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Consumo nos lares brasileiros registra alta anual de 3,93% em maio, revela Abras


O consumo nos lares brasileiros cresceu 3,93% em maio na comparação com igual mês do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O indicador avançou 2,23% em relação a abril e, no acumulado do ano, a alta foi de 2,47%.

O desempenho foi sustentado pelo mercado de trabalho, pela restituição do Imposto de Renda e pela antecipação do 13º salário.

Segundo o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, o saldo do emprego formal em maio foi menor do que o observado no mesmo período do ano passado, mas permaneceu positivo.

“O estoque de trabalhadores com carteira assinada segue em patamar elevado, o que contribui para dar previsibilidade ao orçamento das famílias e sustentação ao consumo nos lares”, afirmou.

De acordo com dados do Novo Caged citados pela associação, o Brasil gerou 72.960 empregos formais em maio. No acumulado de janeiro a maio, foram criados 767.326 postos, elevando o estoque de trabalhadores com carteira assinada para 47,8 milhões.

Na avaliação de Milan, a manutenção da renda tem ajudado a preservar o consumo mesmo em um ambiente de juros elevados e consumidores mais atentos aos preços. “Essa previsibilidade de renda ajuda a preservar o abastecimento das famílias ao longo do mês”, disse.

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O Abrasmercado, indicador que acompanha a cesta de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,16% em maio, com o valor médio passando de R$ 836,80 para R$ 854,91. No acumulado do ano, o avanço chega a 6,82%.

Já no recorte da cesta de 12 produtos básicos, o preço médio nacional subiu 0,81% em maio. Com o resultado, o valor médio passou de R$ 354,22 para R$ 357,10.



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BC tem perda de R$ 9,277 bi com swap cambial em junho







Após registrar ganho de R$ 1,375 bilhão com sua posição em swap cambial pelo critério de caixa em maio, o Banco Central registrou um resultado negativo de R$ 9,277 bilhões com esses contratos em junho.

Pelo conceito de competência, houve perda de R$ 8,262 bilhões. O resultado pelo critério de competência inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de liquidação financeira. A liquidação financeira desse resultado (caixa) ocorre no dia seguinte, em D+1.

Com a rentabilidade na administração das reservas internacionais, houve ganho de R$ 24,893 bilhões. Entram no cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros.

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Já o resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou positivo em R$ 6,264 bilhões no período. O resultado das operações cambiais, por sua vez, mostrou perda de R$ 1,997 bilhão.

O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, não visa ao lucro, mas a fornecer hedge ao mercado em tempos de volatilidade e a manter um colchão de liquidez para momentos de crise.



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Decisão sobre tarifas contra Brasil deve ser divulgada até dia 15, diz Jamieson Greer







O representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, afirmou nesta quarta-feira que a decisão sobre uma eventual imposição de tarifas contra o Brasil será anunciada “muito em breve”, acrescentando que os resultados da investigação comercial conduzida contra o País devem ser divulgados até 15 de julho.

Em entrevista à Fox Business, Greer disse que o governo americano realizou nesta semana a audiência final da investigação sobre as práticas comerciais brasileiras e que o processo entrou na fase decisiva. “Tivemos nossa audiência final nesta semana sobre comércio com o Brasil”, afirmou. Segundo ele, nas próximas semanas o USTR divulgará os resultados de investigações envolvendo diversos parceiros comerciais dos EUA.

O representante comercial ressaltou que o governo do presidente Donald Trump continua concentrado em reduzir o déficit comercial americano por meio da política tarifária. “Estamos muito concentrados em corrigir nosso déficit comercial por meio de tarifas”, declarou.

Greer também defendeu a estratégia comercial adotada pela Casa Branca em relação à China, afirmando que ela tem produzido resultados. Como exemplo, citou que os chineses voltaram a comprar soja americana. “A estratégia comercial de Trump com a China está funcionando”, disse.

Questionado sobre a Espanha, Greer afirmou que “parece que o presidente encontrou um caminho a seguir com a Espanha”, em referência às recentes declarações de Trump de que Madri teria recuado nas divergências comerciais com Washington.



