta quarta, prevendo juros de até 12%, diz Durigan


BRASÍLIA, 15 Jul (Reuters) – O ⁠ministro da Fazenda, Dario ⁠Durigan, anunciou que a medida provisória ‌sobre renegociação de dívidas rurais será editada pelo governo nesta quarta-feira, confirmando que ‌os juros cobrados serão de até 12%, com prazo de pagamento de até 10 anos.

Após reunião na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo ⁠Motta (Republicanos-PB), ‌Durigan disse que já conversou com ⁠uma série de bancos e a expectativa do governo é que as renegociações comecem imediatamente e somem até R$100 bilhões.

‘O Banco do Brasil está ​pronto para receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas …para que a gente vá ​adiante, para que o Plano Safra recém-anunciado comece a operar’, afirmou.

De acordo com Durigan, a regra geral de renegociação prevê juros de 6% ao ano ‌para pequenos produtores que tenham ​sofrido perdas como consequência de questões geopolíticas e questões climáticas, 9% para os médios e 12% ⁠para os ​grandes. O ​prazo de pagamento será de oito anos, com dois ⁠de carência.

Haverá condições mais ​favoráveis para produtores que tenham tido perdas mais expressivas decorrentes de mudanças climáticas. Nesse ​caso, os juros variarão de 5% a 11%, e o prazo ​será de ⁠10 anos.

Durigan reiterou que o governo planeja instituir, no ⁠médio prazo, um fundo de garantias para o setor, com uma contribuição de até R$2 bilhões da União.



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Milho sobe quase 2% em Chicago com tensão no Mar Negro e estoques menores

Nesta quarta-feira (15), os contratos futuros do milho registraram forte valorização na Bolsa de Chicago. O vencimento para dezembro avançou 1,95%, encerrando o pregão cotado a US$ 4,69 por bushel.

De acordo com a Royal Rural, o principal impulso veio da disparada dos contratos do trigo, que subiram mais de 5% após a intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia. A escalada das tensões na região do Mar Negro voltou a elevar as preocupações sobre possíveis impactos no fluxo mundial de grãos.

Além do cenário geopolítico, a consultoria destaca que o milho já contava com fundamentos positivos. O relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu a projeção para os estoques finais da nova safra norte-americana de 49,78 milhões para 45,46 milhões de toneladas. No cenário global, a estimativa também foi revisada para baixo, com os estoques finais passando para 275,26 milhões de toneladas, uma redução de 5,96 milhões de toneladas.

Na avaliação da Royal Rural, a combinação de um balanço mais apertado entre oferta e demanda com o aumento dos riscos geopolíticos levou o mercado a incorporar um prêmio adicional às cotações do milho.

Trigo

Os contratos futuros do trigo registraram forte alta na Bolsa de Chicago, em que o vencimento para setembro avançou 5,04%, encerrando o pregão cotado a US$ 6,77 por bushel.

Segundo análise da Royal Rural, o trigo concentra as maiores preocupações do mercado diante da intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia. A região do Mar Negro é uma das principais fornecedoras de trigo para o mercado internacional, e qualquer interrupção na logística de exportação tem impacto direto sobre a formação dos preços globais.

Dados da Agriculture apontam que os ataques russos à infraestrutura portuária reduziram a capacidade mensal de embarque da Ucrânia de 6 milhões para 4 milhões de toneladas. Além disso, quatro dos 13 principais terminais de grãos da região suspenderam as operações de compra, enquanto a Kernel, uma das maiores exportadoras do país, interrompeu as atividades no porto de Chornomorsk após os ataques mais recentes.

“O fluxo de vagões carregados com grãos destinados aos portos de Odesa caiu 11%, enquanto as exportações recuaram 17%, reforçando as preocupações com a disponibilidade do produto no mercado internacional”, informou a Royal.

Soja

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento para novembro recuou 0,31%, fechando cotado a US$ 11,91 por bushel.

