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Anvisa apreende lotes de medicamentos contra câncer falsos; veja quais


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nessa segunda-feira (8/6), uma medida de urgência que ordena a apreensão e proíbe a comercialização, distribuição e o uso do lote Y013149 do medicamento Keytruda (pembrolizumabe). O produto, amplamente utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer, foi fabricado por uma empresa não identificada. A suspeita de falsificação acendeu um alerta sanitário, uma vez que o lote clonado estava circulando no mercado nacional fora dos canais oficiais de controle.

A denúncia partiu da própria empresa detentora do registro oficial do remédio no Brasil, a Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. A farmacêutica informou à agência reguladora que não reconhece o número de série 100859110521 impresso nas embalagens referentes ao lote Y019149, que trazia como data de fabricação o dia 31 de julho de 2024.

A falta de rastreabilidade e a divergência nos dados cadastrais confirmaram os indícios de que o lote é totalmente clandestino.

Paralelamente, a fiscalização da Anvisa determinou a retirada imediata de circulação e a apreensão de outros dois lotes fraudulentos, desta vez do medicamento Kadcyla (trastuzumabe emtansina). Os lotes identificados como H6980H05 e H8249A43 também tiveram a venda e o uso proibidos em todo o território nacional.

O Kadcyla é uma terapia de alta complexidade indispensável para o tratamento de pacientes diagnosticadas com câncer de mama HER2-positivo.

Divergências físicas e visuais

De acordo com a detentora do registro do Kadcyla, a Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A., os produtos apreendidos apresentam graves divergências físicas e visuais quando comparados ao medicamento original.

A empresa identificou falhas grosseiras na arte gráfica das caixas e adulterações nos selos que indicam a violação da embalagem secundária. Além disso, as unidades falsas que circulam no mercado não possuem o código bidimensional 2D DataMatrix e trazem números de série inexistentes nos arquivos da fabricante.

A inspeção detalhada revelou ainda um festival de irregularidades na apresentação do produto, incluindo múltiplas diferenças no rótulo, na tampa, no batoque e no próprio formato físico do frasco de vidro.

Na parte interna, os criminosos falharam no layout e no dobramento da bula, que apresentou ausência de figuras ilustrativas obrigatórias, falta de números de controle de material e até mesmo a presença de textos incoerentes escritos em língua estrangeira.



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Exigências da UE aceleram corrida por rastreabilidade na pecuária

A pressão por maior transparência na produção de alimentos tem acelerado a adoção de tecnologias de rastreabilidade na pecuária brasileira. Impulsionado principalmente pelas exigências da União Europeia, o setor busca mecanismos para comprovar a origem dos animais e registrar todas as etapas da produção, do nascimento ao frigorífico.

Para Thiago Parente, CEO da iRancho, a rastreabilidade vai muito além da simples identificação individual dos bovinos prevista pelo PNIB (Plano Nacional de Identificação de Bovinos e Bubalinos).

“O governo está criando uma espécie de CPF para cada animal. Isso é uma parte fundamental da rastreabilidade, mas não é a rastreabilidade em si. O desafio é acompanhar tudo o que acontece com esse animal ao longo da vida”, afirmou.

Segundo o executivo, a principal dificuldade da pecuária brasileira está na complexidade da cadeia produtiva. Um único animal pode passar por diversas propriedades até chegar ao abate, tornando difícil reconstruir seu histórico completo.

“Muitas vezes o bovino nasce em uma fazenda, passa por outra propriedade, vai para um confinamento e depois segue para o frigorífico. Ao longo desse processo, a informação se perde”, destacou.

Para resolver esse problema, a iRancho desenvolveu o SafeBeef, plataforma baseada em blockchain que registra e armazena informações sobre os animais ao longo de toda a cadeia produtiva.

“O diferencial do sistema é a garantia de imutabilidade dos dados. Uma vez registrada, a informação não pode ser alterada, o que gera confiança para quem compra e para quem fiscaliza”, apontou.

A adoção desse tipo de tecnologia ganha relevância em um momento em que diversos mercados ampliam as exigências para a compra de proteína animal. Além das regras ambientais, países importadores passaram a exigir comprovações relacionadas ao uso de medicamentos, bem-estar animal e controle sanitário.

