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EUA se recusam a prorrogar acordo comercial com México e Canadá e buscam alterações


WASHINGTON, 1 Jul (Reuters) – O governo Trump recusou-se, nesta quarta-feira, a prorrogar o acordo comercial dos EUA com o México e o Canadá, dando início a um prazo de uma década para a extinção gradual do acordo comercial da América do Norte, enquanto busca mudanças para tentar trazer de volta empregos à indústria manufatureira.

A decisão, divulgada após uma revisão de seis anos do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA), mantém o acordo em vigor por mais 10 anos, com revisões anuais antes de seu vencimento, a menos que os três países concordem em renová-lo com alterações.

“Os Estados Unidos não concordaram em renovar o USMCA em sua forma atual”, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado. “Como resultado, o USMCA não foi renovado. Os Estados Unidos continuarão a dialogar com o México e o Canadá para resolver as deficiências do acordo e nossos déficits comerciais com esses países.”

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Greer afirmou que os EUA darão continuidade a uma rodada de negociações bilaterais do USMCA agendada com o México durante a semana de 20 de julho. Uma autoridade sênior do governo disse que as negociações na Cidade do México se concentrarão no fortalecimento das regras de origem norte-americanas para automóveis e outros bens industriais, bem como na segurança econômica, a fim de impedir que outros países se beneficiem do acesso concedido pelo USMCA.

Dominic LeBlanc, ministro canadense responsável pelo comércio entre os EUA e o Canadá, afirmou em comunicado que o USMCA permanece “plenamente em vigor” até 2036 e pode ser renovado a qualquer momento por mais um período de 16 anos.

LeBlanc, que participou de uma reunião virtual com Greer e o ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, acrescentou que o Canadá continuará trabalhando para resolver a questão das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre o aço, o alumínio, os automóveis e a madeira canadense.

“Concordamos com a importância de dar continuidade às nossas discussões e identificar maneiras de garantir que as estruturas de comércio e investimento entre o Canadá, os Estados Unidos e o México continuem a apoiar a prosperidade e a competitividade da América do Norte.”

A decisão dos EUA era amplamente esperada, já que Greer afirmou que era necessário mais tempo para resolver problemas relacionados ao USMCA, incluindo os déficits comerciais persistentes e crescentes dos EUA com o Canadá e o México.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse nesta quarta-feira, antes do anúncio da decisão dos EUA, que uma prorrogação poderia ocorrer a qualquer momento em que os três países chegassem a um acordo ao longo da próxima década.

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“Hoje não é um prazo final”, disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa diária na Cidade do México. “Se, em cinco meses ou três anos, as partes disserem: ‘Podemos prorrogar por mais 16 anos’, a prorrogação poderá ocorrer.”

“O trabalho conjunto continua — não é como se tudo acabasse hoje”, acrescentou ela.

Trump, que impôs tarifas de 25% sobre automóveis mexicanos e canadenses, 50% sobre metais e 10% sobre madeira serrada, tem afirmado repetidamente que não deseja prorrogar o USMCA, que ele lançou em 2020 como “o melhor acordo que já fizemos”.

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Em duas rodadas de negociações com o México, o governo de Trump exigiu que os veículos fabricados na América do Norte tivessem 50% de conteúdo norte-americano, elevando o total regional para 82%.



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Falta de alinhamento entre Plano Safra e renegociação de dívidas preocupa

O presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Ingo Plöger, afirmou que há uma falta de alinhamento entre o novo Plano Safra e a discussão em andamento na Câmara dos Deputados sobre a renegociação de dívidas de financiamentos rurais de produtores afetados por eventos climáticos, especialmente no Rio Grande do Sul. Segundo ele, muitos produtores aguardam a definição das novas regras para reestruturar dívidas antigas antes de contratar novos financiamentos.

Para ele, essa indefinição também tem impacto sobre os investimentos em máquinas e equipamentos agrícolas, segmento que, segundo ele, registra desaceleração enquanto o setor aguarda uma definição sobre a renegociação das dívidas. “Vamos precisar ver o que será realmente efetivo. Hoje temos mais dúvidas do que certezas”, afirmou. 

