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mercado sobe projeções para inflação e PIB


Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) subiram a estimativa de inflação para 5,09% em 2026, ou seja, acima do teto da meta.

A elevação na projeção da inflação foi a 12ª seguida. O movimento tem relação com os efeitos da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), houve elevação para 1,90%. É o que mostra a nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (1º/6).

De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 5,09%. Em relação ao PIB de 2026, a projeção foi elevada para 1,90%.

  • Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

Inflação abaixo do teto da meta

Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,67% em abril deste ano, com isso, o índice está em 4,39% nos últimos 12 meses. Em 2025, a inflação acumulou alta de 4,26% – valor que ultrapassou o centro da meta, mas permaneceu abaixo do teto. A inflação de maio deve ser conhecida no próximo dia 12.

Para 2027, o índice esperado foi elevado de 4,01% para 4,02%.

PIB

Segundo o Focus, o PIB do Brasil para 2026 deve ter crescimento de 1,90%, índice superior à projeção da semana passada (1,89%).

Para 2027, a previsão de crescimento da economia foi mantida em 1,70. Para 2028, a estimativa foi mantida em 2%.

Em 2025, o PIB brasileiro fechou em alta de 2,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em atualização.



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Equipes buscam nova entrada em caverna no Laos para encontrar desaparecidos


Após resgate de cinco pessoas, mergulhadores tentam rotas alternativas para localizar dois homens presos há duas semanas em área inundada

HANDOUT / METTA THAM RESCUE KALASIN / AFPEquipe de resgate libertando um dos sete homens (à esquerda) presos dentro de uma caverna em Laos
Equipe de resgate libertando um dos sete homens (à esquerda) presos dentro de uma caverna em Laos

As equipes de resgate que buscam dois homens desaparecidos há cerca de 15 dias em uma caverna no Laos redirecionaram os esforços para encontrar um novo ponto de entrada nesta segunda-feira (1º). O trabalho de mergulho no interior da cavidade, localizada na província de Xaysomboun, tornou-se inviável devido às fortes chuvas que atingem a região.

O grupo original era composto por sete homens que ficaram presos após uma inundação repentina. Na semana passada, cinco deles foram localizados com vida a cerca de 300 metros da entrada. Um dos sobreviventes foi retirado por mergulhadores estrangeiros na sexta-feira (29), enquanto os outros quatro conseguiram sair por conta própria no sábado (30), após dias de bombeamento de água e suporte médico.

Em depoimento à mídia estatal, um dos sobreviventes, identificado como Laen, explicou que o grupo entrou no local para caçar morcegos e buscar ouro em áreas de mineração antigas.

“A chuva chegou e a caverna inundou. Fomos em busca de comida e pensamos que, se pudéssemos ganhar dinheiro, por que não? É assim que vivemos na aldeia”, relatou.

Operação de risco e novas frentes

Acredita-se que os dois desaparecidos tenham avançado para áreas mais profundas da caverna, onde as condições atuais são consideradas críticas. Segundo o mergulhador finlandês Mikko Paasi — veterano do resgate na Tailândia em 2018 —, a instabilidade das passagens obrigou a equipe a buscar “pistas promissoras” acima da montanha que possam levar a câmaras secas.

A operação conta com apoio internacional e tecnologia avançada. O socorrista tailandês Kengkard Bonggawong informou que radares de satélite estão sendo utilizados para mapear túneis desconhecidos.

“Estamos correndo contra o tempo para bombear a água e instalar linhas de ar para garantir a respiração de possíveis sobreviventes”, afirmou.

Novas frentes de exploração trazem esperança às equipes. O mergulhador japonês Yoshitaka Isaji identificou uma fenda na montanha que pode permitir uma descida de 100 metros por corda.

Paralelamente, o socorrista tailandês Manat Artmongkron relatou ter ouvido sons de “batidas” em uma câmara após uma descida de rapel de 70 metros, sinalizando a possibilidade de que os desaparecidos ainda estejam vivos.