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Armínio Fraga é escolhido por Kevin Warsh para grupo de revisão do Fed


O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, anunciou a liderança de cinco forças-tarefa que vão examinar a abordagem do banco central para aspectos centrais da formulação de política monetária, com o objetivo de potencialmente implementar mudanças amplas.

Entre os líderes dos grupos estão acadêmicos de destaque, ex-presidentes de bancos centrais e executivos de empresas, encarregados de analisar a estratégia de comunicação do Fed, seu balanço de US$ 6,7 trilhões, o uso e a dependência de fontes de dados já existentes, além dos marcos analíticos de produtividade, emprego e inflação. Warsh, que assumiu o comando do Fed em maio, chegou ao cargo defendendo uma “mudança de regime” no banco central e uma reformulação na forma como a instituição conduz sua política.

“Cada força-tarefa vai considerar cuidadosamente se os meios e métodos dos formuladores de política, suas ferramentas analíticas e suas abordagens podem ser aprimorados”, afirmou Warsh em comunicado divulgado nesta quinta-feira. “O objetivo é direto: garantir que o Fed esteja na melhor posição possível para cumprir sua missão neste momento tão relevante”, disse.

Warsh escolheu vários ex-formuladores de política para integrar os grupos, entre eles o ex-presidente do Banco da Inglaterra Mervyn King, que comandou a autoridade monetária britânica durante a crise financeira de 2008-2009, e o ex-presidente do Banco Central do Brasil Armínio Fraga, conhecido pela defesa da independência do BC em relação a interferências políticas. Raghuram Rajan, ex-presidente do banco central da Índia e lembrado pelos alertas precoces antes da crise financeira global, também vai co-liderar um dos grupos.

Outros nomes incluem Karen Dynan, da Universidade Harvard, que ocupou cargos de destaque no Departamento do Tesouro durante o governo Obama, e o ex-CEO do Walmart, Doug McMillon.

Os grupos devem apresentar suas conclusões até o fim do ano, e os especialistas externos contarão com apoio da equipe técnica do Fed, disse Warsh em junho, quando anunciou a criação das forças-tarefa.

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Warsh afirmou nesta quinta-feira que os líderes escolhidos estão entre “as melhores mentes de diferentes disciplinas”. Eles são:

Comunicação

  • Peter R. Fisher, professor da Foster School of Business, da Universidade de Washington
  • Armínio Fraga, fundador e chairman da Gávea Investimentos; ex-presidente do Banco Central do Brasil
  • Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra

Política de balanço

  • Karen Dynan, professora de economia da Universidade Harvard
  • Raghuram Rajan, professor de finanças da Chicago Booth School of Business; ex-presidente do Reserve Bank of India
  • Jeremy Stein, professor de economia de Harvard; ex-diretor do Federal Reserve Board

Dados

  • Raj Chetty, professor de economia de Harvard
  • Doug McMillon, ex-presidente e CEO do Walmart Inc.
  • Kevin Murphy, professor de economia da Universidade de Chicago

Produtividade e empregos

  • Marc Andreessen, cofundador e sócio-geral da Andreessen Horowitz
  • Charles I. Jones, professor de economia de Stanford, atualmente licenciado na Anthropic
  • Asha Sharma, vice-presidente executiva e CEO do Xbox, da Microsoft Corp.

Marcos de inflação

  • Greg Mankiw, professor de economia de Harvard; ex-presidente do Council of Economic Advisers
  • Thomas Sargent, professor de economia da Universidade de Nova York; ganhador do Nobel
  • William White, pesquisador sênior do C.D. Howe Institute; ex-assessor econômico do Bank for International Settlements

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Argentina pagará US$ 4 bilhões da dívida e contraria críticos que duvidavam do plano


A Argentina se prepara para fazer nesta semana um pagamento importante de seus títulos em dólar, realizando um movimento que poucos investidores consideravam possível enquanto o país segue evitando recorrer aos mercados internacionais de dívida.

O governo argentino afirma que já garantiu os recursos necessários para cobrir a obrigação semestral de US$ 4,3 bilhões, dividida entre principal e juros de seus bônus em moeda estrangeira. Também identificou fontes adicionais de financiamento que eliminariam a necessidade de emitir dívida no mercado internacional até o fim do mandato do presidente Javier Milei, que vai até o fim de 2027.

