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Cartolouco vira réu por violência contra ex: ‘Já ouvi que eu era um câncer’


O Fantástico, da TV Globo, exibiu no domingo (13) imagens de uma das agressões que levaram o influenciador Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, a se tornar réu por violência física e psicológica contra a ex-namorada. As gravações mostram o momento em que ele encosta um cigarro aceso na orelha da mulher e, instantes depois, dá um tapa em seu rosto durante uma discussão em uma rua de São Paulo. Ele nega as acusações.

Em entrevista ao programa, a ex-namorada, que pediu para não ter a identidade revelada, afirmou que as imagens registram apenas um dos episódios de um relacionamento de pouco mais de nove meses. Segundo ela, o namoro começou de forma intensa, com frequentes demonstrações de carinho e atenção. Com o passar do tempo, porém, o comportamento do influenciador mudou e deu lugar a agressões físicas, violência psicológica e ofensas.

As agressões verbais vieram antes da violência física, segundo o relato da vítima. “Já ouvi que eu era um câncer, puta, vagabunda”, afirmou ao Fantástico. A situação se agravou durante uma viagem do casal a Cusco, no Peru, no início de dezembro do ano passado.

Segundo a ex-namorada, a discussão começou depois que ela voltou do banheiro de um bar. Cartolouco teria arrancado o escapulário que ela usava e cuspido nela ainda no estabelecimento. Já no hotel, passou a agredi-la com tapas e chutes. Ela também afirma que o influenciador tentou aplicar um golpe conhecido como “mata-leão” e destruiu seu celular durante a discussão.

As imagens exibidas pelo Fantástico foram registradas semanas depois, na madrugada de 31 de janeiro. Conforme o relato da vítima, o casal voltou ao mesmo bar onde havia iniciado o relacionamento. Ao deixar o local, Cartolouco passou a acusá-la de traição e jogou um copo com bebida em seu rosto.

Na sequência, as câmeras de segurança mostram o influenciador encostando um cigarro aceso na orelha da mulher. Fotografias exibidas pelo programa registram a queimadura provocada pela agressão. Instantes depois, outra câmera flagra o momento em que ele dá um tapa no rosto da então namorada.

Após a agressão, a mulher atravessou a rua e permaneceu próxima a um bar, onde havia outras pessoas. “Pensei: vai que ele me dá um outro tapa. Pelo menos agora tem a chance de alguém visualizar e presenciar isso”, afirmou.

Frequentadores do local perceberam a discussão e intervieram. Segundo a vítima, Cartolouco deixou a região logo depois.

Mais relatos de agressão

O Fantástico também ouviu outras duas ex-namoradas do influenciador. Elas relataram episódios semelhantes de violência durante os relacionamentos.

Gabriela Augusto, que manteve um relacionamento de três anos com Cartolouco, afirmou ter sido queimada no rosto com um cigarro. Ela também relatou agressões com chutes e puxões de cabelo. Outra ex-namorada, que atualmente mora em Londres e pediu para não ser identificada, afirmou que sofria agressões físicas e era alvo constante de insultos. Segundo ela, o influenciador mudava completamente de comportamento logo após os episódios de violência.

As duas mulheres disseram que nunca registraram denúncia contra o influenciador. No caso da ex-namorada agredida em janeiro, porém, a denúncia foi aceita. Lucas Strabko se tornou réu e responderá por agressão física e violência psicológica.

As três mulheres afirmaram conviver até hoje com as consequências dos relacionamentos. A ex-companheira que vive em Londres disse que seu maior arrependimento foi não ter denunciado o influenciador. “Eu sabia que isso ia acontecer com mais gente. Eu só não tinha condição na época”, declarou.

Em nota enviada ao Fantástico, Lucas Strabko negou as acusações. Segundo o influenciador, durante a viagem ao Peru foi a então namorada quem, em uma crise de ciúmes, passou a ofendê-lo e a arremessar objetos, inclusive o próprio celular, contra ele.

O influenciador declarou ainda que, mesmo após o registro do boletim de ocorrência, os dois voltaram a se encontrar.



