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Relações Rússia-Brasil se desenvolvem com sucesso, diz Putin em mensagem a Lula sobre 7/9


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em mensagem enviada nesta segunda-feira (7) ao presidente do Brasil e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que as relações entre Rússia e Brasil “estão se desenvolvendo com sucesso no espírito da parceria estratégica”. O texto, de felicitações pelo Dia da Independência no Brasil, foi publicado no perfil da embaixada da Rússia no país.

“Os nossos países cooperam ativamente nas mais diversas áreas, coordenam esforços no âmbito da ONU, do #BRICS, do G20 e de outras estruturas multilaterais“, pontua o presidente russo.

Na mensagem, Putin chama Lula de “caro amigo” e observa que “nós, sem dúvida, continuaremos o trabalho junto construtivo para fortalecer ainda mais todo o conjunto de vínculos russo-brasileiros mutuamente benéficos. Isso atende plenamente aos interesses dos nossos povos amigos, está em consonância com a construção de uma nova ordem mundial — mais justa e multipolar”.

Na semana passada, Lula destacou que mantém boas relações com líderes globais, incluindo Putin, o presidente da China, Xi Jinping, o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, e o presidente dos EUA, Donald Trump, com quem teve atritos recentemente devido à imposição de tarifas pelos EUA a produtos importados do Brasil “Eu não tenho adversários”, ressaltou Lula em entrevista à Rádio Progresso.



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Policial militar é preso suspeito de feminicídio em Embu das Artes


A Polícia Civil cumpriu, na tarde desta segunda-feira (7), o mandado de prisão temporária contra o policial militar Vinícius Costa Silva, marido de Larissa Cruz Morata, de 29 anos. Ele é suspeito de ter cometido feminicídio contra Larissa.

Ela morreu com um tiro na cabeça no banheiro da casa em que morava com o policial, na cidade de Embu das Artes na região metropolitana de São Paulo. Foi o próprio Vinícius quem chamou a PM, afirmando ter achado a mulher morta ao acordar.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a medida foi decretada após as investigações apontarem indícios de “ocorrência de infração penal a ser investigada, dada a dinâmica dos fatos e elementos objetivos preliminarmente angariados”.

Por ser soldado da Polícia Militar (PM), Vinícius foi apresentado pela Corregedoria da PM e será encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes (PMRG). “O caso é investigado como morte suspeita pela Delegacia de Embu das Artes. As diligências prosseguem para esclarecer todos os fatos”, disse a SSP-SP.

Entenda o caso

A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher de 29 anos, vítima de um disparo de arma de fogo na cabeça, dentro de uma residência no bairro Chácaras Bartira, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Larissa Morata foi localizada no imóvel na manhã do domingo (6).

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o marido da vítima, um policial militar, prestou depoimento sobre o caso.

Conforme o relato dado aos agentes que atenderam à ocorrência, a mulher teria cometido suicídio. A arma utilizada no disparo, que pertencia ao policial, foi apreendida no local e estava sob o corpo da vítima.

caso foi registrado na Delegacia de Embu das Artes como morte suspeita. A Polícia Científica realizou perícia na residência, e foram solicitados exames nas mãos da vítima e do marido, além de exames balísticos na arma e análises dos demais vestígios recolhidos.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte.

*Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo



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São Paulo registra tarde mais fria para um mês de setembro em 26 anos



Brasil

 Capital registrou 13,6 °C, a menor temperatura máxima registrada foi de 13,1 °C, em 26 de setembro de 2000

A cidade de São Paulo registrou nesta segunda-feira (7) a tarde mais fria para um mês de setembro em 26 anos. A previsão indicava temperatura máxima de 13 °C, porém, foram registrados 13,6 °C. Portanto, o recorde não foi confirmado na capital paulista, uma vez que, a menor temperatura máxima registrada foi de 13,1 °C, em 26 de setembro de 2000.

Temperatura nos termômetros começou a cair a partir daí e às 17h, quando marcava 13°C.

O registro é da meteorologista Josélia Pegorin, da agência Climatempo, com base em dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) da estação meteorológica no Mirante de Santana, localizada na zona norte paulistana, onde é feita a medição oficial da cidade.

