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Valor de produção da silvicultura e da extração vegetal cresce 6,7% e soma R$ 47,9 bilhões


O valor da produção florestal atingiu em 2025 o recorde de R$ 47,9 bilhões, com alta de 6,7% em relação ao ano anterior…



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Caso Rick: amigo de piloto diz que ele já havia relatado problemas no helicóptero


Um amigo do piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo afirmou, em entrevista ao Cidade Alerta, da Record, que ele já havia relatado problemas no helicóptero que caiu em Santa Catarina, matando cinco pessoas, entre elas o cantor Rick Sollo. A declaração foi feita durante o velório do piloto, nesta quarta-feira (23), em São Paulo.

Segundo o amigo, que não foi identificado pela reportagem, o piloto chegou a comentar que a aeronave apresentava pane em condições de chuva e que pensava em pedir a troca do equipamento. Ele também disse que outros colegas sabiam das preocupações com o helicóptero Bell 430, fabricado em 2001.

“Infelizmente, foi uma tragédia. Tudo indica que foi uma pane no helicóptero. Ele, inclusive, ainda falava sobre isso. Que o helicóptero tinha uma pane, principalmente em tempo de chuva”, relatou o amigo ao Cidade Alerta. Em outro trecho, acrescentou que a aeronave era antiga e que, na visão dele, “não tinha as manutenções corretas para os dias de hoje”.

Apesar das declarações, documentos oficiais apontam que o helicóptero estava com a documentação regular. Segundo a Anac, a aeronave tinha certificado de aeronavegabilidade válido até 11 de agosto de 2027. As causas da queda ainda estão sob investigação da Polícia Civil e do Cenipa.

O acidente ocorreu na segunda-feira (21), no trecho entre Porto Belo e São Joaquim. Os destroços foram encontrados na terça-feira (22) em área de mata fechada em Urubici. Morreram as cinco pessoas a bordo: o cantor Rick Sollo, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, de 73 anos, e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.



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Confiança do consumidor no Brasil cai em setembro para menor nível em quase 4 anos


SÃO PAULO, 24 ⁠Set (Reuters) – A confiança dos ⁠consumidores brasileiros recuou pela quinta vez ‌seguida em setembro e chegou ao nível mais baixo em quase quatro anos ‌diante da piora nas expectativas para o futuro, mostraram dados da Fundação Getúlio Vargas divulgados nesta quinta-feira.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV ⁠teve ‌no mês queda de 0,5 ⁠ponto, para 84,2 pontos, menor nível desde novembro de 2022 (83,5 pontos).

‘A confiança do consumidor encerra o terceiro trimestre em baixa, acumulando perda de ​4,9 pontos nos últimos cinco resultados. Nesse mês, a piora foi totalmente ​influenciada pela queda nas expectativas, enquanto os indicadores sobre o presente indicam uma ligeira melhora’, disse em nota Rodolpho Tobler, economista do ‌FGV IBRE.

O Índice de Situação ​Atual (ISA) subiu 0,2 ponto, para 84,0 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 0,9 ponto, ⁠para 85,2 ​pontos, menor ​nível desde maio de 2022 (84,0 pontos).

‘O resultado foi ⁠atenuado por uma recuperação ​da confiança dos consumidores de renda mais baixa, especialmente no quesito sobre situação ​financeira futura, que pode estar relacionado ao reajuste de valores de ​benefícios sociais’, ⁠explicou Tobler.

‘Olhando para os próximos meses, ainda é ⁠difícil imaginar uma retomada da confiança dos consumidores, considerando que as condições financeiras continuam apertadas, com alto endividamento e inadimplência’.

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BC reduz projeção de alta do PIB em 2026 para 1,8%, vê expansão de 1,4% em 2027


O Ministério da Fazenda previu nesta semana um avanço de 2,0% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 e de 2,3% no ano que vem

BRASÍLIA, 24 Set (Reuters) – O Banco Central reduziu sua projeção de crescimento econômico em 2026 de 2,0%, estimados em junho, para 1,8%, conforme Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira, apontando ainda expansão de 1,4% em 2027.