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Boletim Focus reduz projeção de inflação para 2026


O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central mostrou redução na projeção de inflação para 2026, enquanto as estimativas para câmbio, PIB e Selic permaneceram praticamente estáveis. A mediana dos economistas consultados passou a prever IPCA de 5,16% em 2026, ante 5,30% na semana anterior.

Inflação

A projeção para o IPCA, índice oficial de inflação, subiu de 4,18% para 4,20% em 2027. Para 2028, a estimativa permaneceu em 3,70%, nível mantido há três semanas. Para 2029, os economistas mantiveram a previsão de inflação em 3,50%, patamar estável há 45 semanas.

No caso do IGP-M, a projeção para 2027 ficou em 4,10%, após alta registrada nas semanas anteriores, permanecendo estável há duas semanas. Para 2028, a expectativa caiu de 3,85% para 3,82%, após uma semana de redução. Em 2029, a previsão continuou em 3,77%, sem alteração há quatro semanas.

A estimativa para os preços administrados, que incluem itens como energia elétrica, combustíveis e tarifas públicas, ficou em 3,85% para 2027, após recuo na semana anterior. Para 2027, a projeção permaneceu em 3,50%, estável há três semanas. Para 2028, a expectativa também ficou em 3,50%, mantendo-se nesse nível há 52 semanas.

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027 caiu de 1,69% para 1,65%, após uma semana de estabilidade. Para 2028, a estimativa permaneceu em expansão de 2%, nível mantido há 122 semanas. Para 2029, a previsão também ficou em 2%, sem mudanças há 69 semanas.

Câmbio

A projeção para o dólar ao fim de 2027 permaneceu em R$ 5,28, após alta nas semanas anteriores, com estabilidade há duas semanas. Para 2028, a estimativa caiu levemente de R$ 5,35 para R$ 5,34, após uma semana de redução. Para 2029, os economistas mantiveram a previsão de câmbio em R$ 5,40, patamar estável há quatro semanas.

Selic

A expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu em 12% ao ano para 2027, após quatro semanas de estabilidade. Para 2028, a projeção ficou em 10,50%, sem alteração há duas semanas. Para 2029, os economistas mantiveram a estimativa em 10% ao ano, nível estável há dez semanas.



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Crédito rural empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/26

O crédito rural utilizado pela Agricultura Empresarial na safra 2025/26 totalizou R$ 477,2 bilhões, segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) divulgados nesta sexta-feira (10).  Os dados desconsideram os valores destinados ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Nesta safra, o CPR (Cédula de Produto Rural) se consolidou como o principal instrumento financeiro do mercado privado e correspondeu a 43% do total (R$ 205 bilhões) e ultrapassou o custeio tradicional, com 31,5% do total (R$ 150 bilhões).

Investimento (R$ 50 bilhões), Comercialização (R$ 37 bilhões) e Industrialização (R$ 33 bilhões) foram os demais destinos do crédito.

Na análise por segmento, o grupo Demais empresarial, que é composto por grandes e médios produtores excluindo o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), correspondeu a 44,1% (R$ 210 bilhões), seguido por CPR (R$ 205 bilhões) e pelo Pronamp (R$ 61 bilhões). 

Análise por programa 

Os programas de investimento da agricultura empresarial somaram R$ 50,5 bilhões. Segundo o ministério, o resultado foi impactado pelos altos juros durante a safra, somados a instabilidade internacional; inadimplência; custos de produção; riscos climáticos e intempéries; e maior seletividade das instituições financeiras na concessão do crédito.

Confira a aplicação para cada programa:

  • Renovagro: R$ 5,16 bilhões (10,2%)
  • Pronamp: R$ 5,22 bilhões (10,4%)
  • Moderfrota: R$ 4,22 bilhões (8,4%)
  • Inovagro (+Moderagro): R$ 3,92 bilhões (7,8%)
  • PCA: R$ 3,19 bilhões (6,3%)
  • Procap-agro:  R$ 0,88 bilhões (1,8%)
  • Proirriga: R$ 0,77 bilhões (1,5%)
  • Prodecoop: R$ 0,48 bilhões (1%)
  • Outros: R$ 26,5 bilhões (52,7%)

De acordo com o Mapa, o nível de investimento em cada linha continua abaixo do programado por uma restrição na demanda maior do que a da oferta.

