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Empresário e ex-sócio de Léo Dias, quem é Thiago Miranda, alvo da PF por ligação com Vorcaro


Thiago Miranda, ex-socio do Léo Dias e com ligações com Daniel Vorcaro, foi alvo nesta quinta-feira (09) da 10ª fase da Operação Compliance Zero. Neste ano ele já tinha sido apontado como um elemento importante na investigação envolvendo o Banco Master. Em março, durante depoimento à PF ele negou ter contrato influencers para atacar autoridades ou órgão do Estados.

Miranda é conhecido por atuar nos bastidores da comunicação e de gerenciamento de crise. Ele é ex-sócio do Léo dias e dono da agência de relações públicas MiThi, empresa com mais de 15 anos de atuação no mercado da comunicação. E

O fim da parceria com Léo Dias foi anunciada há dois dias. Em uma publicação nas redes sociais, o empresário escreveu:

“Esse ciclo se encerra de forma muito positiva. Vendi minha participação na empresa com a certeza de que contribuí para construir algo sólido e de grande relevância. Levo comigo os aprendizados, as amizades, as conquistas e a convicção de que empreender é, acima de tudo, transformar ideias em impacto. Sigo dedicado a novos projetos, novos desafios e novas oportunidades de construir, inovar e gerar valor.”, escreveu Miranda.

Operação contra Thiago Miranda

Nesta quinta-feira, a Polícia Federal (PF) deflagrou a 10ª fase da Operação Compliance Zero para apurar indícios de atuação coordenada em redes sociais voltada, em tese, a comprometer a credibilidade da atuação do Banco Central do Brasil. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília/DF.

Segundo a PF, as investigações apuram a atuação de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.

“Os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa, além de outros delitos correlatos, incluindo possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos”, diz o documento da PF.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi quem emitiu a decisão para a busca e apreensão na casa do publicitário. A ação investiga uma suposta atuação coordenada em redes sociais que tem como objetivo comprometer a credibilidade do Banco Central do Brasil.

Operação Compliance Zero

A Operação Compliance Zero foi deflagrada pela PF em 2025 a partir de uma investigação solicitada pelo Ministério Público Federal para apurar suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Com o avanço das apurações, o caso ultrapassou o mercado financeiro e passou a abranger suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de sistemas, vazamento de informações sigilosas e cooptação de agentes públicos.

Ao longo de 2025 e 2026, a operação se desdobrou em nove fases, a 10ª nesta quinta, que revelaram um esquema cada vez mais amplo, alcançando familiares de Vorcaro, executivos do setor financeiro, policiais federais e importantes figuras da política nacional.





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Câmeras com IA multam uso de celular e falta de cinto no Rodoanel


A utilização de celular ao volante e a falta do cinto de segurança já estão sendo autuadas por meio de câmeras com inteligência artificial nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas. Segundo a concessionária SPMar, as imagens captadas pelo sistema passaram a ser utilizadas pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv) para aplicação de multas desde 1º de julho.

Antes do início das multas, o sistema operou em fase de testes entre 12 de maio e 29 de junho. Nesse período, foram registrados 7.297 flagrantes de infrações, média de 148,9 casos por dia.

Do total de ocorrências identificadas, 3.335 envolveram motoristas sem cinto de segurança, o equivalente a 45,7% dos registros. Outros 1.956 casos (26,8%) foram de passageiros sem cinto, enquanto 1.369 flagrantes (18,8%) mostraram condutores utilizando o celular durante a condução.

De acordo com a SPMar, o monitoramento é realizado por câmeras equipadas com inteligência artificial e tecnologia de infravermelho, que funcionam 24 horas por dia. As imagens são enviadas a um sistema compartilhado com a PM Rodoviária, onde um policial faz a validação do registro e, caso a infração seja confirmada, emite a multa.

Câmeras com IA multam uso de celular e falta de cinto no Rodoanel

A concessionária afirma que a medida busca reduzir comportamentos de risco e contribuir para a segurança viária por meio do monitoramento automatizado.

