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Bitcoin volta a cair com tensão global e crise nos títulos do Japão


Pelo terceiro dia seguido, o bitcoin (BTC) e as principais criptomoedas amanheceram no vermelho. Dois fatores principais pesam sobre o setor nesta quarta-feira (21): a tensão geopolítica envolvendo os Estados Unidos e a Europa e o aumento da pressão vindo do Japão.



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União Europeia está totalmente preparada para reagir às tarifas de Trump, diz Ursula von der Leyen


A União Europeia está pronta para reagir às ameaças de tarifas de Donald Trump, enquanto ele busca assumir o controle da Groenlândia, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, endurecendo sua retórica contra o presidente dos Estados Unidos.

“Estamos em uma encruzilhada”, disse von der Leyen, a principal autoridade executiva da UE, ao discursar diante do Parlamento Europeu em Estrasburgo, nesta quarta-feira. “A Europa prefere o diálogo e soluções, mas estamos totalmente preparados para agir, se necessário, com unidade, urgência e determinação.”

De forma incisiva, von der Leyen também argumentou que não havia retorno à ordem mundial que a Europa passou décadas construindo com a cooperação dos EUA.

“A mudança na ordem internacional não é apenas sísmica, mas ela é permanente”, disse. “Agora vivemos em um mundo definido pelo poder bruto.”

“Embora muitos de nós possamos não gostar disso”, acrescentou, “temos que lidar com o mundo como ele é agora”.

O discurso de Von der Leyen indicou uma guinada para uma abordagem mais incisiva diante das ameaças persistentes de Trump à Europa. Isso ocorre à medida que a chefe da UE enfrenta pressão para reagir com mais firmeza à agressão global de Trump.

Trump deve discursar no Fórum Econômico Mundial em Davos, mais tarde nesta quarta-feira, com as capitais da UE atentas a qualquer sinal sobre se ele pretende atenuar sua promessa de impor novas tarifas à Europa.

No sábado, Trump anunciou uma tarifa de 10% sobre produtos de oito países europeus a partir de 1º de fevereiro, subindo para 25% em junho, a menos que lhe seja permitido adquirir a Groenlândia, um território semiautônomo da Dinamarca, aliada da Organização do Tratado do Atlântico Norte e membro da UE. Os líderes do bloco realizarão uma reunião de emergência em Bruxelas na quinta-feira para analisar possíveis medidas retaliatórias.

Von der Leyen afirmou que as tarifas adicionais seriam “simplesmente erradas”, visto que a UE e os EUA compartilham da mesma avaliação estratégica sobre a segurança no Ártico.

“Se estivermos agora mergulhando em uma perigosa espiral descendente entre aliados, isso apenas encorajará os próprios adversários que ambos estamos tão empenhados em manter fora do nosso cenário estratégico”, acrescentou, ecoando um discurso feito na terça-feira ao público de Davos.

O Parlamento Europeu já se prepara para adiar a votação sobre a ratificação de um amplo acordo comercial entre a UE e os EUA devido à crise sobre a Groenlândia.

Von der Leyen reiterou que o bloco também está se preparando para apoiar a Groenlândia com uma “grande onda de investimentos europeus na ilha semiautônoma para apoiar a economia e a infraestrutura local”.

Além disso, ela afirmou que a UE “reforçará os nossos arranjos de segurança” com o Reino Unido, o Canadá, a Noruega e a Islândia, e trabalhará em uma nova estratégia de segurança nos próximos meses.

“Acredito que a própria Europa precisa reavaliar sua estratégia de segurança mais ampla”, afirmou. “O mundo mudou muito rápido, e a Europa agora precisa mudar com ele.”



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Ibovespa supera os 171 mil pontos em novo recorde. Em dólar e com inflação, a história é outra.


A bolsa brasileira continua surfando a onda da diversificação internacional, que vem ganhando ainda mais impulso diante de um cenário geopolítico cada vez mais crítico. O movimento de investidores globais de reduzir a concentração dos portfólios nos EUA continua empurrando a bolsa para novos níveis – e o Ibovespa, nesse cenário, passou pela primeira vez a histórica marca dos 171 mil pontos.