Segundo dados da Defesa Civil, na madrugada desta segunda-feira, foi registrado 10,1 °C na estação de Interlagos. São Paulo não teve a noite mais fria no mês de setembro em quatro anos, pois em 24 de setembro de 2022 registrou 9,3 °C.



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Quem compôs o Hino da Independência do Brasil e os bastidores da sua criação


O Hino da Independência é uma das obras mais conhecidas do repertório patriótico nacional, mas sua criação envolve dois nomes distintos e momentos separados. Diferente do que muitos imaginam, a composição não nasceu pronta e musicada no dia 7 de setembro de 1822. A obra é fruto da união entre os versos do poeta e livreiro Evaristo da Veiga e a melodia criada pelo próprio imperador Dom Pedro I, consolidando-se ao longo dos anos como a trilha sonora oficial da emancipação brasileira.

Os nomes por trás da letra e da música

A resposta para a autoria do hino exige a separação entre o texto e a partitura. A letra foi escrita em agosto de 1822 por Evaristo da Veiga, um influente intelectual e político da época. Originalmente, o texto não foi pensado para ser um hino oficial, mas sim um poema intitulado Hino Constitucional Brasiliense, criado para inflamar o sentimento de autonomia que tomava conta da província do Rio de Janeiro naqueles meses tensos.

A melodia, por sua vez, foi adicionada posteriormente por Dom Pedro I. O então príncipe regente era um músico amador de grande talento, que tocava diversos instrumentos e tinha noções avançadas de composição. Ao entrar em contato com os versos de Evaristo da Veiga, que já circulavam em panfletos populares, Dom Pedro I decidiu criar um arranjo marcial e vibrante para acompanhar as palavras. O imperador compôs a música ainda no ano de 1822, garantindo que a obra ganhasse o formato de canção.

O clima de 1822 e a urgência de um símbolo nacional

O contexto histórico em que o poema foi escrito ajuda a entender a força da mensagem. O Brasil vivia uma pressão constante das Cortes de Lisboa, que exigiam o retorno imediato de Dom Pedro a Portugal e a anulação das liberdades comerciais e administrativas conquistadas desde a vinda da Família Real em 1808.

Evaristo da Veiga capturou exatamente esse sentimento de resistência. Quando o poema começou a circular de mão em mão nas ruas do Rio de Janeiro, ele funcionou como uma espécie de manifesto a favor da autonomia. A população precisava de símbolos que materializassem a ideia de um país independente, e os versos que falavam em não temer a morte pela liberdade serviram perfeitamente a esse propósito cívico.

A versão esquecida do maestro Marcos Portugal

Um fato pouco conhecido sobre a história do Hino da Independência é que a melodia de Dom Pedro I não foi a única a acompanhar o poema de Evaristo da Veiga. O renomado compositor português Marcos Portugal, que vivia no Brasil e era o mestre de música da corte, também criou uma partitura para os mesmos versos.

Durante os primeiros anos após a independência, a versão de Marcos Portugal chegou a ser tocada em solenidades oficiais e eventos públicos. No entanto, o peso político e a força simbólica de Dom Pedro I fizeram com que a melodia composta pelo imperador se tornasse a favorita popular. Com o passar das décadas, a composição do monarca se estabeleceu de forma definitiva, enquanto a partitura do maestro português acabou restrita aos arquivos históricos.

O significado dos versos de liberdade

A linguagem utilizada no hino reflete o romantismo cívico do século XIX. O trecho inicial, que canta “Já podeis da Pátria filhos / Ver contente a mãe gentil”, é uma mensagem direta aos brasileiros, afirmando que a nação (a mãe gentil) já podia se orgulhar de sua nova condição de liberdade.

O refrão “Ou ficar a pátria livre / Ou morrer pelo Brasil” ecoa o famoso grito do Ipiranga (“Independência ou morte”). A letra reforça a ideia de que o sacrifício pessoal era um preço justo a se pagar para evitar o retorno aos grilhões coloniais. Não há menções a batalhas sangrentas, mas sim uma celebração da coragem civil e da esperança de um futuro autônomo, livre das amarras de Portugal.

Dúvidas frequentes sobre a obra

O Hino da Independência é mais antigo que o Hino Nacional?