“Os dados da rodovia nos mostram o comportamento habitual dos motoristas. Com a tecnologia, ganhamos agilidade para detectar e influenciar esse comportamento, aumentando a segurança do próprio condutor”.Thiago Cavalcante, gerente de Inovação e Tecnologia da Concessionária SPMAR



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Pai é investigado após ser filmado chutando filha de 3 anos no Paraná


A Polícia Civil do Paraná investiga um homem que foi filmado agredindo a própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do estado. O caso aconteceu no último domingo (5) e ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança circularem nas redes sociais.

As gravações mostram o homem caminhando com a menina e outro filho, de 5 anos. Em determinado momento, ele desfere um chute na criança, que cai no chão. Logo depois, um terceiro homem tenta intervir, mas é confrontado pelo pai. Em seguida, a menina se levanta e continua o trajeto ao lado do pai e do irmão. A mãe das crianças tomou conhecimento da agressão ao ver o vídeo compartilhado nas redes sociais e registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (7).

Em resposta à Jovem Pan, a Polícia Civil informou que o investigado compareceu à unidade policial e foi ouvido na tarde de quarta-feira (8). Ele confirmou a agressão e alegou que foi motivado pelo choro da criança, porém disse não se recordar completamente dos fatos.

Além disso, a Polícia confirmou que segue com a oitiva de testemunhas e está em busca de mais imagens de câmeras de videomonitoramento de todo o trajeto percorrido pelo suspeito e pelas crianças. A vítima foi submetida a exame de lesão corporal e a PCPR também aguarda a conclusão do laudo pericial.

Como não houve prisão em flagrante, o investigado foi liberado após ser ouvido. De acordo com o delegado Anderson Andrei, foi instaurado um inquérito e o homem responderá pelo crime de lesão corporal. O delegado informou que a prioridade da investigação foi garantir a proteção da criança e de seus familiares. Por isso, a Polícia Civil solicitou à Justiça medidas protetivas de urgência em favor da menina, do irmão e da mãe.



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Caminhoneiro é preso em SP com mais de 4 toneladas de maconha


A Polícia Militar Rodoviária de São Paulo apreendeu nesta quarta-feira (8) mais de quatro toneladas de maconha escondida em um caminhão na Rodovia Castello Branco, em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo.

O motorista foi preso em flagrante por tráfico de drogas. A ação faz parte da Operação Impacto, realizada em frente à Base Operacional da cidade, quando os policiais perceberam que havia irregularidades na fixação das placas de identificação.

Durante a abordagem, os agentes encontraram 4,2 mil tabletes de maconha escondidos entre a carga de painço.

Segundo a PM, a apreensão representa um prejuízo de R$ 8 milhões ao crime organizado. O caminhoneiro foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária de Ourinhos.



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Suspeito solto após morte da jovem lançada sem corda em SP diz estar ‘grato’


João Antonio Pivetta, um dos funcionários contratados pela empresa que jogou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sem cordas durante um salto de rope jump, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), foi solto nesta quarta-feira, 8, após ficar 18 dias na prisão, segundo informações do G1.

João não estava entre os instrutores responsáveis por lançar as pessoas da ponte. Sua função era a retirada de equipamento dos participantes após a realização dos saltos, embaixo da ponte, segundo as investigações da polícia.

Ele havia sido preso sob suspeita de ocultação de provas, incluindo o sumiço da câmera que Maria Eduarda usava durante o salto, mas a polícia descartou a hipótese e solicitou a revogação da prisão.

“É um sentimento de angústia constante. Um sentimento aterrorizante, até porque a gente não tem notícias de como as coisas estão, o que está acontecendo. Graças a Deus, agora estou mais aliviado, me sinto grato pelas equipes de investigações, que fizeram o trabalho delas, conseguiram investigar tudo e verem que, de fato, eu não tinha nada a ver com aquilo”, disse à EPTV, afiliada da Rede Globo.

“Eu estava prestando um serviço. Minha parte era ficar só na parte de baixo da ponte. Foi aterrorizante”, completou.

Ainda segundo o G1, além de João, Gabriel Barros Martins também foi solto nesta quarta-feira após ter a revogação da prisão solicitada. Ele fazia o acompanhamento da descida dos participantes após o salto, realização dos bloqueios e desbloqueios do sistema e preparação do equipamento para futura utilização.

