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Plano Safra 26/27: Ministério quer taxa de juros em um dígito para custeio

O Ministério da Agricultura defende que as linhas de custeio do Plano Safra 2026/27 tenham taxa de juros de um dígito, afirmou à CNN o secretário de Política Agrícola da pasta, Guilherme Campos.

“Nosso pleito junto ao Tesouro, Ministério da Fazenda e Casa Civil é uma taxa de juros para custeio de um dígito”, afirmou.

A defesa ocorre em meio ao aumento das preocupações com o custo do crédito rural e com a capacidade dos produtores de acessar os recursos oficiais em um cenário de juros elevados. No ciclo atual, com a Selic em 15% ao ano no momento do anúncio, a taxa de custeio empresarial chegou a 14% ao ano.

Para Campos, o debate sobre taxas de financiamento ganhou ainda mais importância diante das dificuldades enfrentadas pelo setor nos últimos ciclos agrícolas e taxa básica de juros que é um inibidor de crédito.

O secretário argumenta que experiências recentes demonstram que taxas mais baixas ampliam a procura pelas linhas de financiamento. Como exemplo, citou operações destinadas à agricultura familiar.

“As taxas oferecidas para a agricultura familiar, de até 4% ao ano e 6% ao ano, foram todas tomadas”, afirmou.

No ciclo atual, o governo anunciou R$ 516,2 bilhões para a agropecuária, mas o Tesouro Nacional conseguiu equalizar juros para apenas R$ 113,8 bilhões desse montante — menos de um quarto do total, justamente por falta de garantias.

É o risco que o secretário vê se repetir no próximo ciclo se seguro rural e endividamento não forem resolvidos em conjunto com o Plano Safra.

Apesar das negociações ainda em curso, Campos descartou qualquer possibilidade de adiamento do anúncio do Plano Safra. Segundo ele, o calendário agrícola impõe prazos que não podem ser alterados pela política.

“Não há possibilidade de adiamento do anúncio, porque o tempo de plantar é independente de qualquer coisa. Está no ZARC (Zoneamento Agrícola de Risco Climático). Esse calendário nem a política consegue mudar”, disse.

Sobre o volume do próximo ciclo, Campos sinalizou que o Plano Safra do próximo ciclo deve chegar próximo do que a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) pediu.

A entidade pleiteou R$ 623 bilhões — aumento de 53,5% em relação aos R$ 405,9 bilhões do ciclo anterior. “Está muito próximo daquilo que a CNA deliberou”, disse o secretário.

Mas ele pondera: o volume não é o problema central. “O que mais preocupa é o acesso a esse recurso — do jeito que está, pode repetir o que está acontecendo com o financiamento, que tem recurso mas não chega.”

Para isso mudar, na avaliação de Campos, seguro e dívida precisam ser resolvidos juntos. “Tem que ser adequado para o setor e para este momento”, disse.

A definição das taxas de juros é considerada um dos principais pontos da negociação do próximo Plano Safra, que deve ser anunciado até o fim de junho.

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PL aguarda pesquisas e deve definir substituto de Castro ao Senado no Rio até sexta


Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante disputam preferência da cúpula; Flávio Bolsonaro torce por Jordy, mas decisão final depende de levantamento encomendado por Jair Bolsonaro

LECO VIANA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDOCláudio Castro
Cláudio Castro desistiu de concorrer ao Senado no Rio de Janeiro

Membros do PL acreditam que a definição sobre quem substituirá o governador Cláudio Castro na disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro deve ocorrer entre esta sexta-feira (05) e a próxima semana. A decisão, segundo interlocutores ouvidos pela Jovem Pan, está condicionada ao resultado de duas pesquisas encomendadas pelo partido.

Os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante disputam a preferência da cúpula do PL. Jordy tem a predileção da ala mais bolsonarista, enquanto Sóstenes conta com o apoio do setor mais ao centro do partido.

O senador Flávio Bolsonaro já sinalizou a interlocutores que Jordy é o seu favorito. Para o pré-candidato à presidência, o parlamentar tem maior capital junto à militância e poderia alavancar sua própria candidatura presidencial no estado.

A decisão final, no entanto, depende de um levantamento encomendado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que afirmou a interlocutores não querer “melindre” com os nomes postos na mesa.

