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Tecnologia com inclusão: Governo de MS lança IA nas escolas e endereçamento digital para áreas rurais


Parceria com o Google reforça estratégia de transformação digital do Estado, preparando jovens para o mercado de trabalho e ampliando cidadania e acesso a serviços no campo.

Tecnologia com inclusão: Governo de MS lança IA nas escolas e endereçamento digital para áreas rurais

Ao lado do governador Eduardo Riedel, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, participou nesta segunda-feira (1º) do evento “Raízes do Futuro – Tecnologia e Inovação para Construir o Amanhã”, que marcou uma nova etapa da parceria entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o Google. A iniciativa amplia a agenda de transformação digital do Estado com ações voltadas à educação, inovação, conectividade e inclusão, beneficiando estudantes da rede pública estadual e moradores da zona rural.

O evento reuniu secretários de Estado, dirigentes de autarquias, representantes do setor produtivo, parlamentares estaduais e federais, além de executivos da empresa de tecnologia. As medidas anunciadas reforçam a estratégia do Governo do Estado de preparar Mato Grosso do Sul para os desafios da nova economia, ampliando o acesso à tecnologia e criando oportunidades para diferentes segmentos da população.

Um dos principais anúncios foi a disponibilização de ferramentas de inteligência artificial para aproximadamente 190 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE). A parceria permitirá o acesso a recursos como o Gemini e o Google Workspace for Education, ampliando o uso de tecnologias digitais em sala de aula e oferecendo novos instrumentos de aprendizagem para alunos e professores.

Segundo o governador Eduardo Riedel, a iniciativa faz parte de uma política pública voltada à democratização do acesso à tecnologia e à formação de mão de obra qualificada para um mercado de trabalho cada vez mais conectado à inovação. “A transformação tem que ser de base, por isso o governo é inclusivo. Quando colocamos inteligência artificial à disposição dos nossos estudantes, estamos preparando esses jovens para as oportunidades de emprego e renda que já estão surgindo em Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Barbosinha destacou que a iniciativa representa mais um avanço na construção de um Estado moderno e conectado às transformações tecnológicas que já impactam a vida das pessoas.“O Governo de Mato Grosso do Sul dá mais um passo fundamental para a inclusão digital. Essa parceria permite que a inteligência artificial chegue aos mais de 190 mil alunos da rede estadual para se somar ao trabalho dos professores e ampliar as possibilidades que a ciência, a tecnologia e a inovação oferecem para a educação”, ressaltou.

Para o diretor-geral de Parcerias Globais do Google para a América Latina e o Canadá, Newton Neto, a ação contribui para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades. Segundo ele, o acesso às ferramentas de inteligência artificial será fundamental para qualificar profissionais e preparar as novas gerações para uma economia cada vez mais baseada em conhecimento e inovação.

O executivo também destacou o potencial do Estado para se consolidar como referência internacional em tecnologia aplicada ao agronegócio, unindo produção, pesquisa, inovação e formação de talentos. A parceria entre Governo do Estado e Google contempla ainda iniciativas voltadas à modernização da gestão pública, integração de bases de dados e ampliação do uso de soluções digitais em diferentes áreas da administração estadual.

CEP Rural leva cidadania, inclusão e serviços ao campo

Outro destaque do evento foi o lançamento do CEP Rural, iniciativa que vai criar um sistema de endereçamento digital para propriedades rurais de Mato Grosso do Sul. A proposta busca integrar bases territoriais, georreferenciamento e plataformas digitais para facilitar a localização de imóveis rurais, melhorar a logística, ampliar o acesso a serviços e fortalecer a cidadania no campo.

O Estado já conta com uma base territorial robusta, construída a partir de informações de instituições como Imasul, Iagro, Agraer e Semadesc. Atualmente, mais de 84 mil propriedades possuem perímetro descrito e cerca de 24 mil já contam com sede georreferenciada, condição que permitirá a implantação da primeira etapa do programa ainda este ano.

