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Setor de máquinas amplia investimentos em automação e IA no campo

A John Deere e o Grupo AGCO, dono das marcas Fendt e Valtra, ampliam os investimentos em automação e inteligência artificial (IA) para avançar no desenvolvimento de sistemas autônomos no agronegócio. As fabricantes buscam incorporar novas tecnologias às máquinas e operações agrícolas, com foco em eficiência, precisão e autonomia nas decisões.

A John Deere tem como meta desenvolver sistemas completamente autônomos a partir de 2030. Segundo Cristiano Correia, vice-presidente global da companhia, a estratégia acompanha a transição da agricultura de precisão para uma nova etapa, definida por ele como agricultura de decisão.

“Estamos entrando em uma era da agricultura de decisão, acima da era da agricultura de precisão. Sairemos do campo da suposição e vamos trazer precisão e o melhor uso da tecnologia no campo”, afirmou Correia durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF), em São Paulo.

A fabricante também investiu R$ 180 milhões em um centro voltado ao desenvolvimento e à melhoria da automação. A iniciativa busca ampliar a autonomia em toda a escala de operação agrícola.

O executivo destacou ainda o uso de inteligência artificial e visão computacional para otimizar a aplicação de produtos nas lavouras. Segundo ele, essas tecnologias podem contribuir para a sustentabilidade econômica e aprimorar as atividades cotidianas no campo.

AGCO aposta em autonomia operacional

Na mesma direção, o Grupo AGCO também investe no desenvolvimento de tecnologias para automatizar as operações agrícolas. Marcelo Traldi, vice-presidente das marcas Fendt e Valtra na América Latina, afirmou que a companhia já direciona recursos para ampliar a automação e a autonomia das atividades no campo.

“Estamos acima da média de todos os requisitos de desenvolvimento. A automação é uma realidade e buscamos avançar nesse desenvolvimento com um investimento que já é realidade”, declarou.

Segundo Traldi, as soluções automatizadas podem complementar as atividades agrícolas, oferecendo maior autonomia para as decisões e controle operacional. O executivo também mencionou investimentos de dezenas de milhares de dólares no desenvolvimento dessas tecnologias.

As iniciativas das duas fabricantes refletem a busca do setor de máquinas agrícolas por soluções capazes de ampliar a eficiência operacional e integrar recursos digitais às atividades no campo. Com a evolução da inteligência artificial e da automação, a expectativa é avançar de equipamentos que auxiliam o produtor na tomada de decisões para sistemas com maior capacidade de executar operações de forma independente.

O GAFFFF, organizado pela Datagro, reúne produtores rurais, empresários, investidores e especialistas para discutir inovação, tecnologia, sustentabilidade e competitividade no agronegócio. A edição de 2026 acontece nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque, em São Paulo.

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Emprego e salários esfriam nos EUA e aliviam pressão para alta de juros pelo Fed


A geração de vagas de trabalho nos Estados Unidos veio abaixo do esperado, apontando para uma desaceleração na economia americana, o que, na visão de especialistas, tende a reduzir a urgência do Federal Reserve (Fed) para uma nova elevação das taxas de juros na reunião de outubro.

Segundo o relatório de emprego (Payroll), o país criou 29 mil vagas em setembro, enquanto o consenso do mercado variava entre 80 mil e 90 mil novos postos. Além disso, os dados dos meses anteriores sofreram revisões para baixo. A taxa de desemprego subiu para 4,2%, contra 4,1% no mês anterior.

Os salários também desaceleraram mais que o esperado, com alta de 0,1%, quando a projeção era de 0,3%. Em 12 meses, o indicador passou de 3,1% para 3%.

Perda de ritmo no mercado de trabalho

Para Leandro Padulla, economista do ASA, o relatório mostra a perda de ritmo na criação de vagas e uma moderação mais clara dos salários. No entanto, ele pontua que o dado ainda não caracteriza uma deterioração acentuada do mercado de trabalho, mas indica tendência. “Para o Fed, o resultado reforça a possibilidade de manutenção dos juros em outubro”, afirma.