Sim, o Hino da Independência foi composto em 1822. Já a melodia do atual Hino Nacional Brasileiro foi criada por Francisco Manuel da Silva em 1831, e sua letra definitiva, escrita por Osório Duque-Estrada, só foi oficializada em 1922.

A música foi realmente composta no dia 7 de setembro?

Não há registros históricos que comprovem que Dom Pedro I compôs a melodia exatamente no dia do Grito do Ipiranga. A versão mais aceita pelos historiadores é que ele trabalhou na partitura semanas depois do evento, já no Rio de Janeiro.

Quando o Hino da Independência deve ser executado?

A lei brasileira estabelece que a obra deve ser executada em cerimônias cívicas, especialmente durante as comemorações da Semana da Pátria, em setembro, para celebrar a memória da emancipação política do país.

A popularidade duradoura do Hino da Independência mostra como a união de uma poesia engajada com uma melodia de apelo popular conseguiu atravessar séculos. A obra não apenas documenta o espírito de uma época de ruptura, mas continua sendo uma peça central nas celebrações da identidade nacional brasileira.



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Entenda os mitos e verdades sobre o famoso quadro da Independência do Brasil


O Sete de Setembro de 1822 está eternizado no imaginário do povo brasileiro de uma forma muito específica: um príncipe erguendo a espada sobre um cavalo majestoso, cercado por uma guarda de honra impecável e uma multidão eufórica. No entanto, ao investigar quais os mitos e verdades sobre o famoso quadro da Independência ou Morte de Pedro Américo, a historiografia revela um abismo entre o pincel do artista e a realidade. Compreender o que é fato e o que é invenção nessa obra ajuda a desvendar os bastidores políticos da separação entre Brasil e Portugal, mostrando que a fundação do país ocorreu de maneira muito mais improvisada e humana do que os livros escolares tradicionais sugerem.

A origem da encomenda: por que o Império precisava de um herói pintado a óleo

Para compreender a pintura, é essencial olhar para o calendário. A tela monumental não foi criada no calor do momento, mas sim finalizada em 1888, exatos 66 anos após o rompimento oficial com Portugal. O Brasil vivia o crepúsculo do Segundo Reinado. O imperador Dom Pedro II, filho do protagonista da independência, enfrentava uma grave crise política. O movimento republicano ganhava força acelerada e a monarquia perdia rapidamente seus pilares de sustentação na sociedade.

Nesse cenário de fragilidade, a Coroa precisava de um símbolo poderoso que reafirmasse a legitimidade do regime e criasse um sentimento de união nacional. Pedro Américo, um pintor paraibano que residia em Florença, na Itália, recebeu a missão e o orçamento do governo imperial para pintar uma cena que servisse como a certidão de nascimento visual do Brasil. A ordem não era fazer um retrato documental, mas sim construir uma epopeia clássica que gerasse orgulho.

O artista tinha plena consciência de que estava monumentalizando a realidade a serviço de um discurso oficial. Ele precisava transformar um rompimento político burocrático, lido às pressas no meio do mato, em um espetáculo de heroísmo inquestionável. Por isso, as escolhas estéticas do pintor foram friamente calculadas para exaltar a monarquia, ignorando propositalmente os aspectos mundanos e desgastantes daquele dia.

O abismo entre a arte e a realidade às margens do Ipiranga

Na prática, o rompimento com a Corte de Lisboa foi o clímax de uma tensa articulação política, e não uma batalha coreografada. No dia 7 de setembro, Dom Pedro vinha de uma viagem exaustiva rumo a São Paulo, subindo a Serra do Mar após passar por Santos. A comitiva era pequena, formada por um grupo de aproximadamente 14 pessoas, composto por auxiliares de confiança e alguns poucos seguranças. Não havia uma plateia de camponeses assistindo ao evento de forma organizada, como sugere o canto esquerdo da pintura.

Quando os mensageiros vindos do Rio de Janeiro alcançaram o grupo no alto da colina, eles traziam cartas decisivas assinadas por Maria Leopoldina e pelo ministro José Bonifácio. Os documentos alertavam que Portugal havia rebaixado o Brasil novamente à condição de colônia e exigia o retorno imediato do príncipe. Foi a leitura tensa dessas correspondências que forçou a decisão de separação imediata.

