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BASF agrícola eleva ebitda em 7,4% no segundo trimestre

O segmento de Soluções para Agricultura da BASF registrou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) antes de itens especiais de 448 milhões de euros no segundo trimestre de 2026, alta de 7,4% em relação aos 417 milhões de euros apurados no mesmo período do ano anterior.

Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado principalmente pela melhora na margem de contribuição. O aumento dos custos fixos, em razão de maiores despesas com pesquisa e desenvolvimento, compensou parcialmente a evolução positiva do resultado operacional.

Os itens especiais somaram impacto negativo de 33 milhões de euros no Ebitda, decorrentes principalmente de despesas relacionadas à separação jurídica da divisão e à implementação do novo sistema de gestão empresarial.

O fluxo de caixa do segmento alcançou 881 milhões de euros no trimestre, contra 811 milhões de euros um ano antes. De acordo com a BASF, a geração de caixa proveniente da redução dos estoques foi parcialmente compensada por uma menor entrada de recursos proveniente de contas a receber de clientes.

As vendas do segmento totalizaram 2,21 bilhões de euros no segundo trimestre, crescimento de 0,6% na comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, porém, houve queda de 1,6%, para 5,31 bilhões de euros.

A empresa informou que o avanço trimestral das vendas foi resultado de um aumento de 4% nos volumes, parcialmente compensado por redução de 2,5% nos preços e por efeito cambial negativo de 1,2%. As mudanças no portfólio contribuíram positivamente em 0,2%.

Segundo a companhia, volumes maiores na América do Sul e na Ásia foram, em grande parte, compensados pela queda de preços e pelos efeitos cambiais. Na América do Sul, o crescimento foi atribuído ao aumento dos volumes no Brasil e na Argentina, em razão da antecipação das vendas antes da migração para o novo sistema de gestão na região. A empresa acrescentou que efeitos cambiais positivos deram suporte ao desempenho das vendas, enquanto os preços menores exerceram efeito contrário.

Entre as categorias de produtos, os herbicidas permaneceram como a principal fonte de receita, com vendas de 836 milhões de euros no trimestre, apesar da retração de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025. Os fungicidas somaram 652 milhões de euros, alta de 1,3% na comparação anual.

O maior crescimento foi registrado no segmento de tratamento de sementes, com vendas que avançaram 29,1% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

A BASF também destacou a conclusão, em março, da aquisição de 100% da AgBiTech, empresa australiana especializada em soluções biológicas para o controle de insetos, após a obtenção das aprovações regulatórias necessárias.

Grupo BASF

Considerando todas as operações da companhia, o lucro líquido alcançou 4,14 bilhões de euros no segundo trimestre, ante 79 milhões de euros registrados no mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre, o lucro líquido totalizou 5,072 bilhões de euros, aumento de 471,7% na comparação anual.

O Ebitda do grupo foi de 1,96 bilhão de euros entre abril e junho, crescimento de 48,6% em relação ao segundo trimestre de 2025. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o indicador atingiu 4,15 bilhões de euros, alta de 22,4%.

A BASF afirmou que as perspectivas para a economia global e para os mercados químicos regionais no segundo semestre de 2026 permanecem altamente incertas. 

Segundo a empresa, o cenário depende, em grande medida, da evolução do conflito no Oriente Médio, especialmente do acesso e da utilização do Estreito de Ormuz para o transporte de energia e matérias-primas petroquímicas.

 A companhia afirmou que um fechamento prolongado da rota comercial poderia afetar significativamente a atividade econômica, enquanto um acordo rápido sobre um marco regulatório confiável poderia favorecer o crescimento econômico.

Diante do desempenho acima do esperado, a BASF revisou para cima sua projeção para o ano de 2026. A estimativa para o Ebitda antes de itens especiais passou para um intervalo entre 6,9 bilhões e 7,7 bilhões de euros, ante a previsão anterior de 6,2 bilhões a 7 bilhões de euros. 

A projeção para o fluxo de caixa livre foi mantida entre 1,5 bilhão e 2,3 bilhões de euros, assim como a expectativa de emissões de CO₂ entre 17,2 milhões e 18,2 milhões de toneladas métricas.

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Anvisa aprova cinco novas canetas emagrecedoras; veja a lista


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (29) o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, princípio ativo de canetas utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e são válidas para os seguintes produtos:

  • Orsema, da Ranbaxy;
  • Owozy, da Ávita Care;
  • Seemasun, da Sun Pharma;
  • Semavy, da Cosmed;
  • Zempneo, da Brainfarma.

