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Homem é preso após atirar na cabeça de ex em SP; mulher sobreviveu


A Polícia Militar de São Paulo prendeu nesta sexta-feira (7) um homem de 49 anos, suspeito de tentar matar a ex-companheira a tiros durante a manhã. Um dos disparos passou de raspão pela cabeça da vítima, mas ela sobreviveu.

Segundo as autoridades, a tentativa aconteceu no Jardim Paulistano, na zona norte da cidade. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem abordou a mulher enquanto ela saía de casa, por volta das 5h40 da manhã.

O suspeito estava escondido atrás de um trailer próximo ao imóvel e disse à vítima que não aceitava o fim do relacionamento, antes de efetuar vários disparos.

Equipes do 18º Batalhão de Polícia Militar detiveram o homem nas proximidades do local após tomar conhecimento do caso. Com ele foi encontrado um revólver calibre 38 com numeração raspada.

A vítima recebeu os primeiros socorros e foi encaminhada para o Pronto-Socorro da Brasilândia, onde passou por exames e segue internada em observação.

O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher como tentativa de feminicídio e porte ilegal de arma de fogo de calibre restrito.



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Ciclone extratropical provoca morte no RS e deixa Sul e Sudeste em alerta


A formação de um ciclone extratropical, chamado de “bomba” por ganhar intensidade muito rapidamente, junto a uma frente fria entre quinta-feira (6) e esta sexta-feira (7), traz risco de ventania para as regiões Sul e Sudeste, levou os estados a adotarem medidas preventivas, já provoca transtornos em algumas áreas e teve relação com a morte de uma pessoa em Montenegro, no Rio Grande do Sul, segundo a Defesa Civil estadual.

Em Pedro Osório, na região Sul do Rio Grande do Sul, um tornado se formou na tarde de quinta-feira. Segundo a Defesa Civil do Estado, o tornado atingiu a localidade de Matarazzo, na zona rural da cidade, e causou alguns destelhamentos.

O órgão emitiu diversos alertas, de moderado a muito alto, para tempestades e rajadas de vento, válidos entre a tarde de quinta-feira e a manhã desta sexta-feira para várias regiões do estado.

A empresa de meteorologia Climatempo informou que, até às 21h de quinta-feira, Porto Alegre registrou as maiores rajadas de vento do estado, com 120,4 km/h, seguida por Canoas, com 113 km/h, e Parque Eldorado, com 107 km/h.

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre informou que, com o temporal, a Estação de Tratamento de Água São João – que atende mais de 600 mil pessoas – e 12 Estações de Bombeamento de Água Tratada ficaram sem energia elétrica. Por isso, pelo menos 45 bairros da capital gaúcha registraram baixa pressão ou falta de água desde a noite de quinta-feira.

Segundo o Dmae, a energia na Estação de Tratamento de Água São João foi restabelecida pela concessionária às 2h. O abastecimento foi normalizado na maior parte do sistema durante a madrugada, mas ainda há duas ocorrências de falta de energia em Estações de Bombeamento de Água Tratada, afetando os bairros Arquipélago e São José.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul também confirmou que a morte de uma pessoa em Montenegro teve relação com o Aviso Meteorológico emitido para o estado.

A Climatempo informou que os três estados do Sul ainda podem registrar, durante esta sexta-feira, rajadas de vento de até 100 km/h, descargas elétricas, chuvas de forte intensidade em pouco tempo, granizo de grandes dimensões e tornados.

Ventania afeta aulas e balsas em SP

O ciclone extratropical se afasta completamente para o alto-mar e não alcança o Sudeste, mas a frente fria sim, com as nuvens se espalhando por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A Defesa Civil de São Paulo informou que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê ventos de até 100 km/h no estado nesta sexta-feira, acompanhados de chuvas moderadas.

Os impactos já são sentidos em diversas regiões. A Capitania dos Portos fechou o canal do Porto de Santos para navegação. De acordo com a organização, os ventos atingiram 55 km/h e o Porto de Santos entrou na condição de “impraticabilidade”.