Apesar da baixa no fechamento, o mercado encontrou suporte ao longo do dia com a divulgação dos dados da NOPA (Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos). O processamento de soja em junho somou 214,34 milhões de bushels, acima da expectativa do mercado, de 204 milhões, e também superior ao volume registrado no mesmo período do ano passado, de 185,3 milhões de bushels.

O relatório também mostrou estoques de óleo de soja de 1,5 bilhão de libras, abaixo da estimativa dos analistas, de 1,653 bilhão de libras. O volume representa queda de 13,5% em relação a maio, embora permaneça 8,4% acima do registrado em junho de 2025.

No cenário de oferta, os investidores também acompanharam a atualização da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), que elevou a estimativa para as exportações brasileiras de soja em julho para 13,76 milhões de toneladas. A nova projeção representa um aumento de 1,5 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior e supera os 12,25 milhões de toneladas embarcados no mesmo mês do ano passado.

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Ex-presidente do INSS usava pizzaria para lavar dinheiro de propina, diz PF


Indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Antônio Stefanutto usava o código “forno” para tratar, com operadores financeiros da fraude dos descontos em aposentadorias, da ocultação de propinas por meio de empresas de fachada, entre elas uma pizzaria.

Procurada pelo Estadão, a defesa de Stefanutto disse que não teve acesso ao relatório de indiciamento. O espaço está aberto para manifestação.

Apelidado de “italiano” pelos alvos da Operação Sem Desconto, Stefanutto recorria ao código para indicar que era o momento de “esquentar o dinheiro” do esquema. Segundo a Polícia Federal, isso significa que os cheques emitidos pela organização criminosa podiam ser compensados sem despertar suspeitas.

Em uma conversa de 4 de outubro de 2022, Stefanutto disse a Cícero Marcelino de Souza Santos, um dos principais operadores financeiros da trama: “Quando puder usar o forno me avisa”.

No relatório de indiciamento, a PF destaca a relação de proximidade entre os dois. Stefanutto se refere a Cícero como “grande amigo”, enquanto é chamado de “irmão” pelo operador. Para os investigadores, as mensagens e os encontros presenciais reforçam os indícios de recebimento de propina e de lavagem de dinheiro por meio de cheques.

Segundo a PF, Stefanutto utilizava terceiros para ocultar o recebimento das vantagens indevidas, que teriam alcançado R$ 250 mil por mês após assumir a presidência do INSS.

Em 10 de outubro de 2022, Cícero pede a Stefanutto: “me vê o nome da empresa do forno, pra que eu organize aqui pra que posso já mandar lá hoje”. Em resposta, o ex-presidente do INSS escreve: “Forno é para locadora”, em referência, segundo a PF, à empresa de fachada To Hire Car Locadora.

Quatro dias depois, Cícero reclama que “colocaram no forno antes do tempo”. Para a PF, a conversa mostra que dois cheques haviam sido entregues a Stefanutto, mas apenas um deveria ter sido compensado.

Na sequência, o operador envia a imagem de um cheque emitido pela To Hire Car Locadora em nome de Anderson Pomini – um dos ‘laranjas’ do esquema – e afirma que aquele documento não deveria ter ido para o “forno”.

‘Reaquecer a pizza, certo?’

O mal-entendido entre Stefanutto e Cícero foi resolvido semanas depois. Em 7 de novembro de 2022, Cícero avisou a Stefanutto que ele “já pode colocar no forno”. O ex-presidente do INSS respondeu: “Então reaquecer a pizza, certo?”, antes de enviar apenas o número “250”.

Para a PF, a conversa se refere à compensação de dois cheques de R$ 250 mil recebidos por Stefanutto. Segundo a investigação, um deles foi repassado a Anderson Pomini e o outro ao escritório Sanchez Salvadore Sociedade de Advogados, ambos emitidos pela empresa de fachada To Hire Car Locadora.