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saiba como será o clima do Brasil em junho


O mês de junho abre as portas para nova transição de estações no Brasil, com o encerramento do outono e a chegada oficial do inverno no dia 21, exatamente às 5h24 (horário de Brasília). Além da mudança climática, os meteorologistas direcionam as atenções para o Oceano Pacífico Equatorial, onde o fenômeno El Niño — caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas — segue em pleno desenvolvimento.

Embora a expectativa seja de que o fenômeno seja oficializado ainda este mês, especialistas apontam que ele não exercerá grande influência no clima brasileiro neste primeiro momento, devido ao seu estágio estritamente inicial, sgeundo informa o site Climatempo.

No que se refere às temperaturas, a dinâmica das massas de ar polar em junho de 2026 será predominantemente oceânica. Com a maioria das frentes frias avançando pelo mar, o ar frio e intenso terá dificuldades para penetrar no interior do país.

No entanto, duas frentes frias de trajetória continental devem romper esse bloqueio e provocar quedas acentuadas nos termômetros do Centro-Sul: a primeira está prevista para o período entre o fim da primeira quinzena e o início da segunda, enquanto a segunda, projetada para ser mais intensa, deve atingir o país na última semana do mês, já sob os efeitos dos primeiros dias do inverno.

Destaques do clima em junho:

  • O mês terá menos frio do que em maio;
  • São esperados dois episódios de queda de temperatura acentuada, um na virada da primeira para a segunda quinzena de junho e o segundo na última semana do mês;
  • A massa de ar frio do fim de junho deve ser a mais intensa do mês, podendo causar temperaturas abaixo dos 10° C em muitas áreas do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste;
  • Eventos isolados de geada podem ocorrer ao longo do mês na fronteira com o Uruguai e nas áreas mais elevadas das serras do RS e de SC; a chance de geada ampla no Sul do Brasil é mais provável no fim do mês;
  • Maior possibilidade de friagem em RO, AC e no sul do AM é no fim de junho;
  • O Pantanal deve ser beneficiado com mais chuva do que o normal para este mês;
  • Chuva no RS deve ser próxima a ligeiramente abaixo da média;
  • O Sul do Brasil não terá chuva intensa, de forma frequente, como em junho de 2025, quando grande parte da região acumulou o dobro a quase o triplo do volume de chuva normal para junho;
  • Eventos de chuva forte e volumosa ainda podem ocorrer na costa leste do Nordeste, mas não tão intensos como em maio e em abril de 2026.

No aspecto das precipitações, junho mantém sua característica histórica de ser um período seco, marcado por dias ensolarados e escassez de chuva na maior parte do território nacional. Para este ano, a Climatempo projeta que o volume médio de chuva fique muito próximo da normalidade na porção central do Brasil.

Por outro lado, o aquecimento acima do normal do Oceano Atlântico Tropical, somado à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), vai injetar mais umidade na costa norte brasileira.

Assim, o mês se consolidará como um período de contrastes, desenhando um mapa onde o calor do interior coexistirá com episódios pontuais de frio e umidade nas faixas litorâneas e meridionais.

Características do clima de junho:

  • Clima seco em quase todas as áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, no Tocantins, no centro e sul do Maranhão, no interior do Piauí, no sertão do Nordeste e no centro e oeste da Bahia, com médias de chuva baixas, muito abaixo dos 100 mm devido aos poucos episódios de chuva;
  • Ainda chove de forma frequente e até com forte intensidade na costa leste do Nordeste no litoral do Maranhão, no centro-norte do Pará e do Amazonas e no Amapá; as médias de precipitação passam dos 200 mm nestas regiões;
  • Chuvas regulares nos estados do Sul do Brasil, principalmente sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná;
  • Junho está dentro do período mais chuvoso do ano em Roraima e no extremo noroeste do Amazonas (áreas próximas da fronteira com a Colômbia e a Venezuela), onde as médias de precipitação fica entre 300 mm e 400 mm;
  • Dias com umidade do ar baixa, com índices abaixo dos 30% nas horas mais quentes do dia, são comuns na maior parte do interior do Brasil;
  • Quedas de temperatura acentuadas no Sul, em muitas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste e friagens em Rondônia, Acre e sul do Amazonas devido a passagem de massas de ar frio de origem polar continentais, que avançam sobre o interior do país;
  • A chuva no Sudeste e no Centro-Oeste é muito dependente da passagem de grandes frentes frias.
  • Costa leste do Nordeste pode ter influência de Distúrbios Ondulatórios de Leste e de passagem de frentes frias.