A Anvisa informou que os medicamentos foram registrados por comparação com o produto de referência Ozempic e são indicados para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado.

“Os novos dispositivos injetáveis foram autorizados para uso complementar à dieta e aos exercícios, quando o uso de metformina é considerado inapropriado devido à intolerância do paciente ou contraindicações“, afirmou a agência.

Na resolução, os produtos foram registrados como “medicamento novo (novo Ingrediente Farmacêutico Ativo – IFA – análogo)” por “via de desenvolvimento abreviado”, modalidade regulatória destinada a medicamentos que utilizam um princípio ativo já conhecido e para os quais parte das evidências científicas pode ser aproveitada, desde que a empresa comprove a qualidade, a segurança e a eficácia do produto.

As apresentações aprovadas consistem em soluções injetáveis para aplicação subcutânea, acompanhadas de caneta aplicadora e agulhas. Em agosto do ano passado, a Anvisa passou a priorizar a análise de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida, devido a um pedido do Ministério da Saúde e à necessidade de abastecimento do mercado nacional. Para isso, foi publicado um edital de chamamento.

Paralelamente, a agência colocou em prática um plano de ação com 125 iniciativas para reduzir as filas de concessão de registros de medicamentos e diminuir o tempo de análise desses pedidos. “Essa mobilização foi decisiva para acelerar o processo de aprovação de novas canetas: 11 dos 24 medicamentos sintéticos e biológicos que fazem parte do edital já tiveram sua análise concluída, resultando em seis medicamentos aprovados”, disse a Anvisa.

Segundo a agência, o processo de avaliação inclui a realização de estudos clínicos, a análise de documentação e a inspeção da linha estéril de produção. A agência acrescentou que o aumento no número de pedidos de registro está relacionado ao desenvolvimento de versões sintéticas do hormônio natural GLP-1 e à expiração das patentes de alguns medicamentos nos últimos anos.



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Comercialização de hortigranjeiros recua 0,82% em 2025, diz Conab

O setor hortigranjeiro comercializou 16,6 milhões de toneladas de produtos em 2025, movimentando R$ 68,7 bilhões nos entrepostos atacadistas do país. Os dados foram divulgados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), por meio do Prohort (Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro).

Segundo a pesquisa, o volume total de hortigranjeiros comercializado nos entrepostos apresentou redução de 0,82% em relação a 2024. No caso das hortaliças, a quantidade negociada caiu 2,8% no período. 

De acordo com a Conab, o resultado está relacionado às condições climáticas que afetaram a produção. A companhia também informa que os preços registrados em 2024 permaneceram em patamares elevados em razão de eventos climáticos adversos.

O levantamento analisou a comercialização em 54 Ceasas (Centrais de Abastecimento), avaliando os subgrupos de hortaliças e frutas para acompanhar o desempenho de cada segmento.

Entre as centrais com maior volume de comercialização em 2025, a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), na capital paulista, liderou com 2,99 milhões de toneladas negociadas e R$ 13,9 bilhões movimentados. 

Em seguida aparecem o Mercado Municipal de Juazeiro (BA), com cerca de 1,62 milhão de toneladas; a CeasaMinas, em Contagem (MG), com 1,5 milhão de toneladas e a Ceasa do Rio de Janeiro, na capital fluminense, com 1,497 milhão de toneladas.

Regionalmente, o Sudeste concentrou 52% do volume comercializado e respondeu por 54% do valor total negociado em 2025.

Entre as 26 Ceasas que integram a base de dados do Sistema de Informações do Mercado Atacadista de Hortigranjeiros, a comercialização de hortaliças aumentou em seis unidades. Os maiores crescimentos foram registrados em Rio Branco (AC), com alta de 44,9%; Belo Horizonte (MG), com 4,4%; e Foz do Iguaçu (PR), com 4,2%.

No segmento de frutas, 11 Ceasas registraram aumento no volume comercializado. Os maiores avanços ocorreram em Rio Branco (AC), com crescimento de 24,11%, e Goiânia (GO), com 21,04%. No total, a comercialização de frutas apresentou redução de 1,52% em comparação com 2024.

Exportações

As exportações brasileiras de frutas alcançaram cerca de 1,3 milhão de toneladas em 2025, volume 19,7% superior ao registrado no ano anterior. O faturamento das vendas externas chegou a US$ 1,56 bilhão, um crescimento de 29% na comparação anual.

