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Justiça do DF quebra sigilo em processo contra Virginia Fonseca


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) derrubou o sigilo do processo referente ao recurso do Ministério Público (MP) na ação contra a influenciadora Virginia Fonseca e a plataforma de apostas “Blaze”.

A decisão, deflagrada pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel, na última sexta (24), atendeu a um pedido do MP. “Ante o exposto, defiro o requerimento formulado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e determino o levantamento do sigilo processual, para que o feito passe a tramitar sob o regime de publicidade geral”, informou no documento.

A ação tem como objetivo impor restrições à publicidade de apostas, especialmente quanto à veiculação de promessas de ganhos garantidos e à necessidade de divulgação ostensiva e adequada dos riscos inerentes à atividade.

A CNN Brasil tenta localizar as defesas da influenciadora e da plataforma. O espaço segue em aberto.

Entenda processo do Ministério Público

O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) apontou que a influenciadora Virginia Fonseca teria participado de um modelo “estruturado de captação de apostadores“, comandado pela plataforma de apostas Blaze, durante os jogos da Copa do Mundo deste ano.

Segundo o documento do MP, obtido pela CNN Brasil, Virginia teria adotado estratégias para captar os apostadores na partida entre Argentina e Cabo Verde. Na ocasião, a influenciadora, com mais de 56 milhões de seguidores nas redes sociais, teria estimulado o público a apostar na vitória da seleção africana.

Para o Ministério Público, além da aposta ser “de baixa probabilidade e alto retorno potencial”, a influenciadora ainda teria usado linguagem emocional para induzir os seguidores a apostarem. Nos vídeos divulgados por Virginia, a influenciadora afirmou que estava “esperançosa” com a vitória de Cabo Verde.

O MP ainda argumentou que as gravações não tinham sinalização para avisar ao público que o conteúdo tinha indícios de publicidade. “Virginia operou sobre um viés cognitivo documentado, intensificando a percepção de atratividade de um resultado objetivamente improvável sem qualquer menção às probabilidades reais”, diz o documento.

Segundo o documento, além de Virginia, a plataforma de apostas também adotou uma estratégia coordenada de intensificação publicitária coincidente com as partidas do campeonato, explorando uma “alta exposição emocional e o engajamento coletivo do torneio para induzir o consumo impulsivo”.

Estratégias de marketing

No dia 8 de julho, o Ministério Público ajuizou uma ação que sustenta que a empresa de apostas usou estratégias de marketing capazes de induzir o público ao jogo por meio da promessa de ganhos fáceis, publicidade considerada enganosa e uso de influenciadores digitais de grande alcance para estimular as apostas.

A investigação aponta que, enquanto simulava “esperança” no resultado da disputa entre as seleções, a influenciadora poderia receber 30% de comissão sobre as perdas de quem seguia as recomendações de aposta.



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Moraes pede esclarecimentos sobre falta de sinal em tornozeleira de ‘Débora do Batom’


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu na sexta-feira (23) esclarecimentos ao núcleo de monitoramento de pessoas da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAC-SP), em até cinco dias, sobre a falta de sinal na tornozeleira eletrônica de Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do Batom”. O magistrado requereu que o órgão explique se o episódio se deu por “falha operacional” ou por “efetiva violação de medida cautelar”.

Em despacho, Moraes informou ter sido notificado em 27 de abril e em 4 de maio sobre ausência de sinal na tornozeleira de Débora. Ao ministro, a defesa negou que o primeiro episódio se tratava de “tentativa de evasão ou descumprimento deliberado das condições impostas” e indicou falha no sistema de monitoramento eletrônico.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, por participação nos atos antidemocráticos, de 8 de Janeiro. Ela também ficou conhecida por escrever “Perdeu, mané” na estátua da Justiça com um batom.

Em março de 2025, Moraes substituiu a prisão preventiva de Débora por prisão domiciliar e impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo o despacho, cinco meses depois, a defesa solicitou a transferência para o regime semiaberto. O pedido ainda não foi analisado pelo ministro.



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Soja recua mais de 3% em Chicago com pressão externa e realização de lucros

A cotação da soja futura encerrou a sessão desta segunda-feira (27) em forte queda na Bolsa de Chicago. O contrato futuro para entrega em novembro recuou 3,17%, fechando negociado a US$ 12,13 por bushel.