As travessias de balsas entre Santos e Guarujá e de barcas entre Santos e Vicente de Carvalho foram paralisadas às 6h45 e retomadas às 7h25. A travessia entre Guarujá e Bertioga também chegou a ser fechada, mas já foi reaberta. A travessia entre São Sebastião e Ilhabela segue paralisada devido ao vento forte.

Uma das regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no Estado deve ser a Baixada Santista. Por conta disso, as prefeituras de Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas na rede pública nesta sexta-feira.

Segundo a Climatempo, na capital, as rajadas de vento podem chegar a 80 km/h. No litoral paulista, na Serra do Mar e no Vale do Paraíba, a previsão é de ventos entre 90km/h e 110 km/h.

O Governo de São Paulo mobilizou desde quinta-feira o Gabinete de Crise para acompanhar a passagem da frente fria. O órgão reúne representantes das principais instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, água e gás, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros para monitorar a evolução das condições meteorológicas e coordenar a resposta às ocorrências.

Entre a tarde e a noite de quinta-feira, a Defesa Civil já havia emitido alertas severos para chuvas e rajadas de vento para dez regiões diferentes do Estado.

Rio tem aulas suspensas

A cidade do Rio de Janeiro amanheceu em Estágio 2 de alerta nesta sexta-feira, devido aos ventos moderados e fortes registrados durante a madrugada. A Defesa Civil emitiu um aviso às 5h05, recomendando que os deslocamentos sejam feitos apenas em caso de necessidade.

Segundo o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR), a estação meteorológica do Vidigal registrou rajadas de 43,1 km/h às 2h20, 54,6 km/h às 2h45, 48,9 km/h às 2h50 e 51,8 km/h às 3h15. A previsão é de que as rajadas possam superar os 90 km/h em diferentes regiões da cidade ao longo do dia, elevando o risco de queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e outros transtornos.

As aulas na rede municipal foram suspensas de maneira preventiva. As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade durante as rajadas de vento, além de acompanhar as atualizações pelos canais oficiais do COR e da Defesa Civil.

*Com informações do Estadão Conteúdo



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BNDES soma R$ 7,1 bilhões em aprovações no Plano Safra 2026/27

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) alcançou a aprovação de R$ 7,1 bilhões em crédito do Plano Safra 2026/2027 para 29,1 mil operações nos primeiros oito dias após a abertura do protocolo de recebimento de propostas. 

Do total, R$ 6,8 bilhões correspondem a recursos dos PAGF (Programas Agropecuários do Governo Federal) e R$ 351 milhões ao BNDES Crédito Rural.

As linhas de investimento concentraram a maior parte dos recursos aprovados, com R$ 5,2 bilhões destinados a 16,9 mil operações. Essas modalidades, que incluem financiamentos para instalações, máquinas e outros projetos, foram abertas em 30 de julho. Já as linhas de custeio, disponibilizadas a partir de 28 de julho, somaram R$ 1,9 bilhão em 12,2 mil operações.

Do volume total aprovado, R$ 4,2 bilhões foram destinados a agricultores familiares, pequenos e médios produtores rurais e cooperativas. Segundo o banco, os recursos alcançaram cerca de 2 mil municípios.

A operação do crédito ocorre por meio de instituições financeiras credenciadas pelo BNDES. Do total aprovado, R$ 4,9 bilhões, ou 72%, foram operados por bancos cooperativos e cooperativas de crédito, em 27,1 mil operações, equivalente a 94% do número total de contratos.

Para a safra 2026/2027, o BNDES disponibilizou R$ 72 bilhões para investimentos na agropecuária brasileira entre 16 de julho de 2026 e 30 de junho de 2027. O valor supera os R$ 70 bilhões destinados no ciclo anterior.