Número de Contratos e fonte de recursos

Na última safra, foram registrados 534 mil contratos de crédito rural na Agricultura Empresarial, sendo 161 mil de CPRs, o que, na avaliação da pasta, evidencia a relevância desse instrumento na estrutura de contratação do setor.

Os recursos obrigatórios lideraram as fontes de recursos controladas, com R$ 53,8 bilhões (40%), seguido por LCAs, com R$ 30,5 bilhões (22,7%) e Fundos Constitucionais, com R$ 20,6 bilhões (15,4%).

Já nas fontes não controladas, LCAs livres (R$ 67,1 bilhões), Poupança Rural (63,2 bilhões) e BNDES (R$ 5,64 bilhões) lideraram.

Distribuição regional 

A região Sul concentrou o maio número de contratos (146 mil) e o valor destinado (R$ 81,1 bilhões), seguida pela região Sudeste, com 110 mil contratos e R$ 75,8 bilhões, e região Centro-Oeste, 63,8 mil contratos e R$ 75,8 bilhões.

O Sul, embora líder em valor absoluto, tem o menor tíquete médio (R$ 552,2 mil), refletindo maior pulverização de contratos entre produtores de menor porte relativo.

Recursos equalizados 

Os recursos equalizáveis concedidos na safra 2025/2026 (posição em jun/2026) totalizaram R$ 53,6 bilhões, correspondentes a 58,6% da programação final de R$ 91,4 bilhões. Desse montante, R$ 28,3 bilhões foram destinados a custeio (36% do total previsto) e R$ 24,5 bilhões para investimento (47% do valor programado).  

“A execução reflete a maior seletividade das instituições financeiras e a vigência, nesta safra, do cumprimento das exigibilidades dos depósitos à vista pelas cooperativas de crédito e bancos cooperativos, que direcionaram parte expressiva de suas contratações para essas fontes, em detrimento das fontes equalizáveis”, destacou o relatório. 

Confira o rendimento investimento por programa

Sob supervisão de Andressa Simão

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El Niño aumenta risco de doenças no Brasil; veja quais


As variações climáticas extremas provocadas pelo El Niño, entre secas severas, chuvas intensas e temperaturas acima da média, podem desencadear mais casos de doenças infecciosas como dengue, zika, chikungunya, malária, febre amarela e oropuche em regiões afetadas do Brasil, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), ligada às Nações Unidas.

Também podem haver mais internações por problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente entre crianças e idosos, provocadas pela fumaça de incêndios florestais, sobretudo na Amazônia e Pantanal.

O relatório divulgado na terça-feira (7) aponta o país como tendo risco médio de uma crise de saúde pública em 2026 em função desses impactos. O índice se baseia em condições estruturais e vulnerabilidades da população e dos serviços de saúde, que determinam como os efeitos são sentidos. A classificação é compartilhada por outros países latino-americanos, como Argentina, Bolívia e Peru.

Nas Américas, além de haver risco muito alto relacionado às arboviroses (doenças causadas por vírus transmitidas pela picada de mosquitos) – que se tornam altamente prováveis, com grandes consequências à saúde pública -, é quase certo que o estresse térmico esteja entre os principais impactos sofridos pela população.

O calor extremo é a maior causa de mortalidade relacionada ao clima, principalmente para os grupos mais vulneráveis: quem tem doenças preexistentes, idosos, bebês, gestantes e trabalhadores ao ar livre.

Ainda na categoria de risco muito alto para o continente estão doenças transmitidas pela água, como a cólera e a leptospirose, relacionadas ao maior volume de chuvas e enchentes; o risco de desnutrição com a perda de safras causada por inundações e secas; surtos de sarampo caso eventos extremos levem populações suscetíveis a se aglomerar.

Os cenários de seca ou excesso de chuvas também podem desencadear impactos na saúde mental de quem enfrenta perdas materiais e do meio de sustento, deslocamentos e falta de recursos básicos.