Segundo o presidente, o Plano Safra anunciado pelo governo federal “foi o que foi possível” diante da atual conjuntura econômica do país, disse em entrevista à CNN Agro News. 

Segundo ele, os recursos disponibilizados pelo programa representam cerca de 25% do financiamento necessário para a agricultura brasileira, enquanto os demais 75% são obtidos por meio do mercado privado, em operações com instituições financeiras, clientes e fornecedores.

“A Abag tem se posicionado há algum tempo que o Plano Safra devia ser um plano quinquenal, um plano de Estado que você trabalha mais a longo prazo, e você faz os ajustes a cada ano, como um ajuste temporal, tanto pela parte climática quanto pela parte mercadológica. Quando você faz anualmente, você sempre está sujeito à influência do momento de governo, e isso prejudica uma visão de Estado, disse.

Ao comentar as taxas de juros, Plöger destacou que os encargos destinados aos pequenos produtores, entre 1% e 3% ao ano, são favoráveis no atual cenário econômico. Já para o crédito empresarial, com taxas entre 8% e 12%, ele afirmou que o custo permanece elevado, apesar de ser inferior à taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14%, e às taxas praticadas em operações de mercado, que podem chegar a 20% com o spread.

Segundo Plöger, a combinação de preços menores para produtos agrícolas cotados em dólar e custos mais elevados dos insumos reduz as margens dos produtores, o que tende a dificultar a contratação de financiamentos para capital de giro e investimentos. Na avaliação dele, esse cenário leva tanto os produtores quanto as instituições financeiras a adotarem maior cautela na concessão e contratação de crédito.

O dirigente também afirmou que parte dos recursos do Plano Safra poderá permanecer sem utilização ao final do ciclo agrícola, caso as condições econômicas e financeiras não favoreçam a tomada de empréstimos. “Vamos chegar ao final da safra e vamos ver pelo enquadramento que nós vamos ter ainda muitos recursos disponíveis não tomados, porque não se calcula, não se consegue efetivar, quando você vai fazer investimento”, disse.

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No Julho das Pretas, Cidadania celebra a potência das mulheres negras de Mato Grosso do Sul – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Julho é o mês em que as vozes e as histórias das mulheres negras tomam conta do palco. Em Mato Grosso do Sul, a SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, abre o Julho das Pretas com uma programação dedicada a reconhecer trajetórias que inspiram, fortalecer políticas públicas e ampliar os espaços de participação e protagonismo das mulheres negras.

Realizada nos dias 2 e 3 de julho, a abertura da campanha integra as ações do programa MS sem Racismo e reúne representantes do poder público, movimentos sociais, pesquisadoras, artistas, lideranças comunitárias e ativistas em uma agenda que une formação, articulação institucional, cultura e valorização das mulheres negras sul-mato-grossenses.

Celebração inicia na SEC e reforça o trabalho transversal desenvolvido pelo Governo de MS. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Institucionalizado a partir de duas datas emblemáticas, o Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei nº 12.987/2014, o Julho das Pretas reafirma a importância da luta das mulheres negras na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, reconhecendo suas contribuições históricas e contemporâneas para o desenvolvimento do Estado.

Para o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, a campanha vai além de um calendário de atividades e representa um espaço de fortalecimento das vozes femininas negras em Mato Grosso do Sul.

“O Julho das Pretas não é apenas um momento de reflexão. É uma oportunidade de ecoar a força e a voz das mulheres negras, quilombolas, ciganas e de religiões de matriz africana, honrando nossa ancestralidade e reconhecendo a potência dessas mulheres. Neste ano, ampliamos essa campanha para que ela dialogue diretamente com a garantia de direitos e o enfrentamento ao racismo institucional.”

Segundo o subsecretário, a proposta também evidencia o trabalho transversal desenvolvido pelo Governo do Estado. “Temos construído essa agenda em parceria com a Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, considerando os desafios enfrentados pelas mulheres negras. Também fortalecemos ações com a Fundação de Turismo, por meio do afroturismo, e com o IPHAN, valorizando o patrimônio cultural produzido por mulheres negras em Mato Grosso do Sul, seja na culinária, na música, nas artes ou nos saberes tradicionais. Queremos que o Julho das Pretas seja um espaço permanente de valorização dessas trajetórias”. 