O impacto real desse momento foi puramente estratégico. As margens do riacho do Ipiranga serviram apenas como o ponto geográfico aleatório onde o carteiro alcançou o destinatário. Se a notícia chegasse duas horas depois, a independência teria sido proclamada em uma estalagem qualquer ou no centro da cidade. A arte de Pedro Américo pegou essa coincidência logística e a transformou em um altar sagrado da pátria.

Os três maiores mitos criados pela tela de Pedro Américo

Para transformar a viagem cansativa em um marco heroico, o pintor precisou alterar drasticamente os elementos visuais da cena. Abaixo, detalhamos as principais licenças poéticas que moldaram a memória nacional.

1. A troca das mulas de carga pelos cavalos de guerra

A imagem dos majestosos cavalos empinando durante o grito é puramente ficcional. Para vencer as estradas de terra esburacadas, cheias de lama e pedras na íngreme subida da Serra do Mar, a comitiva utilizava animais muito mais resistentes. Dom Pedro I montava uma mula de carga, especificamente uma besta baia (de pelagem castanha). O cavalo de raça, embora imponente para retratos militares europeus, não suportaria as condições severas do relevo paulista daquela época.

2. As fardas de gala que ainda não existiam

Os soldados ao redor do príncipe vestem vistosos uniformes brancos com capacetes dourados, conhecidos como os trajes dos Dragões da Independência. Na realidade histórica, essa guarda de honra sequer existia com essa configuração em 1822. O grupo que acompanhava o príncipe regente usava roupas comuns de montaria, cobertas de poeira e adequadas para o desgaste de uma viagem de semanas. Os uniformes de gala foram inseridos no quadro para conferir o peso institucional que a narrativa exigia.

3. O estado de saúde crítico do príncipe regente

O detalhe mais humano e frequentemente ocultado sobre o Sete de Setembro é que Dom Pedro I estava gravemente indisposto. Relatos de testemunhas da época, como o coronel Manuel Marcondes, indicam que o príncipe sofreu de uma forte infecção intestinal durante todo o trajeto, possivelmente devido à ingestão de água contaminada ou alimentos estragados no litoral paulista. A comitiva precisou parar diversas vezes no matagal para que ele pudesse se aliviar das dores abdominais. Pedro Américo, compreensivelmente, suprimiu essa fragilidade física em favor de uma postura altiva e inabalável.

Dúvidas frequentes sobre o quadro da Independência do Brasil

Onde o quadro de Pedro Américo está exposto atualmente?

A pintura original é a peça central do acervo do Museu Paulista, popularmente conhecido como Museu do Ipiranga, localizado na cidade de São Paulo. A tela é tão superlativa que o salão nobre do edifício foi projetado e construído sob medida para abrigá-la de forma permanente.

Quais são as dimensões reais da obra?

A tela é monumental e impressiona os visitantes pelas suas proporções físicas. Ela mede 4,15 metros de altura por 7,60 metros de largura, ocupando praticamente uma parede inteira do salão principal do museu.

Dom Pedro I realmente gritou “Independência ou Morte”?

A historiografia moderna aponta que as palavras exatas são de difícil comprovação. Embora existam relatos de que ele tenha proferido palavras de ordem rompendo os laços com Portugal após amassar as cartas de Lisboa, o lema “Independência ou Morte” foi consolidado posteriormente como um slogan político poderoso para simplificar e dramatizar a fundação do Império.

A Casa do Grito já existia no momento da proclamação?

Não. Embora a pintura mostre uma pequena casa rústica de pau a pique ao fundo da cena, pesquisas arquitetônicas indicam que a chamada “Casa do Grito”, que ainda hoje existe no Parque da Independência, só foi construída anos depois do evento. O pintor a incluiu na composição final para reforçar o cenário rural de forma bucólica.

Desconstruir as pinceladas de Pedro Américo não diminui o peso do Sete de Setembro, mas aproxima a história oficial da vida do cidadão comum. Ao trocar o mito do cavalo branco e da espada reluzente pelas mulas cansadas e pela urgência política de um príncipe doente, a fundação do Brasil ganha contornos reais e palpáveis. A verdadeira utilidade de conhecer os bastidores dessa obra é entender que as nações não nascem de momentos mágicos e perfeitos, mas de decisões complexas tomadas por pessoas reais, sujeitas às intempéries do tempo, dos interesses políticos e das limitações do próprio corpo.



