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São Paulo cria mais de 300 mil vagas de emprego em 2026, diz Seade


O estado de São Paulo criou mais de 300 mil postos de emprego com carteira assinada nos primeiros oito meses de 2026. Os dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Em agosto, foram quase 43 mil vagas de emprego formais criadas. No acumulado de 12 meses, São Paulo criou quase 175 mil oportunidades de trabalho.

Assim, o estado criou 27% do total de vagas com carteira assinada do país em oito meses, 26% em agosto e 20% em 12 meses. Os números consolidam São Paulo como o estado que tem maior saldo de vagas do país, além de criar 58% dos empregos na região Sudeste em agosto e no acumulado do ano.

Em todos os períodos, houve crescimento na criação de vagas de emprego no estado: 0,29% em agosto, 2,13% em oito meses e 1,19% no acumulado de 12 meses.

São Paulo – vagas criadas

Agosto: 42.533
8 meses: 306.883
Últimos 12 meses: 174.041

Brasil – vagas criadas

Agosto: 165.827
8 meses: 1.134.033
Últimos 12 meses: 887.708

Sudeste – vagas criadas

Agosto: 73.167
8 meses: 529.132
Últimos 12 meses: 332.368

Salário médio

Em agosto, São Paulo teve também o maior salário médio de admissão do país, de R$ 2.725,54, seguido por Santa Catarina (R$ 2.492,57), Distrito Federal (R$ 2.433,12) e Rio de Janeiro (R$ 2.385,31).

A valorização dos trabalhadores paulistas é impactada por fatores como o salário mínimo estadual fixado pelo governo de São Paulo, que alcançará quase 50% de valorização nesta gestão com o valor R$ 1.874 neste ano.

O salário de admissão de São Paulo é 13% maior que do Brasil (R$ 2.410,74). O Sudeste foi a região com maior valor no país (R$ 2.572,56).

Setores com mais contratações

O setor de serviços foi o que mais criou vagas em agosto: total de 30.106. Dentro do setor se destacam administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (13.128), transporte, armazenagem e correio (7.822), alojamento e alimentação (3.865) e Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3.333).

Para o setor de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas criou 5.092 vagas, seguido pela construção (2.728).

Completam os setores com mais vagas agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2.687) e Indústria geral (1.916), com destaque para a indústria da transformação (2.197).



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Entenda o que é a doença de Creutzfeldt-Jakob, que matou Lito Sousa


O influenciador Lito Sousa morreu nesta quinta-feira (1º) aos 59 anos. Ele havia recebido diagnóstico para Creutzfeldt-Jakob, uma doença neurodegenerativa rara, e estava em tratamento. Deixa mulher e filho.

A morte do influenciador foi comunicada por meio das redes sociais. “Um grande abraço e até o próximo voo.
Foi uma honra ter viajado com você. Te amo. Sempre”, diz a legenda da publicação.

Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma complicação priônica humana rara, neurodegenerativa e progressiva. Ela afeta o cérebro e não possui tratamento capaz de interromper ou curar a doença.

A DCJ costuma provocar alterações neurológicas que podem incluir demência, perda de memória e tremores. Com a progressão do quadro, outros movimentos e funções do sistema nervoso podem ser comprometidos.

Segundo balanço do Ministério da Saúde, a partir do ano de 2005 até 2021, foram registradas no Brasil 1.576 notificações de casos suspeitos da DCJ, com registros mais frequentes em pessoas residentes nas Regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

Os estados com maior número de casos suspeitos notificados no período foram: São Paulo com 32,5% (512), Paraná com 12,0% (189) e Minas Gerais com 10% (158).

A maior frequência de notificações foi registrada entre as idades de 55 a 74 anos, representando 60,2% (994) do total. Quanto ao sexo, foi observada pequena variação, sendo 53,6% (845) de casos suspeitos do sexo feminino e 46,3% (730) do sexo masculino.

