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Logística do agronegócio: tecnologia para evitar atrasos

O uso de tecnologia na logística do agronegócio pode ajudar produtores, cooperativas e empresas agrícolas a planejar o transporte da safra, acompanhar cargas e identificar atrasos antes que eles comprometam as entregas. Com a produção de grãos em crescimento, a circulação de mercadorias entre propriedades rurais, armazéns, indústrias e portos exige maior coordenação.

Segundo o primeiro levantamento da safra 2026/27, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 15 de outubro de 2026, o Brasil deve produzir 367,1 milhões de toneladas de grãos, aumento de 1,4% em relação ao ciclo anterior.

O volume previsto reforça uma preocupação conhecida do setor: como movimentar a produção dentro dos prazos e sem comprometer a rentabilidade. Sistemas de agendamento, monitoramento de cargas e compartilhamento de informações estão entre as ferramentas que podem auxiliar nessa tarefa.

Os custos da logística do agronegócio

O transporte rodoviário ainda enfrenta dificuldades relacionadas às condições das estradas, às distâncias entre regiões produtoras e mercados consumidores e à concentração das operações durante a colheita.

De acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, as condições inadequadas do pavimento aumentam, em média, 31,2% os custos operacionais do transporte rodoviário, conforme a metodologia do levantamento. O indicador considera o transporte de cargas em geral e não representa um aumento específico do frete agrícola.

Essas deficiências nas estradas se somam aos gargalos de logística e armazenagem que afetam a rentabilidade no campo. Embora a digitalização não resolva problemas de infraestrutura, o uso de informações operacionais pode ajudar a identificar falhas no planejamento, reduzir deslocamentos improdutivos e organizar melhor os horários de carregamento e descarga.

Como a integração de dados pode melhorar o transporte agrícola?

Uma operação agrícola pode envolver diferentes transportadoras, unidades armazenadoras, cooperativas e empresas compradoras. Quando cada participante trabalha com informações isoladas, alterações nos horários de carregamento, na disponibilidade de veículos ou nas condições de recebimento podem demorar a chegar aos demais envolvidos.

O compartilhamento de dados permite que essas mudanças sejam comunicadas com maior rapidez. Um sistema de agendamento, por exemplo, pode organizar a chegada de caminhões conforme a capacidade de carregamento ou descarga, diminuindo a possibilidade de filas provocadas por falhas de programação.

Para Thiago Cardoso, executivo responsável pelo segmento de agronegócio da nstech, empresa de tecnologia para a cadeia logística, o compartilhamento das informações entre os participantes merece atenção.

“O agronegócio brasileiro avançou muito em produtividade dentro da porteira, mas ainda existe um potencial importante de eficiência na conexão entre os diferentes elos da cadeia. Não basta uma transportadora ter tecnologia ou uma indústria ter visibilidade da sua operação. O ganho acontece quando essas informações se conectam e permitem decisões coordenadas, desde a origem até o destino”

O benefício depende, entretanto, da participação das empresas envolvidas e da qualidade dos dados disponíveis. Ter um sistema digital em apenas uma etapa da operação não garante que as informações cheguem aos demais participantes.

Planejamento da safra exige maior previsibilidade no transporte

Durante os períodos de colheita, a demanda por caminhões aumenta e diferentes cargas podem disputar a mesma infraestrutura de recebimento, armazenagem e transporte.

A programação antecipada permite avaliar a disponibilidade de veículos, os horários de entrega e as restrições de capacidade dos destinos. Sistemas de monitoramento também podem indicar atrasos em trânsito e auxiliar no remanejamento das operações quando necessário.

O acompanhamento ganha importância nas rotas que envolvem diferentes modalidades de transporte, como o deslocamento rodoviário até terminais ferroviários ou hidroviários. Nesses casos, atrasos em uma etapa podem comprometer o planejamento das seguintes.

“Em operações de grande escala, pequenos ganhos de eficiência podem representar impactos importantes no resultado. A tecnologia permite antecipar situações que antes eram identificadas apenas quando já haviam comprometido a operação, tornando o planejamento mais preciso e a utilização dos recursos mais eficiente”, destaca Cardoso.