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Veja quais são os próximos feriados do 2º semestre


Para quem vive a correria da rotina, a folga no meio da semana ou o descanso prolongado junto ao sábado e domingo dá um fôlego extra. Depois do Dia da Independência nesta segunda-feira (07), o segundo semestre de 2026 ainda tem mais cinco feriados para recarregar as energias.

O primeiro deles é o feriado de 12 de outubro, o dia de Nossa Senhora Aparecida, data que também é celebrado o Dia das Crianças. Em seguida, 2 de novembro, Dia de Finados, que também cai numa segunda-feira e abre espaço para outro descanso prolongado.

Já em 15 de novembro, domingo, é celebrada a Proclamação da República – feriado que, por cair em dia já de folga, não altera a rotina de trabalho da maioria.

A sequência de feriadões continua em 20 de novembro, quando se comemora o Dia Nacional de Zumbi e Consciência Negra. E o ano se encerra com o Natal, em 25 de dezembro, sexta-feira.

Veja abaixo todos os feriados do ano.

Próximos feriados de 2026

  • Nossa Senhora Aparecida 12 de outubro (segunda-feira)
  • Finados 2 de novembro (segunda-feira)
  • Proclamação da República 15 de novembro (domingo)
  • Dia Nacional de Zumbi e Consciência Negra 20 de novembro (sexta-feira)
  • Natal 25 de dezembro (sexta-feira)

Pontos facultativos

  • Dia do Servidor Público 28 de outubro (quarta-feira)
  • Véspera de Natal 24 de dezembro (quinta-feira) após às 13h
  • Véspera de Ano Novo 31 de dezembro (quinta-feira) após às 13h



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Quadrilha invade e furta casa em área nobre de São Paulo


Quatro suspeitos invadiram e furtaram uma casa no Jardim Paulista, bairro nobre da zona oeste de São Paulo, na noite do sábado (05). Um homem de 25 anos foi preso em flagrante. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado, a Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, flagrou quatro suspeitos saindo da residência.

Ao avistarem os policiais, os suspeitos abandonaram os itens furtados e fugiram. Um deles, no entanto, foi alcançado e detido pelos agentes na Avenida Nove de Julho. Ele permanece à disposição da Justiça. A SSP informou que os itens foram devolvidos ao proprietário e que foi solicitada perícia ao Instituto de Criminalística (IC). A identidade da vítima não foi revelada.

O caso foi registrado como furto a residência e associação criminosa no 14º Distrito Policial, de Pinheiros. A Polícia Civil realiza diligências para localizar e prender os outros suspeitos.



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Mulher de PM é achada morta em Embu das Artes; polícia investiga o caso


A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher de 29 anos, vítima de um disparo de arma de fogo na cabeça, dentro de uma residência no bairro Chácaras Bartira, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Larissa Morata foi localizada no imóvel na manhã do domingo, 6.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o marido da vítima, um policial militar, prestou depoimento sobre o caso.

Conforme o relato dado aos agentes que atenderam à ocorrência, a mulher teria cometido suicídio. A arma utilizada no disparo, que pertencia ao policial, foi apreendida no local e estava sob o corpo da vítima.

O caso foi registrado na Delegacia de Embu das Artes como morte suspeita. A Polícia Científica realizou perícia na residência, e foram solicitados exames nas mãos da vítima e do marido, além de exames balísticos na arma e análises dos demais vestígios recolhidos.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

Canal Pode Falar

Iniciativa criada pelo Unicef para oferecer escuta para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades na página com o seguinte endereço na internet.



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Quem foi Maria Quitéria: a primeira mulher a lutar no Exército brasileiro pela Independência


Maria Quitéria de Jesus rompeu todas as convenções do século 19 ao se disfarçar de homem para lutar na Guerra da Independência do Brasil. Nascida no interior da Bahia, ela fugiu de casa em 1822, vestiu a farda do cunhado e adotou o nome de Soldado Medeiros para conseguir ingressar nas fileiras que combatiam a resistência portuguesa no Recôncavo Baiano. O ineditismo de sua atitude fez dela a primeira mulher a assentar praça em uma unidade militar das Forças Armadas no país.