Investidores vinham pressionando o ministro da Economia, Luis Caputo, a aproveitar uma janela de oportunidade para captar recursos antes que a guerra no Oriente Médio abalasse os mercados. O governo, no entanto, preferiu esperar, argumentando que os custos de financiamento continuavam elevados demais. Na segunda-feira, Caputo dobrou a aposta e apresentou um plano que exclui emissões internacionais de dívida neste ano, apoiando-se em títulos em dólar colocados no mercado doméstico, empréstimos com garantia de organismos multilaterais e outras fontes mais baratas.

“Ir ao mercado é apenas mais uma opção, não um objetivo”, disse Caputo a jornalistas. Segundo ele, a meta do governo é refinanciar a dívida ao menor custo possível. Autoridades acrescentaram que o Tesouro já mantém cerca de US$ 4 bilhões em depósitos em dólar para o pagamento desta semana e que os recursos provenientes de financiamentos com apoio multilateral chegarão antes do vencimento dos títulos, na quinta-feira.

Esse será o segundo grande pagamento de dívida da Argentina em 2026, após o país sul-americano ter quitado uma quantia semelhante com os detentores de bônus no início do ano. Desde março, o Tesouro levantou cerca de US$ 4 bilhões por meio da venda dos chamados bonares, títulos em dólar emitidos localmente. Os papéis vencem em 2027 e 2028, com rendimento médio de 6,9% — bem abaixo dos cerca de 8,6% que investidores estimam que a Argentina pagaria hoje no exterior.

Na segunda-feira, Caputo anunciou planos de captar mais US$ 2 bilhões por meio de emissões semelhantes no mercado doméstico até o fim do ano, além de recorrer a empréstimos com apoio multilateral, com juros entre 6% e 7%. Na quarta-feira, o governo formalizou parte dessa estratégia ao confirmar até US$ 3,2 bilhões em empréstimos de BBVA, Santander e Deutsche Bank, respaldados por garantias do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

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Embora a base da estratégia atual de Caputo seja o mercado doméstico, o plano representa uma mudança brusca em relação à onda de emissões internacionais de bônus durante sua passagem pelo governo do ex-presidente Mauricio Macri.

Nos meses que antecederam o prazo decisivo desta semana, muitos investidores insistiam que a Argentina precisaria vender bônus globais para cobrir a maior parte dos pagamentos previstos para 2027.

“Os investidores foram muito enfáticos no começo do ano sobre a necessidade de a Argentina ir ao mercado, como o Equador fez”, disse Gustavo Medeiros, chefe de pesquisa da Ashmore Group, citando preocupações amplamente difundidas sobre o nível das reservas internacionais do país. No entanto, acrescentou ele, o governo foi bastante bem-sucedido em acumular dólares neste ano.

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Muitos investidores ainda esperam que as amplas reformas econômicas de Milei acabem abrindo caminho para um retorno há muito aguardado a Wall Street. Isso poderia acontecer ainda neste ano, se os spreads continuarem fechando, afirmou Medeiros. Joe Delvaux, gestor de portfólio da Amundi, disse que, embora uma emissão no segundo semestre de 2026 seja possível, o mais provável é que ela fique para o início de 2027.

Por enquanto, porém, o Tesouro argentino diz conseguir se financiar mais barato no mercado local enquanto espera os spreads dos bônus globais recuarem. A dívida do país ainda negocia com prêmio elevado em relação a pares com classificação semelhante, com os rendimentos dos bônus de referência em dólar na faixa superior de 8% — acima do que as autoridades consideram justificável, dado o quadro fiscal mais forte e a melhora das exportações.

“Até aqui, a estratégia tem se mostrado correta”, disse Graham Stock, estrategista sênior para emergentes da RBC BlueBay Asset Management. “Demonstrar acesso ao mercado seria positivo, mas o governo está certo ao dizer que isso não deve acontecer a qualquer custo.”

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Ainda assim, a atual combinação de fontes de financiamento da Argentina deixa pouca margem para erro caso alguma dessas vias falhe, as condições de mercado piorem antes da eleição presidencial do ano que vem ou a volatilidade eleitoral pressione os spreads soberanos.

