Categorias
agro destaque_home

USDA eleva estoques de soja e milho dos EUA acima do esperado pelo mercado

Os estoques de passagem de soja e milho dos Estados Unidos para a safra 2026/27 ficaram acima das expectativas médias do mercado no relatório de outubro do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Os números vieram acompanhados de revisões para cima nas estimativas de produção e produtividade das duas culturas norte-americanas e de aumento dos estoques globais de milho, segundo os dados do relatório de oferta e demanda mundial, divulgado em nesta sexta-feira (09)

No milho, os estoques finais norte-americanos foram estimados em 46,97 milhões de toneladas, ante 39,79 milhões de toneladas projetadas em setembro. O aumento foi de 7,18 milhões de toneladas, equivalente a 18,04% na comparação mensal.

O volume também ficou acima da média das expectativas do mercado, de aproximadamente 43,13 milhões de toneladas, considerando a conversão da estimativa de 1,698 bilhão de bushels apresentada pela Terra Investimentos.

Na soja, os estoques finais dos Estados Unidos foram projetados em 8,57 milhões de toneladas, contra 8,43 milhões de toneladas no relatório anterior. A revisão representa aumento de 140 mil toneladas, ou 1,66%. O volume também superou a média das expectativas do mercado, de aproximadamente 8,05 milhões de toneladas, calculada a partir da estimativa de 296 milhões de bushels.

Os estoques de passagem representam o volume que permanece disponível ao fim de uma safra para atender ao consumo, às exportações e a outras necessidades no ciclo seguinte.

Projeções mais elevadas podem indicar maior disponibilidade dos grãos e influenciar os preços futuros, embora a reação das cotações também dependa do comportamento da demanda e das condições de produção nos demais países.

Produção norte-americana

Além da revisão dos estoques, o USDA elevou a estimativa de produção de milho dos Estados Unidos para 407,28 milhões de toneladas na safra 2026/27, ante 401,33 milhões de toneladas projetadas em setembro. O aumento foi de 5,95 milhões de toneladas, equivalente a 1,48%.

A produtividade também foi revisada para cima, de 178,5 para 181,2 bushels por acre, avanço de 1,51%. Na conversão para o sistema métrico, os valores correspondem a aproximadamente 11,20 e 11,37 toneladas por hectare, respectivamente. A área plantada permaneceu estimada em 39,18 milhões de hectares, enquanto a área colhida foi mantida em 35,81 milhões de hectares.

A revisão da produtividade foi um dos fatores que contribuíram para a elevação da produção projetada. Como a área plantada e a área colhida permaneceram estáveis, o aumento esperado do rendimento por hectare explica a maior parte da revisão da safra norte-americana.

A Royal Rural também destaca mudanças nas estimativas de oferta e demanda do cereal. O consumo interno dos Estados Unidos foi elevado em 2,54 milhões de toneladas, para 330,34 milhões de toneladas, enquanto as exportações aumentaram de 83,19 milhões para 83,82 milhões de toneladas. Mesmo com o crescimento da demanda projetada, a expansão da oferta foi suficiente para elevar os estoques finais.

No balanço mundial, os estoques finais de milho passaram de 272,1 milhões para 280,44 milhões de toneladas, aumento de 8,34 milhões de toneladas, ou 3,07%. A produção global foi estimada em aproximadamente 1,294 bilhão de toneladas, ante 1,291 bilhão de toneladas no relatório de setembro.

Os Estados Unidos devem produzir 407,28 milhões de toneladas de milho na safra 2026/27, enquanto a China tem estimativa de 307 milhões de toneladas. O Brasil aparece com projeção de 139 milhões de toneladas, e a Argentina, de 55 milhões de toneladas.

Soja dos EUA 

Na soja, a produção norte-americana foi estimada em 124,15 milhões de toneladas, ante 123,42 milhões de toneladas no relatório de setembro. A revisão acrescentou aproximadamente 730 mil toneladas à projeção, alta de 0,59%, segundo os dados detalhados pela Royal Rural.