Inspiração

Imagem do filme “Pantanal Negro”, de Thayná Cambará, que será exibido no Julho das Pretas. (Foto: Max Polimanti)

O principal momento da abertura acontece no dia 2 de julho, no auditório da Secretaria de Estado da Cidadania, com o painel “MS sem Racismo: Histórias Inspiradoras”, reunindo mulheres que atuam em diferentes áreas e têm contribuído para transformar seus territórios por meio da educação, da cultura, da pesquisa, da comunicação, da arte e da mobilização social.

A programação contará com a participação especial da historiadora Melina de Lima, neta de Lélia Gonzalez, cofundadora do Projeto Lélia Gonzalez Vive e coordenadora de Articulação Interfederativa do Ministério da Igualdade Racial. Ao lado da subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos, ela participa das falas institucionais que marcam a abertura oficial da campanha.

O painel será mediado pela comunicadora e militante do movimento negro Romilda Neto Pizani e reunirá mulheres com trajetórias diversas, como a professora e pesquisadora Cintia Santos Diallo; a líder comunitária Fátima Aparecida Gomes; a ativista Letícia Polidório; a publicitária e pesquisadora Larissa de Paula; a professora Elis Regina Gonçalves; a fotógrafa e produtora cultural Hanna Sherman; e a sindicalista Maria do Socorro Nunes. Juntas, elas representam diferentes formas de atuação e resistência das mulheres negras em Mato Grosso do Sul.

A abertura também será marcada por apresentações culturais da educadora Andréia Souza, criadora da personagem Preta Princesa, e da artista visual e poetisa BEJONA, reafirmando a cultura como instrumento de identidade, pertencimento e transformação social.

Formação, memória e cultura

Em edições anteriores, Julho das Pretas trouxe ainda oficina de turbante para resgatar ancestralidade. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

A programação continua no dia 3 de julho, no Bioparque Pantanal, com uma oficina técnica sobre o Sinapir (Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial), voltada aos gestores municipais, além da eleição do Fórum de Promoção para Igualdade Racial, fortalecendo a articulação entre Estado e municípios.

Ainda durante a programação, serão apresentadas as iniciativas Rotas Negra, do Ministério da Igualdade Racial, e as ações de Afroturismo em Mato Grosso do Sul, destacando o potencial turístico e cultural dos territórios negros do Estado. À tarde, acontece a exibição do documentário Pantanal Negro, com mediação de Thayná Cambará, valorizando a memória, os saberes e as contribuições da população negra sul-mato-grossense.

A manhã do segundo dia também será aberta com apresentação cultural da poetisa Nathy MC, uma das principais referências das batalhas de rima em Mato Grosso do Sul.

Encerrando a programação, o IPHAN/MS recebe, a partir das 18 horas, o “Sarau Julho das Pretas”, reunindo apresentações artísticas, a Feira Ziriguidum de Economia Criativa, a exposição do Coletivo Enegrecer e outras manifestações culturais que celebram a produção artística, a ancestralidade e o protagonismo das mulheres negras de Mato Grosso do Sul.

Programação

2 de julho (quinta-feira)
Local: Auditório da Secretaria de Estado da Cidadania

17h30 – Coffee Break
18h – Apresentações culturais com Preta Princesa e BEJONA
18h30 – Falas institucionais com Melina de Lima (Ministério da Igualdade Racial) e Manuela Nicodemos (Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres)
19h – Apresentação do Fórum de Promoção para Igualdade Racial
19h30 – Painel MS sem Racismo: Histórias Inspiradoras

3 de julho (sexta-feira)

Local: Bioparque Pantanal

Período matutino

7h30 – Apresentação cultural com Nathy MC
7h45 – Oficina técnica sobre o SINAPIR

Período vespertino

13h30 – Eleição do Fórum de Promoção para Igualdade Racial
14h – Apresentação do Rotas Negras (Ministério da Igualdade Racial)
14h30 – Apresentação do Afroturismo em Mato Grosso do Sul
14h50 – Exibição do documentário Pantanal Negro, com mediação de Thayná Cambará

Local: IPHAN/MS

18h – Sarau Julho das Pretas, com apresentações artísticas, Feira Ziriguidum de Economia Criativa, exposição do Coletivo Enegrecer e atrações culturais.