O Ministério da Fazenda previu nesta semana um avanço de 2,0% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 e de 2,3% no ano que vem.

Já o mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,88% neste ano e 1,43% em 2027.



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como o fenômeno vai afetar PIB, logística e custo dos alimentos


O Super El Niño, fenômeno climático que já bateu mais de 90% de probabilidade de escalar para um evento de força extrema no último trimestre deste ano, deve impactar o Produto Interno Bruto (PIB) do país, a logística no escoamento de produtos e o custo dos alimentos. Os riscos de alta na inflação estão no radar de diversas entidades econômicas, incluindo o Comitê de Política Monetária (Copom), o que pode afetar o ciclo de calibração de juros no país.

A projeção é que a temperatura do Oceano Pacífico subirá entre 2 °C e 2,5 °C acima da média. 

Ao mesmo tempo, as temperaturas globais da terra ficarão até 1,2°C acima do normal nos próximos meses. O Climate Impact Lab, da Universidade de Chicago, projeta o risco de até 451 mil mortes em todo o mundo relacionadas ao calor. 

“Esse ano a gente tem uma situação nunca antes vista, que é a combinação de um El Niño muito forte com um planeta muito quente e o próprio Atlântico muito quente”, afirma Alexandre Nascimento, meteorologista e sócio-diretor da Nottus Meteorologia.

Impacto em alimentos

No Brasil, o impacto econômico mais imediato recai sobre a inflação de alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras. Por outro lado, o volume de chuvas pode favorecer o crescimento do pasto. Nos caso da produção agropecuária, isso pode reduzir a necessidade de confinar o gado e complementar com ração nas situações em que é possível fazer este manejo, pontua Nascimento.

Segundo o banco Itaú, a alta acumulada neste grupo pode atingir cerca de 25% em 12 meses, adicionando aproximadamente 0,30 ponto percentual ao IPCA de 2026.

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Para 2027, os riscos inflacionários se estendem para os grãos e proteínas animais. O Itaú afirma que, historicamente, a safra de milho é mais afetada pelo El Niño, porque o ciclo de chuvas reduz a janela para a segunda safra de plantio, conhecida como safrinha. A queda de produção estimada é de 17%, segundo o Itaú. No PIB agropecuário, a estimativa é de recuo de 1,3%. 

Nascimento recomenda que, neste caso, os produtores iniciem o plantio imediatamente após o período de vazio sanitário, para antecipar a safra de verão e tentar mitigar os impactos do El Niño. 

Seguro rural e perdas nas lavouras do Sul

A Região Sul enfrenta excesso de precipitação, tempestades severas e aumento na ocorrência de tornados, de acordo com Nascimento, da Nottus.

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Dados do Simepar apontam que, até o fim de agosto, o Paraná contabilizou 272 eventos climáticos extremos, incluindo vendavais, granizo, enxurradas e sete tornados das categorias F3 e F4.

A estimativa da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) é de prejuízos que somam R$ 860 milhões.

Os impactos nas lavouras do Sul variam conforme a cultura. Os cereais de inverno, como trigo e Cevada, são impactados pelo excesso de umidade, que deteriora a qualidade dos grãos e gera deságio no preço pago ao produtor. 

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O quadro agrava o cenário de endividamento do setor agro, já que essas perdas de qualidade não são cobertas pelo seguro rural, voltado apenas para quebras de produtividade

Nas plantações de soja, as tempestades no início da época de plantio provocam erosão e exigem replantio, segundo a CNA, e a umidade contínua aumenta os casos de ferrugem asiática, encarecendo o manejo fitossanitário

O plantio de arroz irrigado no Rio Grande do Sul pode perder o rendimento médio devido à falta de incidência de luz solar e maior ocorrência de nuvens durante o El Niño.

