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Caso Henry Borel: entenda o perdão judicial concedido à Monique Medeiros


A decisão que encerrou o julgamento do caso Henry Borel trouxe um desfecho diferente para Monique Medeiros. Embora o Conselho de Sentença tenha reconhecido sua responsabilidade por tortura por omissão e desclassificado a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo, a mãe de Henry recebeu perdão judicial, instituto jurídico que afasta a aplicação da pena mesmo após o reconhecimento do crime.

A medida foi aplicada pela juíza Elizabeth Machado Louro durante a leitura da sentença, na madrugada desta quinta-feira (4), após 11 dias de julgamento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção, mas a magistrada entendeu que não havia razão para impor uma punição adicional.

O que é o perdão judicial

O perdão judicial é um instituto previsto na legislação penal brasileira no artigo 121, § 5º, do Código Penal, que autoriza o magistrado a deixar de aplicar a pena mesmo após o reconhecimento da prática de uma infração penal. 

Trata-se de uma hipótese excepcional em que o Estado reconhece a existência do crime e a responsabilidade do agente, mas conclui que as consequências decorrentes do próprio fato já produziram efeitos suficientemente gravosos para tornar desnecessária a imposição de uma sanção penal.

Por essa razão, o perdão judicial não se confunde com absolvição. A sentença continua reconhecendo a ocorrência do delito e a participação do acusado, mas afasta os efeitos punitivos da condenação.

Por que o benefício foi aplicado a Monique?

Ao proferir a sentença, a juíza Elizabeth Machado Louro entendeu que as consequências pessoais e sociais suportadas por Monique Medeiros ao longo dos últimos cinco anos ultrapassaram a finalidade que seria alcançada pela pena criminal.

Na fundamentação, a magistrada destacou a perda do único filho, a repercussão nacional do caso, as agressões sofridas durante o período em que esteve presa e o intenso escrutínio público a que foi submetida desde a morte de Henry Borel.

Segundo a juíza, a acusada foi alvo de uma reação social desproporcional, potencializada por expectativas culturalmente atribuídas ao papel materno. Para a magistrada, o conjunto dessas consequências já representaria uma resposta suficientemente severa do ponto de vista pessoal e social.

Efeitos da decisão

Embora tenha afastado a aplicação da pena, a sentença não eliminou a responsabilização penal de Monique. O Conselho de Sentença afastou a imputação de homicídio doloso e promoveu a desclassificação da acusação para homicídio culposo. Em razão do perdão judicial, a condenação deixa de produzir efeitos executórios, encerrando a pretensão punitiva estatal em relação à condenada.

Além disso, houve reconhecimento da prática do crime de tortura por omissão, entendimento segundo o qual a mãe deixou de agir para impedir as agressões sofridas pela criança. No entanto, a pena aplicada pelo crime de tortura por omissão também não resultará em novo período de prisão, uma vez que o tempo de prisão preventiva já cumprido por Monique foi considerado suficiente para o cumprimento da sanção fixada na sentença.

Decisão ainda pode ser objeto de recurso

Apesar de encerrar o julgamento em primeira instância, a sentença não impede a interposição de recursos pelas partes.

O Ministério Público e a assistência de acusação podem questionar aspectos como a desclassificação do homicídio doloso, o reconhecimento das teses acolhidas pelo Conselho de Sentença e a própria concessão do perdão judicial. Da mesma forma, a defesa pode impugnar pontos remanescentes da condenação.

Eventuais recursos serão analisados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, observados os limites impostos pelo princípio constitucional da soberania dos veredictos, que confere especial proteção às decisões proferidas pelo Tribunal do Júri.



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DNA coletado em presídios amplia investigações e fortalece banco genético de Mato Grosso do Sul


A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul ampliou em 486 perfis o banco estadual de DNA após duas etapas de coleta realizadas no Complexo Penitenciário da Gameleira, em Campo Grande. A medida fortalece investigações criminais e amplia as chances de identificação de autores por meio de vestígios biológicos encontrados em cenas de crime.