A produtividade passou de 52,8 para 53,1 bushels por acre, o equivalente a aproximadamente 3,55 e 3,57 toneladas por hectare, respectivamente. A área plantada permaneceu em 35,17 milhões de hectares, enquanto a área colhida foi mantida em 34,76 milhões de hectares.

O USDA também elevou a estimativa de exportações norte-americanas de soja de 45,86 milhões para 46,13 milhões de toneladas. O esmagamento e as perdas foram projetados em 78,7 milhões de toneladas, praticamente estáveis em relação ao mês anterior. Com a oferta maior, a demanda total foi estimada em 124,83 milhões de toneladas, acima dos 124,52 milhões de toneladas previstos em setembro.

Mesmo com o aumento das exportações e da demanda interna, os estoques finais subiram para aproximadamente 8,57 milhões de toneladas, ante 8,43 milhões de toneladas no relatório anterior. A combinação de maior produção e estoques acima das expectativas mantém a disponibilidade norte-americana no radar dos participantes do mercado.

No balanço global, a produção de soja foi estimada em 442,7 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 442,35 milhões de toneladas projetadas em setembro. Os estoques finais mundiais passaram de 124,02 milhões para 124,28 milhões de toneladas, avanço de 260 mil toneladas, ou 0,21%.

A demanda mundial também foi revisada. As exportações globais foram elevadas em 420 mil toneladas, para 192 milhões de toneladas, enquanto as importações aumentaram de 190,42 milhões para 190,82 milhões de toneladas. Apesar do crescimento do comércio internacional, o balanço global aponta para uma pequena expansão dos estoques.

América Latina

Para o Brasil, o USDA manteve a projeção de produção de soja em 186 milhões de toneladas na safra 2026/27, sem alteração em relação a setembro. O volume representa crescimento de 5,5 milhões de toneladas na comparação com a estimativa de 180,5 milhões de toneladas para a safra 2025/26.

A expectativa de exportações brasileiras permaneceu em 118 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno foi mantido em 69,6 milhões de toneladas. A estimativa de estoques finais, por outro lado, subiu de 36,89 milhões para 37,28 milhões de toneladas, aumento de 390 mil toneladas, ou 1,06%.

A Royal Rural também destaca a elevação das importações brasileiras de soja, projetadas em 1 milhão de toneladas, ante 800 mil toneladas no relatório anterior. O aumento foi de 200 mil toneladas, ou 25%. A revisão contribuiu para ampliar a oferta total estimada para o país, de 224,49 milhões para 224,88 milhões de toneladas.

Na Argentina, a produção de soja permaneceu estimada em 50 milhões de toneladas, enquanto as exportações foram mantidas em 6,45 milhões de toneladas. O relatório reduziu, porém, os estoques finais argentinos de 24,47 milhões para 24,07 milhões de toneladas, queda de 400 mil toneladas, ou 1,63%.

Para o Paraguai, a produção de soja foi mantida em 11,1 milhões de toneladas, abaixo das 12,1 milhões de toneladas estimadas para a safra anterior. O consumo interno foi reduzido em 110 mil toneladas, para 3,6 milhões de toneladas, enquanto as exportações permaneceram em 7,35 milhões de toneladas.

Considerando Brasil, Argentina e Paraguai, a produção de soja da América Latina foi estimada em 247,1 milhões de toneladas na safra 2026/27, ante 241,9 milhões de toneladas no ciclo anterior. O aumento de 5,2 milhões de toneladas reforça a importância da oferta sul-americana no balanço mundial da oleaginosa.

Oferta global 

O balanço mundial de milho apresentou uma revisão mais expressiva do que o de soja. Além do aumento de 8,34 milhões de toneladas nos estoques finais, a oferta total global foi elevada de aproximadamente 1,795 bilhão para 1,804 bilhão de toneladas.

A produção mundial foi estimada em 1,294 bilhão de toneladas, enquanto as exportações passaram de 210,08 milhões para 210,72 milhões de toneladas. A demanda total foi revisada de aproximadamente 1,530 bilhão para 1,531 bilhão de toneladas.

