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A eficiência vai ficar barata | Colunas | CNN Brasil

Em algum momento dos próximos anos, um produtor vai tomar uma decisão de manejo com ajuda de inteligência artificial e não vai perceber. Não vai abrir um aplicativo de IA, não vai escrever um comando, não vai saber que está usando. Vai só receber uma recomendação melhor do que a que receberia antes.

Isso não é previsão. É o que os números de hoje já estão desenhando.

O preço por unidade de inteligência caiu mais de dez vezes em menos de quatro anos. No mesmo período, o consumo de um usuário intensivo subiu noventa e quatro mil vezes.

Quase todo mundo lê essas duas linhas na ordem errada. Como se a tecnologia tivesse barateado e, por causa disso, as pessoas tivessem passado a usar mais.

A ordem é inversa, e ela importa.

O volume é que paga a queda. Uso em massa financia escala, escala derruba o custo da próxima unidade, custo menor puxa mais uso. Não é generosidade de fabricante, é curva de aprendizado. Nenhum insumo essencial da história ficou barato antes de ser consumido em massa.

Foi assim com a eletricidade. Em 1902, primeiro ano com média nacional nos Estados Unidos, o quilowatt-hora custava o equivalente a quase cinco dólares de hoje. Em 2000, custava dez centavos. Segundo o pesquisador Vaclav Smil, foi uma queda real de mais de 97%: o mesmo dinheiro passou a comprar mais de quarenta vezes mais energia. E a queda mais rápida veio no começo, cerca de 6% ao ano entre 1890 e 1920, justamente quando as cidades se ligaram à rede. Ninguém decretou energia barata. Ela ficou barata porque todo mundo ligou a tomada.

A eletricidade levou quase um século para ficar quarenta vezes mais barata. A inteligência ficou dez vezes mais barata em quatro anos.

Quem está pagando essa conta

Aqui entra a parte que ninguém coloca no slide.

Se o preço unitário caiu 10,7 vezes e o consumo subiu noventa e quatro mil, o gasto de um usuário intensivo subiu cerca de oito mil e oitocentas vezes. Esse dinheiro não evaporou. Ele comprou a infraestrutura que fez o preço unitário cair.

Os data centers estão desembolsando algo perto de cento e cinquenta e cinco bilhões de dólares por ano. É mais rápido do que o sistema rodoviário interestadual americano, do que o programa espacial, do que o Plano Marshall. Nenhum programa de infraestrutura da história gastou nessa velocidade.

Com uma diferença que pesa. Uma rodovia de 1960 ainda está lá. Uma GPU de 2025 vira sucata em 2030. A queda de preço só continua enquanto a reposição continuar.

E a base que banca isso é estreita. A projeção do Goldman Sachs é que, em 2030, apenas doze por cento dos trabalhadores do conhecimento usem inteligência artificial agêntica. Parece pouco, mas agente não dorme. Uma base pequena de pessoas, com agentes rodando por elas, consome volume de multidão.

Leia isso duas vezes. Poucos estão financiando uma queda de preço que o mercado inteiro vai colher depois.

O que muda no agro

É aqui que a conversa deixa de ser sobre tecnologia e passa a ser sobre margem.

Eficiência sempre foi o motor do agro brasileiro. Nós crescemos produzindo mais sem abrir área, e cada salto veio de uma tecnologia que deixou de ser cara o suficiente para virar padrão. Genética, plantio direto, agricultura de precisão, biológicos. Nenhuma delas entrou porque era nova. Entrou quando o resultado passou a justificar o custo.

O que está acontecendo com a inteligência artificial é exatamente isso, em velocidade comprimida.

Enquanto analisar dado era caro, analisar dado era projeto. Tinha comitê, tinha piloto, tinha consultoria. Quando o custo de analisar tende a zero, analisar deixa de ser projeto e vira condição de operação, do mesmo jeito que ninguém mais faz reunião para decidir se vai usar energia elétrica no barracão.

E tem um efeito colateral que vale mais do que a própria tecnologia.

Existe uma parte da margem da cadeia que não vem de serviço prestado, vem da dificuldade do produtor de comparar, medir e decidir sozinho. Spread de barter, comissão de revenda, corretagem de frete, crédito precificado por relacionamento em vez de dado. Nada disso se vende como ineficiência, mas tudo isso vive dessa assimetria.

