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STJ decide punir Marco Buzzi com perda de cargo após acusações de assédio sexual


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por maioria absoluta, nesta quinta-feira (6), aplicar ao ministro Marco Buzzi a pena de disponibilidade, com afastamento e perda do cargo, por violação de deveres funcionais no processo que investiga denúncias de assédio sexual, importunação sexual e injúria. Desde o início da investigação, ele nega as acusações.

Por unanimidade, os ministros reconheceram que Buzzi cometeu infrações disciplinares. A divergência ficou apenas na punição. A maioria acompanhou a aplicação da nova pena máxima prevista para magistrados, enquanto os ministros João Otávio de Noronha, Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria votaram pela aposentadoria compulsória.

A decisão desta quinta-feira é a primeira a aplicar o novo modelo de punição aprovado nesta semana pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A aposentadoria compulsória era a sanção administrativa mais grave para magistrados e permitia que o juiz continuasse recebendo remuneração integral mesmo fora da função.

Na terça-feira (4), o CNJ alterou suas regras para adequá-las ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu que juízes e ministros vitalícios só podem perder o cargo por decisão judicial.

Com isso, a punição máxima passou a ser a disponibilidade, com afastamento imediato e remuneração proporcional ao tempo de contribuição, acompanhada da proposta de perda do cargo.

Pelas novas regras, a decisão do STJ ainda será analisada pelo próprio CNJ. Se a punição for mantida, o caso será encaminhado à Advocacia-Geral da União (AGU), que deverá ajuizar uma ação no STF. Caberá ao Supremo decidir se a perda do cargo será confirmada. Até lá, o magistrado permanece afastado e sua vaga não poderá ser preenchida em definitivo.

O que dizem as defesas

Após o julgamento desta quinta-feira, a advogada de Marco Buzzi, Maria Fernanda Saad Ávila, afirmou que a defesa respeita a decisão do STJ, mas discorda do resultado. Segundo ela, os advogados vão analisar quais medidas poderão ser adotadas.

“Nós respeitamos a decisão dos eminentes ministros do tribunal, embora discordemos veementemente. Agora vamos avaliar, à luz da nova resolução, quais serão os próximos passos, recursos e ações”Maria Fernanda Saad Ávila

A advogada disse ainda que não comentaria detalhes da sessão porque o processo corre sob sigilo.

Já o advogado Daniel Bialski, que representa uma das vítimas, afirmou que a decisão envia uma mensagem de que todos podem ser responsabilizados, independentemente do cargo que ocupam.

“Independentemente do cargo, da profissão ou da autoridade, a pessoa que cometer um ato ilícito não só pode, como deve ser responsabilizada”Daniel Bialski

“Além de ser uma decisão fundamentada em todas as provas produzidas, ela também vai repercutir na esfera criminal”, completou o advogado de uma das vítimas.



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Confinamento avança em 2026 mesmo com leve alta nos custos de produção

O confinamento de bovinos segue em expansão no Brasil em 2026, mesmo diante de um leve aumento dos custos de produção. Segundo o analista da consultoria Pasto & Mercado, Rodrigo Dutra, a atividade continua economicamente atrativa, principalmente para operações de grande escala, sustentada pela melhora da relação de troca entre boi gordo e milho e pela expectativa de recuperação das exportações no segundo semestre.

De acordo com Dutra, os custos operacionais apresentaram alta entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, mas em níveis considerados modestos. Dados do Imea  (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) apontam aumento de 1,75% nos custos do sistema de cria e pouco mais de 1% nas fases de recria e engorda.

Apesar disso, a intenção de confinamento cresceu de forma expressiva em comparação no último ano. O destaque é Mato Grosso, maior produtor e exportador de carne bovina do país, onde a intenção de colocar animais em confinamento supera 55%. No Sudeste, o avanço se aproxima de 33%, enquanto Norte e Nordeste registram crescimento acima de 40% e, em algumas regiões, superior a 50%.