Impactos na infraestrutura e recomendações

O relatório também destaca que as secas, chuvas intensas e inundações, tornadas mais prováveis pelo El Niño neste ano e no próximo, podem danificar ou interromper o funcionamento de serviços de saúde essenciais, restringindo o acesso à assistência médica durante e depois da emergência climática.

Nos anos de 1997-98, um dos eventos mais fortes de El Niño já registrados, chuvas excepcionalmente intensas no Peru e Equador causaram danos significativos na infraestrutura de saúde. Impactos semelhantes podem ocorrer em áreas vulneráveis, como o Sul do Brasil.

Leia abaixo as principais recomendações da Opas:

Reforçar a vigilância epidemiológica e as campanhas de vacinação para conter surtos de doenças infecciosas favorecidas pelas anomalias climáticas;

Priorizar a detecção precoce de riscos e pacientes com doenças crônicas;

Alternativas como telemedicina, equipes móveis e a distribuição descentralizada de medicamentos para garantir que tratamentos vitais não sejam interrompidos por desastres climáticos;

Hospitais e unidades de saúde devem revisar seus planos de contingência, focando em proteger equipamentos críticos e manter o fornecimento de água e energia durante eventos extremos;

Fortalecer sistemas de alerta precoce para ondas de calor e a preparação específica para os impactos respiratórios decorrentes de incêndios florestais.



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Soja sobe em Chicago após USDA reforçar cenário de demanda aquecida

Na sessão desta sexta-feira (10), o contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago cotado a US$ 11,81 por bushel, com valorização de 0,78%.

O relatório de julho de oferta e demanda mundial do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) não trouxe grandes surpresas ao mercado. Ainda assim, o documento foi interpretado como positivo pelos investidores e abriu espaço para uma recuperação dos preços, à medida que o foco volta a se concentrar nas condições climáticas que devem influenciar o desenvolvimento da safra norte-americana nas próximas semanas.

Segundo análise da Royal Rural, o relatório foi favorável tanto para a soja quanto para o milho, não por mudanças expressivas na produção, mas pelos ajustes na demanda e nos estoques finais, que impulsionaram as cotações em Chicago.

No caso da soja, o suporte aos preços veio principalmente pelo lado da demanda. O USDA elevou a estimativa da produção da nova safra dos Estados Unidos para 121,79 milhões de toneladas, mas também aumentou a projeção de exportações para 45,18 milhões de toneladas. Mesmo com uma safra maior, os estoques finais norte-americanos foram mantidos em 8,44 milhões de toneladas, sem alteração em relação ao relatório de junho e abaixo dos 8,98 milhões de toneladas projetados para a temporada atual.

A China também esteve no centro das atenções. O USDA revisou para cima a previsão de importações chinesas de soja da nova safra para 115 milhões de toneladas, um milhão de toneladas acima da estimativa de junho e superior às 113 milhões de toneladas previstas para a temporada atual. A projeção de consumo no país asiático também foi elevada para 136 milhões de toneladas, reforçando a percepção de uma demanda mais aquecida e em linha com as recentes compras de soja norte-americana.

Embora a produção mundial tenha sido elevada para 441,70 milhões de toneladas, o USDA também aumentou as estimativas de importação, consumo e exportação. Com isso, os estoques finais globais foram reduzidos de 124,88 milhões para 124,17 milhões de toneladas, fator que contribuiu para sustentar a alta dos preços da oleaginosa.

Milho

O contrato futuro do milho com vencimento em dezembro encerrou a sessão cotado a US$ 4,61 por bushel, com alta de 1,99% na Bolsa de Chicago.

Segundo análise da Royal Rural, o principal fator de sustentação dos preços foi a revisão dos números dos Estados Unidos no relatório de oferta e demanda do USDA. Para a safra 2025/26, o órgão elevou a estimativa de consumo interno em 3,17 milhões de toneladas, fazendo a demanda total alcançar 421,15 milhões de toneladas.

Como a projeção de produção foi mantida em 432,34 milhões de toneladas, o ajuste reduziu os estoques finais de 54,48 milhões para 51,31 milhões de toneladas.

