A Agência do Detran-MS de Batayporã ficará com o atendimento suspenso entre os dias 13 e 17 de julho devido à realização de serviços de manutenção na unidade.
Durante esse período, os usuários poderão realizar seus atendimentos na Agência Regional de Trânsito de Nova Andradina.
Após a conclusão dos serviços, o atendimento em Batayporã será retomado normalmente.
O Detran-MS orienta os cidadãos que necessitarem de atendimento presencial durante o período de manutenção a procurar a unidade de Nova Andradina.
A tecnologia que chega ao campo passa antes por uma etapa fundamental: o teste. Em Mato Grosso do Sul, a Fundação MS, com sede em Maracaju, desenvolve pesquisas que ajudam produtores rurais a escolher as melhores estratégias para cada safra, levando em consideração as características de cada região e os desafios encontrados dentro das propriedades.
Com apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, a instituição amplia sua estrutura de pesquisa, investe em equipamentos e fortalece o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor produtivo. A parceria contribui para que estudos realizados em campo experimental se transformem em informações confiáveis para auxiliar produtores rurais na tomada de decisão.
Com quase 35 anos de história, a Fundação MS atua na geração de conhecimento aplicado, avaliando cultivares, híbridos, manejos, sistemas produtivos e novas tecnologias antes que elas sejam incorporadas pelos agricultores. O objetivo é transformar dados em informações práticas para quem está no campo, contribuindo para decisões mais eficientes, aumento da produtividade e maior sustentabilidade da produção.
O pesquisador da Fundação MS, Dr. André Lourenção, acompanha esse trabalho há 23 anos. À frente de pesquisas principalmente com milho e, mais recentemente, sorgo, ele explica que a principal característica da instituição é desenvolver estudos conectados às necessidades reais dos produtores.
André Lourenção, pesquisador da Fundação MS
“Montamos trabalhos focados no produtor rural. O produtor está dentro da Fundação MS e direciona os trabalhos de pesquisa. Então conseguimos construir trabalhos de pesquisa mais assertivos, que realmente serão utilizados na propriedade”, afirma.
Segundo André, a pesquisa tem valor justamente por transformar conhecimento científico em soluções aplicáveis. Para isso, os estudos passam por avaliações técnicas, comparações e análises estatísticas antes de chegar ao agricultor. “Pesquisa é a busca da verdade. A gente aplica a parte científica na prática. Conversamos com instituições de pesquisa, mas também estamos diretamente ligados ao produtor rural, entendendo o que ele precisa”, explica.
Ao longo das últimas décadas, a evolução tecnológica no campo trouxe ganhos expressivos de produtividade. O pesquisador lembra que a realidade das lavouras mudou a partir da adoção de novos materiais e manejos validados pela pesquisa.
“Quando entrei na Fundação, trabalhávamos com médias de milho de 40 a 50 sacos por hectare. Hoje temos materiais chegando a 150, 170 sacos e, em alguns casos, próximos a 200 sacos por hectare. A tecnologia vem aumentando e a pesquisa contribui diretamente para isso”, destaca.
Além de buscar maior produtividade, os estudos desenvolvidos pela Fundação MS também avaliam formas de produzir melhor dentro da mesma área, com sistemas que favoreçam a conservação do solo e o equilíbrio da produção. Entre os trabalhos estão pesquisas com integração lavoura-pecuária, consórcios e plantas de cobertura, estratégias que ajudam a melhorar o ambiente produtivo e reduzir riscos.
Como Mato Grosso do Sul possui diferentes condições de clima e solo, a Fundação MS mantém Unidades de Pesquisa em várias regiões do Estado. A estratégia permite que os resultados sejam mais próximos da realidade dos agricultores. “O Estado é muito diverso. Quando temos unidades distribuídas, conseguimos gerar informações locais. O produtor consegue olhar para a realidade da região dele e tomar uma decisão mais segura”, pontua André.
Para que esses resultados sejam possíveis, a estrutura de pesquisa depende de investimentos contínuos em equipamentos, tecnologia e infraestrutura. O diretor-executivo da Fundação MS, Bruno Freitas de Conti, destaca que a parceria com o Governo do Estado tem sido importante para fortalecer a capacidade da instituição.
“É através dessa parceria que conseguimos recursos importantes para aquisição de equipamentos específicos para pesquisa, como plantadeiras e semeadoras, garantindo qualidade, rastreabilidade e padrão na geração das informações”, afirma.