Nos Estados Unidos, a expansão dos estoques ocorreu mesmo com o aumento projetado do consumo interno, que inclui a utilização do cereal para ração animal, produção de etanol e outros usos alimentares e industriais. A estimativa para o consumo destinado à produção de etanol subiu de 142,25 milhões para 143,52 milhões de toneladas, enquanto o volume destinado à ração passou de 151,14 milhões para 152,41 milhões de toneladas.

Na Argentina, a produção de milho permaneceu em 55 milhões de toneladas, mas os estoques finais foram elevados de 4,01 milhões para 5,01 milhões de toneladas. As exportações argentinas continuaram projetadas em 38 milhões de toneladas.

O Brasil, por sua vez, manteve a estimativa de produção em 139 milhões de toneladas e as exportações em 43 milhões de toneladas. Os estoques finais brasileiros foram mantidos em 10,6 milhões de toneladas, abaixo dos 14,8 milhões de toneladas estimados para a safra anterior.

Preços

O relatório de outubro do USDA trouxe como principal sinal para os mercados de soja e milho a combinação de maior produção norte-americana e estoques finais acima das expectativas médias. A revisão foi especialmente significativa para o milho, com acréscimo de 7,18 milhões de toneladas aos estoques dos Estados Unidos em relação a setembro.

Na soja, as mudanças foram mais moderadas, mas também apontaram para aumento da produção norte-americana e dos estoques finais. Ao mesmo tempo, a projeção de produção brasileira de 186 milhões de toneladas mantém o país entre os principais fornecedores da oleaginosa no mercado internacional.

O mercado recebeu o relatório do USDA com forte reação negativa para o milho e queda mais moderada para a soja. Em Chicago, os contratos de milho para a safra 2026/27 recuaram mais de 4%, com o vencimento de dezembro de 2026 caindo 4,55%, para 477,50 centavos de dólar por bushel, equivalente a cerca de US$ 188 por tonelada.

De acordo com a análise da Terra Investimentos, o movimento reflete a pressão das estimativas de produção e estoques norte-americanos acima das expectativas do mercado. Na B3, o milho também caiu, mas com menor intensidade, com o contrato para novembro recuando 1,57%, para R$ 68,42 por saca.

Na soja, a reação foi mais contida, apesar de o USDA também ter projetado estoques norte-americanos acima do esperado. O contrato para novembro em Chicago caiu 0,89%, para 1.276 centavos de dólar por bushel, cerca de US$ 469 por tonelada. As perdas ficaram próximas de 0,9% nos demais vencimentos informados, indicando um movimento baixista mais uniforme e menos intenso do que o observado no milho.

No geral, a Terra Investimentos apontou que o relatório reforçou o viés de baixa do milho, diante da perspectiva de maior disponibilidade do cereal nos Estados Unidos. Na soja, embora os números também indiquem oferta mais confortável, a reação dos preços foi relativamente moderada.

 

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

USDA eleva produção e exportação de algodão do Brasil na safra 2026/27

O Brasil deve produzir 4,137 milhões de toneladas de algodão na safra 2026/27, alta de 1,3% em relação ao ciclo anterior, segundo as estimativas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

A projeção de exportações brasileiras também foi elevada, para 3,484 milhões de toneladas, volume recorde e 3,3% superior ao registrado na temporada 2025/26.

Na comparação com o levantamento anterior, as estimativas brasileiras de produção e exportação aumentaram em 109 mil toneladas cada. O avanço dos embarques deve ampliar a participação do Brasil no comércio mundial de algodão para 35,8% em 2026/27, ante 33,8% na safra passada. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com participação estimada em 27,5%.

O consumo interno brasileiro deve alcançar 740 mil toneladas, crescimento de 1,5% na comparação anual. Apesar do aumento projetado da produção, os estoques finais devem recuar 11%, de 785 mil para 699 mil toneladas. O movimento reflete o crescimento das exportações, que devem absorver uma parcela maior da oferta nacional.