A meta inicial é atender 24.056 propriedades rurais que já possuem Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado e sede georreferenciada. A estrutura será integrada a órgãos estaduais, como Imasul, Iagro, Agraer, Agesul, Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar e Secretaria de Estado de Saúde, além de poder ser utilizada por empresas privadas e plataformas de navegação.

Durante o lançamento, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, destacou que o CEP Rural representa muito mais do que uma ferramenta logística. “Dar um endereço para quem vive no campo é, antes de tudo, uma ação de cidadania. Estamos falando de agricultores familiares, assentamentos, comunidades tradicionais e produtores que muitas vezes não conseguem acessar serviços básicos porque sequer possuem um endereço formal. Mais do que um endereço, é um projeto de pertencimento”, afirmou.

Barbosinha também ressaltou os impactos da iniciativa para a população rural. Segundo ele, o sistema facilitará o atendimento de ocorrências, o acesso a serviços públicos e a integração das propriedades às novas tecnologias que estão transformando o campo. “A possibilidade de ter um endereço formal facilita o trabalho da saúde, da segurança pública e dos serviços de emergência. É uma ferramenta que aproxima as pessoas das políticas públicas e abre caminho para novas soluções tecnológicas e logísticas”, destacou.

Para Newton Neto, a inclusão digital passa necessariamente pela inclusão territorial. “Não existe impacto da adoção de tecnologia se ela não for realmente inclusiva”, afirmou o executivo, ao destacar que a iniciativa permitirá que milhares de famílias tenham acesso facilitado a serviços, crédito, logística e oportunidades.

Ao encerrar o evento, Barbosinha reforçou que os dois projetos simbolizam a visão de futuro construída pelo Governo do Estado. “É um Mato Grosso do Sul próspero, verde e cada vez mais digital. Um Estado que utiliza a tecnologia para gerar oportunidades, inclusão e desenvolvimento para toda a população”, concluiu.

Fotos: Saul Schramm



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EUA marcam para 6 de julho audiência para discutir novo tarifaço


O governo dos Estados Unidos marcou, para 6 de julho, uma audiência com representantes de organizações norte-americanas e brasileiras para discutir a respeito da proposta de taxação de 25% sobre produtos do Brasil para corrigir as práticas consideradas desleais pela gestão de Donald Tump.

Segundo o cronograma, o prazo final para a aplicação do novo tarifaço é 15 de julho.

Confira as datas

  • Prazo máximo para o envio de solicitações de comparecimento à audiência pública — 22 de junho.
  • Prazo para o envio de comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo USTR — 1º de julho.
  • Audiência com autoridades do Brasil e dos EUA — 6 de julho.
  • Data limite para a aplicação legal da tarifa — 15 de julho.

A proposta de taxação ocorre após o relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), órgão responsável pela política comercial do país, acusar o Banco Central de atual de forma “dupla” e desleal, sendo discriminatório com as empresas americanas.

Relatório acusou Pix brasileiro de prejudicar as empresas americanas
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Relatório acusou Pix brasileiro de prejudicar as empresas americanas

Luh Fiuza/Metrópoles @Luhfiuzafotografia

EUA dizem que BC atua de forma desleal ao priorizar o Pix
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EUA dizem que BC atua de forma desleal ao priorizar o Pix

Bruno Peres/Agência Brasil

Senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump no dia 26 de maio
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Senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump no dia 26 de maio

Divulgação/Flávio Bolsonaro

Os EUA afirmam que a autarquia age simultaneamente como regulador e operador do sistema o que criaria “um conflito de interesses”.

Acusações dos EUA contra o Pix

  • BC age de forma dupla e desleal.
  • Sustentam que o tratamento preferencial do Brasil dado ao Pix são injustos e discriminatórias.
  • Empresas norte-americanas estariam sendo prejudicadas.
  • Tarifa de 25% seria necessária como medida corretiva para diversas práticas comerciais brasileiras.

O escritório aponta que o Pix cria vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras que oferecem serviços de pagamento digital. Ele também classifica atos, políticas e práticas brasileiras como “irracionais” ou capazes de restringir o comércio norte-americano.

