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PT mira pós-eleição com abertura de sigilos de Flávio Bolsonaro | Blogs | CNN Brasil


Interlocutores do PT relataram à CNN que a estratégia da campanha à reeleição do presidente Lula de desafiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL) a abrir seus sigilos tem por objetivo confrontá-lo sobre corrupção, com o intuito de vencer a eleição de domingo, mas também de garantir acesso a dados que possam ajudar em um escrutínio após a eleição.

A ideia é que a prometida abertura de dados de Flávio e de seus familiares — incluídos sua esposa, Fernanda, seu pai, Jair Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan — além de cinco empresas ligadas ao senador, permita que esses dados sejam utilizados pelo PT como munição contra Flávio, especialmente se ele vencer o segundo turno.

Seria, relatam petistas, uma forma de iniciar já na próxima semana questionamentos, na condição de oposição, sobre os negócios dele e da família Bolsonaro, em meio ao avanço de investigações contra o senador, como a que apura relações com o advogado Willer Tomaz.

O inquérito mais recente apura uma suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz, amigo de Flávio, que obteve licença para operar uma bet durante o governo de Cláudio Castro, então governador do Rio de Janeiro. O nome de Flávio teria aparecido em mensagens com Willer e, por isso, o caso foi remetido ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Na investigação, apareceu uma mensagem que menciona Flávio como usuário master de uma conta da Alcazar Holdings, empresa administrada pelo advogado Willer Tomaz, acusado de fraudar descontos em aposentadorias e benefícios do INSS. A campanha de Lula pediu que Flávio apresentasse os dados sigilosos dessa conta. O senador nega que a conta seja dele.



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Marçal fica fora da preparação de Flávio Bolsonaro para debate da Globo


Pablo Marçal não participará do treinamento de Flávio Bolsonaro (PL) para o debate da Rede Globo, previsto para a próxima sexta-feira (23). Segundo apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau, durante o CNN 360°, a responsabilidade pelo media training ficará a cargo do marqueteiro Duda Lima e de Fábio Portela, responsável pela comunicação da campanha.

No debate realizado pela TV Bandeirantes, Marçal chegou ao estúdio ao lado de Flávio Bolsonaro e acompanhou a disputa da primeira fila da plateia.

A presença do influenciador foi amplamente associada à postura adotada por Flávio durante aquele confronto, caracterizada por uma estratégia mais agressiva e provocativa — circulando pelo estúdio, fazendo gestos e tentando desconcentrar o adversário, em estilo semelhante ao que Marçal utilizou nos debates das eleições municipais de São Paulo em 2024.

Aliados pedem que Flávio seja “menos Pablo Marçal”

Integrantes da campanha avaliam que, embora a estratégia adotada no debate da Band tenha funcionado para aquele formato — com audiência menor e voltado à produção de cortes para a internet —, a abordagem pode ter gerado uma imagem negativa de arrogância ou prepotência.

Há ainda a leitura de que a agressividade pode ter repercutido mal entre grupos qualitativos, especialmente por se tratar de um confronto com um adversário de 80 anos de idade. Por isso, aliados orientam que Flávio seja “menos Pablo Marçal” e não perca a linha no próximo debate.

Vale destacar que o debate da Rede Globo possui um formato menos aberto e dinâmico do que o da TV Bandeirantes, o que também influenciou na decisão de adotar uma postura mais contida.

Marçal, no entanto, pode ainda comparecer ao estúdio, já que sua ausência se restringe ao treinamento, não necessariamente à sua presença no evento.

Marçal como integrante informal da campanha

Marçal passou a integrar informalmente a campanha de Flávio Bolsonaro após a Justiça Eleitoral proibir sua candidatura à presidência pelo PRTB. Desde então, ele tem colaborado não apenas nas redes sociais — sua principal área de atuação —, mas também em projetos de governo, incluindo o chamado Ministério da Prosperidade.

Bolsa Família deve ser tema central no debate da Globo

A analista de Política da CNN Larissa Rodrigues apurou que o tema do Bolsa Família deve ser central no debate da Rede Globo. A campanha de Lula (PL) planeja que ele mesmo proponha o assunto logo no início do confronto, explorando sua atuação à frente do programa.

Já a equipe de Flávio Bolsonaro prepara o candidato para se posicionar favoravelmente ao Bolsa Família, buscando desfazer declarações anteriores de Daniela Marques — uma das responsáveis pela área econômica da campanha —, que havia sugerido possíveis mudanças no programa, como um período de dois anos para que beneficiários tentassem buscar emprego e deixar o programa.

Segundo Larissa Rodrigues, a orientação interna da campanha de Flávio, apurada pelo analista de Política da CNN Gustavo Uribe, é que apenas o próprio candidato fale sobre o Bolsa Família a partir de agora, para evitar declarações que possam ser distorcidas ou prejudicá-lo.

No debate, a expectativa é que Flávio deixe clara sua posição favorável ao programa, defendendo também a criação de mecanismos que permitam aos beneficiários melhorar sua condição financeira e conquistar empregos formais.



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PoderData/AYA: Flávio tem 51% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 49%


Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta quinta-feira (22), mostra que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% das intenções de voto para o segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 49%.

O cenário considera somente os votos válidos, ou seja, descartados brancos e nulos. O resultado configura um empate técnico na margem de erro, que é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos.

Esta é a quinta rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na pesquisa divulgada na última segunda-feira (19), Flávio tinha 52% ante 48% de Lula, portanto, o candidato do PL oscilou um ponto para baixo enquanto o petista um para cima, variações que ocorrem dentro da margem de erro.

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Metodologia

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 4.000 eleitores, entre os dias 19 e 20 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07926/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo



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