Para a safra 2026/27, a produção norte-americana permaneceu praticamente estável, estimada em 406,42 milhões de toneladas. No entanto, a redução de 3,17 milhões de toneladas nos estoques iniciais, aliada ao aumento de 1,27 milhão de toneladas nas exportações, reforçou a perspectiva de uma oferta mais apertada.

Com isso, os estoques finais dos Estados Unidos foram revisados para baixo, passando de 49,78 milhões para 45,46 milhões de toneladas, movimento que deu suporte às cotações do cereal.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em setembro encerrou o pregão desta sexta-feira (10) cotado a US$ 6,40 por bushel, com valorização de 3,31% na Bolsa de Chicago.

Segundo a Agrinvest, o relatório de oferta e demanda do USDA reforçou o movimento de alta das cotações, mas o principal impulso veio do cenário geopolítico. Desde a abertura do mercado, os contratos já avançavam diante de relatos de interrupções no tráfego do Estreito de Kerch e da possibilidade de fechamento do Canal Azov-Don, rotas estratégicas para o escoamento das exportações de trigo da Rússia. A perspectiva de restrições logísticas elevou as preocupações com a oferta global do cereal e deu suporte adicional aos preços em Chicago.

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Entidades da pecuária se opõem às exigências da UE sobre antimicrobianos

Um grupo de 14 entidades que representam produtores e a cadeia da pecuária brasileira divulgou nesta sexta-feira (10) uma nota conjunta em que se posiciona contra uma eventual incorporação, à legislação brasileira, das exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

O posicionamento ocorre em meio às discussões sobre a adequação das regras brasileiras aos critérios sanitários adotados pelo bloco europeu. A União Europeia restringe o uso preventivo de antimicrobianos e proíbe a utilização dessas substâncias como promotores de crescimento, como parte de sua estratégia para combater a resistência aos antimicrobianos, considerada um dos principais desafios globais de saúde pública.

Na avaliação das entidades, o Brasil já possui uma legislação sanitária robusta e vem ampliando as restrições ao uso desses produtos na pecuária. Nos últimos anos, o MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) proibiu diferentes princípios ativos classificados como importantes para a medicina humana e, em 2026, publicou novas normas ampliando as restrições ao uso de antimicrobianos na produção animal.

As associações defendem que os antimicrobianos autorizados pelo Codex Alimentarius, referência internacional reconhecida pela Organização Mundial do Comércio, continuam sendo ferramentas importantes para garantir a saúde e o bem-estar dos animais quando utilizados de forma responsável, com acompanhamento técnico e dentro das normas sanitárias vigentes.

No documento, as entidades afirmam que transformar exigências de um mercado específico em regras obrigatórias para toda a produção nacional pode elevar custos, aumentar a burocracia e reduzir a competitividade da pecuária brasileira.

Segundo elas, produtores que exportam para a União Europeia devem atender às exigências daquele mercado, mas essas regras não deveriam ser estendidas aos sistemas de produção voltados ao mercado interno ou a outros destinos de exportação.

As associações também avaliam que a adoção dessas exigências abriria precedente para que condicionantes comerciais de outros países passassem a influenciar a formulação da legislação brasileira, afetando a autonomia regulatória do país. Para o grupo, mudanças dessa natureza devem ser discutidas com base em critérios técnicos, evidências científicas e na realidade da produção pecuária nacional.

A nota é assinada pela Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul),Apron (Associação dos Pecuaristas de Rondônia), Unapec (União Nacional da Pecuária), SRB (Sociedade Rural Brasileira), Assocon (Associação Nacional dos Confinadores), Acripará (Associação dos Criadores do Pará), Abeg (Associação Brasileira dos Exportadores de Gado), ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), ACNB (Associação dos Criadores de Nelore do Brasil), ACNMT (Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso), GPB (Grupo Pecuária Brasil) e MBPS (Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável).

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Casa Branca dá permissão para novas sanções contra a Rússia


Senadores dos Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (10) que receberam o aval da Casa Branca para avançar no Congresso com novas sanções aos hidrocarbonetos produzidos pela Rússia, medidas que até agora estavam bloqueadas por Donald Trump.