A pesquisa deve ser divulgada na sexta-feira e há expectativa de que o nome escolhido seja anunciado ainda nesta semana ou no início da próxima. Um levantamento interno deve sair na quarta-feira e pode antecipar um cenário mais definido para um dos lados.





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FMI destaca resiliência da economia brasileira e projeta PIB de 2,5%


O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, nesta segunda-feira (1º), uma nota na qual elogia a “notável resiliência” da economia brasileira diante dos “múltiplos choques” que têm ocorrido em um contexto de pressões externas e internas pelas quais passa o país.

Segundo a entidade, o Brasil está “relativamente protegido dos aumentos globais de preços do petróleo decorrentes da guerra no Oriente Médio”.

A constatação leva em conta a condição do país enquanto exportador de petróleo e a alta participação de fontes de energia renováveis na geração de eletricidade.

As manifestações foram divulgadas após o encerramento, na sexta-feira (29), da missão anual que fez ao Brasil.

Segundo o chefe da missão, Daniel Leigh, os indicadores “apontam para uma recuperação econômica no início de 2026”, o que deve levar o país a um “fortalecimento gradual do crescimento para cerca de 2,5% no médio prazo”.

Riscos

Apesar da avaliação positiva, o FMI alerta para riscos no cenário internacional.

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“Os riscos para as perspectivas de crescimento estão inclinados para o lado negativo, incluindo a deterioração das tensões geopolíticas e o aperto das condições financeiras”, alerta Leigh.

Ainda assim, a instituição reconhece que o país conta com pilares importantes de sustentação. “Os sólidos marcos políticos do Brasil, o sistema financeiro robusto, as reservas adequadas e o regime cambial flexível continuam a sustentar a resiliência”.

O FMI considera adequada a redução recente dos juros, mas defende cautela diante das pressões inflacionárias. Também recomenda manter e ampliar o esforço fiscal para garantir a sustentabilidade da dívida e abrir espaço para investimentos.

Segundo a entidade, as reformas estruturais e a agenda ambiental devem impulsionar um crescimento mais forte e inclusivo a médio prazo.

Preços globais

Na avaliação do FMI, o Banco Central reduziu de forma adequada as taxas de juros nos meses de março e abril, em consonância com o regime de metas inflacionárias.

“Manter a flexibilidade em futuras medidas de política monetária é justificado, dada a elevada incerteza e as novas pressões inflacionárias decorrentes dos altos preços globais da energia”, acrescentou o FMI ao defender que os esforços das autoridades brasileiras para fortalecer a situação fiscal devem continuar.

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“Preservar as receitas extraordinárias provenientes do petróleo fortalecerá a sustentabilidade da dívida pública, reduzirá os custos de empréstimo e criará espaço para investimentos prioritários”, diz o documento.

Fazenda

O reconhecimento do FMI à resiliência da economia brasileira foi comentado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Durante a reunião de encerramento da missão anual do FMI no Brasil, o ministro reafirmou que a principal meta é alcançar crescimento anual sustentável de pelo menos 4%.

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Segundo ele, o resultado será impulsionado pelo aumento significativo da produtividade.

Durigan defendeu a continuidade das ações do governo no sentido de dar eficiência ao Estado, “com liderança política capaz de conduzir discussões sérias com a sociedade sobre os desafios econômicos do Brasil e de avançar na agenda de crescimento justo e sustentável”.

Ainda de acordo com o ministro, o diálogo com o FMI contribui para apoiar os esforços na gestão macroeconômica, que visam ao equilíbrio da dívida e ao controle da inflação, com o fortalecimento de programas sociais e da proteção ambiental.

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Ele reforçou o compromisso fiscal, mesmo diante dos choques externos, como forma de garantir a manutenção da neutralidade fiscal das medidas para mitigar o impacto da crise.



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Preço futuro do açúcar sobe em Nova York com preocupações com El Niño

As preocupações com o fenômeno El Niño sustentaram os preços futuros do açúcar na sessão desta segunda-feira (01) na bolsa de Nova York. O contrato com entrega para julho fechou o dia com avanço de 2,77% e cotado em US$ 14,45 por libra-peso.

De acordo com as informações do Barchart, o mercado segue acompanhando os possíveis impactos do El Niño para a produção global de açúcar, principalmente na Índia.