Desde 2005 a DCJ integra a Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória. A Vigilância Epidemiológica está sob a Coordenação-Geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial (CGZV), Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde e tem como principais objetivos detectar casos da doença, conhecer o seu perfil epidemiológico e definir medidas de biossegurança.

As doenças priônicas são causadas por alterações em proteínas chamadas príons. Na DCJ, essas proteínas anormais se acumulam no cérebro e provocam a destruição progressiva das células nervosas.

A evolução da doença varia entre os pacientes, mas a DCJ é considerada uma condição de progressão rápida. O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica e de exames, já que os sintomas podem se confundir inicialmente com os de outras doenças neurológicas.



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Vylor vê Brasil como foco de crescimento e edição gênica como aposta

A Vylor, empresa de sementes e genética que iniciou nesta quinta-feira (1º) sua operação independente após a separação da Corteva, considera o Brasil um dos principais mercados para o desenvolvimento e a comercialização de novas tecnologias agrícolas. 

O Brasil é atualmente o segundo país mais relevante para a Vylor, segundo William Weber, presidente da unidade comercial Brasil e Paraguai. A companhia pretende concentrar parte dos investimentos no desenvolvimento de tecnologias para o mercado brasileiro.

“Brasil é um dos nossos focos de crescimento e onde estaremos desenvolvendo nossas novas tecnologias. O Brasil é hoje, para a Vylor, o segundo país mais relevante”, disse Weber em coletiva de imprensa no GAFFFF, em São Paulo.

A empresa também pretende ampliar a participação do negócio de licenciamento no país. Segundo Anelcindo Souza, diretor de Marketing da Vylor, a companhia já tem uma participação de dois dígitos no mercado brasileiro de tecnologias licenciadas de soja e pretende chegar a um terço desse mercado até o fim da década.

A companhia informou que seu portfólio de tecnologias é avaliado em US$ 19 bilhões e prevê 12 novas plataformas para milho, soja e trigo ao longo da próxima década.

Segundo os executivos brasileiros, a expectativa é lançar parte desse portfólio no mercado a partir da safra 2028/29. Os projetos, porém, têm diferentes horizontes de desenvolvimento, e parte das tecnologias está prevista apenas para a próxima década.

Destas 12 tecnologias em desenvolvimento pela companhia, quatro vertentes concentram os trabalhos: controle de insetos; flexibilidade e tolerância a herbicidas para o controle de plantas daninhas; resistência a doenças; e tolerância a condições extremas.

Edição gênica

A edição gênica é uma das principais frentes de pesquisa da companhia. No primeiro momento, os trabalhos estão concentrados em características de resistência a doenças, mas o pipeline inclui também pesquisas relacionadas à maturidade dos grãos.

A tecnologia não ficará restrita à soja. A Vylor também desenvolve projetos de edição gênica para milho e avalia aplicações em outras culturas.

“Estamos colocando todas as nossas forças em edição gênica. Não só para milho e soja. Elas são as primeiras culturas porque temos mais know-how nessas culturas. Mas outras culturas podem ser beneficiadas, como canola, arroz, trigo, sorgo, mostarda, então muitas vão poder usar essas tecnologias ao longo do tempo”, disse Souza.

Segundo Weber, a empresa possui uma das maiores estruturas privadas de pesquisa em edição gênica. “A Vylor é hoje a segunda empresa com maior potencial para edição gênica. Nós só ficamos atrás de um país inteiro, que é a China. O restante, tudo está com a Vylor. Somando a China inteira, ela está primeiro. Como empresa, está a Vylor”, afirmou.

A companhia também possui mais de 1 milhão de linhagens em sua biblioteca genética, que serve de base para os programas de melhoramento e desenvolvimento de novas variedades e tecnologias.

Culturas

Para a soja, a Vylor anunciou anteriormente quatro novas plataformas tecnológicas até 2035. Uma delas será voltada especificamente à América Latina e combinará genética com uma tecnologia de controle de insetos de amplo espectro. A companhia também trabalha em tecnologias para resistência à ferrugem asiática e em uma soja com resistência a múltiplas doenças por meio de edição gênica.