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A CNA pediu urgência do apoio governamental à subvenção do seguro rural, destacando que as seguradoras estão restringindo apólices e elevando prêmios diante da frequência dos eventos severos.

Abastecimento dos reservatórios

O acúmulo de chuvas acima do normal estão garantindo a elevação dos níveis de grandes sistemas, como o Cantareira. De acordo com dados da Sabesp, em setembro, já choveu 355% acima da média histórica para o mês no sistema Cantareira.

Os reservatórios do interior Paulista também se beneficiam do volume de chuvas, afastando o fantasma dos racionamentos severos do passado recente. “A expectativa é de muita chuva ainda até o final do mês, e em outubro também, de muita água. Você acaba tendo algumas soluções, vamos dizer assim, em meio ao caos”, diz Nascimento.

Esse volume de água favorece as hidrelétricas. A recomposição dos reservatórios afasta o risco de disparada nas tarifas de energia elétrica, mantendo os preços estáveis ou em queda no curto prazo, pontua o meteorologista.

O alerta fica para as infraestruturas afetadas por vendavais, como as usinas solares do interior paulista.

Enquanto as chuvas atingem o Sul e Sudeste, a estiagem prolongada deve afetar as vias de escoamento de produção na Região Norte.

A projeção é de um gargalo logístico no Arco Norte, corredor responsável pelo escoamento de 60 milhões das 312 milhões de toneladas da produção nacional de grãos, de acordo com Ronei Glanzmann, CEO do MoveInfra, movimento que reúne os seis principais grupos de infraestrutura do país.

Na hidrovia do rio Tapajós, a projeção é de interrupção total da navegabilidade entre o final do ano e o início de 2027. A hidrovia é responsável pelo escoamento de 17 milhões de toneladas ao ano – 88% são de soja e milho vindos do Mato Grosso.

Essa interrupção impedirá o transporte de 5 milhões de toneladas de grãos, gerando um prejuízo direto estimado entre R$ 800 milhões e R$ 850 milhões para o agronegócio. Essa carga terá que ser escoada por outros caminhos, como a rota rodoviária, que encarece o transporte. A estimativa é que o custo do frete aumente de R$ 150 e R$ 250 o gasto por tonelada, um aumento de até 50% se comparado ao da hidrovia.

Além disso, haverá impacto de sobrecarga de caminhões nas estradas e nos portos do Sul e Sudeste, como os de Santos e Paranaguá, gerando filas e custos de demurrage [valor que o armador cobra por dia quando o importador extrapola o prazo para devolução do contêiner vazio].

“Há uma janela de redução de navegabilidade que já está acontecendo, e uma segunda janela de projeção de interrupção da navegação com reabertura de fluxo só a partir de meados de janeiro. Hoje, as estimativas do setor apontam um incremento no custo da navegação entre R$ 150 a R$ 250 por tonelada. Ou seja, além de reduzir a carga e perder impostos, há um custo elevado e perda de competitividade em commodities”, afirma Alex Carvalho, presidente da Fiepa (Federação das Indústrias do Estado do Pará).

Ele destaca que, do ponto de vista ambiental, o transporte rodoviário emite dez vezes mais carbono que o hidroviário, gerando 50 mil toneladas adicionais de CO₂ equivalente.

“Se não conseguir escoar pelo transporte hidroviário, esse caminhão vai seguir até Santarém ou Belém. São 400 km de estrada terrível, que é a Transamazônica, uma via não pavimentada, com lama, barro, poeira. Os caminhoneiros nem topam muito fazer essa rota porque é uma aventura no meio da selva”, diz Glanzmann.

Uma parte da solução passaria pela dragagem do leito, que esbarrou em pautas ambientais, da população indígena e de movimentos ribeirinhos.

Na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), responsável por cerca de 15% da safra nacional de grãos, a irregularidade e o atraso das chuvas ameaçam o calendário de plantio e elevam o risco de quebras de produtividade, alerta Nascimento.