O uso dessas ferramentas, porém, precisa considerar as condições reais do transporte. Restrições de infraestrutura, eventos climáticos e mudanças na disponibilidade de veículos podem exigir ajustes mesmo em operações planejadas digitalmente.

Rastreamento de cargas e segurança no transporte

Outro campo de aplicação da tecnologia é o acompanhamento das cargas agrícolas ao longo do percurso. Sistemas de rastreamento permitem verificar a localização de veículos, registrar eventos durante o transporte e identificar alterações na rota prevista. Dependendo da tecnologia utilizada, os registros podem auxiliar na apuração de ocorrências e no controle das entregas.

As necessidades variam conforme o produto transportado. Na movimentação de grãos, o acompanhamento pode contribuir para o controle de volumes e a identificação de divergências entre origem e destino. No transporte de produtos perecíveis, informações sobre tempo de viagem e condições de conservação também podem ser necessárias.

O rastreamento, isoladamente, não impede perdas, furtos ou danos à carga. Seus benefícios dependem de procedimentos de segurança, capacidade de resposta às ocorrências e atuação coordenada entre os responsáveis pelo transporte.

Como avaliar se a tecnologia trouxe resultados?

Antes de investir em ferramentas de gestão logística, produtores e empresas agrícolas precisam identificar quais problemas pretendem resolver e quais etapas do transporte estão sob sua responsabilidade.

Entre os indicadores que podem ser acompanhados estão o tempo médio de espera para carregamento e descarga, o custo do frete por tonelada, o cumprimento dos horários de entrega, a ocorrência de viagens improdutivas e a quantidade de cargas com divergências ou avarias.

Comparar esses dados antes e depois da adoção de um sistema pode ajudar a verificar se houve melhora no desempenho operacional. A análise também deve considerar mudanças de rota, volume transportado, sazonalidade e condições de mercado, que podem influenciar os resultados.

A contratação de uma ferramenta digital exige atenção à integração com os sistemas existentes, aos custos de implantação e manutenção, ao treinamento das equipes e à conectividade disponível nas regiões atendidas.

Para produtores que contratam o transporte de terceiros, o acesso às informações dependerá ainda dos acordos estabelecidos com transportadoras, cooperativas ou empresas compradoras.

Com a previsão de mais uma safra de grande volume, o planejamento logístico continuará a influenciar os custos da atividade agrícola. O desafio para os participantes da cadeia é identificar quais informações precisam ser compartilhadas, quem será responsável por cada decisão e como medir os resultados obtidos com a tecnologia.

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Estudo revela novas oportunidades para o agronegócio


No agronegócio, uma das prioridades é a recuperação de pastagens degradadas


No agronegócio, uma das prioridades é a recuperação de pastagens degradadas
No agronegócio, uma das prioridades é a recuperação de pastagens degradadas – Foto: Foto: Portos RS

A cooperação em sustentabilidade pode ampliar investimentos e acelerar a modernização da agropecuária, da energia e das políticas climáticas. Um estudo do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em parceria com o Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), aponta oportunidades para aprofundar a relação entre os dois países.

Intitulada “China-Brasil: Desenvolvimento Sustentável”, a publicação destaca a combinação entre a experiência brasileira em agricultura tropical e fontes renováveis e a capacidade chinesa de financiamento, inovação e desenvolvimento industrial. Essa complementaridade pode levar a parceria além do comércio, com novos projetos de pesquisa e investimentos.

No agronegócio, uma das prioridades é a recuperação de pastagens degradadas, que permite ampliar áreas agricultáveis sem desmatamento. O relatório também destaca sistemas integrados de produção, agricultura de baixo carbono, biotecnologia, agricultura digital e tecnologias de monitoramento ambiental.

Outra frente é aprimorar a rastreabilidade e aproximar padrões de sustentabilidade dos dois países. A medida pode dar mais transparência às cadeias agroalimentares e facilitar o intercâmbio entre produtores, compradores e investidores. O estudo ainda recomenda fortalecer parcerias entre universidades, centros de pesquisa e empresas e agregar valor aos produtos agrícolas brasileiros.

Na energia, as oportunidades envolvem geração solar e eólica, armazenamento, biocombustíveis e hidrogênio de baixo carbono. Na agenda climática, o documento propõe ampliar o financiamento verde, a restauração ambiental e a cooperação tecnológica. Segundo o estudo, transformar essas possibilidades em resultados exige coordenação institucional e projetos conjuntos de longo prazo.