Compreender a trajetória dessa combatente é essencial para resgatar a participação ativa do povo nos conflitos que garantiram a separação definitiva entre Brasil e Portugal. Diferente da narrativa pacífica muitas vezes associada ao grito do Ipiranga, a consolidação do território nacional exigiu derramamento de sangue em diversas províncias. A atuação incisiva da baiana nos campos de batalha forçou a coroa a reconhecer sua bravura, garantindo a ela um espaço na história oficial, ainda que as Forças Armadas tenham demorado mais de um século para incorporar mulheres de forma regular.

A origem da combatente e a criação do Soldado Medeiros

Nascida em 1792, na fazenda Serra da Agulha, região que hoje pertence ao município de Feira de Santana, Maria Quitéria cresceu em um ambiente rural que moldou suas habilidades práticas. Sem acesso à educação formal, ela desenvolveu desde cedo destreza na montaria, na caça e no manejo de armas de fogo, características incomuns e até desencorajadas para as mulheres daquela época.

O cenário mudou drasticamente a partir de 1822, quando emissários do governo provisório começaram a percorrer as fazendas baianas em busca de voluntários e apoio financeiro para expulsar as tropas portuguesas leais às Cortes de Lisboa. Motivada pelos discursos de libertação, a jovem pediu permissão ao pai, o viúvo Gonçalo Alves de Almeida, para se juntar à causa. Diante da recusa paterna imediata, ela tomou a decisão que mudaria o rumo de sua vida.

Com a ajuda de uma irmã, Maria Quitéria cortou os cabelos, apropriou-se do fardamento do cunhado, José Cordeiro de Medeiros, e fugiu para a Vila de Cachoeira. Lá, sob a identidade falsa de Soldado Medeiros, conseguiu ser aceita no Regimento de Artilharia. Pouco tempo depois, devido à sua precisão com os armamentos, foi transferida para a infantaria do Batalhão de Voluntários do Príncipe Dom Pedro, grupamento que ficou popularmente conhecido como Batalhão dos Periquitos por causa dos detalhes verdes nos uniformes.

O desempenho nas trincheiras e a revelação do disfarce

A farsa durou apenas algumas semanas. O pai da combatente descobriu seu paradeiro e foi até o acampamento militar exigir que a filha retornasse para casa. No entanto, o desempenho de Maria Quitéria já havia impressionado seus superiores. O comandante do batalhão, major José Antônio da Silva Castro, intercedeu a favor da jovem e recusou o pedido de desligamento, argumentando que a disciplina e a habilidade militar da soldada eram indispensáveis para a tropa.

A partir daquele momento, a identidade feminina foi assumida publicamente, e o governo provisório providenciou a confecção de saiotes para que ela pudesse acoplar ao fardamento masculino. A aceitação de uma mulher nas trincheiras não ocorreu por um ideal de igualdade de gênero, mas sim por uma necessidade tática urgente. O exército baiano estava em formação e precisava de atiradores experientes para conter o avanço dos soldados portugueses bem treinados.

A atuação de Maria Quitéria foi decisiva em diversos confrontos diretos que marcaram a guerra na Bahia. Os registros históricos confirmam sua presença ativa nas batalhas da Pituba, de Itapuã, da Ilha da Maré e, principalmente, no combate na Foz do Rio Paraguaçu. Em um dos episódios mais célebres, ela invadiu uma trincheira inimiga, rendeu um grupo de soldados portugueses e os escoltou sozinha até o acampamento brasileiro, consolidando sua reputação de destemor entre os veteranos.

O reconhecimento imperial e as honrarias póstumas

Com a expulsão definitiva das forças portuguesas em 2 de julho de 1823, data que marca a Independência da Bahia, a combatente marchou vitoriosa pelas ruas de Salvador. Sua fama de heroína de guerra ultrapassou as fronteiras da província e chegou à capital do Império. No mês seguinte, ela viajou ao Rio de Janeiro e foi recebida com honras militares pelo imperador Dom Pedro I, que fez questão de condecorá-la pessoalmente.

A baiana recebeu a insígnia de Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro, uma das mais altas comendas do recém-criado Estado brasileiro, destinada a agraciar aqueles que prestaram serviços excepcionais à nação. Além da medalha, o imperador concedeu a ela um soldo vitalício equivalente à patente de alferes e escreveu uma carta pedindo que o pai da militar perdoasse a desobediência que motivou sua fuga de casa.