Segundo a Conab, o desempenho foi impulsionado pelo aumento das exportações de mangas, melões, melancias, limões e limas, que representaram mais de 73,5% do total embarcado. A União Europeia permaneceu como o principal destino das frutas brasileiras.

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Turista holandês morre após barco virar em passeio nas Cataratas do Iguaçu


Um turista holandês de 26 anos morreu no início da tarde de terça-feira (28) após o barco em que ele estava virar durante um passeio nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O Estadão procurou a empresa Macuco Sáfari, responsável pelo passeio, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. A reportagem também tenta contato com o Parque Nacional do Iguaçu, onde ficam as cataratas.

No total, oito pessoas estavam na embarcação: piloto, copiloto e seis turistas da Holanda. O homem que morreu viajava com a família da namorada: além do casal, também estavam no barco os pais dela, a irmã e a namorada da irmã. Todos foram resgatados da água.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, o primeiro acionamento do Corpo de Bombeiros relativo ao caso ocorreu às 12h20. Das vítimas, quatro (três mulheres e um homem) receberam atendimento da equipe do parque no local.

O jovem que morreu sofreu afogamento e a situação evoluiu para parada cardiorrespiratória. Ele foi atendido inicialmente pela equipe do parque, transportado por embarcação até o porto seco e, na sequência, encaminhado por ambulância ao Hospital Municipal, onde a morte foi confirmada.

O piloto e o copiloto procuraram atendimento posteriormente, foram avaliados por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento mais próxima. Não foram divulgadas mais informações sobre o estado de saúde deles.

As identidades das vítimas e da tripulação não foram reveladas, e ainda não há mais detalhes sobre como o acidente ocorreu. As investigações sobre as circunstâncias e causas do acidente serão conduzidas pela Polícia Civil do Paraná e pela Marinha, através da Capitania Fluvial do Rio Paraná.

O passeio vendido pela empresa Macuco Sáfari inclui um trecho coberto de carro em meio à mata, uma trilha e, por fim, o passeio de barco no Parque Nacional do Iguaçu. A companhia também oferece serviços de rafting e rapel.



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Vinhos de inverno: safra deve render 4,5 mil toneladas de uvas viníferas

Durante os meses de inverno, o Brasil vive a sua segunda safra de uvas vitis vinifera do ano. Produtores de cerca de 60 vinícolas que utilizam a técnica da dupla-poda esperam colher cerca de 4,5 mil toneladas da fruta para a produção enológica.

Segundo a associação que representa o setor, a Anprovin, foram plantadas uvas em mais ou menos 1500 hectares, o que representa 15% a mais do que em 2025. Os números mostram o avanço da vitivinicultura das regiões sudeste e centro-oeste do Brasil.

Com a alta tecnologia e os intensos manejos no campo, a safra reserva alta qualidade polifenólica dos cachos, mas em menor quantidade.

Vindima em São Paulo

Segundo Cláudio Góes, empresário e presidente da Anprovin, a colheita em São Paulo foi atrasada para que os frutos pudessem atingir o grau brix necessário, de acordo com a filosofia do grupo de enologia da Philosophia Wine.

“Esse é mais um aprendizado que temos com a dupla-poda. Diferente do sul em que você precisa colher tudo de uma vez só, aqui a gente conseguiu manter as uvas nos pés sem problemas, até que pudéssemos chegar ao patamar desejado”, mencionou.

Em Ribeirão Preto, a vinícola Terras Altas também comemora uma boa safra. Segundo o engenheiro agrônomo, Ricardo Baldo, a região de terroir quente irá colher as quantidades almejadas.

A vinícola colheu os cachos dias antes de um forte temporal que atingiu a cidade e que causou estragos em muitas regiões.

Vindima no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a gigante vinícola Maturano conseguiu fugir das intempéries climáticas e promete ter uma das melhores safras da sua história em 2026, principalmente para a tinta Cabernet Franc e a Chardonnay de ciclo de inverno na categoria das brancas.

Neste ano a família Maturano irá engarrafar seus primeiros rótulos, para isso, o corpo técnico liderado pela enóloga Monica Rossetti apostou no que há de melhor em maquinário enológico na vitivinicultura mundial.

O investimento milionário é uma aposta na disrupção do vinho no terroir de Teresópolis, região serrana e montanhosa com grande amplitude térmica diária, ideal para a produção de vinhos.

