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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem e demissões permanecem baixas


WASHINGTON, 10 ⁠Set (Reuters) – O número ⁠de norte-americanos que solicitaram ‌auxílio-desemprego diminuiu na semana passada, sugerindo que ‌as demissões permaneceram em níveis baixos e continuaram a ancorar o mercado de trabalho.

Os ⁠pedidos ‌iniciais de auxílio-desemprego ⁠caíram em 1.000, para 206.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em ​5 de setembro, informou o Departamento do ​Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 205.000 pedidos para a última ‌semana.

Os pedidos têm ​se mantido em uma faixa estreita entre 189.000 e ⁠212.000 ​desde ​meados de julho. O governo informou ⁠na semana ​passada que foram abertas 162.000 vagas de trabalho ​fora do setor agrícola em agosto, ​o maior ⁠ganho em cinco meses, após ⁠abertura de 21.000 em julho. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%.



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Homem é preso suspeito de matar e esquartejar namorada em São Paulo


Um homem foi preso na madrugada de quarta-feira (9) por suspeita de ter matado e esquartejado a namorada em 11 de julho, na zona sul de São Paulo.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que Natan Roberto de Oliveira Silva, de 26 anos, foi detido na Rua da Paz, em uma comunidade na região do Parque Santo Antônio, na zona sul da capital.

A defesa de Silva não foi localizada pelo Estadão. O espaço segue aberto.

Além de um mandado de prisão temporária, os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão. Três celulares e uma televisão foram apreendidos.

Natan é suspeito de ter matado Samara Ellen da Silva, de 26 anos. O crime começou a ser investigado após exames apontarem que um braço encontrado no Rio Guarapiranga, debaixo da Ponte do Socorro, em 3 de agosto, pertencia a Samara.

O caso é investigado pelo 92º Distrito Policial, do Parque Santo Antônio.



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Operadores elevam apostas em alta de juros pelo Fed após dados de inflação


10 Set (Reuters) – Os operadores de mercado ⁠apostavam nesta quinta-feira que há uma probabilidade um pouco maior ⁠de que o Federal Reserve aumente a taxa de juros em sua reunião ‌da próxima semana, após a divulgação do primeiro dos relatórios de inflação desta semana.

Os dados mostraram que os preços ao produtor nos EUA subiram 5,4% nos 12 meses até ‌agosto, e os pedidos semanais de auxílio-desemprego no país indicaram que o mercado de trabalho permanece estável.

Embora o aumento geral dos preços no atacado tenha estado em linha com as projeções dos economistas, detalhes do Índice de Preços ao Produtor sugeriram que parte da recente desaceleração da inflação está sendo revertida, à medida que as hostilidades renovadas no Oriente Médio prejudicam ⁠a ‌distribuição global de petróleo e o aumento dos investimentos em IA impulsiona a demanda por ⁠eletrônicos.

Os dados mostraram que os preços pagos pelos produtores por transporte e armazenamento dispararam em agosto, assim como os preços dos serviços hospitalares e das passagens aéreas.

Antes dos dados divulgados nesta quinta-feira, os operadores estimavam cerca de 65% de chance de um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na reunião do Fed ​de 15 a 16 de setembro. Essa probabilidade é agora vista como mais próxima de 70%, com base no preço dos contratos de juros futuros negociados no CME ​Group. Até o final do ano, o Fed quase certamente terá realizado um, se não dois, aumentos nas taxas de juros, segundo indicam os preços de mercado.

PREÇOS AO CONSUMIDOR EM DESTAQUE

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Um relatório sobre a inflação dos preços ao consumidor, previsto para a sexta-feira, completará o quadro da inflação para as autoridades do Fed, que debatem se a taxa ‌de juros de referência está exercendo pressão suficiente sobre a ​inflação para levá-la à meta de 2%.

A inflação vem ficando acima da meta do Fed há 5 anos e meio. O Fed mantém sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% desde ⁠dezembro.