O principal índice da B3 fechou o pregão de hoje aos 171.817 pontos, em alta de 3,33%, amparado pelas ações das maiores empresas da bolsa, sobretudo a Vale. Em um movimento de maior procura por ativos de risco, o dólar também manteve a trajetória de queda frente ao real. A moeda americana caiu 1,13%, cotada a R$ 5,32.

No entanto, quando outros elementos entram na conta, a história muda bastante. Apesar de ter alcançado a maior pontuação nominal da história, o Ibovespa ainda está longe de seus recordes quando ajustado pela inflação ou convertido para dólares.

O nível de 171.817 pontos representa apenas o recorde nominal, sem considerar esses efeitos. O recorde real é bem mais alto.

Em 20 de maio de 2008, o Ibovespa chegou a 73.517 pontos. Corrigido pelo IPCA acumulado desde então, esse patamar equivale hoje a cerca de 193 mil pontos. Para superá-lo, o índice ainda precisaria subir aproximadamente 12,5%.

Há também outra forma de olhar o recorde: o pico do índice em dólar. Nesse critério, a distância é ainda maior. Em 2008, o Ibovespa equivalia cerca de 44,5 mil pontos em dólar, num momento em que a moeda americana era negociada a R$ 1,65.

Com o dólar em torno de R$ 5,32, os 171 mil pontos atuais do Ibovespa correspondem a 32,3 mil pontos em dólar. Isso significa que o índice ainda teria de avançar cerca de 27,5% em moeda americana para igualar o recorde – o que, aos preços de hoje, implicaria superar a faixa dos 237 mil pontos.

A geopolítica tem sido o principal fator de influência no comportamento dos mercados recentemente. A retórica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma eventual anexação da Groenlândia, que faz parte da Dinamarca, tem inspirado temores sobre uma guerra comercial internacional.

Sob esse pano de fundo, investidores vêm a possibilidade de uma intensificação do fluxo comercial entre a Europa e os países do Mercosul após a aprovação do acordo entre os blocos. A aposta é que as ações de Trump acabem por reforçar ainda mais a corrente de negócios entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e as nações da União Europeia.

No discurso em Davos nesta quarta-feira (21), Trump deu um passo atrás na escalada dos conflitos ao descartar o uso da força militar para obter o território autônomo, o que contribuiu para um dia mais favorável a ativos de risco hoje. Mesmo assim, o republicano tem sustentado as ameaças tarifárias que pretende usar para anexar a Groenlândia. Trump afirmou que “não há volta” em seu objetivo de controlar a ilha.

O uso de um tom menos agressivo no dia sobre o tema ajudou a impulsionar não só a bolsa brasileira, mas também os principais índices do mercado americano. As bolsas de Nova York reforçaram as altas após o discurso: o S&P 500 subiu 1,16%, o Nasdaq avançou 1,18% e o Dow Jones teve alta de 1,21%.

Na cena local, os investidores avaliam os dados da mais recente pesquisa eleitoral da Atlas/Intel. O levantamento mostrou queda na vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em um eventual embate entre os dois nas urnas.

Segundo a sondagem, a diferença no segundo turno caiu para 4 pontos percentuais, com o petista marcando 49% dos votos contra 45% do senador.



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Will Bank: quem já recebeu dinheiro do Master pode ficar fora da cobertura do FGC; entenda


Quem já bateu no teto de ressarcimento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com CDBs do Master e tem aplicações no Will Bank não vai ter direito a receber o pagamento.

Isso vale para quem aplicou em CDBs do Will Bank após 30 de agosto de 2024. É que o Master incorporou a fintech naquela data – a da publicação do ato no Diário Oficial. E a regra do FGC é clara: o limite de R$ 250 mil reais por CPF e CNPJ vale por instituição financeira ou conglomerado financeiro.

Para quem comprou os CDBs antes de agosto de 2024, a história é outra. Aí vale o limite de R$ 250 mil, mesmo se essa pessoa também tiver títulos do Banco Master.

Para ficar ainda mais claro: se o investidor já tem R$ 250 mil a receber por conta dos CDBs do Master, mas também aplicou em CDBs do Will Bank a partir de agosto de 2024 perde o direito a receber esse valor, qualquer que seja o montante, por já ter atingido o teto de ressarcimento. Veja no site do fundo essas informações.

O que mais entra na conta?