A segunda etapa da ação foi realizada na sexta-feira (29), na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, onde foram coletadas 186 amostras genéticas. A primeira ocorreu em 30 de abril, na Gameleira II, com a coleta de outras 300 amostras.

As ações integram as metas do Contrato de Gestão 2026, firmado entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o Governo do Estado, voltadas ao fortalecimento do Banco de Perfis Genéticos. O trabalho é executado pelo IALF  (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), da Polícia Científica, com apoio da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul.

Após a coleta, as amostras passam por processamento laboratorial e, quando atendem aos critérios técnicos e legais, são inseridas nos bancos estadual e nacional de perfis genéticos. Os dados são utilizados em comparações que podem auxiliar na identificação de autores de crimes, estabelecer conexões entre diferentes ocorrências e subsidiar investigações em andamento.

Segundo a diretora do IALF, Josemirtes Prado da Silva, a ampliação da base genética aumenta a capacidade de confronto entre perfis cadastrados e vestígios coletados durante investigações.

“Quanto mais amostras de condenados forem inseridas, maior é a chance de coincidência com vestígios já cadastrados. O banco é mais uma ferramenta para auxiliar na identificação de autoria ou de autores em dois locais de crimes distintos”, afirma.

Dados da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos mostram que Mato Grosso do Sul contabilizava 5.471 perfis cadastrados até 1º de maio de 2026. Do total, 4.081 pertencem a condenados e 918 são vestígios biológicos coletados em investigações criminais.

O Estado acumula 88 investigações auxiliadas pela rede e 59 coincidências genéticas confirmadas. Dessas, 46 ocorreram entre vestígios biológicos e 13 entre vestígios e indivíduos cadastrados, demonstrando a capacidade da ferramenta de identificar autores e relacionar crimes cometidos em diferentes locais.

De acordo com a diretora do IALF, um caso recente resultou na identificação de correspondência entre material genético coletado em mutirão anterior e vestígios que permaneciam cadastrados sem autoria definida. “Um vestígio sem autoria hoje pode se transformar em prova amanhã”, destaca.

A Polícia Penal é responsável pela triagem das pessoas privadas de liberdade que se enquadram nas hipóteses legais de coleta, além de garantir a segurança durante as ações realizadas nas unidades prisionais.

A ampliação das coletas acompanha mudanças na legislação federal. Com a entrada em vigor da Lei nº 15.295/2025, a identificação do perfil genético passou a alcançar condenados à pena de reclusão em regime inicial fechado, independentemente do tipo de crime. Antes, a obrigatoriedade estava restrita a hipóteses específicas, como crimes contra a vida, contra a liberdade sexual e delitos praticados com violência grave.

A previsão é que novos mutirões sejam realizados em estabelecimentos penais do interior do Estado, ampliando a base genética sul-mato-grossense e fortalecendo uma ferramenta considerada estratégica para o esclarecimento de crimes e a produção de provas de interesse da Justiça.

Maria Ester Jardim Rossoni, Comunicação PCi-MS



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Hezbollah rejeita acordo de cessar-fogo condicional no Líbano


Irã exige retirada das tropas israelenses como condição para acordo com os EUA

MAHMOUD ZAYYAT / AFPMembros de Hezbollah, grupo xiita libanês
Membros de Hezbollah, grupo xiita libanês

O grupo pró-Irã Hezbollah rejeitou a trégua condicional anunciada pelas autoridades libanesas e israelenses nesta quinta-feira (4), exigindo, em vez disso, um cessar-fogo abrangente e a retirada de Israel do Líbano.

O cessar-fogo deve ser global (…) e sem a permissão para matar em nome do inimigo no Líbano”, disse o líder do Hezbollah, Naim Qasem, em uma mensagem transmitida pelo canal Al Manar, pertencente ao seu movimento.

Enviados israelenses e libaneses realizaram a quarta rodada de negociações em Washington na quarta-feira. Eles concordaram com um cessar-fogo condicionado à suspensão dos ataques do Hezbollah e à retirada de todos os membros do grupo da área ao sul do rio Litani, que fica aproximadamente 30 quilômetros ao norte da fronteira entre Líbano e Israel.