Se o custo de analisar vai a zero, o custo de comparar vai junto.

Faço aqui uma ressalva, porque no agro essa conta não fecha igual à de um mercado digital. Revenda e cooperativa são o principal ponto de conexão com o produtor, e sustentam isso com logística, assistência e presença local. Mas o que segura essa relação tem nome, e quase nunca é dito: crédito.

A revenda financia a safra, recebe em grão e conhece o risco do cliente de perto. A confiança existe porque, antes, existe o crédito.

E é justamente o crédito que mais muda quando o dado fica barato. Quando o produtor passa a ser avaliado pelo que produz, e não por quem o conhece, o dinheiro pode vir de outro lugar. O canal que se protegia pela confiança já sente a desintermediação. Sobrevive quem transforma relacionamento em dado e deixa de vender só acesso ao dinheiro.

O que fazer com isso agora

A pergunta que eu ouvia há dois anos era se o produtor já usava inteligência artificial. Essa pergunta morreu.

A pergunta agora é se ele consegue rodar com eficiência. Se o token fica barato mas o consumo por tarefa multiplica, a vantagem não está no acesso à ferramenta, está em quem extrai mais resultado por unidade consumida.

Eu repito isso desde que comecei a escrever sobre o assunto e vou repetir de novo. Não adianta colocar tecnologia nova em processo antigo. Tecnologia serve para eliminar etapa, não para digitalizar o que já era ineficiente. Quem digitaliza o processo velho paga o preço novo e colhe o resultado velho.

E isso nunca foi um problema de software. É pessoas, processos e tecnologia, nessa ordem, porque é nessa ordem que a conta fecha.

Volto ao produtor do começo.

Ele não vai comprar inteligência artificial. Vai comprar uma recomendação melhor, um crédito precificado pelo que ele produz, um frete mais eficiente. A inteligência vai estar embutida ali dentro, invisível, custando quase nada.

A sucessão acelera, mas não decide. O que decide é acesso: conectividade no campo, dado organizado e um canal que transforme análise em decisão. Com acesso, quem decide por intuição herdada evolui para decidir por evidência, seja o pai ou o filho.

Custo zero não é promessa de tecnologia. É consequência de uso.

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Avião da PM cai próximo a aeroporto do Vale do Aço em MG; três policiais morreram


Um avião da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) caiu nas proximidades do aeroporto do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, em Minas Gerais, na tarde desta sexta-feira (9). Segundo informações da PMMG, três policiais militares que estavam a bordo morreram.

Até o momento, não foram divulgadas maiores informações sobre o número de passageiros e a identidade das vítimas do acidente.

A PMMG informou que vai realizar uma coletiva de imprensa às 18h30 para tratar sobre a queda da aeronave da corporação.

Segundo acidente aéreo em MG

Mais cedo, um piloto morreu carbonizado na queda uma aeronave na manhã desta sexta-feira, 9, no bairro São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte.

O avião de pequeno porte caiu em um local atrás da estação São Gabriel e do pátio de manutenção do metrô.

O monomotor decolou do Aeroporto da Pampulha e tinha como destino a cidade de Juatuba, a cerca de 50 quilômetros da capital mineira. Ele faria um pouso e retornaria para Belo Horizonte.

*Com informações do Estadão Conteúdo



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Milho recua 4,10% em Chicago após USDA elevar previsão de safra dos EUA

Os preços futuros do milho registraram forte queda na Bolsa de Chicago no fechamento da sessão desta sexta-feira (09), pressionados pela revisão para cima da estimativa de produção dos Estados Unidos no relatório mensal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O contrato para entrega em dezembro recuou 4,10%, encerrando a sessão cotado a US$ 4,79 por bushel.

Segundo a Granar, o mercado ainda tenta se recuperar da surpresa provocada pelo relatório divulgado em setembro, quando o USDA informou estoques de milho em 1º de setembro de 53,22 milhões de toneladas. O volume ficou acima das expectativas dos operadores, que projetavam entre 46,81 milhões e 50,93 milhões de toneladas, e aumentou a pressão sobre as cotações.

O novo relatório também trouxe números acima das previsões dos analistas e o USDA elevou a estimativa de produção de milho dos Estados Unidos na safra atual de 401,33 milhões para 407,28 milhões de toneladas. A revisão contrariou as projeções do setor privado, que esperava uma redução para 399,20 milhões de toneladas.