Gabriel foi preso por suspeita de fugir do local após a tragédia, porém, a polícia descartou que tenha tido influência, de forma intencional ou não, na morte de Maria Eduarda.

João e Gabriel não foram indiciados pela Polícia Civil nem denunciados pelo Ministério Público (MP).

O MP denunciou, na terça-feira, 7, quatro pessoas pela morte da jovem: a organizadora do evento de rope jump, Evelyne dos Santos Gonçalves, responsável pela Entre Cordas (empresa sem registro); e os três instrutores que aparecem no vídeo lançando Maria Eduarda sem cordas (Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves).

Segundo a denúncia, os acusados promoviam saltos de rope jump para cerca de 80 a 100 pessoas por dia de evento sem que houvesse estrutura formal de gerenciamento de riscos e sem observar protocolos básicos de segurança. Os promotores sustentam que os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.

Sumiço de câmera

A investigação da Polícia Civil, dividida em dois inquéritos, não conseguiu localizar a câmera Go Pro que estava fixada ao braço da vítima, nem determinar quem retirou o equipamento de Maria Eduarda. Mesmo assim, a organizadora do evento foi denunciada por determinar a localização do equipamento e a exclusão do conteúdo, com o objetivo de dificultar a elucidação dos fatos.

De acordo com o inquérito, uma testemunha afirmou que Evelyne “mencionou expressamente” a necessidade de apagar o vídeo do salto da jovem. O relatório final da Polícia Civil apontou que ao menos três testemunhas relataram que um homem retirou a câmera da vítima. Porém, ninguém conseguiu reconhecê-lo. Duas testemunhas disseram que se tratava de um homem de cabelo escuro e que usava uniforme da equipe responsável pela atividade.



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PF mira Chiquinho Brazão e bloqueia R$ 100 milhões em investigação no RJ


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) a Operação Emendatio para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinadas a organizações da sociedade civil (OSCs) no Rio de Janeiro. A ação tem o ex-deputado federal Chiquinho Brazão entre os alvos de mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de R$ 100 milhões em bens dos investigados.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão na capital, além das medidas de indisponibilidade de bens. A investigação apura suspeitas dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Durante a operação, foram alvos de mandados de prisão Raphael da Silva Gonçalves e Robson Calixto Fonseca. No caso de Robson, a nova decisão da Justiça foi cumprida enquanto ele já se encontrava preso. Ex-policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), ele foi condenado pelo STF a nove anos de prisão por integrar organização criminosa armada no processo sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Chiquinho Brazão também já está preso por determinação do STF no caso Marielle Franco. Condenado a 76 anos e três meses de prisão pelos homicídios de Marielle e Anderson Gomes, pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves e por organização criminosa armada, ele cumpre atualmente prisão domiciliar humanitária por motivos de saúde.

Como funcionava o esquema

Segundo a PF, as investigações apontam que parte dos recursos de emendas parlamentares destinados a entidades sem fins lucrativos que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal teria sido desviada por meio de pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos para ocultar a origem e o destino dos valores.

Ainda de acordo com a corporação, os investigados teriam utilizado organizações da sociedade civil, pessoas físicas e pessoas jurídicas ligadas ao grupo para movimentar recursos financeiros e ocultar patrimônio. A PF afirma ainda que há indícios de superfaturamento, conluio entre empresas participantes de cotações de preços e inexecução de contratos firmados pelas entidades investigadas.

As medidas cumpridas nesta quinta-feira têm como objetivo reunir novas provas, identificar outros envolvidos, aprofundar a análise financeira e patrimonial dos investigados e recuperar ativos relacionados aos fatos apurados.



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Acusado pela morte do ator Jeff Machado é condenado a 22 anos e 9 meses de prisão


Um dos acusados pela morte do ator Jeff Machado foi condenado a 22 anos e 9 meses de prisão pela Justiça do Rio de Janeiro. A sentença, proferida na quarta-feira (8), considerou Jeander Vinícius da Silva Braga culpado por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e maus-tratos a animais.

Na sentença, segundo o site G1, o juiz também negou a Braga o direito de recorrer em liberdade. Segundo a decisão, a manutenção da prisão é necessária para garantir a aplicação da lei penal. Ao Estadão, a defesa de Braga afirmou que respeita a decisão dos jurados, “mas entende que ela foi injusta” e que vai recorrer.