O Serviço Meteorológico da Índia reduziu as estimativas das chuvas acumuladas para a temporada de junho a setembro para 90% da média de longo prazo. Em abril, o Instituto divulgou que a previsão estava em 92%.

O Barchart ainda destacou que o surgimento do El Niño provavelmente reduzirá as chuvas no Brasil, na Índia e na Tailândia, as três maiores regiões produtoras de açúcar do mundo. A  NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) estima uma probabilidade de 82% de que as condições do El Niño se manifestem entre maio e julho e persistam até o final do ano, com 67% de chance de um “Super El Niño”.

Café 

Os preços futuros do café arábica fecharam o dia com novas baixas na bolsa de Nova York, em que o vencimento para entrega em julho registrou queda de 1,88% e está cotado em US$ 2.606,00 por libra-peso.

O Barchart destacou que os preços do café ampliaram na segunda-feira as perdas que estavam sendo monitoradas desde sexta-feira passada, quando o café arábica caiu 3,15%. “Os preços do café arábica atingiram na segunda-feira uma nova mínima de uma no e meio ano no gráfico de contratos futuros mais próximos”, informou.

O Barchart ainda destacou que os preços do café recuam devido às previsões meteorológicas que indicam condições mais secas esta semana nas regiões cafeeiras do Brasil, o que permitiria a retomada da colheita de café após o atraso da semana passada devido às fortes chuvas.

Cacau

As preocupações do El Niño também impactaram as negociações futuras para o cacau na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em julho encerrou o dia cotado em US$ 3.895 por tonelada e com queda de 0,71%.

O Tranding View reportou que os participantes do mercado continuam atentos aos possíveis impactos do fenômeno El Niño, que pode prejudicar as plantações de cacau na Costa do Marfim e em Gana, países responsáveis por mais de 60% da produção mundial de cacau. 

Por outro lado, as perspectivas de recuperação da produção de cacau em África em 2025/26 estão a limitar novas subidas de preços. 

Os agricultores da Costa do Marfim relataram que as chuvas ficaram abaixo da média na maior parte das regiões produtoras de cacau do país na semana passada, mas foram suficientes para aumentar o tamanho e a qualidade da safra intermediária, que ocorre entre março e agosto. 

Ao mesmo tempo, o mercado também monitora os dados mais recentes mostraram que os estoques de cacau da ICE aumentaram ainda mais, atingindo um pico de quase dois anos, com 2.846.957 sacas em 29 de maio. 

Algodão

Para o algodão, os vencimentos futuros finalizaram o dia com avanços na bolsa de Nova York. O contrato futuro para entrega em julho fechou com alta de 0,72% e precificado em US$ 76,64 por libra-peso. 

Os dados do Compromisso dos Traders mostraram que os fundos de investimento reduziram em 7.845 contratos futuros e de opções suas posições compradas líquidas em algodão na sessão da semana passada, levando-as para 54.200 contratos.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em julho finalizou a sessão com queda de 5,81%, em que o contrato fechou negociado a US$ 1.500,00 por tonelada.

 

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Carlos critica falta de reação da direita sobre empresa do PCC em GO


O pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL-SC) criticou, nesta segunda-feira (1º/6), a falta de “equivalência” nas reações da oposição ao caso da contratação de uma empresa ligada ao PCC durante a gestão do ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD).

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que a direita está “agindo diferente” depois do “silencioso e curioso envolvimento do partido Novo com Vorcaro”, em referência às críticas do pré-candidato ao Planalto Romeu Zema (Novo) sobre o envolvimento do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Como mostrado pelo Metrópoles, o governo Caiado contratou por ao menos R$ 209 milhões uma organização social do ramo de saúde cujos fornecedores eram empresas de Thiago Telles Batista de Souza, suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo.

“Obviamente é preciso explicações e tudo mais que se sabe antes de condenar, mas eu gostaria imensamente de ver a equivalência daquela ‘direita’ indo para cima, mesmo diante de fato legal, mas agindo diferente depois do silencioso e curioso envolvimento do Partido Novo com Vorcaro”, disse Carlos em publicação nas redes sociais.

A declaração se refere à doação de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ao Novo durante a campanha de reeleição de Zema ao Governo de Minas Gerais. O empresário, que foi preso em maio, doou R$ 1 milhão ao partido em 2022.