Com a atualização, a produção norte-americana deve superar novamente a marca de 400 milhões de toneladas, pelo segundo ciclo consecutivo. Na safra 2025/26, o país registrou uma colheita recorde de 430,90 milhões de toneladas.

A revisão foi acompanhada pelo aumento da produtividade média estimada pelo departamento, de 112,04 para 113,73 quintais por hectare. O número também ficou acima da expectativa dos analistas privados, de 111,47 quintais por hectare.

De acordo com a Granar, a estimativa de produtividade foi calculada no início de outubro, quando a colheita norte-americana estava aproximadamente 20% concluída. Por isso, os números ainda são provisórios e poderão ser revisados conforme o avanço dos trabalhos no campo e as condições climáticas nas próximas semanas.

Soja

Os preços futuros da soja conseguiram reverter as perdas ao longo da sessão e fecharam em alta na Bolsa de Chicago, apesar das projeções de maior oferta nos Estados Unidos divulgadas pelo USDA. O contrato para entrega em novembro avançou 0,35%, encerrando o pregão cotado a US$ 12,92 por bushel.

Segundo a Granar, após operar em queda na sessão seguinte à divulgação do relatório do USDA, a oleaginosa recuperou terreno nos momentos finais do pregão, impulsionada por movimentações de fundos de investimento no mercado de farelo de soja. Com isso, os preços terminaram a semana com saldo positivo.

O contrato de farelo de soja para dezembro registrou valorização de US$ 8,82 e fechou cotado a US$ 403 por tonelada. O movimento contrariou a pressão potencial sobre o mercado de farelo decorrente do aumento da oferta de milho, que amplia a concorrência entre os grãos utilizados na alimentação animal.

Apesar da recuperação das cotações, o mercado da soja continua sob pressão sazonal da colheita norte-americana e da ausência de novas vendas de grandes volumes para a China desde 24 de janeiro, conforme apontado pela Granar. Nesse cenário, o relatório mensal do USDA trouxe números considerados ligeiramente baixistas para a oleaginosa, embora próximos das expectativas dos analistas.

O departamento elevou a estimativa de produção de soja dos Estados Unidos para 124,15 milhões de toneladas, acima dos 123,42 milhões de toneladas projetados em setembro e da média de 123,59 milhões de toneladas esperada pelo setor privado.

Trigo

Os preços futuros do trigo fecharam em queda na Bolsa de Chicago, pressionados pela valorização do dólar, pelo aumento da oferta de milho nos Estados Unidos e pela revisão dos estoques finais da commodity. O contrato para entrega em dezembro recuou 1,79%, encerrando a sessão cotado a US$ 6,71 por bushel. Segundo o Barchart, o mercado também acumulou perdas na semana.

A valorização do dólar em relação ao euro foi um dos fatores que limitaram as cotações. A moeda europeia encerrou o pregão próxima de US$ 1,12, abaixo dos US$ 1,16 registrados um mês antes. Esse movimento torna o trigo da União Europeia mais competitivo no mercado internacional em relação ao produto norte-americano, aumentando a pressão sobre as perspectivas de exportação dos Estados Unidos.

Outro fator de baixa veio do relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que elevou a estimativa de oferta de milho no país. A maior disponibilidade do cereal amplia a concorrência no mercado de ração animal, o que pode reduzir a demanda pelo trigo destinado à alimentação do gado e de outros animais.

O cenário negativo também foi reforçado pelo aumento dos estoques finais de trigo projetados pelo USDA. Entre os fatores que contribuíram para essa revisão está a redução da estimativa de exportações norte-americanas, de 21,09 milhões para 20,41 milhões de toneladas.

A combinação de maior concorrência no mercado de ração, estoques mais elevados e perda de competitividade das exportações dos Estados Unidos contribuiu para pressionar os contratos futuros do trigo, que encerraram a sessão e a semana em território negativo.

 

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Brasil exporta 3,9 milhões de sacas de café em setembro, com alta de 3,1%

O Brasil exportou 3,894 milhões de sacas de café de 60 quilos em setembro, volume 3,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), divulgado nesta sexta-feira (9).