Segundo o analista, esse movimento indica que os pecuaristas seguem confiantes na rentabilidade da atividade.

“O aumento dos custos foi pequeno e ainda é compensado pelas condições favoráveis do mercado. O confinamento continua sendo uma estratégia economicamente satisfatória”, afirmou.

A principal razão é o custo da alimentação já que a boa safra de milho, um dos principais insumos da atividade, a relação de troca tornou-se mais favorável. Atualmente, uma arroba de boi gordo compra cerca de 5,37 sacas de milho, cenário que reduz o custo de produção dos animais confinados. O DDG, coproduto da produção de etanol de milho utilizado na alimentação animal, também contribui para a competitividade do sistema.

Segundo Dutra, em propriedades com menos de mil cabeças, o confinamento tende a ser menos competitivo. Já em sistemas acima de cinco mil animais, a atividade apresenta margens líquidas entre 5% e 10%, dependendo da eficiência da gestão e dos custos de produção.

Outro cenário que o setor acompanha é a geopolítica que tem elevado a volatilidade do mercado no primeiro semestre, com impactos das salvaguardas chinesas, conflitos internacionais e problemas logísticos, esses fatores perderam relevância nas decisões dos confinadores.

Conforme levantamento da consultoria, a principal preocupação hoje é o custo da reposição de animais para recria e engorda, especialmente pela menor oferta de bovinos jovens após o elevado abate de fêmeas registrado em 2025. Essa questão aparece à frente das incertezas relacionadas ao comércio internacional.

Para Dutra, as restrições impostas pela China deixaram de ser o principal fator de preocupação para o segundo semestre. A expectativa é de retomada gradual das compras chinesas para recomposição de estoques antes do Ano Novo Lunar de 2027, o que deve favorecer novamente as exportações brasileiras de carne bovina.

Nesse cenário, o analista avalia que a combinação entre custos de alimentação mais competitivos, margens positivas e perspectiva de maior demanda externa mantém o confinamento como uma estratégia importante para elevar a produtividade da pecuária brasileira e atender ao mercado internacional.

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Igreja em SP é condenada a pagar R$ 100 mil por associar LGBTs à pedofilia


A Igreja Voz da Verdade, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e dois de seus líderes religiosos foram condenados a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos. O caso diz respeito a declarações feitas durante cultos transmitidos pela internet em que integrantes da instituição relacionaram pessoas LGBTQIA+ ao crime de pedofilia.

A condenação foi mantida após a 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negar, por unanimidade, o recurso apresentado pelo pastor Carlos Alberto Moysés e pelo presbítero Edgar Oliveira Ramos.

O caso teve origem em uma ação civil pública analisada pela 6ª Vara Cível da Comarca de Santo André, onde a juíza Bianca Ruffolo Chojniak havia condenado os réus ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos. Ao julgar a apelação, o TJ-SP manteve a decisão de primeira instância, por unânimidade, e afirmou que as manifestações feitas em cultos transmitidos pela internet ultrapassaram os limites da liberdade religiosa.

O acórdão, relatado pelo desembargador Álvaro Passos, rejeitou os argumentos da defesa e confirmou a indenização, além das demais determinações impostas pela Justiça.

Segundo o processo, os religiosos fizeram declarações associando a comunidade LGBTQIA+ à pedofilia. Entre as falas citadas nos autos está a frase: “Vão logo querer legalizar a pedofilia… Tá aí… LGBTQ… P… Pedófilo”.

Na decisão, o tribunal afirmou que “a liberdade religiosa não é um escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas”, citando também que “a conduta dos réus acaba por reforçar estereótipos, fomentando a intolerância e discriminação, tudo sob apelo moral e religioso”.

O TJ-SP também rejeitou a pontuação da defesa de que os vídeos tinham alcance limitado. A corte afirmou que “o argumento de que os vídeos eram privados ou de circulação restrita também não socorre os apelantes, pois a transmissão online e a própria natureza pública do culto permitem a propagação do discurso discriminatório”.