Segundo Bruno, a função da Fundação MS vai além de testar produtos. A instituição ajuda o produtor rural a interpretar as diversas tecnologias disponíveis e entender quais realmente fazem sentido para cada realidade.
“Hoje existem inúmeras empresas, produtos e soluções à disposição do agricultor. Mas entender como tudo isso se encaixa na realidade dele e como fazer o melhor uso dessas tecnologias é uma contribuição muito importante da Fundação MS”, destaca.
Além da geração dos dados, outro desafio é fazer com que o conhecimento chegue até quem produz. Por isso, a instituição realiza eventos, dias de campo e disponibiliza resultados para produtores rurais, consultores e outro profissionais do agronegócio. “A informação precisa chegar até o agricultor para que ele possa colocar isso em prática no dia a dia. Uma pesquisa só tem valor quando ela gera resultado”, afirma Bruno.
Esse caminho entre laboratório, campo experimental e propriedade rural é acompanhado de perto pelos produtores rurais.
Agricultor Luís Otávio ao lado da plantação de milho
O agricultor Luís Otávio Britto Fernandes começou na agricultura em 1987 e utiliza as informações da Fundação MS como apoio para decisões dentro da fazenda. Segundo ele, os dados ajudam principalmente em momentos de maior desafio, como os relacionados ao clima. “A gente busca mitigar os impactos climáticos e otimizar a produtividade. A Fundação MS nos direciona com variedades e manejo, e isso faz com que a gente consiga melhorar o nosso negócio”, explica.
Ele destaca que as informações também auxiliam a equipe técnica responsável pela propriedade. “Nosso departamento técnico se baseia nos dados da Fundação MS para direcionar a forma de fazer dentro da propriedade”, afirma.
Para Luís Otávio, a relação entre pesquisa e produtor rural funciona como uma construção conjunta. “A gente contribui com a Fundação MS e a Fundação MS contribui com o produtor rural. É uma troca muito importante”, ressalta. Ele cita como exemplo a adoção de plantas de serviço, como crotalária e braquiária, que passou a utilizar após acompanhar resultados apresentados pela instituição.
“Passei a utilizar isso dentro da propriedade e acredito que pode alterar o sistema produtivo. A pesquisa ajuda porque encurta o caminho para o produtor rural tomar uma decisão”, destaca.
Luís Alberto conversa com André sobre a produção agrícola
O produtor Luís Alberto Moraes Novaes também acompanha o trabalho desenvolvido pela Fundação MS e reforça a importância de validar tecnologias antes da adoção em larga escala.
Segundo ele, a pesquisa traz segurança para decisões que envolvem investimentos dentro da propriedade.
“A gente precisava ter a pesquisa ao nosso lado, para levar tecnologias ao campo depois de elas terem sido aprovadas pela ciência. A Fundação MS tem esse papel dentro do nosso negócio”, afirma.
Para ele, cada propriedade possui características próprias e precisa de soluções adaptadas. “A tecnologia muitas vezes é diferente para cada fazenda e para cada sistema de produção. A Fundação MS ajuda a mostrar aquilo que realmente se encaixa em cada condição”, explica.
Na avaliação do produtor rural, os avanços da pesquisa ajudaram a transformar a agricultura sul-mato-grossense. “Hoje a gente tem mais possibilidades porque existe conhecimento dando base para essas decisões. A pesquisa virou parte do processo produtivo”, conclui.
A trajetória da Fundação MS mostra como a união entre produtores rurais, pesquisadores e instituições públicas pode transformar desafios do campo em soluções. Ao investir em ciência e inovação, Mato Grosso do Sul amplia a capacidade de produzir com mais eficiência, tecnologia e sustentabilidade.
Luís Otávio, Lourenção e Luís Alberto, em frente a Fundação MS; já nas três fotos acima, Luís Alberto e Lourenção na plantação
Taynara Foglia, Comunicação Governo de MS Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
Prêmio Fundect Pesquisador Sul-mato-grossense 2026 reconhece cientistas, amplia investimentos e reforça o papel da inovação no desenvolvimento econômico e social de MS
A ciência e a inovação ganharam protagonismo na agenda de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul durante a cerimônia do Prêmio Fundect Pesquisador Sul-Mato-Grossense 2026, realizada em Campo Grande, nesta quarta-feira (1º).