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Governo articula ofensiva para frear “pautas-bomba” do agro no Congresso

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula uma ofensiva para conter os possíveis impactos fiscais de propostas defendidas pelo agronegócio que avançaram no Congresso Nacional na semana passada: a renegociação das dívidas rurais, o seguro rural, o Profert (Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes) e emendas ao PLP (Projeto de Lei Complementar) 114, que cria regras para renúncias de receita sobre o setor de combustíveis.

A ideia é agir nas próximas etapas para conter o que a equipe econômica vê como risco às contas públicas, inclusive com possíveis reflexos no Plano Safra 2026/2027, cuja negociação começa nas próximas semanas.

Segundo apurou a CNN, o governo trabalha com três frentes: pressionar por ajustes na Casa revisora, onde seguro rural e Profert chegam ao Senado e o PLP 114 ainda tramita na Câmara; apresentar uma nova MP para a renegociação das dívidas rurais; e, a medida mais drástica: vetar trechos dos textos aprovados ou integralmente.

Todas as propostas passaram pela mesa de negociação nas últimas semanas, mas, segundo fontes da equipe econômica e do Palácio do Planalto, os textos finais votados nas duas Casas não saíram como o combinado e incorporaram apenas parte das sugestões apresentadas pelo Executivo, ficando bem diferentes das versões defendidas pelo governo.

O caso considerado mais delicado é o da renegociação das dívidas rurais.

O PL (Projeto de Lei) 5122/23, aprovado na quarta-feira (27) pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, prevê a renegociação de R$ 130 bilhões em dívidas do setor — os senadores estimam que o passivo total ultrapassa R$ 1,4 trilhão.

O texto inclui juros entre 3,5% e 7,5%, abrange qualquer modalidade de dívida rural, incluindo CPRs (Cédulas de Produto Rural), e prevê o uso do FS (Fundo Social) do pré-sal para financiar a operação — mas sem um valor pré definido, conforme o pedido do governo.

Esse último ponto é o principal entrave com o governo. Na terça-feira (26), a Fazenda apresentou aos senadores uma MP (Medida Provisória) com proposta alternativa — mais restrita, com juros entre 6% e 12% conforme o porte do produtor e sem uso do Fundo Social.

Os senadores rejeitaram a proposta e mantiveram o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Mesmo diante de pedidos de senadores para acelerar a votação, a análise do texto no plenário do Senado tem sido sinalizada para terça-feira (10), por causa da semana encurtada pelo feriado de Corpus Christi na quinta-feira (4) e para que haja consenso com o governo.

Mesmo assim, o governo ainda considera reapresentar a MP com ajustes.

Seguro rural e Profert também foram aprovados no plenário da Câmara na quarta-feira (27) e seguiram para o Senado.

Em ambos os casos, o governo resistiu a pontos centrais dos textos, mas não conseguiu impedir o avanço das propostas.

Segundo fonte da equipe econômica ouvida pela CNN, os textos aprovados não correspondem ao que havia sido negociado: parte dos pleitos do setor foi atendida, mas outros pontos de resistência do governo não foram incorporados. O governo tenta agora usar o Senado para fazer ajustes.