Toda programação é gratuita e aberta ao público em geral.

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Paula Maciulevicius



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Faturamento das seguradoras rurais recua 7,8% e soma R$ 838 mi em abril

As empresas de seguros rurais apresentaram um faturamento de R$ 838 milhões em abril, um recuo de 7,8% em comparação ao mesmo período de 2025, segundo o levantamento da IRB+Inteligência divulgado nesta quarta-feira (1).

No acumulado do ano, o rendimento dessas empresas soma R$ 4,1 bilhões, valor 2,5% menor do que o total atingido nos primeiros quatro meses de 2025 (R$ 4,2 bilhões). Esta é a segunda queda consecutiva nos ganhos do setor desde o primeiro quadrimestre de 2024.

O índice de sinistralidade (relação entre o que a seguradora gasta com indenizações e o quanto é arrecadado com as apólices) nos quatro primeiros meses de 2026 foi de 29,4% frente a 41,5% em 2025.

Segundo o levantamento, de janeiro a abril foram gastos R$ 1,26 bilhão em indenizações, o menor valor destinado a esses ocorridos desde 2022.

O Banco do Brasil foi a empresa que mais emitiu prêmios no período, no valor de R$ 2,24 bilhões. A seguradora correspondeu a 65,7% das ações entre as 10 empresas com maior volume de negócios e teve uma taxa de sinistralidade de 19,5%.

Seguradoras rurais foram as que menos faturaram

Em abril, as empresas de seguro lucraram R$ 14,7 bilhões, um aumento de 20% frente ao mesmo período de 2025. Entre as principais categorias, as empresas relacionadas ao agro apresentaram um lucro inferior do que os setores de: Vida (R$ 7,1 bilhões), Automóvel (R$ 5,2 bilhões), Corporativos de Danos e Responsabilidades (R$ 3,3 bilhões), Individuais Contra Danos (R$ 1,6 bilhões) e Crédito e Garantia (R$ 998 milhões).

Em comparação ao primeiro quadrimestre de 2025, apenas as seguradoras rurais e de seguros corporativos de danos e responsabilidades apresentaram retração no faturamento.

Por outro lado, seguradoras agrícolas foram as que tiveram a maior queda na taxa de sinistralidade , de 12 pontos percentuais, em comparação ao mesmo período de 2025.

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Preenchimento da cota da chinesa deve impactar 42 frigoríficos brasileiros

Com o avanço do preenchimento da cota brasileira para exportação de carne bovina à China, cerca de 42 indústrias habilitadas devem ser mais impactadas pela redução ou ausência das compras chinesas nos próximos meses. De acordo com um levantamento da CNN Brasil, com base em informações da GACC (Administração-Geral de Aduanas da China), essas 42 unidades representam aproximadamente 67,7% de um total de 62 frigoríficos habilitados.

No grupo de médias e pequenas empresas brasileiras habilitadas a exportar, que reúne 42 unidades habilitadas para a China, estão frigoríficos regionais, cooperativas e indústrias independentes, e esse é o segmento mais numeroso dentro do total de 62 plantas brasileiras autorizadas a exportar ao mercado chinês.

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Syngenta Group anuncia Hengde Qin como novo CEO

O Syngenta Group anunciou nesta terça-feira a nomeação de Hengde Qin como novo CEO, com início previsto para 1º de agosto de 2026. 

A decisão foi tomada de forma unânime pelo Conselho de Administração após um processo de indicação e sucessão. Atualmente COO (Chief Operating Officer) e responsável pela área de Sementes, Qin substituirá Jeff Rowe, que permanecerá no cargo até a data de transição e depois retornará aos Estados Unidos.

Segundo o presidente do Conselho de Administração, Fanrong Li, a escolha de Qin se baseia em sua experiência operacional, financeira e comercial. Ele afirmou que o executivo reúne competências consideradas relevantes para a continuidade da estratégia de desenvolvimento sustentável e criação de valor da companhia. 

O Conselho também agradeceu a Jeff Rowe pela condução da empresa em um período de desafios no setor agrícola.