Vinicius Flores, sócio da Stratton Capital, vê uma composição “mais construtiva do que o número cheio sugere”, com a fraqueza concentrada no setor público, enquanto a indústria aponta aumento de atividade.

A leitura da alta do desemprego deve ser feita junto ao aumento da taxa de participação, que foi a 61,79%, o maior nível desde maio. “Significa que mais pessoas entraram no mercado, seja trabalhando, seja procurando emprego”, afirma Felipe Mecchi, economista do C6 Bank.

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Ele pondera que o mercado de trabalho americano continua forte com boa dinâmica, com a média de contratações dos últimos três meses estável em 51 mil.

Para o C6, o cenário justifica uma política monetária restritiva, sendo mais provável que a elevação da taxa de juros ocorra em dezembro.

Menor pressão salarial

A pressão salarial também deu sinais de alívio e, para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, isso tende a reduzir a pressão por novas altas de juros porque estabiliza o volume de recursos circulando.

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Mas, a conjuntura econômica não é confortável para a avaliação da política monetária do Fed. Kayo classifica como uma “situação delicada”, uma vez que o desemprego segue baixo e a inflação continua bem acima da meta de 2%. “Agora, a expectativa é de manutenção de juros e aumento somente na última reunião do ano”, afirma o economista da Nomad.

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, chamou a atenção para as revisões “bastante relevantes” dos dados anteriores, como o de agosto, que reduziu de 162 mil para 133 mil postos de trabalho.

Alves destaca a repercussão imediata nos mercados: os rendimentos (yields) dos títulos de dívida americanos recuaram, o dólar cedeu e os ativos de risco, como bolsas e ouro, performaram bem. No campo político, o estrategista avalia que o aumento do desemprego “não é positivo quando se pensa nas eleições de meio de mandato”, complicando a situação do atual governo.

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Consenso e impactos nos mercados

Outras casas de análise corroboram a tese de que o Payroll fraco afasta o aperto monetário imediato, postergando decisões para o fim do ano.

Para Carlos Lopes, economista do BC, o payroll “retira a urgência” da alta de juros, postergando as chances de uma elevação apenas em dezembro, projetada por Luis Ferreira, CIO do EFG Asset para as Américas, em 0,25.

Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, ressalta que o mercado reage ao menor risco de aperto, mas alerta que “uma desaceleração persistente também pode comprometer consumo e lucros empresariais”.

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Para o mercado brasileiro, o analista Leonel Oliveira Mattos, da StoneX, observa que a menor expectativa de juros americanos faz “pressão baixista para a nossa taxa de câmbio”, levando o real a operar em queda ao redor de R$ 5,21, enquanto os investidores também monitoram o cenário eleitoral doméstico.



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ADM e CJ CheilJedang anunciam joint venture de aminoácido para ração animal

A americana ADM e a sul-coreana CJ CheilJedang anunciaram nesta sexta-feira (2) um acordo para a criação de uma nova joint venture voltada à produção e comercialização de aminoácidos utilizados na alimentação animal. 

A iniciativa reúne ativos das duas empresas nos Estados Unidos e no Brasil e tem como objetivo ampliar a oferta desses produtos nas Américas.

A nova empresa será majoritariamente controlada pela CJ CheilJedang e terá direitos exclusivos para fabricar e vender aminoácidos destinados à alimentação animal na América do Norte e na América do Sul. O início das operações ainda depende de aprovações regulatórias e das etapas habituais para a conclusão da transação.

A joint venture reunirá três unidades industriais. Da CJ serão incorporadas as instalações de produção por fermentação localizadas em Fort Dodge, no estado americano de Iowa, e em Piracicaba, no interior de São Paulo. A ADM contribuirá com sua fábrica de aminoácidos para alimentação animal em Decatur, Illinois.