Além de reconhecer pesquisadores que transformam conhecimento em soluções para a sociedade, o Governo do Estado lançou um novo ciclo de investimentos superior a R$ 38 milhões, consolidando a pesquisa científica como uma política pública permanente voltada ao crescimento econômico, à competitividade e à melhoria da qualidade de vida da população.
Promovido pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), o prêmio valoriza pesquisadores cujos trabalhos contribuem diretamente para o avanço da ciência e para a construção de soluções em áreas estratégicas, como agronegócio, saúde, educação, sustentabilidade, bioeconomia e transformação digital.
Mais do que uma cerimônia de reconhecimento, o evento reafirma uma estratégia adotada pelo Governo do Estado nos últimos anos: fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação por meio da integração entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e poder público.
A proposta é transformar conhecimento em desenvolvimento, aproximando a produção científica das demandas da sociedade e criando um ambiente favorável à geração de empregos, à atração de investimentos e ao aumento da competitividade de Mato Grosso do Sul.
Durante a solenidade, foram lançadas cinco chamadas públicas que somam mais de R$ 38 milhões destinados ao fortalecimento da pesquisa científica, da formação de recursos humanos e da inovação. Os editais contemplam programas de fixação de doutores, bolsas de iniciação científica, apoio à realização de eventos técnico-científicos, incentivo à pesquisa na educação básica e a ampliação do programa estadual de Bolsas de Produtividade em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Ao participar da cerimônia, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que investir em ciência significa preparar o Estado para os desafios do futuro.
“Os estados que mais avançam são aqueles que transformam conhecimento em inovação e inovação em desenvolvimento. Mato Grosso do Sul fez essa escolha ao fortalecer a ciência como política permanente de governo, aproximando pesquisadores, universidades, empresas e o poder público para produzir soluções que impulsionam nossa economia e melhoram a vida das pessoas.”
Criada em 1998, a Fundect completa 28 anos consolidada como a principal instituição de fomento à pesquisa em Mato Grosso do Sul. Ao longo dessa trajetória, ampliou investimentos em bolsas, infraestrutura científica, internacionalização, empreendedorismo inovador e formação de pesquisadores, fortalecendo um ambiente que hoje coloca o Estado entre as referências nacionais em políticas de incentivo à ciência e à inovação.
Entre os principais avanços está o programa estadual complementar de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, desenvolvido em parceria com o CNPq. Considerada pioneira no Brasil, a iniciativa destinou R$ 5,4 milhões para apoiar 70 pesquisadores sul-mato-grossenses, estimulando a permanência de talentos no Estado e fortalecendo a produção científica de alto impacto.
Para o secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto, a ciência tem papel decisivo na competitividade de Mato Grosso do Sul e na construção de políticas públicas mais eficientes. “Quando transformamos conhecimento em inovação, fortalecemos o setor produtivo, qualificamos as decisões públicas e ampliamos nossa capacidade de desenvolvimento. Investir em ciência é investir no presente e, principalmente, no futuro de Mato Grosso do Sul.”
Segundo Melotto, a aproximação entre Governo, universidades e comunidade científica permite que decisões estratégicas sejam tomadas com base em evidências, ampliando a eficiência da gestão pública e os benefícios entregues à população.
Pesquisa aplicada à realidade do Estado
Os investimentos realizados pela Fundect refletem diretamente na produção de conhecimento voltada às necessidades de Mato Grosso do Sul. Hoje, projetos apoiados pela Fundação contribuem para avanços em áreas como sanidade animal, agricultura sustentável, preservação ambiental, inteligência artificial, bioinformática, nanotecnologia, inovação pública, educação e saúde, aproximando cada vez mais a pesquisa científica da realidade da população.
Para o diretor-presidente da Fundect, Cristiano Marcelo Espíndola Carvalho, o prêmio simboliza o reconhecimento a pesquisadores que ajudam a transformar conhecimento em desenvolvimento.
“Cada pesquisa desenvolvida em Mato Grosso do Sul representa uma oportunidade de gerar inovação, fortalecer nossa economia e melhorar a qualidade de vida da população. Nosso compromisso é ampliar esse ambiente de inovação para que cada vez mais ideias se transformem em soluções concretas para o Estado.”
Reconhecimento que projeta Mato Grosso do Sul
Nesta edição, o Prêmio Fundect contemplou cinco categorias: Pesquisador Destaque – Ciências da Vida, Ciências Exatas e Ciências Humanas, além das categorias Pesquisador Inovador – Setor Empresarial e Pesquisador Inovador – Setor Público. Ao todo, foram premiados os três primeiros colocados de cada modalidade, reconhecendo pesquisas com impacto científico, tecnológico, econômico e social.
