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Incêndio de grandes proporções atinge prédio comercial em Cumbica


Um incêndio atingiu um prédio comercial nesta quinta-feira (27) na região de Cumbica, em Guarulhos. Segundo o Corpo de Bombeiros, 20 viaturas estão no local empenhadas em combater o fogo. “Equipes estão realizando o combate às chamas, sem vítimas até o momento, aguardando mais informações”, diz a nota do Corpo de Bombeiros.

Nas informações iniciais, apenas cinco viaturas do Corpo de Bombeiros tinham sido direcionadas para o local. Com o agravamento da situação, o número subiu para 14 e, agora, está em 20. Entretanto, segundo os profissionais, 53 bombeiros se encontram no local e, até o momento, não foi identificada nenhuma vítima.

O incêndio aconteceu na Avenida Guinle, 595 – Cumbica, Guarulhos.





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Avião sai da pista e causa cancelamento de voos no Aeroporto Santos Dumont


Um avião de pequeno porte saiu da pista durante um procedimento de pouso nesta quinta-feira (27), no aeroporto Santos Dumont, na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo a Infraero, o avião de prefixo PSVEE – E50P escapou da pista por volta das 16h10 e parou na grama, sem deixar feridos. Na aeronave estavam o piloto e um tripulante.

Ainda segundo o órgão, o Plano de Emergência do Aeroporto foi acionado e as operações do local estão suspensas até a retirada do avião do local.

Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já estão a caminho do local para investigar as causas do acidente, segundo a Infraero.

Até o momento, 13 voos alteraram para o Aeroporto do Galeão e 18 foram cancelados. A aeronave, fabricada em 2009, está em situação normal, segundo o site da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), e pertence a uma empresa de manutenção e serviços aéreos.



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Toffoli tem momento de atrito com advogado em julgamento no STF


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o advogado Rodolfo Barros Martins tiveram atrito nesta quinta-feira (27) durante julgamento de trecho do Marco Civil da Internet. O Plenário da Corte analisa se há vínculo na relação entre plataformas digitais e trabalhadores, como entregadores e motoristas, chamada de “uberização”.

Ao iniciar sua sustentação, o advogado cumprimentou os presentes e lamentou a ausência do magistrado. “Infelizmente, o ministro Dias Toffoli se retirou, mas faço aqui os cumprimentos na pessoa do Cristiano Zanin”, disse Martins.

Quando o presidente da Corte, o ministro Edson Fachin, interrompeu a sustentação, Toffoli “aproveitou a deixa” para rebater a fala do advogado. O magistrado informou que na ante-sala e nos banheiros do Plenário há sistema de som.

“Vossa Excelência faltou ao respeito com este relator e com essa Corte ao dizer que eu tinha me retirado, porque eu estava a lhe ouvir”, afirmou Toffoli.

Fachin acrescentou que havia “poupado” o advogado de saber em qual “recinto” estava o ministro. Na sequência, Martins pediu desculpas a Toffoli.



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CVM apura se operações da Marfrig em 2018 tentaram influenciar Ibovespa

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) analisa um processo administrativo sancionador que apura se operações envolvendo ações da Marfrig Global Foods, MRFG3, em 2018 criaram condições artificiais de demanda, oferta ou preço dos papéis para tentar manter a companhia na carteira do Ibovespa.

O processo envolve a empresa MMS Participações Ltda., Marcos Antonio Molina dos Santos, controlador da empresa, e Tang David, que à época era diretor da Marfrig.

Segundo a acusação, entre março e agosto de 2018, a MMS realizou sucessivas rolagens antecipadas de contratos a termo de ações da Marfrig, reduzindo de forma significativa o prazo das operações.

De acordo com o documento, a suspeita é de que a estratégia tenha sido utilizada para aumentar artificialmente o Índice de Negociabilidade, conhecido como IN, das ações e evitar a exclusão da companhia do principal índice da bolsa brasileira.