“O governo está sendo muito cuidadoso para não emitir a taxas altas, provavelmente por preocupação com o impacto disso sobre as métricas de déficit”, disse Jimena Zuñiga, economista para a Argentina na Bloomberg Intelligence. “É uma preocupação razoável, mas carrega riscos importantes, porque pode haver choques que comprometam esses planos para 2027 — e o país talvez esteja deixando passar uma boa janela de emissão agora.”

A Argentina tem cerca de US$ 25 bilhões em dívida em dólar vencendo em 2027, que pretende pagar com US$ 5 bilhões em vendas de bônus locais no ano que vem, além de compras de dólares pelo banco central, desembolsos do FMI, receitas de privatizações e caixa remanescente do superávit de financiamento deste ano.

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“Do ponto de vista do investidor, nos sentiríamos mais confortáveis se isso fosse resolvido antes do ano que vem”, disse Jared Lou, gestor de portfólio da William Blair. “Ninguém sabe que tipo de volatilidade haverá com a aproximação do ciclo eleitoral.”

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Europa volta a enfrentar volatilidade após nova escalada entre conflito EUA-Irã


A economia da Europa enfrenta uma nova rodada de incerteza depois que Donald Trump declarou encerrado o cessar-fogo dos Estados Unidos com o Irã, disseram autoridades da região.

O fracasso das negociações de paz elevou os preços do petróleo, sinalizando nova pressão de alta sobre a inflação e mais um golpe no sentimento econômico, justamente quando os efeitos da fase inicial da guerra começavam a perder força.

“Quando os preços da energia sobem”, a economia sofre pressão adicional, disse o ministro das Finanças da Holanda, Eelco Heinen, nesta quinta-feira, em Bruxelas. “Isso não é um bom sinal”, afirmou, acrescentando que um Irã com armas nucleares também seria algo negativo para o mundo.

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A nova escalada no Oriente Médio mostra por que formuladores de política na Europa estavam tão apreensivos com o memorando firmado pelos EUA com o Irã para interromper os combates. O Banco Central Europeu já vinha sinalizando que poderia voltar a elevar os juros depois da alta de junho, e investidores reforçaram as apostas em um aperto monetário adicional após a fala de Trump.

Reagindo às declarações do presidente dos EUA, o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, disse que ele e seus colegas estão agora “de volta à estaca zero”.

A inflação vinha perdendo força. O índice dos 21 países da zona do euro ficou em 2,8% no mês passado, ainda acima da meta de 2%, mas bem abaixo das expectativas, à medida que a queda nos mercados de energia era repassada aos custos dos combustíveis. Agora, porém, os efeitos de segunda ordem que preocupam o BCE — como trabalhadores exigindo reajustes salariais maiores — se tornaram mais prováveis.

A renovada preocupação com os preços surge no momento em que ministros das Finanças devem discutir maior flexibilidade orçamentária para países europeus que enfrentam dificuldades para amortecer o impacto do alto custo da energia sobre famílias e empresas.

No mês passado, a Comissão Europeia decidiu permitir que os países se desviassem das regras fiscais por causa da crise. Agora, as nações podem gastar até 0,3% do PIB em medidas relacionadas à energia sem que isso entre no cálculo da regra de déficit de 3% da União Europeia. Isso inclui gastos com energia nuclear, informou a Bloomberg na quarta-feira, antes da discussão desta quinta.

Além da inflação, o crescimento econômico também enfrenta novos ventos contrários, em uma semana que começou com dados da Alemanha sugerindo que a crise que atinge a maior economia da Europa poderia estar perto do fim. A preocupação, agora, é com uma expansão ainda mais fraca, na melhor das hipóteses, à medida que consumidores e empresas reduzem gastos em resposta à conta de energia mais alta.

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A economia europeia “continua cercada de elevada incerteza e volatilidade”, disse o comissário europeu Valdis Dombrovskis. O cessar-fogo “não está realmente se sustentando, há novos bloqueios no Estreito de Ormuz. Tudo isso, claro, tem implicações. Mas, no geral, vemos que a economia europeia está se mostrando resiliente diante desse choque de oferta de petróleo e gás”.