 

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Recomposição de estoques pressiona café e suco de laranja; barter ganha…

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O cenário de crédito mais restrito, taxas de juros elevadas e frequente oscilação nos preços das commodities agrícolas tem levado o produtor rural brasileiro a buscar alternativas sólidas de financiamento e proteção de margem. Nesse contexto, as operações de barter — a troca de insumos por produção futura — deixaram de ser apenas uma opção emergencial de crédito para se consolidar como uma ferramenta estruturada de gestão de risco e planejamento da safra.

Gestão de risco e previsibilidade no campo

Durante participação no programa Bom Dia Agro, do Notícias Agrícolas, o diretor de Barter da Corteva Agriscience, Fernando Borba Júnior, explicou que a modalidade permite travar antecipadamente os custos de produção, reduzindo a exposição a oscilações bruscas de mercado. Segundo o executivo, o conceito central que deve orientar a decisão do produtor é a relação de troca: o cálculo exato de quantas sacas de grãos serão necessárias para pagar o pacote tecnológico utilizado na lavoura.

“O barter não é somente uma operação financeira; é uma operação de planejamento de safra, de previsibilidade de resultado da sua lavoura”, afirmou Fernando Borba Júnior. O executivo sintetizou a dinâmica do mecanismo com uma máxima do setor: “Barter é produção futura que traz crédito no presente”.

Outro diferencial que vem ganhando força no mercado é a incorporação de derivativos financeiros diretamente estruturados pela mesa de trading da empresa, sem custo extra para o agricultor. Essa ferramenta permite que o produtor participe de eventuais valorizações do mercado físico ou conte com travas de piso para se proteger de quedas bruscas nas cotações. Segundo Borba Júnior, cerca de 25% do volume negociado pela companhia já utiliza ferramentas de derivativos.

Expansão geográfica e consolidação nos negócios

Tradicionalmente concentrado em regiões do Centro-Oeste e no Matopiba — como Mato Grosso, Goiás e Bahia —, o barter tem quebrado barreiras e expandido fronteiras agrícolas. Um dos exemplos destacados é o Rio Grande do Sul, estado historicamente reticente à prática, onde atualmente 50% das vendas de insumos da Corteva ocorrem por meio de operações de troca.

Os números refletem essa adesão crescente: na safra 2024/25, a companhia ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em operações de barter, registrando uma taxa de fidelização superior a 65% entre os clientes que realizam a operação em anos consecutivos. Para a safra 2025/26, mais de 40% das vendas da empresa já estão atreladas à modalidade.

Ao aconselhar os agricultores sobre o momento do mercado, o diretor reforçou a necessidade de foco na sustentabilidade econômica: “O mercado está muito desafiador em termos de crédito e volatilidade das commodities. Faça sua trava, trave seu custo de produção. Lucro pequeno não quebra ninguém; o que quebra é o prejuízo”.

Mercado internacional: café e suco de laranja sob pressão

No panorama das cotações internacionais, o dia iniciou com quedas expressivas nas bolsas externas. O café registrou desvalorizações superiores a 2% na Bolsa de Nova York (ICE Futures), influenciado por relatório do Rabobank que apontou melhora nas perspectivas de recomposição dos estoques globais após chuvas favoráveis registradas no Brasil em setembro e a recuperação das exportações brasileiras.

O suco de laranja congelado e concentrado também enfrentou perdas próximas a 3% em Nova York. O mercado reflete a retração do consumo global decorrente dos preços recordes praticados nos últimos meses, combinada a sinais graduais de recomposição da oferta nos principais polos produtores.

Pecuária e clima no centro das atenções

No setor pecuário, levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontaram que a valorização recente do boi gordo superou a do boi magro na parcial de outubro, encurtando o diferencial de preços e favorecendo a atratividade da terminação intensiva. No segmento de carnes concorrentes, a carcaça suína especial registrou forte alta no atacado paulista, reduzindo sua competitividade em relação às carnes bovina e de frango.

Na meteorologia, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de tempestades com possibilidade de granizo e rajadas de vento para o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. No Sul, o excesso de umidade segue gerando preocupações para a reta final da colheita das culturas de inverno (como trigo e cevada) e atrasando os trabalhos iniciais de semeadura da safra de verão.