No seguro rural, as negociações se concentraram principalmente nas regras de financiamento da política e nos mecanismos para garantir recursos ao programa.

O principal impasse foi a tentativa da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) de transformar os recursos do PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) em despesa obrigatória, protegida de contingenciamentos.

O governo propôs atrelar o financiamento ao Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), o que a bancada recusou.

O argumento dos parlamentares é baseado em precedente concreto: economias entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões geradas pela reformulação do Proagro em 2023 nunca foram revertidas ao seguro rural, como o setor esperava.

A bancada também queria que o fundo ficasse vinculado ao Ministério da Fazenda, e não ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), para evitar condicionamentos políticos.

Houve vitória parcial aos ruralistas: o orçamento para o PSR ficou como execução obrigatória, mas acabou ficando restrito ao orçamento da pasta responsável pelo setor.

No Profert, a proposta ganhou força neste ano diante da dependência externa de fertilizantes e da volatilidade de preços provocada por conflitos geopolíticos.

O texto, que ficou travado por anos no Congresso, avançou com apoio do Palácio do Planalto e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O texto prevê até R$ 7,5 bilhões em créditos fiscais e incentivos, ao longo de cinco anos, além de linhas de financiamento e a criação de um fundo para apoiar investimentos no setor

O PLP 114 ainda não foi ao plenário e segue com mais pontos abertos.

As negociações incluem a possibilidade de uso da Cide sobre gasolina, ou compensação de créditos tributários para viabilizar concessões ao setor sucroenergético — especialmente a manutenção do diferencial competitivo do etanol de cana frente à gasolina, mecanismo assegurado pela Constituição Federal.

As quatro iniciativas são vistas por integrantes da área econômica como potenciais fontes de pressão sobre as contas públicas por criarem despesas, ampliarem subsídios, concederem incentivos ou exigirem novas fontes de financiamento, em meio ao ano eleitoral e a pressões que já levaram o governo a congelar mais de R$ 23 bilhões nos dois primeiros bimestres de 2026.

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Laos tenta resgatar os dois últimos homens presos em uma caverna


Cinco vítimas foram encontradas com vida na quarta-feira, a cerca de 300 metros da entrada do local

Reprodução/Redes sociaisSocorristas laos
Mergulhadores resgataram o primeiro homem na sexta‑feira

Equipes de resgate no Laos anunciaram neste domingo (31) uma operação de alto risco para procurar os dois últimos homens desaparecidos em uma caverna no país.

“A esperança é que a missão de hoje localize as duas vítimas restantes”, escreveu um grupo de resgate nas redes sociais.

Cinco homens foram encontrados com vida na quarta-feira, a cerca de 300 metros da entrada da caverna, em uma área montanhosa isolada da província de Xaysomboun.

Eles integravam um grupo de sete pessoas que ficaram presas na caverna após inundações repentinas há quase duas semanas enquanto procuravam ouro, segundo a mídia estatal.

Mergulhadores resgataram o primeiro homem na sexta‑feira, e outros quatro conseguiram sair por conta própria no sábado, depois que as equipes levaram comida e remédios, e após vários dias bombeando água para fora da caverna.

Os cinco sobreviventes estão recebendo atendimento médico e encontram‑se “em boas condições”, declarou neste domingo o mergulhador malaio Lee Kian Lie.

“Vamos continuar procurando com base nas informações que temos e, talvez, consigamos chegar aos outros dois”, declarou Lee.

O homem resgatado na sexta‑feira, identificado como Meud, afirmou em um vídeo compartilhado por um grupo de resgate que os dois desaparecidos haviam entrado na caverna vários dias antes dos demais e tinham descido muito mais em seu interior.

 





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Acordo Mercosul-UE vai beneficiar setor de embalagens de mandioca

O acordo entre Mercosul e União Europeia pode abrir uma nova janela de oportunidades para o mercado brasileiro de embalagens biodegradáveis à base de mandioca.