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Governo decide prorrogar imposto de exportação sobre petróleo com alíquota de 12%


O governo federal decidiu prorrogar por até 60 dias o imposto de exportação sobre óleos brutos de petróleo, mantendo a alíquota vigente hoje, de 12%, informou nesta quinta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A decisão foi tomada em reunião extraordinária do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) e será reavaliada daqui a 30 dias, segundo a pasta, a depender da evolução do cenário internacional e dos impactos sobre o mercado de petróleo e combustíveis.

“A determinação foi tomada diante de mudança recente das condições externas, especialmente após a deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio”, informou o ministério em nota.

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Os Estados Unidos realizaram novos ataques ao Irã na quarta-feira, após o presidente Donald Trump indicar que o acordo de paz negociado entre os países poderia ter acabado.

A cotação do petróleo Brent oscilava nesta quinta-feira em patamar próximo a US$76 o barril, após ter fechado com alta de mais de 5% no dia anterior na esteira do atrito geopolítico, perto de sua maior cotação em duas semanas.

De acordo com a pasta, a decisão busca manter condições adequadas de refino no país e proteger o mercado interno de um possível desabastecimento de combustíveis.

A medida representa uma mudança de posicionamento diante do novo cenário, após o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, ter afirmado à Reuters na semana passada que o governo avaliava reduzir ou extinguir o imposto de exportação sobre o petróleo nesta semana.

O tributo foi instituído em março para reforçar o caixa do governo e desestimular as vendas externas, protegendo o mercado interno num momento em que as empresas lucravam com a alta acelerada do preço da commodity.

A medida provisória que instituiu a cobrança expira nesta semana, mas como se trata de um imposto regulatório, o governo poderia manter a taxação por meio de decisão administrativa da Câmara de Comércio Exterior.

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Em outra frente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou mais cedo nesta quinta que a possível decisão do governo de eliminar a subvenção à gasolina, que seria tomada nesta semana, ficará para a semana que vem diante dos novos atritos entre Estados Unidos e Irã, defendendo também um gradualismo na retirada do subsídio do diesel.



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Ministro da Fazenda prevê decisão para semana que vem


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira que a decisão sobre o corte do subsídio da gasolina ficou para semana que vem. Ele acrescentou que analisa o caso com cautela, mas “gostaria” de adotar a medida.

— Ontem (quarta-feira) o valor do petróleo subiu para US$ 80. Então nós temos que adotar com cautela a retirada dos subsídios. A gente tirou do diesel, e essa semana iria anunciar a retirada da gasolina. Vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo. Semana que vem, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, parcial, ou totalmente, como próximo passo — disse Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha.

Como mostrou O GLOBO, o governo estava discutindo adiar a nova rodada de reversão gradual dos subsídios dos combustíveis em meio à retomada do conflito no Irã e da volatilidade no mercado de petróleo. O assunto estava previsto para ser discutido entre esta quarta e quinta-feira.

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Com as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o cessar-fogo com o Irã acabou e o aumento da cotação do barril de petróleo, prevaleceu a decisão de esperar mais uns dias.

Na semana passada, o governo anunciou o fim do subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel. Na ocasião, sinalizou que a outra subvenção do combustível, de R$ 1,12, e, principalmente, a medida relativa à gasolina, de R$ 0,44, deveriam seguir pelo mesmo caminho, com a normalização dos preços do petróleo no mercado internacional. Depois, em entrevistas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou que a retirada da subvenção da gasolina ocorreria já nesta semana.

O argumento da alta volatilidade decorrente das últimas notícias do Oriente Médio também deve ser usado pelo governo nas negociações com o Congresso.

A discussão ganhou um complicador com a declaração do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que avisou aos líderes partidários que poderá colocar em votação o projeto que cria um mecanismo para compensar a perda de arrecadação decorrente da redução de tributos sobre combustíveis caso o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conclua a retirada do subsídio à gasolina.

O PLP foi enviado pelo próprio governo, mas está repleto de emendas para beneficiar o agro e, especialmente, o setor de etanol. Uma das propostas é garantir o cumprimento do diferencial competitivo, previsto na Constituição, entre gasolina e etanol, mas o desenho da emenda estava com custo muito mais alto do que o governo estava disposto a arcar.

O setor do etanol tem pressionado Motta a votar a proposta, sob a argumentação de que o biocombustível estaria em desvantagem competitiva frente ao preço da gasolina depois do subsídio.