A convergência de instabilidades climáticas, volatilidade nas bolsas internacionais e condições financeiras mais restritas reforça a relevância de instrumentos como o barter e a disciplina orçamentária para a sustentabilidade da atividade agrícola no país.

* Com auxílio de IA

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Com R$ 22,6 bilhões em processos, endividamento empresarial desafia economia de MT  

Os processos de recuperação judicial e falência em Mato Grosso somam R$ 22,6 bilhões em valores de causas, em um cenário de juros elevados e restrição de crédito que pressiona o caixa das empresas. Embora a entrada de novas ações tenha recuado, o volume de casos em tramitação aumentou, indicando desafios para concluir a reorganização financeira dos negócios e restabelecer o equilíbrio entre dívidas e capacidade de pagamento. 

Dados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), divulgados pelo Jornal A Gazeta, mostram que o estoque de ações cresceu 10,2% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com igual período do ano anterior, passando de 531 para 585 casos. No mesmo intervalo, os novos processos diminuíram de 136 para 104, queda de 23,5%, enquanto os encerramentos recuaram de 64 para 61. 

Para o advogado Euclides Ribeiro, especialista em reestruturação empresarial, a combinação entre menos novos pedidos e maior volume de processos em andamento está relacionada à complexidade das recuperações judiciais. O cenário, segundo ele, exige aperfeiçoar os procedimentos para que a negociação das dívidas permita preservar atividades economicamente viáveis. 

“Recuperação judicial não pode ser um processo eterno e nem um ambiente em que a atividade empresarial fique submetida indefinidamente a disputas laterais”, afirma. 

Na avaliação do especialista, a estrutura econômica de Mato Grosso, fortemente vinculada ao agronegócio, ajuda a explicar parte das dificuldades financeiras. A atividade exige investimentos elevados antes da colheita e depende de crédito para custear a produção, ao mesmo tempo em que está exposta às oscilações de preços, às condições climáticas e aos custos de insumos e logística. 

Essa dinâmica pode levar empresas com patrimônio, máquinas, terras e capacidade produtiva a enfrentar falta de recursos para pagar compromissos nos vencimentos. A existência de ativos, portanto, não elimina o risco de desequilíbrio no fluxo de caixa. 

Ribeiro observa que a expansão baseada na aquisição de terras e no reinvestimento contínuo na produção favorece o crescimento quando há crédito disponível. Porém, quando os financiamentos ficam mais caros ou escassos, esse modelo amplia a exposição financeira dos negócios. 

NEGOCIAÇÃO E CONTINUIDADE DA PRODUÇÃO – Nesse contexto, a recuperação judicial oferece um ambiente de negociação coletiva e reorganização do passivo. Para o advogado, o instrumento deve estar associado a planos consistentes, transparência dos devedores e disposição dos credores para negociar, sem servir de estímulo à inadimplência. 

Entre os pontos necessários para tornar as reestruturações mais efetivas, o especialista destaca procedimentos objetivos, administradores judiciais com capacidade técnica e econômica, magistrados especializados e compromisso com a execução dos planos. 

“A duração da reorganização precisa considerar as características de cada atividade. No agronegócio, o ciclo financeiro mais longo pode exigir prazos diferentes daqueles praticados no comércio, nos serviços e em parte da indústria, para compatibilizar os pagamentos com a geração de receitas”, pontua. 

Ribeiro estima que o mercado brasileiro de reestruturação empresarial atenda apenas 5% da demanda potencial. A ampliação do acesso, em sua avaliação, pode ajudar empresas viáveis a reorganizar compromissos e preservar suas operações, desde que acompanhada de critérios claros e negociações capazes de restabelecer o equilíbrio financeiro.

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Quem foi o padre italiano que pode se tornar o primeiro santo de Mato Grosso do Sul


A Arquidiocese de Campo Grande (MS) abriu, na última terça (20), o inquérito diocesano da causa de beatificação do padre italiano João Crippa. Missionário salesiano e discípulo de São João Bosco, o religioso dedicou parte de sua vida à educação, à assistência social e à evangelização na capital sul-mato-grossense. Considerado um dos nomes ligados à fundação da cidade, ele poderá se tornar o primeiro santo de Mato Grosso do Sul caso avance até a canonização.