A avaliação é da Lorenz, empresa do grupo GTF e maior processadora de mandioca do Brasil, que vê no avanço das negociações comerciais um fator estratégico para ampliar as exportações de soluções sustentáveis produzidas a partir de amidos vegetais.

Segundo o diretor de novos negócios da companhia, Aleksandro Siqueira, o cenário internacional vem favorecendo produtos renováveis e biodegradáveis, especialmente na Europa, onde a pressão por redução do uso de derivados fósseis cresce de forma acelerada.

Nesse contexto, a mandioca brasileira ganha espaço como alternativa competitiva para substituir matérias-primas químicas utilizadas em embalagens, adesivos e polímeros industriais.

“O mercado vem procurando substituir a famosa cola química por cola vegetal. Atualmente, você já tem aplicações em embalagens, saquinhos de supermercado, embalagens de papel e adesivos feitos à base de mandioca. Isso cresce porque existe uma demanda cada vez maior por produtos biodegradáveis e renováveis”, afirmou Siqueira.

A expectativa da empresa é que o acordo entre Mercosul e União Europeia facilite principalmente os processos logísticos e regulatórios, reduzindo burocracias e acelerando o desembaraço de cargas brasileiras nos portos europeus.

Para a Lorenz, esse ponto pode ser tão importante quanto a própria redução tarifária.

“A Europa já é um destino importante para o Brasil e para nós. O maior benefício do acordo será deixar o fluxo mais rápido e competitivo. Hoje o produto fica muitos dias parado em fiscalização e desembaraço. Quando existe acordo entre países, a expectativa é que os processos sejam mais ágeis”, destacou o executivo.

A companhia avalia que o ganho de competitividade pode ampliar as exportações de soluções biodegradáveis desenvolvidas a partir da mandioca, especialmente em um momento em que a Europa enfrenta custos elevados de energia e produção industrial.

Segundo Siqueira, esse cenário tem reduzido a competitividade de produtores europeus e asiáticos, abrindo espaço para fornecedores brasileiros.

“A Europa enfrenta uma crise energética importante e isso encarece a produção local. Além disso, o custo logístico da Ásia para a Europa também aumentou bastante. O Brasil ficou mais competitivo e a mandioca brasileira passou a ganhar destaque”, disse.

O executivo ressaltou ainda que a crise no Oriente Médio e os impactos sobre o petróleo também fortalecem a busca global por materiais alternativos aos derivados petroquímicos.

Para ele, embalagens produzidas com polímeros biodegradáveis à base de mandioca tendem a ganhar escala nos próximos anos.

“Hoje nós já temos polímeros biodegradáveis feitos com mandioca. Já existem sacolas, embalagens e aplicações industriais utilizando amidos vegetais. Com o petróleo mais caro e com as pressões ambientais, isso deve crescer muito”, afirmou.

Segundo a Lorenz, a indústria mundial vem ampliando a procura por insumos vegetais tanto por questões ambientais quanto regulatórias. Em diversos países, setores industriais passaram a ser estimulados a substituir componentes químicos por matérias-primas renováveis, tendência que beneficia diretamente o mercado de derivados de mandioca.

“A indústria vem buscando soluções biodegradáveis porque existe pressão do consumidor, pressão ambiental e também regulamentações. A mandioca é uma fonte renovável e atende exatamente essa demanda”, explicou Siqueira.

Além das embalagens, os derivados da mandioca vêm sendo utilizados em adesivos vegetais para caixas de papelão, sacarias, tubos industriais, embalagens alimentícias e até aplicações ligadas ao setor de óleo e gás.

De acordo com a companhia, a substituição de componentes químicos por soluções vegetais ganhou força após novas exigências ambientais internacionais.

“O mercado de embalagens, papelaria e adesivos vem crescendo bastante. A indústria procura substituir produtos químicos por soluções vegetais porque isso melhora sustentabilidade, reduz impacto ambiental e atende novas legislações”, disse.