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Vendas de moradias usadas nos EUA caem inesperadamente em junho


As vendas de moradias usadas nos EUA caíram inesperadamente em junho, à medida que os preços das casas atingiram um recorde histórico e as taxas de hipotecas permaneceram elevadas, levando potenciais compradores a ficarem à margem do mercado.

As vendas de moradias caíram 2,4% no mês passado, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 4,09 milhões de unidades, informou a Associação Nacional de Corretores Imobiliários nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam que as revendas de imóveis subissem para uma taxa de 4,20 milhões de unidades.

As vendas aumentaram no nordeste do país, mas diminuíram no centro-oeste, no sul e no oeste.

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As vendas de moradias usadas são contabilizadas no fechamento do contrato. As vendas do mês passado provavelmente refletiram contratos assinados em abril e maio. Embora as taxas de hipotecas tenham recuado após a alta em resposta à guerra no Oriente Médio, a taxa média da popular hipoteca de taxa fixa de 30 anos permanece cerca de 45 pontos-base acima do nível anterior ao conflito, segundo dados da empresa de financiamento imobiliário Freddie Mac.

As vendas de imóveis aumentaram 2,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior em junho.

“As oscilações na atividade mensal de vendas de imóveis, impulsionadas por pequenas flutuações nas taxas de hipotecas, mostram o quanto os compradores de imóveis são sensíveis às condições de acessibilidade”, disse Lawrence Yun, economista-chefe da NAR.

As taxas de hipotecas mais altas estão desestimulando potenciais vendedores a colocarem suas casas à venda. Muitos proprietários têm hipotecas com taxas fixas abaixo de 5%. O estoque de imóveis usados no mercado caiu 0,6%, para 1,56 milhão de unidades. A oferta aumentou 1,3% em relação ao ano anterior.

Há uma escassez nacional de moradias, especialmente no segmento de entrada, com a Associação Nacional de Construtores de Moradias (NAHB) estimando o déficit em cerca de 1,2 milhão.

No ritmo de vendas de junho, seriam necessários 4,6 meses para esgotar o estoque atual de imóveis usados, valor inalterado em relação ao ano anterior. A escassez de moradias está mantendo os preços dos imóveis elevados.



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Inflação anual na OCDE acelera para 4,6% em maio com alta da energia


A inflação ao consumidor nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acelerou para 4,6% em maio de 2026, na comparação anual, ante 4,4% em abril, impulsionada principalmente pela alta dos preços de energia, informou a entidade nesta segunda-feira, 6. O avanço da inflação cheia ocorreu em 16 dos países-membros, enquanto houve desaceleração em oito e estabilidade em outros 14.

Segundo a OCDE, a inflação de energia subiu de 13,2% em abril para 15,8% em maio, com aceleração em 26 dos 37 países com dados disponíveis. Canadá, Lituânia, Turquia e Estados Unidos registraram inflação de energia acima de 20%, enquanto Costa Rica, Dinamarca, Islândia, Japão e Noruega apresentaram variação negativa nesse componente.

Em contrapartida, a inflação de alimentos recuou 0,4 ponto porcentual, para 3,6%, na maior parte das economias da OCDE. Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, avançou para 3,8%, alta de 0,2 ponto porcentual.

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No G7, a inflação anual subiu de 3,2% em abril para 3,5% em maio, refletindo uma nova aceleração dos preços de energia, cuja inflação atingiu 17%, o maior nível desde novembro de 2022. O indicador avançou em Canadá, França, Itália e Estados Unidos, mas recuou na Alemanha após a implementação de um programa de subsídios aos combustíveis. O Japão manteve a menor inflação do grupo, em 1,5%, beneficiado por subsídios governamentais para combustíveis e serviços públicos.

Na zona do euro, a inflação anual medida pelo índice harmonizado de preços ao consumidor (HICP) aumentou de 3% em abril para 3,2% em maio. A prévia da Eurostat, porém, aponta desaceleração para 2,8% em junho, com arrefecimento tanto da inflação de energia quanto do núcleo.

Entre os países do G20, a inflação anual avançou de 4,3% em abril para 4,5% em maio, com aceleração observada, entre outros, em Brasil, Argentina, Índia, Indonésia e África do Sul.



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