Vale também reforçar que, quando um banco é liquidado, não são só os CDBs que deixam de ser negociados. Outros produtos financeiros são congelados: conta corrente, poupança, RDBs (Recibos de Depósito Bancário) – semelhantes a um CDB comum, mas, em geral, com menos liquidez – e letras de crédito, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

É a autoridade que escolhe um liquidante, responsável por montar a lista de credores do banco e enviar ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobrirá os valores de todos esses produtos segundo as regras.

Em casos como esse, vale também destacar que as dívidas dos clientes com o banco não são automaticamente canceladas. As obrigações contratuais continuam válidas e o não pagamento delas pode resultar na cobrança de juros e multa, conforme previsto em contrato.

A liquidação afeta a instituição financeira, mas não anula as dívidas assumidas pelos clientes. É o caso do uso do cartão de crédito, que é juridicamente uma forma de empréstimo.

Quem assume o volante agora?

O liquidante é quem assume o controle total do banco. Cabe a ele levantar todos os ativos (o que o banco tem a receber ou pode vender) e todos os passivos (o que o banco deve). Com base nisso, o liquidante verifica individualmente o crédito de cada cliente, conferindo saldos de contas correntes, poupança e outros depósitos.

A partir desse momento, os clientes passam a ser formalmente reconhecidos como credores da massa de liquidação, ou seja, pessoas ou entidades que têm valores a receber do banco encerrado. Uma lista é montada e enviada ao FGC, que só então consegue montar o cronograma de devolução do dinheiro.

Como os credores do Banco Master já estão recebendo os recursos, espera-se que o pagamento dos credores do Will Bank não demore tanto quanto no caso do seu controlador. Mesmo assim, não há no momento uma previsão para isso.

Como funciona o recebimento?

Quando o saldo do cliente nos produtos financeiros está dentro do teto de pagamento do FGC, o dinheiro é devolvido independentemente do sucesso ou do tempo da liquidação do banco. Esse pagamento ocorre após o envio da lista do liquidante e não depende da venda dos bens da instituição.

De forma simplificada, os créditos com garantias legais – entre eles os valores pagos pelo FGC – são atendidos antes. Em seguida, entram os demais credores sem garantia específica, como clientes com saldos de conta corrente acima do limite protegido.

Somente se houver recursos suficientes após o pagamento das etapas prioritárias é que os credores seguintes recebem. Essa parte do dinheiro permanece vinculada à liquidação e só será devolvida se houver recursos suficientes após a venda dos ativos do banco, como imóveis, participações societárias e outros bens.

Se o patrimônio do banco for insuficiente, parte desses credores pode receber apenas uma fração do valor ou, em casos extremos, não receber. Dependendo da situação financeira do banco, esse processo pode levar anos.



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O que é o Will Bank, banco digital liquidado pelo Banco Central


O Will Bank, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central (BC), era um banco digital integrado ao grupo do Banco Master, com foco em clientes de baixa renda e atuação mais concentrada em regiões como o Nordeste. A instituição vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária desde que o Master foi liquidado, em novembro de 2025.

Adquirido pelo Banco Master em 2024, o Will Bank foi concebido como uma plataforma de inclusão financeira, com oferta de produtos básicos como conta digital gratuita, cartão e linhas de crédito voltadas a públicos de menor renda.

Além do foco em inclusão financeira, o Will Bank também buscava se diferenciar pela linguagem informal adotada em seus canais de comunicação. Em redes sociais e materiais institucionais, o banco evitava o jargão financeiro tradicional e falava diretamente com o público em tom coloquial, usando primeira pessoa, emojis e frases curtas para reforçar a ideia de diálogo “de igual para igual”.

A estratégia era se apresentar como uma instituição acessível, que colocava a pessoa antes do currículo ou do cargo e tentava reduzir a distância entre banco, clientes e colaboradores.

Banco Master

Quando o Banco Master foi liquidado, no fim de 2025, o BC não estendeu a medida imediatamente ao Will Bank, ao avaliar que havia possibilidade de venda da operação no mercado. A expectativa era preservar os serviços, manter a base de clientes e reduzir o impacto para investidores e para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

As negociações com potenciais compradores, incluindo grupos estrangeiros, no entanto, não avançaram dentro do prazo considerado viável pelo regulador.

Queda e liquidação

Nos últimos dias, a situação operacional do banco se deteriorou. Em 19 de janeiro, o Will Bank descumpriu obrigações com o arranjo de cartões da Mastercard, que suspendeu o uso dos cartões da instituição por falta de pagamentos. O episódio aumentou a pressão sobre a liquidez da financeira.