Desse montante, R$ 40,5 bilhões são recursos equalizáveis, disponibilizados por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal, como Pronaf, Pronamp, PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) e Moderfrota.

Do total equalizável, R$ 21,5 bilhões serão destinados a médios e grandes produtores da agricultura empresarial, com taxas de juros entre 8% e 12,5% ao ano. Outros R$ 18,9 bilhões serão direcionados à agricultura familiar, com taxas entre 0,5% e 7,5% ao ano.

O Pronaf terá R$ 18,9 bilhões disponíveis no ciclo 2026/2027, alta de 41% em relação aos R$ 13,4 bilhões destinados no Plano Safra anterior. Para agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste, o BNDES informou que serão destinados R$ 646,9 milhões.

Além dos recursos equalizáveis, o banco contará com R$ 31,5 bilhões em orçamento para o BNDES Crédito Rural nos próximos 12 meses. O programa, que não depende de equalização do Tesouro Nacional, financia projetos de investimento, aquisição de máquinas, custeio, apoio a cooperativas e operações com títulos do agronegócio, como CPR-F e CDCA.

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PMs retiram motorista de ônibus à força em SP após trabalhador pedir passagem


Um motorista de ônibus foi retirado à força do veículo por um policial militar durante uma abordagem na Avenida Professor Celestino Bourroul, na zona norte de São Paulo, nesta quinta-feira (6). O coletivo, da Viação Santa Brígida, fazia a linha 9653-10 (Pedra Branca–Praça do Correio).

Segundo relatos de testemunhas, o motorista conduzia o veículo quando teria buzinado para solicitar passagem a uma viatura da Polícia Militar que trafegava em baixa velocidade à sua frente. Vídeos gravados por passageiros mostram o policial ordenando que o motorista desembarque. O condutor responde que não havia cometido nenhuma irregularidade e permanece no ônibus. Em seguida, o agente o segura e o retira do veículo. Durante a ação, uma passageira grita para que os envolvidos se acalmem.

Veja o momento:

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) afirmou, em nota, estar “estarrecido e indignado com a truculência de agentes da Polícia Militar” durante a abordagem ao motorista Edvagner e ao cobrador Vilanova, da Viação Santa Brígida. Em nota, a entidade disse que, “não importa se o motivo simples foi apenas ‘pedir passagem’, ‘dar caminho’ no trânsito”, o ônibus precisava seguir o itinerário e transportar os passageiros.

O sindicato classificou a ação como “uso violento da função que cabe ao policial” e informou que irá apresentar uma denúncia à Corregedoria da PM para apurar o caso e responsabilizar os envolvidos. Segundo a entidade, os trabalhadores foram levados ao 13º Distrito Policial, registraram boletim de ocorrência e foram liberados.

A Jovem Pan entrou em contato com a Polícia Militar e com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.





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Vídeos mostram PMs atirando em jovem rendido em SP


Novas imagens obtidas de câmeras corporais de policiais militares registram o momento em que os agentes matam Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, quando o jovem já estava rendido e com as mãos à mostra em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Os vídeos também mostram os agentes sussurrando entre si logo após efetuarem os disparos e revelam contradições na versão apresentada ao comando da corporação sobre a ocorrência.

Segundo a Polícia Militar (PM), os agentes não sabiam que os equipamentos estavam gravando no momento da abordagem. O material foi divulgado pelo site g1 e pela TV Globo.

As gravações mostram Igor com as duas mãos visíveis, sem apresentar resistência ou esboçar movimentos bruscos antes de ser atingido. Logo após os tiros, mesmo isolados com os colegas de farda, os policiais passam a cochichar em ao menos três ocasiões. Em um dos trechos, um dos PMs responsáveis pelos disparos comenta sobre a câmera corporal.

O caso ocorreu no ano passado. Os soldados Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima, autores dos disparos, foram absolvidos pelo Tribunal do Júri no final de julho. A defesa da família do jovem recorreu da decisão, argumentando que a sentença contraria as provas dos autos.