O pipeline também inclui sete novas plataformas tecnológicas para milho a partir de 2028. Entre elas está uma tecnologia voltada ao aumento da produtividade e à estabilidade de rendimento. A empresa também trabalha em milho com resistência a múltiplas doenças por meio de edição gênica.

Outra frente do pipeline é o milho de baixa estatura, tecnologia que está em desenvolvimento pela companhia.

No trigo, a Vylor prevê levar para a América do Norte, no fim de 2027,um sistema utilizado no desenvolvimento de trigo híbrido. Segundo a empresa, testes realizados ao longo dos últimos anos indicaram ganhos de produtividade e estabilidade de rendimento em diferentes condições.

A estratégia também começa a avançar para culturas além das três principais. A companhia está lançando neste ano no Brasil a mostarda indiana, segundo Weber.

A cultura também está relacionada à estratégia da Vylor para biocombustíveis. A empresa mantém uma joint venture com a bp (British Petrol), voltada ao desenvolvimento de matérias-primas para SAF (combustível sustentável de aviação).

Estratégia de longo prazo

Com a separação da Corteva, a Vylor passa a operar de forma independente e concentra seus negócios em sementes, genética e biotecnologia. As ações da companhia começaram a ser negociadas nesta quinta-feira na Bolsa de Nova York (NYSE), sob o código VYLR.

Para os executivos, o desenvolvimento das novas tecnologias não está concentrado em resultados imediatos. A estratégia envolve programas de pesquisa e melhoramento com ciclos mais longos, que devem gerar produtos ao longo dos próximos anos.

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PF marca depoimentos de Galípolo, Campos Neto e André Esteves sobre Master


A Polícia Federal marcou para a semana que vem os depoimentos do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, do ex-presidente do BC Roberto Campos Neto e do dono do BTG Pactual, André Esteves, sobre fatos envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.

Eles serão ouvidos dentro do inquérito que apura suspeitas de cooptação de dois servidores do BC por Vorcaro. A PF decidiu ouvi-los na condição de testemunhas após eles terem sido mencionados no depoimento de um desses investigados, o ex-diretor Paulo Sérgio Souza.

A programação da PF é que cada um seja ouvido em um dia da semana. Seus advogados, porém, ainda podem tentar pedir adiamento. O primeiro interrogatório previsto é o de André Esteves, na segunda-feira (5). Na terça (6), será a vez de Gabriel Galípolo. Na quarta-feira (7), a previsão é ouvir Roberto Campos Neto.

Por último, a PF também pretende colher um terceiro depoimento do diretor de Fiscalização do BC Ailton de Aquino, que ficou marcado para a próxima quinta-feira (7). A logística dos depoimentos ainda está sendo organizada.

Depoimento Paulo Sérgio

No depoimento que prestou ao longo do inquérito, o ex-diretor Paulo Sérgio havia citado a existência de reuniões com Galípolo, Campos Neto e Esteves para tratar do Banco Master. O BTG foi mencionado porque chegou a avaliar a compra do banco.

Paulo Sérgio negou ter recebido propina de Vorcaro em troca de repassar informações sigilosas ao dono do Master e afirmou que Galípolo resistiu a enviar uma comunicação de crime ao Ministério Público Federal sobre as suspeitas envolvendo a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

“Relata que comunicou ao diretor Ailton a necessidade de fazer a comunicação ao Ministério Público, e que a comunicação estava pronta”, contou à PF.

Paulo Sérgio relatou duas reuniões com Galípolo para tratar do assunto. Segundo o servidor, na primeira reunião, ele comunicou que o Banco Master já tinha deixado de recolher todo o compulsório (reserva obrigatória que fica depositada no próprio BC) e seria necessário liquidá-lo ou encontrar uma solução de mercado com o BTG Pactual.