De acordo com a análise da Terra Agro, cerca de 84% da produção brasileira projetada para 2026/27 deverá ser destinada às exportações. O cenário reforça a importância do mercado externo para o escoamento da safra e para a posição do país no comércio internacional da fibra.

Produção mundial cresce

No cenário global, o USDA elevou a estimativa de produção de algodão para 25,681 milhões de toneladas na safra 2026/27, ante 26,574 milhões de toneladas na temporada anterior. Apesar do aumento em relação ao levantamento mensal, o volume ainda representa uma queda anual de 3,4%.

A revisão positiva foi impulsionada principalmente pelo aumento das estimativas para Brasil e Estados Unidos, parcialmente compensado pela redução projetada para a Argentina. O consumo mundial, por sua vez, deve crescer 1,9%, para 26,798 milhões de toneladas.

As exportações globais foram estimadas em 9,734 milhões de toneladas, queda de 2,5% em relação à safra 2025/26, embora o volume tenha aumentado na comparação com o relatório anterior. A revisão foi puxada principalmente pela expectativa de embarques maiores do Brasil.

Os estoques finais mundiais devem somar 15,389 milhões de toneladas, recuo de 6,6% em relação ao ciclo anterior. Com isso, a relação entre estoques e consumo deve cair para 57,4%, o menor nível desde a safra 2010/11, segundo os dados apresentados pela Terra Agro.

Estados Unidos

Para os Estados Unidos, o USDA elevou em 2% a estimativa de produção de algodão na safra 2026/27, para 13,44 milhões de fardos. A produtividade média nacional projetada também aumentou 2%, para 790 libras por acre colhido. O avanço foi impulsionado principalmente por perspectivas de safras maiores nos estados da região do Delta.

A previsão de estoques finais norte-americanos subiu 6%, para 3,80 milhões de fardos, elevando a relação estoque/consumo para 27,5%, ante 26,1% no relatório anterior. As projeções de consumo e exportações dos Estados Unidos permaneceram inalteradas.

O preço médio recebido pelos produtores norte-americanos de algodão upland foi reduzido em um centavo de dólar por libra-peso, para 77 centavos na safra 2026/27. Para a temporada 2025/26, a estimativa foi ligeiramente elevada, para 62,2 centavos por libra-peso.

Na avaliação da Terra Investimentos, o aumento das safras no Brasil e nos Estados Unidos contribuiu para a elevação das projeções de oferta mundial no relatório de outubro. No balanço global, porém, a redução anual dos estoques e da relação estoque/consumo mantém o indicador em seu menor patamar em mais de 15 anos.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Cotribá convoca assembleia para deliberar sobre dissolução voluntária

A Cotribá (Cooperativa Agrícola Mista General Osório) convocou seus associados para uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir a situação econômico-financeira da cooperativa e deliberar sobre sua dissolução voluntária, com o início de um procedimento de liquidação e a possibilidade de continuidade das atividades.

A assembleia ocorre em meio à crise financeira da cooperativa, que acumula passivo superior a R$ 1,4 bilhão. A  Cotribá chegou a pedir recuperação judicial, mas o processo foi suspenso. 

Fundada em 1911, a cooperativa é considerada a mais antiga do Brasil.

A pauta da assembleia agendada para 20 de outubro também prevê a inclusão da expressão “– em Liquidação” na razão social da entidade. Segundo o edital, a Cotribá possui 11.393 associados na data da convocação.

Outro ponto será a escolha e a posse de um liquidante, responsável pela condução do processo, com definição de seus honorários mensais. Também está prevista a nomeação de um Conselho Fiscal, formado por três membros efetivos e três suplentes, além da fixação do valor pago pela participação nas reuniões.

O edital estabelece ainda a previsão de assembleias gerais a cada seis meses, ou sempre que necessário, para apresentação de relatórios, balanços sobre o andamento da liquidação e prestação de contas dos atos realizados no período anterior.