Outros dois policiais, Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus, respondem como colaboradores; o processo deles foi desmembrado e ainda não há data para o julgamento.

Detalhes das imagens

A gravação tem início na área externa do imóvel onde ocorreu a abordagem. Um policial é questionado por uma vizinha idosa se algo havia acontecido. O agente responde que estava tudo bem e pergunta onde ela morava, sem orientá-la a deixar o local ou buscar abrigo.

— PM: Tudo bem, senhora? A senhora mora em qual apartamento?
— Vizinha: Aconteceu alguma coisa?
— PM: Não… Fica tranquila. A senhora mora onde?
— Vizinha: Eu? Moro aqui…
Conversa obtida pelo g1 e pela TV Globo

Menos de um minuto após entrar na residência, ouvem-se os primeiros tiros. No andar de cima, policiais gritam e perguntam aos suspeitos se há armas no local. Os suspeitos negam. Na sequência, um PM dispara duas vezes contra a parede.

Segundos depois, Igor Oliveira é atingido por dois disparos efetuados por policiais diferentes. Pelas imagens, o jovem estava com as mãos para cima, obedecendo às ordens. Um segundo ângulo mostra que ele já estava neutralizado quando recebeu o segundo tiro.

As imagens das câmeras corporais não registraram armas com os quatro suspeitos abordados no quarto.

Conversa em voz baixa

Após Igor ser baleado e os outros três homens serem contidos, os policiais passam a conversar em voz baixa.

O coronel Emerson Massera, chefe de comunicação da PM, confirmou que os agentes desconheciam que as câmeras estavam registrando a cena e declarou que a ação foi ilegal. “A ação começou completamente legítima. (…) Num determinado momento, esse homem já estava rendido quando os policiais efetivaram os disparos, sem nada que os justificasse”, afirmou Massera.

Os policiais utilizavam um modelo de câmera corporal cujo acionamento é manual. Segundo a corporação, um dos agentes ativou seu equipamento, o que acionou automaticamente as demais câmeras dos policiais em um raio de até 20 metros via conexão bluetooth.

Divergência de relatos

Ao serem questionados por um superior logo após o ocorrido, os policiais afirmaram que os suspeitos faziam movimentos suspeitos atrás da cama e que visualizaram um “cabo de madeira”, o que justificaria os disparos.

Entretanto, as gravações mostram os suspeitos com as mãos à mostra e rendidos. Após os tiros, as imagens registram os policiais conversando de forma a sugerir que o jovem estava armado (“Tava armado, c******. Tava armado”) e efetuando mais um disparo contra a parede enquanto ordenavam que os suspeitos “soltassem a arma”.

O Tribunal do Júri absolveu Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima. A decisão, tomada por um conselho de sentença formado por sete jurados, resultou na expedição de alvará de soltura para os policiais, que estavam no Presídio Militar Romão Gomes.

Segundo o g1 e a TV Globo, os advogados Gabriela Amoras Silva, Jonatha Carvalho Matos e Wilson Zaska, que representam a família de Igor, informaram que recorreram da sentença. Em nota, afirmaram que a absolvição é “manifestamente contrária às provas produzidas nos autos” e disseram confiar que o Tribunal de Justiça determinará a realização de um novo julgamento.

A apelação baseia-se em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2024, que permite recorrer de decisões absolutórias do Tribunal do Júri quando estas contrariam as provas dos autos por motivos de clemência ou compaixão.

A investigação do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) também apontou que a ação se tratou de uma execução.



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Como desastre em Mariana (MG) pode estar por trás de deformações recordes em peixes


Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) registraram taxa recorde de deformações em peixes no litoral norte do Espírito Santo. O estudo constatou que 60,5% dos exemplares de Stellifer naso apresentavam anomalias. A espécie é popularmente conhecida como cabeçudo-preto ou tambor-estrela.