Além das unidades industriais, a nova companhia terá acesso às estruturas comerciais da CJ no México, no Brasil e nos Estados Unidos. A CJ também licenciará à joint venture sua propriedade intelectual relacionada à produção de aminoácidos para alimentação animal nas Américas.

Entre os produtos envolvidos está a lisina, um aminoácido utilizado na formulação de rações para animais. Segundo as empresas, a nova estrutura foi planejada para oferecer uma fonte de fornecimento de longo prazo em um mercado considerado competitivo.

Kris Lutt, vice-presidente de Inovação e Crescimento da ADM, afirmou que a joint venture pretende ampliar a oferta doméstica de aminoácidos nos Estados Unidos. Segundo ele, decisões recentes do Departamento de Comércio dos EUA e da Comissão de Comércio Internacional dos EUA relacionadas às importações de lisina proveniente da China também influenciaram a avaliação da empresa sobre a operação.

A CJ manterá a propriedade de sua propriedade intelectual e de seus negócios globais de fermentação que não fizerem parte da joint venture. As demais operações da ADM em Decatur e seus outros ativos globais de fermentação também ficarão fora da transação.

A data de início da joint venture ainda não foi definida. A conclusão depende das aprovações regulatórias necessárias e de outras condições previstas para o fechamento do negócio.

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Petrobras faz nova descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no Amapá


A Petrobras informou que identificou mais um intervalo portador de petróleo no poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), caracterizando uma nova descoberta no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas na costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas, em lâmina dágua de 2.886 metros.

Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a continuidade da perfuração após a descoberta comunicada em agosto teve como objetivo avaliar intervalos exploratórios mais profundos e levou à nova ocorrência, identificada por perfis elétricos, indícios em rocha e amostras de fluidos obtidas durante as operações.

A Petrobras afirmou que a descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e deve fornecer informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos da bacia.

A companhia disse que as análises seguem em curso e que os dados coletados ainda serão caracterizados em laboratório e integrados ao conjunto de informações da perfuração. No caso da descoberta divulgada em agosto, a empresa afirmou que as análises já realizadas confirmam a boa qualidade do petróleo encontrado.

A estatal informou que concluirá as atividades de perfuração do poço, com avaliação das formações identificadas, e que a atuação no bloco está alinhada à estratégia de longo prazo para recompor reservas por meio da exploração de novas fronteiras.



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Indústria brasileira cresce 0,7% em abril, quarto mês seguido de avanço


A produção industrial brasileira, com alta de 0,7% em abril de 2026 frente a março de 2026, na série com ajuste sazonal,…



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Embaixada da Austrália fecha em Brasília após alerta de segurança dos EUA


A Embaixada da Austrália em Brasília anunciou que permanecerá fechada nesta sexta-feira (2) por “preocupações com a segurança”, um dia depois de os Estados Unidos suspenderem o atendimento presencial em sua embaixada e nos consulados no território brasileiro.

Em comunicado, o governo australiano relacionou a medida ao alerta emitido pelos Estados Unidos, que orientou cidadãos americanos a evitarem instalações diplomáticas do país no Brasil e as áreas próximas por questões de segurança.

“Aconselhamos os australianos a evitarem também a Embaixada, os Consulados e as instalações diplomáticas dos EUA no Brasil e em áreas adjacentes”, informou a representação australiana.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, a Polícia Federal solicitou reforço no policiamento da região das embaixadas em Brasília. Os comunicados divulgados até o momento não detalham uma ameaça específica que tenha motivado as medidas.

Os Estados Unidos haviam anunciado na quinta-feira (1º) a suspensão do atendimento presencial na Embaixada em Brasília e nos consulados espalhados pelo país.

Austrália menciona eleições e risco de manifestações

No alerta destinado aos cidadãos australianos, a representação diplomática também menciona as eleições brasileiras, cujo primeiro turno ocorre no domingo (4). O segundo turno, caso necessário, está marcado para 25 de outubro.