Continuidade às atividades

A pauta inclui a análise de uma autorização para que o liquidante possa dar continuidade às atividades da cooperativa e realizar operações financeiras e administrativas.

Entre as atribuições previstas estão a contratação e a renegociação de empréstimos e financiamentos, inclusive por meio de instituições financeiras nacionais e internacionais e de programas governamentais. O texto também contempla operações de securitização de direitos creditórios do agronegócio e contratos vinculados a programas de incentivo ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul.

O documento prevê ainda poderes para administrar o patrimônio da cooperativa, incluindo a compra, a venda, a locação e a oneração de bens móveis e imóveis, bem como a utilização de imóveis como garantia hipotecária em determinadas operações.

Outras possibilidades mencionadas são a participação em processos licitatórios, a atuação em outras sociedades comerciais ou civis, a constituição de procuradores e a celebração de contratos e demais atos necessários à condução das atividades.

A ordem do dia também reserva espaço para outros assuntos de interesse social, sem caráter deliberativo.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Defesa Civil de São Paulo alerta para chuva forte, granizo e ventos no feriado


A Defesa Civil de São Paulo emitiu um alerta nesta sexta-feira (09) para chuva forte, granizo e ventos no feriado de 12 de outubro, da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Segundo o órgão, o tempo vai ser parecido com o desta sexta, calor pela manhã e chuva forte no período da tarde. Entretanto, alertam que as chuvas vão acontecer em partes isoladas, mas podem ocorre alagamentos temporários, uma vez que as chuva não será volumosa, mas forte.

“Para sábado 10 e domingo 11, o cenário vai ser calor pela manhã e condição para tempestade isolada a tarde em razão de um ciclone extratropical do Sul do País”, diz a Defesa Civil.

A Defesa Civil também informou que o ciclone que esta causando essa mudança no tempo não vai chegar à São Paulo, entretanto, afeta as condições climáticas do estado.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

BrasilAgro mantém dívida de R$ 165 milhões em debêntures até 2030

A BrasilAgro mantém R$ 165 milhões em debêntures emitidas para financiar projetos de irrigação, com vencimento previsto para novembro de 2030. Os títulos têm remuneração prefixada de 12,16% ao ano e começarão a ter o principal amortizado em parcelas anuais a partir de novembro de 2027, segundo relatório da Oliveira Trust, agente fiduciário da operação, referente ao exercício de 2025-2026.

A emissão foi realizada em 16 de novembro de 2023 e reúne 165 mil debêntures, com valor nominal de R$ 1.000 cada. De acordo com o relatório, os recursos foram destinados integralmente ao reembolso de despesas relacionadas à implantação de projetos de irrigação e à execução dessas iniciativas, conforme estabelecido na escritura da emissão.

A operação tem como garantia imóveis da companhia localizados em Coribe, na Bahia. Uma avaliação realizada em setembro de 2025 apontou valor de mercado de R$ 425,5 milhões para as propriedades, conforme laudo utilizado pelo agente fiduciário. O montante supera o mínimo contratual exigido, equivalente a 150% do saldo do valor nominal das debêntures.

Apesar disso, a Oliveira Trust informou que não havia recebido, até o fechamento do relatório, as informações atualizadas obrigatórias sobre a garantia. O agente fiduciário ressalvou que eventuais oscilações no mercado imobiliário podem ter alterado o valor das propriedades e que, por esse motivo, não é possível assegurar que a garantia continue suficiente para cobrir o saldo devedor da operação.

Na avaliação dos indicadores financeiros, a BrasilAgro permaneceu dentro do limite estabelecido para a relação entre dívida líquida e valor das terras próprias. O indicador encerrou junho de 2026 em 22,16%, ante 17,08% em junho de 2025. A escritura das debêntures estabelece limite máximo de 30%, e o relatório classificou o indicador como adequado em todos os períodos analisados.