“Com os dados do PPI (Índice de ​Preços ao Produtor) ainda ​parecendo relativamente elevados, parece provável que o Fed aumente as taxas este ano, mesmo que não tome essa decisão ⁠neste mês”, escreveram analistas da Capital Economics. Quanto ​à possibilidade de o banco central agir na próxima semana, eles afirmaram: “isso ainda depende do número mais importante do CPI(sigla em inglês para Índice de Preços ao Consumidor) básico, a ser divulgado amanhã”.

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O ​Fed tem como meta uma inflação de 2%, medida pela variação em 12 meses do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), um indicador ​que pode ser estimado assim ⁠que os dados do CPI e do PPI estiverem disponíveis. Na quinta-feira, os analistas estavam divididos quanto à possibilidade de ⁠os dados do PPI empurrarem a inflação do PCE para um patamar alto o suficiente a ponto de forçar o Fed a agir na próxima semana.

O Banco Central Europeu elevou suas taxas de juros de referência na manhã desta quinta-feira para conter a inflação decorrente da guerra no Irã, que empurrou os preços dos futuros do petróleo Brent para acima de US$100 o ​barril.



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Mulher é encontrada morta com os pés amarrados, carbonizada e nua em mata no DF


O corpo de uma mulher foi encontrado na madrugada desta quinta-feira, 10, em uma chácara abandonada nu, com os pés amarrados, com o rosto machucado e carbonizado em Sobradinho, no Distrito Federal.

Segundo a Polícia Civil, uma testemunha viu um suspeito, também ainda não identificado, arrastando o corpo. Ela foi ouvida na 35ª DP e disse que ao tentar se aproximar, o autor, que parecia uma pessoa em situação de rua, tentou avançar em sua direção e depois fugiu do local.

De acordo com o registro da ocorrência, o crime ocorreu entre 0h50 e 1h. A Polícia Militar foi acionada por volta de 1h e isolou a área para a realização da perícia.

“Equipes da 35ª DP estão diligenciando neste momento para identificar e prender o homem”, diz a Polícia Civil.



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Serviços patinam em julho e atividade fraca favorece mais cortes de juros pelo BC


A atividade de serviços no Brasil voltou a patinar em julho, com estabilidade no mês (0,0%) após uma leve alta (0,1%) em julho e uma queda (-0,2%) e maio. Para os economistas, o comportamento é mais uma prova a desaceleração da economia, moderação que permitirá ao Banco Central continuar a cortar os juros, hoje em 14% ao ano.

André Valério, economista sênior do Inter sobre PMS, destacou em análise que a alta de 2,4% do setor de serviços nos últimos 12 meses até julho é a menor desde setembro de 2024.

Além disso, ele citou que o resultado de julho mostrou a grande dependência do setor aos serviços de informação e comunicação. No ano, apenas os serviços de TI, uma subdivisão dos serviços de informação e comunicação, é responsável por dois terços do crescimento total observado.

“Ainda vemos sinais de arrefecimento na dinâmica do setor como um todo, reflexo da política monetária contracionista, o que ajuda a explicar a importância dos serviços de TI no desempenho do setor, tendo em vista que é um setor ‘asset light’, pouco sensível às taxas de juros e mais correlacionado com o ciclo econômico internacional”, explicou.

Leia também: Confiança de serviços no Brasil volta a subir em agosto, diz FGV

Para Valério, os dados recentes de atividade são unânimes em indicar uma moderação do ritmo de crescimento da economia. “Na nossa visão, esse movimento deve persistir pelos próximos meses, entrando em 2027, o que permitirá ao Copom seguir com os ajustes na Selic. Para a reunião de setembro, outro corte de 25 pontos base é consenso, mas esperamos que o Copom siga cortando nas reuniões restantes do ano, com a Selic alcançando 13,25% em dezembro”, projeta.

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Matheus Pizzani, economista do PicPay, concorda com essa leitura. Para ele, a maior fraqueza do setor de serviços, quando analisado sob a ótica do hiato do produto, abre espaço para o Banco Central dar prosseguimento ao ciclo de calibragem em suas próximas reuniões, “embora a maior rigidez dos preços deste setor, que no curto prazo devem ser afetados em proporção diminuta pela desaceleração da economia, sigam como impeditivo para um avanço mais significativo do que apontam as projeções atualmente”.