“O primeiro turno das eleições gerais no Brasil ocorrerá em 4 de outubro. O segundo turno está marcado para 25 de outubro. A cerimônia de posse presidencial será realizada em Brasília no dia 5 de janeiro de 2027. Poderão ocorrer comícios políticos, manifestações e aumento das medidas de segurança antes, durante e depois das eleições”, diz o comunicado.

A orientação também chama a atenção para a possibilidade de atentados em locais públicos. “O terrorismo é uma ameaça mundial. Ataques terroristas podem ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento. Esteja atento a possíveis ameaças, especialmente em locais públicos”, afirma a publicação.

O governo australiano acrescenta que locais turísticos, espaços frequentados por estrangeiros e pontos de grande concentração de pessoas podem ser alvos e recomenda que seus cidadãos mantenham cautela no país.

“Continuamos a recomendar extrema cautela no Brasil devido à ameaça de crimes violentos”, afirma o comunicado.



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EUA criam 29 mil vagas de trabalho em setembro, abaixo do esperado


O relatório de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA divulgado nesta sexta-feira (2) apontou que foram criadas 29 mil vagas de emprego em setembro.

Os dados frustraram as expectativas, uma vez que as projeções em pesquisa da Reuters com economistas eram de que a economia dos EUA abrisse 90 ‌mil vagas de trabalho fora do ​setor agrícola no mês passado, após uma alta de 133 mil em agosto, com dado revisado para baixo ante 162 mil. ⁠As estimativas ​variavam de 35 ​mil a 180 mil.

A taxa de desemprego teve leve alta de 4,2%, um pouco acima da projeção, que era de permanência em 4,1% pelo terceiro mês consecutivo.



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Velório de Lito Sousa será aberto ao público e acontece nesta sexta-feira em SP


O velório de Lito Sousa, influenciador da aviação que morreu na quinta-feira (1º), acontecerá na manhã desta sexta (2), na zona norte de São Paulo. Ele travou uma batalha contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurológica rara, grave e de rápida progressão.

Segundo a família, as homenagens serão abertas ao público geral das 9h às 12h, na Organização Militar Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), localizado na Avenida Braz Leme, 2594, em Santana.

Para familiares e amigos mais próximos, que estiverem na lista de convidados, a cerimônia acontecerá na Avenida Braz Leme, 3.258.

Veja o comunicado da família:

Com carinho e respeito, compartilhamos as informações sobre o velório de Lito Sousa.

Agradecemos profundamente por todas as mensagens, homenagens e demonstrações de carinho que temos recebido.

Cada palavra mostra um pouco do tamanho do impacto que o Lito teve na vida de tantas pessoas. 💙✈️

O espaço destinado ao público geral estará aberto para todos que desejarem prestar sua última homenagem, das 9h às 12h, na Av. Braz Leme, 2594 – Santana, São Paulo – SP.

O segundo espaço será destinado exclusivamente a familiares e amigos próximos previamente incluídos na lista de convidados, conforme informado na publicação.

Pedimos que leiam atentamente as informações da arte.

Em caso de dúvidas relacionadas ao acesso de familiares e amigos próximos, entrem em contato conosco pelo Direct dos canais oficiais.

Agradecemos, mais uma vez, por todo o carinho com o Lito, sua família e todos que estiveram ao seu lado. 💙

Equipe Lito Group.

Morte do influenciador

A morte de Lito Sousa foi comunicada no início da noite de quinta-feira, nas redes sociais. “Um grande abraço e até o próximo voo. Foi uma honra ter viajado com você. Te amo. Sempre”, diz a legenda da publicação.

Em 21 de agosto, a esposa de Lito, Mila Seidl, informou que ele havia sido diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A condição pode causar perda progressiva de funções cognitivas, alterações de comportamento, dificuldades de movimento e outros sintomas neurológicos. A evolução costuma ocorrer de forma rápida.