Apesar do reconhecimento oficial em vida, Maria Quitéria morreu no anonimato em 1853, aos 61 anos, na cidade de Salvador. Seu nome só voltou a ganhar força institucional mais de um século depois. Em 1996, um decreto presidencial a consagrou como Patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. Mais tarde, em 2018, uma lei federal determinou a inclusão de seu nome no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, eternizando sua contribuição no panteão cívico nacional.

Dúvidas frequentes sobre a trajetória militar de Maria Quitéria

Como Maria Quitéria conseguiu entrar no Exército brasileiro?

Ela cortou os cabelos, pegou as roupas emprestadas de seu cunhado e apresentou-se aos postos de recrutamento na Vila de Cachoeira, na Bahia, utilizando o nome falso de Soldado Medeiros.

Em quais batalhas da Independência a baiana lutou?

A militar participou ativamente dos combates na província da Bahia entre 1822 e 1823, com destaque para a defesa da Ilha da Maré e as batalhas da Pituba, de Itapuã e na Foz do Rio Paraguaçu.

O que aconteceu com Maria Quitéria após o fim da guerra?

Ela foi condecorada no Rio de Janeiro por Dom Pedro I, recebeu uma pensão vitalícia e retornou à Bahia. Casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito, teve uma filha e viveu o resto de seus dias longe da vida pública.

Por que ela é considerada uma heroína da pátria?

O pioneirismo de lutar nas trincheiras e garantir a soberania nacional fez dela um símbolo de coragem. Desde 2018, seu nome está gravado no Livro de Aço, localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade, em Brasília.

O resgate histórico da primeira mulher a vestir uma farda no Brasil não apenas corrige um apagamento secular, mas também dimensiona o esforço coletivo que forjou a independência do país. A audácia de Maria Quitéria prova que a formação do território nacional contou com a força de brasileiras que, mesmo à margem das leis e dos costumes de sua época, decidiram tomar as rédeas da própria história para defender a nação.



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Médica de 37 anos é morta a facadas pelo companheiro no Paraná


A médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi morta a facadas após uma discussão com o companheiro, de 25 anos, em Maringá, interior do Paraná, na noite do sábado (05). Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado e a Polícia Civil, o casal mantinha relacionamento conturbado e havia reatado havia pouco tempo.

O bebê de 8 meses, filho do casal, estava no apartamento quando ela foi encontrada. As autoridades não divulgaram o nome do suspeito de homicídio, mas o companheiro de Gassi, conforme perfis e publicações nas redes sociais, era João Romeiro. A reportagem não localizou a defesa do suspeito até o fechamento deste texto.

O suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar em Mandaguari, também no interior paranaense, na residência da mãe dele. De acordo com a Polícia Civil, ele permanece sob escolta no hospital, pois apresentava ferimentos provocados por arma branca.

Suspeita de feminicídio

Na noite do crime, o casal teve uma discussão e, durante o conflito, o homem esfaqueou Gassi, que morreu no local. O caso é investigado como feminicídio.

No fim do ano passado, Gassi e Romeiro compartilhavam nas redes sociais registros juntos.

Em algumas das imagens, a médica aparece grávida e fala sobre a expectativa pela chegada do filho, hoje com oito meses.

Romeiro é advogado e tinha cargo público na Prefeitura de Marialva.

Em nota, a prefeitura informou que determinou a exoneração imediata do servidor João Vitor Domingues Romeiro assim que tomou conhecimento das informações oficiais sobre o caso. A exoneração foi formalizada e publicada no Diário Oficial do Município.

Homenagens

Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi.

Em nota, a prefeitura de Sarandi destacou a contribuição da profissional para o atendimento à população e afirmou que sua trajetória na saúde pública será lembrada com respeito e gratidão.

A administração municipal também manifestou repúdio à violência contra as mulheres e classificou a morte como feminicídio.

Sepultamento

Nas redes sociais, um homem que se identifica como padrinho de Gassi divulgou informações sobre as cerimônias de despedida.

O velório teve início às 20 horas do domingo, 6, e o sepultamento foi marcado para a manhã desta segunda-feira, 7, no Cemitério Municipal de Maringá.



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