Categorias
agro destaque_home

Demanda por probióticos impulsiona estratégia da Novonesis

A busca por alternativas aos antimicrobianos está impulsionando a demanda por probióticos e outras biosoluções na produção animal. A avaliação é da Novonesis, multinacional dinamarquesa especializada em soluções biológicas para o agronegócio, que vê o movimento ganhar força à medida que grandes mercados consumidores endurecem as exigências sanitárias e incentivam sistemas de produção mais sustentáveis.

Segundo Marcelo Guimarães, Regional Marketing Manager de Animal Health Biosolutions da Novonesis, a redução do uso de antimicrobianos é uma tendência consolidada na cadeia global de proteína animal e deve continuar avançando nos próximos anos.

“As empresas trabalham na redução do uso de antimicrobianos porque existe a preocupação com a resistência microbiana. A Europa já possui restrições importantes e muitos produtores brasileiros que exportam para aquele mercado precisam atender essas exigências“, afirmou.

Apesar de a Europa liderar esse movimento, Guimarães afirma que a demanda começa a ganhar espaço também em outras regiões, ainda que de forma mais lenta.

Nesse cenário, os probióticos aparecem como uma das principais alternativas para manter a produtividade das granjas sem depender do uso contínuo de antibióticos.

Segundo Elisa François, gerente sênior de Serviços Técnicos para Animal Biosolutions da Novonesis, esse mercado já registra expansão consistente há cerca de uma década.

“Quando há redução do uso de antimicrobianos, abre-se um leque de possibilidades para outras tecnologias, principalmente os probióticos, que atuam na saúde intestinal e na prevenção de doenças. Essa demanda vem crescendo ao longo dos últimos dez anos”, disse.

Ela explica que essas soluções contribuem para melhorar o desempenho zootécnico dos animais e fazem parte de uma estratégia cada vez mais presente entre produtores que buscam elevar a eficiência dos sistemas de produção.

Negócios

De acordo com Maurício Andrino, head de vendas para Animal Biosolutions na América Latina, a estratégia da Novonesis é ampliar o uso dessas tecnologias em todas as cadeias de proteína animal.

“As nossas soluções são voltadas para melhorar os processos produtivos como um todo, reduzindo custos com alimentação, melhorando a saúde intestinal e aumentando a eficiência da produção. O objetivo é tornar a produção cada vez mais viável em larga escala”, afirmou.

A companhia atua nos segmentos de aves, suínos, bovinos, aquicultura e animais de companhia, mas afirma que o principal mercado continua sendo a produção de proteína animal. Segundo Marcelo Guimarães, o segmento pet ainda representa uma parcela pequena dos negócios da divisão Animal Biosolutions.

A Novonesis também mantém uma estratégia global de crescimento até 2030. A empresa afirma que vem cumprindo as metas apresentadas aos investidores e que a América Latina possui participação relevante nesse desempenho global.

Durante a SIAVS (Salão Internacional de Proteína Animal), a companhia reforçou ainda sua estratégia de consolidação da marca Novonesis, criada após a fusão de duas empresas dinamarquesas do setor de biosoluções.

Segundo Guimarães, a produção animal na América Latina cresce em ritmo superior ao de outras regiões, o que reforça o interesse da empresa em ampliar sua presença no mercado brasileiro.

Além da expansão comercial, Elisa Piccinin afirma que a empresa utiliza eventos como a SIAVS para ouvir clientes e identificar novas demandas tecnológicas.

“A Novonesis é uma empresa de inovação. Boa parte do faturamento é destinada à pesquisa e desenvolvimento, e estar próximo dos clientes permite entender as tendências do mercado e direcionar as próximas soluções”, afirmou.

Na avaliação da companhia, o Brasil seguirá como o principal mercado da operação latino-americana, sustentado pela liderança na produção e exportação de proteínas animais e pelo reconhecimento internacional do elevado padrão sanitário brasileiro.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Após recompra da Tyson, Vibra Foods aposta em produtos de valor agregado

Após a recompra da participação da Tyson Foods, a Vibra Foods pretende acelerar sua estratégia de agregação de valor aos produtos e ampliar sua presença tanto no mercado interno quanto no exterior.