A Europa tem exigências sanitárias cada vez maiores. Outros países seguem o mesmo caminho. É difícil imaginar um futuro em que a rastreabilidade não seja obrigatória para acessar determinados mercados”, avalia Parente.

O executivo cita o Uruguai como exemplo de país que conseguiu transformar a rastreabilidade em diferencial competitivo. “O Uruguai rastreia praticamente todo o seu rebanho e consegue acessar mercados de alto valor agregado. O Brasil produz carne de qualidade, mas muitas vezes não consegue demonstrar isso ao comprador”, comentou.

Apesar dos avanços da pecuária brasileira, a tecnologia ainda está longe de ser realidade para a maioria dos produtores.

“A esmagadora maioria das propriedades ainda não utiliza sistemas avançados de rastreabilidade. O que falta não é qualidade de produção, mas ferramentas que deem visibilidade ao trabalho que está sendo feito”, disse Parente.

Além da rastreabilidade, a empresa também tem investido em inteligência artificial para simplificar a coleta de informações nas fazendas.

Recentemente, a iRancho lançou uma ferramenta de IA que permite registrar informações por comando de voz diretamente no campo, inclusive em locais sem conexão com a internet.

“A coleta de dados é um dos grandes desafios da pecuária. Muitas vezes o trabalhador está manejando um animal pesado e precisa registrar informações ao mesmo tempo. Desenvolvemos uma tecnologia que permite fazer isso por voz, de forma simples e intuitiva”, ressaltou.

Segundo Parizotto, a inovação tem contribuído para aumentar a inclusão digital no campo. “Já tivemos casos de funcionários que não utilizavam o sistema por dificuldade com tecnologia, mas passaram a usar a plataforma quando ela ficou disponível por voz”, informou.

Para o executivo, a combinação entre rastreabilidade, blockchain e inteligência artificial será fundamental para fortalecer a posição da carne brasileira no mercado global.

“O mundo quer comprar proteína brasileira. O nosso desafio é mostrar, de forma transparente, a qualidade do que produzimos”, concluiu.

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friozinho avança pelo Sul do país e Norte tem calorão; confira


O clima no território brasileiro ganha novos contornos nesta terça-feira (9/6), com o avanço de nova frente fria. Um ciclone extratropical, que embora já se encontre em processo de enfraquecimento em alto-mar, retém energia suficiente para injetar instabilidade sobre o Sul do país.

O deslocamento dessa massa de ar instável promete romper o padrão de calmaria em estados vizinhos, provocando aumento gradual de nebulosidade em São Paulo e concentrando pancadas de chuva no Centro-Oeste brasileiro.

Na Região Sul, o dia amanhece sob o impacto de núcleos de chuva que castigam, desde as primeiras horas, o norte e o litoral do Rio Grande do Sul, além da região da Costa Doce. No decorrer da manhã, as instabilidades ganham corpo e avançam de forma moderada a localmente forte sobre a totalidade de Santa Catarina e as faixas sul, sudoeste e oeste do Paraná.

Embora a tendência sinalize perda de força das precipitações durante a tarde em solo gaúcho e catarinense, os termômetros devem registrar declínio acentuado até a noite devido à entrada de massa de ar frio na retaguarda do sistema, acompanhada de rajadas de vento de até 50 km/h.

No Sudeste, o panorama geral ainda é de estabilidade, mas o reflexo das mudanças sulistas já começa a ser sentido em São Paulo. O céu paulista experimenta aumento paulatino de nuvens, concentrado principalmente nos setores oeste e sul do estado, embora os meteorologistas descartem a ocorrência de volumes expressivos de chuva no curto prazo.

Enquanto isso, o sol brilha entre nuvens no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Minas Gerais, mantendo as madrugadas frias nas serras. O grande destaque de segurança física fica por conta da baixa umidade, que desce a níveis críticos de 30% no Triângulo Mineiro e norte de São Paulo, com potencial para formação de geada nos picos da Serra da Mantiqueira.