Os vencedores das primeiras colocações representarão Mato Grosso do Sul na etapa nacional do Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando a visibilidade da produção científica estadual e fortalecendo a presença do Estado entre os principais ecossistemas brasileiros de pesquisa.
Barbosinha ressaltou que reconhecer os pesquisadores é investir no futuro de Mato Grosso do Sul. “Cada pesquisador homenageado demonstra que o conhecimento tem capacidade de transformar realidades, gerar oportunidades e melhorar a vida das pessoas. Seguiremos fortalecendo esse ambiente de inovação para que Mato Grosso do Sul continue crescendo com inteligência, sustentabilidade e desenvolvimento”, concluiu o vice-governador.
Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria Fotos: João Garrigó/Vice-governadoria
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou nesta quarta-feira (1º) a criação do programa FIELDS (Programa de Investimento e Expansão da Produção de Fertilizantes para o Abastecimento Doméstico de Longo Prazo), que destinará US$ 500 milhões para apoiar a construção e a expansão de unidades de produção de fertilizantes no país.
A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, afirmou que o programa busca ampliar a produção nacional de fertilizantes, fortalecer a cadeia de suprimentos para os agricultores norte-americanos e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros. Em nota, a secretária também afirmou que a iniciativa pretende aumentar a concorrência no setor e ampliar o acesso dos agricultores aos insumos.
Os recursos serão destinados a projetos considerados prontos para iniciar a fase de construção e que apresentem viabilidade financeira. O programa priorizará empreendimentos capazes de ampliar a produção de nutrientes essenciais para a agricultura, como nitrogênio, fosfato, potássio, enxofre e outros insumos utilizados na fertilização de culturas agrícolas.
De acordo com o USDA, os valores dos financiamentos variarão entre US$ 15 milhões e US$ 150 milhões por projeto.
O administrador da Agência de Proteção Ambiental, Lee Zeldin, disse na nota que a expansão da produção doméstica poderá fortalecer a indústria nacional, desde que os empreendimentos atendam aos padrões ambientais previstos na legislação.
Segundo o USDA, o desenvolvimento do programa levou em consideração a análise de mais de 120 projetos de fertilizantes avaliados pela pasta. O departamento informou que trabalhou com desenvolvedores, instituições financeiras, produtores rurais e outros órgãos federais para identificar obstáculos relacionados ao financiamento e à implantação dos empreendimentos.
O FIELDS integra um conjunto de medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos para o setor de fertilizantes. Entre elas estão a suspensão de tarifas compensatórias sobre importações de fertilizantes fosfatados e a classificação de fosfato e potássio como minerais críticos.
As ações também incluem um acordo de cooperação entre o USDA e o Departamento de Justiça para acompanhar práticas concorrenciais no mercado de insumos agrícolas, medidas para ampliar a flexibilidade no transporte de fertilizantes durante interrupções na cadeia de suprimentos e a criação de um cargo de economista agrícola dedicado ao monitoramento do mercado de fertilizantes.
De acordo com o departamento, os projetos selecionados deverão atender a critérios relacionados à produção doméstica, competitividade, atendimento às necessidades dos produtores, inovação, segurança energética e capacidade de ampliar a produção nacional de fertilizantes.
Os contratos futuros do café arábica encerraram a quarta-feira (01) em forte alta na Bolsa de Nova York, mantendo o ritmo positivo observado nas últimas sessões. O vencimento para setembro subiu 4,54%, fechando cotado a US$ 3,09 por libra-peso, no maior nível em aproximadamente 4,75 meses.
De acordo com análise da Barchart, o movimento reflete um cenário de continuidade da pressão altista, impulsionada principalmente por fatores climáticos no Brasil. O mercado vem reagindo ao atraso da colheita e às interrupções no ritmo de trabalho no campo, o que reduz a fluidez da oferta no curto prazo.
As condições meteorológicas seguem no centro das atenções. Dados da Somar Meteorologia indicam que Minas Gerais, principal região produtora do país, registrou 31,3 mm de chuva na semana encerrada em 28 de junho, volume quase 20 vezes acima da média histórica, o que representa 1.956% do normal para o período. O excesso de umidade tem dificultado a colheita e levantado preocupações adicionais sobre a qualidade da safra.