Hengde Qin está baseado na sede da Syngenta em Basileia, na Suíça, desde janeiro de 2023. Ele integra a equipe executiva da empresa desde 2020, tendo ocupado diferentes funções de liderança nas áreas de negócios, finanças, recursos humanos e operações globais. Entre os cargos já exercidos estão os de CFO (Chief Financial Officer) e presidente da Syngenta Group China.

Jeff Rowe ingressou na Syngenta em 2016 e liderou inicialmente a reestruturação da unidade de Sementes, com crescimento e retorno à lucratividade. Posteriormente, comandou a área de Proteção de Cultivos, antes de assumir o cargo de CEO da companhia.

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Governo de MS licita novo acesso pavimentado às Moreninhas e avança na integração com o Rita Vieira


O Governo de Mato Grosso do Sul deu mais um passo para ampliar a mobilidade urbana na região das Moreninhas, em Campo Grande, com o lançamento da licitação para implantação de um novo acesso pavimentado que vai ligar a Avenida Altos da Serra à Avenida Salomão Abdala, criando uma nova conexão entre as Moreninhas e o Rita Vieira.

Publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (1º), a concorrência eletrônica nº 091/2026 prevê investimento estimado em R$ 57.980.488,49 para execução da obra. O projeto inclui pavimentação asfáltica, drenagem de águas pluviais e a transposição do Córrego Lageado, com a construção de uma ponte de 23,50 metros.

Ao todo, estão previstos 73.107,05 m² de pavimentação em CBUQ e 6.022,88 metros de drenagem com tubos de concreto. A obra vai criar uma nova rota de deslocamento, funcionando como alternativa à Avenida Guaicurus e ao Anel Viário, com reflexos diretos na fluidez do trânsito e na segurança viária.

A licitação representa a 2ª etapa a ser executada dentro do projeto de infraestrutura urbana de acesso às Moreninhas. A abertura das propostas está marcada para 20 de julho de 2026, às 8h30, e integra a estratégia do Estado de qualificar o sistema viário em uma das regiões mais populosas da Capital, com intervenções estruturantes voltadas à mobilidade, drenagem e conexão entre bairros.

Histórico de investimentos

A nova licitação se soma a um conjunto de obras já executadas ou em andamento na região das Moreninhas. Entre as entregas concluídas, o Governo do Estado finalizou, em novembro de 2023, a pavimentação e drenagem no Moreninha IV – Etapa 02, com investimento de R$ 1.290.636,81, contemplando as ruas João Adolfo Cintra, Candida Menezes Cintra, Antônio Pires de Oliveira, Elias Saad e Clotilde Chaia.

Também foi concluída, em novembro de 2023, a obra de pavimentação, drenagem e restauração funcional da Avenida Cafezais, com aporte de R$ 11.307.254,39.

Já em janeiro de 2026, foi entregue a 1ª etapa – Lote 2 da implantação asfáltica, drenagem e recapeamento na Avenida Alto da Serra e adjacências, com investimento de R$ 53.697.953,56, abrangendo avenidas, ruas e travessas da região.

Outro investimento importante foi a obra de pavimentação e drenagem no Moreninha IV – Etapa I, com valor de R$ 1.422.501,17, contemplando as ruas Maria Cândida de Rezende, Orlomar Fernandes, Ivo Osman Miranda e Copaíba, com término em dezembro de 2025.

Além disso, nesta terça-feira (30/06) foi assinada a Ordem de Início de Serviço da obra de implantação asfáltica, drenagem de águas pluviais e restauração de pavimento nos bairros Moreninhas III e IV, no valor de R$ 8.965.994,57. Com essa intervenção, a previsão é concluir a pavimentação integral das Moreninhas.

Na área esportiva, o Estado também investe na construção da pista de skate e vestiário no bairro Moreninhas, com valor contratado de R$ 1.468.631,26. A estrutura, projetada no padrão da Confederação Brasileira de Skate, terá 1.019 m², vestiários e condições para receber eventos nacionais, com foco em acessibilidade, segurança e uso esportivo qualificado.

Com a nova ligação viária entre Altos da Serra e Salomão Abdala, o Governo do Estado amplia a rede de conexões urbanas da Capital e reforça uma linha de investimento contínuo na região das Moreninhas, combinando mobilidade, infraestrutura, drenagem, segurança viária e qualificação urbana.