Caso a taxação extra seja aceita, uma lista de produtos ficará isenta, como algumas carnes, frutas, café, terras-raras e aeronaves.

 

 

 



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Tarifa dos EUA contra Brasil pouparia café, carnes e aeronaves; veja produtos isentos


Apesar de propor tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras, o governo dos Estados Unidos apresentou uma extensa lista de exceções que preserva parte relevante das exportações do Brasil. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação comercial contra o país e incluiu 73 páginas de produtos que permaneceriam fora da cobrança.

Entre os itens isentos estão materiais informativos, doações, determinadas carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, minerais, terras raras, aeronaves brasileiras e peças aeronáuticas, além de produtos químicos orgânicos, farmacêuticos e fertilizantes. Veja lista completa.

A proposta foi apresentada após a conclusão da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos Estados Unidos para apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais e autorizar medidas corretivas.

Segundo o USTR, determinados atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio americano. Com o encerramento da investigação, o órgão formalizou a proposta tarifária e abriu nova etapa de consulta pública antes de eventual adoção das sanções.

Investigação determinada por Trump

A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O prazo legal para definição e possível implementação das medidas termina em 15 de julho de 2026.

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A conclusão do processo ocorreu enquanto Brasil e Estados Unidos ainda negociavam alternativas para evitar novas barreiras comerciais. O grupo de trabalho bilateral criado para discutir o tema previa encerrar as conversas até 5 de junho, mas, segundo integrantes das negociações citados pelo blog do jornalista Valdo Cruz, não houve avanços suficientes para concluir o processo.

O grupo foi criado após encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 7 de maio, na Casa Branca. Antes da divulgação do parecer final, o USTR havia destacado nas redes sociais o “engajamento construtivo” do governo brasileiro e manifestado expectativa de continuidade das negociações.

O embaixador e Representante Comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que o diálogo avançou, mas sem eliminar divergências.

“Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”, disse.

Pix, etanol e corrupção aparecem entre críticas do USTR

O relatório final distribui críticas em seis áreas principais: comércio digital, serviços de pagamento, acordos tarifários, desmatamento, etanol, propriedade intelectual e combate à corrupção.

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Na área digital, o USTR afirma que tribunais brasileiros emitiram ordens secretas que obrigaram empresas americanas de mídia social a remover conteúdos políticos, suspender perfis de residentes nos Estados Unidos e aplicar determinações com alcance global. Segundo o documento, teria havido ainda proibição de divulgação dessas ordens, multas severas, restrições financeiras e fechamento de ao menos um site.

O Pix aparece entre os principais pontos questionados. Segundo o órgão, o Banco Central favorece o sistema ao atuar simultaneamente como regulador e proprietário da plataforma, impor seu uso e limitar taxas cobradas por concorrentes americanos.

Os Estados Unidos também contestam acordos comerciais firmados pelo Brasil com México e Índia, alegando que o país concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses mercados.

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Na área ambiental, o relatório afirma que o Brasil possui legislação contra o desmatamento ilegal, mas teria falhado historicamente em sua aplicação. O mercado de etanol também é alvo de críticas. Segundo o USTR, o Brasil interrompeu em 2017 um tratamento tarifário considerado equilibrado e desde então não oferece reciprocidade às exportações americanas do combustível.

Propriedade intelectual

Em propriedade intelectual, o documento aponta lentidão na análise de patentes, aplicação insuficiente de leis contra falsificação e ausência de medidas contínuas contra pirataria. O USTR critica ainda o INPI e afirma que patentes biofarmacêuticas podem levar até 109 meses para análise.

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No eixo relacionado à corrupção, o órgão conclui que o Brasil não adota medidas suficientes contra corrupção e suborno. O relatório menciona a anulação de processos da Operação Lava Jato pelo STF em 2023, renegociações consideradas “sem transparência” de acordos de leniência e a queda do país no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional.