Antes do período investigado, entre janeiro e julho de 2017, a MMS mantinha uma posição comprada a termo de aproximadamente 17,85 milhões de ações MRFG3. As rolagens ocorriam, em média, a cada 288 a 300 dias.

Já entre março e agosto de 2018, período considerado crítico para o rebalanceamento do Ibovespa, o prazo médio das operações caiu para cerca de 40 dias. Em alguns casos, os contratos chegaram a ter apenas 16 dias, que era o prazo mínimo permitido pela B3.

No período, o volume total girado chegou a 79,5 milhões de ações MRFG3. A área técnica da CVM estima que o excesso de demanda e oferta considerado artificial alcançou cerca de R$ 425,15 milhões, equivalente a aproximadamente 59,01 milhões de ações, considerando o preço médio de R$ 7,2045.

A acusação também aponta que a MMS assumiu perdas financeiras ao liquidar antecipadamente contratos que tinham vencimentos mais longos e, em seguida, realizar novas operações com prazos menores. Para a área técnica, esse comportamento indicaria ausência de racionalidade econômica e reforçaria a hipótese de artificialidade.

Um dos principais elementos utilizados na investigação são gravações telefônicas obtidas junto à BSM e às corretoras Bradesco, Fator e Santander. Nos diálogos, Tang David teria solicitado repetidamente que as operações fossem realizadas com contrapartes de outras corretoras, chamadas de operações “fora de casa”.

Em uma conversa de abril de 2018, Tang teria explicado que precisava aumentar o IN para manter a Marfrig no índice e que operações realizadas diretamente dentro da mesma corretora não teriam o efeito pretendido.

Em outro diálogo, com um operador do Bradesco, Tang teria mencionado que a Marfrig estava próxima do percentual de corte para permanecer no Ibovespa. Segundo a acusação, ele afirmou que havia conversado com seu “patrão”, identificado como Marcos Molina, e que havia decidido rolar 10 milhões de ações em três etapas para tentar melhorar o índice de negociabilidade.

A área técnica da CVM afirma que os diálogos também indicariam uma divisão de funções entre os acusados. Tang seria responsável por negociar taxas, definir prazos e buscar contrapartes em outras corretoras, enquanto Marcos Molina teria a função de autorizar a estratégia e transmitir as ordens finais.

A acusação sustenta ainda que, depois do período de rebalanceamento do Ibovespa, a atuação considerada atípica deixou de ocorrer. A partir de setembro de 2018, a MMS teria voltado a trabalhar com prazos próximos da média histórica de 300 dias.

Defesa

Marcos Molina e a MMS negam que as operações tenham sido artificiais e afirmam que havia uma justificativa econômica para as rolagens antecipadas.

Segundo a defesa, as operações estavam relacionadas às mudanças nas regras da B3 sobre limites de concentração de posições em aberto. A estratégia, de acordo com os acusados, tinha como objetivo liberar caixa e manter a posição estratégica da MMS na Marfrig pelo menor custo possível.

A defesa também sustenta que realizar as operações “fora de casa” não teria influência sobre o cálculo do Índice de Negociabilidade utilizado pela B3. Os advogados citam ainda uma investigação arquivada pela BSM, que teria concluído que as operações da MMS foram indiferentes para a permanência da Marfrig no Ibovespa.

Outro argumento apresentado é que o aumento efetivo da liquidez das ações no período teria ocorrido principalmente após a divulgação de um fato relevante sobre a aquisição do controle da National Beef Packing Company (indústria frigorifica dos Estados Unidos), e não em razão das operações realizadas pela MMS.

Tang David, por sua vez, nega ter sido responsável pela estratégia ou ter poder de decisão sobre as operações. Ele afirma que apenas ajudava Marcos Molina, de forma pontual, a negociar as melhores taxas de juros com as corretoras.