No relatório de indiciamento, a PF aponta Stefanutto como uma das peças centrais da organização criminosa. Segundo os investigadores, ele teria usado os cargos de procurador-geral e, posteriormente, de presidente do INSS para favorecer os interesses da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

Como mostrou o Estadão em novembro do ano passado, os pagamentos de propina eram ocultados por meio das empresas de fachada Stelo Advogados e a Delícia Italiana Pizzas. Após assumir a presidência do INSS, Stefanutto teria passado a receber R$ 250 mil por mês em propina, recursos que, segundo a PF, “provinham diretamente do escoamento da fraude em massa da Conafer”.

“Essa valorização da propina leva ao entendimento de que os valores eram diretamente proporcionais ao poder hierárquico do agente em blindar o esquema de descontos indevidos”, pontua a PF.



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Fluxo cambial total em julho até dia 10 é positivo em US$ 54 milhões, afirma BC


O Brasil registrou fluxo cambial positivo de US$ 54 milhões em julho até o dia 10, segundo dados preliminares divulgados nesta quarta-feira, 15, pelo Banco Central (BC). Em junho, houve entrada líquida de US$ 3,884 bilhões.

O canal financeiro registrou saída líquida de US$ 817 milhões até o último dia 10. Isso é o resultado de compras no valor de US$ 16,910 bilhões e vendas no total de US$ 17,727 bilhões. O segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

No comércio exterior, o saldo no período foi positivo em US$ 871 milhões, com importações de US$ 7,473 bilhões e exportações de US$ 8,344 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 1,006 bilhão em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 1,652 bilhão em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 5,686 bilhões em outras entradas.

No ano

O fluxo cambial está positivo em US$ 17,811 bilhões em 2026 até o dia 10 de julho. O canal financeiro apresenta saídas líquidas de US$ 16,922 bilhões. Já o fluxo comercial é positivo, somando US$ 34,733 bilhões no ano.

O segmento financeiro tem compras de US$ 376,016 bilhões e vendas de US$ 392,938 bilhões no período.

O canal comercial tem importações de US$ 129,060 bilhões e exportações de US$ 163,793 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 17,321 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 42,108 bilhões em pagamento antecipado e US$ 104,364 bilhões em outras operações.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



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Fazenda revisa projeção de crescimento do agro para 1,8% em 2026

O Ministério da Fazenda revisou para cima a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do agro para 2026 de 1,2% para 1,8%, segundo dados do Boletim MacroFiscal divulgados nesta quarta-feira (15). 

Apesar do aumento da projeção, a pasta prevê uma desaceleração do crescimento do setor ante os bons resultados de 2025, com aumento de 11,7%.

Após satlo de 2% nos primeiros três meses, o ministério projeta um crescimento menor no segundo trimestre, de 0,6%. Segundo a pasta, o resultado foi puxado pelo desempenho positivo  nos setores de café, soja, cacau, cana-de-açúcar e no de abate de bovinos.

Por outro lado, o desempenho negativo das culturas de algodão, arroz, feijão e milho pesaram contra a projeção. 

Em comparação com o mesmo período de 2025, o desempenho projetado para o trimestre representa uma expansão de 2,5% no PIB do setor. Já no acumulado dos últimos 12 meses com as estimativas do segundo trimestre, o crescimento deve chegar a 4,9%.

Inflação

Apesar da alta moderada do IPCA em junho, a alta nos alimentos foi a principal responsável por pressionar a inflação no acumulado do ano, com dessazonalidades acima do padrão histórico.

Para o restante do ano, a pasta revisou a projeção de 4,9% para 5,3% em 2026 e de 4% para 4,2% em 2027. 

O relatório também destaca que os impactos do El Niño devem influenciar na inflação de alimentos já em 2026 e com mais intensidade em 2027. 

Segundo a pasta, outro fatore que deve pressionar os preços no segundo semestre é o choque de oferta e demanda por fertilizantes, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio.

Já a inflação no atacado saiu de -9,7% em abril para -3,4% em junho, reflexo da alta nas cotações de milho e batata-inglesa somado à deflação menos acentuada nos preços de soja e leite in natura

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