Rendição e derrota

Para Qasem, uma retirada do Hezbollah equivaleria a “rendição e derrota”. Um alto funcionário do Hezbollah, falando sob condição de anonimato, confirmou à AFP que o grupo rejeita o cessar-fogo. A decisão foi comunicada “ao presidente do Parlamento, Nabih Berri”, um aliado da organização xiita, afirmou ele.

O presidente libanês, Joseph Aoun, aguardava a resposta do grupo ao acordo do dia anterior, que ele descreveu como uma “última chance” para alcançar um cessar-fogo abrangente.

Qasem instou o governo a interromper “a farsa e a humilhação chamadas negociações diretas” com Israel. “Enquanto nosso povo não estiver seguro (…) os assentamentos (no norte de Israel) não estarão seguros”, acrescentou.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, anunciou que o exército começará a se mobilizar “em zonas-piloto” no sul do país, o que considera como um primeiro passo “tangível”, mas a população permanece cética.

Esta não é a primeira vez que um cessar-fogo é anunciado e Israel o viola“, disse à AFP Mohamad Chamsedin, de 56 anos, que abandonou sua casa nos arredores de Beirute.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, alertou que o exército “continuará seus ataques e operações terrestres por enquanto”. As forças israelenses mantêm “liberdade de ação, com o apoio americano, para atacar Beirute em resposta ao bombardeio de comunidades e território israelenses”, acrescentou.

O exército israelense ordenou novamente a evacuação de toda a área ao sul do rio Zahrani, cerca de 40 quilômetros ao norte da fronteira, enquanto as tropas “continuam atacando” a infraestrutura do Hezbollah naquele setor.

A agência de notícias estatal libanesa NNA relatou ataques de drones israelenses em várias cidades no sul e leste do país. Além disso, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) anunciou que um soldado da paz sérvio morreu e outros dois ficaram feridos após um bombardeio atingir sua base na noite de quarta-feira, no sul do Líbano.

Duro revés

A situação na frente libanesa afeta as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que exige a cessação das hostilidades no Líbano como condição para um acordo que ponha fim à guerra regional que eclodiu em fevereiro.

Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, pareça otimista, os ataques continuam esporadicamente no Golfo e as negociações estão estagnadas.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica do Irã, exigiu a retirada do exército israelense do Líbano. “Apoiar a resistência no Líbano é dever de cada um de nós”, escreveu o general Esmail Qaani, chefe da Força Quds, o braço de operações estrangeiras da Guarda.

Israel e Líbano já haviam concordado com um cessar-fogo em 17 de abril, mas ele nunca se traduziu em uma calma genuína no terreno. O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra regional que começou com a ofensiva de EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

Os bombardeios israelenses mataram mais de 3.500 pessoas e deslocaram mais de um milhão no Líbano desde 2 de março, o início das hostilidades entre esses dois países, segundo as autoridades libanesas. Do lado israelense, 26 soldados e um terceirizado civil morreram em território libanês.

Trump quer “separar” a frente libanesa da frente iraniana para pôr fim a uma guerra impopular entre os americanos. Na quarta-feira (3), a Câmara dos Representantes dos EUA pediu o fim da guerra em uma votação sobre uma resolução simbólica que Trump classificou como antipatriótica.

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou em um comunicado que os Estados Unidos e Israel estão tentando “dividir” seu país após ter sofrido um “duro revés” na guerra.





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Fitch eleva previsão para PIB do Brasil em 2026, mas corta para 2027


A Fitch elevou a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano, após o forte desempenho da economia no primeiro trimestre. Contudo, a agência de classificação de risco ponderou que o menor impulso fiscal no próximo ano deve pesar sobre a atividade, segundo relatório trimestral de Perspectiva da Economia Global (GEO, em inglês), divulgado nesta quinta-feira (4).

O PIB do Brasil deve crescer 2,1% em 2026, antes de desacelerar para 1,7% em 2027 e se recuperar levemente para alta de 2% em 2028, estimou a Fitch. No relatório anterior, em março, a projeção era de avanço de 1,9% neste ano e 1,8% no próximo.