Diante da insolvência, da persistente fragilidade financeira e do vínculo de interesse com o Banco Master, o Banco Central concluiu que a continuidade da operação não era mais viável e decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento.

O desfecho marca mais um capítulo da crise envolvendo o Master e suas controladas e evidencia os limites de sustentabilidade de modelos que dependem fortemente de liquidez e confiança, mesmo quando associados a propostas de inclusão financeira.

O impacto para o FGC

Com a liquidação, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) passa a ser responsável por ressarcir investidores e correntistas dentro dos limites legais. Os pagamentos só poderão ser iniciados após o envio da lista oficial de credores pelo liquidante, etapa necessária para a definição do cronograma de devoluções.

Segundo dados do Banco Central, o Will Bank tinha cerca de R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo, majoritariamente em CDBs, em setembro de 2025 — valor que pode ser incorporado ao montante a ser desembolsado pelo fundo.

Somando os casos do Banco Master, Letsbank e agora do Will Bank, o impacto potencial sobre o FGC pode chegar a cerca de R$ 48 bilhões, o equivalente a aproximadamente 40% do caixa total do fundo, estimado em R$ 122 bilhões.

O que muda para os investidores

A partir da liquidação:

  • Negociações com CDBs e outros produtos do Will Bank estão suspensas, e os depósitos permanecem bloqueados até o processamento do FGC;
  • Para receber os valores cobertos, o investidor precisa solicitar o ressarcimento pelos canais oficiais do fundo, como o aplicativo ou o portal digital;
  • A cobertura do FGC é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, incluindo o principal e os rendimentos acumulados até a data da liquidação;
  • Rendimentos posteriores à liquidação não são contabilizados, o que pode reduzir o retorno efetivo dos investidores.



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BYD domina mercado de elétricos no México e responde por 7 em cada 10 vendas


A penetração das marcas chinesas de automóveis no México tem deixado Washington apreensiva, abalou montadoras tradicionais e alarmou o governo mexicano, que está erguendo barreiras comerciais.

Mas mesmo diante das novas tarifas, os carros fabricados na China enfrentam pouca concorrência no crescente mercado de veículos elétricos do país. Preços mais baratos, subsídios do governo e uma rede de recarga em expansão apontam para um crescimento contínuo das vendas das montadoras chinesas no país.

A Cidade do México está tomada por carros compactos baratos, movidos a bateria, fabricados por empresas como a chinesa BYD. A maior fabricante de veículos elétricos do mundo quase dobrou seu volume de vendas no México no ano passado, e agora responde por cerca de sete em cada dez veículos elétricos e híbridos plug-in vendidos no país, de acordo com estimativas da BloombergNEF.

Os veículos elétricos ou híbridos plug-in representam 9% das vendas de carros novos, tornando-se um segmento em crescimento no México que muitas outras marcas globais têm ignorado. É um sinal de como as montadoras chinesas veem oportunidade em economias em desenvolvimento com desafios de infraestrutura, distribuição fragmentada e níveis de renda mais baixos.

Moradores de classe média das cidades são atraídos pela acessibilidade desses veículos elétricos. Mónica Reyes Rosas, agente de locução de 49 anos e residente na Cidade do México, é uma delas. Ela dirigiu uma Ford Ranger a gasolina diariamente por quase seis anos, até que, no mês passado, a trocou por um sedã híbrido plug-in BYD King, que lhe custou 463.000 pesos (US$ 26.307). “Você economiza muito com gasolina e o preço é extremamente competitivo”, disse Reyes.

O Dolphin Mini EV da BYD, seu modelo mais popular, é vendido por cerca de US$ 2.000 a menos que seu concorrente mais próximo, o Chevrolet Spark EUV movido a bateria, que foi lançado no mercado há pouco mais de seis meses.

A rápida incursão de carros chineses no mercado mexicano pegou o México de surpresa, levando a preocupações entre montadoras tradicionais com fábricas no país e à pressão do governo dos Estados Unidos. Como parte de um esforço mais amplo para enfrentar a crescente dependência da China, em setembro, a presidente Claudia Sheinbaum propôs tarifas de até 50% sobre alguns produtos de países que não têm acordos de livre comércio com o México, incluindo importações de automóveis chineses.