“Naquela primeira reunião, o diretor Galípolo pediu um voto de confiança para a solução do BRB, por volta do final de fevereiro ou início de março; que, na segunda reunião, no final de junho, o diretor Galípolo afirmou que não faria comunicação ao Ministério Público por gestão temerária, pois a informação que havia recebido internamente era de que havia fraude na carteira”, afirmou.

Paulo Sérgio disse ainda que, quando Galípolo estava sendo submetido à sabatina de sua indicação no Senado, recebeu de Ailton a orientação de “jogar parado”.

O diretor afastado também mencionou um episódio sobre o Banco Master envolvendo o BTG e Roberto Campos Neto. Segundo Paulo Sérgio, em novembro de 2024, Ailton lhe informou que o BTG havia encerrado uma due diligence (diligência prévia a uma negociação) no Master e comunicou ter descoberto uma fraude de R$ 32 bilhões

“Relata que a comunicação do BTG foi verbal, feita por telefone no dia 29 de novembro, e que o diretor Ailton lhe disse para ir a São Paulo na segunda-feira, pois na terça-feira o BTG faria uma apresentação; que a apresentação foi realizada no dia 3 de dezembro de 2024, estando presentes o presidente Roberto Campos Neto (…); que o BTG não entregou documentação na reunião”, afirmou Paulo Sérgio.



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Geopolítica amplia pressão comercial no agro e requer estratégia do Brasil

As transformações na geopolítica global e o aumento das exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade estão mudando as relações comerciais do agronegócio e exigindo do Brasil uma atuação mais coordenada para preservar mercados e ampliar sua presença internacional.

A avaliação é de especialistas que participam nesta quinta-feira do GAFFFF (Global Agribusiness Forum), em São Paulo, para debater a regulação do comércio de alimentos mundial. Rastreabilidade e exportações com selos e certificações se tornam instrumentos de poder de negociação.

O presidente da Academia Latino-Americana do Agro (Alagro), Manoel Mário de Souza Barros, ressalta que o uso crescente das regras sanitárias reflete em uma profunda transformação do comércio internacional, cada vez mais de olho em instrumentos de regulação das relações comerciais.

Segundo ele, esse movimento tem provocado preocupação crescente entre os países produtores e exportadores, que precisam se adaptar às novas regras globais para manter o acesso aos mercados.

A rastreabilidade das cadeias de produção de proteína animal, por exemplo, é uma dessas ferramentas. De acordo com o executivo, os sistemas de monitoramento ganharão mais importância na inserção internacional, mas podem elevar os custos para produtores e empresas que precisam atender às exigências dos compradores.

Nesse cenário, ele defendeu o fortalecimento da capacidade brasileira de negociação para evitar que novas barreiras regulatórias comprometam o acesso do país aos mercados internacionais.

Exportações como instrumento geopolítico

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, vê o setor de proteína animal em um período de transição e que o Brasil precisa utilizar sua capacidade de produção e exportação também como instrumento de política comercial e geopolítica.

Para ele, as crises internacionais, incluindo o conflito no Oriente Médio, acabaram evidenciando a importância do Brasil como fornecedor global de alimentos, mesmo em períodos de instabilidade, quando os embarques brasileiros de proteína animal continuaram, incluindo países envolvidos em conflitos.

Para Santin, a capacidade brasileira de garantir o abastecimento internacional amplia a relevância do país nas negociações comerciais.

Ele também destacou que as exigências relacionadas à sustentabilidade, à produtividade e à competitividade aumentam a pressão sobre os países produtores. Nesse ambiente, a manutenção da competitividade brasileira passa a ser um dos principais fatores para a preservação dos mercados externos.

No caso da União Europeia, a especialista em Agricultura e Sustentabilidade da Agroicone, Laura Antoniazzi, explica a criação de novas regras comerciais e ambientais por parte do bloco faz com que o Brasil tenha de acompanhar simultaneamente aos ajustes comerciais e regulatórias para reduzir vulnerabilidades diante de grandes blocos econômicos.