Outro lado

Procurado pela Jovem Pan, o advogado Fabrizio Cezar Chiantia afirmou que o Ministério Público de São Paulo apresentou recursos pedindo a anulação da condenação. Os pedidos ainda serão analisados pelo Tribunal de Justiça.

“Uma das principais teses do Ministério Público, que se alinha com a defesa é a de que houve uma significativa falha processual que viola o direito constitucional à ampla defesa. Segundo os recursos do MPSP, a Defensoria Pública juntou provas (vídeos), já em fase de recurso, e o Tribunal de Justiça julgou a causa sem antes dar à defesa a oportunidade de se manifestar sobre esse novo material — um procedimento que o MP considera uma ‘decisão-surpresa’, vedada pela Constituição”Nota do advogado Fabrizio Cezar Chiantia

A defesa também diz que a igreja se retratou publicamente. “Diante disso, confiamos que esse caráter elucidativo presente nos autos, aliado aos aspectos formais e legais que demonstram a fragilidade da condenação, conduzirá as Cortes Superiores a um desfecho justo, equilibrado e plenamente alinhado aos princípios constitucionais que regem o devido processo legal”.



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Lar capta R$ 60,3 milhões para expansão em avicultura e armazenagem

A Lar Cooperativa Agroindustrial receberá financiamento de R$ 60,3 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para executar três projetos de expansão e modernização no Extremo Oeste do Paraná. 

Os investimentos contemplam a implantação de uma unidade de recria de aves em São José das Palmeiras e a modernização de estruturas de recebimento, beneficiamento e armazenagem de grãos em São Miguel do Iguaçu e Itaipulândia.

Os recursos serão liberados por meio da linha BNDES Finem, com financiamento dos programas Construção e Ampliação de Armazéns e Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária, ambos vinculados ao Plano Safra 2025/2026.

Na área de avicultura, o projeto prevê a construção de três granjas em São José das Palmeiras para formar uma nova unidade de recria de aves. A estrutura terá capacidade anual para recriar 800 mil aves fêmeas e 88 mil aves machos, funcionando de forma integrada a outra unidade da cooperativa instalada na região.

Já nas unidades localizadas no distrito de Santa Rosa do Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, e em Itaipulândia, serão instalados novos sistemas de limpeza, secagem e movimentação de grãos. Cada empreendimento contará com uma linha de secagem com capacidade para processar até 240 toneladas por hora, além de novos silos e equipamentos destinados ao transporte e à redistribuição interna de soja e milho.

Segundo o BNDES, as intervenções têm como objetivo ampliar a capacidade de recebimento e beneficiamento de grãos durante os períodos de safra, além de melhorar o fluxo operacional das unidades. A expectativa é reduzir o tempo de espera para descarga de caminhões e aumentar a eficiência logística.

Após a conclusão dos projetos, a Lar estima a criação de 122 empregos diretos e 50 indiretos. As vagas deverão abranger atividades ligadas à produção agropecuária, transporte, comércio e prestação de serviços.

Fundada em 1964 e com sede em Medianeira, a Lar Cooperativa Agroindustrial atua nos segmentos agrícola, pecuário e agroindustrial. A cooperativa mantém unidades de atendimento, recebimento de grãos e produção de alimentos, com operações concentradas no Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai.

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PGR defende que Marco Buzzi perca cargo no STJ após ser acusado de assédio


A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta quinta-feira (6) que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi seja punido com a perda do cargo e afastamento da magistratura no processo que apura denúncias de assédio sexual, importunação sexual e injúria. A manifestação foi apresentada durante a sessão de julgamento da Corte, que ainda decidirá sobre o caso.

Inicialmente, a PGR havia se posicionado pela aposentadoria compulsória. No entanto, o entendimento foi alterado após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) extinguir essa modalidade de punição para magistrados em processos disciplinares.