Para a Lorenz, o acordo Mercosul-União Europeia pode acelerar esse movimento ao tornar o comércio mais fluido e reduzir custos operacionais para exportadores brasileiros.

A empresa acredita que o Brasil reúne condições para se consolidar como um dos principais fornecedores globais de soluções biodegradáveis à base de mandioca.

“O Brasil pode se tornar um grande supplier global do mercado plant-based e de produtos biodegradáveis. Muitas multinacionais já olham o país de uma forma diferente por conta desse potencial”, afirmou Siqueira.

A companhia também destaca que o avanço internacional das soluções feitas a partir da mandioca fortalece toda a cadeia produtiva nacional, desde agricultores familiares até a indústria de transformação.

Segundo a empresa, o crescimento da demanda por produtos sustentáveis pode impulsionar investimentos, geração de empregos e ampliação da produção brasileira nos próximos anos.

“A gente precisa transformar a mandioca em produto de valor agregado. Quando isso acontece, conseguimos fomentar a produção no campo, gerar emprego na indústria e levar soluções sustentáveis para o mundo”, concluiu o executivo.

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"Igreja não é lugar para politicagem", diz diácono em missa com Ciro e Elmano


Diácono repreendeu fiéis que gritavam nomes de políticos durante a Missa de Santo Antônio



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EUA e Irã discutem acordo; Teerã alerta para conclusões precipitadas


Memorando de entendimento entre os países volta para Teerã após edições de Trump

MANDEL NGAN / AFPManifestantes agitam bandeiras iranianas durante um protesto contra a ação militar dos EUA no Irã, perto da Casa Branca, em Washington
Manifestantes agitam bandeiras iranianas durante um protesto contra a ação militar dos EUA no Irã, perto da Casa Branca, em Washington

Os mediadores dos dois países continuam a discutir um memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos desde a manhã deste domingo (31), informou a CBS. O presidente dos EUA, Donald Trump, fez edições no memorando na sexta-feira, de acordo com uma fonte com conhecimento do assunto. A proposta editada foi então enviada de volta a Teerã para aprovação.

Esta é a terceira rodada de alterações que o presidente fez na proposta dos Estados Unidos, que tem sido passada de um lado para o outro para o Irã através de mediadores. A fonte indicou que as mudanças por parte de Trump foram um tanto significativas, embora os detalhes não estivessem imediatamente disponíveis.

Em paralelo, o ministro de Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, confirmou neste domingo para a mídia local que o intercâmbio de mensagens com Washington está em andamento e, até que se chegue a um resultado concreto, não se deve tirar conclusões precipitadas. “Tudo o que está sendo dito neste momento são especulações e não devem ser levadas a sério“, pontuou.

Ameaças americanas

Neste sábado (30), os Estados Unidos voltaram a ameaçar o Irã, afirmando que têm os meios para retomar a guerra contra o Irã, após insistirem que qualquer acordo de paz só será possível se suas “linhas vermelhas” forem respeitadas.

Fontes em Washington mencionaram na quinta-feira uma estrutura de acordo com uma prorrogação de 60 dias do cessar-fogo, mas as negociações continuam emperradas. “O Irã deve aceitar que nunca terá armas nucleares”, escreveu na sexta-feira o presidente Donald Trump em sua rede Truth Social. Ele também exigiu que os estoques de urânio altamente enriquecido da República Islâmica sejam “DESTRUÍDOS”.

Teerã também pede o desbloqueio de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados pelos Estados Unidos. A emissora estatal Irib iraniana afirmou neste sábado que um esboço “não oficial” do memorando de entendimento com os Estados Unidos incluía a liberação de 12 bilhões de dólares (R$ 60,7 bilhões) em ativos congelados.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, advertiu neste sábado que seu país é “mais do que capaz” de retomar as hostilidades contra o Irã “se isso for necessário”. “Nossas reservas são mais do que adequadas para isso, tanto lá quanto em todo o mundo, devido à forma como equilibramos munição de alta precisão e munição mais abundante“, declarou durante um fórum em Singapura.

