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Loja da Americanas em Brasília 27/06/2024 REUTERS/Adriano Machado
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia nesta segunda-feira (31) contra ex-executivos da Americanas acusados de envolvimento no escândalo de fraude bilionária que levou a rede de varejo a pedir recuperação judicial em 2023, informou o MPF.
Os procuradores não divulgaram, em um primeiro momento, os nomes dos denunciados.
No entanto, uma fonte com conhecimento direto da denúncia disse que 13 pessoas foram denunciadas, incluindo o ex-presidente da Americanas, Miguel Gutierrez, apontado como líder do esquema.
A informação sobre a denúncia contra Gutierrez e demais ex-executivos foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pela Reuters com a fonte com conhecimento da investigação.
Procurada pela Reuters, a defesa de Gutierrez disse que não irá comentar.
Ele foi denunciado pelos crimes de organização criminosa, insider trading, manipulação e falsidade ideológica em uma fraude de quase R$23 bilhões, segundo a fonte.
Segundo a reportagem de O Globo, os promotores também apresentaram denúncia contra os ex-executivos de alto escalão da Americanas Anna Saicali, José Timotheo de Barros e Márcio Cruz Meirelles.
O advogado de Timotheo de Barros disse que demonstraria que a acusação foi precipitada e carece de imparcialidade. Um representante de Saicali se recusou a comentar, e um representante de Cruz não respondeu imediatamente a um pedido de comentário fora do horário comercial.
A Americanas iniciou uma arbitragem contra os quatro ex-executivos no início deste ano.
Em outubro passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)acusou os quatro, juntamente com outros ex-gestores da empresa, de uso de informação privilegiada.
No início de 2023, a Americanas revelou inconsistências contábeis que levaram a empresa a pedir recuperação judicial e, posteriormente, disse que havia sido impactada por atividades fraudulentas de sua antiga gestão.
(Reportagem adicional de Ricardo Brito, em Brasília, e André Romani, em São PauloEdição de Alberto Alerigi Jr., Fabrício de Castro e Pedro Fonseca)
A Vale anunciou nesta segunda-feira (31) que acertou com a Global Infrastructure Partners (GIP) um acordo para formar uma joint-venture na Aliança Energia, em que receberá US$1 bilhão em dinheiro e terá uma participação de 30% no empreendimento.
A mineradora afirmou em fato relevante ao mercado que a GIP terá o restante da joint-venture e que com a transação vai garantir “volume estratégico de geração de energia para manter a matriz elétrica, que é 100% baseada em fontes renováveis no Brasil”.
Além disso, a Vale afirmou que o negócio “garante custos de energia competitivos, com preços definidos em dólares americanos sem ajuste de inflação”.
Em meados de fevereiro a Reuters publicou, citando fontes, que a mineradora tinha avançado nas negociações para vender à GIP uma fatia majoritária na Aliança Energia e em um complexo solar.
A Vale passou a ter 100% do capital da Aliança Energia no ano passado, depois de ter adquirido 45% que estavam nas mãos da Cemig por R$2,7 bilhões.
A mineradora afirmou nesta segunda-feira que a Aliança Energia passará a consolidar os ativos da usina fotovoltaica Sol do Cerrado e a integralidade da hidrelétrica Risoleta Neves, ambos em Minas Gerais.
Além disso, o negócio envolve outras seis hidrelétricas em Minas Gerais e outros três parques eólicos no Rio Grande do Norte e Ceará.
“Juntos, esses ativos alcançam 2.189 MW em capacidade instalada e 1.003 MW médios de garantia física”, afirmou a mineradora.
Hollywood descobriu Deus bem antes da Netflix. Em 1956, Os Dez Mandamentos, de Cecil B. DeMille, colocou Moisés na tela grande com tanta pompa que Charlton Heston virou ícone bíblico — e também político, mas isso é outro capítulo. O filme custou o equivalente a US$ 155 milhões em valores corrigidos pela inflação, rendeu US$ 1,2 bilhão e virou um clássico da era dos épicos bíblicos.
Mais recentemente, tivemos A Paixão de Cristo (2004), O Céu é de Verdade (2014), Deus Não Está Morto (2014), Quarto de Guerra (2015)… Mas, se antes a fé era exceção no mercado audiovisual, agora virou catálogo.