A influência dessa frente fria se estende de forma pontual à Região Centro-Oeste, alterando o padrão climático de Mato Grosso do Sul. A combinação entre o sistema frontal e uma área de baixa pressão atmosférica posicionada sobre o Paraguai cria um canal de umidade que deságua no sul e sudoeste do estado sul-mato-grossense, gerando nuvens carregadas, trovoadas e pancadas moderadas a fortes.

Em contrapartida, o Distrito Federal, Goiás e a maior parte de Mato Grosso permanecem sob o domínio de um bloqueio seco, com tardes ensolaradas, calor e índices alarmantes de secura no ar.

No Nordeste, o cenário se divide nitidamente entre o litoral úmido e o interior árido. A circulação de ventos marítimos mantém o transporte de umidade constante para a costa leste, intensificando as chuvas entre o Rio Grande do Norte e Alagoas ao longo do dia, com alerta rigoroso para temporais isolados entre a capital potiguar e o litoral norte de Pernambuco.

Por outro lado, o sertão nordestino segue alheio às instabilidades costeiras, registrando umidade relativa do ar abaixo dos 30% na metade oeste da Bahia e faixas centrais do Piauí e do Maranhão, sob forte calor e ventos persistentes.

Mais ao Norte do país, o motor climático é alimentado pela combinação clássica de altas temperaturas, umidade abundante da floresta e a presença ativa da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Engrenagem termodinâmica

Essa forte engrenagem termodinâmica favorece a formação de tempestades principalmente entre a tarde e a noite, espalhando alertas de temporais com descargas elétricas e rajadas de vento sobre Roraima, Amapá, Acre, grande parte do Amazonas e metade norte do Pará. O abafamento severo dita o ritmo da rotina dos moradores na maior parte da bacia amazônica.

Por fim, a porção meridional e oriental da Região Norte consegue se blindar do canal de umidade, garantindo uma terça-feira de tempo firme e predomínio de sol no Tocantins e no sul e leste do território paraense.

O calor intenso, contudo, mantém a sensação de desconforto térmico elevada nessas áreas. A principal recomendação das autoridades de saúde foca no estado do Tocantins e no extremo sudeste do Pará, regiões que sofrem o reflexo direto da massa de ar seco do Brasil Central e devem registrar índices de umidade do ar abaixo do limite saudável de 30% nas horas mais quentes do dia.



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Casal confunde estrela junina com símbolo do PT e agride dançarinos


Casal interrompeu dança após associar estrela de figurino ao símbolo do PT. Dançarinos relatam agressões, ofensas racistas e LGBTfóbicas



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Queijo ralado se torna um dos mercados mais disputados da cadeia láctea

O mercado brasileiro de queijo ralado movimenta cerca de 25 mil toneladas por ano e se consolidou como um dos segmentos mais competitivos da indústria de lácteos. No entanto, por trás dos volumes expressivos e da forte presença nas gôndolas, o setor convive com desafios relacionados à rentabilidade, à percepção de valor pelo consumidor e à crescente busca por diferenciação.

Segundo Angelo Sartor, CEO da RAR Agro & Indústria, o queijo ralado se tornou um dos mercados mais disputados dentro da cadeia láctea brasileira, reunindo desde grandes marcas nacionais até empresas regionais que competem por espaço no varejo.

“É um mercado extremamente disputado. Os volumes são significativos, praticamente todo mundo consome queijo ralado. Existem os líderes nacionais, mas também muitas marcas regionais atuando nesse segmento”, afirma.

Apesar da demanda, o setor enfrenta uma situação considerada contraditória do ponto de vista econômico. Diferentemente do que muitos consumidores imaginam, o queijo ralado passa por um processo industrial que agrega custos e reduz o rendimento da matéria-prima. Ainda assim, frequentemente é comercializado por valores inferiores aos do queijo vendido em pedaços.

Sartor explica que existe uma percepção equivocada em relação ao produto. “O consumidor costuma acreditar que o queijo ralado deveria custar menos do que uma fração de queijo. Mas a realidade é justamente o contrário”, diz.

Segundo o executivo, para produzir o queijo ralado tradicional, o laticínio utiliza um queijo já pronto, que passa por um processo de desidratação para aumentar sua vida útil e permitir a comercialização em temperatura ambiente.