Caso a maioria dos ministros acompanhe o parecer da procuradoria, será a primeira aplicação da pena máxima prevista para infrações disciplinares a um integrante do STJ. Desde o início das investigações, o ministro nega as acusações.

Buzzi está afastado das funções desde fevereiro, quando as denúncias se tornaram públicas. Por decisão do STJ, ele também está impedido de acessar as dependências do tribunal, embora tenha continuado a receber salário durante o período de afastamento.



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Marrocos zera tarifa de importação para carnes e ovinos até o fim de 2026

O governo do Marrocos decisiu ampliar a suspensão das tarifas de importação sobre carnes bovina, ovina, caprina e camelídea, além de ovinos vivos para todos os paises autorizados a exportar para a nação africana ate 31 de dezembro de 2026. A medida ja beneficiava o Brasil, que é um dos principais fornecedores de bovinos vivos ao mercado marroquino.

Segundo o governo, em 2025, o Brasil exportou US$ 213,5 milhões em bovinos vivos para o Marrocos, ante US$ 41 milhões no ano anterior. O país respondeu por 46,7% das importações marroquinas desse produto. Já no primeiro quadrimestre de 2026, o Marrocos foi o segundo principal destino das exportações brasileiras de bovinos vivos.

De acordo com o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), a suspensão das tarifas entrou em vigor em 27 de julho e foi oficializada pelo governo marroquino na mesma época.

A decisão foi tomada para ampliar a oferta de carnes vermelhas no mercado interno. De acordo com o governo marroquino, o rebanho bovino do país caiu cerca de 30% em 2025 em razão da seca e do aumento dos custos com alimentação animal.

As miudezas de bovinos, ovinos, caprinos e camelídeos não foram incluídas na medida e continuam sujeitas à tarifa de importação de 30%.

O Marrocos já adotava um regime diferenciado para a compra de bovinos vivos destinados ao abate.

Desde o fim de 2022, esses animais podem entrar no país sem pagamento da tarifa de importação, desde que respeitado o contingente anual estabelecido pelo governo marroquino. Para 2026, o limite é de 300 mil cabeças.

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Enel aciona plano de contingência em SP após alerta de ciclone bomba


A Enel São Paulo informou nesta quinta-feira (6) que colocou em operação seu plano de contingência diante da previsão de um evento climático severo que pode atingir o estado nos próximos dias. A empresa reforçou as equipes de atendimento e os canais de comunicação com os clientes para responder a possíveis impactos no fornecimento de energia em 24 municípios, incluindo a capital paulista.

O alerta ocorre após a previsão de avanço de um chamado “ciclone bomba”, fenômeno meteorológico que deve afetar principalmente a Região Sul e pode provocar instabilidades em São Paulo. A expectativa é de ventos fortes, com rajadas que podem chegar a 70 km/h nesta sexta-feira (7).

A distribuidora afirmou ainda que integra o gabinete de crise criado pelo governo paulista e atua em conjunto com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a CET e outros órgãos públicos para acompanhar a evolução do cenário e coordenar eventuais ações emergenciais.

A mobilização acontece em meio ao processo de avaliação da concessão da Enel pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa enfrenta questionamentos após uma série de apagões registrados durante temporais que atingiram a Grande São Paulo nos últimos anos.

Intensidade

A consequência são tempestades mais intensas, com descarga elétrica e possibilidade de granizo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), se a previsão se confirmar, isso deve ocorrer a partir de amanhã e até sábado (8).

As imagens de satélite apontam que os ventos mais intensos devem ocorrer principalmente sobre o Oceano Atlântico, com velocidade que pode superar 100 quilômetros por por km/h.

Na faixa costeira dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, são esperadas rajadas de vento superiores a 60 km/h.