De acordo com a Agrinvest, os contratos futuros da soja, do óleo e do farelo operaram em baixa expressiva, com perdas próximas de 3% em todo o complexo.

O movimento foi influenciado pelas expectativas de um possível cessar-fogo e de avanços para uma solução no conflito do Oriente Médio, além da realização de lucros por parte dos investidores após as recentes altas.

Apesar da pressão sobre as cotações, a demanda pelas exportações de soja dos Estados Unidos segue firme e ajuda a sustentar os fundamentos do mercado.

No Brasil, o início da semana foi marcado por poucos negócios e baixo volume de negociações. Segundo a consultoria, a valorização da soja no mercado físico nos últimos dias tem pressionado as margens das indústrias nacionais, enquanto o cenário de exportação também enfrenta dificuldades.

Milho

O contrato futuro do milho também encerrou a sessão em baixa na Bolsa de Chicago. O vencimento para entrega em dezembro registrou desvalorização de 2,77%, fechando negociado a US$ 4,74 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o mercado de cereais enfrentou um dia de forte pressão, com milho e trigo acumulando perdas superiores a 2% nas cotações.

Entre os principais grãos, o milho apresentou a maior queda no pregão, acompanhando o movimento negativo observado no mercado internacional de commodities agrícolas.

Trigo

O trigo encerrou a sessão em queda na Bolsa de Chicago. O contrato futuro para entrega em setembro recuou 2,65%, fechando negociado a US$ 6,60 por bushel.

Apesar da desvalorização das cotações, os investidores reduziram as apostas em novas quedas para o cereal. Dados da CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos) mostram que fundos de hedge e grandes gestores ampliaram a posição líquida comprada em trigo para 26.710 contratos, ante 13.789 contratos na semana anterior.

No mesmo período, os investidores diminuíram as posições vendidas líquidas, que representam apostas na queda dos preços, para 18.399 contratos no trigo vermelho de inverno, contra 34.887 contratos na semana anterior. Segundo a CFTC, esse foi o menor nível de posições pessimistas desde 26 de maio.

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Menina de 9 anos cai do 8º andar de prédio e morre em Santos


Uma menina de 9 anos morreu após cair do oitavo andar de um prédio em Santos, no fim da noite do último domingo (26).

O caso aconteceu na Cidade Ocian, na Avenida Presidente Castelo Branco. Familiares relataram no boletim de ocorrência que a criança se lançou de um corredor de circulação que dá acesso aos apartamentos.

A altura da queda foi de aproximadamente 30 metros, segundo o boletim de ocorrência. A criança morreu no local e o celular da vítima foi apreendido.

O caso foi registrado como morte suspeita no 1º Distrito Policial de Praia Grande.



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economia

Calendário de obrigatoriedade de documentos da Reforma Tributária sai até julho


O Ministério da Fazenda informou nesta segunda-feira (27) que a Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) vão soltar até o fim de julho um calendário com a obrigatoriedade da emissão de documentos na Reforma Tributária.

São os documentos fiscais eletrônicos com destaque da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

“O ato fixará as datas de obrigatoriedade para cada documento fiscal eletrônico, e, na data de sua publicação, será divulgada, também, a previsão de disponibilização dos leiautes técnicos dos documentos cujos padrões ainda não tenham sido disponibilizados.

Sempre que possível, esses leiautes serão disponibilizados com uma antecedência mínima de 60 dias contada do início da obrigatoriedade de utilização dos respectivos documentos fiscais eletrônicos”, disse a Fazenda.

O ato conjunto também vai prever que, em até 30 dias, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicarão um programa de estímulo à conformidade para o ano de 2026, voltado ao período de transição para a implementação da CBS e do IBS. Segundo a Pasta, a ideia é garantir o caráter orientador nesse período de implantação.

“A previsão é que o programa contemple medidas relacionadas à autorregularização de informações pelos contribuintes durante a fase inicial de implantação dos novos tributos, observados os limites e condições previstos na legislação aplicável. Os detalhes do programa serão divulgados em ato específico”, completou em nota.