O percentual com malformação supera os registros anteriores descritos na literatura científica brasileira. Até então, o maior índice era de 27,1%, observado em bagres da espécie Cathorops spixii.

Publicado na revista Ocean and Coastal Research, o trabalho aponta que a alta incidência de deformidades pode estar relacionada à contaminação ambiental persistente causada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

Segundo o pesquisador Jonas Andrade-Santos, do Museu Nacional da UFRJ, os peixes foram coletados em maio de 2022, quase sete anos após o desastre, na foz do Rio São Mateus, próximo ao município de Conceição da Barra (ES).

“Comparando com outros trabalhos similares no Brasil e também expandindo para outras regiões, o nosso trabalho teve resultado bem acima da média em quantidade de peixes com anomalias, o que possivelmente está relacionado às marcas do desastre.”

Os cientistas identificaram anomalias nos otólitos sagitais, estruturas localizadas no ouvido dos peixes, responsáveis pelo equilíbrio, orientação espacial e percepção sonora.

O Stellifer naso habita o fundo do mar, em águas rasas. Por permanecer em contato direto com sedimentos onde ficaram depositados rejeitos da mineração transportados pelo Rio Doce, a espécie pode estar mais exposta aos contaminantes presentes na lama.

Os autores destacam que a pesquisa não permite estabelecer relação causal definitiva entre as deformidades e o rompimento da barragem, porque não existem amostras da região coletadas, antes de 2015, para comparação.

Estudo

Segundo Jonas Andrade, essa limitação reforça a importância de ampliar o financiamento de coleções biológicas de referência e subsidiar estudos de longo prazo sobre impactos ambientais.

A equipe pretende analisar quimicamente as amostras para identificar quais minerais estão acumulados nos otólitos, investigar possíveis deformações externas nos peixes e repetir o monitoramento da região nos próximos anos para avaliar se o ecossistema apresenta sinais de recuperação.

“Mais do que um diagnóstico de contaminação, o estudo reforça a necessidade de diálogo entre a ciência e a sociedade para garantir a segurança do ecossistema e das populações locais”, acrescenta Andrade.



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JBS NV cria joint venture com fundo da Indonésia e aporte de US$ 2,5 bi

A JBS N.V. anunciou nesta sexta-feira (7) uma parceria com o braço de investimentos do fundo soberano da Indonésia, a DIM (PT Danantara Investment Management), que prevê um aporte de US$ 2,5 bilhões em uma joint venture para expandir os negócios de proteínas da companhia na Indonésia, em outros países do Sudeste Asiático, na Austrália e na Nova Zelândia. 

Após a integralização do investimento da DIM, a expectativa é que a joint venture obtenha até US$ 2,5 bilhões adicionais por meio de financiamento por meio de dívida externa, elevando a captação total prevista da parceria para até US$ 5 bilhões.

De acordo com a companhia, a joint venture buscará oportunidades em projetos greenfield, brownfield e aquisições na cadeia de produção de proteínas. As regiões abrangidas pela parceria somam aproximadamente 745 milhões de habitantes, o equivalente a 9,2% da população mundial.

Pelos termos do acordo, a JBS transferirá 100% de sua participação nos negócios da Austrália e da Nova Zelândia para uma holding subsidiária integral na Holanda, que será a base da joint venture. A DIM ficará com 25% da nova empresa mediante aporte de US$ 2,5 bilhões, dos quais US$ 800 milhões serão investidos no fechamento da operação. O restante será aportado ao longo de até três anos.

O documento prevê ainda um mecanismo de ajuste de participação societária. Caso o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) médio da joint venture entre 2026 e 2027 fique abaixo do registrado em 2025, a DIM poderá receber ações adicionais como compensação, limitada a uma participação máxima de 30% na empresa.

A governança da joint venture será exercida por um conselho de administração com até sete integrantes, sendo cinco indicados pela JBS, dos quais dois executivos, e dois pela DIM. Determinadas decisões estratégicas, como emissões de ações, reorganizações societárias, alienação de ativos relevantes e contratação de dívida acima de limites previamente estabelecidos, dependerão de aprovação da investidora indonésia.