Sobre a orientação para realizar negócios “fora de casa”, Tang argumenta que a expressão era utilizada como estratégia comercial para negociar condições financeiras mais favoráveis, e não com a intenção de influenciar o Ibovespa.

O processo foi distribuído ao diretor João Accioly, que foi designado relator em abril de 2024. O caso teve a pauta publicada em 30 de julho de 2026. O relatório do processo foi assinado pelo relator em 25 de agosto de 2026.

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Lucro industrial da China sobe 11,2% na comparação anual de julho


O resultado mostra uma desaceleração em relação a junho, quando o indicador avançou 15,1% em termos anuais

O lucro do setor industrial na China aumentou 11,2% em julho, na comparação anual, informou nesta quinta-feira, 27, o NBS, como é conhecido o escritório de estatísticas do país.

O resultado mostra uma desaceleração em relação a junho, quando o indicador avançou 15,1% em termos anuais.

De janeiro a julho, o lucro das principais empresas industriais chinesas cresceu 17,6% ante o mesmo período de 2025.



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Estudante da UFRJ que teria feito apologia ao nazismo é agredido dentro da universidade


Um aluno da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi agredido por outros estudantes dentro da universidade na noite de terça-feira (25) após ter feito suposta analogia ao nazismo.

O caso aconteceu nas dependências do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e do Instituto de História (IH), no Centro do Rio. Diante da gravidade do episódio, a UFRJ informou que determinou a instalação de uma comissão de sindicância para apurar os fatos.

A UFRJ disse ainda que, independente do ocorrido, repudia a suposta ação do universitário e também a de seus pares.

“A universidade repudia manifestações de apologia ao nazismo, ao fascismo, ao racismo, ao antissemitismo, ao machismo e a todas as formas de intolerância e discriminação. Reafirma, ao mesmo tempo, que agressões físicas e outras formas de violência não podem ser admitidas como resposta a provocações, conflitos ou divergências”, escreveu.

Segundo vídeos publicados na internet, o aluno teria usado uma camiseta da banda britânica Death in June, que utiliza símbolos, nomes e uniformes militares associados ao movimento político que governou a Alemanha entre 1933 e 1945 sob a liderança de Adolf Hitler.

Nas imagens, é possível ver um grupo de estudantes cercando o universitário, xingando e o agredindo. As direções do IFCS e do Instituto de História informou que vêm mantendo diálogo permanente com estudantes. “Conversamos sobre as representações de como enfrentar situações de provocação e intolerância, preservar o ambiente universitário e evitar a escalada de conflitos”, informou.

A UFRJ afirmou ainda que na quarta-feira (26) começou um trabalho intensificado com novas reuniões com os estudantes. “O episódio será apurado com rigor, responsabilidade e respeito aos direitos de todos os envolvidos”, finalizou.



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economia

Governo tem superávit de R$ 10,8 bi em julho; petróleo reforça caixa da União


O governo central registrou um superávit primário de R$ 10,783 bilhões em julho, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (27), valor próximo ao esperado pelo mercado e muito melhor do que o déficit de R$ 59,070 bilhões observado no mesmo mês de 2025, dado impactado por uma mudança feita pelo governo no calendário de desembolsos de precatórios.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o número, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria superavitário em R$ 10,679 bilhões no mês passado.

O desempenho do mês é resultado de receitas líquidas — que excluem transferências para governos regionais — de R$ 226,305 bilhões, um aumento real de 7,7% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$ 215,522 bilhões, queda real de 20,7%.

Este ano, o cronograma de pagamentos de precatórios teve os desembolsos antecipados para março, contra pagamentos feitos principalmente em julho no ano passado.

Os dados do Tesouro mostram uma queda de 99% nos pagamentos de sentenças judiciais na comparação entre julho do ano passado e julho deste ano. O desembolso foi R$37,1 bilhões menor no mês passado.