Apesar do aumento no volume exportado, a receita cambial caiu 7,1% na comparação anual, para US$ 1,282 bilhão.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, “em novembro de 2025, os EUA retiraram a taxação sobre a maior parte do produto brasileiro, mas, até julho deste ano, o café solúvel seguia tarifado”.

Segundo Ferreira, a retirada das tarifas sobre a maior parte do café brasileiro, em novembro de 2025, e a posterior inclusão do café solúvel nas listas de exceção, em julho de 2026, contribuíram para dar maior previsibilidade às relações comerciais entre os dois países.

Em setembro, os Estados Unidos importaram 625.192 sacas de café brasileiro de todos os tipos, alta de 86,4% na comparação interanual.

Exportações acumuladas no ano

Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou 29,095 milhões de sacas de café, queda de 0,2% em relação ao mesmo período de 2025. A receita cambial recuou 8,6%, passando de US$ 11,065 bilhões para US$ 10,113 bilhões.

Segundo o Cecafé, a proximidade entre os volumes exportados nos dois anos reflete a retomada dos embarques aos Estados Unidos e a entrada da nova safra brasileira no mercado internacional. A colheita foi atrasada pelas chuvas, principalmente em julho, o que postergou a disponibilidade de café para exportação.

A entidade informa que os novos lotes começaram a chegar ao mercado exportador a partir de agosto, contribuindo para a normalização do ritmo dos negócios.

No acumulado dos três primeiros meses do ano-safra 2026/27, de julho a setembro, as exportações brasileiras alcançaram 11,210 milhões de sacas, aumento de 15,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025. A receita no período somou US$ 3,561 bilhões, com alta de 0,8%.

A redução da receita no acumulado do ano civil está associada, segundo Ferreira, às menores cotações internacionais, à qualidade dos primeiros lotes exportados, especialmente de arábica, e ao aumento da participação dos cafés canéforas, que incluem conilon e robusta e apresentam preços médios inferiores aos do arábica.

O Porto de Santos, em São Paulo, foi responsável por 20,573 milhões de sacas de café exportadas entre janeiro e setembro de 2026, o equivalente a 70,7% do total brasileiro.

O complexo portuário do Rio de Janeiro ficou em segundo lugar, com 7,335 milhões de sacas e participação de 25,2%. Já o Porto de Paranaguá, no Paraná, respondeu pelo embarque de 312.128 sacas, correspondentes a 1,1% das exportações nacionais no período.

Estados Unidos

Os Estados Unidos voltaram à primeira posição entre os principais destinos do café brasileiro no acumulado de janeiro a setembro de 2026, ultrapassando a Alemanha após a retomada das importações nos meses de agosto e setembro.

Os norte-americanos compraram 3,805 milhões de sacas no período, volume 12,8% inferior ao registrado nos nove primeiros meses de 2025. O país respondeu por 13,1% das exportações brasileiras de café.

A Alemanha ficou em segundo lugar, com 3,307 milhões de sacas, queda de 11,4% na comparação anual e participação de 11,4% no total exportado.

Na sequência, aparecem Itália, com 2,597 milhões de sacas, alta de 11,6%; Bélgica, com 2,463 milhões, avanço de 44,5%; e Japão, com 1,451 milhão de sacas, recuo de 23,3%.

Canéforas avançam

O café arábica permaneceu como o tipo mais exportado pelo Brasil entre janeiro e setembro, com 20,739 milhões de sacas, equivalentes a 71,3% do total. O volume, no entanto, caiu 10,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Já as exportações de canéforas, que reúnem conilon e robusta, somaram 5,162 milhões de sacas, representando 17,7% dos embarques e crescimento de 68,3% na comparação anual.

O café solúvel totalizou 3,141 milhões de sacas, o equivalente a 10,8% das exportações. O café torrado e torrado e moído registrou 53.412 sacas, correspondentes a 0,2% do total.

Cafés diferenciados

Os cafés diferenciados, categoria que reúne produtos de qualidade superior, certificados de sustentabilidade e cafés especiais, somaram 4,95 milhões de sacas exportadas entre janeiro e setembro de 2026. O volume representou 17% das exportações brasileiras e ficou 16,3% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

A receita cambial desse segmento alcançou US$ 2,02 bilhões, com preço médio de US$ 408,07 por saca. O faturamento correspondeu a 20% da receita total obtida com as exportações brasileiras de café no período e recuou 19,6% em relação aos nove primeiros meses de 2025.