“Temos orgulho de anunciar que chegamos a um acordo com o governo Trump para dar andamento ao nosso projeto de lei atualizado sobre sanções contra a Rússia“, afirmaram, em um comunicado conjunto, os senadores Lindsey Graham e Roger Wicker, republicanos, bem como Richard Blumenthal e Jeanne Shaheen, democratas.

“No momento em que a Rússia intensifica seu massacre de civis, é imperativo que os poderes Legislativo e Executivo trabalhem juntos para criar instrumentos que imponham um alto custo àqueles que compram petróleo e gás russos e alimentam a máquina de guerra de [o presidente russo Vladimir] Putin”, acrescentaram os parlamentares, declarando-se “muito satisfeitos com esses avanços significativos”.

Com esse desbloqueio por parte do Poder Executivo, as novas sanções poderão ser aprovadas nas próximas semanas por uma ampla maioria de congressistas, tanto democratas quanto republicanos.

Medidas

Na cúpula do G7 realizada na França em meados de junho, Trump havia se mostrado disposto a restabelecer as sanções voltadas às exportações de petróleo da Rússia.

Nos últimos meses, os Estados Unidos haviam suspendido parte das sanções impostas ao petróleo russo após a invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

Essa suspensão das sanções tinha como objetivo conter a alta dos preços do petróleo provocada pelo conflito com o Irã.

Em maio de 2025, mais de 80 senadores americanos haviam apoiado um projeto de lei para impor novas sanções a Moscou, diante do que consideravam ser a falta de disposição da Rússia para pôr fim à guerra na Ucrânia.

Procurada pela AFP, a Casa Branca não respondeu imediatamente.



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Cacau despenca mais de 6% em Nova York com avanço da oferta na África

O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro encerrou o pregão desta sexta-feira (10) em queda de 6,04% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 6.065 por tonelada.

Segundo análise do Barchart, o mercado foi pressionado por sinais de maior oferta da Costa do Marfim, principal produtor mundial da commodity, o que estimulou a realização de lucros e a liquidação de posições compradas nos contratos futuros.

Dados divulgados pelo país africano mostram que os produtores enviaram 2,07 milhões de toneladas de cacau aos portos entre 1º de outubro de 2025 e 5 de julho de 2026, volume 21% superior ao registrado no mesmo período da safra anterior.

Café

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica com vencimento em setembro recuou 3,92% e encerrou o pregão cotado a US$ 3,47 por libra-peso.

Segundo analistas internacionais, a queda ocorre após uma semana marcada por forte volatilidade. No início da semana, uma onda de capital especulativo migrou para as commodities agrícolas em busca de proteção, impulsionada também pelas preocupações de que o fenômeno El Niño possa se intensificar e provocar condições climáticas mais adversas em importantes regiões produtoras de café e cacau.

Em resposta à elevada volatilidade, a Intercontinental Exchange (ICE) elevou os requisitos de margem para negociação dos contratos futuros de café e cacau, reduzindo a liquidez do mercado. Com menos participantes dispostos a manter posições, os movimentos de preços se tornaram mais intensos.

De acordo com um analista de uma multinacional do comércio de commodities agrícolas, o mercado enfrenta um “vácuo de liquidez”, já que muitos investidores especulativos realizam operações apenas durante o dia e encerram suas posições no fechamento do pregão, ampliando as oscilações das cotações. O cacau também foi pressionado e chegou a recuar cerca de 10% ao longo da sessão, embora tanto o café quanto o cacau ainda caminhem para encerrar a semana com ganhos acumulados.

Açúcar

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro recuou 1,59% e encerrou o pregão cotado a 14,88 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise do Barchart, as cotações foram pressionadas pela queda de cerca de 1% nos preços do petróleo nesta sexta-feira. Com o petróleo mais barato, o etanol perde competitividade, o que pode levar usinas a destinar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar em vez de biocombustível. Esse movimento aumenta a expectativa de oferta da commodity no mercado e pesa sobre os preços.

Algodão

No mercado do algodão, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o pregão com avanço de 1,13%, cotado a 81,54 centavos de dólar por libra-peso.