Conforme o ciclone se desloque em direção ao Oceano Atlântico, no sentido sudeste, e se afaste da região costeira, uma frente fria associada ao fenômeno deve passar sobre a Argentina e o Sul do Brasil.

A previsão é de que a entrada de uma massa de ar frio provoque a queda das temperaturas.

*Com informações da Agência Brasil



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Agro pede acesso a decreto de regulamentação da Lei dos Bioinsumos

Entidades representativas do agronegócio e da indústria protocolaram nesta semana dois ofícios, um à Casa Civil e outro à Vice-Presidência da República, solicitando acesso prévio ao texto do decreto que regulamentará a Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024) antes de sua publicação no Diário Oficial da União. O decreto está em análise na Casa Civil antes de ser encaminhado para publicação.

Os documentos foram assinados por 35 entidades que representam diferentes segmentos do agronegócio e da indústria de insumos, entre elas a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Aprosoja Brasil, Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), Anda (Associação Nacional de Difusão de Adubos), Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), SRB (Sociedade Rural Brasileira), Ibá, Orplana (Organização de Associações de produtores de Cana do Brasil), além de associações ligadas aos setores de grãos, cana-de-açúcar, frutas, florestas plantadas, pecuária e fertilizantes. 

Segundo as entidades, o objetivo é verificar se a proposta de regulamentação construída pelo grupo foi incorporada à versão final do decreto.

De acordo com o documento encaminhado à ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, as entidades pedem “o conhecimento prévio do texto do Decreto que regulamentará a Lei dos Bioinsumos, bem como a oportunidade para opinar, antes de sua publicação no Diário Oficial da União”. 

Elas afirmam que participaram das discussões da lei no Congresso Nacional, integraram o grupo de trabalho criado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para elaborar a regulamentação e apresentaram uma proposta de decreto consensual ao governo.

Segundo as entidades, a solicitação busca assegurar que o decreto mantenha as diretrizes discutidas ao longo do processo de elaboração da regulamentação. O grupo afirma que a criação de procedimentos de registro considerados excessivamente complexos, restrições ao acesso a microrganismos naturais, limitações ao mercado de inóculos e à produção para uso próprio podem representar barreiras ao desenvolvimento do setor.

No ofício, as entidades também argumentam que a regulamentação deve buscar equilíbrio entre segurança, previsibilidade regulatória, inovação, liberdade econômica e concorrência. Elas também afirmam que pretendem contribuir para evitar “retrocessos nos modelos de negócios” consolidados desde a edição do Decreto nº 6.913/2009.

Paralelamente ao envio dos ofícios, o grupo consolidou uma proposta de decreto que, segundo o documento, reúne contribuições de representantes da indústria e da agropecuária e reflete consenso entre produtores rurais e empresas do setor. O texto foi elaborado a partir da minuta inicialmente apresentada pelo Ministério da Agricultura e incorpora sugestões discutidas no âmbito do grupo de trabalho criado pela pasta.

A proposta prevê, entre outros pontos, que a regulamentação abranja bioinsumos obtidos tanto por processos naturais quanto por engenharia genética; estabelece regras para registro, produção, comercialização e fiscalização dos produtos; mantém a possibilidade de produção para uso próprio pelos agricultores, com regras específicas; cria categorias para classificação dos bioinsumos conforme sua natureza, área de atuação e função; e atribui ao Ministério da Agricultura a coordenação do sistema de registro e fiscalização, com participação da Anvisa e do Ibama nas avaliações relacionadas à saúde e ao meio ambiente. 

O texto também propõe a simplificação de procedimentos regulatórios, como a possibilidade de registro único para estabelecimentos que desempenhem múltiplas atividades, o compartilhamento de informações entre órgãos públicos e a priorização da análise de determinados pedidos de registro. Além disso, prevê hipóteses de isenção de registro para alguns produtos e para bioinsumos produzidos exclusivamente para uso próprio. 