Os pagamentos de juros são anuais. Em 10 de novembro de 2025, a companhia pagou R$ 120,58 por debênture. No exercício analisado, não houve amortização do principal, cujo primeiro pagamento está previsto para 11 de novembro de 2027. O vencimento final dos títulos está marcado para 11 de novembro de 2030.

Na data-base de 30 de junho de 2026, todas as 165 mil debêntures permaneciam em circulação, sem registros de resgate, cancelamento ou conversão. O relatório também informa que não houve alterações estatutárias na companhia durante o exercício de 2025-2026.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

PM que morreu na queda de avião em MG tinha acabado de voltar da licença-maternidade


A Tenente Gabriela Emília, que morreu no acidente de avião da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) que caiu nas proximidades do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, na tarde desta sexta-feira (9), tinha acabado de voltar da licença-maternidade quando participou do voo de rechecagem da corporação.

Nas redes sociais, a corporação publicou um vídeo na quinta-feira (8) dando boas-vindas à tenente após o período afastada. “Depois de uma pausa para viver um dos momentos mais importantes de sua vida, a Tenente Emília retorna aos céus. Bem-vinda de volta, Tenente Emília!”, escreveu.

Segundo informações da PMMG, além de Emília, os outros dois policiais militares que estavam a bordo também morreram.

Em coletiva de imprensa, a PMMG afirmou que a aeronave era do modelo Pegasus 17 e tinha como destino a cidade de Ipatinga. O voo seria de recheque, exame prático realizado por um piloto para renovar ou validar uma habilitação técnica que expirou ou está prestes a vencer.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), da Força Aérea Brasileira (FAB), deve fazer uma investigação para entender os motivos que ocasionaram o acidente.

As três vítimas eram pilotos de avião da corporação. Quem pilotava a aeronave era o Coronel Luis Silvestre, de 49 anos, que deixou a esposa e três filhos. As outras duas tripulantes eram a Tenente Gabriela Emília, que deixou duas crianças pequenas, e Tenente Alice Almeida, sem filhos, ambas entre 33 e 34 anos.

Segundo a corporação, Coronel Silvestre era um dos pilotos mais experientes da corporação, com mais de cinco mil horas de voo. Já as tenentes acumulavam mais de três mil horas de voo.





Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Incêndio atinge área de reserva legal de fazenda da Terra Santa em MT

A Terra Santa Propriedades Agrícolas informou que um incêndio atingiu parte da Fazenda Iporanga, localizada em Nova Maringá (MT). Segundo comunicado divulgado pela companhia, a área afetada é de reserva legal, composta por vegetação nativa, e não integra as terras atualmente arrendadas para produção agrícola.

A empresa atribuiu o aumento do risco de incêndios às condições de seca observadas na região, agravadas pelos efeitos do El Niño e pela previsão de chuvas abaixo da média.

Após identificar o incêndio por meio do monitoramento de suas propriedades com imagens de satélite, a Terra Santa acionou o Corpo de Bombeiros, que permanece no local combatendo as chamas. A companhia também contratou uma equipe especializada para atuar diretamente na contenção do fogo e acompanhar a ocorrência.

Entre as medidas adotadas, a empresa disponibilizou um operador de drone para mapear a área atingida, a pedido do Corpo de Bombeiros, e solicitou apoio operacional à Prefeitura de Nova Maringá, incluindo o envio de um caminhão-pipa para auxiliar no combate ao incêndio.

A Terra Santa também contratou maquinário para a abertura de aceiros, faixas de terreno sem vegetação destinadas a dificultar a propagação das chamas e proteger áreas ainda não atingidas.

A companhia informou que continuará monitorando a situação. Após a estabilização do incêndio, deverá avaliar a extensão da área afetada, os eventuais impactos e a necessidade de novas comunicações às autoridades competentes.