Para o PicPay, a projeção para o PIB de 2026 (+1,70%) e perspectiva para a Selic até o final do ano (+13,50%) permanecem inalteradas.

Na avaliação da XP, os resultados desagregados da PMS em julho foram quase a imagem espelhada dos números de junho. ‘Quatro dos cinco grandes segmentos de atividades registraram alta na comparação mensal, mas os Serviços de Comunicação e Informação — que vinham sendo o motor do setor — deram uma pausa. Enquanto isso, o Transporte Aéreo registrou seu primeiro ganho mensal em várias leituras.”

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A principal surpresa negativa, segundo a XP veio dos Serviços de Comunicação e Informação, que caíram 2,5% na comparação mensal, após liderarem o setor durante a maior parte do ano. Os Serviços de TI caíram 3,0% e os Serviços Audiovisuais recuaram 3,7% M/M, após um junho excepcionalmente forte. “Interpretamos isso como um ajuste parcial, e não como um ponto de inflexão. Em termos anuais, o grupo ainda subiu 4,6% e registrou a maior contribuição positiva isolada para o resultado principal.”

A XP diz continuar vendo uma tendência de crescimento moderado para o setor de serviços no ano, embora o mercado de trabalho ainda apertado deva continuar sustentando a demanda das famílias — os Serviços Prestados às Famílias cresceram em quatro dos últimos cinco meses em termos anuais.

“Por outro lado, as altas taxas de juros e a crescente carga do serviço da dívida das famílias continuam sendo ventos contrários relevantes. Projetamos que as receitas totais do setor de serviços cresçam cerca de 2,0% em 2026, após um aumento de 2,9% em 2025”, estima a XP.

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O Monitor XP para o crescimento do PIB do 3º trimestre de 2026 está em 0,0% na comparação trimestral e de 1,6% na anula. A projeção para o PIB de 2026 está mantida em 1,7%, arrefecendo para 1,0% em 2027.

Na opinião de Leonardo Costa, economista do ASA, com a estabilidade observada na margem, a PMS de julho mostrou-se mais fraca que o esperado. “O quadro segue apontando para atividade mais fraca na segunda metade de 2026, apontando para continuidade da desaceleração gradual. Projetamos crescimento de +0,2% para o PIB do 3º trimestre de 2026”.

Na visão de Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimento, a estagnação dos serviços por dois meses seguidos é um sinal de perda de ritmo e aumenta a chance de um terceiro trimestre mais fraco, embora ainda seja cedo para falar em retração do PIB.

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“O ponto importante é que o setor continua operando perto das máximas da série, então não há uma queda disseminada, mas uma desaceleração que já aparece com mais clareza, esse crescimento não é só efeito de preços. Hoje, olhando para juros ainda altos, crédito mais caro e consumo perdendo força, esse ritmo parece difícil de sustentar. A leitura é de crescimento ainda positivo, mas mais fraco do que o observado na primeira metade do ano”, analisa.

Inflação de serviços no foco

Já André Matos, CEO da MA7 Capital, o dado de julho responde à pergunta sobre preço de forma quase brutal, porque o volume de serviços cresceu 0,9% em doze meses enquanto a receita cresceu 7,1%. “Ou seja, de cada R$ 10 a mais que o setor faturou, quase R$ 9 são preço e pouco mais de um é serviço efetivamente prestado. O setor está faturando mais sem produzir muito mais, e isso é exatamente a inflação de serviços que o Banco Central aponta como principal risco de alta”, comenta.

Sobre o terceiro trimestre, Matos não considera que haverá retração, uma vez que o setor está apenas 0,2% abaixo do topo histórico, mas ele observa que o sinal de tendência piorou, porque a média móvel do trimestre ficou zerada e, dentro dela, quatro das 5 atividades já apresentam comportamento negativo.

“Vale notar que o mês positivo veio de recomposição, com transporte e serviços profissionais devolvendo perdas anteriores, enquanto informação e comunicação, que era o motor do setor, caiu 2,5%. Isso sugere um setor girando em torno de um patamar, não avançando”, argumenta.