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China reconhece território brasileiro como livre de febre aftosa

O governo da China reconheceu todo o território brasileiro como livre de febre aftosa. O anúncio foi feito nesta terça-feira (2), durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim.

A decisão encerra um processo de negociação entre os dois países que se estendeu por mais de duas décadas. Com o reconhecimento, o Brasil amplia as possibilidades de exportação de produtos bovinos e suínos para o mercado chinês, incluindo itens como miúdos e carne com osso.

A China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, as vendas do setor para o país asiático ultrapassaram US$ 50 bilhões.

Durante a visita presidencial à China, realizada em maio de 2025, os dois países assinaram um Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Administração-Geral de Aduanas da China na área de medidas sanitárias e fitossanitárias. O documento prevê o fortalecimento do diálogo sanitário entre os governos e o avanço de negociações relacionadas ao setor agrícola.

Em nota, a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) reforçou que o reconhecimento do território brasileiro como livre de febre aftosa pela China representa o encerramento de uma negociação conduzida ao longo de mais de 20 anos.

Segundo a entidade, a medida é resultado do trabalho desenvolvido por produtores rurais, indústrias, serviços veterinários oficiais e instituições ligadas à defesa agropecuária. A associação destacou que o Brasil consolidou, ao longo dos anos, mecanismos de controle, vigilância e monitoramento sanitário para atender às exigências dos mercados internacionais.

A ABIEC também ressaltou a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores nas negociações com as autoridades chinesas. De acordo com a entidade, a decisão amplia a previsibilidade das relações comerciais entre os dois países e reforça a confiança no comércio de carne bovina.

“Para a cadeia da carne bovina, a decisão traz ainda mais segurança e previsibilidade para o comércio entre Brasil e China. Principal destino das exportações brasileiras do produto, a China desempenha papel fundamental para o setor, e esse avanço reforça a confiança construída ao longo dos anos, criando condições para o aprofundamento das relações comerciais e para a geração de mais oportunidades ao longo de toda a cadeia produtiva”, diz a nota.

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EUA propõem tarifa de 25% sobre bens brasileiros após término de investigação


Medida responde a práticas consideradas irrazoáveis em setores como comércio digital, etanol e meio ambiente

Ricardo Stuckert / PREncontro Lula e Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente Lula

O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu, na segunda-feira (1º), uma investigação que classifica políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Como resultado, o governo americano propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil, alegando que as ações brasileiras oneram e restringem o comércio dos EUA.

A decisão baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório final aponta irregularidades em seis áreas principais: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

No âmbito digital, a investigação cita ordens judiciais brasileiras para remoção de conteúdo e suspensão de perfis em redes sociais americanas, além de restrições a sistemas de pagamentos.

Quanto ao etanol, o texto afirma que o Brasil não oferece tratamento tarifário recíproco desde 2017. O documento menciona ainda que, apesar de possuir leis contra o desmatamento, o Brasil falha na aplicação eficaz dessas normas.

O embaixador Jamieson Greer declarou que a investigação foi iniciada a pedido do presidente Donald Trump para abordar preocupações comerciais persistentes. Greer afirmou que, embora tenham ocorrido reuniões entre Trump e o presidente Lula (PT) nos últimos meses, permanecem divergências substanciais entre as nações.

O Escritório do Representante Comercial abriu as medidas propostas para consulta pública. Interessados podem enviar comentários por escrito até o dia 1º de julho. Uma audiência pública sobre a ação está agendada para 6 de julho. O prazo legal para a tomada de medidas corretivas finais é 15 de julho.





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Estudantes mortos em acidente na GO-518 tinham entre 11 e 14 anos


Cinco estudantes morreram na noite dessa segunda-feira (1º/6), após a van que eles estavam colidir contra um caminhão em Goiás



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Administração Trump propõe tarifa de 25% para punir Brasil por práticas comerciais


WASHINGTON, 1 Jun (Reuters) – A administração Trump ⁠propôs uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações do ⁠Brasil, após concluir que as práticas do país eram desleais em uma série de ‌questões, desde o comércio digital até o desmatamento ilegal, disse a autoridade comercial de alto escalão Jamieson Greer na segunda-feira.