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São Paulo tem semana com sol antes da chegada de frente fria; leia previsão


A cidade de São Paulo amanheceu com céu claro, sol e temperaturas em elevação nesta segunda-feira (27). Os termômetros registram média de 24,6°C e a máxima pode chegar a 26°C, informou o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE).

Segundo o órgão, a umidade relativa do ar está em torno de 54% e pode cair para 35% nas próximas horas. “É importante se manter hidratado e evitar exposição excessiva ao sol”, alertou o CGE.

Também não há previsão de chuva para a tarde. Até o momento, julho acumulou 8,4 milímetros de precipitação, o equivalente a 20,6% dos 40,7 milímetros esperados para o mês, conforme o banco de dados meteorológicos do CGE.

De acordo com o órgão, as temperaturas continuam em elevação até o meio da semana, acompanhadas de baixos índices de umidade do ar na capital paulista.

Na terça-feira (28), a madrugada deve ter céu com poucas nuvens. Ao longo do dia, o tempo permanece aberto, com predomínio de sol. A mínima prevista é de 14°C e a máxima pode chegar a 28°C. A umidade relativa do ar deve atingir valores próximos de 35%, segundo o CGE.

Na quarta-feira (29), a temperatura sobe novamente. A mínima prevista é de 16°C e a máxima pode alcançar 29°C, enquanto a umidade relativa do ar deve ficar em torno de 33%. A nebulosidade aumenta no fim do dia, mas não há previsão de chuva.

O CGE também informa que uma frente fria deve avançar pelo Paraná e atingir áreas próximas à divisa com o sul e o oeste do Estado de São Paulo.

Segundo o Meteoblue, a quinta-feira (30), deve registrar queda nas temperaturas, com mínima de 16°C e máxima de 21°C. Na sexta-feira (31), a máxima sobe para 23°C, enquanto a mínima permanece em 16°C, com sol entre nuvens.

No Rio de Janeiro, a previsão é de dias com predomínio de sol e calor. Nesta segunda-feira, a temperatura varia entre 19°C e 25°C. Na terça-feira, os termômetros marcam mínima de 19°C e máxima de 27°C. Já na quarta-feira, a máxima pode chegar a 33°C, com mínima de 22°C, conforme o Meteoblue.

Em Brasília, a segunda-feira deve ter máxima de 29°C e mínima de 14°C, com sol entre nuvens. Na terça-feira, a temperatura varia entre 16°C e 28°C. Na quarta-feira, a máxima sobe para 30°C, enquanto a mínima permanece em 16°C.



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Café sobe mais de 3% em NY com chuvas e atraso na colheita brasileira

O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro fechou a sessão desta segunda-feira (27) com valorização de 3,43%, negociado a US$ 3,05 por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços avançaram diante das preocupações com as fortes chuvas registradas nas principais regiões produtoras do Brasil, que podem comprometer a qualidade da safra e reduzir a oferta global da commodity. De acordo com a Somar Meteorologia, Minas Gerais, maior estado produtor de café do país, acumulou 32,4 milímetros de chuva na semana encerrada em 26 de julho, volume equivalente a cerca de 2.700% da média histórica para o período.

Outro fator de sustentação dos preços é o ritmo mais lento da colheita brasileira. Dados da cooperativa Cooxupé mostram que os trabalhos alcançavam 47,3% da área até 17 de julho, abaixo dos 59% registrados no mesmo período do ano passado.

Levantamento da Safras & Mercado também aponta atraso na colheita nacional. Até 15 de julho, 64% da safra 2026/27 havia sido colhida, percentual inferior aos 77% observados no mesmo período de 2025 e também abaixo da média dos últimos cinco anos, de 70%.

 

Açúcar

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar para entrega em outubro encerrou a sessão cotado a 14,58 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,29%.

Segundo análise da Barchart, os preços do açúcar atingiram o menor patamar em uma semana, pressionados pela forte queda das cotações do petróleo. O contrato do petróleo WTI recuou mais de 7% na sessão, reduzindo a competitividade do etanol em relação ao açúcar.

Com um cenário menos favorável para o biocombustível, cresce a expectativa de que as usinas direcionem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar, em vez de etanol. Esse movimento pode elevar a oferta da commodity no mercado internacional, pressionando ainda mais as cotações.