A Terra Santa Propriedades Agrícolas, listada na B3 sob o código LAND3, afirmou que manterá o mercado informado sobre a ocorrência, conforme as exigências regulatórias aplicáveis.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Homem faz 13 crianças de reféns em Curitiba com arma branca


Um homem armado com uma arma branca invadiu uma escola em Curitiba, no Paraná, nesta sexta-feira (9) e fez reféns 13 crianças. Segundo nota da prefeitura, a ocorrência foi encerrada e os menores envolvidos estão vivos e em segurança.

O caso aconteceu no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz. A Polícia Militar foi acionada e foi responsável pela operação, com ajuda da Guarda Municipal de Curitiba e do Corpo de Bombeiros.

Ainda segundo a prefeitura, equipes de psicologia foram mobilizadas para prestar atendimento especializado às vítimas.

Ratinho Jr., governador do Paraná, elogiou a ação da equipe do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) envolvida na ação e disse que todos os pais, professores e crianças envolvidas na situação terão o atendimento do estado.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Açúcar sobe em Nova York com preocupações sobre efeitos do El Niño

As preocupações com os efeitos do fenômeno climático El Niño sobre a produção mundial de açúcar impulsionaram os preços futuros da commodity na sexta-feira (09). Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em março registrou alta de 0,50%, encerrando a sessão cotado a 20,25 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, o contrato de açúcar bruto para março na bolsa avançou, enquanto o açúcar branco para entrega em dezembro, negociado em Londres, subiu 1,40 dólar, uma valorização de 0,26%.

Ainda segundo o Barchart, o mercado acompanha as projeções climáticas diante da possibilidade de o El Niño afetar regiões produtoras e comprometer a oferta global. Na sexta-feira, a Agência Meteorológica do Japão informou que as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico tropical ficaram 4 graus Celsius acima do normal em setembro, o maior nível registrado desde 1949.

A instituição também indicou 100% de probabilidade de continuidade do fenômeno durante o inverno do Hemisfério Norte, com possibilidade de persistência até o primeiro trimestre do próximo ano.

Além das incertezas climáticas globais, as condições de colheita no Brasil também influenciam as cotações. As chuvas persistentes na região Centro-Sul, principal área produtora de cana-de-açúcar do país, atrasaram os trabalhos no campo e interromperam a moagem em usinas, restringindo a oferta da matéria-prima.

Café

Os preços futuros do café arábica fecharam em queda na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em dezembro recuou 0,73%, cotado a US$ 2,86 por libra-peso.

Segundo o Barchart, a pressão sobre o arábica veio de sinais de aumento da oferta brasileira. Dados divulgados pelo Ministério da Economia e Comércio do Brasil apontaram que as exportações de café em setembro cresceram mais de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 236 mil toneladas.

Anteriormente, na quarta-feira, o arábica havia atingido a maior cotação em um mês, enquanto o robusta alcançou o maior preço em seis semanas. O movimento foi impulsionado pela valorização do real brasileiro frente ao dólar, que chegou à maior cotação em quatro meses e três semanas na terça-feira. O câmbio mais favorável à moeda brasileira tende a desestimular as vendas externas dos produtores, ao reduzir a competitividade das exportações.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou a sessão estável na bolsa de Nova York, cotado a US$ 5.665 por tonelada.

Segundo o Barchart, os preços do cacau têm sido influenciados por fatores opostos. De um lado, os riscos climáticos na Costa do Marfim, principal produtor mundial, sustentam as cotações diante das preocupações com a oferta. De outro, a valorização do dólar e o aumento dos estoques da commodity na bolsa limitam os ganhos.

As preocupações com o abastecimento aumentaram após relatos de que as chuvas excessivas na Costa do Marfim bloquearam estradas e danificaram pontes, atrasando as entregas de cacau aos portos. Esse cenário levou os preços às maiores cotações em duas semanas na segunda-feira.

Em contrapartida, os estoques de cacau monitorados pela bolsa vêm aumentando desde o início do ano e chegaram a 3.559.258 sacas na quinta-feira, o maior volume em dois anos e três meses. O avanço dos estoques indica maior disponibilidade da commodity e exerce pressão de baixa sobre os preços.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou a sessão com alta de 0,75% na Bolsa de Nova York, cotado a 80,54 centavos de dólar por libra-peso. O avanço ocorreu apesar da avaliação de que o relatório de outubro do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe um viés moderadamente baixista para o mercado, com aumento das estimativas de oferta e dos estoques globais.