Crippa nasceu na Itália e integrou a Congregação Salesiana, fundada por Dom Bosco, com quem conviveu. Antes de desembarcar no então Mato Grosso, o sacerdote passou pelo Uruguai, onde começou sua atuação missionária na América do Sul, segundo a agência de notícias católica aci digital.

Em Campo Grande, o padre participou do desenvolvimento de iniciativas religiosas e educacionais que marcaram a história da cidade. Entre elas, estão a criação da Paróquia São José e do Oratório São José, espaços que contribuíram para a evangelização e a formação de jovens.

Sua atuação também foi importante para a consolidação da educação salesiana na região. Crippa mobilizou recursos e benfeitores para a construção do Colégio Salesiano Dom Bosco e participou da fundação do Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora.

Além do trabalho religioso e educacional, o sacerdote se envolveu em ações de assistência a indígenas, pessoas em situação de vulnerabilidade e detentos. Na área da saúde, colaborou para a organização da Santa Casa de Campo Grande como associação. Sua atuação o aproximou de personalidades da história regional, como Dom Aquino Corrêa, então governador de Mato Grosso, e o senador Pedro Celestino.

O padre morreu em Três Lagoas, também em Mato Grosso do Sul, em 1941. Dez anos depois, seus restos mortais foram transferidos para Campo Grande, após solicitações de moradores da cidade. Atualmente, estão sepultados na Paróquia São José, na região central da capital.

Processo de beatificação

Com a autorização da Santa Sé, concedida por meio do documento Nihil Obstat, o religioso recebeu o título de Servo de Deus, primeira etapa oficial do caminho que pode levar à declaração de santidade.

A investigação busca reunir informações sobre a vida do sacerdote, suas virtudes e a reputação de santidade entre os fiéis. A arquidiocese também pretende examinar relatos de graças atribuídas à intercessão de Crippa, incluindo cartas deixadas espontaneamente por devotos junto ao seu túmulo.

Os preparativos para a abertura do inquérito começaram cerca de três anos antes, com a formação de uma comissão encarregada de reunir documentos e encaminhar a solicitação às autoridades do Vaticano. O processo conta com a participação do postulador italiano Paolo Vilotta, que também trabalhou na causa de canonização de Santa Dulce dos Pobres.

A abertura da investigação não garante que Crippa será beatificado ou canonizado. Depois da conclusão da fase diocesana, os documentos serão encaminhados para análise das autoridades da Igreja. Em regra, a beatificação depende do reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão do candidato, enquanto a canonização costuma exigir a comprovação de um segundo milagre, ocorrido após a beatificação.



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São Julião abre seleção para Programas de Residência Médica em MS – Empregos


Com 12 vagas dividas em três especialidades, inscrições online seguem abertas até segunda-feira (26)

São Julião abre seleção para Programas de Residência Médica em MS
Hospital amplia qualificação profissional em áreas importantes da assistência à saúde (Foto: Divulgação)

O Hospital São Julião está com inscrições abertas para seus Programas de Residência Médica (PRM), em Mato Grosso do Sul.  Ao todo, são oferecidas 12 vagas em três especialidades para ampliar as oportunidades de formação e qualificação na área da medicina. O prazo encerra na próxima segunda-feira (26), às 17 horas.

A seleção será realizada por meio da Prova AMB/AMRIGS 2026. As oportunidades foram distribuídas em 6 vagas para Clínica Médica, 4 para Oftalmologia e 2 para Hansenologia. Para concorrer às vagas de Hansenologia, é necessário possuir pré-requisito em uma das seguintes especialidades: Clínica Médica, Dermatologia, Infectologia, Neurologia, Medicina Preventiva e Social ou Medicina de Família e Comunidade.

Inscrições e edital- As inscrições devem ser realizadas pelo site oficial da AMRIGS, no endereço : www.amrigs.org.br. Já o edital pode ser consultado no  www.saojuliao.org.br/concursos.