Cacau

Os preços internacionais do cacau encerraram a sessão em forte baixa na Bolsa de Nova York. O contrato futuro para entrega em setembro caiu 5,13%, fechando negociado a US$ 5.100 por tonelada.

De acordo com análise da Barchart, o mercado perdeu força ao longo do pregão diante de novos sinais de aumento da oferta global. A expectativa de maior disponibilidade da commodity fez as cotações atingirem o menor patamar das últimas três semanas.

Na Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, os embarques acumulados entre 1º de outubro de 2025 e 26 de julho de 2026 somaram 2,11 milhões de toneladas, volume 21% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Outro fator de pressão veio da Nigéria. Segundo dados divulgados pela Bloomberg, as exportações de cacau do país cresceram 30% em junho na comparação anual, alcançando 18.922 toneladas, reforçando as expectativas de maior oferta no mercado internacional.

Algodão

Os preços do algodão encerraram a sessão em alta na bolsa de Nova York, em que o contrato futuro para entrega em dezembro avançou 1,13%, fechando cotado a 80,88 centavos de dólar por libra-peso.

O movimento foi sustentado pelo aumento do interesse dos investidores no mercado da fibra. De acordo com o relatório COT (Commitment of Traders), divulgado na sexta-feira (24), os fundos especulativos ampliaram em 3.525 contratos sua posição líquida comprada em futuros e opções de algodão na semana encerrada na terça-feira.

Com isso, o volume total de posições compradas dos fundos passou para 53.209 contratos, indicando uma perspectiva mais otimista dos investidores em relação ao desempenho dos preços da commodity.

Suco de Laranja

Os preços do suco de laranja encerraram a sessão em leve baixa na Bolsa de Nova York. O contrato futuro para entrega em setembro recuou 0,21%, fechando cotado a US$ 1,41 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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Mantiqueira Alimentos estrutura emissão de CRAs de R$ 150 milhões

Captação será feita por meio de CRA lastreado em CPR Financeira emitida pela própria companhia

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economia

Carteira de crédito cresceu 0,8% em junho, puxada por empresas, diz Febraban


A carteira total de crédito do Brasil deve ter crescido 0,8% em junho, enquanto a expansão anual acelerou de 9,5% para 9,8%, beneficiada pelas operações destinadas às empresas, que contam com a dinâmica ainda forte dos programas governamentais.

Os dados são da Pesquisa Especial de Crédito da Febraban, feita com base em dados consolidados dos principais bancos do país, e divulgada mensalmente como uma prévia da Nota de Crédito do Banco Central, programada para o próximo 30 de julho.

A pesquisa sugere que o ritmo de expansão do crédito continua elevado, mesmo diante de uma política monetária ainda bastante restritiva. Contudo, esse crescimento permanece mais intenso nas linhas com recursos direcionados, refletindo o impulso dos programas governamentais.

“Nas famílias, o ritmo permanece consistente no nível de dois dígitos, com destaque recente para o imobiliário, enquanto as linhas de maior risco mostram certa acomodação na margem”, avalia em nota Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.

Fonte: Febraban

Leia também: Crédito do Trabalhador cresce com múltiplos empréstimos e juros mais altos

Empresas

De acordo com o levantamento da Federação, a carteira destinada às empresas deve apresentar alta de 1,5%, liderando o crescimento no mês e acelerando em 12 meses de 6,8% para 7,7%.

A subida no mês deve ser puxada pela carteira com recursos livres (+1,7%), com efeito sazonal positivo de fim de trimestre nas linhas de recebíveis.

Em 12 meses, a linha com recursos livres destinada às empresas deve sair da estabilidade para alta de 1,9%, impulsionada por uma base de comparação fraca. Isso foi motivado pelo reajuste para cima da alíquota de IOF em junho de 2025, que penalizou especialmente a linha de desconto de recebíveis (risco sacado), segundo a Febraban. Essa medida foi posteriormente revertida.

No caso dos recursos direcionados, a alta mensal deve ser de 1,2%, impulsionada pelos programas governamentais, que contaram com novos aportes (FGI-PEAC), mantendo-se com a expansão anual mais forte entre as aberturas, apesar de alguma desaceleração na margem (de 18,2% para 17,4%).