Segundo o consultor independente Pery Passotti Pedro, o documento não apresentou mudanças expressivas no balanço mundial da fibra, mas trouxe ajustes importantes nas projeções de produção.

No Brasil, a estimativa de oferta foi elevada, aproximando os números do USDA daqueles divulgados anteriormente pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

A principal surpresa, na avaliação do consultor, veio dos Estados Unidos. Após condições climáticas adversas, especialmente no Texas durante setembro, a expectativa era de redução da produtividade.

No entanto, o USDA elevou a estimativa de produção americana em 53 mil toneladas. Embora o volume não seja expressivo diante da oferta total, a direção do ajuste chamou a atenção do mercado.

Na Índia, a dificuldade de obtenção de informações sobre a produção no país limita as revisões ao longo da temporada, e mudanças mais relevantes poderão aparecer após o avanço da colheita, especialmente em dezembro.

Pelo lado da demanda, o relatório não trouxe novidades significativas, uma vez que o USDA manteve as estimativas de consumo. Com o aumento de 138 mil toneladas na oferta mundial, os estoques finais globais foram elevados em 179 mil toneladas.

Apesar da revisão, a relação entre estoques e consumo mundial permanece próxima de 57%, abaixo dos 60% utilizados pelo consultor como referência de equilíbrio. Esse nível ainda representa um fator de sustentação para as cotações, embora o aumento da disponibilidade da fibra limite o potencial de valorização.

Nos Estados Unidos, os estoques finais também foram revisados para cima, com acréscimo de 43 mil toneladas, volume equivalente a cerca de 1,5% da produção americana.

Na avaliação de Pedro, o relatório de outubro tem efeito moderadamente baixista, mas não modifica de maneira substancial os fundamentos do mercado de algodão. A atenção dos agentes agora se volta aos próximos levantamentos do USDA, para verificar se as revisões positivas de produção e estoques serão mantidas ou ampliadas.

Suco de Laranja

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Saiba quem são as vítimas da queda de avião da PM de Minas Gerais


Uma queda de avião da Polícia Militar de Minas Gerias (PMMG) nesta sexta-feira (09) nas proximidades do aeroporto do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, em Minas Gerais, deixou três policiais militares mortos.

Segundo a Polícia Militar, se tratava de voo de rechecagem que habilitação, um processo que faz parte da condição aéronautioca.

Quem são as vítimas

  • Coronel Luis Silvestre, 49 anos, deixa uma esposa e três filhos;
  • Tenente Gabriela Emilia deixa duas crianças, inclusive pequenas;
  • Tenente Alice Almeida não tinha filhos.

As duas mulheres tinhame entre 33 e 34 anos de idade, segundo a Polícia Militar de Minas Gerias. A Tenente Emilia, inclusive, tinha acabou de voltar de licença-maternidade.

O Coronel Silvestre, que era o piloto com mais horas de voo da coorporação, tendo mais de mil horas de voo, e a Tenente Emília, que foi a primeira mulher em Minas Gerais na corporação habilitada como piloto de aeronaves de asas fixas do Comando de Aviação do Estado (ComAvE), eram de Belo Horizonte. Já a Tenente Alice, era do sul de Minas Gerais.

Segundo acidente aéreo em MG

Mais cedo, um piloto morreu carbonizado na queda uma aeronave na manhã desta sexta-feira, 9, no bairro São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte.

O avião de pequeno porte caiu em um local atrás da estação São Gabriel e do pátio de manutenção do metrô.

O monomotor decolou do Aeroporto da Pampulha e tinha como destino a cidade de Juatuba, a cerca de 50 quilômetros da capital mineira. Ele faria um pouso e retornaria para Belo Horizonte.



Veja a Matéria Completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.