Ainda do lado das despesas, houve em julho quedas de R$ 18,1 bilhões nos desembolsos de benefícios previdenciários (-17,7%), dado que também foi fortemente impactado pelos gastos menores com precatórios. O mesmo ocorreu nos pagamentos voltados a pessoal e encargos sociais, que caíram R$ 4,2 bilhões no mês (-8,9%).

No sentido oposto, houve um aumento de R$ 4,2 bilhões nos gastos com créditos extraordinários por conta das medidas de mitigação dos impactos econômicos do conflito no Oriente Médio.

Do lado das receitas, o resultado mensal foi impulsionado por uma elevação de R$ 7,0 bilhões em Imposto de Renda, 9,1% acima de julho de 2025, de R$ 5,0 bilhões com exploração de recursos naturais, alta de 29,4%, e de R$ 4,2 bilhões em receitas previdenciárias líquidas, crescimento de 7,4%.

Esses ganhos compensaram com folga recuos de R$ 3,0 bilhões na arrecadação de Cofins (-9,0%) e queda de R$1 bilhão no Pis/Pasep (-10,9%).

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Petróleo ajuda

No acumulado de janeiro a julho, o governo central registrou um déficit primário de R$81,305 bilhões, contra déficit de R$70,347 bilhões no mesmo período de 2025. Em 12 meses, o governo acumula um déficit de R$71,6 bilhões, ou 0,55% do PIB.

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, apontou impulso nas receitas acumuladas em rubricas que são impactadas pelo choque de preço do petróleo com a guerra no Oriente Médio.

Segundo ele, o imposto de exportação do petróleo incrementou as contas do governo em R$8 bilhões até julho. Houve ainda ganhos extraordinários em participações especiais de petróleo e arrecadação com exploração de recursos naturais.

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As receitas superam os R$7 bilhões desembolsados até julho pelo governo com subvenções a combustíveis para minimizar a pressão de alta de preços dos produtos.

Após uma decisão da Justiça Federal, nesta quinta-feira, suspender a cobrança do imposto de exportação do petróleo, Leal disse que não comentaria o caso ou possíveis respostas do governo.

“O compromisso do governo e da Fazenda é entregar a meta (fiscal). Se você, por algum motivo, não tiver uma das receitas, você vai ter que arrumar alguma alternativa para segurar as despesas”, disse.

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A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual, além de algumas despesas não contabilizadas.



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Depoimento de Vorcaro à PF é adiado após problemas técnicos


O depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro à Polícia Federal (PF) previsto para esta quinta-feira (27) foi adiado após problemas técnicos na transmissão. Ele seria ouvido sobre a suspeita de cooptação de servidores do Banco Central. Vorcaro prestaria depoimento por meio de videoconferência de dentro do presídio da Papudinha, onde está atualmente detido.

Segundo a defesa, houve problemas na conexão à internet que impediram o andamento do depoimento. Por isso, a oitiva deve ser adiada para uma nova data, ainda a ser definida. Esse seria o primeiro depoimento de Vorcaro após ter sua delação premiada rejeitada pelos investigadores. O banqueiro pretendia responder às perguntas da PF.

Há duas semanas, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, disse em depoimento à Polícia Federal que a autarquia passou por “vazamentos sistemáticos de informações internas” envolvendo os processos de análise do Banco Master e afirmou que ele e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, “não confiavam em ninguém naquele momento”.

Aquino foi ouvido pela PF na condição de testemunha em um depoimento sigiloso no dia 25 de maio, para aprofundar as investigações sobre suspeitas de corrupção de dois subordinados seus no Banco Central, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza.



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Justiça do DF suspende Imposto de Exportação sobre petróleo


O juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal da Justiça no Distrito Federal suspendeu nesta quinta-feira a aplicação do Imposto de Exportação sobre petróleo bruto instituído pelo governo federal.