Durante o Siavs (Salão Internacional de Proteína Animal), o CEO da companhia, Gerson Müller, afirmou à CNN Agro que a empresa seguirá avaliando oportunidades de crescimento, mas com foco em rentabilidade e disciplina financeira.

Segundo o executivo, a companhia mantém uma agenda permanente de análise de novos negócios, que inclui expansão orgânica, eventuais aquisições e o desenvolvimento de novos produtos.

“Sempre estamos buscando oportunidades, seja de crescimento orgânico, seja de forma inorgânica ou até de novos negócios”, afirmou.

A prioridade, no entanto, é aumentar o valor agregado da proteína de frango. Neste ano, a Vibra lançou uma nova linha de empanados, ampliando um portfólio que já inclui frango assado, desfiado, cubos e tiras, todos desenvolvidos com foco em praticidade e saudabilidade.

“Nossa missão sempre foi valorizar a proteína de frango. Agora queremos avançar ainda mais na agregação de valor dos produtos“, disse Müller.

Segundo o CEO, um dos diferenciais da empresa é a formulação mais simples dos produtos industrializados, com menor uso de aditivos e ingredientes.

A estratégia também contempla a ampliação da atuação no segmento de food service. A empresa fornece produtos para grandes redes de alimentação rápida e busca ampliar esse mercado por meio de cortes padronizados, produtos temperados e soluções voltadas às operações de restaurantes.

“Estamos caminhando para atender cada vez mais o segmento de quick service restaurants, oferecendo produtos desenvolvidos especificamente para esse mercado”, afirmou.

No mercado externo, a Vibra exporta cerca de 65% de sua produção para clientes distribuídos pela América do Sul, Europa, Ásia, África e Oriente Médio, região que concentra uma parcela importante das vendas da companhia.

Para Müller, as restrições impostas pela União Europeia às proteínas brasileiras em razão das regras sobre antimicrobianos devem ser resolvidas ainda este ano, ao menos para a avicultura.

“Acredito que essa questão da avicultura será solucionada ainda este ano. A Europa precisará desse produto e não será simples encontrar fornecedores que atendam às mesmas exigências sanitárias que o Brasil”, avaliou.

Apesar das oportunidades de expansão, o executivo afirmou que o cenário macroeconômico recomenda cautela. Com juros elevados e custo de capital mais alto, a empresa avalia investimentos de forma seletiva.

“A Selic elevada torna qualquer projeto mais desafiador. Estamos analisando oportunidades muito pontuais. Hoje, nossa prioridade não é produzir mais, mas agregar mais valor aos produtos”, disse.

Atualmente, a Vibra Foods abate aproximadamente 750 mil frangos por dia em quatro plantas industriais e também pretende ampliar sua distribuição no mercado brasileiro, especialmente na região Sudeste.

Segundo a companhia, São Paulo concentra mais de 40% do consumo nacional de produtos de maior valor agregado, tornando-se um dos principais focos da estratégia comercial nos próximos anos.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Aulas são suspensas no RJ após previsão de vendaval


O governo e a prefeitura do Rio de Janeiro suspenderam as aulas de sexta-feira (7) da rede pública de ensino em razão da intensificação da previsão de vendaval no estado. O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) colocou a capital fluminense em Estágio 2 de alerta.

A previsão é de que os ventos superem 90 km/h na região metropolitana do Rio em razão da combinação do ciclone bomba e de uma frente fria. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para a área litorânea do estado.

A passagem de um sistema de baixa pressão, a partir desta quinta-feira (6), sobre o norte da Argentina e o Paraguai, pode dar origem a um ciclone extratropical com características mais intensas, o chamado ciclone bomba.

Segundo o astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), Micael Cecchini, o sistema de baixa pressão ocorre quando uma massa de ar muito fria se aproxima de outra massa de ar quente e a diferença de temperatura causa uma rápida diminuição da pressão entre elas.

Na prática, isso causa um ciclone, que, para ser considerado bomba, ou ciclogênese explosiva, que é o nome científico do fenômeno, precisa apresentar uma queda na pressão atmosférica, a partir de 24 hPa (milibares) em um período de 24 horas.

“Milibares é a unidade de pressão que a gente usa para medir a pressão atmosférica”, explica o professor, que recebe apoio do Instituto Serrapilheira.