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Jazz de MS é atração no Madeira Mandolin Festival, em Portugal


Eles apresentam espetáculo que mistura o gênero musical a ritmos da fronteira sul-mato-grossense

El Trio e Marcela Mar levam jazz com sotaque de MS a festival em Portugal
O grupo El Trio e a cantora Marcela Mar, apresentam o espetáculo “Continental Sul” no Madeira Mandolin Festival

Jazz de Mato Grosso do Sul vai para festival de música em Portugal. O grupo El Trio e a cantora Marcela Mar, de 19 anos, apresentam o espetáculo “Continental Sul” no Madeira Mandolin Festival, realizado no dia 24 de outubro, na Ilha da Madeira. A apresentação mistura jazz com ritmos que fazem parte da identidade musical do Estado, como chamamé, guarânia e chacarera.

O grupo El Trio e a cantora sul-mato-grossense Marcela Mar, de 19 anos, apresentam o espetáculo “Continental Sul” em 24 de outubro, no Madeira Mandolin Festival, na Ilha da Madeira, em Portugal. O show une jazz a ritmos como chamamé, guarânia e chacarera, com influências do Paraguai, da Bolívia, da Argentina e do Pantanal. A participação foi viabilizada pela Ponte das Artes e pela Associação de Bandolins da Madeira, com apoio da DGARTES.

Com quase dez anos de trajetória, o El Trio é formado por Gabriel Andrade, na guitarra, Gabriel Basso, no contrabaixo, e Adriel Santos, na bateria. Os músicos já têm uma longa caminhada na cena musical sul-mato-grossense e levam ao festival uma proposta que aproxima o jazz das influências culturais da região de fronteira.

Para a apresentação, o grupo divide o palco com Marcela Mar, cantora, violonista e compositora sul-mato-grossense. Apesar da pouca idade, a artista já desenvolve um trabalho voltado à música regional, misturando ritmos tradicionais com novas melodias.

Ao longo de sua trajetória, Marcela também tem construído parcerias musicais com artistas como Yamandu Costa, Gabriel Grossi, Jerry Espíndola e Bebê Kramer.

O nome do espetáculo, “Continental Sul”, faz referência à origem dos artistas e à ideia de que o jazz não precisa ficar restrito aos grandes centros musicais dos Estados Unidos e da Europa.

No repertório, a influência da fronteira aparece na mistura de sonoridades ligadas ao Paraguai, à Bolívia e à Argentina, além de referências do Pantanal. A intenção é apresentar ao público português uma maneira de tocar jazz que também carrega a identidade musical sul-mato-grossense.

A participação no festival foi viabilizada por uma parceria entre a Ponte das Artes, associação cultural de Mato Grosso do Sul, e a Associação de Bandolins da Madeira (ABM), responsável pelo evento, com apoio da Direção-Geral das Artes (DGARTES), de Portugal.

A aproximação entre as entidades tem participação dos produtores culturais Lidiane Duailibi e Norberto Gonçalves da Cruz, que há mais de dez anos trabalham com projetos de intercâmbio artístico entre Brasil e Portugal.

O Madeira Mandolin Festival reúne músicos internacionais e grupos da Ilha da Madeira, com apresentações que vão de repertórios tradicionais a propostas contemporâneas.

O espetáculo “Continental Sul”, com El Trio e Marcela Mar, será apresentado no dia 24 de outubro, durante o Madeira Mandolin Festival, na Ilha da Madeira, em Portugal.



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Bebê morre asfixiado enquanto dormia na mesma cama que os pais em MS


Perícia identificou sinais de asfixia mecânica. O corpo foi liberado, e o sepultamento está previsto para esta quinta-feira (22), em Ivinhema.



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PT mira pós-eleição com abertura de sigilos de Flávio Bolsonaro | Blogs | CNN Brasil


Interlocutores do PT relataram à CNN que a estratégia da campanha à reeleição do presidente Lula de desafiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL) a abrir seus sigilos tem por objetivo confrontá-lo sobre corrupção, com o intuito de vencer a eleição de domingo, mas também de garantir acesso a dados que possam ajudar em um escrutínio após a eleição.

A ideia é que a prometida abertura de dados de Flávio e de seus familiares — incluídos sua esposa, Fernanda, seu pai, Jair Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan — além de cinco empresas ligadas ao senador, permita que esses dados sejam utilizados pelo PT como munição contra Flávio, especialmente se ele vencer o segundo turno.