As medidas, previstas na Seção 301 da legislação comercial, abrangem áreas como ‌serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol, informou o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês).

O órgão propôs as novas tarifas ao divulgar os resultados de sua investigação sobre práticas comerciais desleais contra o Brasil, iniciada no ano passado, de acordo com a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Mas excluiu alguns ⁠itens, ‌como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves das novas tarifas.

As práticas ⁠do Brasil nas áreas investigadas ‘irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos, sendo, portanto, passíveis de ação nos termos da Seção 301(b) da Lei de Comércio’, afirmou o USTR em um comunicado.

As tarifas substituiriam parcialmente uma tarifa de 50% sobre muitos produtos brasileiros imposta no ano passado pelo presidente Donald Trump, sendo 40% uma punição pelo processo ​movido pelo Brasil contra o ex-presidente e aliado de Trump, Jair Bolsonaro.

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No entanto, a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou essas tarifas em fevereiro.

Em comunicado, Greer disse que lançou a ​investigação da Seção 301 para lidar com ‘preocupações antigas e generalizadas dos Estados Unidos com certas políticas e práticas comerciais do Brasil’.

Apesar do recente diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu gabinete, Greer disse que os Estados Unidos e o Brasil ‘continuam a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação’.

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE AS TARIFAS PROPOSTAS MARCADA PARA ‌6 DE JULHO

A agência de comércio solicitou comentários sobre as tarifas ​propostas até 1º de julho, com uma audiência pública marcada para 6 de julho. Ela tem até 15 de julho para tomar ‘medidas de resposta’ no âmbito da investigação da Seção 301.

Trump utilizou a mesma lei para impor tarifas abrangentes ⁠sobre produtos chineses durante seu primeiro ​mandato.

O USTR tem várias ​outras investigações em andamento no âmbito da Seção 301 que devem resultar em novas tarifas.

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Entre elas, há uma que abrange ⁠o excesso de capacidade industrial na China e em ​15 outros parceiros comerciais, bem como uma sobre a aplicação de proibições de trabalho forçado em 60 países.

A agência abriu uma nova investigação na sexta-feira sobre as práticas de propriedade intelectual do Vietnã.

Com relação às suas ​conclusões sobre o Brasil, o USTR afirmou que a nova tarifa proposta de 25% não se aplicaria às importações brasileiras sujeitas a tarifas relacionadas à segurança nacional ​nos termos da Seção 232 ⁠da Lei de Expansão Comercial de 1962.

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Isso inclui tarifas de 50% sobre aço, alumínio e cobre e tarifas de 25% sobre ⁠produtos acabados fabricados com esses metais, bem como uma tarifa de 25% sobre veículos motorizados e peças automotivas.

O USTR informou que os produtos isentos das tarifas propostas de 25% incluem muitas frutas e nozes, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e fertilizantes.

Estes se somam à carne bovina, café, terras raras, certos outros metais e minérios, além de aeronaves e peças de aeronaves brasileiras.

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Quem é Daniel Perez, indicado de Trump para a Embaixada dos EUA no Brasil


Aliado à agenda do republicano, ele é o atual presidente da Câmara dos Deputados da Flórida

Reprodução/X @Daniel_PerezFLDaniel Perez
Daniel Perez se descreve como ‘cubano-americano de primeira geração’

A Casa Branca comunicou nesta segunda-feira (1º) que o presidente norte-americano, Donald Trump, enviou ao Senado a indicação do deputado estadual Daniel Perez para assumir a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Do Partido Republicano, o parlamentar está no comando da Câmara dos Deputados da Flórida desde 2024.

Filho de imigrantes cubanos, Perez se descreve como “cubano-americano de primeira geração”. Ele nasceu em 22 de junho de 1987, em Nova York. Seis anos depois, em 1993, a família mudou-se para o subúrbio de Westchester, na Flórida. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Loyola Nova Orleans, o deputado também trabalha como consultor jurídico interno da empresa de plano de saúde Doctors Health Care Plans, Inc.