Os Estados Unidos foram o principal destino dos cafés diferenciados, com 813.829 sacas, equivalentes a 16,4% do total exportado dessa categoria. Alemanha, com 548.961 sacas; Bélgica, com 531.215; Itália, com 460.012; e Países Baixos, com 285.897 sacas, completaram os cinco primeiros lugares.

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Furacão Isaías avança e traz mais pressões nos preços dos combustíveis dos EUA


Os analistas de mercado se juntaram ao meteorologistas na busca por informações sobre a abrangência da tempestade Isaías, que passou a ser classificada como furacão nesta sexta-feira. O motivo é que no caminho do fenômeno formado no Golfo do México está parte da produção e do refino de petróleo dos Estados Unidos. Isso tende a colocar mais pressão sobre os preços dos combustíveis, numa semana em que a cotação do barril do Brent voltou a ultrapassar os US$ 100

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (SWS, na sigla em inglês), espera-se que o furacão Isaias atinja a costa norte do Golfo no final desta sexta-feira (9) ou no início do sábado (10). A tempestade tem mantido ventos constantes de mais de 190 quilômetros por hora.

Leia mais: Isaías, primeiro furacão da temporada no Atlântico, avança em direção à Flórida

É aguardada uma subida da maré com risco de vida é esperada ao longo da costa, com rajadas de vento danosas que devem estendem para o interior. Áreas de chuva forte são previstas em grande parte do sudeste dos EUA.

O temor é que os efeitos da tempestade elevem os preços dos combustíveis, caso ocorram apagões que paralisem as refinarias de processamento de petróleo bruto, de acordo com especialistas do setor ouvidos pela AP.

A explicação é que uma paralisação prolongada das refinarias prejudicaria os suprimentos de combustível que já foram afetados pelo conflito em curso no Oriente Médio e pela guerra da Rússia contra a Ucrânia.

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Preços do diesel e da gasolina

Segundo o acompanhamento diário feito pela Associação Automotiva Americana (AAA), o preço médio do galão de gasolina nos EUA está em US$ 4,3718 nesta sexta feira. O valor está abaixo dos US$ 4,3961 observados na semana passada, mas acima dos US$ 4,2245 de um mês antes. Ou dos US$ 3,1106 de um ano atrás.

E esse é o preço médio – na Califórnia, o galão já está em acima dos US$ 6 há algumas semanas.

No diesel, a situação está ainda mais crítica. O valor médio do galão nos EUA ultrapassou a marca recorde de US$ 6 no início de setembro  – está em US$ 6,2785 hoje.

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Vem daí a atenção sobre a trajetória e a intensidade do Isaías. Carl Larry, da empresa de análise de energia Enverus, disse à AP que, caso a tempestade passe rapidamente e tenha impacto reduzido, a refinarias continuariam operando com capacidade reduzida e os preços da gasolina e do diesel poderiam subir apenas alguns centavos. Porém, se refinarias como a da Chevron pararem completamente, pode levar semanas para se recuperarem.

E isso pode fazer com que os preços dos combustíveis subam de forma mais significativa. Se houver problemas graves, como uma paralisação de energia, os preços dispararão imediatamente, disse Larry. “É possível que subam um dólar. Aqueles preços do diesel que já estão acima de US$ 6 podem começar a se aproximar de US$ 7″, alertou.

Além da citada instalação da Chevron em Pascagoula, no Mississippi, também está em alerta por inundações e apagões a unidade da Vertex Energy, em Mobile, Alabama — ambas constituem 2,4% da capacidade de refino do país.

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Por conta dessa pequena participação no quadro geral, outros especialistas ponderam que os impactos nos preços da gasolina podem ser pequenos e localizados. “Não acho que atinja um critério que impactaria os preços da gasolina nacionalmente”, disse à agência de notícias Patrick De Haan, chefe de análise de petróleo da GasBuddy.

Se há dúvidas no refino, na produção, o impacto tende a ser maior. Calcula-se que a tempestade já havia até essa sexta-feira a paralisação temporária de poços de petróleo offshore que bombeiam cerca de 15% do petróleo bruto dos EUA. Serviços de notícias informaram que o pessoal de 121 plataformas de produção — cerca de um terço das instalações no Golfo do México — foi evacuado.