Segundo a JBS, os recursos do investimento serão destinados conforme um plano de aquisições a ser elaborado pelo conselho da joint venture. Nos dois primeiros anos após a conclusão da operação, os aportes da DIM poderão ser utilizados apenas em projetos e investimentos no setor de proteínas na Indonésia. Depois desse período, os recursos remanescentes poderão financiar oportunidades em todo o Sudeste Asiático, Austrália e Nova Zelândia, incluindo novos empreendimentos, aquisições e projetos de expansão.

O acordo também estabelece um período de cinco anos de restrição à negociação das ações da joint venture. As partes informaram que pretendem realizar um IPO (oferta pública inicial) da empresa. Caso isso não ocorra até o sexto ano após o fechamento da operação, a DIM poderá, em até duas oportunidades, trocar total ou parcialmente sua participação na joint venture por ações de emissão da JBS, observadas as condições previstas no acordo.

A conclusão da parceria ainda depende da obtenção das aprovações regulatórias necessárias, da transferência dos ativos australianos e neozelandeses para a joint venture e do cumprimento de outras condições usuais para esse tipo de transação. A JBS ressaltou que não há garantia sobre o prazo de implementação da parceria nem de sua efetiva conclusão.

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SP tem alerta para ventos de até 100 km/h; Porto de Santos paralisa operação


A Defesa Civil de São Paulo informou que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê ventos de até 100 km/h no Estado nesta sexta-feira (7) acompanhados de chuvas moderadas.

Os impactos já são sentidos em diversas regiões. A capitania dos portos fechou o canal do Porto de Santos para navegação. As travessias de balsas entre Santos e Guarujá e de barcas entre Santos e Vicente de Carvalho foram paralisadas às 6h45 desta sexta. Também foi fechada a travessia entre Guarujá e Bertioga.

De acordo com a capitania, os ventos atingiram 55 km/h e o Porto de Santos entrou na condição de “impraticabilidade”. As travessias entre Santos e Guarujá e entre Santos e Vicente de Carvalho foram retomadas por volta das 7h25.

A empresa de meteorologia Climatempo informou que, na capital, as rajadas de vento podem chegar a 80 km/h. No litoral paulista, na Serra do Mar e no Vale do Paraíba, a previsão é de ventos entre 90km/h e 110 km/h.

Com o alerta, a Enel acionou o plano de contingência para eventos climáticos, reforçando as equipes operacionais e os canais de atendimento ao cliente para eventuais ocorrências que possam afetar o fornecimento de energia. Uma das regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no Estado deve ser a Baixada Santista. Por conta disso, as prefeituras de Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas na rede pública nesta sexta-feira.

A ventania é consequência da chegada de um ciclone extratropical à região Sul do País, na quinta-feira (6). De acordo com a Defesa Civil, nove das 16 regiões administrativas do Estado estão em alerta vermelho, de risco muito alto:

  • Marília;
  • Bauru;
  • Itapeva;
  • Registro;
  • Sorocaba;
  • Campinas;
  • Santos;
  • Vale do Paraíba e litoral norte;
  • Região metropolitana.

As outras sete regiões estão em alerta laranja, de risco alto. “O ciclone vai atingir principalmente o Rio Grande do Sul, onde há condição para eventos extremos. Em São Paulo, o evento chega com uma frente fria”, afirmou o meteorologista do órgão, William Minhoto.

O ciclone é chamado de “bomba” pela característica de ganhar intensidade muito rapidamente, devido à queda acentuada da pressão atmosférica. Segundo Minhoto, a Baixada Santista está entre as regiões de maior risco porque a Serra do Mar impede a ascensão dos ventos, funcionando como um refletor que pode aumentar ainda mais a intensidade da ventania.