A especialista citou o café como exemplo dos desafios impostos pelas novas exigências. Segundo Laura, uma parcela significativa das exportações do produto tem como destino a União Europeia, o que torna necessária a criação de estruturas capazes de comprovar a origem e as condições de produção.

Nesse contexto, a rastreabilidade aparece novamente como uma ferramenta importante, mas que também pode gerar custos adicionais para as cadeias produtivas.

“Isso vai gerar custos. A questão é como dividir e quem vai pagar por eles de uma forma mais justa”, afirma.

Laura destaca que diferentes setores já estão se preparando para demonstrar que suas cadeias produtivas não estão associadas ao desmatamento. Outro setor, acrescenta, é o de eucalipto, que também enfrenta preocupações relacionadas às novas exigências e aos detalhes técnicos das regulamentações internacionais.

Na avaliação da especialista, um dos riscos é que as decisões sobre padrões e comprovação de origem fiquem concentradas nas mãos dos compradores internacionais, aumentando a vulnerabilidade dos produtores e exportadores brasileiros.

Diplomacia do agro

Diante desse cenário, Laura defendeu uma atuação mais coordenada entre governo e iniciativa privada. Para ela, o Brasil precisa ampliar a chamada diplomacia do agro, combinando negociação comercial, atuação institucional e apresentação das características da produção brasileira aos mercados internacionais.

Segundo a especialista, o país já possui estruturas para responder às novas demandas, mas precisa ampliar essa atuação e utilizar a diplomacia comercial de maneira mais estratégica para promover a produção brasileira no exterior.

O debate mostrou que a disputa por mercados agrícolas não está mais restrita a preços e volumes. Regras ambientais, rastreabilidade, padrões sanitários e questões geopolíticas passaram a fazer parte da competição internacional e podem influenciar diretamente o acesso dos produtos brasileiros aos principais mercados consumidores.

Nesse contexto, a capacidade de negociação e a coordenação entre governo e setor privado ganham importância para que o Brasil consiga atender às novas exigências sem comprometer a competitividade de suas cadeias agropecuárias.

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Caramuru Alimentos elege Alexandre Silva como diretor financeiro e de RI

A Caramuru Alimentos elegeu Alexandre Mariano da Silva para os cargos de diretor financeiro e de relações com investidores, informou a companhia em comunicado ao mercado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta quinta-feira (1°).

Silva é graduado em Engenharia Agronômica pela USP (Universidade de São Paulo) e tem MBAs em Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e Executivo em Finanças pela Saint Paul Escola de Negócios. O executivo tem experiência em tesouraria, mercado de capitais, gestão de riscos financeiros e governança financeira.

Já atuou em empresas como BRF, NovaAgri e EuroChem e, antes de chegar à Caramuru, era diretor financeiro de Value Creation do Pátria Investimentos, onde dava suporte estratégico a CFOs e tesoureiros de empresas investidas no Brasil e na América Latina.

Com a nomeação, Marcus Erich Thieme deixa de acumular interinamente as funções de diretor financeiro e de relações com investidores e permanece exclusivamente como diretor-presidente da Caramuru.

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Estudante de Medicina é morto por bombeiro após discussão de trânsito em SP


O estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morreu após ser baleado por um bombeiro militar durante uma briga de trânsito em Taubaté, no interior de São Paulo, na quarta-feira, 30.

Bruno iniciou o curso de Medicina na Universidade da Amazônia (Unama), em Santarém (PA), mas depois se transferiu para a Faculdade de Medicina de Taubaté, ligada à Universidade de Taubaté (Unitau), onde cursava o quarto semestre.

Em nota, a Unama lamentou o ocorrido. “Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e colegas, desejando força e conforto a todos”, disse a instituição.

Em 2024, a universidade publicou um vídeo no qual Bruno conta que sempre sonhou em cursar Medicina. Ele morava em São Paulo, mas havia se mudado para o Pará para fazer faculdade.