A previsão é de que isso ocorra na passagem do sistema pela região entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Como a pressão é mais baixa e a diferença de temperatura é mais intensa nos casos de formação de ciclone bomba, então as tempestades se formam na divisa entre as duas massas.

“A massa de ar frio avança por baixo da massa de ar quente, porque ela é mais densa, e aí faz o ar quente subir, e é o que forma as nuvens e as tempestades. Se a diferença de temperatura é grande, essa ascensão vai ser mais intensa”.

A consequência são tempestades mais intensas, com descarga elétrica e possibilidade de granizo.

As imagens de satélite apontam que os ventos mais intensos devem ocorrer principalmente sobre o Oceano Atlântico, com velocidade que pode superar 100 quilômetros por por km/h.

Com informações de Agência Brasil



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Fedecarne alerta para falta de carne com fronteira fechada no Chile

O presidente da Fedecarne (Federação Nacional de Produtores de Carne Bovina), Ignacio Besoain, abordou a situação do Complexo Fronteiriço Integrado Cristo Redentor-Los Libertadores, que permanece fechado há mais de 20 dias.

Diante desse cenário, a entidade expressou sua preocupação devido ao fato de uma quantidade significativa de carne permanecer sem conseguir entrar no país a um mês das esperadas Festas Pátrias, período em que muitas famílias se reúnem para compartilhar um churrasco.

Vale mencionar que, como alternativa, está sendo utilizada a passagem de fronteira Cardenal Samoré.

“Se isso continuar, provavelmente poderá gerar algum nível de desabastecimento de carne, considerando que o Chile depende de uma parcela importante das importações para o seu consumo, próxima de 70%. Não é que, neste momento, haja desabastecimento, nem tampouco exista um aumento significativo no preço da carne. Mas, se isso continuar, de fato as implicações podem seguir nessa direção: pode haver um aumento dos preços, porque há uma menor oferta de carne, principalmente importada, e também algum nível de menor disponibilidade”, explicou Besoain em entrevista ao The Clinic.

Em relação ao cenário que poderá se apresentar durante setembro, ele alertou que, se a situação continuar, haverá impacto, já que “todos os açougues e supermercados começam seu processo de abastecimento e, se não contarmos, do ponto de vista do consumo, com carne importada, efetivamente poderemos ver efeitos de maior impacto”.

“Se, eventualmente, o cenário climático melhorar e a passagem for reaberta, o efeito poderá ser até o contrário da previsão de alta no preço da carne”, acrescentou.

Nessa linha, concluiu que, se as condições meteorológicas melhorarem e a passagem de Los Libertadores voltar a ser liberada, poderá entrar uma quantidade maior de carne no país, de modo que os preços não subiriam e poderiam até mesmo “cair. Então, tudo vai depender de como essa situação continuará evoluindo”.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Senado amplia articulação sobre exigências da UE para carne bovina

A CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado Federal decidiu ampliar a articulação entre o governo federal e o setor produtivo para enfrentar as novas exigências impostas pela União Europeia às importações de carne bovina brasileira.

Conforme as apurações da CNN Agro, entre as medidas definidas está a realização de um encontro com o novo embaixador da União Europeia no Brasil, além da manutenção de uma agenda permanente de audiências com produtores, empresas e representantes do governo.

As definições ocorreram durante reunião do Grupo de Trabalho da CRE sobre o Acordo Mercosul-União Europeia, que reúne representantes dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura e Pecuária, da Missão do Brasil junto à União Europeia, da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), do Consórcio Brasil Central, além de empresários e especialistas em rastreabilidade, inovação e tecnologia para a pecuária.

Segundo o presidente da comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o objetivo é ouvir os setores que podem ser impactados pelas novas regras europeias e construir estratégias conjuntas entre o poder público e a iniciativa privada para minimizar os efeitos sobre as exportações brasileiras.

A mobilização ocorre às vésperas da entrada em vigor de novas normas da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. O bloco europeu passará a exigir que os países exportadores comprovem que a carne comercializada não é proveniente de animais submetidos ao uso de antimicrobianos proibidos pela legislação europeia.