A doença é rara e tem incidência estimada em aproximadamente um a dois casos por milhão de pessoas por ano. Atualmente, não há tratamento eficaz estabelecido para a condição.

Após o diagnóstico, a família buscava acesso a tratamentos experimentais. No entanto, os medicamentos experimentais procurados ainda estão em fase de pesquisa e não têm eficácia comprovada contra a DCJ. O acesso depende dos critérios dos estudos, das empresas responsáveis e das autoridades regulatórias.

Uma das alternativas procuradas era o remédio experimental ION717, da farmacêutica Ionis. Segundo a família, o estudo está fechado para novos participantes e o medicamento não está disponível, no momento, por uso compassivo.

A família também procurou pesquisadores ligados ao Broad Institute, de Harvard e do MIT. Lito chegou a participar de uma entrevista com responsáveis por uma das pesquisas.

O Ministério da Saúde chegou a formalizar um pedido para que Lito seja incluído na fase inicial de testes do estudo clínico em Harvard, nos Estados Unidos. O Itamaraty também mobilizou embaixadas brasileiras em países onde existem ensaios clínicos relacionados à doença, na tentativa de obter a inclusão do influenciador em estudos experimentais.

Em 4 de setembro, a Anvisa autorizou a importação e utilização do medicamento experimental ALN-6457 (siRNA conjugado a C16 dirigido à proteína priônica) de forma excepcional para o uso de Lito. No mesmo dia, o influenciador disse ter uma nova perspectiva sobre o tratamento em vídeo publicado nas redes sociais.

“Eu vou ter muito trabalho depois que eu melhorar. Estou longe do meu ideal, continuo com inflamação no cérebro, mas, felizmente, a minha cognição não foi afetada e continuo lembrando do passado”, disse Lito na gravação.

Lito havia deixado o hospital para continuar o tratamento em casa.





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Imagem global do agro é melhor entre setores, mas falta comunicação

A avaliação mais favorável das mulheres ao agronegócio abre uma discussão sobre o que outros setores poderiam aprender com a construção de sua reputação. Um estudo da consultoria OnStrategy, divulgado com exclusividade pela CNN, sobre a imagem do Brasil identifica no agro a maior diferença positiva entre a percepção feminina e a média do público interno, enquanto indústria e bancos apresentam o movimento contrário. 

Em uma escala de zero a dez, a avaliação das mulheres para o agronegócio supera a média interna geral em 0,12 ponto. Turismo e o grupo energia e tecnologia também registram diferenças positivas, de 0,07 ponto cada. 

Na indústria, a nota feminina fica 0,44 ponto abaixo da média interna. Em bancos e seguros, a diferença negativa é de 0,37 ponto; no varejo, de 0,08. 

 

De acordo com o José Antonio Silva, country manager Brazil da OnStrategy, as características de destaque do agro na percepção feminina que poderiam ser trabalhadas por outros setores são admiração e confiança, qualidade dos produtos e serviços, inovação e diferenciação.

“Os atributos foram valorizados com mais força pelas mulheres na avaliação do agronegócio, setor com a maior diferença positiva nesse recorte. O resultado sugere que tornar essas características mais reconhecíveis pelo público feminino pode ser um caminho para outras atividades ampliarem sua contribuição à imagem do Brasil”, explica à CNN Brasil. Os detalhes do estudo serão apresentados nesta quinta-feira (1), durante o GAFFFF (Global Agribusiness Forum), em São Paulo.

Na interpretação da OnStrategy, a percepção feminina funciona como uma “lente de maior contraste”: reforça a avaliação de setores que já apresentam uma imagem favorável e acentua fragilidades daqueles com desempenho mais baixo. 

O comportamento mostra que as mulheres não avaliam todos os segmentos de maneira uniformemente mais crítica ou mais positiva. A direção muda conforme a atividade econômica analisada. 

Reputação “robusta”

O estudo classifica agro e turismo como setores de reputação “robusta”. Na leitura da consultoria, ambos contribuem para construir a marca Brasil, em vez de apenas se beneficiar da imagem do país. 