“Vim realizar meu sonho, que é cursar a carreira de Medicina”, disse. No vídeo, o jovem afirmou que gostava de estudar a área de Ciências Biológicas desde criança e que sempre admirou profissionais da área da saúde. “Já no ensino médio eu pude ter uma noção melhor e amadurecer a ideia. E hoje eu estou aqui, prestes a realizar meu sonho”, acrescentou.

O Diretório Acadêmico Benedicto Montenegro, que representa os alunos do curso de Medicina da Unitau, também lamentou a morte de Bruno. “Que sua memória permaneça viva entre aqueles que o conheceram, e que sua família e amigos encontrem força e amparo para atravessar este momento difícil”, escreveu a entidade em uma publicação no Instagram.

Nos comentários, alunos e amigos falaram sobre o jovem. “Fui coordenadora do Bruno em Santarém, um aluno educado e gentil! Sempre disse a ele que ele seria um bom médico, pelo jeito carinhoso e respeitoso que tratava as pessoas”, escreveu uma mulher.

A Unitau suspendeu as aulas até sexta-feira, 2, para que os alunos possam comparecer ao velório e ao enterro de Bruno, que serão realizados nesta quinta-feira, 1º, em Jacareí. Os estudantes também organizaram um ato de vigília em homenagem ao jovem, realizado às 20h de quarta-feira, na Avenida do Povo, onde Bruno foi morto.

O que ocorreu

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que, após uma discussão, Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, atirou contra Bruno. O estudante chegou a ser encaminhado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos.

Oliveira foi preso em flagrante e teve a arma apreendida. Ele deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto.

O caso foi registrado como homicídio e é investigado pela 1º Distrito Policial de Taubaté.



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Comércio global virou estratégia geopolítica e Brasil precisa da diplomacia do agro


O mundo está vivendo um momento disruptivo no comércio global, no qual o multilateralismo está sendo deixado de lado, os fóruns negociação têm se enfraquecido e os países têm montado sua estratégia geopolítica sobre bases protecionistas, introduzindo barreiras tarifária e não-tarifária. Nesse contexto, o Brasil precisa amplificar diplomacia do agro para se manter como ator importante.

Essa foi a conclusão do painel sobre o papel do agro no reordenamento geopolítico internacional, que aconteceu durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF), que está sendo realizado em São Paulo.

Pablo Ibañez é professor associado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, explicou que, nesse momento, a China tem desafiado a antiga hegemonia econômica americana e que já gasta em ciência, tecnologia e inovação o mesmo que os EUA.

E que, especificamente no setor alimentos, o gigante asiático colocou a questão da segurança alimentar  como um elemento de segurança nacional, um exemplo que tem sido seguido por outros países. “A economia está passando por um processo de securitização”, comentou.

Nesse contexto, como o Brasil não é um tomador de decisões em nível global, precisa se adequar ao reordenamento e colocar o interesse nacional acima das disputas ideológicas, recomendou o acadêmico

Sobre as barreiras tarifária e não tarifárias que o Brasil tem enfrentado nesse novo momento, Laura Antoniazzi, pesquisadora e sócia da Agroicone, citou o tarifaço dos EUA e as novas regras sob o Regulamento da União Europeia sobre Desmatamento (EUDR).

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Para ela, o papel do Brasil ode ser de questionar detalhes das exigências, mas é preciso também ser pragmático e atender as regras porque o mercado europeu é muito importante.

Laura Antoniazzi também defendeu o que chamou de “diplomacia do agro”, um movimento de negociações e convencimento que precisa ser coordenado entre os setores público e privado. Nesse sentido, ela elogiou o fato de o Brasil já possuir 40 postos de adidos agrícolas nas embaixadas em todo o mundo. O trabalho precisa ser tanto comercial como de esclarecimento, “mostrando o valor das cadeias produtivas brasileiras”, defendeu.

Nessa guerra de narrativas, Ricardo Santin, Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que Brasil tem uma “arma” importante, que a capacidade de fornecer comida de qualidade e de maneira sustentável num período de insegurança alimentar. Ele lembrou que, no mundo, cerca de 3 bilhões de pessoas não consomem anualmente a média de proteína recomendada internacionalmente.