*com informações da AFP





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Saiba como funciona a designação de organização terrorista pelo Brasil


A determinação dos Estados Unidos dessa semana, que classificou duas organizações criminosas do Brasil (Primeiro Comando da Capital – PCC – e Comando Vermelho – CV) como terroristas, voltou a trazer à tona um questionamento ao governo brasileiro: as orientações do país para classificar organizações como terroristas.

O tema já havia causado danos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023, em meio à guerra entre Hamas e Israel na Faixa de Gaza. O grupo, já classificado como terrorista pelos Estados Unidos, passou a ter o termo adotado por outros países depois que realizou um ataque sem precedentes a Israel no dia de 7 de outubro.

O Brasil, contudo, não adotou a classificação. A posição do governo brasileiro foi alvo de críticas internas e também de autoridades israelenses. Em justificativa, o ministério das Relações Exteriores argumentou que não adota tal classificação unilateralmente.

Declaramos países, organizações ou pessoas que são designadas pela ONU, o órgão delegado a velar pela paz e pela segurança internacional. O Conselho de Segurança não classificou o Hamas como um organismo terrorista até agora [afirmação feita em 18 de outubro de 2023]. Portanto o Brasil segue essa orientação. O mesmo serve para sanções”, disse o chanceler Mauro Vieira durante esclarecimentos no Senado Federal.


O que está acontecendo?

  • O governo dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
  • Os grupos criminosos brasileiros foram incluídos em duas listas: Terroristas Globais Especialmente Designados e Organizações Terroristas Estrangeiras.
  • A medida foi anunciada pouco após o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), se reunir com o presidente Donald Trump na Casa Branca.
  • De acordo com o filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL), a classificação do PCC e CV pelos EUA como organizações terroristas foi um dos temas centrais da viagem ao país.

Classificação do terrorismo

Especialistas consultados pelo Metrópoles avaliam que não existe uma definição única ou universal para o terrorismo. Ainda assim, há instrumentos jurídicos e internacionais que convergem para uma análise central sobre a determinação.

Entre eles, destaca-se a Convenção Internacional para a Supressão do Financiamento do Terrorismo — adotada pela Assembleia Geral da ONU em 1999 e promulgada no Brasil pelo Decreto nº 5.640, de 26 de dezembro de 2005.

O artigo 2º da convenção descreve como ato relevante para fins de financiamento do terrorismo qualquer ação destinada a causar morte ou lesão grave a civis com o propósito de intimidar uma população ou compelir um governo a agir ou deixar de agir.

Tal entendimento também pode ser observado em resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, como a Resolução nº 1566 (2004), que descreve atos terroristas como ataques deliberados contra civis destinados a intimidar populações ou pressionar governos.

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EUA classificou PCC e CV  como terroristas
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EUA classificou PCC e CV como terroristas

Arte/Metrópoles

Governistas pedem que PGR apure viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA
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Governistas pedem que PGR apure viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA

Lara Abreu / Arte Metrópoles

Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump
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Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump

Reprodução/Redes sociais

Reunião entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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Reunião entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Ricardo Stuckert/PR

Orientações da ONU

Embora não exista uma definição universalmente aceita de terrorismo, algumas resoluções do Conselho de Segurança da ONU criaram regimes internacionais de sanções voltados ao combate de grupos e indivíduos envolvidos com atividades terroristas.

O órgão não adota uma classificação genérica de “grupo terrorista“, mas estabelece listas de pessoas, entidades e organizações sujeitas a medidas restritivas.

É o caso das Resoluções 1267 (1999), 1989 (2011) e 2253 (2015), que instituíram e atualizaram o regime de sanções relacionado à Al-Qaeda, ao Estado Islâmico (Daesh) e a indivíduos, grupos, empresas e entidades associados.