“Um ciclone normalmente se mantém durante dois ou três dias na mesma pressão. Esse sistema, porém, teve uma queda acentuada de pressão atmosférica em menos de 24 horas, o que significa que ele terá intensidade mais alta que um ciclone normal”, disse o meteorologista.

O Governo de São Paulo mobilizou desde quinta-feira o Gabinete de Crise para acompanhar a passagem da frente fria. O órgão reúne representantes das principais instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, água e gás, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros para monitorar a evolução das condições meteorológicas e coordenar a resposta às ocorrências.

Entre a tarde e a noite de quinta-feira, a Defesa Civil já havia emitido alertas severos para chuvas e rajadas de vento para dez regiões diferentes do Estado.

O que fazer na ventania?

  • Objetos soltos em quintais, varandas e sacadas, como vasos, cadeiras e brinquedos, devem ser recolhidos ou fixados para evitar que sejam arremessados pelo vento e atinjam alguém;
  • O telhado é um dos pontos mais vulneráveis aos efeitos das rajadas e, por isso, requer manutenção preventiva. Telhas de concreto, metal ou PVC devem estar fixadas corretamente à estrutura;
  • Sinais como telhas quebradas, infiltrações recorrentes, manchas de umidade, estalos durante ventos fortes e rachaduras no forro podem indicar comprometimento da cobertura e exigem avaliação técnica.

Durante a ventania:

  • Evite se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda de galhos e troncos;
  • Fique atento a placas, letreiros, toldos e objetos soltos que podem se desprender;
  • Não se aproxime de fios elétricos rompidos ou caídos, pois há risco de choque elétrico;
  • Em construções ou áreas abertas, redobre a atenção com andaimes, tapumes e estruturas provisórias;
  • Se estiver dirigindo, mantenha distância segura de outros veículos e reduza a velocidade;
  • Atividades em andaimes, telhados ou outras estruturas elevadas devem ser interrompidas enquanto persistirem as condições adversas;
  • Busque abrigo em construções de alvenaria e permaneça longe de janelas de vidro, coberturas metálicas e áreas abertas;
  • Nas rodovias, reduza a velocidade e redobre a atenção devido à possibilidade de baixa visibilidade e queda de galhos.

Após a ventania:

  • Não subir em telhados para realizar reparos enquanto houver risco de novas rajadas ou sem equipamentos adequados de segurança;
  • Caso haja cabos elétricos rompidos, a instrução é manter distância e acionar imediatamente a concessionária de energia ou o Corpo de Bombeiros, no 193;
  • Se o imóvel apresentar rachaduras estruturais, inclinação de paredes ou risco de desabamento, os moradores devem deixar o local e comunicar a Defesa Civil.

Sobre a rede elétrica:

  • Não se aproximar de cabos partidos;
  • Não tocar em objetos metálicos como semáforos, postes de iluminação pública, pontos de ônibus, portões e grades, especialmente em áreas alagadas;
  • Retirar os equipamentos da tomada e manter fora do alcance da água;
  • Buscar abrigo em locais seguros e afastados de estruturas suscetíveis a danos, como postes, árvores e fiações elétricas;
  • Evitar permanecer em áreas arborizadas durante a tempestade, pois há risco de queda de árvores.



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RJ mantém alerta para ventos fortes nesta sexta; aulas foram suspensas


A cidade do Rio de Janeiro permanece em Estágio 2 de alerta na manhã desta sexta-feira (7) devido aos ventos moderados e fortes registrados durante a madrugada. Às 5h05, a Defesa Civil emitiu um alerta para a população recomendando que os deslocamentos sejam feitos apenas em caso de necessidade.

Segundo o Centro de Operações Rio (COR), a estação meteorológica do Vidigal registrou rajadas de 43,1 km/h às 2h20, 54,6 km/h às 2h45, 48,9 km/h às 2h50 e 51,8 km/h às 3h15.

A previsão indica que as rajadas podem superar 90 km/h em diferentes regiões da cidade ao longo do dia, elevando o risco de queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e outros transtornos.