“O queijo ralado nada mais é do que um queijo que foi ralado e desidratado. Quando retiramos a umidade, ocorre uma perda de aproximadamente 15% da massa original. Ou seja, você pega 100 gramas de queijo e transforma em cerca de 85 gramas antes de embalar o produto”, explica.

Na prática, isso significa que há menos produto disponível para venda após o processamento, além dos custos industriais envolvidos na transformação e embalagem. Mesmo assim, a intensa concorrência entre as empresas acabou pressionando os preços para baixo ao longo dos anos.

“Houve uma competitividade muito grande dentro desse mercado e isso acabou puxando o preço do queijo ralado para níveis inferiores ao que seria esperado pelo processo produtivo”, afirma Sartor.

A disputa por participação de mercado também levou as empresas a buscarem novas estratégias para agregar valor ao produto. Nos últimos anos, alguns laticínios passaram a investir em versões premium, refrigeradas e sem desidratação, tentando reproduzir a experiência de consumir um queijo recém-ralado.

A própria RAR apostou nesse conceito ao lançar um queijo ralado fresco, que preserva características sensoriais mais próximas do produto consumido diretamente de uma peça de queijo.

“As características são as mesmas de quando você pega uma fração de queijo e rala na hora sobre o prato. O produto mantém mais sabor, mais frescor e entrega uma experiência diferenciada ao consumidor”, afirma.

O desafio, porém, está na mudança de hábito do consumidor. Como o produto precisa permanecer refrigerado, ele deixa de ocupar o espaço tradicional dos queijos ralados convencionais nas áreas secas dos supermercados.

“O consumidor está acostumado a procurar queijo ralado na prateleira. Quando ele passa para a área refrigerada, existe uma mudança de comportamento que leva tempo para ser assimilada”, explica.

A busca por diferenciação reflete uma tendência mais ampla observada na indústria de alimentos. Em vez de competir apenas por volume, parte das empresas passou a investir em qualidade, origem dos ingredientes e experiências de consumo mais sofisticadas.

No caso da RAR, a estratégia está alinhada ao posicionamento da empresa no mercado de lácteos premium. A companhia atua em categorias de maior valor agregado e aposta na fidelização do consumidor por meio da qualidade dos produtos.

“Nós procuramos nos posicionar não pelo volume, mas pela qualidade. Temos um consumidor fiel que reconhece as características dos nossos produtos e busca essa diferenciação”, afirma Sartor.

Mesmo com margens menores do que as obtidas na venda de queijos fracionados, o queijo ralado continua sendo considerado um produto estratégico pelas indústrias. Isso porque ele amplia a presença das marcas nos pontos de venda e fortalece o relacionamento com o consumidor.

“Muitas vezes a margem é menor do que a obtida com o queijo vendido em pedaços, mas o queijo ralado tem uma função importante de fidelização. Ele mantém a marca presente no dia a dia do consumidor e cria uma conexão com outros produtos da linha”, explica.

O segmento também se beneficia da ampla distribuição nacional. Como praticamente todos os grandes laticínios atuam nessa categoria, o queijo ralado se tornou um produto fundamental para aproveitar estruturas logísticas, canais comerciais e espaços já conquistados no varejo.

Ao mesmo tempo, o crescimento do consumo de produtos premium abre espaço para novas oportunidades. A indústria observa uma parcela crescente de consumidores disposta a pagar mais por qualidade, origem e diferenciação, movimento que também alcança o mercado de queijos ralados.

Para Sartor, a tendência é que o setor continue dividido entre produtos de grande volume e opções voltadas a consumidores que valorizam atributos específicos.

“O mercado continuará tendo espaço para produtos de massa, mas também para aqueles consumidores que buscam qualidade, sabor e uma experiência diferenciada. É nesse segmento que nós acreditamos e continuamos investindo”, apontou.