As tarifas foram aprovadas por parlamentares em dezembro e entraram em vigor em 1º de janeiro. Mas não está claro qual será o seu impacto.

David González, atendente de vendas da BYD na Cidade do México, disse à Bloomberg que a BYD ofereceu descontos de fim de ano para vender mais unidades antes da entrada em vigor das novas tarifas. Mesmo assim, ele não esperava um grande impacto nas vendas porque acreditava que a BYD não aumentaria os preços em mais de 15.000 pesos por unidade, absorvendo qualquer custo adicional.

Representantes locais da BYD não responderam a um pedido de comentário da reportagem.

Alguns analistas dizem que é improvável que as tarifas alterem a dinâmica fundamental da oferta e da demanda no México.

As vendas de carros a gasolina fabricados na China também dispararam, permitindo que a China alcançasse uma participação de 20% no mercado total de carros novos em 2025, segundo dados da associação de concessionárias do México, a AMDA, um aumento expressivo em relação a cinco anos atrás.

A China consegue manter os custos baixos devido aos enormes volumes de produção, o que tem levado à sobrecapacidade em seu mercado interno. Suas montadoras também se beneficiam de subsídios do governo chinês e do impulso de Pequim à expansão das exportações, disse Matías Gómez Leautaud, analista-chefe para o México do Eurasia Group.

Como resultado, a BYD, por exemplo, oferece “preços significativamente mais acessíveis do que seus concorrentes americanos, europeus ou japoneses, o que tem sido bem recebido em um mercado sensível a preços como o México”, disse. “O principal obstáculo à expansão das montadoras chinesas no México não está estritamente relacionado a custos, mas à política”.

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Modelos da BYD podem ser vistos circulando por bairros abastados da Cidade do México, como Condesa e Polanco, com novas concessionárias surgindo em distritos empresariais e painéis publicitários da principal marca de veículos elétricos da China em destaque no aeroporto internacional da cidade.

Para as principais montadoras americanas e japonesas, o mercado mexicano de elétricos é pequeno e imaturo demais para justificar um esforço significativo quando a demanda global está se enfraquecendo. Elas se contentam, em sua maioria, em oferecer modelos a gasolina ou híbridos (gasolina-elétricos), que representam a maior parte das vendas no México.

Isso abriu caminho para marcas chinesas como a BYD, a Chery Automobile e a Great Wall Motor, especializadas em veículos elétricos a bateria. Em 2021, menos de 500 veículos elétricos e híbridos plug-in chineses foram importados para o México. Mas, em 2025, o número já havia saltado para quase 100.000, de acordo com análise da Bloomberg com base em dados alfandegários compilados pela Big Trade Data. A BYD lidera esse avanço, respondendo por mais de 80% do total.



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Em Davos, Trump diz à Europa para entregar a Groenlândia, mas descarta uso da força


O presidente americano Donald Trump aumentou a pressão sobre a Europa para que ceda o controle da Groenlândia ou enfrente consequências, afirmando que a Otan deve aos Estados Unidos conceder plenos direitos sobre a ilha do Ártico.

Em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quarta-feira (21), após dias de tensões transatlânticas provocadas por seus planos, Trump disse buscar “negociações imediatas” para adquirir o território soberano dinamarquês por razões de segurança nacional.

O presidente descartou o uso de força militar, mas insinuou que levaria em conta a resposta da Europa às suas demandas ao avaliar, daqui para frente, o compromisso dos EUA com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Vocês podem dizer sim, e ficaremos muito agradecidos, ou podem dizer não, e nós vamos nos lembrar”, afirmou o presidente.

A reação imediata da Dinamarca foi “não”.

“Não entraremos em negociações com base na renúncia a princípios fundamentais”, disse em Copenhague o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen. “Isso é algo que jamais faremos.” Segundo ele, “é evidente” que os dinamarqueses rejeitam claramente a ideia de ceder a Groenlândia aos EUA.

Trump, porém, classificou o pedido como “pequeno” em comparação ao escudo de defesa que os Estados Unidos oferecem aos países da Otan há décadas. “O que estou pedindo é um pedaço de gelo, frio e mal localizado, que pode desempenhar um papel vital na paz mundial e na proteção global”, disse.