Como medida preventiva, as aulas da rede pública municipal foram suspensas nesta sexta-feira. As autoridades orientam a população a evitar áreas com árvores, estruturas metálicas e placas de publicidade durante as rajadas de vento, além de acompanhar as atualizações pelos canais oficiais do Centro de Operações Rio e da Defesa Civil.



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Brasil busca reduzir dependência de exportações de pescado aos EUA

A busca de novos mercados para o pescado brasileiro ganhou ainda mais importância após a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo, a medida reforça a necessidade de diversificar os destinos das exportações e reduzir a dependência do mercado norte-americano.

De acordo com o ministro, atualmente cerca de 50% das exportações brasileiras de pescado têm como destino os Estados Unidos, cenário que expõe o setor a riscos comerciais. “Essa taxação nos mostra que a gente precisa ampliar cada vez mais novos mercados”, afirmou.

Araújo destacou que, desde 2023, o Brasil abriu mais de 19 novos mercados para produtos da pesca e da aquicultura. Agora, o governo concentra esforços na abertura de mercados considerados estratégicos, como a União Europeia e o Reino Unido. Segundo ele, uma missão técnica da União Europeia esteve no Brasil no mês passado para avançar nas negociações.

Entre os produtos atingidos estão o filé de tilápia congelado, outros filés congelados de peixes, outras carnes de peixes frescas, refrigeradas ou congeladas, lagostas vivas, frescas ou refrigeradas, além de algas para alimentação humana, outras algas e farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para consumo humano.

Também serão taxados outros peixes enquadrados na NCM 0302.59.00, que inclui espécies das famílias Bregmacerotidae e Gadidae.

Ainda de acordo com o ministério, os produtos isentos corresponderam a 89,2% do valor exportado aos Estados Unidos em 2025 e a 93,6% do valor exportado em 2026 (até junho), abarcando itens de maior relevância na pauta setorial, como tilápias, atuns, espadarte e lagostas congeladas.

Alguns produtos da cadeia pesqueira brasileira ficaram de fora da medida anunciada pelo governo norte-americano, no âmbito da investigação da Seção 301.

Entre os itens isentos estão albacora-laje, albacora-bandolim, cavalinhas, espadarte, tilápia fresca, tilápia inteira congelada, filé de tilápia fresco, lagosta congelada e outros peixes congelados classificados como corvina, pescadas, pargo, peixe-sapo, garoupas, tainhas e cherne-poveiro.

Consumo interno

Além da estratégia voltada ao comércio exterior, o ministro defendeu o fortalecimento do mercado interno por meio do aumento do consumo de pescado pelos brasileiros. Atualmente, o consumo médio nacional é de cerca de 12 quilos por habitante ao ano, abaixo da média mundial, de aproximadamente 20 quilos.

Segundo Araújo, o cenário é ainda mais desafiador nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, onde o consumo gira em torno de 5 quilos por habitante ao ano. Para ele, é preciso incentivar o consumo durante todo o ano e não apenas em períodos tradicionais, como a Semana Santa e o Natal.

O ministro afirmou que uma das principais medidas para tornar o pescado mais acessível foi a aprovação da isonomia tributária para a ração utilizada na aquicultura. A expectativa do governo é de uma redução de até 6% nos custos de produção, com reflexos nos preços pagos pelo consumidor.

“O objetivo é que essa redução não fique apenas com o produtor, mas também seja percebida pela população”, disse.

Araújo acrescentou que o governo também trabalha para fortalecer toda a cadeia da pesca e da aquicultura, desde os pescadores até as empresas exportadoras. Segundo ele, o aumento da renda disponível das famílias também pode estimular o consumo de proteínas de maior qualidade.

“O pescado é um alimento altamente nutritivo, de baixo impacto ambiental e que precisa fazer parte da alimentação dos brasileiros com mais frequência”, afirmou.

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