Balança comercial

No comércio exterior, estimativas apontam que o choque de oferta pode reduzir a balança comercial brasileira em até US$ 3 bilhões, ainda segundo o Itaú, distribuídos entre perdas de US$ 1,4 bilhão nas exportações de milho e US$ 1,6 bilhão nas de soja.

Além dos grãos, análises do mercado global de commodities feitas pelo Goldman Sachs alertam para gargalos na oferta mundial de açúcar. Brasil, Índia e Tailândia, afetados pelo El Niño, concentram cerca de 70% das exportações globais.

Segundo o relatório da instituição, a projeção de tempo seco na região de produção no Brasil entre o fim de 2026 e o início de 2027 é o principal fator de risco para o mercado. A estiagem pode comprometer tanto a safra de cana-de-açúcar quanto a de milho no próximo ano. Esse duplo choque agrícola impulsionaria a demanda por etanol de cana, reduzindo a oferta brasileira de açúcar disponível para exportação.



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Trigo tem piora na qualidade com excesso de chuvas no Sul do país

O excesso de chuvas, impulsionado pela atuação de um super El Niño, impõe severos desafios aos produtores de trigo do Paraná e do Rio Grande do Sul. O cenário de precipitações atípicas e falta de luminosidade tem prejudicado as condições das lavouras em fase final de ciclo e durante a colheita, resultando em perdas de qualidade e rendimento.

No Paraná, a colheita do cereal atingiu aproximadamente 46% da área, avançando dentro do ritmo previsto, mas sob condições operacionais desfavoráveis. “Como sempre tem previsão de chuva, o produtor não está colhendo em uma situação ideal”, afirmou Carlos Winckler Godinho, coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral (Departamento de Economia Rural do Paraná).

Segundo Godinho, o volume de chuva registrado em períodos pouco usuais, somado a um inverno majoritariamente quente e com baixos índices de radiação solar, provocou a queda das condições das lavouras ao longo do último mês. “Infelizmente a gente teve uma chuva de primavera no inverno. Por enquanto temos um volume bastante grande em um período que nem é comum, como agosto. Está um pouco fora do padrão e o El Niño continua com força total“, afirmou. 

Ele acrescenta que “as lavouras que têm sido colhidas estão com umidade mais alta, qualidade ruim e produtividade mais baixa do que era esperado anteriormente”, com perda de peso do grão e queda na qualidade final.

O quadro fitossanitário do estado também reflete o excesso de umidade. O boletim mais recente do Deral aponta a ocorrência de doenças como a giberela e a brusone, além do acamamento de plantas e danos por geadas pontuais.

Para esta safra, o Paraná já havia registrado uma redução de 12% na área plantada, influenciada pelos preços da commodity, pela concorrência com o milho safrinha e pelas incertezas climáticas. 

Segundo Godinho, a decisão dos produtores foi influenciada por uma combinação entre preços menos atrativos e o risco climático associado ao El Niño. “Minha percepção é que é uma coisa que se soma à outra. Se o preço estivesse bom, todo mundo teria esquecido o El Niño”, disse.

O analista afirma que a produtividade já era esperada abaixo da registrada em 2025, considerada uma safra excepcional, e que a tendência agora é de um novo ajuste para baixo nesta quinta-feira (24).

Para os próximos anos, ele vê pouca possibilidade de recuperação significativa da área cultivada, mesmo em um cenário de preços mais elevados.

“O milho tem tido um avanço grande. Dificilmente isso se reverte”, disse. Segundo ele, a segunda safra de milho oferece maior produtividade e liquidez em grande parte do estado, embora regiões do sul e sudoeste, onde essa alternativa é mais limitada, possam registrar alguma recuperação da área de trigo.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, maior estado produtor nacional do cereal, os trabalhos de campo estão no início, com menos de 1% da área colhida, segundo a Emater/RS (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul), já que o calendário da cultura é mais tardio do que no Paraná.