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Famílias

Segundo a pesquisa, a carteira destinada às famílias deve avançar 0,4% no mês, com leve moderação em 12 meses (alta de 11,0%; ante 11,2%). No mês, o avanço deve ser liderado pelas linhas com recursos direcionados (+0,7%), em função do bom desempenho do imobiliário, diante das novas regras do programa Minha Casa Minha Vida.

Já os recursos livres devem apresentar expansão mais tímida, um avanço de 0,2%, com moderação das linhas mais arriscadas, refletindo o potencial efeito do novo Desenrola. Em 12 meses, as duas aberturas devem seguir em patamares próximos: Pessoa Física Livre em 11,3% (ante +11,7%) e Pessoa Física Direcionada em 10,7% (ante +10,5%).

Concessões de crédito

Fonte: Febraban

Já as concessões de crédito devem mostrar crescimento de 5,8% em junho ou 0,7% no dado ajustado por dias úteis. Na comparação com junho de 2025, também por dias úteis, o avanço deve ser mais robusto, de 9,1%.

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Assim como no saldo, na comparação anual as concessões são puxadas pela carteira destinada às empresas (alta de 17,0%), especialmente pelas linhas com recursos livres, em função do efeito base nas linhas de desconto de recebíveis.

Nas concessões às famílias (+2,5%), o desempenho deve ser mais tímido nas linhas com recursos livres, especialmente no cartão à vista, sugerindo alguma acomodação do consumo no período, diz a Febraban. Já nos recursos direcionados, as concessões do imobiliário devem mostrar alta relevante.

No acumulado de 12 meses, o ritmo de crescimento das concessões totais deve voltar a acelerar, após três meses de acomodação, subindo de 8,3% para 8,8%. O movimento é puxado pelo maior dinamismo da carteira Pessoa Jurídica (+9,0; ante +7,4%), apenas parcialmente contido pela ligeira desaceleração em Pessoa Física (+8,7%; ante +9,0%).

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economia

Impulso fiscal mais que dobra em três meses e pressiona inflação e Selic, aponta FGV


A aceleração da injeção de dinheiro na economia mais do que dobrou no segundo trimestre deste ano, chegando a 4,52% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 2,19% registrados no primeiro trimestre. Os dados são do Monitor de Expansão Fiscal Ampliada (MEFA), da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (27).

De acordo com o economista da FGV Alexandre Manoel, o dado mostra “a forte aceleração da expansão fiscal por canais que não são observados integralmente no resultado primário”.

Ele destaca que as despesas financeiras cresceram de forma expressiva em maio e junho, fazendo com que o índice encerrasse o trimestre em seu maior nível da série recente. “O segundo trimestre foi marcadamente expansionista”, avalia Manoel.

Segundo o levantamento, as despesas financeiras representaram 3,29% do PIB no período. O restante do impulso (1,22% do PIB acumulado em doze meses) vem do volume de Restos a Pagar (float).

Leia também: Brasil terá ressaca em 2027 após “orgia fiscal”, vê Parreiras, da Verde

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Impacto das ações do governo

O estudo propõe uma análise conjunta do MEFA e do resultado primário para medir com maior precisão o impacto das ações do governo. O primário mostra a direção das contas públicas, enquanto o MEFA revela o impacto do dinheiro inserido na economia.

Ao comparar junho de 2022 com junho de 2026, o resultado primário acumulado em doze meses passa de um superávit de 0,77% do PIB para um déficit estimado de 1,05%, uma deterioração de 1,82 ponto percentual.

No entanto, o impulso medido pelo MEFA saltou de 1,43% para 6,70% do PIB no mesmo período, um aumento de 5,27 pontos percentuais. De acordo com o levantamento, mais de quatro quintos do MEFA atual são de operações fora do resultado primário convencional.

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Segundo Manoel, essa injeção de recursos traz consequências macroeconômicas diretas. O artigo publicado no Blog da FGV ressalta que o impulso fiscal mais elevado ajuda a sustentar a demanda agregada, contribuindo para a resiliência da atividade econômica, do emprego e da renda familiar.

Por outro lado, o economista alerta para os efeitos colaterais desse movimento, que torna a queda da inflação mais lenta, reduz o espaço para cortes na taxa básica de juros (Selic) e pressiona a trajetória da dívida pública e os prêmios de risco dos ativos domésticos.

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