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Ataque a tiros em via pública deixa mortos e feridos em João Pessoa


Vítimas estariam participando de pintura da rua para decoração relacionada à Copa do Mundo quando ocorreu o ataque



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Avião com ACM Neto faz pouso emergencial na Bahia após problema técnico


Avião precisou reduzir rapidamente a altitude, passando de cerca de 30 mil para 10 mil pés



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CCJ da Câmara retoma discussão sobre PEC da maioridade penal nesta terça


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retoma, nesta terça-feira (9/6), a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal. A sessão está marcada para começar às 14h30 e a PEC é o único item da pauta. 

A votação do texto foi adiada após um pedido de vista coletiva, isto é, mais tempo para a análise do conteúdo, de deputados do PT, do Psol e do PCdoB. No dia 27 de maio, o relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura do seu relatório, favorável à mudança. 

O texto prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, alterando o artigo 228 da Constituição, que diz que menores de 18 anos são inimputáveis.

Em seu parecer, Coronel Assis argumenta que a redução da maioridade penal não viola cláusulas pétreas da Carta Magna e, portanto, pode ser objeto de emenda constitucional. Segundo ele, a fixação da idade penal em 18 anos representa uma opção legislativa, e não um direito fundamental imutável.


PEC da maioridade penal tem parecer favorável

  • Se aprovada na CCJ, a proposta seguirá para análise de mérito em comissão especial;
  • Relator retirou do texto mudanças sobre maioridade civil e regras eleitorais: a PEC passa a tratar exclusivamente da responsabilização penal de adolescentes;
  • Parecer afirma que a redução da maioridade penal não fere cláusulas pétreas nem tratados internacionais: segundo o relator, a idade penal de 18 anos pode ser alterada por emenda constitucional;
  • Há expectativa de aprovação na CCJ, apesar da resistência da esquerda e da base governista: favoráveis alegam que jovens de 16 anos têm consciência de seus atos; críticos apontam falta de evidências sobre ganhos na segurança pública.

Pela legislação atual, adolescentes que têm menos de 18 anos e cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos.

Para ser aprovada na CCJ, a proposta precisa de maioria simples dos votos dos deputados presentes na sessão. Caso passe no colegiado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), terá que criar uma comissão especial para discutir o texto. Só depois de ser aprovada nessa etapa, a PEC poderá ir ao plenário.

O governo é contra a medida. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania emitiu nota, em maio, em que diz que a “proposta é inconstitucional, ineficaz para o enfrentamento da violência e incompatível com os compromissos nacionais e internacionais assumidos pelo Brasil”.

A pasta ressalta que os adolescentes não são os principais autores dos crimes violentos no Brasil e que já existe a responsabilização socioeducativa. “Adolescentes são pessoas em desenvolvimento, com maior plasticidade cognitiva e emocional, maior potencial de reintegração e transformação. Equipará-los a adultos no sistema penal comum ignora evidências científicas sobre desenvolvimento humano e compromete seu futuro e o futuro do país”, diz.

Por outro lado, pesquisa da Real Time Big Data, divulgada no início de maio, indicou que 90% dos entrevistados apoiam à redução da maioridade penal para 16 anos. Somente 8% são contrários e 2% não souberam responder.

 

 



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Governo anuncia força-tarefa para dar transparência às bets


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta segunda-feira (8/6) uma força-tarefa com a Controladoria-Geral da União (CGU) para divulgar todos os processos já concluídos de análise das empresas que solicitaram autorização para operar apostas esportivas no Brasil.

A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas na sede do ministério, ao lado da secretária de Prêmios e Apostas, Daniela Olímpio.

“A Dani pode me ajudar aqui com o número, mas vamos divulgar todos os processos em que fizemos avaliação sobre empresas de prêmios e apostas. (…) Portanto, nos próximos dias, vamos tomar alguns cuidados que já determinei esta tarde, mas todos os processos concluídos que tratam de empresas de prêmios e apostas na Fazenda terão ampla divulgação, inclusive por iniciativa nossa, de maneira proativa”, afirmou Durigan.

A decisão representa um recuo do governo, que havia imposto sigilo de até 100 anos a processos relacionados à autorização de funcionamento de casas de apostas. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo no último sábado (7/6).



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Casal confunde estrela junina com símbolo do PT e agride dançarinos





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