A avaliação de André Luiz Haas Caruso, CEO da Pilar Capital, vai na mesma linha. Ele diz que a estabilidade dos serviços em julho reforça um sinal de perda de fôlego da economia, ainda que seja cedo para falar em retração do PIB no terceiro trimestre.

“O setor continua crescendo no acumulado do ano, mas em ritmo moderado, e isso ganha relevância num ambiente em que o custo do crédito permanece elevado. Existe crescimento real: o volume de serviços acumula alta de 1,9% no ano, já descontado o efeito dos preços. Ao mesmo tempo, a receita nominal cresce em ritmo superior, o que mostra que parte relevante do avanço do faturamento ainda vem da inflação”, explica.

Para Caruso, esse cenário também coloca uma discussão importante sobre financiamento do crescimento. Com juros em patamar elevado e maior seletividade bancária, sustentar investimento e capital de giro exige ampliar as alternativas de funding. “Mercado de capitais, securitização, FIDCs, crédito estruturado e instrumentos lastreados em recebíveis tendem a ganhar importância, especialmente para empresas médias que não podem depender exclusivamente do crédito bancário tradicional”, lista.

“O desafio não é apenas gerar demanda, mas também garantir condições financeiras para que as empresas consigam transformar essa demanda em investimento e expansão”, diz Caruso.

Já Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, observa que a estagnação dos serviços brasileiros ocorre em um momento no qual o crescimento mundial também se tornou menos uniforme. “Investimentos em tecnologia sustentam parte da atividade global, mas conflitos, protecionismo e inflação resistente dificultam uma redução contínua dos juros. Para o Brasil, esse ambiente chega pelo dólar, pelas commodities, pelo custo do financiamento e pelo comportamento dos fluxos internacionais de capital”, avalia.

Além disso, ele comenta que, internamente, o resultado de julho aumenta a probabilidade de desaceleração do PIB no terceiro trimestre, já que os serviços representam a maior parcela da economia.

“Não é possível concluir que haverá retração, porque a atividade ainda opera em nível elevado e o mercado de trabalho continua relevante para o consumo. O alerta está na falta de força para avançar. O setor cresce de fato, mas o aumento do faturamento dependeu muito mais de preços e composição do que de volume”, afirma.



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Com juro alto e demanda fraca, faturamento da indústria cai 2% em julho, aponta CNI


O cenário de taxa de juros elevada e de queda na demanda por bens industriais por conta do endividamento das famílias continua a cobrar seu preço na atividade industrial. O faturamento da indústria de transformação recuou 2% em julho, na comparação com o mês anterior. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a queda é de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Os dados constam nos Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (10).

Além do faturamento menor, os indicadores no ano mostram redução das horas trabalhadas da produção, da Utilização da Capacidade Instalada e nas contratações. Ante o ano passado, apenas a massa salarial e o rendimento médio cresceram, um reflexo da pressão salarial decorrente do mercado de trabalho aquecido no período.

Leia também: Retração da indústria brasileira se aprofunda em agosto, mostra PMI

O percentual de horas trabalhadas na produção subiu 0,2% em julho frente a junho, enquanto a Utilização de Capacidade Instalada (UCI) variou 0,1 ponto percentual, de 77,3% para 77,4% no mês.

Mas no acumulado de janeiro a julho, houve baixa de 1% nas horas trabalhadas e de 0,8 ponto percentual no uso do parque fabril, comparado ao mesmo período de 2025, segundo a CNI.

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Emprego e rendimento médio ficam estáveis

O emprego industrial cresceu 0,2% em julho, na comparação com junho, enquanto no acumulado de janeiro a julho, registrou queda de 0,6% frente ao mesmo período de 2025.

Já a massa salarial também avançou 0,2% no mês e acumula alta de 0,6% no ano. O rendimento médio, por sua vez, permaneceu estável em relação a junho, o que resulta num avanço acumulado de 1,2% de janeiro a julho de 2026, comparado ao mesmo período de 2025.



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Inadimplência avança a 29,9% em agosto, puxada por famílias de menor renda, diz CNC


A inadimplência voltou a subir em agosto, a 29,9%, enquanto o percentual de famílias que declaram que não têm condições de pagar as dívidas em atraso subiu a 12,5%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta quinta-feira (10).