“Infelizmente só vejo o silêncio e a cegueira permitida mais uma vez”, disse Carlos nas redes sociais.



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Corpo é encontrado durante buscas por homem que desapareceu em Ilhabela


Dheoge Pereira Bernardino desapareceu após um passeio de moto aquática com uma amiga; ela foi resgatada com vida dois dias depois do desaparecimento

Reprodução/Prefeitura de IlhabelaCorpo de homem é encontrado no alto mar de Ilhabela
Corpo de homem é encontrado no alto mar de Ilhabela

Um corpo foi encontrado no fim da manhã desta segunda-feira (1º) durante o trabalho de buscas por Dheoge Pereira Bernardino, de 28 anos, que desapareceu no mar em Ilhabela (SP), no dia 24 de maio. A identidade do corpo encontrado não havia sido divulgada até a publicação desta reportagem.

De acordo com o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), o corpo foi localizado por agentes da Defesa Civil, que acionaram os bombeiros. O local não foi informado pelo GBMar. As buscas por Dheoge estão no nono dia.

Ele desapareceu após sair de moto aquática para dar uma passeio com uma amiga. Os dois estavam em uma festa em uma lancha com outros conhecidos. Ao perceberem que os dois estavam demorando para voltar, os amigos começaram a procurá-los.

A amiga de Dheoge, Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, foi encontrada com vida na última terça-feira (26) e recebeu alta hospitalar na quinta-feira (28). Ao sair do hospital, Bruna pediu que as pessoas continuassem orando por Dheoge.

“Eu também peço, encarecidamente, que continuem orando pelo meu colega, que ainda não foi encontrado. Agradeço a todos pela preocupação. Agora vou para casa para poder descansar e ver minha família”, disse.

Últimos momentos antes da saída

Um amigo de Dheoge que estava na festa na lancha, Dyego Dutra da Silva, contou ter usado a moto aquática momentos antes. “Eu tinha ido buscar energético de jet ski com o Mineiro (outro amigo presente no local). Foi quando voltamos, o Mineiro atracou o jet na lancha e foi para o banheiro porque ele estava passando meio mal”, relembrou em entrevista à TV Vanguarda, afiliada local da Globo.

Logo em seguida, Dheoge teria pegado o equipamento para o passeio com Bruna. “A gente percebeu (que eles tinham saído) porque fazia tempo que eles tinham ido para o mar, o Mineiro perguntou por eles quando saiu do banheiro. E também já estava dando a hora da locação da lancha, foi aí que a gente partiu de embarcação à procura deles”, contou.

Até a última quinta-feira (28), a principal hipótese da investigação sobre o ocorrido era a de que a moto aquático tenha tido uma pane e parado de funcionar, afundando em seguida. O equipamento foi localizado na segunda-feira (25) e encaminhado para perícia.

“Pelo que eu soube, pelo que eu apurei, ainda não é nada oficial, tendo em vista que a embarcação, o jet ski, está para fins periciais. A embarcação parou no meio do mar, apagou. Eles ficaram um tempo sobre a embarcação, ela começou a afundar, aí eles tiveram que desembarcar e ficaram à deriva todo esse período no mar”, disse o delegado responsável pelo caso, Caio Nunes de Miranda, em entrevista à Vanguarda.

Bruna foi encontrada flutuando no mar por dois pescadores. Ela boiava graças ao colete salva-vidas que usava e não teve ferimentos graves. Contudo, precisou ficar internada dois dias no hospital Mário Covas, em Ilhabela, devido ao esforço físico e à falta de alimentação e água nos dois dias que passou à deriva.





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economia

Revisões de bancos e gestoras já colocam a Selic em até 14% no final de 2026


A escalada do conflito no Oriente Médio e a persistência da inflação no Brasil forçaram os grandes bancos e gestoras a frearem o otimismo com o ciclo de afrouxamento monetário. Em uma drástica revisão de cenário, instituições como Itaú, Banco Pine e MAG Investimentos reduziram as apostas de cortes na taxa básica de juros e agora projetam a Selic entre 13,5% e 14% ao fim de 2026.

A reavaliação de mercado enterra as expectativas formadas na virada do ano, quando os analistas precificavam quedas mais agressivas amparadas no arrefecimento da atividade econômica.