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“Nós temos uma arma: alimentos saudáveis, seguros e muito sustentáveis. Não somos melhores do que ninguém, mas ninguém é melhor do que nós”, disse.



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Eleição com chuva em São Paulo: veja a previsão do tempo


As instabilidades voltam a ganhar força no decorrer da tarde do próximo sábado, dia 3, o que deve provocar chuvas na forma de pancadas isoladas na capital e na Grande São Paulo. Para domingo, 4, dia de eleições também há chance de fortes precipitações.

Nesta quinta-feira, 1º, o dia começou abafado. Ainda durante a manhã, o sol apareceu entre nuvens e favoreceu a elevação das temperaturas. No entanto, a chegada de uma frente fria muda o tempo no decorrer do dia.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, as instabilidades devem ganhar força no decorrer da tarde.

“Há condições para pontos de moderada a forte intensidade com raios e rajadas de vento que podem superar os 50Km/h, o que eleva o potencial para formação de alagamentos e queda de árvores”, disse.

Além disso, as temperaturas também entram em declínio, segundo informações do CGE.

Veja a variação de temperaturas para os próximos dias, segundo a Meteoblue:

  • Quinta-feira: entre 19ºC e 25ºC
  • Sexta-feira: entre 16ºC e 18ºC
  • Sábado: entre 15ºC e 21ºC
  • Domingo: entre 17ºC e 26ºC
  • Segunda-feira: entre 19ºC e 24ºC

Na sexta-feira, 2, a frente fria se afasta do litoral paulista, mas os ventos úmidos do oceano ainda devem causar muita nebulosidade, chuvas mais fracas e declínio das temperaturas.

No sábado, 3, o sol aparece entre nuvens e favorece a gradativa elevação das temperaturas no decorrer do dia. No decorrer da tarde, as instabilidades voltam a ganhar força, o que deve provocar chuvas na forma de pancadas isoladas na Grande São Paulo.

Conforme a Meteoblue, o domingo, 4, deve ser marcado por precipitações fortes e temperaturas entre 17ºC e 26ºC. Para segunda-feira, 5, a estimativa também é de chuvas mais intensas e máxima na casa dos 24ºC.



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economia

Brasil pagará sobretaxa de 55% para carne bovina exportada à China a partir de hoje







O Brasil atingiu a cota anual de exportação de carne bovina para a China. Com isso, os embarques para o país a partir desta quinta-feira pagarão uma sobretaxa de 55%. Na avaliação do setor, a tributação extra praticamente inviabiliza as exportações. A China é o principal destino das vendas do produto para o exterior.

As vendas de carne bovina para o mercado chinês funcionam assim: os embarques são taxados em 12% até atingir o teto de uma cota. Em 2026, essa cota é de 1,106 milhão de toneladas. Ou seja, o que passar disso pagar mais.

A sobretaxa é de 55%. Logo, a carne que chegar aos portos chineses a partir de agora serão tributadas em 67%.

Esse mecanismo torna o valor do produto tão alto que o Brasil perde competitividade e fica difícil de acessar o mercado asiático.

A China começou a impor cotas a importação de carne neste ano. Ela decidiu fazer isso para proteger os pecuaristas e a produção local, que vem crescendo nos últimos anos. Há cotas para todos os grandes exportadores, não apenas o Brasil.

Cota maior

O Brasil é o que tem a maior cota. No ano que vem, esse teto vai subir para 1,128 milhão de toneladas. O sistema de delimitar os volumes de importações deve vigorar até 2028.

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Segundo técnicos do Ministério da Agricultura, o governo brasileiro vai intensificar as negociações com Pequim para tentar obter uma cota adicional para 2026.

Desde julho, diante da possibilidade de o limite ser atingido entre agosto e setembro, os frigoríficos brasileiros já vinham desacelerando os embarques para evitar a sobretaxa. Muitos deram férias coletivas para seus empregados.



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