Além disso, o mercado também monitora o comportamento dos produtores brasileiros, que vêm postergando vendas na expectativa de preços ainda mais altos, ao mesmo tempo em que cresce a atenção para possíveis impactos climáticos associados ao fenômeno El Niño ao longo do ano.
Cacau
As cotações futuras do cacau recuaram nesta sessão na Bolsa de Nova York, em meio a um movimento de realização de lucros após as fortes altas recentes. O contrato para entrega em setembro fechou em queda de 0,28%, cotado a US$ 5.092 por tonelada.
Segundo análise da Barchart, o mercado entrou em uma fase de consolidação depois de acumular valorização superior a 20% nas últimas duas semanas, com os preços atingindo recentemente as máximas de cerca de 5,5 meses. O movimento de baixa desta sessão é interpretado como técnico, após o ativo ter avançado de forma acelerada e atingido condições de sobrecompra no curto prazo.
Ainda assim, o cenário fundamental segue oferecendo suporte. As preocupações com a oferta na África Ocidental continuam no radar, especialmente na Costa do Marfim e em Gana. Fortes chuvas recentes vêm dificultando o acesso às lavouras e aos portos, além de elevar o risco de doenças fúngicas como a podridão parda e a podridão negra, que podem afetar a produtividade da próxima safra.
Com isso, o mercado oscila entre a pressão técnica de curto prazo e a sustentação vinda das incertezas climáticas sobre o abastecimento global, mantendo o cacau em um patamar elevado apesar da correção do dia.
Açúcar
Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão em alta na Bolsa de Nova York, com o vencimento para outubro avançando 1,86%, cotado a 14,78 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo análise de mercado da Barchart, o movimento de alta reflete a continuidade de uma tendência positiva que já dura uma semana, com o açúcar em Nova York atingindo o maior nível em sete semanas e o mercado de Londres renovando máxima em cerca de 9,75 meses.
O principal fator de sustentação segue vindo do quadro climático na Ásia. As preocupações com a fraca temporada de monções na Índia, segundo maior produtor global de açúcar, vêm reduzindo as expectativas de oferta. O Departamento Meteorológico indiano apontou que o volume acumulado de chuvas está 38% abaixo da média até 1º de julho, o que pressiona as projeções para a safra de cana-de-açúcar.
Além disso, o Ministério de Ciências da Terra do país alerta que a atual temporada pode ser a mais fraca em 11 anos, aumentando o risco de impacto direto na produção ao longo do ciclo de junho a setembro, período crítico para o desenvolvimento das lavouras.
Algodão
Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão em alta, com o vencimento para dezembro registrando avanço de 1,35%, cotado a 77,84 centavos de dólar por libra-peso.
O Barchart destacou o movimento reflete um ambiente de suporte no mercado de fibras naturais, com o algodão acompanhando o viés positivo observado em outras commodities agrícolas. O avanço sugere continuidade de um movimento de recuperação, ainda que de forma gradual, após períodos recentes de maior volatilidade.
Suco de Laranja
Os contratos futuros do suco de laranja fecharam em alta na Bolsa de Nova York, com o vencimento para setembro avançando 1,15% e encerrando a US$ 1,71 por libra-peso.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1) o PL 2.143/2025, que altera a Lei de Proteção de Cultivares e amplia o prazo de proteção das novas variedades vegetais desenvolvidas por programas de melhoramento genético. Como o texto foi modificado pelos deputados, a proposta retorna ao Senado para nova análise.
Pelo substitutivo aprovado, o período de proteção passa de 18 para 25 anos para videiras, árvores frutíferas, árvores florestais, árvores e plantas ornamentais e cana-de-açúcar. Para as culturas anuais, como soja, milho e arroz, permanecem as regras atuais, já que o relator avaliou que o prazo vigente é suficiente para garantir o retorno dos investimentos em pesquisa.
O relator da matéria, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), argumentou que a medida aproxima a legislação brasileira dos padrões internacionais da UPOV (União Internacional para a Proteção de Novas Variedades de Plantas), fortalecendo a segurança jurídica e incentivando investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento de cultivares mais produtivas e resistentes a doenças.
Durante a votação, também foi mantida uma mudança para preservar direitos dos pequenos produtores. O texto garante que pequenos floricultores continuem podendo utilizar e trocar sementes e mudas entre si, medida defendida em plenário como forma de proteger a agricultura familiar.
Com a aprovação na Câmara, o projeto segue novamente para o Senado, que analisará as alterações promovidas pelos deputados antes do envio para sanção presidencial.