O endividamento se estabilizou em relação a julho, em 82%, mas em patamar superior ao mesmo mês do ano passado, quando era de 78,8%.

Apesar dessa estabilidade, o grupo que declara não ter condições de pagar as contas em atraso subiu para 12,5%, atingindo o maior nível desde fevereiro. A pesquisa aponta que o tempo médio de atraso, que estava caindo havia três meses, voltou a subir para 65 dias. 

Segundo a CNC, os resultados de agosto mostram as famílias com menor controle sobre as contas, mesmo com maior prazo para pagamentos.

As projeções apontam para uma contínua elevação das contas em atraso no próximo trimestre. A expectativa da entidade é que o aumento da inadimplência seja acompanhado de uma redução gradual do endividamento geral, como reflexo da tentativa das famílias de estabilizar o próprio orçamento.

Leia também: Da dívida ao desemprego: estudo mostra como aperto no bolso vira corte de vagas

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Deterioração se concentra na base da pirâmide

A piora nos indicadores é liderada de forma pela população mais vulnerável. O levantamento mostra que as famílias com renda de até três salários mínimos foram as únicas a registrar crescimento nas dívidas em atraso, com alta de 0,3 p.p., alcançando 38,8%.

Esse mesmo estrato social teve o maior avanço na proporção de pessoas que afirmam que não terão como quitar seus débitos (de 17,8% para 18,3%) e viu o endividamento total subir de 84,1% para 84,9%.

De acordo com a CNC, essas famílias possuem um orçamento mais escasso e dependem mais do crédito para manter o consumo, o que gera maior impacto na capacidade de pagamento.

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Em movimento contrário, as famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos apresentaram retração de 1,4 p.p. no endividamento (para 77,2%) e queda de 1,1 p.p. na proporção de dívidas em atraso (caindo para 20,3%). 

No topo da pirâmide, para rendas acima de dez salários mínimos, houve um leve avanço no endividamento (+0,3 p.p., para 72,3%), mas a fatia de contas em atraso diminuiu para 14,9%.

Aperto no orçamento e percepção de risco

Um dos fatores de alerta revelado pela pesquisa é o peso dessas obrigações na renda. A fatia de famílias que relatam ter mais da metade de seus rendimentos vinculados a dívidas saltou para 19,2%, o maior patamar desde março deste ano. Na média geral, o comprometimento da renda com dívidas manteve-se em 29,5%.

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A percepção de estrangulamento financeiro também cresceu: a parcela dos que se consideram “muito endividados” registrou leve alta, passando de 17,1% em julho para 17,4% em agosto. Por outro lado, o grupo que se avalia como “pouco endividado” recuou para 34,9%. A pesquisa pontua, no entanto, que esse indicador possui caráter subjetivo e expressa a percepção das famílias sobre a própria condição financeira, não configurando necessariamente uma situação técnica de superendividamento.



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Setor de serviços fica estável em julho e contraria projeções de leve alta


O volume do setor de serviços do Brasil ficou estável em relação a junho e teve alta de 0,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

A expectativa da pesquisa Reuters era de leve alta de 0,2% na base de comparação mensal e de 1,1% na base anual.

A variação nula (0,0%) do volume de serviços em julho de 2026, ante junho, mostrou maior disseminação de taxas positivas entre os setores, com avanço em quatro das cinco atividades divulgadas. Entre os avanços, os transportes (0,4%) e os profissionais, administrativos e complementares (0,6%) exerceram os principais impactos positivos, com o primeiro setor apontando ligeiro avanço após ter ficado estável em junho; e o segundo recuperando uma parte da perda observada no mês anterior (-1,3%).

As demais expansões vieram dos outros serviços (0,7%) e dos serviços prestados às famílias (0,5%). Em contrapartida, informação e comunicação (-2,5%) mostrou o único recuo de julho, devolvendo parte do crescimento acumulado entre abril e junho (3,3%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços mostrou estabilidade (0,0%) no trimestre encerrado em julho de 2026 frente ao nível do trimestre imediatamente anterior. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, quatro das cinco atividades mostraram comportamento negativo: outros serviços (-0,9%); transportes (-0,2%); serviços prestados às famílias (-0,2%); informação e comunicação (-0,1%). Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%) registraram o único avanço neste tipo de indicador.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços cresceu 0,9% em julho de 2026, 28º resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 50,0% dos 166 tipos de serviços investigados.