Esse resultado contrasta com a avaliação setorial agregada. No conjunto dos setores, as mulheres atribuem nota 6,8, abaixo dos 7,0 registrados na percepção interna geral. 

A diferença também aparece na comparação com a imagem nacional. Quando avaliam a marca Brasil como um todo, as mulheres dão nota 7,2, superior aos 6,9 do público interno. 

Os resultados indicam que uma percepção favorável do país não se transfere de maneira uniforme para suas atividades econômicas. Também sugerem que a relação de cada setor com o público feminino merece ser analisada individualmente. 

Em detrimento à boa percepção do agro, aparecem os setores de bancos e seguros, por exemplo, com nota feminina de 6,46, ante 6,83 na média interna. Segundo o estudo, a avaliação fica abaixo da referência geral em todas as dez dimensões apresentadas para o segmento. 

Inovação e diferenciação recebem a menor nota absoluta do setor entre as mulheres: 4,7. Para a consultoria, o quadro aponta oportunidades de atuação em inclusão financeira, confiança e inovação digital. Essas propostas são interpretações do levantamento, e não resultados de intervenções testadas pela pesquisa. 

Na indústria, a análise da OnStrategy destaca fragilidades relacionadas ao contexto político e tecnológico. Embora indústria e bancos registrem avaliações femininas inferiores à média, o estudo sugere que os fatores associados à percepção de cada um não são idênticos. 

Segundo Lorena Mangabeira, pesquisadora da USP e mentora de produtoras rurais, a comunicação do agro é condição elementar para avaliações mais positivas sobre a reputação que gera ao Brasil. “Histórias de produtores, por exemplo, conectam as pessoas às experiências. Por isso, o segmento do café é exemplo que vende uma história poderosa.

O mercado de cafés especiais que é liderado principalmente por mulheres ganha o mercado internacional por meio de narrativas poderosas que criam conexão de quem produz com quem consome e reforçam o porquê o atributo cuidado é relevante”, explica à CNN.

O desafio para os setores é identificar o que precisa mudar na experiência oferecida e como comunicar essas mudanças de maneira convincente. A avaliação favorável do agro pode orientar perguntas e comparações, embora o levantamento não mapeie quais práticas sejam diretamente transferíveis a outros segmentos. 

A pesquisa mais ampla da OnStrategy reúne 470,6 mil participantes em 27 países, incluindo 192,4 mil no Brasil. As entrevistas foram realizadas online entre outubro de 2025 e março de 2026. As mulheres representam 56% da amostra interna. A apresentação não informa a significância estatística das diferenças setoriais. 

Agro precisa melhorar divulgação internacional

Para o professor e consultor, José Luiz Tejon, o agronegócio brasileiro precisa ampliar a comunicação com os consumidores internacionais para transferir números de produção robusta em reconhecimento e maior valor para seus produtos junto a parceiros comerciais. “Nós somos grandes fornecedores de alimentos, de fibras. Mas a população mundial desconhece”, afirma.

A partir da análise de parte dos resultados da pesquisa da OnStrategy, Tejon aponta que a reputação de destaque do agro em relação aos outros setores oferece uma oportunidade de aproximar a produção brasileira de quem consome seus produtos dentro do país e no exterior através de uma divulgação mais pragmática de identificação de origem, certificações de sustentabilidade, ou diferenciações de produtos nativos e ligados a determinados biomas.

O desconhecimento sobre a produção brasileira, argumenta, pode fragilizar até mesmo as negociações entre empresas.

“Se as populações não conhecem nada de Brasil, você tem uma grande debilidade, inclusive nas relações B2B, nas relações business, e acaba sendo um alvo fácil para polarizações políticas internacionais.”

Ele defende que as relações comerciais com empresas e governos precisam ser acompanhadas de uma estratégia que apresente à população dos países compradores a origem e as características do que o Brasil vende.