“As provas produzidas no júri não foram suficientes para comprovar a participação do Jeander no crime de homicídio. O objetivo do recurso de apelação será para absolver em relação ao crime de homicídio e maus tratos de animais, e caso não obtenha êxito na absolvição, que ao menos a pena seja reduzida com a retirada das três qualificadoras”, afirmou o advogado Fabio Manoel.

Jeff Machado desapareceu em 17 de janeiro de 2023 e teve o corpo encontrado mais de quatro meses depois, em 22 de maio, enterrado sob cerca de dois metros de concreto no quintal de uma casa em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. O cadáver estava dentro de um baú, com os braços amarrados acima da cabeça e sinais de violência no pescoço.

A condenação foi acompanhada por Maria das Dores, mãe de Jeff Machado, que esteve no Rio de Janeiro para acompanhar o julgamento e prestar depoimento. Após a decisão, ela afirmou que o resultado representa a resposta que aguardava desde o crime. “Acabaram com a vida do meu filho, um homem do bem. Jornalista, modelo, ator, um moço trabalhador. Enganado em seu sonho”, disse Maria das Dores. “Era tudo que eu esperei”, afirmou.

As investigações começaram após os cães do ator serem encontrados abandonados em diferentes pontos da zona oeste da capital fluminense. Uma ONG de proteção animal identificou, por meio dos chips implantados nos animais, que eles pertenciam a Machado e entrou em contato com a família. Até então, parentes acreditavam que o ator estava viajando, já que uma pessoa se passava por ele e enviava mensagens pelo celular da vítima.

Ao longo da investigação, a Polícia Civil concluiu que Jeff havia sido morto pouco depois de desaparecer. A descoberta do baú onde o corpo estava ocultado reforçou a suspeita de que o crime havia sido cometido por alguém próximo ao ator, já que o objeto era semelhante aos que ele mantinha em sua própria residência.

Em julho de 2023, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Jeander e o produtor Bruno de Souza Rodrigues pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, estelionato e outros crimes patrimoniais. Segundo a acusação, Bruno teria atraído Jeff com a falsa promessa de conseguir uma vaga para o ator em uma emissora de televisão em troca a vítima teria pago mais de R$ 18 mil.

O ator foi morto estrangulado por um fio de telefone após ter sido drogado antes de ter relações sexuais com Braga. Após o assassinato, Rodrigues teria utilizado o cartão de crédito da vítima, anunciado a venda de seu carro e mantido contato com familiares e amigos por mensagens, fingindo ser o ator para dificultar as investigações. Ele será julgado em 10 de dezembro

Natural de Araranguá, em Santa Catarina, Jeff Machado era formado em Jornalismo e Cinema. Trabalhou como assessor de imprensa, produtor e cenógrafo antes de se dedicar à carreira de ator. Desde 2014 vivia no Rio de Janeiro e, à época do desaparecimento, integrava o elenco da novela Reis, da Record TV Apaixonado por cães, criava oito animais da raça setter, cuja localização foi decisiva para que a polícia chegasse ao caso.



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Datafolha: Falta de policiamento é o principal problema de segurança para paulistas


A insuficiência de policiais atuando nas ruas é considerada o principal problema da segurança pública em São Paulo, segundo pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira (8). Para 20% dos moradores do estado, a falta de efetivo é o maior obstáculo enfrentado pela área atualmente.

Embora continue no topo das preocupações dos entrevistados, a falta de policiamento perdeu peso em relação à pesquisa anterior, feita em 2022. Na ocasião, 24% dos paulistas apontavam a ausência de agentes nas ruas como o principal problema da segurança no estado.

Na sequência aparecem os assaltos, citados por 11% dos entrevistados. O percentual representa uma alta em relação ao levantamento anterior, quando 8% mencionavam esse tipo de crime como a maior preocupação. O tráfico de drogas vem logo depois, com 8%, o dobro do índice registrado em 2022, quando era apontado por 4%.

A preocupação com o número de policiais aparece de maneira semelhante entre diferentes grupos políticos. Entre os eleitores do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), 19% apontam a falta de efetivo como o principal problema. Entre os eleitores de Fernando Haddad (PT), o índice é de 25%.