A agência observou que a taxa de desemprego em mínima histórica e ganhos salariais reais continuam a sustentar o consumo brasileiro, assim como a reforma tributária aprovada em 2025 e que reduziu impostos sobre a população de menor renda, equilibrando com aumento de imposto sobre famílias de renda mais elevada. O dinamismo dos setores de agricultura e extrativismo também apoiaram o crescimento, destacou.

Para 2027, o cenário da Fitch projeta menor impulso fiscal para a economia, considerando o fim do período eleitoral.

A agência apontou que as incertezas sobre a política doméstica em espera pelas eleições gerais de outubro, o fenômeno El Niño e o choque global de energia provocado pela guerra no Oriente Médio também contribuem para uma postura mais rígida do BC do Brasil.

“O IPCA-15 da metade de maio indica uma aceleração continuada dos preços e expectativas inflacionárias também subiram”, alertou. A Fitch projetou que a inflação brasileira deve subir para 5% até o fim de 2026, quebrando a faixa de tolerância do BC, antes de retornar gradualmente para 4% em 2027.

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Do mesmo modo, o BC do Brasil deve adotar ritmo mais gradual de cortes na taxa Selic. Segundo a Fitch, os juros devem cair para 13% até o fim de 2026, comparado aos 12% previstos anteriormente, e para 10,5% em 2027 – projeção inalterada em relação a março.

A eventual flexibilização monetária no Brasil e o diferencial de juros com o Federal Reserve (Fed), dos EUA, deve pressionar o real a um enfraquecimento gradual contra o dólar, considerando ainda preocupações com o lado fiscal.



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No feriado, Janja publica vídeos de Lula malhando na Granja do Torto


Sem agendas públicas, petista passa feriado de Corpus Christi em Brasília, e se divide entre o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto



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economia

instituições não-bancárias capturaram parcela maior do mercado de empréstimos


A vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, alertou nesta quinta-feira, 4, que instituições financeiras não-bancárias (NBFIs, em inglês) estão capturando uma parcela cada vez maior do mercado de empréstimos e substituindo bancos tradicionais, sem enfrentar “padrões regulatórios” similares.

Por outro lado, pesquisas conduzidas pelo Fed mostram que os bancos estão apertando condições de empréstimo para NBFIs por preocupações com a qualidade de colaterais ou riscos de subscrição, apontou a dirigente, em testemunho no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes.

Bowman reiterou que o sistema financeiro americano está robusto e saudável, voltando a defender as propostas para aliviar requisitos de capital bancário. “Essas propostas esclarecem os requerimentos, os alinham a riscos reais e reduzem sobreposições, além de apoiar a extensão do crédito para a economia dos EUA enquanto preserva níveis fortes de capital e segurança”, disse.

A dirigente também comentou sobre outras mudanças nos órgãos de supervisão e regulação bancária nos EUA, como a flexibilização de regras para adoção de novas tecnologias – por exemplo, inteligência artificial (IA) e “tokenização” – e revisão de modelos de gerenciamento de riscos para alinhá-los ao perfil, tamanho e complexidade das operações do banco em questão.



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Enem 2026: últimos dias para se inscrever


O prazo de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina na sexta-feira (5). Interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, na Página do Participante, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O prazo vale também para os candidatos que querem pedir o tratamento pelo nome social em todas as fases do exame. O tratamento é destinado àqueles que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente pela sua identidade de gênero.

Os participantes que necessitam de atendimento especializado devem fazer a solicitação no momento da inscrição. Neste ano, o Inep incluiu no edital do Enem 2026 novas condições de pessoas com transtornos mentais, como ansiedade e TOC.

Outras condições específicas dos candidatos para pedir o atendimento especializado são: baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, dislexia, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar, fibromialgia.

Para os estudantes que concluíram o ensino médio em escolas públicas, a inscrição é automática. No entanto, o estudante precisará confirmar sua participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social. 