As precipitações frequentes e os ventos fortes impedem a entrada das máquinas nas lavouras e acentuam a apreensão do setor produtivo.

De acordo com o diretor técnico da Emater/RS, Mateus Rocha, as perdas atuais e o risco de acamamento estão diretamente associados às instabilidades climáticas na reta final do ciclo. 

Segundo ele, este é um momento decisivo para a definição do potencial produtivo da cultura. “O que nos preocupa é exatamente isso: falta de luminosidade, chuvas excessivas nesse momento e o prejuízo que essa chuva pode trazer à cultura, que acaba muitas vezes acamando e trazendo dificuldade na colheita”, disse.

“A questão da qualidade é algo que nos preocupa bastante, principalmente sabendo que o trigo é uma cultura bastante frágil para questões climáticas de grande umidade. Isso traz muitas questões [de doenças] fúngicas”, acrescentou. Ele destaca a preocupação com a falta de luminosidade e os transtornos operacionais.

O relatório também registra incidência de oídio, ferrugens, manchas foliares e giberela, além de danos pontuais provocados por geadas e granizo.

O analista Luis Pacheco, da TF Consultoria Agroeconômica, relata que moinhos já apontam problemas no recebimento do trigo proveniente das primeiras colheitas, com índices elevados de umidade, baixo PH (peso hectolítrico) e redução de parâmetros industriais do trigo, como força de glúten e número de queda. 

Segundo Pacheco, o estado teve “algumas colheitas  pontuais (trigo ruim), grãos chochos, PH baixo, grãos com giberela, mas coisas pontuais mesmo, especialmente na  região mais noroeste [do estado]. E vem mais chuvas pela frente. Com Rio Grande do Sul debaixo d’água, este parece que será um ano bem complicado, como já esperávamos”.

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Por unanimidade, STF iguala licença-maternidade de mães biológicas e adotivas


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (23) unificar os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres.

Por unanimidade, os ministros julgaram procedente uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para igualar o tempo dos benefícios.

Pelo entendimento firmado pela Corte, mães genitoras e adotantes têm direito a 180 dias de licença remunerada, sendo 120 dias de licença e outros 60 dias de prorrogação, independentemente do tipo de vínculo trabalhista.

A Advocacia-Geral da União (AGU) também defendeu hoje, durante o julgamento, a ampliação para 180 dias da licença-maternidade das trabalhadoras com vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta previa que o prazo de seis meses valesse tanto para mães biológicas quanto para adotantes e alcançasse também as mulheres que já estavam em licença na data do julgamento.

Com a decisão do STF, o período de proteção de 180 dias passa a ser garantido independentemente do vínculo trabalhista ou funcional. Segundo a AGU, a medida amplia o tempo para a recuperação da mulher, o cuidado com o bebê e a construção dos vínculos familiares, além de aproximar a licença dos seis meses de aleitamento materno exclusivo recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O prazo deve ser contado a partir do parto ou obtenção da guarda. Nos casos de internação da mãe, o prazo vale a partir da alta da mãe ou do bebê, o que ocorrer por último.

Conforme a decisão, a nova regra vale para licenças futuras e para as que estão em andamento.

Entenda

A ação julgada pela Corte foi protocolada pela PGR em outubro de 2023 e pretendeu estender o tempo das licenças-maternidade e adotante previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regra da iniciativa privada, para as outras categorias, como as servidoras públicas, que são regidas pela Lei 8.112/1990.

Pela CLT, as mães biológicas e adotantes têm direito a 120 dias de licença, prazo que pode ser prorrogado por mais 60 dias em empresas que participaram do Programa Empresa Cidadã. Já as servidoras gestantes também podem tirar 120 dias, mas as adotantes só têm direito a 90. No caso do Ministério Público, a licença adotante cai para 30 dias.