A decisão, liminar (provisória), vem no mesmo dia em que o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) se reúne para decidir prorroga a vigência do tributo aplicado pelo governo para enfrentar os efeitos da guerra no Oriente Médio no mercado nacional e cobrir os custos decorrentes do subsídio da gasolina e do diesel.

A taxa de 12% está em vigor até 9 de setembro. O Ministério da Fazenda defende a prorrogação da alíquota por 60 dias. Desde março, quando entrou em vigor, o governo já arrecadou R$ 7,982 bilhões com o tributo – considerando dados até julho.

As petroleiras vinham tentando derrubar a cobrança. O setor argumenta que a taxa reduz a atratividade de investimentos e prejudica a posição do Brasil no mercado externo.

O Gecex é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), formado por diversas áreas do governo, e responsável por deliberar e implementar diretrizes sobre tarifas de importação e exportação, ex-tarifários, defesa comercial e regras do comércio exterior brasileiro.

Em ofício enviado ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirma que o cenário internacional continua volátil, diante de restrições logísticas e incertezas em relação à oferta de petróleo.

Nesta terça-feira, a Fazenda já prorrogou até 9 de setembro a subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina.

O ofício da Fazenda cita restrições relevantes à produção e às exportações do Golfo e riscos associados às rotas internacionais de transporte de energia, principalmente no Estreito de Ormuz, o que exige monitoramento das condições de abastecimento, segundo a pasta..

“No mercado doméstico, os dados analisados sinalizam que, durante o período de incidência do Imposto de Exportação, ocorreram movimentos compatíveis com a finalidade regulatória da medida”, diz a pasta, acrescentando que houve aumento do processamento de petróleo pelas refinarias nacionais e redução das importações de petróleo e de derivados.

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O documento destaca ainda que a produção e as exportações brasileiras de petróleo mantiveram trajetória de expansão.

“Nesse contexto, a avaliação técnica sinaliza a viabilidade da manutenção da alíquota vigente de 12% por período adicional de 60 dias, prazo considerado compatível com o caráter temporário da medida e com a necessidade de conferir estabilidade regulatória e previsibilidade aos agentes, sem prejuízo de reavaliação das condições de mercado”, acrescenta.



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Taxa de desemprego cai a 5,3% no tri até julho, com recorde de pessoas ocupadas


A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,3% nos três meses até julho, com queda no número de pessoas sem emprego e recorde de população ocupada, mostrando que o mercado de trabalho segue resiliente.

O dado, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa queda ante a taxa de 5,8% registrada nos três meses imediatamente anteriores, até abril.

No mesmo período do ano anterior a taxa de desemprego foi de 5,6%. O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters.

Para analistas, a taxa de desemprego no Brasil deve permanecer em níveis historicamente baixos, mesmo com uma esperada desaceleração da economia no segundo semestre, sem sinais de atração mais intensos no mercado de trabalho.

Esse cenário, somado à renda em níveis altos, traz no entanto preocupações quanto à inflação, bem como os estímulos fiscais e de crédito do governo. Isso dificultou o controle do aumento de preços por parte do Banco Central, que no início do mês cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,00% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto.

Nos três meses até julho houve queda de 8,0% no número de desempregados na comparação com os três meses imediatamente anteriores, chegando a 5,819 milhões, o que representa ainda recuo de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O período foi marcado ainda por alta de 1,0% no total de ocupados na comparação trimestral e de 0,9% na base anual, atingindo 103,335 milhões, maior nível da série histórica.

O total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também foi o maior da série histórica, 39,428 milhões, com alta de 0,4% sobre o trimestre até abril e de 0,8% ante o mesmo período do ano anterior.

Os que não tinham carteira subiram 3,6% nos três meses até julho ante o trimestre imediatamente anterior e 2,1% sobre o ano anterior, a 13,753 milhões.

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No entanto, a renda média mensal caiu a R$ 3.762 no trimestre até julho, contra R$ 3.786 nos três meses até abril, um recuo de 0,7%.



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