A MBRF anunciou nesta terça-feira (26) um investimento de R$ 500 milhões na Gelprime, empresa especializada na fabricação e distribuição de gelatina e colágeno, da qual a MBRF detém 50% de participação desde outubro. Os recursos serão destinados à expansão da capacidade produtiva da companhia.
Segundo comunicado divulgado pela MBRF, os aportes permitirão a inauguração de uma nova linha de colágeno funcional no segundo semestre. O investimento inclui a aquisição de equipamentos para a produção do ingrediente, utilizado pela indústria alimentícia em produtos com maior valor agregado.
O plano de expansão também prevê a ampliação da linha de colágeno hidrolisado, com entrada em operação prevista para 2027. O produto é utilizado em suplementos e pode ser incorporado a diferentes categorias, incluindo bebidas e alimentos industrializados.
De acordo com a empresa, as novas operações devem permitir que a Gelprime dobre sua capacidade de produção. A expectativa é que a companhia alcance cerca de 30 mil toneladas de capacidade até 2030, posicionando-se entre as cinco maiores produtoras globais de gelatina e colágeno.
No comunicado, o chairman da MBRF, Marcos Molina, afirmou que a estratégia de crescimento da companhia está alinhada ao aumento da demanda global por proteínas e produtos de maior valor agregado, como gelatinas e colágenos.
Já o CEO da Gelprime, Vinícius Vanzella, declarou que a operação conjunta entre as empresas amplia a oferta de soluções proteicas derivadas da cadeia da carne, com foco em ingredientes de alta concentração de proteínas e pureza voltados à indústria alimentícia.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, nesta terça-feira (26/5), que o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6×1 poderá sofrer modificações até o início da votação em plenário, prevista para esta quinta-feira (28/5).
“O texto pode ser mudado e alterado até o último momento antes da votação. A proposta apresentada ontem deve ser discutida até o momento em que, de fato, a comissão especial irá aprovar o texto”, disse a jornalistas.
Motta, no entanto, disse ter confiança na aprovação do trabalho do relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA).
“Penso que ele elaborou uma proposta um tanto sensível ao apelo da sociedade. Será, na minha avaliação, talvez, uma das maiores entregas que a Câmara dos Deputados já fez em toda a sua história ao povo brasileiro”, declarou o parlamentar.
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Presidente da Câmara, Hugo Motta
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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PEC sobre fim da escala 6×1 vai para votação do plenário
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, medicamento à base de semaglutida fabricado pela EMS. O produto é a primeira caneta emagrecedora de semaglutida sintética liberada para comercialização no Brasil após o fim da patente da Novo Nordisk.
De acordo com o anúncio da agência publicado na manhã desta terça-feira (26/5), o medicamento utiliza o mesmo princípio do Ozempic, que perdeu a exclusividade de comercialização em março deste ano. O registro do produto foi solicitado à Anvisa em 2023 e aprovado após análise técnica de eficácia, segurança e qualidade.
A solicitação de registro do Ozivy, da EMS, foi analisada pela Anvisa em uma fila prioritária para medicamentos da classe GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”.
O medicamento foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, podendo ser usado junto com dieta, exercícios ou outros remédios. Ele será vendido em canetas de aplicação semanal.
Diferente do Ozempic, o Ozivy precisa ficar na geladeira durante todo o uso, em temperaturas de 2°C a 8°C.
Após aprovado pela Anvisa, o medicamento ainda precisa ter o preço definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para poder ser vendido.
Veja as aprovações:
Solução injetável de 1,34 mg/ml em cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora;
Solução injetável de 1,34 mg/ml em dois cartuchos de 1,5 ml;
Solução injetável de 1,34 mg/ml em cartucho de 3 ml;
Solução injetável de 1,34 mg/ml em dois cartuchos de 3 ml.
Evento em Maracaju reforça papel do agro como motor do crescimento econômico de Mato Grosso do Sul
A parceria entre o Governo de Mato Grosso do Sul e a Fundação MS voltou a ganhar protagonismo nesta terça-feira (19), durante a abertura da 29ª edição da Showtec, em Maracaju. Consolidado como um dos maiores eventos técnicos do agronegócio brasileiro, o encontro reúne produtores rurais, pesquisadores, empresas, cooperativas, instituições financeiras e lideranças do setor para apresentar soluções voltadas ao aumento da produtividade, sustentabilidade e inovação tecnológica no campo.