Para PGR, o tratamento desigual em relação ao regime de contratação da mulher é inconstitucional.

Julgamento

O julgamento da ação começou na última quarta-feira (16), quando o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, proferiu o seu voto.

No entendimento do ministro, as licenças têm objetivo de criar vínculo afetivos entre mães e filhos e não podem possuir prazos diferenciados.

Em seguida, os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam o relator.

Na sessão de hoje, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes proferiram seus votos, e o julgamento foi encerrado.



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Motor de avião estoura durante decolagem de Goiânia para Brasília; veja vídeo


Um dos motores de um avião da companhia aérea Gol, que viajaria do Aeroporto de Goiânia a Brasília, estourou no momento da decolagem na noite desta quarta-feira (23).

Em um vídeo que circula nas redes sociais é possível ver o momento do problema técnico, acompanhado do som de um estrondo e de passageiros nervosos.

Procurada pela Jovem Pan, a Gol informou que um dos motores apresentou “problemas técnicos” e que o voo foi cancelado. “. Todas as ações referentes à operação foram tomadas dentro dos protocolos e com foco na Segurança, valor número 1 da Gol”, diz um trecho do comunicado.

“Todos os Clientes desembarcaram em segurança. Passageiros impactados receberão as tratativas previstas pela resolução 400 da ANAC, e serão acomodados em próximos voos da Companhia”Nota da Gol



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Um dos motores de um avião da companhia aérea Gol, que viajaria do Aeroporto de Goiânia a Brasília, estourou no momento da decolagem na noite desta quarta-feira (23).

Em um vídeo que circula nas redes sociais é possível ver o momento do problema técnico, acompanhado do som de um estrondo e de passageiros nervosos.

Procurada pela Jovem Pan, a Gol informou que um dos motores apresentou “problemas técnicos” e que o voo foi cancelado. “. Todas as ações referentes à operação foram tomadas dentro dos protocolos e com foco na Segurança, valor número 1 da Gol”, diz um trecho do comunicado.

“Todos os Clientes desembarcaram em segurança. Passageiros impactados receberão as tratativas previstas pela resolução 400 da ANAC, e serão acomodados em próximos voos da Companhia”Nota da Gol



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Defesa Civil emite alerta para risco de inundação em Porto Alegre


A Defesa Civil de Porto Alegre emitiu um alerta de risco alto para a elevação do nível do Rio Guaíba, com potencial de inundação do bairro Arquipélago e áreas ribeirinhas do extremo sul e sul da capital gaúcha. O aviso é válido até a manhã da sexta-feira (25). O aumento do nível do rio é causado pela maior vazão de água recebida das chuvas registradas no interior do estado nos últimos dias.

Na manhã desta quarta-feira (23), a Defesa Civil instalou um Posto de Comando na praça da Ilha da Pintada, ao lado da Colônia de Pescadores Z5, como ponto de referência para acolhimento e orientação da população. Equipes do órgão também percorrem as ilhas do bairro Arquipélago.

“Apesar do cenário de atenção, a situação observada pelas equipes em campo é calma neste momento, e o Guaíba apresenta sinais de declínio. Estamos percorrendo todas as ilhas para acompanhar as condições locais e orientar a população. Neste momento, não há previsão de remoção de pessoas ou famílias”, disse o secretário executivo da Defesa Civil de Porto Alegre, Evaldo Rodrigues, nesta quarta-feira.

O nível do Guaíba, medido na Ilha da Pintada, passou de 1,70 metro, às 10h de terça-feira, para 1,76 metro às 13h30. Na sequência, chegou a 1,80 metro às 18h11, atingiu 1,96 metro às 21h05 e chegou a 2 metros às 22h50. O nível permaneceu em 2 metros à 0h40 de quarta-feira (23) e atingiu 2,02 metros às 2h14. Desde então, houve recuo: a medição foi de 1,96 metro às 4h46 e às 6h28, chegando a 1,94 metro às 9h10.



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