O movimento ocorreu após a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O documento manteve inalterados os estoques finais da safra 2025/26 em 4,2 milhões de fardos.

Para a safra 2026/27, o USDA elevou a estimativa de estoques finais em 400 mil fardos, para 4,1 milhões. O ajuste reflete um aumento na mesma proporção na projeção de produção, que passou para 13,7 milhões de fardos, com base na revisão da área plantada nos Estados Unidos.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do suco de laranja com vencimento em setembro recuou 1,42% e encerrou o pregão cotado a US$ 1,42 por libra-peso.

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Soja: Brasil exportou 13,83 milhões de toneladas em junho, aponta Anec

Os embarques de soja somaram 13,83 milhões de toneladas em junho, um aumento marginal em relação aos 13,79 milhões exportados no mesmo período de 2025, segundo levantamento da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais).

No mês, também apresentaram aumento nas exportações o farelo de soja (alta de 39%, com 2,32 milhões de toneladas) e os DDGs (alta de 103%, com 103 mil toneladas). Por outro lado, os embarques de milho recuaram 18% e somaram 466 mil toneladas em junho.

Segundo a Anec, ao todo, os embarques de cereais no mês aumentaram 4% e somaram 16,7 milhões de toneladas.

Acumulado do ano

Nos seis primeiros meses, os embarques de soja somam 72,5 milhões de toneladas, um aumento de 6,65% em relação aos 68 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. Os principais destinos foram China (71%), Espanha (4%) e Turquia (4%).

Os embarques de farelo de soja também cresceram (13%) e somaram 12,7 milhões de toneladas, tendo como principais destinos Indonésia (18%), Tailândia (12%), Holanda (9%) e Irã (9%).

Também apresentaram aumento os embarques de milho (9,95%), com 6,22 milhões de toneladas, e de DDGs (48,69%), com 606 mil toneladas. Ao todo, os embarques de grãos somam 93,1 milhões de toneladas, um salto de 7,23%.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/demanda-global-impulsiona-investimentos-em-ddgs-no-brasil/

Previsão para julho

Para julho, a Anec estima que o total dos embarques some 17,1 milhões de toneladas, uma redução de 960 mil toneladas na comparação anual.

Segundo a associação, a queda será puxada pela redução nos embarques de milho (37,1%), que devem somar 2,48 milhões de toneladas.

Por outro lado, a Anec estima crescimento de 2,6% nos embarques de soja, totalizando 15,2 milhões de toneladas. Os envios de farelo de soja são esperados com uma alta de 9,5%, chegando a 2,34 milhões de toneladas. Já os embarques de DDGs devem se manter no mesmo patamar de julho de 2025, com 50 mil toneladas.

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Amazônia registra o menor nível de desmatamento para o 1º semestre em 10 anos


O desmatamento na Amazônia brasileira durante o primeiro semestre do ano atingiu seu menor nível em uma década, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (10), confirmando a melhora observada desde o retorno do presidente Lula (PT) ao poder.

De janeiro a junho, 1.295 quilômetros quadrados foram desmatados na maior floresta tropical do mundo, o menor nível desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) iniciou suas medições em 2016, utilizando dados de satélite. Isso representa uma queda de 38% em comparação com o primeiro semestre de 2025.

Lula, que buscará a reeleição em outubro, prometeu erradicar o desmatamento ilegal até 2030.

A título de comparação, a destruição da vegetação na Amazônia foi mais de três vezes maior no primeiro semestre de 2022 (3.998 km²), último ano do mandato de seu antecessor Jair Bolsonaro (PL).

Após atingir o pico de 10.278 km² em 2022, o desmatamento na Amazônia brasileira foi reduzido quase pela metade em 2023, o primeiro ano do atual mandato de Lula, e a queda continuou nos anos seguintes.

No Cerrado, a vasta e biodiversa savana ao sul da Amazônia, foram desmatados 3.142 km², o menor nível desde 2021.

Lula quer apresentar um histórico ambiental positivo a menos de três meses das eleições, nas quais espera conquistar um quarto mandato. No entanto, tem sido criticado por ambientalistas por seu apoio a um projeto de exploração de petróleo em larga escala na costa da Amazônia.



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