Para atender às exigências, o Brasil precisará demonstrar capacidade de identificar e acompanhar os animais e os produtos ao longo de toda a cadeia produtiva. Apenas os lotes que cumprirem os requisitos poderão receber a certificação necessária para exportação ao mercado europeu.

Durante a reunião, a representante da CNA, Fernanda Maciel Carneiro, defendeu que as exigências sejam fundamentadas em critérios científicos. Segundo ela, o Brasil já atende às normas sanitárias dos mercados mais exigentes do mundo e é necessário compreender quais fatores ainda impedem o reconhecimento do sistema sanitário brasileiro pela União Europeia.

O chefe da Missão do Brasil junto à União Europeia, embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, afirmou que o país precisa se preparar para futuras mudanças regulatórias do bloco. Segundo ele, a tendência é de aumento das exigências e o Brasil deve adotar uma estratégia de longo prazo para manter sua competitividade no mercado europeu.

O diplomata também sugeriu que o grupo de trabalho se reúna com o novo representante da União Europeia no Brasil para aprofundar o diálogo. Ele ressaltou que o país terá de comprovar, por meio de auditorias, que consegue separar os produtos destinados ao mercado europeu e garantir que eles atendam integralmente às regras estabelecidas pelo bloco.

Representantes do setor privado afirmaram que a tecnologia necessária para cumprir essas exigências já está disponível. O advogado da MUU Agrotech, Kalbio dos Santos, defendeu a modernização do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos), enquanto o fundador da empresa, Eduardo Pipole, destacou que já existem soluções para realizar a rastreabilidade da produção.

Na avaliação do secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough, a crescente utilização de normas regulatórias como instrumento de política comercial amplia os desafios enfrentados pelos países exportadores.

Segundo ele, o Ministério da Agricultura já encaminhou às autoridades europeias um conjunto de documentos técnicos detalhando as medidas adotadas pelo Brasil para atender às novas exigências.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Ourofino tem queda de 22,7% no lucro líquido do 2º trimestre de 2026

A Ourofino registrou lucro líquido de R$ 18,7 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 22,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, porém, o lucro líquido chegou a R$ 40,1 milhões, alta de 52,5% na comparação anual.

Mesmo com a retração trimestral do lucro, a companhia apresentou crescimento de receita e geração de caixa, impulsionados pelo avanço das vendas em todas as unidades de negócios, principalmente no segmento de animais de produção.

A receita líquida consolidada somou R$ 338,7 milhões entre abril e junho, crescimento de 30,7% frente ao segundo trimestre de 2025. No semestre, a receita alcançou R$ 589,1 milhões, avanço de 31,3%.

O EBITDA ( Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado totalizou R$ 60,8 milhões no trimestre, alta de 22,1%, enquanto no primeiro semestre atingiu R$ 105,4 milhões, crescimento de 54%. A margem EBITDA ajustada ficou em 17,9%, refletindo ganhos de eficiência operacional e diluição das despesas administrativas e comerciais.

O destaque do desempenho veio da divisão de animais de produção, que respondeu pela maior parcela da receita da empresa. O segmento faturou R$ 252,4 milhões no segundo trimestre, crescimento de 28,2% na comparação anual. No acumulado de janeiro a junho, a receita chegou a R$ 428,8 milhões, alta de 33,1%.

Conforme o comunicado da companhia, o avanço foi sustentado principalmente pelo aumento da participação de produtos lançados ao longo de 2025, por iniciativas comerciais e por um mix de vendas mais favorável. A margem do segmento, no entanto, foi parcialmente pressionada por provisões para perdas de estoques relacionadas a desvios identificados no processo de fabricação.

A unidade de animais de companhia também apresentou expansão, com alta de 44,8% na receita do trimestre. Já as operações internacionais cresceram 30,5%, impulsionadas pelo desempenho da operação no México e pela expansão comercial em outros mercados da América Latina.

Na frente financeira, a Ourofino reduziu o nível de endividamento. A relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado dos últimos 12 meses caiu de 0,85 vez no fim de 2025 para 0,43 vez ao final de junho de 2026. A dívida líquida recuou para R$ 137,1 milhões, beneficiada pela geração operacional de caixa, enquanto 87% do endividamento permanece concentrado no longo prazo.