No relatório do Focus, que acompanha as medianas do mercado, a Selic terminal ainda está mantida em 13,25%. Há quatro semanas, a projeção era de 13%.

Itaú limita corte e projeta Selic a 13,5%

Para o Banco Itaú, a autoridade monetária está “sem espaço para aceleração”. Houve piora no quadro inflacionário e a atividade está mais resiliente do que o projetado. Diante disso, “o espaço para corte de juros fica mais limitado”, afirma o banco, em relatório.

Os dados recentes de inflação mostram o maior repasse indireto do choque de petróleo, com balanço de riscos assimétrico para cima. Com isso, a estimativa de inflação para o ano foi alterada, de 5,2% para 5,4%. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) também foi mexido, saindo de 1,9% para 2,1%. 

Pesou na análise do banco o desempenho da atividade no primeiro trimestre e o conjunto de medidas fiscais e de crédito anunciadas recentemente, como o programa Desenrola e as linhas de financiamento subsidiado para a renovação da frota de ônibus e caminhões.

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Além disso, o mercado de trabalho não apresenta tendência clara de desaceleração. As projeções estão mantidas, e seguem nos percentuais de 5,7% para a taxa de desemprego em 2026.

Na inflação, a revisão considerou o repasse de preços indiretos, que ocorre quando a alta do petróleo e derivados encarece insumos ao longo da cadeia produtiva. 

Leia também: IPCA vai acelerar? veja cinco investimentos para se proteger da inflação

Considerando a comunicação mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), que reforçava a “condução cautelosa da política monetária em meio à elevada incerteza”, o banco avaliou que o ciclo de calibração deve encerrar o ano “com taxa terminal ainda em terreno contracionista, num cenário de expectativas desancoradas e hiato positivo”.

“Avaliamos que o comportamento recente dos dados não abre espaço para aceleração no ritmo de cortes, mesmo com alguma acomodação dos preços de petróleo”, diz o relatório.

Para 2027, a projeção é de continuidade na flexibilização, com a Selic chegando em 12,50% ao fim daquele ano.

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Para o Banco Pine, pesou a avaliação da reprecificação no mercado global de juros após a divulgação de indicadores de inflação acima do esperado em países como China, Japão, Estados Unidos e Brasil. 

Segundo o relatório assinado por Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa econômica do Banco Pine, a combinação entre pressões inflacionárias persistentes e deterioração fiscal em diversas economias está elevando as taxas de juros longas, tanto em mercados desenvolvidos quanto emergentes. “Em nossa avaliação, o mercado estava atrasado neste movimento, uma vez que os fatores que justificam taxas longas mais elevadas já eram visíveis antes mesmo da guerra”, afirma.

No Pine, a revisão do IPCA ficou em 5,6% para 2026.

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O cenário-base da instituição passou a incluir uma taxa Selic de 14% ao fim de 2026.

“Mesmo um eventual arrefecimento das tensões geopolíticas dificilmente seria suficiente para reverter a reprecificação estrutural observada nas curvas globais de juros. A combinação entre inflação mais persistente, deterioração fiscal e elevação dos prêmios de risco sugere um ambiente de juros reais mais elevados por período prolongado, inclusive no Brasil”, avalia Oliveira.

MAG vê piora no horizonte relevante

Antes da eclosão da guerra, a projeção da MAG Investimentos era de uma Selic de 12% ao fim de 2026. Mas os impactos da guerra nos preços das commodities, com destaque para o petróleo e as agropecuárias, fez a gestora revisar a projeção.

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Agora, a casa trabalha com um cenário-base de Selic em 14% ao fim de 2026.

Para Felipe Rodrigo de Oliveira, economista chefe da MAG Investimentos, a guerra, a projeção de alta da inflação, o mercado de trabalho resiliente que segue pressionando a demanda deixaram “reduzido” o espaço para o BC cortar juros.



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Índia elimina tarifas de importação de algodão para ajudar exportadores

A Índia eliminou as tarifas alfandegárias sobre as importações de algodão ​por cinco meses, informou o governo indiano no sábado (30), ​enquanto busca aumentar o fornecimento de fibra natural livre de contaminação para os exportadores de têxteis em meio à forte demanda por fios no exterior.