Segundo a The Economist, que publicou em março um panorama global sobre o tema, o número de filmes religiosos nas plataformas de streaming saltou de cerca de 200 em 2022 para 487 em 2025, somando os catálogos de Netflix, Prime Video e outras gigantes. Somente em 2024, sete novos projetos cristãos foram aprovados por esses serviços – um salto em relação aos anos anteriores, quando praticamente nada desse tipo passava no comitê de orçamento.
The Chosen, por exemplo, foi recusada por todos os estúdios tradicionais antes de ser financiada por crowdfunding – “uma vaquinha”. A produção, que retrata a vida e os milagres de Jesus Cristo, já soma 280 milhões de visualizações globais e já entrou no catálogo da Netflix. No Brasil, a série foi exibida pelo SBT em horário nobre — a primeira TV aberta do mundo a fazer isso, segundo o canal.
De acordo com a Associação Brasileira de Empresas e Profissionais Evangélicos (Abrepe), o setor do entretenimento cristão movimenta R$ 21,5 bilhões no Brasil – o dado é de 2022, o mais recente disponível – e gera até dois milhões de empregos diretos e indiretos.
Boa parte dessa força vem da TV. A Record, controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus, consolidou as novelas bíblicas como carro-chefe da emissora. A virada aconteceu em 2015, quando Os Dez Mandamentos cravou 28 pontos no Ibope na Grande SP com a cena da abertura do Mar Vermelho. No cinema, o filme derivado da novela levou 11,3 milhões de pessoas aos cinemas, segundo a Ancine. Um marco para o audiovisual brasileiro — e um susto para a Globo Filmes.
No SBT, o movimento foi mais tímido, mas não menos calculado. Com Daniela Beyruti, evangélica, à frente da presidência da emissora, o canal tem se aproximado discretamente do público cristão. Exibir The Chosen foi um gesto estratégico: ocupou o horário pós-novela da Globo e colou o selo de “programação família” que agrada a uma parte crescente da população.
Fé no fone
Se a TV mostrou o potencial do conteúdo cristão, o streaming e os podcasts provaram que a demanda não é episódica — é diária.
Em 2024, o podcast Café com Deus Pai, do pastor Junior Rostirola, se tornou o mais ouvido do Brasil no Spotify, segundo o ranking da própria plataforma. São mais de 3 milhões de seguidores e episódios que ultrapassam os 200 mil plays diários.
Não é um caso isolado. Podcasts como Metanoia, Irmãos.com e os conteúdos como o de Frei Gilson no YouTube mostram que tanto evangélicos quanto católicos têm construído seus próprios ecossistemas de mídia digital.
Junior Rostirola, do podcast ‘Café com Deus pai’. Foto: Divulgação
No YouTube, o gospel foi o gênero musical mais buscado em várias regiões brasileiras em 2023, de acordo com o relatório anual da própria plataforma. O estilo também cresceu 46% em ouvintes no Spotify no mesmo ano.
Multiplicação de plataformas
Não é que o conteúdo cristão não existia antes. O que mudou foi o ambiente.
De um lado, a multiplicação de plataformas — Netflix, Prime Video, YouTube, Spotify, Instagram, podcasts — reduziu a dependência de um grande estúdio ou emissora. Hoje, é possível escalar um conteúdo cristão por meio de comunidades digitais ativas. Os produtores de The Chosen, por exemplo, mantêm um app gratuito com episódios legendados.
Do outro, há uma mudança demográfica real: a população evangélica no Brasil passou de 9% em 1991 para mais de 31% em 2022, segundo o Censo do IBGE. E as projeções indicam que, até 2030, os evangélicos podem ultrapassar os católicos como o maior grupo religioso do país.
Esse público consome conteúdo com valores específicos e quer se ver representado — seja numa novela bíblica, num devocional de cinco minutos ou num podcast de fé com linguagem moderna. Para as plataformas, é o melhor dos mundos: uma base fiel (literalmente), com alto engajamento e consumo recorrente.
Não são só os evangélicos. Cada vez mais grupos católicos focam nas novas mídias como estratégia de evangelização.
A Canção Nova, comunidade católica conhecida por seu canal de TV, também se transformou em uma operação multiplataforma com forte presença no YouTube, Spotify e eventos ao vivo. Já a Comunidade Católica Shalom, um grande grupo de eventos religiosos com sede em Fortaleza (CE), produz conteúdos com músicas, pregações e lives, especialmente voltados aos mais jovens.