O discurso de Trump foi acompanhado de perto em busca de sinais de recuo em suas exigências de assumir o controle da maior ilha do mundo, após forte resistência de diversos aliados — do Leste Europeu aos países nórdicos, além de potências como Alemanha, França e Reino Unido. Líderes da União Europeia planejam uma cúpula extraordinária para discutir uma resposta às ameaças de Trump envolvendo a Groenlândia e tarifas associadas a países europeus que se oponham a ele.

Ainda assim, sua promessa de não usar a força deve provocar algum alívio em capitais europeias e em Wall Street. “Essa provavelmente foi a maior declaração que fiz, porque as pessoas achavam que eu usaria a força”, disse Trump. “Não preciso usar a força. Não quero usar a força. Não vou usar a força.”

O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, disse à emissora YLE que a retirada da opção militar da mesa significa que “a catástrofe foi evitada”, e que o trabalho diplomático deve avançar no fortalecimento da segurança no Ártico.

No discurso, Trump dobrou a aposta em seus objetivos, criticando as democracias liberais europeias, as políticas de seus governos, a eficácia da Otan e atacando líderes individualmente, como Mark Carney, do Canadá, e Emmanuel Macron, da França.

Diante da inflexibilidade de Washington, o governo da Groenlândia já estaria se preparando para um cenário de invasão, embora isso ainda seja visto como improvável. O Exército do Canadá, por sua vez, modelou como responderia a uma invasão americana depois que Trump falou publicamente sobre o país como um possível 51º estado, segundo o jornal Globe and Mail.

O chanceler dinamarquês Rasmussen não assistiu ao discurso em Davos, pois participava de uma reunião do comitê de relações exteriores do Parlamento em Copenhague, mas disse ter sido informado sobre o conteúdo.

“O que fica claro após esse discurso é que a ambição do presidente [de possuir a Groenlândia] permanece intacta”, afirmou a jornalistas. “É positivo, isoladamente, que se diga que a força militar não será usada, mas isso não elimina o problema. O desafio continua.”

A Dinamarca planeja seguir pelo caminho diplomático acordado na semana passada em Washington, acrescentou Rasmussen, destacando que “em 2026, não se troca pessoas, negocia-se com pessoas”.

Em alguns momentos, o discurso de Trump saiu do roteiro. Ele afirmou que os EUA estabeleceram bases militares na Groenlândia de forma altruísta durante a Segunda Guerra Mundial, antes de reconhecer, instantes depois, que isso atendia aos próprios interesses do país. Também se referiu repetidamente à Groenlândia como Islândia.

O cerne do argumento de Trump, porém, foi que os EUA precisariam de controle total da ilha por ela ser crucial para a implantação do sistema de defesa antimísseis “Golden Dome”.

“A Groenlândia é um território vasto, quase totalmente desabitado, indefeso e situado em uma posição estratégica fundamental entre Estados Unidos, Rússia e China”, disse. “É exatamente onde fica, bem no meio.”

Ao apresentar a aquisição americana da Groenlândia como essencial para a segurança coletiva, Trump minimizou o risco que isso representaria para a Otan.

“Provavelmente não conseguiremos nada a menos que eu decida usar força e poder excessivos, situação em que seríamos, francamente, imparáveis”, disse. “Mas não vou fazer isso.”

Ao mesmo tempo, a ameaça velada de Trump de “lembrar” da Europa e da Otan caso não o ajudem a fechar um acordo ocorre em meio à postura agressiva do presidente russo Vladimir Putin, amplamente visto como alguém que pode ter ambições territoriais na Europa além da Ucrânia.

Em uma conversa após o discurso, Trump evitou detalhar que tipo de acordo imagina para o futuro da Groenlândia, reforçando a ideia de que o território é caro demais para a Dinamarca administrar e reiterando críticas à Otan.

“Vamos ver o que acontece. Só digo o seguinte: a Otan tratou os Estados Unidos de forma muito injusta”, afirmou. “Nunca pedimos nada. Nunca recebemos nada.”

Forças da Otan, inclusive dinamarquesas, acompanharam os EUA em diversas operações militares, como a missão no Afeganistão após os ataques de 11 de setembro de 2001 e a guerra do Iraque.

Trump argumentou que seria impraticável proteger um território que não estivesse sob controle americano.