O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), integrou a ação educativa Safrinha Segura 2026. O evento ocorreu na manhã desta quarta-feira (1) numa unidade de armazenamento de grãos, no município de Dourados.
Organizada por uma empresa de transporte e logística, a iniciativa reuniu serviços de saúde e orientações de segurança para motoristas e colaboradores que atuam no fluxo de recebimento e armazenamento de grãos durante o período da safra. Os caminhoneiros receberam atendimento de aferição de pressão arterial e testes oftalmológicos.
Agentes da Unidade Operacional de Dourados (GPAV/UOPDOS) direcionaram a participação para atividades de caráter educativo, atendendo cerca de 40 motoristas que aguardavam a movimentação das cargas. Os agentes José Carlos Torraca, Simone Arruda Santos e Lucas Garcete ministraram uma palestra técnica sobre responsabilidades no trânsito, prevenção de sinistros e esclareceram dúvidas sobre infrações, penalidades, crimes de trânsito e processos de CNH e veículos.
A ação também contou com uma dinâmica prática em que os participantes utilizaram óculos simuladores de embriaguez para observar a alteração da capacidade psicomotora provocada pelo consumo de álcool. “A simulação demonstrou o impacto imediato na percepção visual e nos reflexos dos motoristas”, explicou o agente José Carlos Torraca.
A equipe ainda reforçou os perigos de aceitar carona com condutores alcoolizados e a responsabilidade coletiva de amigos e familiares em impedir que pessoas sob o efeito de álcool dirijam, visando a prevenção de acidentes e o cumprimento das normas viárias.
Na Bolsa de Chicago, Os contratos futuros do trigo para entrega em setembro encerraram a sessão desta quarta-feira (01) em alta de 1,81%, cotados a US$ 6,00 por bushel.
Segundo análise da Granar, o movimento foi impulsionado por uma combinação de revisão negativa na oferta norte-americana e dados de estoques abaixo das expectativas, reforçando o sentimento altista no mercado do cereal.
O suporte veio principalmente das atualizações divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que reduziu suas estimativas de área plantada de 17,73 para 17,30 milhões de hectares. Já a área destinada à colheita foi revisada para baixo, de 13,31 para 12,98 milhões de hectares, sendo o menor nível registrado desde 1877, segundo o relatório.
Além disso, o mercado reagiu ao dado de estoques em 1º de julho, que ficou em 25,04 milhões de toneladas. O número veio abaixo da projeção de analistas privados (25,45 milhões) e também inferior à estimativa do próprio USDA para o estoque final de 2025/26 (25,44 milhões), o que reforçou a percepção de aperto na oferta no curto prazo.
Milho
Os contratos futuros do milho encerraram o pregão desta sessão em Chicago com movimentação de ajuste, após um período de maior volatilidade no mercado. O vencimento para dezembro fechou cotado a US$ 4,42 por bushel e com avanço de 1,43%.
Segundo análise da Granar, o comportamento do milho reflete um cenário de transição entre fundamentos neutros e fatores técnicos. O fato de o USDA não ter alterado suas estimativas de área plantada e colhida nos Estados Unidos trouxe alívio ao mercado, que vinha dividido entre expectativas de revisão para cima ou para baixo dos números divulgados em março.
Esse equilíbrio abriu espaço para a atuação mais ativa dos fundos de investimento, que passaram a recompor posições compradas após um período de forte liquidação que havia deixado o mercado em condição de sobrevendido.
Do lado climático, o avanço das chuvas no Meio-Oeste norte-americano limitou parte das altas, ao mesmo tempo em que as projeções estendidas indicam redução na regularidade das precipitações nas próximas semanas. Esse cenário mantém o mercado atento ao desenvolvimento das lavouras, já que oscilações na umidade seguem como fator-chave para a produtividade da safra de grãos.
Soja
Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta na Bolsa de Chicago, com o vencimento para novembro fechando cotado a US$ 11,49 por bushel, com avanço de 0,48% no dia.
A análise da Granar aponta que o mercado foi sustentado por rumores de que a China pode reservar volumes de soja norte-americana para a safra 2026/27, com embarques previstos para outubro e novembro. Esse possível movimento reforçou a percepção de demanda futura, estimulando compras pontuais ao longo do pregão.
Além disso, o cenário técnico contribuiu para o viés positivo, em uma semana de liquidez reduzida devido ao feriado nos Estados Unidos, o que favoreceu ajustes de posições por parte dos investidores.