No primeiro semestre, a companhia gerou R$ 183,7 milhões em caixa operacional e realizou R$ 8,5 milhões em investimentos em ativos fixos e intangíveis. Ao fim de junho, a Ourofino mantinha uma posição de caixa de R$ 369 milhões, recursos destinados ao plano de expansão e inovação.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

PIB do agronegócio no primeiro trimestre recua 2%, segundo Cepea/CNA

O PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária recuou 2% no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) divulgados nesta quinta-feira (6).

Essa queda representa uma redução de R$ 66,1 bilhões para o setor, puxada pela desvalorização de 3,62% (R$ 74,6 bilhões) do ramo agrícola, enquanto a pecuária apresentou um crescimento marginal, de 0,7% (R$ 8,6 bilhões).

Segundo o índice, que engloba toda a cadeia agropecuária, o PIB do setor foi estimado em R$ 3,13 trilhões, sendo R$ 1,88 trilhão no ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão no pecuário.

Nos primeiros meses do ano, os setores com maior queda foram o segmento primário (-4,15%), seguido por insumos (-2,15%), agroserviços (-1,25%) e agroindústria (-1,03%).

O Cepea destacou que o resultado foi influenciado pela expectativa de redução do valor da produção em 2026, decorrente principalmente da queda dos preços, que superou os ganhos projetados de produção em diversas atividades agrícolas e pecuárias.

A queda mais drástica foi no segmento primário agrícola (5,72%), apesar da expectativa de aumento na produção de commodities importantes, como cana-de-açúcar, café e soja. Segundo os pesquisadores, a queda do PIB do setor foi motivada pelo recuo dos preços, que “mais do que compensaram o avanço produtivo”.

Por outro lado, a agroindústria e os agroserviços no ramo da agropecuária tiveram um retrospecto positivo no período, com crescimento de 1,93% e 1,86%, respectivamente.

“Os agroserviços foram influenciados pelos desempenhos dos segmentos a montante, sustentados pela maior demanda por transporte, comércio e demais serviços associados ao aumento esperado da produção pecuária”, explicam os pesquisadores.

Diferença com o IBGE

Em maio, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária cresceu 2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, totalizando R$ 230,4 bilhões, números significativamente menores do que os do Cepea.

A diferença entre os dois índices se dá pela abrangência de cada um. Enquanto o IBGE se restringe apenas ao setor primário, o Cepea leva em consideração toda a cadeia, estendendo-a para o ramo de serviços (logística, transporte, armazenagem e crédito) e indústria (usinas de açúcar, laticínios e abate de carnes).

Sob supervisão de Kaique Cangirana*  

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Pai e madrasta são presos suspeitos pela morte de menino de 3 anos no TO


A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, prendeu, na noite de quarta-feira (5) o pai e a madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, suspeitos de envolvimento na morte da criança, que foi encontrada morta na casa do pai.

O advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, pai de Gustavo, e Kathellen Moreira, de 23 anos, companheira dele, são os suspeitos.

Segundo nota da Polícia Civil, os dois são investigados pelos crimes de homicídio qualificado e tortura. “Em relação à madrasta, as investigações apontam, até o momento, que ela também pode ser responsabilizada por não ter impedido as agressões, já que era uma das responsáveis pelos cuidados da criança, enquanto ela estava com o pai”, informou.

Laudos da Polícia Científica revelaram que Gustavo apresentava diversas lesões na cabeça e em outras partes do corpo, compatíveis com agressões repetidas e atos de tortura. “Até o momento, os exames não identificaram indícios de abuso sexual por meio de relação entre pai e filho”.

Igor Gustavo teria dito à corporação que a criança morreu apenas na segunda-feira (3), mas foi comprovada a morte no domingo (2). “A perícia também concluiu que a criança morreu ainda no domingo, descartando a versão apresentada inicialmente pelo pai, de que o filho teria morrido apenas na segunda-feira em decorrência de um suposto afogamento”.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Eduardo de Menezes, da 1ª DHPP de Palmas, o conjunto de provas técnicas foi essencial para esclarecer o caso.

“O trabalho da Polícia Civil, aliado aos laudos da Polícia Científica, demonstrou que a versão apresentada inicialmente não correspondia às evidências encontradas. As provas reunidas até o momento indicam que a criança foi vítima de extrema violência”, afirmou.