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EUA reduzem estimativa de produção brasileira de trigo para 5,8 mi de t

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu de 6 milhões para 5,8 milhões de toneladas a estimativa de produção de trigo do Brasil na safra 2026/27, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (9). Para atender à demanda interna, a necessidade de importação brasileira é estimada pelo órgão em 7,5 milhões de toneladas. Representantes do setor no país, porém, avaliam que o volume importado poderá chegar a 10 milhões de toneladas.

No cenário global, o relatório de outubro projeta aumento da oferta e do consumo de trigo, acompanhado por uma redução no comércio internacional e por uma ligeira queda nos estoques finais. A produção mundial foi revisada marginalmente para baixo, de 822,43 milhões de toneladas em setembro para 822,39 milhões de toneladas neste mês.

A oferta global, por sua vez, foi elevada em 900 mil toneladas, para 1,1039 bilhão de toneladas, principalmente em razão do aumento dos estoques iniciais, com destaque para a Austrália. A produção australiana é estimada em 31 milhões de toneladas.

O consumo mundial foi revisado para 827,9 milhões de toneladas, alta de 1,2 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior. O ajuste reflete principalmente o aumento do uso de trigo para alimentação animal e do componente residual na China e na União Europeia.

Entre os principais produtores, a estimativa para os Estados Unidos passou de 41,66 milhões para 41,74 milhões de toneladas. Mesmo com a revisão positiva, o volume projetado permanece como o menor da produção norte-americana de trigo desde 1970.

Na União Europeia, a previsão foi reduzida em 800 mil toneladas, para 133 milhões de toneladas, principalmente em função de uma estimativa menor para a Alemanha. Em contrapartida, as projeções para o Canadá e a Turquia aumentaram em 500 mil toneladas cada, alcançando 36,5 milhões e 23 milhões de toneladas, respectivamente, devido à expectativa de maior produtividade.

A produção da Argentina, principal fornecedora externa de trigo para o Brasil, foi mantida em 21,5 milhões de toneladas. A estimativa de exportação argentina, entretanto, subiu de 15,5 milhões para 16 milhões de toneladas, ampliando a disponibilidade projetada para o mercado internacional.

O USDA reduziu em 2,8 milhões de toneladas a projeção para o comércio mundial de trigo na safra 2026/27, para 209 milhões de toneladas. Os cortes nas exportações da Rússia e dos Estados Unidos foram apenas parcialmente compensados pelo aumento dos embarques previstos para Argentina e Canadá.

As exportações russas foram revisadas para 40 milhões de toneladas, o menor volume dos últimos cinco anos. Segundo o relatório, as dificuldades logísticas associadas à continuidade do conflito na região do Mar Negro têm mantido os embarques registrados até o momento bem abaixo da média histórica de longo prazo. Para a Rússia, a produção está estimada em 88 milhões de toneladas. Já a Ucrânia teve sua previsão mantida em 26 milhões de toneladas.

A Ucrânia também enfrenta impactos relacionados à situação no Mar Negro. Ainda assim, a projeção de exportações do país permanece em 12,5 milhões de toneladas.

A redução do comércio global ocorre em um cenário de aumento do consumo mundial, o que influencia as projeções de disponibilidade para os países importadores. Para o Brasil, a combinação entre a revisão para baixo da produção nacional e a necessidade de abastecimento externo mantém as importações como componente importante da oferta de trigo na safra.

Os estoques mundiais de trigo ao final da safra 2026/27 foram estimados em 276 milhões de toneladas, com ligeira redução em relação à projeção anterior.

As quedas previstas para a União Europeia, China, Argentina, Egito e outros países são quase totalmente compensadas pelos aumentos esperados para Rússia, Austrália e Estados Unidos.

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governo vai zerar tributação sobre gasolina e impacto passa para R$ 2,8 bi


Medida será válida por um período de um mês e, segundo o governo, será mantida a premissa de “neutralidade fiscal”

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou nesta sexta-feira, 9, que o governo vai zerar a tributação federal cobrada sobre a gasolina. Será desonerado o valor de R$ 0,89 por litro, relativo à cobrança atual de PIS/Cofins e Cide. O impacto passa de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,8 bilhões por mês.

A medida será válida por um período de um mês e, segundo o governo, será mantida a premissa de “neutralidade fiscal”.