A flexibilização das restrições de importação pelo segundo maior produtor de algodão do mundo provavelmente dará suporte aos preços globais, mas é improvável que provoque um aumento nas compras, já que a desvalorização da rúpia tornou o ⁠algodão importado um pouco mais ​caro do que os suprimentos domésticos.

A tarifa atual de importação de 11% será ​suspensa até 30 de outubro, informou o governo em um comunicado.

A indústria têxtil indiana, assim ⁠como outros setores, está sob pressão do ⁠aumento dos custos de insumos, em meio à interrupção das cadeias de ​suprimentos ‌pela guerra no Irã.

Espera-se que a medida apoie os produtores nacionais, especialmente as empresas de ⁠pequeno e médio porte, melhorando a disponibilidade de algodão, disse o governo.

No entanto, autoridades do setor disseram que o algodão indiano é atualmente o mais barato do mundo e que há uma ‌ampla ⁠oferta da safra ‌deste ano disponível no mercado interno, o que provavelmente limitará as importações.

“Nos níveis atuais de preços, as importações não são economicamente atrativas”, disse Vinay Kotak, presidente da Associação de Algodão da ⁠Índia, à Reuters.

“As fábricas voltadas para a exportação ⁠precisam de algodão livre de contaminação e, para atender a essa exigência, cerca de 600.000 fardos poderiam ser importados ‌durante a janela de importação isenta de impostos.”

O algodão deverá ser proveniente da Austrália, do Brasil, dos Estados Unidos e da África, que têm excedentes, disseram autoridades do setor.

No ano passado, a Índia permitiu importações de algodão isentas de impostos de meados de agosto ‌até o final de dezembro, ajudando a impulsionar as importações para um recorde de 4,7 milhões de fardos no atual ano comercial, que começou em 1º de outubro.

O algodão ⁠é cultivado, em grande parte, em áreas de sequeiro na Índia, e qualquer interrupção nas chuvas de monções devido a um padrão climático El Niño poderia reduzir a produção da nova ​safra que está sendo plantada a partir de junho e aumentar a demanda de importação, disse ​um negociante de Nova Délhi de uma trading global.

“Nesse cenário, o governo poderia estender a janela de importação isenta de impostos para além de outubro, como fez no ano passado”, disse ele.

 

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Caso Henry: perito nega que criança morreu após acidente doméstico


Tauil respondeu que, no registro deste exame, não encontrou móveis onde Henry teria batido a ponto de causar uma lesão hepática



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Gastos com construção nos EUA superam expectativas em abril


WASHINGTON, 1 Jun (Reuters) – Os ⁠gastos com construção nos Estados ⁠Unidos aumentaram mais do que o esperado em ‌abril, impulsionados pela construção de residências unifamiliares, embora o aumento das taxas de hipoteca em ‌meio à guerra com o Irã tenha continuado a lançar uma sombra sobre o mercado imobiliário.

O Census Bureau do Departamento de Comércio informou nesta segunda-feira que os gastos com construção aumentaram ⁠0,4%, ‌após um aumento revisado para baixo de ⁠0,2% em março. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,2%, após ganho de 0,6% relatado anteriormente em março.

Os gastos com construção aumentaram 0,9% em abril na comparação ​anual. Os gastos com projetos de construção privada avançaram 0,4%, depois de terem aumentado 0,2% ​no mês anterior.

Os investimentos em construção residencial subiram 0,8%, depois de terem aumentado 0,6% em março. Os gastos com novos projetos de moradias unifamiliares tiveram alta de 1,4%.

As taxas ‌hipotecárias subiram com a guerra ​entre os EUA e Israel contra o Irã, que alimentou a inflação. A popular taxa de hipoteca fixa de 30 ⁠anos ficou ​em média ​em 6,53% na semana passada, um pico de nove meses, segundo ⁠dados da agência de ​financiamento hipotecário Freddie Mac. A média foi de 5,98% no final de fevereiro, quando a guerra começou, ​conforme a Freddie Mac e a Fannie Mae ampliaram as compras de títulos ​lastreados em hipotecas.

O ⁠aumento das taxas de hipoteca está pesando sobre a demanda ⁠por moradias e restringindo a capacidade das construtoras de iniciar novos projetos. As construtoras também estão enfrentando custos mais altos decorrentes de tarifas, terrenos e escassez de mão de obra.

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