Realizada pela Fundação MS, a feira reafirma o papel estratégico do agro no desenvolvimento econômico sul-mato-grossense e fortalece o posicionamento do Estado dentro do eixo “próspero”, política estruturante do Governo que integra crescimento econômico, sustentabilidade e atração de investimentos.
Ao longo de quase três décadas, a Showtec se consolidou como uma das principais vitrines de difusão tecnológica do agronegócio nacional, conectando pesquisa científica, inovação e produção agrícola. A edição deste ano reúne centenas de expositores e apresenta tecnologias voltadas à agricultura de precisão, bioenergia, manejo sustentável, melhoramento genético, conectividade rural e transição energética, temas que dialogam diretamente com as transformações globais do setor produtivo.
Mato Grosso do Sul vive atualmente um dos ciclos mais expressivos de crescimento econômico de sua história, impulsionado principalmente pela expansão do agronegócio e da agroindustrialização. O Estado possui uma das maiores produções nacionais de soja, milho, celulose e proteína animal, além de liderar investimentos em bioenergia e transição energética. Dados oficiais apontam mais de R$ 80 bilhões em investimentos privados em andamento, muitos deles ligados diretamente às cadeias produtivas do agro.
Nesse cenário, eventos como a Showtec desempenham papel estratégico ao aproximar conhecimento técnico, ciência e tomada de decisão no campo, permitindo que produtores ampliem produtividade e competitividade mesmo diante dos desafios climáticos e econômicos enfrentados pelo setor.
O vice-governador do Estado José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou a força do agronegócio sul-mato-grossense e o papel da ciência no desenvolvimento do Estado. “São 29 anos de Showtec Maracaju, um ambiente onde o conhecimento, a ciência, a tecnologia e a inovação se encontram com a força do homem do campo. O agro é a grande locomotiva do desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e do Brasil. Hoje, o nosso Estado reúne exatamente os temas mais debatidos no mundo: produção de alimentos, sustentabilidade e transição energética”, afirmou.
Barbosinha também ressaltou que o crescimento do Estado passa diretamente pela valorização da pesquisa e da inovação aplicada ao setor produtivo. “Mato Grosso do Sul cresce porque investe em planejamento, tecnologia e segurança para quem produz. O Governo do Estado seguirá parceiro do agro, incentivando pesquisa, infraestrutura e inovação para garantir competitividade e gerar oportunidades em todas as regiões”, completou.
O governador Eduardo Riedel destacou, durante a abertura, que o avanço do agronegócio sul-mato-grossense está diretamente ligado à capacidade de inovação construída ao longo dos anos entre produtores, pesquisadores e instituições parceiras. Segundo ele, a união entre ciência e gestão eficiente tem permitido que Mato Grosso do Sul mantenha crescimento sustentável e amplie sua relevância nacional no setor produtivo.
Já o prefeito de Maracaju, Marcos Calderan, destacou o impacto da Showtec para o fortalecimento econômico da região e para a consolidação do município como uma das referências agrícolas do país. O gestor municipal ressaltou que o evento movimenta a economia local, atrai investimentos e fortalece a imagem de Maracaju como polo estratégico do agronegócio brasileiro.
O presidente da Fundação MS, Daniel Franco enfatizou o cenário desafiador enfrentado pelo setor, mas destacou a resiliência do produtor rural e a importância da pesquisa aplicada para garantir produtividade e sustentabilidade.
“Vivemos um momento desafiador para o agro, mas é justamente nesses períodos que a pesquisa, a gestão e a capacidade de inovação fazem diferença. A Fundação MS tem papel fundamental na produção de conhecimento técnico que auxilia o produtor na tomada de decisão. E a Showtec é essa grande oportunidade de ampliar a difusão de tecnologia, aproximando inovação e campo”, pontuou.
Além da exposição de tecnologias, a programação da Showtec inclui palestras técnicas, demonstrações de campo, painéis estratégicos e debates sobre tendências globais do agronegócio, consolidando o evento como ambiente de construção de conhecimento e fortalecimento das cadeias produtivas.
Proposta publicada pela Agesul é o primeiro passo na execução de projeto que irá garantir segurança hídrica a quase 30 mil pessoas das aldeias Jaguapiru e Bororó
Contrato para execução de projeto foi assinado em janeiro deste ano, pelo então governador em exercício José Carlos Barbosa, o Barbosinha
O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, recebeu com otimismo e celebração a publicação do aviso de licitação para perfuração de dois poços nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados. A proposta é a primeira etapa de execução da obra de implantação do sistema de abastecimento de água nas duas comunidades, e deverá resolver de forma definitiva a questão hídrica na maior aldeia urbana do país. As próximas etapas do projeto, que incluem a implantação da rede de distribuição de água, já estão em análise na Caixa Econômica Federal e devem ser anunciadas em breve.