Vindima em Minas Gerais

Em Jacutinga (MG), a vinícola Rastelli sofreu com o míldio, uma doença causada por um fungo que se reproduz com a umidade e dias chuvosos.

Segundo o proprietário, Juliano Rastelli, a dificuldade maior foi durante o período de floração e próximo à colheita, com perdas nas variedades Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

No entanto, a uva Syrah tem se mostrado forte perante as dificuldades do clima, sendo uma expoente da produção da região.

Mesmo com os problemas, a vinícola aposta as forças em um novo produto para o mercado, um vinho de Syrah de maceração carbônica.

A técnica é amplamente conhecida por produzir os famosos Beaujolais. No processo, os cachos são colocados inteiros em tanques saturados com dióxido de carbono, o que força as uvas fermentarem de dentro para fora das bagas.

O resultado é um vinho fresco, leve, muito frutado, com taninos suaves e acidez controlada. Ideal para ser bebido em dias mais quentes ou em momentos de confraternização.

O lançamento oficial está marcado para o dia 1 de agosto durante a programação da TurisAgro.

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Fed deve manter juros, apesar de dados mistos e volatilidade do petróleo


O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) define nesta quarta-feira (29) os rumos da taxa básica de juros, atualmente na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Embora a maior parte do mercado (70%) projete a manutenção das taxas, a discussão sobre a trajetória da política monetária mudou. A expectativa de cortes ao longo do ano recuou, abrindo espaço para a possibilidade de uma pausa prolongada até o final de 2026 — ou mesmo de novas altas, a depender dos próximos indicadores.

As atenções dos investidores não estão voltadas apenas para o número a ser anunciado, mas para a conjuntura que o cerca: os choques no preço do petróleo motivados pelo conflito entre Estados Unidos e Irã e a drástica mudança na comunicação da autoridade monetária, agora sob a presidência de Kevin Warsh.

Leia também: Barra para Fed subir juros nesta semana segue alta – mesmo que mercados vejam chance

Inflação, emprego e o fim das sinalizações

O Fed delibera em um contexto de sinais mistos. Houve um alívio recente nos preços ao consumidor, mas pressões persistem em outras métricas. Roberto Simioni, economista-chefe da Blue3 Investimentos, aponta que o índice de preços ao consumidor (CPI) recuou 0,4% em junho, reduzindo o acumulado de 4,2% para 3,5%.

Em contrapartida, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), que baliza as decisões do Fed, refletiu choques energéticos anteriores e saltou de 3,4% para 4,1% em maio. Os dados de junho deste indicador serão divulgados apenas no dia 30, um dia após a reunião. No mercado de trabalho, o payroll registrou a criação de 57 mil vagas, frustrando a expectativa de 115 mil.

“Diante de um núcleo de inflação em desaceleração, mas de um PCE ainda elevado e de um mercado de trabalho que perde fôlego sem indicar deterioração abrupta, o cenário mais provável para a reunião é de manutenção”, avalia Simioni, projetando que o Comitê aguardará novos dados antes de sinalizar movimentos para setembro.

Esta cautela ganha peso na segunda reunião liderada por Warsh, marcado por sua aversão ao forward guidance (a sinalização prévia dos passos do banco). Andressa Durão, economista do ASA, destaca que o mercado precisará garimpar informações na coletiva de imprensa para entender a leitura do Fed sobre a economia.

Para Vinicius Flores, sócio da Stratton Capital, essa postura rompe um ciclo vicioso da última década, no qual o Fed reagia às expectativas que ele mesmo criava, resultando em uma política lenta e previsível. Segundo o gestor, Warsh agora força as instituições a projetarem a política monetária diretamente a partir da economia real.

Revisão de métodos e o choque do petróleo

Um vetor determinante da gestão Warsh, ainda subestimado pelo mercado, é a criação de grupos de trabalho para revisar os métodos do Fed. Flores destaca dois comitês focados na mensuração de preços. Como a inflação americana possui componentes imputados, o gestor avalia que essa reestruturação profunda tem alta probabilidade de resultar em leituras inflacionárias mais baixas, o que fundamenta sua projeção de juros inalterados até o fim do ano.

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Contudo, a instabilidade global ameaça essa inércia. João Debom, sócio da Alude Capital, lembra que o mercado chegou a precificar 46% de chances de alta nos juros em julho, reflexo direto da escalada do petróleo pelo conflito Irã-EUA. O recuo do CPI de junho aliviou a pressão, consolidando o cenário-base de manutenção, mas Debom alerta para o risco de alta caso o petróleo volte a subir.