Taxa de inscrição

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a guia de recolhimento da união (GRU) no valor de R$ 85. O pagamento da taxa de inscrição deve ser feito até 10 de junho.

As opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários. A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição.

O Inep lembra que, mesmo os alunos que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa de inscrição, estes precisam acessar o sistema do Inep para confirmar a participação no exame de 2026.

Igualmente, deverá se inscrever aquele candidato que teve seu pedido de isenção negado em definitivo ou teve a justificativa de ausência reprovada, conforme regras do edital do Enem 2026. Para ter a inscrição confirmada, devem pagar o valor da taxa..

Locais de provas

Neste ano, a aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro. Nesta edição, o Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.

De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas dos dois dias do Enem na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.

Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o MEC divulgou que também estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre os municípios.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.





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Tarifas de Trump repetem estratégia que pode ser considerada ilegal, diz Paul Krugman


O Nobel de Economia Paul Krugman afirmou que a nova rodada de tarifas anunciada pelo governo Donald Trump repete uma estratégia que, em sua avaliação, tem poucas chances de sobreviver ao escrutínio judicial. “Lá vamos nós de novo, com outra rodada de tarifas que provavelmente será considerada ilegal daqui a alguns meses”, escreveu em artigo publicado nesta quinta-feira, 4.

Segundo Krugman, a Casa Branca tem recorrido a interpretações amplas de leis comerciais para impor sobretaxas sem aprovação do Congresso. Ele lembra que parte das tarifas anteriores já foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA e argumenta que a administração busca sucessivas justificativas legais para manter a política.

A crítica foi publicada após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) anunciar uma nova investigação contra vários parceiros comerciais, incluindo União Europeia, Japão e Brasil. Washington sustenta que esses países falham em “impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.

Para Krugman, a justificativa é insustentável. “Todos entendem que a suposta justificativa para essas tarifas é uma mentira”, afirma. Ele acrescenta que não há motivo para acreditar que a UE ou outros parceiros sejam menos rigorosos do que os EUA no combate ao trabalho forçado e classifica a medida como “uma justificativa claramente falsa” para continuar desrespeitando tanto a legislação americana quanto acordos internacionais.

O Brasil está entre os mais afetados pela nova proposta. O USTR enquadrou os produtos brasileiros na faixa mais alta da sobretaxa, de 12,5%, dia depois de recomendar uma tarifa adicional de 25% sobre exportações nacionais por supostas práticas comerciais “irracionais”. Segundo a Amcham Brasil, algumas mercadorias poderão enfrentar tarifas acumuladas de até 37,5%.

Krugman também argumenta que as tarifas fracassaram em seus objetivos declarados, como revitalizar a indústria americana. Além disso, observa que as medidas são amplamente impopulares. Citando pesquisa Harris Poll, destaca que 64% dos republicanos, 67% dos independentes e 77% dos democratas acreditam que as tarifas elevaram os preços pagos pelos consumidores.

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Ainda assim, Krugman avalia que Trump dificilmente abandonará a política tarifária, pois isso “equivaleria a admitir fracasso”, escreveu. Em seguida, ironizou a possibilidade de uma mudança de rumo: “E, se você acredita que ele fará isso, talvez também acredite em uma vitória rápida e fácil sobre o Irã.”



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Brasil tem aeroporto para Ovnis. Veja em qual cidade


O “Discoporto”, como foi batizado, é uma atração turística em uma cidade cercada de relatos de OVNIs



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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA sobem 13 mil na semana, a 225 mil


O número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos registrou alta de 13 mil na semana encerrada em 30 de maio, para 225 mil, segundo pesquisa divulgada pelo Departamento do Trabalho nesta quinta-feira, 4. O resultado contrariou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam queda a 211 mil solicitações.

O total de pedidos da semana anterior foi revisado para baixo, de 215 mil para 212 mil.

Já o total de pedidos continuados apresentou queda de 8 mil na semana encerrada em 23 de maio, para 1,777 milhão, ficando abaixo da projeção de 1,780 milhão da FactSet. Esse indicador é divulgado com uma semana de atraso.



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