A fé sempre foi um bom enredo. O que mudou foi o formato — e a percepção de que conteúdo cristão pode ser, sim, entretenimento de massa, uma aposta de quem busca audiência estável num mar de algoritmos voláteis. E, no caso das tramas bíblicas, há ainda a vantagem de não ter de pagar direitos autorais.
O Brasil está na linha de frente desse movimento. Com milhões de fiéis, produtoras especializadas e um público cada vez mais online, o país é simultaneamente consumidor e exportador desse novo tipo de storytelling.
Dá pra dizer que a fé virou mercado? Sim. Mas talvez seja mais preciso dizer que ela virou plataforma. E engajamento. Ter seguidores, afinal, nunca foi tão importante.
Unidade do Carrefour em São Paulo (SP). REUTERS/Nacho Doce
O Carrefour Brasil informou nesta terça-feira (1) que um de seus principais acionistas, o grupo Península, a empresa de gestão de ativos da família Diniz Península, passaram por uma reorganização societária, resultando na desvinculação do Fundo de Investimento em Participações (FIP) da gestão da Península Partners.
Por conta dessa reorganização societária, a participação do grupo na rede de varejo caiu para menos de 5%.
Segundo o comunicado, o Península II Fundo de Investimento em Participações — Multiestratégia (FIP) “deixou de estar sob gestão da Península Partners Gestão de Investimentos”.
Com isso, as participações da Península no Carrefour caíram de 7,3%, segundo informações do Carrefour Brasil, para 4,9%, o equivalente a cerca de 103,5 milhões de ações.
“O FIP, por sua vez…passou a deter 50.690.286 ações ordinárias de emissão da companhia, que representam cerca de 2,403% de seu capital social”, afirmou o Carrefour Brasil.
A rede de varejo citou que a fatia do FIP passará a ser computada como parte do free float.
Representantes da Península não puderam ser contatados de imediato para comentar o assunto.
Em fevereiro de 2025, a empresa Grupo Carrefour Brasil anunciou que seu controlador, o grupo francês Carrefour, propôs transformar a companhia em subsidiária integral, retirando-a da bolsa brasileira B3.
Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.
As Casas Bahia informou nesta terça-feira (1) que recebeu um pedido de fundos ligados a Michael Klein, da família fundadora da companhia, para convocação de assembleia de acionistas para votação sobre destituição de membros do conselho de administração, incluindo o presidente, Renato Carvalho do Nascimento.
A proposta visava discutir a destituição não só de Nascimento, mas também de Rogério Paulo Calderón Peres do conselho de administração. Ao mesmo tempo, os fundos propõem a eleição de Michael Klein e Luiz Carlos Nannini para os cargos.
De acordo com fato relevante das Casas Bahia, os acionistas, que detêm 9,49% do capital social, também solicitam a caracterização de Luiz Carlos Nannini como membro independente do conselho.
A empresa está analisando o pedido e, após cumprir os requisitos legais, convocará a AGE para deliberar sobre as mudanças propostas na administração.
“A companhia esclarece que o requerimento se encontra em análise pelos seus órgãos competentes e, uma vez cumpridos os requisitos aplicáveis, a companhia convocará a AGE, dentro do prazo legal”, afirmou a empresa no comunicado.
Em março de 2025, a empresa Grupo Casas Bahia propôs aos acionistas a adoção de um mecanismo de “poison pill” para evitar ofertas hostis, como parte de um plano de retenção e estabilidade em meio à alta nas ações, que já sobem mais de 200% no ano.
Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.
A Fortescue está trabalhando com o governo brasileiro em formas de viabilizar sua unidade de fabricação de hidrogênio verde em Pecém (CE) após uma importante autorização negada, disse um executivo da companhia australiana nesta terça-feira.
Com 1,2 gigawatt (GW) de capacidade de eletrólise e investimentos estimados em R$20 bilhões, a planta projetada pela Fortescue vem avançando nas fases de engenharia e análise de custos, mas teve acesso à rede elétrica negado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o que impede o abastecimento da planta com a energia renovável necessária para a produção do combustível.
A negativa pode atrasar a decisão final de investimento prevista para 2026.
“Todos os projetos grandes de hidrogênio, como também de data centers, tiveram parecer de acesso negado, por questões do ONS, que quer fazer estudos… Não estou questionando isso, a questão agora é que temos que dar resposta para os investidores, porque causa insegurança jurídica”, afirmou Luís Viga, country manager da Fortescue no Brasil, a jornalistas após participar de evento.