“Quem diabos quer defender um contrato de licença ou um arrendamento?”, disse, acrescentando que “é preciso ter a propriedade para defendê-la”.

Ele também citou o apoio dos EUA à Ucrânia contra a invasão russa como exemplo do que considera uma relação transatlântica desigual, defendendo que o ônus do apoio a Kiev recaia sobre a Europa.

“Os Estados Unidos estão muito longe. Temos um oceano grande e bonito nos separando. Não temos nada a ver com isso”, disse Trump.

Nos últimos dias, líderes europeus vêm discutindo como responder às exigências de Trump, inclusive com retaliações econômicas, mas o presidente americano tem descartado essas ameaças, sugerindo que os aliados têm mais a perder ao se opor à sua agenda.

Ele também fez um alerta duro à Europa, dizendo que os governos do continente estão ficando para trás em relação aos EUA e que seus líderes precisam emular seu modelo para atender melhor seus cidadãos.

“Eu amo a Europa e quero ver a Europa prosperar, mas ela não está indo na direção certa”, afirmou.



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Donald Trump recua de taxar Europa por Groenlândia e cita futuro acordo


As tarifas estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro



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Trump avisa que Powell não ficará “muito feliz” se permanecer no Fed


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que Jerome Powell não desfrutaria de seu novo cargo caso permanecesse no Conselho de Governadores do Federal Reserve (Fed) após o término de seu mandato como presidente da autarquia. Foi o mais recente ataque de Trump contra o chefe do banco central americano.

“Vamos ver como tudo se desenrola”, disse Trump em entrevista à CNBC em Davos, na Suíça, que foi ao ar nesta quarta-feira (21). Mas, quando questionado sobre a possibilidade de Powell permanecer como membro do Conselho de Governadores do Fed até 2028, Trump, que tem buscado um substituto para a presidência, alertou que “se isso acontecer, a vida dele não será muito, muito feliz, eu acho”.

O governo Trump intensificou sua luta contra o atual presidente do Fed, emitindo intimações que sugerem uma possível investigação criminal sobre a reforma da sede do banco central em Washington. A forte resistência de Powell a essa investigação — denunciando-a como uma tentativa de “pressão política” — gerou especulações de que ele poderia optar por permanecer no cargo mesmo após o término de seu mandato como presidente, em maio.

Nesse cenário, Powell provavelmente manteria forte influência sobre as decisões de política monetária no banco central mais poderoso do mundo

Ao permanecer no cargo, Powell também negaria a Trump outra vaga no Conselho de Governadores. A menos que outro governador em exercício fosse escolhido como o próximo presidente, isso forçaria a Casa Branca a usar a vaga atualmente ocupada pelo governador Stephen Miran para nomear o indicado de Trump para o banco central. 

Miran, que está em licença não remunerada do cargo de conselheiro econômico sênior do presidente, teve seu mandato confirmado até o final deste mês, mas pode permanecer no cargo até ser substituído.

Sucessão

A busca de Trump por um novo presidente do Fed, que já dura meses, parece estar chegando ao fim. Nesta quarta, o presidente afirmou ter reduzido a lista de candidatos no que é visto como uma disputa entre quatro pessoas.

“Eu diria que estamos reduzidos a três, mas na verdade estamos reduzidos a dois, e provavelmente posso dizer que, na minha opinião, estamos reduzidos a talvez um”, disse Trump.

Rick Rieder, da BlackRock, Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, Christopher Waller, membro do Conselho de Governadores do Fed, e o ex-membro do Conselho de Governadores, Kevin Warsh, são vistos como os candidatos finais após uma busca liderada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Anteriormente, Hassett era considerado o favorito para o cargo, mas na semana passada Trump expressou preocupação de que a transferência de Hassett para o Fed privaria seu governo de um porta-voz influente em matéria de política econômica, uma preocupação que ele reiterou na quarta-feira.

“Na verdade, eu gosto de mantê-lo onde ele está”, disse Trump.

Segundo algumas pessoas familiarizadas com o assunto, Rieder, diretor de investimentos em renda fixa global da BlackRock, ganhou força e é visto como alguém potencialmente mais fácil de confirmar sua nomeação.

As intimações da administração Trump ao Fed também ameaçam complicar a capacidade de Trump de garantir a confirmação de quem quer que ele escolha para substituir Powell. O senador Thom Tillis, republicano na comissão bancária da Câmara, prometeu se opor a qualquer nomeação para o Fed até que o caso seja resolvido. 