Por outro lado, o avanço foi limitado pela pressão do mercado de petróleo, que recuou ao longo do dia, e pelos dados do USDA. A agência elevou a área plantada com soja de 34,28 para 34,55 milhões de hectares e também ajustou a área a ser colhida para 34,16 milhões de hectares, o que tende a aumentar as projeções de oferta na próxima atualização mensal prevista para o dia 10.
Prêmio Fundect Pesquisador Sul-Mato-Grossense 2026 reconhece cientistas, amplia investimentos e reforça o papel da inovação no desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso do Sul
A ciência e a inovação ganharam protagonismo na agenda de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul durante a cerimônia do Prêmio Fundect Pesquisador Sul-Mato-Grossense 2026, realizada em Campo Grande, nesta quarta-feira (1º). Além de reconhecer pesquisadores que transformam conhecimento em soluções para a sociedade, o Governo do Estado lançou um novo ciclo de investimentos superior a R$ 38 milhões, consolidando a pesquisa científica como uma política pública permanente voltada ao crescimento econômico, à competitividade e à melhoria da qualidade de vida da população.
Promovido pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), o prêmio valoriza pesquisadores cujos trabalhos contribuem diretamente para o avanço da ciência e para a construção de soluções em áreas estratégicas, como agronegócio, saúde, educação, sustentabilidade, bioeconomia e transformação digital.
Mais do que uma cerimônia de reconhecimento, o evento reafirma uma estratégia adotada pelo Governo do Estado nos últimos anos: fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação por meio da integração entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e poder público. A proposta é transformar conhecimento em desenvolvimento, aproximando a produção científica das demandas da sociedade e criando um ambiente favorável à geração de empregos, à atração de investimentos e ao aumento da competitividade de Mato Grosso do Sul.
Durante a solenidade, foram lançadas cinco chamadas públicas que somam mais de R$ 38 milhões destinados ao fortalecimento da pesquisa científica, da formação de recursos humanos e da inovação. Os editais contemplam programas de fixação de doutores, bolsas de iniciação científica, apoio à realização de eventos técnico-científicos, incentivo à pesquisa na educação básica e a ampliação do programa estadual de Bolsas de Produtividade em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Ao participar da cerimônia, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que investir em ciência significa preparar o Estado para os desafios do futuro.
“Os estados que mais avançam são aqueles que transformam conhecimento em inovação e inovação em desenvolvimento. Mato Grosso do Sul fez essa escolha ao fortalecer a ciência como política permanente de governo, aproximando pesquisadores, universidades, empresas e o poder público para produzir soluções que impulsionam nossa economia e melhoram a vida das pessoas.”
Criada em 1998, a Fundect completa 28 anos consolidada como a principal instituição de fomento à pesquisa em Mato Grosso do Sul. Ao longo dessa trajetória, ampliou investimentos em bolsas, infraestrutura científica, internacionalização, empreendedorismo inovador e formação de pesquisadores, fortalecendo um ambiente que hoje coloca o Estado entre as referências nacionais em políticas de incentivo à ciência e à inovação.
Entre os principais avanços está o programa estadual complementar de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, desenvolvido em parceria com o CNPq. Considerada pioneira no Brasil, a iniciativa destinou R$ 5,4 milhões para apoiar 70 pesquisadores sul-mato-grossenses, estimulando a permanência de talentos no Estado e fortalecendo a produção científica de alto impacto.
Para o secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto, a ciência tem papel decisivo na competitividade de Mato Grosso do Sul e na construção de políticas públicas mais eficientes. “Quando transformamos conhecimento em inovação, fortalecemos o setor produtivo, qualificamos as decisões públicas e ampliamos nossa capacidade de desenvolvimento. Investir em ciência é investir no presente e, principalmente, no futuro de Mato Grosso do Sul.”
Segundo Melotto, a aproximação entre Governo, universidades e comunidade científica permite que decisões estratégicas sejam tomadas com base em evidências, ampliando a eficiência da gestão pública e os benefícios entregues à população.
Pesquisa aplicada à realidade do Estado
Os investimentos realizados pela Fundect refletem diretamente na produção de conhecimento voltada às necessidades de Mato Grosso do Sul. Hoje, projetos apoiados pela Fundação contribuem para avanços em áreas como sanidade animal, agricultura sustentável, preservação ambiental, inteligência artificial, bioinformática, nanotecnologia, inovação pública, educação e saúde, aproximando cada vez mais a pesquisa científica da realidade da população.