Seria, relatam petistas, uma forma de iniciar já na próxima semana questionamentos, na condição de oposição, sobre os negócios dele e da família Bolsonaro, em meio ao avanço de investigações contra o senador, como a que apura relações com o advogado Willer Tomaz.

O inquérito mais recente apura uma suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz, amigo de Flávio, que obteve licença para operar uma bet durante o governo de Cláudio Castro, então governador do Rio de Janeiro. O nome de Flávio teria aparecido em mensagens com Willer e, por isso, o caso foi remetido ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Na investigação, apareceu uma mensagem que menciona Flávio como usuário master de uma conta da Alcazar Holdings, empresa administrada pelo advogado Willer Tomaz, acusado de fraudar descontos em aposentadorias e benefícios do INSS. A campanha de Lula pediu que Flávio apresentasse os dados sigilosos dessa conta. O senador nega que a conta seja dele.



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Marçal fica fora da preparação de Flávio Bolsonaro para debate da Globo


Pablo Marçal não participará do treinamento de Flávio Bolsonaro (PL) para o debate da Rede Globo, previsto para a próxima sexta-feira (23). Segundo apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau, durante o CNN 360°, a responsabilidade pelo media training ficará a cargo do marqueteiro Duda Lima e de Fábio Portela, responsável pela comunicação da campanha.

No debate realizado pela TV Bandeirantes, Marçal chegou ao estúdio ao lado de Flávio Bolsonaro e acompanhou a disputa da primeira fila da plateia.

A presença do influenciador foi amplamente associada à postura adotada por Flávio durante aquele confronto, caracterizada por uma estratégia mais agressiva e provocativa — circulando pelo estúdio, fazendo gestos e tentando desconcentrar o adversário, em estilo semelhante ao que Marçal utilizou nos debates das eleições municipais de São Paulo em 2024.

Aliados pedem que Flávio seja “menos Pablo Marçal”

Integrantes da campanha avaliam que, embora a estratégia adotada no debate da Band tenha funcionado para aquele formato — com audiência menor e voltado à produção de cortes para a internet —, a abordagem pode ter gerado uma imagem negativa de arrogância ou prepotência.

Há ainda a leitura de que a agressividade pode ter repercutido mal entre grupos qualitativos, especialmente por se tratar de um confronto com um adversário de 80 anos de idade. Por isso, aliados orientam que Flávio seja “menos Pablo Marçal” e não perca a linha no próximo debate.

Vale destacar que o debate da Rede Globo possui um formato menos aberto e dinâmico do que o da TV Bandeirantes, o que também influenciou na decisão de adotar uma postura mais contida.

Marçal, no entanto, pode ainda comparecer ao estúdio, já que sua ausência se restringe ao treinamento, não necessariamente à sua presença no evento.

Marçal como integrante informal da campanha

Marçal passou a integrar informalmente a campanha de Flávio Bolsonaro após a Justiça Eleitoral proibir sua candidatura à presidência pelo PRTB. Desde então, ele tem colaborado não apenas nas redes sociais — sua principal área de atuação —, mas também em projetos de governo, incluindo o chamado Ministério da Prosperidade.

Bolsa Família deve ser tema central no debate da Globo

A analista de Política da CNN Larissa Rodrigues apurou que o tema do Bolsa Família deve ser central no debate da Rede Globo. A campanha de Lula (PL) planeja que ele mesmo proponha o assunto logo no início do confronto, explorando sua atuação à frente do programa.

Já a equipe de Flávio Bolsonaro prepara o candidato para se posicionar favoravelmente ao Bolsa Família, buscando desfazer declarações anteriores de Daniela Marques — uma das responsáveis pela área econômica da campanha —, que havia sugerido possíveis mudanças no programa, como um período de dois anos para que beneficiários tentassem buscar emprego e deixar o programa.

Segundo Larissa Rodrigues, a orientação interna da campanha de Flávio, apurada pelo analista de Política da CNN Gustavo Uribe, é que apenas o próprio candidato fale sobre o Bolsa Família a partir de agora, para evitar declarações que possam ser distorcidas ou prejudicá-lo.

No debate, a expectativa é que Flávio deixe clara sua posição favorável ao programa, defendendo também a criação de mecanismos que permitam aos beneficiários melhorar sua condição financeira e conquistar empregos formais.



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