Em entrevista à CNBC, Trump minimizou as preocupações sobre esse cenário, respondendo às perguntas com um “tanto faz”.

“Ele não vai continuar sendo senador por muito tempo”, disse ele sobre Tillis, que não está buscando a reeleição este ano.



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Ações da Vale atingem recorde e puxam alta do Ibovespa


As ações da Vale bateram recorde no pregão desta quarta-feira (21) ao mesmo tempo que o Ibovespa ultrapassou a marca inédita dos 171 mil pontos. E isso não é coincidência. Os papéis da mineradora são aqueles com maior peso no principal índice da bolsa, com 12,2% de participação.

A Vale liderou o ranking de ações brasileiras preferidas pelos investidores estrangeiros em 2025, com um volume de R$ 197,7 bilhões. Por serem mais líquidos, os papéis das grandes companhias frequentemente atraem os grandes aplicadores internacionais. Para eles, é um dinheiro pequeno. Para as ações da bolsa, é um caminhão capaz de mudar todo o ponteiro do relógio.

A ação ordinária (ON) da mineradora alcançou a máxima histórica de R$ 82,80 dentro do pregão de hoje. No fechamento, subiu 3,02%, para R$ 82,50. O Ibovespa subiu 3,33%, aos 171.817 pontos.

Além da alta procura pela sua liquidez, as ações da Vale são escolhidas pelos investidores de acordo com as perspectivas para os preços o minério de ferro. A commodity tem se mantido em um patamar acima das projeções do ano passado, em torno de US$ 90 a tonelada, o que beneficia diretamente mineradoras ao redor do mundo.

O principal referencial de preços do minério de ferro – o Contrato Futuro de Minério de Ferro 62% Fe CFR (Cost and Freight) China, referência do mercado – é negociado acima de US$ 105 a tonelada.

Do lado “fundamentalista”, que considera a situação financeira da empresa especificamente, alguns outros atrativos tornam a Vale uma opção de investimento. O principal é a expectativa do mercado em relação à combinação de expansão das atividades da mineradora com redução de custos.

Isso é importante para o posicionamento da empresa na disputa com grandes mineradoras globais, como BHP e Fortescue Metals Group, além da Rio Tinto e da Glencore, que estudam uma fusão – um negócio que criaria a maior companhia de mineração do mundo e uma concorrência ainda mais pesada contra a brasileira.

A Vale planeja alcançar uma produção de 360 milhões de toneladas de minério de ferro em 2030. E os números sugerem que ela está no caminho para atingir o objetivo: a projeção é que a companhia tenha fechado 2025 em 335 milhões de toneladas.

Apesar de pisar o acelerador na produção, a gigante da mineração tem mantido um esforço para reduzir riscos, como o das barragens que levaram a desastres ambientais no passado. A Vale já não tem barragens em nível 3 de emergência – o mais elevado e que pode representar perigo iminente em condições desfavoráveis.

Além disso, segundo os dados do terceiro trimestre de 2025, restam apenas 10 barragens com um nível ainda significativo de vulnerabilidade, ante 35 em 2020. E a expectativa é de que esse número já tenha caído para 6 no encerramento do quarto trimestre.

Outro ponto observado pelos investidores é a mudança do mix de produtos do grupo, com redução de custos e aumento de produtos com maior demanda global, justamente para bater de frente com as concorrentes.

No caso da Vale, isso se traduz na saída de negócios como o carvão mineral e na redução do foco em produtos de menor qualidade, ao mesmo tempo em que a empresa concentra seus esforços em minério de ferro de alto teor, pelotas, níquel e cobre. Esses produtos têm forte demanda internacional e maior valor agregado, com produção em maior escala e a flexibilidade de gerar custos unitários mais baixos.

As siderúrgicas chinesas, por exemplo, buscam principalmente o minério de ferro de médio teor pelo custo-benefício. O metal extraído do principal complexo produtor da Vale, a mina de Carajás, tem um teor de ferro considerado um dos mais elevados do mundo, em torno de 65%.

A companhia, porém, trabalhou para reduzir o custo e ao mesmo tempo aumentar o atendimento à demanda das siderúrgicas globais com uma mistura do minério de Carajás ao de outras minas, com teor próximo de 58%.



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