A proposta é fazer com que a origem brasileira seja reconhecida como um diferencial na decisão de compra. “Quando valorizamos a originação e ela é percebida pelo consumidor final, e aumentamos o poder brasileiro na mesa das negociações, de buscar agregação de valor, de buscar produtos que possam ser mais bem remunerados.”

Esse trabalho também passa pela valorização dos territórios. O especialista cita o conceito de terroir para destacar a ligação entre a produção, a cultura local e a gastronomia — características que podem ajudar a diferenciar os produtos brasileiros no mercado internacional.

Nesse contexto, Tejon destaca o trabalho do Sebrae no desenvolvimento das indicações geográficas e defende que as identidades regionais ganhem mais espaço nas mesas dos brasileiros, nos bares e nos restaurantes dos mercados compradores.

Hoje, o país tem mais de 150 Indicações Geográficas (IGs) reconhecidas oficialmente pelo Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), número que saltou cinco vezes em cinco anos com o trabalho de promoção do Sebrae em territórios além dos polos produtores de commodities agrícolas. 

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Plena Alimentos aposta em exportações, confinamento e novos negócios

A Plena Alimentos mantém uma estratégia de expansão baseada na diversificação dos negócios e dos mercados consumidores de carne bovina. O grupo, que atua nos estados de Minas Gerais, Goiás e Tocantins, combina uma operação frigorífica de grande escala com atividades de confinamento, distribuição e produção de petiscos naturais para animais.

Durante o Forum Pecuária Datagro, o CEO da companhia, Paulo Emílio, destacou que a Plena abate atualmente cerca de 52 mil animais por mês em suas unidades industriais. A operação é dividida de forma equilibrada entre os mercados interno e externo, com aproximadamente 50% da produção destinada a cada frente.

A estratégia de exportação também passa por uma maior diversificação dos destinos. A China responde por 27% das exportações da Plena, enquanto o restante é distribuído entre países como Líbia, Tunísia, Egito e Singapura. A companhia também trabalha para habilitar a unidade de Porangatu, em Goiás, para exportações aos Estados Unidos, ampliando o número de mercados acessíveis à produção.

Além da indústria frigorífica, a pecuária representa uma frente relevante dentro da estrutura do grupo. A empresa mantém um confinamento em Goiás com capacidade estática para 86 mil animais e outra operação em Minas Gerais com capacidade para 8 mil cabeças. Em Minas, parte da estrutura é utilizada para fornecer animais às próprias unidades industriais da companhia.

A integração entre pecuária e indústria permite à companhia trabalhar com diferentes estratégias de abastecimento. Ao mesmo tempo, a Plena mantém as operações de confinamento separadas entre os negócios do grupo, com estruturas e resultados próprios, de acordo com o executivo.

Outra frente de diversificação está no segmento de produtos para animais de estimação. A empresa mantém a Petisco, negócio voltado à produção de petiscos naturais a partir de subprodutos da indústria frigorífica, como miúdos. Segundo Paulo Emílio, a operação vem crescendo mais de 100% ao ano nos últimos anos, em uma estratégia de aproveitamento de resíduos e agregação de valor.

A estrutura do grupo também inclui uma operação própria de logística para o mercado doméstico. A grande empresa de logística conta com 66 caminhões dedicados à distribuição dos produtos da Plena, principalmente para o mercado de Belo Horizonte e região.

A diversificação ganha importância em um momento de mudanças no comércio internacional de carne bovina. Para a companhia, a ampliação do número de destinos de exportação reduz a dependência de um único mercado e permite distribuir a produção entre diferentes clientes e regiões.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro continua sendo uma das principais frentes comerciais da Plena. Segundo o CEO, a empresa mantém uma forte atuação doméstica e trabalha com linhas diferenciadas para atender diferentes perfis de consumidores. A companhia avalia que a evolução das exportações também contribuiu para melhorar a qualidade dos animais e dos cortes disponíveis no mercado brasileiro.

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