“Essa licitação representa mais um passo importante do Governo do Estado na requalificação da região das Moreninhas, com uma obra estruturante que vai ampliar a mobilidade urbana, melhorar a segurança viária e criar uma nova ligação entre a Avenida Altos da Serra e a Avenida Salomão Abdala, conectando as Moreninhas ao Rita Vieira. Além da pavimentação e da drenagem, o projeto inclui a transposição do Córrego Lageado com a construção de uma ponte, o que garante uma nova alternativa de deslocamento para a população e reforça um conjunto de investimentos que o Estado já vem executando na região”, pontua o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).

Luciana Bomfim, Comunicação Seilog
Fotos: Saul Scharmm/Secom/Arquivos
Mapa: Arquivo Agesul


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Indústria da China tem melhor trimestre desde o final de 2020, mostra PMI privado


PEQUIM, 1 Jul (Reuters) – A atividade ⁠industrial da China registrou expansão pelo sétimo ⁠mês consecutivo em junho, encerrando seu melhor trimestre desde ‌o final de 2020, uma vez que a produção e os novos pedidos continuaram a crescer, segundo uma pesquisa ‌empresarial divulgada nesta quarta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) final da RatingDog para a indústria da China, compilado pela S&P Global, recuou de 51,8 em maio para 51,7 em junho, mas ficou acima da previsão dos analistas de 51,6. ⁠A ‌marca de 50 separa crescimento de contração.

A média do ⁠PMI para o segundo trimestre foi de 51,9, a mais alta para qualquer trimestre desde o os últimos três meses de 2020.

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“De modo geral, o setor industrial manteve uma expansão constante em junho, apoiado pelo crescimento sustentado ​de novos pedidos, pela redução das pressões de custos e pela melhora nas condições do mercado de trabalho”, ​afirmou Yao Yu, fundador da RatingDog.

Uma pesquisa oficial divulgada na terça-feira mostrou que a atividade industrial da China voltou a crescer em junho, impulsionada pela demanda por chips, computadores e outros produtos relacionados à IA.

A produção cresceu ‌pelo sétimo mês consecutivo, embora o ritmo ​tenha desacelerado para o menor nível em três meses, de acordo com a pesquisa da RatingDog.

O emprego aumentou pela primeira vez em três meses, ⁠com a criação ​de vagas atingindo ​o nível mais alto desde agosto de 2023. A carteira de pedidos também ⁠cresceu pelo quinto mês consecutivo, ​sugerindo que as empresas enfrentaram cargas de trabalho crescentes, apesar dos níveis mais elevados de pessoal.

No geral, as novas encomendas aumentaram ​pelo 13º mês consecutivo, igualando a maior sequência de expansão desde 2018.

Os novos negócios de exportação, no ​entanto, caíram pelo ⁠segundo mês consecutivo. Os preços de exportação continuaram a subir, mas na taxa ⁠mais lenta desde março.

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As pressões de custo diminuíram ainda mais. Os preços dos insumos subiram pelo 12º mês consecutivo, mas no ritmo mais fraco desde janeiro, enquanto os preços de venda aumentaram pelo sexto mês consecutivo.



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Mulheres, mudanças climáticas e seguro: conheça as prioridades do Pronaf

Os juros de investimentos no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) Mulher cairão de 3% para 2% ao ano, enquanto as taxas do microcrédito serão mantidas em 0,5% ao ano, segundo anunciado nesta terça-feira (30).

O governo federal ampliou as condições de acesso ao crédito para mulheres e jovens no âmbito do Pronaf, com novas faixas de financiamento, reajuste de limites e redução de juros.

Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli, até 2023 o programa já contava com a linha Pronaf Mulher, voltada a famílias com maior estrutura produtiva. Nas últimas três safras, foi criada uma linha intermediária com juros menores para ampliar o acesso.

No microcrédito, o governo informou que o limite anterior de R$ 6 mil por família foi ampliado, com a criação de limites individuais para mulheres. O valor familiar passou para R$ 12 mil, enquanto o teto individual para mulheres foi fixado em R$ 15 mil. A ministra afirmou que a mudança buscou ampliar a autonomia de decisão sobre o acesso ao crédito dentro das famílias rurais.