Para o vice-governador, que participou das tratativas na elaboração do projeto pela Sanesul e na articulação junto à bancada federal para a destinação de recursos, o início da execução deste projeto representa muito mais do que infraestrutura e saneamento. “Levar água de qualidade às aldeias é reduzir desigualdades, promover cidadania e reafirmar que desenvolvimento só faz sentido quando alcança quem mais precisa”, avaliou.
“Para Dourados e para Mato Grosso do Sul, esse início de licitação representa reparação, inclusão e a construção de um futuro mais justo para as comunidades indígenas da Jaguapiru e Bororó, com respeito à sua história, cultura e direitos”, acrescentou.
Os dois avisos de licitação foram publicados no Diário Oficial do Estado (DOE), com abertura marcadas para o dia 3 de junho. O investimento será de R$ 4,49 milhões em cada um. O projeto completo prevê investimentos de R$ 50 milhões, recurso obtido através de emendas da bancada federal de MS. Após elaboração do projeto pela Sanesul, o contrato com a Caixa Econômica Federal foi assinado em janeiro deste ano, prevendo a implantação dos sistemas de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
As intervenções foram planejadas para atender o crescimento demográfico das aldeias até 2033 e garantir regularidade, segurança e eficiência no fornecimento de água tratada. “Enquanto isso, o Estado continua atuando de forma emergencial, com caminhões-pipa, inclusive com veículos adquiridos por meio de emendas parlamentares, além do apoio permanente da Sanesul”, completou o vice-governador.
Esperança e expectativa
Para quem vive na comunidade e enfrenta o desafio há décadas, a projeção por dias melhores é vista com otimismo e expectativa. É o que garante Vilmar Martins Machado da Silva, capitão da aldeia Jaguapiru. A comunidade abriga hoje em torno de 13 mil moradores. “Esse projeto é sonho esperado há muito tempo e que agora, através do empenho do vice-governador Barbosinha, vai se tornar realidade para a nossa comunidade. Isso representa esperança de dias melhores e bem-estar para um povo sofrido”, afirmou.
Enquanto o projeto está em fase de execução, o Governo do Estado atua com ações efetivas para garantir o fornecimento de água tratada à população indígena de Dourados. No ano passado, foram construídos dois novos poços para captação de água potável, um em cada aldeia, com a instalação dos respectivos reservatórios.
O trabalho diário inclui ainda o abastecimento por meio de caminhões-pipa, executado pela Sanesul. As moradias que estão com o fornecimento interrompido também recebem água conforme a necessidade, garantindo que nenhuma casa fique desabastecida. Esse atendimento é feito diariamente pelas equipes da Defesa Civil, que vão em cada casa com o apoio dos agentes indígenas de saneamento. A atuação do Governo do Estado para atender às famílias que sofrem com o desabastecimento é um trabalho conjunto envolvendo Defesa Civil, Sanesul e SEC (Secretaria de Estado da Cidadania).
Pelo novo projeto em execução, para resolver a questão de forma definitiva, as intervenções foram planejadas para suprir à demanda populacional dos próximos sete anos – atendendo a quase 30 mil moradores destas comunidades.
Na aldeia Bororó, o sistema foi dimensionado para assistir 14.179 habitantes. A rede de distribuição alcança 103,84 quilômetros, com 2.904 ligações domiciliares, levando água diretamente às residências.
Já a Aldeia Indígena Jaguapiru, que concentrará 15.304 habitantes até 2033, contará com um sistema de porte semelhante. A rede de distribuição terá 80,9 quilômetros de extensão, com 3.087 ligações domiciliares, ampliando o alcance do serviço e reduzindo desigualdades históricas no acesso à água potável.
A previsão é que as obras tenham início nos próximos meses, logo após a emissão das ordens de serviço e a conclusão dos trâmites técnicos iniciais. Para Barbosinha, a execução desta obra simboliza um compromisso histórico com as comunidades indígenas.
“O investimento em saneamento básico é uma das formas mais eficazes de promover saúde, dignidade e desenvolvimento social, especialmente em territórios que, por décadas, aguardaram por políticas públicas estruturantes. Levar água tratada às aldeias Jaguapiru e Bororó é garantir cidadania, preservar vidas e construir um futuro mais justo para milhares de famílias”, avaliou.