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Linhas da CPTM operam com velocidade reduzida no 1º dia após fim da greve


As linhas 11-Coral e 12-Safira, atualmente administradas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), circularam com velocidade reduzida na manhã desta quinta-feira (6), primeiro dia após o fim da greve dos ferroviários da estatal.

Segundo a CPTM, o problema foi causado por uma falha de sinalização. Entre às 6h13 e às 6h28, os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada nas estações, afetando os intervalos programados para o horário.

A empresa afirmou que a circulação já foi normalizada. “A CPTM pede desculpas pelos transtornos gerados”, afirmou.

A linha 13-Jade, que também foi afetada pela greve, e a linha 10-Turquesa operam normalmente. As linhas 7-Rubi, operada pela concessionária TIC Trens, 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas pela ViaMobilidade, também não registram problemas na manhã desta quinta-feira.

Os funcionários da CPTM encerraram a greve no fim da tarde de quarta-feira (5), após votação em assembleia. Algumas horas após a decisão, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade já circulavam normalmente.

Iniciada na terça-feira (4), a greve afetou mais de 1 milhão de pessoas, de acordo com a estatal. A assembleia que decidiu pelo fim da paralisação foi realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, no Brás, na região central de São Paulo, e foi marcada por momentos de tensão e muita discussão.

A decisão dos ferroviários foi tomada depois que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prometeu enviar um projeto de lei para garantir que os empregos da CPTM seriam absorvidos após a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à Trívia Trens. A medida também contempla a linha 10-Turquesa, que ainda está sob operação da companhia.

De acordo com os sindicalistas, a lei deve preservar os empregos de 3.984 trabalhadores das quatro linhas.

Segundo dia de greve

O segundo dia da greve foi marcado por congestionamentos na capital e pelo aumento dos preços das corridas por aplicativo – usuários chegaram a relatar tarifas até quatro vezes mais altas do que o habitual.

Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) informou que as empresas associadas – como 99, Uber, Lalamove – operam modelos de negócio que buscam equilibrar as demandas dos usuários por viagens com a oferta de motoristas.

Desde 24 de julho, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade voltaram a ser operadas pela CPTM por determinação do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A empresa ficará à frente do serviço por 90 dias.

A decisão foi tomada após falhas na operação registradas na mesma semana em que a Trivia Trens assumiu o serviço. Em uma das ocorrências, em 23 de julho, um foco de incêndio foi registrado em uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca, provocando transtornos aos passageiros e ao transporte público da capital.



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STJ decide nesta quinta se pune ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual



Brasil

Sessão começa às 9h, a portas fechadas, com a expectativa da presença do magistrado; ele também é investigado por importunação, contra duas mulheres

Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) definem a partir das 9h desta quinta-feira (6) o destino do colega Marco Buzzi na Corte. Afastado cautelarmente do cargo há seis meses, o magistrado é acusado de assédio e importunação sexual contra duas mulheres, entre elas uma ex-funcionária de seu gabinete. O julgamento do processo administrativo disciplinar ocorrerá a portas fechadas. A expectativa é que Buzzi compareça à sessão.

A tendência é que o ministro seja condenado. Ao fim do julgamento, os ministros do STJ devem discutir se aplicam ou não a pena de aposentadoria compulsória. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a aplicação dessa punição em processos administrativos e, em seguida, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) regulamentou a decisão. No entanto, integrantes do STJ argumentam que a pena ainda poderia ser aplicada a Buzzi, porque o procedimento contra ele foi aberto antes da mudança na norma.

O ministro nega as acusações e chegou a juntar ao processo um laudo de disfunção erétil, na tentativa de convencer seus colegas de que não teria condições físicas de praticar os crimes pelos quais é acusado.

Além da ex-funcionária de seu gabinete, uma jovem de 18 anos o acusa de ter cometido importunação sexual durante uma viagem com os pais ao litoral de Santa Catarina. Foi a partir dessa denúncia que a investigação contra o magistrado foi instaurada.



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