Segundo o executivo, depois de o problema ter sido apontado, o Ministério de Minas e Energia já encomendou estudos para uma expansão da rede de transmissão de energia da ordem de 4 GW, sendo que parte dessa ampliação poderá atender o projeto de hidrogênio da mineradora.
“Essa (expansão da) transmissão está com prazo hoje para 2032… Os projetos que já estão começando, com a decisão de investimento mais próxima para gerar emprego, renda, arrecadação fiscal, tem uma necessidade para 2029. Então, o desafio é trazer de 2032 para 2029 essa conexão”.
Viga apontou que o desenvolvimento da planta de hidrogênio verde em Pecém, que é prioritário para a companhia no mundo, está dentro do cronograma para a tomada da decisão final de investimentos em 2026, mas que isso pode atrasar se o problema da conexão à rede elétrica não for solucionado.
“Hoje a gente consegue resolver ainda, mas vamos ter que andar rápido”, disse.
O executivo defendeu que a indústria interessada em produzir hidrogênio verde no Brasil precisa confirmar sua “vontade de realmente fazer”, uma vez que esses projetos são grandes consumidores de energia e o sistema elétrico precisará ser ampliado para dar conta dessa nova carga, elevando os custos a todos os consumidores do país.
Segundo ele, uma forma de garantir o comprometimento de investidores em prosseguir com os projetos de hidrogênio verde é exigir garantias bancárias, como tem sido feito em países da Europa.
O country manager da Fortescue afirmou ainda que a companhia já tem alguns “offtakers” (consumidores) identificados para sua produção de hidrogênio verde do Brasil.
“A gente está em um processo de fechamento dos nossos custos. Temos quatro empresas ‘triple A’ de engenharia contratadas, que estão terminando a engenharia agora na metade do ano… Com os custos (definidos), a gente vai no mercado falar com os ‘offtakers para começar a discutir contratos firmes”.
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Cegonhas extraem petróleo do campo chamado Loma Campana, localizado a poucos quilômetros da cidade de Añelo, na área de Vaca Muerta. Foto: Getty Images
A TotalEnergies exportou gás natural do campo de Vaca Muerta na Argentina para a brasileira Matrix Energia, usando um conjunto de gasodutos bolivianos pela primeira vez, disse a Matrix em comunicado nesta terça-feira (1º).
Empresas e governos da Bolívia, Argentina e Brasil negociam acordos há mais de um ano, tentando garantir uma rota de longo prazo para o gás argentino chegar a um dos mercados de gás mais importantes da América Latina.
De acordo com fontes a par do assunto, cerca de 500 mil metros cúbicos foram exportados pelo gasoduto boliviano nesta terça-feira.
O contrato é spot, o que significa que o fornecimento pode ser interrompido durante o inverno, quando a demanda na Argentina é maior, disse uma das fontes à Reuters.
“A inédita operação tem como objetivo atestar a viabilidade técnica da rota logística, que passa pela interconexão de diferentes agentes ao longo da cadeia de suprimento”, disse a Matrix, em nota.
Acordos de importação de gás
A companhia acrescentou que o movimento foi fruto de acordos de importação de gás, firmados entre Matrix Energia e TotalEnergies Argentina, e da contratação do serviço de agregação e transporte pela Matrix Energia junto à YPFB, consistente com o acordo operacional tripartite comunicado a mercado ao final de 2024.
Um grande impedimento para a operação foi uma intenção inicial da Bolívia em cobrar uma taxa pelo uso de sua infraestrutura, preferindo uma opção que a veria comprar gás da Argentina e depois revender ao Brasil, disseram fontes à Reuters no ano passado.
Mas as negociações melhoraram nos últimos meses, com vários possíveis contratos de fornecimento identificados, acrescentaram as fontes.
O gasoduto transportou durante anos gás boliviano para o Brasil e a Argentina, mas, à medida que a produção de gás da Bolívia diminuiu, os volumes exportados também têm caído.
Se as exportações perdurarem, elas também representarão um triunfo para a Argentina, cuja produção de gás está crescendo sob as políticas favoráveis ao mercado do presidente Javier Milei, abrindo uma nova fonte de receita para o país, que até recentemente tinha um déficit em sua balança comercial de energia.
A empresa estatal de energia da Bolívia YPFB não respondeu imediatamente a um pedido da Reuters para comentar sobre as novas exportações por meio de gasodutos bolivianos.