O governo aponta, como justificativa, preços em patamar acima do verificado no período pré-guerra no Oriente Médio.

Na prática, houve aumento da desoneração, que passou de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando a cobrança federal do combustível.

Segundo o governo, isso seria compatível com avanço do preço causado pela guerra.



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USDA reduz projeções para produção de carne bovina dos EUA em 2026 e 2027

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu as estimativas de produção de carne bovina do país para 2026 e 2027 e elevou as projeções de importação para os dois anos. As revisões refletem a expectativa de menor disponibilidade de animais para abate e de redução do peso das carcaças. As projeções de preços do boi foram mantidas.

Para 2026, o USDA estima uma produção de 11,28 milhões de toneladas, equivalentes a 24,87 bilhões de libras, volume 34 mil toneladas inferior ao previsto em setembro. Caso a estimativa se confirme, a produção norte-americana ficará 4,6% abaixo da registrada em 2025.

A revisão para este ano considera a expectativa de menor abate de machos e novilhas, além da redução do peso das carcaças no segundo semestre. O aumento do abate de vacas deve compensar apenas parcialmente a diminuição da produção decorrente desses fatores.

Para 2027, o USDA passou a estimar uma produção de 11,22 milhões de toneladas, ou 24,743 bilhões de libras, queda de 73 mil toneladas em relação à estimativa divulgada em setembro. Se confirmado, o volume representará uma nova retração de 0,5% na comparação com 2026.

A expectativa de menor produção no próximo ano está associada à redução do peso das carcaças e à diminuição do número de animais colocados em confinamento no segundo semestre de 2026. Com menos bovinos entrando nessa etapa de produção, a oferta de animais para abate tende a ser menor no primeiro trimestre de 2027.

O cenário traçado pelo USDA combina, portanto, uma perspectiva de continuidade da queda da produção norte-americana com o aumento das importações previstas para atender à demanda interna. Mesmo diante das mudanças nas estimativas de oferta e comércio exterior, o órgão manteve as projeções de preços do boi para 2026 e 2027.

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Governo estima que oferta de diesel no Brasil supere demanda em 6% em outubro


Demanda para este ⁠mês ‌está estimada atualmente em 3,95 ⁠bilhões de litros, enquanto a oferta prevista é de 4,18 bilhões de litros

9 Out (Reuters) – O ⁠governo federal prevê ⁠que a oferta de diesel em ‌outubro supere a demanda em 6% no Brasil, afirmou o ‌secretário de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, nesta sexta-feira.

Segundo ele, a demanda para este ⁠mês ‌está estimada atualmente em 3,95 ⁠bilhões de litros, enquanto a oferta prevista é de 4,18 bilhões de litros, segundo cálculos de monitoramento que o governo ​vem fazendo desde a disparada de preços em março, com ​o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

‘O abastecimento em outubro está garantido’, reiterou o ‌secretário, ao participar de ​apresentação a jornalistas sobre novas medidas de subvenção aos combustíveis, como forma de ⁠reduzir ​os impactos ​da alta de preços no exterior ao ⁠mercado brasileiro e ​contribuir com a importação do produto.

A projeção é que as importações ​de diesel neste mês somem 1,2 bilhão de litros, ​o equivalente ⁠a mais de 30% da demanda prevista ⁠para o período, disse o secretário.



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Vox: Lula tem 44,2% das intenções de voto no 2º turno; Flávio, 42,7%


Pesquisa Vox divulgada nesta sexta-feira (9) aponta um empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da disputa pela Presidência da República.

Nos números absolutos estimulados, Lula atinge 44,2% das intenções de voto. No mesmo panorama direto, Flávio Bolsonaro alcança 42,7% com uma margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos.

O índice de votos nulos, brancos ou eleitores que não escolhem nenhum nome soma 3,4% do país. A fatia de entrevistados que não souberam ou não opinaram representa 9,7% do total, volume que se torna o principal alvo para a consolidação matemática dos votos válidos na reta final.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o 2º turno das eleições 2026 no dia 25 de outubro.

Metodologia

A pesquisa Vox Brasil entrevistou 2.100 eleitores, entre os dias 5 e 7 de outubro, por meio de entrevista presencial domiciliar. A margem de erro do levantamento é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09623/2026.

 



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