O tráfego no Estreito de Ormuz é a variável crítica. Gustavo Sung, da Suno Research, observa o barril do petróleo orbitando os US$ 85, alertando que problemas logísticos elevam a probabilidade de aperto monetário. Debom detalha que uma trégua sustentada manteria o barril do Brent entre US$ 85 e US$ 95; uma reescalada pontual o levaria para US$ 95 a US$ 110; e o fechamento do estreito devolveria os preços ao pico de US$ 110 a US$ 120.

Apesar dos riscos, Vinicius Flores estima uma resolução favorável aos EUA nos próximos meses, derrubando o barril para US$ 65 a US$ 70, justificada pela ausência de espaço fiscal americano para prolongar uma guerra que já custou mais de US$ 100 bilhões.

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Impactos no Copom

A postura do Fed reverbera diretamente no Banco Central do Brasil, que define os rumos da Selic (atualmente em 14,25%) na semana seguinte. Para Debom, juros americanos elevados por mais tempo pressionam o câmbio e reduzem o espaço para cortes no Brasil, fortalecendo a ala cautelosa do Copom.

Gustavo Sung pondera que o impacto não será determinante, visto que o BC brasileiro enfrenta impasses domésticos severos, como a pressão nos serviços e os efeitos iminentes do El Niño na inflação de alimentos. Vinicius Flores concorda com o peso dos fatores internos, mas conclui que a provável manutenção dos juros pelo Fed mantém o diferencial de rendimentos, com efeito positivo e estabilizador para o mercado local.



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São Paulo entra em alerta para ventos de até 90 km/h com frente fria


Uma nova frente fria chega ao estado de São Paulo e deve provocar chuvas fortes e intensas rajadas de vento, entre esta quarta (29) e quinta-feira (30).

Segundo a Defesa Civil, a maior atenção está relacionada à intensidade dos ventos. Na Região Metropolitana e na Baixada Santista, as rajadas poderão chegar a valores próximos aos 90km/h. Nas demais regiões do estado, são esperados ventos que podem superar os 70km/h em algumas áreas, especialmente durante a passagem da frente fria e nos locais onde houver formação de tempestades.

Além dos ventos, o avanço do sistema deverá provocar pancadas de chuva de intensidade moderada a forte, acompanhadas por descargas elétricas. No Litoral, aumentam os riscos para ressaca e agitação marítima.

A combinação desses fenômenos aumenta o risco de queda de árvores, destelhamentos, danos em estruturas vulneráveis, interrupções no fornecimento de energia elétrica e transtornos na mobilidade urbana. Na Baixada Santista, as condições também exigem atenção para possíveis impactos nas operações portuárias.

Atenção para os ventos

A Defesa Civil reforça que, durante as rajadas, a população deve evitar áreas arborizadas e não estacionar veículos sob árvores. Também é importante manter distância de estruturas metálicas, coberturas frágeis, placas, outdoors e objetos que possam ser arrancados ou arremessados pelo vento.

Objetos soltos em quintais, varandas e áreas externas devem ser recolhidos ou fixados. Durante tempestades com raios, a recomendação é buscar abrigo em local seguro e evitar áreas abertas.

Nas rodovias, os motoristas devem redobrar a atenção, principalmente diante da possibilidade de queda de árvores e objetos sobre a pista e de redução da visibilidade durante as pancadas de chuva.

*Sob supervisão de AR.



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Tornado gigante devasta Giruá, no RS; prefeitura fala em feridos


Um tornado atingiu o município de Giruá, no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (28). O levantamento inicial indica que as comunidades de Rincão dos Coimbras, Rincão dos Mellos, Rincão dos Ribeiros, Amaral e Melgarejo estão entre as mais afetadas.

As cidades de Senador Salgado Filho e Sete de Setembro também relataram danos.

Em nota, o Governo Municipal de Giruá afirmou que as informações preliminares indicam que residências sofreram danos severos resultando em pessoas feridas. Além disso, houve queda de árvores e prejuízos envolvendo animais.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil se deslocaram para as áreas mais afetadas, onde estão prestando atendimento e assistência às vítimas.

Também foram mobilizadas as equipes da Secretaria de Obras com o objetivo de desobstruir estradas, realizar o corte e a remoção de árvores caídas.

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A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que as equipes seguem realizando o levantamento e a consolidação de informações referentes à ocorrência.



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