A percepção da população ocorre em um cenário de redução do efetivo da Polícia Militar paulista. Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a corporação tinha 79.603 policiais militares na ativa em maio de 2026. O número é inferior ao registrado em 2001, quando havia 84.404 agentes.

Medo da violência recua

A pesquisa também identificou uma queda no medo da violência em São Paulo na comparação com 2022. Atualmente, 47% dos moradores afirmam sentir muito medo de serem assaltados nas ruas, contra 57% no levantamento anterior. Outros 29% dizem sentir algum medo, enquanto 24% afirmam não ter receio.

A preocupação com assaltos em semáforos também diminuiu. Segundo a pesquisa, 45% dos paulistas têm muito medo de serem vítimas desse tipo de crime, nove pontos percentuais abaixo do registrado em 2022, quando o índice era de 54%.

O levantamento ainda mediu o temor da população em relação a sequestros, balas perdidas e assaltos dentro de casa. Respectivamente, 33%, 35% e 30% afirmam sentir muito medo desses tipos de ocorrência.

O levantamento foi realizado com 1.608 pessoas de 16 anos ou mais, em 71 municípios paulistas. A margem de erro dos resultados gerais é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com variações conforme os recortes analisados. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.



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Tensão com os EUA: diretor da PF defende cooperação com respeito à soberania na ONU


O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, defendeu nesta quarta-feira, 8, a cooperação internacional para combater o crime organizado e pediu respeito à soberania das nações. A declaração ocorreu na quinta Cúpula dos Chefes de Polícia das Nações Unidas, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

A UNCOPS 2026 (sigla em inglês para Cúpula dos Chefes de Polícia das Nações Unidas) reuniu ministros, chefes de polícia e representantes de organizações regionais e profissionais de segurança pública. O encontro discutiu o fortalecimento da paz, segurança e desenvolvimento internacional.

“O crime não respeita fronteiras, e nenhum país pode combater o crime transnacional sozinho. O Brasil fez da integração internacional uma prioridade e considera que o crime organizado deve ser enfrentado por meio de uma abordagem equilibrada e abrangente, baseada em inteligência, estratégia e cooperação, com respeito ao Estado de Direito, à soberania das nações e aos direitos fundamentais“, disse Andrei Rodrigues, segundo a CNN.

Andrei é um dos brasileiros críticos à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ele afirmou que a decisão dos Estados Unidos foi um “equívoco técnico”.

Na semana passada, o governo americano divulgou as primeiras sanções contra brasileiros com base na nova classificação dos grupos criminosos.

Dias depois, a PF deflagrou operação contra os mesmo alvos dos EUA. Na ocasião, Andrei Rodrigues voltou a criticar a decisão e disse que “tecnicamente é um erro grosseiro”.



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Polícia apura lista que separou alunas de colégio do Rio em categorias sexuais


A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), por meio da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) investiga uma lista feita por estudantes do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, para separar as alunas da instituição em categorias sexuais. A informação foi noticiada pela TV Globo e confirmada pela Jovem Pan.

A lista foi criada em uma plataforma on-line no formato “tier list”, em que temas são divididos em categorias pré-estabelecidas. As estudantes foram separas em:

  • “GOAT” (“melhor de todos os tempos”, em tradução livre);
  • “Comeria no lucro”;
  • “Bêbado vai”;
  • “Me arrependi depois”;
  • “Nem olharia”.

Em entrevista a Globonews, a delegada Maria Luisa Machado, da DCAV, informou que ao menos 65 alunas da instituição de ensino serão ouvidas pela polícia. Já o diretor do colégio prestou depoimento nesta quarta-feira (8).

Machado disse também que a lista foi criada de forma anônima, o que dificulta a identificação dos responsáveis. A expectativa é de que os depoimentos ajudem a esclarecer quem produziu e divulgou o conteúdo.

Os investigados pelo episódio são todos menores de idades. Eles responderão por crimes análogos a injúria, difamação e submissão de adolescente a vexame e constrangimento.

A Jovem Pan entrou em contato com o Colégio Cruzeiro por meio de sua secretaria, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

Com informações de Estadão Conteúdo



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