Entre as medidas previstas estão o congelamento de ativos, embargos de armas e restrições de viagem, que devem ser implementadas pelos Estados-membros da ONU — como é o caso do Brasil.

No Brasil, a Lei nº 13.810/2019 disciplina o cumprimento das sanções impostas por resoluções do Conselho de Segurança da ONU, incluindo a indisponibilidade de ativos de pessoas e entidades sancionadas. A norma foi criada justamente para viabilizar a execução interna dessas determinações internacionais.

“As resoluções sancionatórias do Conselho de Segurança das Nações Unidas e as designações de seus comitês de sanções são dotadas de executoriedade imediata na República Federativa do Brasil“, diz a resolução brasileira.

Lei Antiterrorista do Brasil

Além das orientações previstas pelas Nações Unidas, o Brasil também promulgou em 2016 a Lei nº 13.260/2016, a Lei Antiterrorista, que tipifica o crime de terrorismo no ordenamento interno.

Embora desenhada para questões internas, a diretriz se baseia na prática de atos violentos capazes de provocar terror social ou generalizado. Ao Metrópoles, especialistas em relações internacionais avaliam que a interpretação dessa legislação “deve ser feita com cautela”.

Embora delimite motivações do ordenamento interno que classificam ações terroristas, ela não impede que determinados episódios, especialmente ataques deliberados contra civis ou infraestrutura com o objetivo de pressionar autoridades, sejam analisados à luz desse enquadramento.



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Comemoração do título do PSG termina com mais de 280 presos e incêndios em Paris; veja vídeo


X / @JovemPanNewsA maior concentração de torcedores aconteceu nos arredores da Champs-Élysées, onde, segundo a polícia, mais de 20 mil pessoas acompanharam a festa pelo bicampeonato europeu do clube francês. Houve registros de depredação de carros e estabelecimentos comerciais da região, e incêndios durante a comemoração.
A maior concentração de torcedores aconteceu nos arredores da Champs-Élysées, onde, segundo a polícia, mais de 20 mil pessoas acompanharam a festa pelo bicampeonato europeu do clube francês. Houve registros de depredação de carros e estabelecimentos comerciais da região, e incêndios durante a comemoração.

A conquista do título da Champions League pelo Paris Saint-Germain levou milhares de torcedores às ruas de Paris, mas a celebração terminou marcada por confusões e ações policiais. De acordo com autoridades francesas, 283 pessoas foram presas na capital durante as comemorações, enquanto sete policiais ficaram feridos. Em todo o país, o número de detidos chegou a 416.

A maior concentração de torcedores aconteceu nos arredores da Champs-Élysées, onde, segundo a polícia, mais de 20 mil pessoas acompanharam a festa pelo bicampeonato europeu do clube francês. Houve registros de depredação de carros e estabelecimentos comerciais da região, e incêndios durante a comemoração.

As autoridades também relataram uma tentativa de invasão a uma delegacia, que foi controlada pela polícia. A movimentação exigiu reforço no esquema de segurança montado para acompanhar as celebrações em diferentes pontos da cidade.

Apesar de a final ter sido disputada na Puskás Aréna, em Budapeste, milhares de torcedores acompanharam a decisão em Paris. O Parque dos Príncipes abriu os portões para transmissão da partida em telões e teve ingressos esgotados. A polícia estima que entre 4 e 5 mil pessoas passaram pelos arredores do estádio ao longo do dia, onde também houve registros de vandalismo.

Segundo o jornal L’Équipe, agentes de segurança apreenderam 24 sinalizadores e dois morteiros de fogos de artifício durante a operação. O veículo ainda informou episódios de tumulto nas proximidades do estádio e em outras áreas da capital francesa.

Em meio aos incidentes, o PSG divulgou um comunicado direcionado aos torcedores, pedindo que as comemorações pelo “momento histórico” acontecessem com responsabilidade e respeito.





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