Para o diretor-presidente da Fundect, Cristiano Marcelo Espíndola Carvalho, o prêmio simboliza o reconhecimento a pesquisadores que ajudam a transformar conhecimento em desenvolvimento.
“Cada pesquisa desenvolvida em Mato Grosso do Sul representa uma oportunidade de gerar inovação, fortalecer nossa economia e melhorar a qualidade de vida da população. Nosso compromisso é ampliar esse ambiente de inovação para que cada vez mais ideias se transformem em soluções concretas para o Estado.”
Reconhecimento que projeta Mato Grosso do Sul
Nesta edição, o Prêmio Fundect contemplou cinco categorias: Pesquisador Destaque – Ciências da Vida, Ciências Exatas e Ciências Humanas, além das categorias Pesquisador Inovador – Setor Empresarial e Pesquisador Inovador – Setor Público. Ao todo, foram premiados os três primeiros colocados de cada modalidade, reconhecendo pesquisas com impacto científico, tecnológico, econômico e social.
Os vencedores das primeiras colocações representarão Mato Grosso do Sul na etapa nacional do Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando a visibilidade da produção científica estadual e fortalecendo a presença do Estado entre os principais ecossistemas brasileiros de pesquisa.
Barbosinha ressaltou que reconhecer os pesquisadores é investir no futuro de Mato Grosso do Sul. “Cada pesquisador homenageado demonstra que o conhecimento tem capacidade de transformar realidades, gerar oportunidades e melhorar a vida das pessoas. Seguiremos fortalecendo esse ambiente de inovação para que Mato Grosso do Sul continue crescendo com inteligência, sustentabilidade e desenvolvimento”, concluiu o vice-governador.
No Plano Safra 2026/27 houve uma redução nos valores destinados para investimento em armazenagem de 29% juntando as duas principais linhas, PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) e PCA até 12 mil toneladas, que somaram R$ 5,9 bilhões frente aos R$ 8,2 bilhões do último ciclo, o que desagradou empresários do setor.
Na avaliação do CEO da Kepler Weber, Bernardo Nogueira, a queda nos valores desestimulará os investimentos no setor.
Em entrevista ao CNN Agro News, o CEO afirmou que haverá uma redução nos investimentos em armazenagem, o que será agravado pela diminuição no volume de recursos subsidiados.
“A primeira impressão e que vamos ter uma redução nos investimentos para armazenagem. Este já seria um ano de menos aportes, os valores do Plano Safra impactam ainda mais essa redução”, destacou à CNN.
Apesar da redução no montante total, as linhas destinadas à armazenagem apresentaram uma redução de 0,5 pontos percentuais na taxa de juros, sendo 9,5% para o PCA e 8% para o PCA até 12 mil toneladas.
Para Nogueira, essa redução não será atrativa o bastante para aumentar o número de aportes: “A gente tem visto uma dependencia menor da insdustria no Plano Safra”.
Biocombustíveis lideram investimentos
À CNN, Bernardo Nogueira destacou o aumento de investimentos do setor de biocombustíveis em armazenagem. Ele afirmou que, com o crescimento na produção de etanol e biodiesel no país, as empresas estão optando por aumentar as unidades de armazenagem para melhorar as condições de comercialização.
“Quem esta investindo bastante em armazenagem é a cadeia de biocombustiveis. A industrialização está compensando a balança do setor, e vemos com bons olhos esse movimento”, afirmou.
Segundo o CEO, há também uma tendência de investimentos no setor por produtores que buscam agregar valor à produção.
“Nos ultimos 30 anos tivemos uma expansao no cerrado, com aumento da demanda para maquinas; agora esses agricultores estao olhando para agregar valor: armazenagem, irrigaçao, frota propria”.
Expansão para outros países
Ao CNN Agro News, o CEO da Kepler Weber afirmou que a empresa vê com bons olhos a tendência de aumento de investimentos em armazenagem na América do Sul. Ele destacou os casos de Bolívia e Venezuela que, recentemente, aumentaram os aportes no setor.
Ele revelou que, para 2027, o foco nos negócios internacionais da empresa será aumentar os investimentos na Argentina.
A Argentina ainda tem muito espaço para crescimento, em 2025 e 2026 eles já aumentaram os investimentos e a tendência é que cresça também em 2027. Lá é um mercado que pode ser modernizado e renovado, nosso investimento ainda é tímido”, destacou.