Nesta safra, o microcrédito voltado a mulheres poderá ser utilizado em atividades como quintais produtivos e práticas agroecológicas, com acréscimo de até R$ 8 mil em custeio, totalizando até R$ 28 mil por beneficiária, segundo a ministra.

Para jovens, o governo informou a possibilidade de acesso a até R$ 8 mil por filho, com limite de até R$ 16 mil por família.

De acordo com a ministra, o volume de crédito acessado por mulheres dobrou nas últimas três safras, alcançando R$ 48 bilhões. Nesse período, foram firmados 2,4 milhões de contratos, com participação feminina em 55% das operações de microcrédito. O governo também informou o apoio a cerca de 130 mil quintais produtivos.

Seguro Rural

Agricultores que acessam o Pronaf têm de aderir ao Proagro, seguro obrigatório que  garante cobertura em caso de perdas decorrentes de eventos climáticos. Segundo a ministra, o sistema foi aprimorado para orientar o produtor a partir das ZARC (Zonas de Aptidão Agrícola), de forma que o plantio na janela recomendada pode resultar em prêmio maior, com alíquotas ajustadas ao nível de risco de cada cultura. Ela afirmou que esse modelo contribuiu para o equilíbrio fiscal do programa.

A ministra acrescentou que ajustes recentes buscaram lidar com situações específicas, como agricultores que cultivam diferentes tipos de lavouras. Nesse caso, houve redução de alíquotas e criação de incentivos para estimular a diversificação produtiva e facilitar o acesso ao seguro.

No caso dos produtores que não acessam o Pronaf, há o programa Garantia Safra, voltado à agricultura familiar em regiões mais vulneráveis. O mecanismo prevê pagamento em caso de perda de produção por estiagem, por exemplo, com valor de referência de R$ 1,2 mil por família nesta safra. O financiamento é compartilhado entre União, estados, municípios e agricultores.

Adaptação climática

A ministra também informou a destinação de R$ 413 milhões para projetos de resiliência climática, com recursos não reembolsáveis e assistência técnica voltados à adaptação dos sistemas produtivos às mudanças climáticas.

Em relação à expectativa de um ano marcado pelo evento climático El Niño, o ministério afirmou que há preocupação com os impactos sobre assentamentos da reforma agrária, especialmente em relação a incêndios no estado do Amazonas. Segundo a ministra, há diálogo com o Fundo Amazônia para apoiar a constituição de brigadas de combate ao fogo em assentamentos.

Ela também mencionou outras iniciativas, como o financiamento antecipado de tecnologias sociais de adaptação climática. De acordo com a ministra, essas ações já contam com protocolos estabelecidos e têm contribuído para a resposta a eventos climáticos extremos.

Moradia

A ministra também destacou, em coletiva, que o Pronaf passou a incluir também crédito voltado à moradia no meio rural.

Segundo Machiavelli, o programa já contemplava contratos para construção de banheiros e ampliou o limite para até R$ 10 mil destinados a esse tipo de melhoria ou a pequenos reparos em residências rurais.

A ministra afirmou que a política avançou para permitir o financiamento da construção de casas no campo. “Além de financiar a produção, pela primeira vez estamos financiando a residência rural, porque entendemos que o produtor rural tem direito a uma habitação digna”, disse.

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Concessões de empréstimos no Brasil aumentam 0,2% em maio, diz BC


No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, caíram 1,1% em relação ao mês anterior

(Reuters) – As concessões de empréstimos no Brasil aumentaram 0,2% em maio na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central nesta quarta-feira, com o estoque total de crédito avançando 0,6% no período, a R$7,3 trilhões.

No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, caíram 1,1% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve alta de 13,3% no período.

A inadimplência no segmento de recursos livres ficou em maio em 6,2%, contra 6,1% no mês anterior.

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Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 49,5% ao ano, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Nos recursos direcionados, houve recuo mensal de 0,3 ponto percentual nos juros cobrados, a 12,2% ao ano.

O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, ficou estável em 35,8 pontos percentuais nos recursos livres.



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