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Entre os setores, o de informação e comunicação (4,6%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em telecomunicações; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; atividades de TV aberta; e portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet.

Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,6%); e dos serviços prestados às famílias (2,9%), explicados, em grande parte, pela maior receita vinda de locação de automóveis; atividades de vigilância e segurança privada; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; agenciamento de espaços de publicidade; e serviços de engenharia, no primeiro ramo; e de restaurantes; e serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, no último. Em sentido oposto, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,7%) e os outros serviços (-1,6%) exerceram os únicos impactos negativos, pressionados, em grande medida, pela menor receita vinda do transporte aéreo de passageiros; do rodoviário de cargas; e da logística de transporte de cargas, no primeiro setor; e de serviços financeiros auxiliares, no último.

(com Agência de notícias do IBGE e Reuters)

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SP amanhece com chuva e frio; temperatura durante o dia varia entre 17ºC e 23ºC


A capital paulista amanheceu chuvosa novamente nesta quinta-feira (10), com alerta para tempestades ao longo do dia. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE) informou que, em menos de dez dias de setembro, já foram acumulados 90 milímetros de chuva, número 36,4% acima da média do mês, que é de 66 milímetros.

Segundo o órgão municipal, a propagação de áreas de baixa pressão pelo continente e o deslocamento de uma nova frente fria mantêm o tempo instável nos próximos dias. Nesta quinta-feira, o dia será de muitas nuvens e chuva, principalmente entre a tarde e a noite, com potencial para formação de alagamentos. A temperatura deve variar de 17ºC a 23ºC.

Todo o Estado de São Paulo, incluindo a capital, está sob alerta amarelo, de perigo potencial, para tempestades do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre 0h01 e 23h59 desta quinta-feira. Há risco potencial de chuva entre 20 e 30 mm/h ou de até 50 mm/dia, ventos intensos, de 40 a 60 km/h, e queda de granizo.

A região metropolitana, o litoral sul e o Vale do Paraíba também estão na área afetada por um alerta laranja, de perigo, para acumulado de chuva. O aviso começou às 15h30 de quarta-feira, 9, e dura até às 10h desta quinta-feira. Há risco potencial de chuva entre 30 e 60 mm/h ou de 50 a 100 mm/dia, alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios.

Para a região de Itapetininga, Presidente Prudente, Assis, Macro Metropolitana e litoral sul, também há alerta laranja, de perigo, para tempestades, entre 0h01 e 23h59 desta quinta-feira. Há risco potencial de chuva entre 30 e 60 mm/h ou de 50 a 100 mm/dia, ventos intensos, de 60 a 100 km/h, e queda de granizo.



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IPC-Fipe sobe 0,26% na 1ª quadrissemana de setembro, após alta de 0,01% em agosto


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,26% na primeira quadrissemana de setembro, após variação de +0,01% em agosto, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na leitura inicial de setembro, cinco dos sete componentes do IPC-Fipe aceleraram em relação a agosto. Habitação passou de -0 38% para +0,54% e Vestuário acelerou de 0,32% para 0,33%. Além disso, Alimentação passou a cair em ritmo menor, de -0,18% em agosto para -0,17% na primeira quadrissemana de setembro. O mesmo ocorreu com Transportes (-0,43% para -0,34%) e Educação (-0,06% para -0,04%)

Por outro lado, houve arrefecimento em Despesas Pessoais (de 1 34% para 1,20%) e Saúde (de 0,24% para 0,19%).

Leia também: IPC-S acelera em todas as 7 capitais pesquisadas pela FGV

Segue abaixo a variação dos componentes do IPC-Fipe na primeira quadrissemana de setembro:

– Habitação: 0,54%

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– Alimentação: -0,17%

– Transportes: -0,34%

– Despesas Pessoais: 1,20%

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– Saúde: 0,19%

– Vestuário: 0,33%

– Educação: -0,04%

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– Índice Geral: 0,26%



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