Após o cumprimento dos mandados de prisão, o pai e a madrasta foram encaminhados à Unidade Penal de Palmas, onde permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer toda a dinâmica dos fatos, a participação individual de cada investigado e a motivação do crime. Com a conclusão das diligências e dos laudos periciais, o inquérito será encaminhado ao Poder Judiciário.

Defesa da mãe de Gustavo

Em nota, a defesa de Sabrina Feitosa, a mãe de Gustavo, informou que mantém contato as autoridades responsáveis pela investigação para que os “fatos sejam integralmente esclarecidos e os responsáveis sejam rigorosamente responsabilizados”.

A defesa informou ainda que a relação do pai com o menino era regulamentada pela Justiça e que não era uma escolha de Sabrina. “É indispensável esclarecer ainda que a convivência de Gustavo com o pai não decorria de uma decisão livre ou irresponsável de sua mãe”.

Eles citaram ainda episódio de violência doméstica vivida por Sabrina e, assim que o caso deixar de tramitar em sigilo, eles se manifestarão.

“Respeitados o sigilo das investigações, e a dignidade de todas as pessoas envolvidas, a defesa se manifestará publicamente sobre o grave contexto de violência doméstica e sobre as circuntâncias que anteceram essa tragédia anunciada”, escreveu a defesa de Sabrina.

Nota da OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OABTO) informou que, por decisão da diretoria, do Conselho Seccional e do Presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), foi aplicada medida institucional para suspender o advogado Igor Gustavo Veloso da Ordem.

Segundo a insituição, a medida possui natureza cautelar e permanecerá vigente até instauração e análise do respectivo procedimento disciplinar no TED. “Assegurados ao representado o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal”.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Trigo recua em Chicago com realização de lucros e avanço da colheita

Os contratos futuros do trigo encerraram o pregão desta quinta-feira (06) em baixa na Bolsa de Chicago. O vencimento setembro recuou 1,71% e fechou cotado a US$ 6,31 por bushel.

Segundo análise da consultoria Granar, o mercado foi pressionado por uma nova rodada de realização de lucros por parte de fundos de investimento, que reduziram posições compradas após os preços atingirem recentemente o maior patamar em dois anos.

Além disso, o avanço da colheita de trigo de inverno no Hemisfério Norte reforçou a pressão sazonal sobre as cotações.

Apesar da queda, o cenário geopolítico segue oferecendo sustentação ao mercado. A consultoria destaca que permanecem as incertezas sobre o comércio global de grãos diante da desaceleração dos embarques da região do Mar Negro. A intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia reduziu a capacidade de exportação dos dois países justamente no período de maior oferta da nova safra.

Com relação a logística, o Kremlin mantém suspenso o trânsito de cargas pelo Mar de Azov e pelo Estreito de Kerch por questões de segurança, enquanto os portos da região de Odessa e outras instalações ucranianas no Mar Negro seguem operando com capacidade reduzida devido aos ataques à infraestrutura.

O relatório semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) teve efeito neutro sobre o mercado. As vendas da safra 2026/27 somaram 296,4 mil toneladas entre 24 e 30 de julho, acima das 285,2 mil toneladas da semana anterior e dentro da expectativa do mercado, que variava entre 200 mil e 500 mil toneladas.

As Filipinas foram o principal destino das compras na semana, com 87,8 mil toneladas. No acumulado da temporada até 30 de julho, os Estados Unidos haviam comercializado 7,22 milhões de toneladas de trigo, volume 29,8% inferior aos 10,28 milhões de toneladas negociados no mesmo período do ciclo anterior.

Milho

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou o pregão desta quinta-feira na Bolsa de Chicago cotado a US$ 4,62 por bushel, alta de 0,43%.

Segundo a Agrinvest, o milho segue tecnicamente pressionado após as perdas registradas na sessão anterior. No entanto, as cotações encontraram suporte na demanda pelas exportações norte-americanas e em novas vendas do cereal ao México.

A consultoria destaca que o cenário externo continua oferecendo sustentação ao mercado, apesar da pressão técnica de curto prazo. Enquanto isso, o trigo mantém um prêmio de risco diante das dificuldades para o escoamento da produção ucraniana e da continuidade dos ataques a portos e embarcações na região do Mar Negro, fator que segue influenciando o mercado global de grãos.