Perez foi eleito para a Câmara dos Representantes da Flórida em 2017. Segundo o seu site oficial, o deputado defendeu “leis importantes” ligadas ao bem-estar infantil, saúde, estabilidade familiar, educação e integridade eleitoral.

Nas últimas semanas, Perez tem protagonizado embates com o governador da Flórida, Ron DeSantis. O parlamentar impediu o avanço de projetos do seu colega de partido.

Por meio das redes sociais, o deputado demonstra estar aliado à agenda de Trump e utiliza expressões associadas ao movimento “Make America Great Again” (Faça a América Grande Novamente, em tradução livre), ou MAGA. Em janeiro, Perez manifestou-se a favor da operação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do ex-líder Nicolás Maduro.

Para assumir o comando da Embaixada em Brasília, além da aprovação no Senado norte-americano, Perez precisa receber o agrément do governo brasileiro.

Embaixada

O posto de embaixador norte-americano no Brasil está vago desde o encerramento do mandato do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, em janeiro de 2025. A missão diplomática em Brasília é liderada pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar. Ele será substituído, a partir de julho, por Natasha Franceschi.

Anteriormente, a advogada Elizabeth Bagley comandava a Embaixada dos Estados Unidos. Indicada por Biden, ela deixou o Brasil antes da posse de Trump.





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Pernambuco teve 84 incidentes com tubarões em 34 anos


Nesta semana, o estado registrou dois ataques com 24 horas de diferença e cerca de 10 km de distância um do outro



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Quem é Daniel Perez, indicado de Trump para a Embaixada dos EUA no Brasil


Aliado à agenda do republicano, ele é o atual presidente da Câmara dos Deputados da Flórida

Reprodução/X @Daniel_PerezFLDaniel Perez
Daniel Perez se descreve como ‘cubano-americano de primeira geração’

A Casa Branca comunicou nesta segunda-feira (1º) que o presidente norte-americano, Donald Trump, enviou ao Senado a indicação do deputado estadual Daniel Perez para assumir a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Do Partido Republicano, o parlamentar está no comando da Câmara dos Deputados da Flórida desde 2024.

Filho de imigrantes cubanos, Perez se descreve como “cubano-americano de primeira geração”. Ele nasceu em 22 de junho de 1987, em Nova York. Seis anos depois, em 1993, a família mudou-se para o subúrbio de Westchester, na Flórida. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Loyola Nova Orleans, o deputado também trabalha como consultor jurídico interno da empresa de plano de saúde Doctors Health Care Plans, Inc.

Perez foi eleito para a Câmara dos Representantes da Flórida em 2017. Segundo o seu site oficial, o deputado defendeu “leis importantes” ligadas ao bem-estar infantil, saúde, estabilidade familiar, educação e integridade eleitoral.

Nas últimas semanas, Perez tem protagonizado embates com o governador da Flórida, Ron DeSantis. O parlamentar impediu o avanço de projetos do seu colega de partido.

Por meio das redes sociais, o deputado demonstra estar aliado à agenda de Trump e utiliza expressões associadas ao movimento “Make America Great Again” (Faça a América Grande Novamente, em tradução livre), ou MAGA. Em janeiro, Perez manifestou-se a favor da operação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do ex-líder Nicolás Maduro.

Para assumir o comando da Embaixada em Brasília, além da aprovação no Senado norte-americano, Perez precisa receber o agrément do governo brasileiro.

Embaixada

O posto de embaixador norte-americano no Brasil está vago desde o encerramento do mandato do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, em janeiro de 2025. A missão diplomática em Brasília é liderada pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar. Ele será substituído, a partir de julho, por Natasha Franceschi.

Anteriormente, a advogada Elizabeth Bagley comandava a Embaixada dos Estados Unidos. Indicada por Biden, ela deixou o Brasil antes da posse de Trump.





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