Soja

O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o dia na Bolsa de Chicago cotado a US$ 11,77 por bushel, alta de 0,26%.

Segundo a Agrinvest, o mercado ensaiou uma recuperação após as perdas registradas nos últimos dias. No entanto, o avanço das cotações foi limitado pelas especulações envolvendo o conflito no Oriente Médio e pelas previsões de chuvas favoráveis para as lavouras do Meio-Oeste dos Estados Unidos.

No complexo da soja, o óleo fechou em queda, enquanto o farelo registrou valorização.

No mercado físico, a consultoria destaca que a demanda chinesa pela soja norte-americana segue aquecida, oferecendo sustentação aos preços. No Brasil, porém, os negócios continuam lentos nesta semana, com a maior parte das negociações concentrada no mercado de milho.

De acordo com a Agrinvest, a soja permanece próxima da estabilidade em Chicago, sustentada pelas compras da China e pelos prêmios firmes nos portos brasileiros. Por outro lado, a previsão de chuvas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos reduz os riscos para a safra e limita uma valorização mais expressiva das cotações.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Café recua quase 2% em Nova York com avanço da colheita no Brasil

Os preços do café encerraram a sessão desta quinta-feira (6) em queda nas bolsas internacionais, pressionados pelas condições climáticas favoráveis ao avanço da colheita no Brasil.

Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em dezembro recuou 1,72%, fechando cotado a US$ 3,06 por libra-peso.

Segundo a Barchart, a previsão de tempo seco nas principais regiões produtoras brasileiras deve favorecer a secagem dos grãos e acelerar os trabalhos de colheita, aumentando a oferta da commodity no mercado.

A consultoria Climatempo informou que não foram registradas chuvas na semana encerrada em 2 de agosto em Minas Gerais, principal estado produtor de café arábica do Brasil. A ausência de precipitações reforçou a expectativa de avanço da colheita e contribuiu para a pressão sobre as cotações.

Cacau

Os preços do cacau voltaram a recuar na Bolsa de Nova York nesta sessão, pressionados pelas expectativas de aumento da oferta global.

O contrato com vencimento em setembro fechou o dia em queda de 1,80%, cotado a US$ 5.776 por tonelada.

Segundo a Barchart, o mercado foi influenciado por sinais de recuperação da produção em Gana, segundo maior produtor mundial da commodity. A agência reguladora do cacau do país informou que a colheita da safra 2025/26, que se encerra no fim deste mês, alcançou 750 mil toneladas, volume 25,6% superior às 597 mil toneladas registradas na temporada 2024/25.

O avanço da produção em Gana reforça a perspectiva de maior disponibilidade de cacau no mercado internacional, fator que contribuiu para a pressão sobre as cotações pelo segundo pregão consecutivo.

Açúcar

Os preços do açúcar avançaram no mercado internacional, impulsionados pelas preocupações com a oferta brasileira.

Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em outubro subiu 2,77%, encerrando o pregão cotado a 15,77 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, as cotações foram sustentadas pela queda na produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil. Dados da Unica mostram que a fabricação da commodity na região totalizou 3,903 milhões de toneladas em junho, volume 26,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

A redução da oferta brasileira levou os contratos futuros a atingirem os maiores níveis dos últimos meses, refletindo a preocupação do mercado com a disponibilidade global de açúcar.

Suco de Laranja

Os contratos futuros do suco de laranja encerraram o pregão em baixa. O vencimento para setembro recuou 3,99%, fechando cotado a US$ 1,51 por libra-peso.

Algodão

Já no caso do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com leve ganho de 0,17% e precificado em 83,16 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com o Barchart, os contratos futuros de algodão permanecem praticamente estáveis ​​nesta sessão após os dados de exportação indicaram cancelamento líquido de 55.855 fardos de algodão da safra 2025/26 na semana encerrada em 30 de julho, o menor saldo registrado no ano comercial. Em contrapartida, as vendas da nova safra somaram 242.052 fardos, o terceiro maior volume do ano. Os embarques da semana totalizaram 222.830 fardos.

Veja matéria completa aqui!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.