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Estatais registram lucro líquido de R$ 169,4 bi em 2025, alta anual de 45,4%


O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) informou nesta quinta-feira, 2, que as estatais registraram lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025, alta de 45,4% em relação ao ano anterior. Considerando o triênio 2023-2025, o lucro acumulado se aproxima de R$ 484 bilhões.

Os dados são do relatório agregado das empresas estatais federais de 2025. Segundo a Pasta, os investimentos totalizaram R$ 115,9 bilhões em 2025, consolidando o terceiro ano consecutivo de crescimento.

Na comparação com 2022, o investimento do ano passado foi 115% maior. Em 2025, as empresas estatais federais registraram faturamento de R$ 1,4 trilhão, crescimento de 6,3% em relação a 2024, enquanto os ativos totais atingiram R$ 7,2 trilhões e o patrimônio líquido superou, pela primeira vez, a marca de R$ 1 trilhão.

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As estatais federais formam um conjunto de 44 empresas públicas ou sociedades de economia mista controladas pelo Governo do Brasil. Cerca de 5% do PIB brasileiro e 6% dos tributos arrecadados no país têm origem nessas empresas.

O pior resultado apontado no relatório foi dos Correios, com prejuízo de R$ 8,458 bilhões, uma piora de 245,6% em relação ao ano anterior. O melhor desempenho foi do grupo Petrobras, com lucro líquido de R$ 110,605 bilhões, um aumento de 198,9% na comparação com 2024.

A estatal atingiu sua maior produção total operada, com 4,32 milhões de barris de óleo equivalente por dia, aumento de 11%. A PPSA arrecadou R$ 30,9 bilhões em 2025, superando a soma de toda sua arrecadação histórica anterior.

A Petrobras (PETR4), o BNDES e o Banco do Brasil (BBAS3) concentram 90,9% do lucro total das estatais federais em 2025.

A Telebras e a Infraero saíram de situações de prejuízo em 2024 para lucro líquido positivo em 2025. Na mesma situação estão mais quatro empresas. Por outro lado, outras seis estatais fizeram o caminho oposto, saindo de lucro em 2024 para prejuízo em 2025.

Segundo o MGI, o resultado positivo no exercício permitiu o pagamento de R$ 84,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio ao conjunto dos acionistas, sendo R$ 45,8 bilhões destinados à União. A queda de 44,6% em comparação a 2024 “reflete maior retenção de lucros para investimentos e expansão das empresas”.

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Economia brasileira avançou em 2025, com inflação mais controlada, mostra nova publicação do IBGE


Em 2025, a economia do Brasil cresceu, porém em ritmo menor do que em 2024, em cenário de taxas de juros elevada e inflação…



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Moretti diz que fim de subsídio do diesel será lento para evitar choque de preços


BRASÍLIA, 2 Jul (Reuters) – A extinção do subsídio implementado pelo governo para ⁠o diesel será mais lenta que a da gasolina pela avaliação de que mesmo após o recuo da cotação internacional ⁠do petróleo, o processo precisa ser feito com cautela para evitar um choque de preços no país ou desabastecimento, afirmou o ministro do Planejamento e Orçamento, ‌Bruno Moretti.

Em entrevista à Reuters nesta quinta-feira, Moretti argumentou que a estratégia de gradualismo na retirada do benefício manterá a premissa de neutralidade fiscal, prevendo que esses desembolsos pagos às empresas serão compensados por receitas extraordinárias que o governo ainda tem a receber, enquanto avalia eventual manutenção do imposto de exportação sobre petróleo, mas com alíquota mais baixa.

O governo ‌anunciou na terça-feira a eliminação de subsídio de R$0,35 por litro de diesel a partir de 1º de julho e disse que outras subvenções estavam em análise para retirada gradual.

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Segundo Moretti, o fim da subvenção de R$0,44 por litro de gasolina, a ser anunciada nos próximos dias, será feito em prazo “bem menor”, enquanto a extinção do benefício adicional de R$1,12 por litro de diesel será “gradual para não afetar não só o preço como o abastecimento”.

O ministro justificou que o recuo da cotação do petróleo de mais de US$100 durante a guerra no Oriente Médio para cerca de US$70 agora não foi integralmente repassado aos preços pagos pelo consumidor final, que subiriam de forma abrupta se a subvenção fosse extinta rapidamente.

Em outra frente de preocupação, ele citou ⁠uma previsão ‌de aumento sazonal da demanda internacional por diesel no segundo semestre deste ano, questão levada em conta pelo governo já que o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido internamente.

“Esse ⁠gradualismo é coerente com a nossa capacidade de entregar a meta fiscal ao fim do ano… também olhando para a necessidade de o mercado de combustíveis, de diesel, ter a previsibilidade necessária para fazer as suas operações e abastecer a sociedade”, disse.

Em relação ao imposto sobre a exportação de petróleo, instituído em março para reforçar o caixa do governo e desestimular as vendas externas num momento em que as empresas lucravam com a alta acelerada do preço da commodity, Moretti afirmou que a alíquota de 12% não será mantida com o preço do barril no atual patamar.

“Com o Brent a US$70, não se justifica uma alíquota de 12% e certamente nós não ​vamos mantê-la no cenário atual. A discussão é… se a gente baixa progressivamente ou se a gente retira imediatamente,” afirmou ele.

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A medida provisória (MP) que instituiu a cobrança expira na próxima semana, mas o ministro pontuou que, como se trata de um imposto regulatório, o governo poderá manter a taxação com uma possível alíquota mais baixa por meio ​de decisão administrativa do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior.

DIVIDENDOS FRUSTRADOS

Em meio à baixa arrecadação do governo com a taxação sobre dividendos, implementada desde janeiro para compensar o aumento da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$5 mil por mês, Moretti afirmou que o governo não precisará lançar mão de novas medidas para fazer frente à frustração de receitas.

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De janeiro a maio, o governo levantou R$1,5 bilhão com a cobrança de 10% sobre dividendos remetidos para fora e sobre proventos acima de R$50 mil distribuídos no país, apenas 5% dos R$30 bilhões estimados para o ano.

Moretti ponderou que o governo vem arrecadando acima do esperado em outras frentes, que não especificou, limitando-se a dizer que essas ‌receitas vão assegurar a compensação.

“Nosso cenário deve indicar tranquilamente o cumprimento da meta fiscal sem qualquer medida adicional. Na pior ​das hipóteses, uma dificuldade de cumprimento dessa meta remeteria a um contingenciamento, que nós faríamos”, disse.

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Segundo o ministro, o próximo relatório bimestral de avaliação fiscal, a ser apresentado ao fim deste mês, mostrará compatibilidade com o atingimento da meta de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

Como o alvo tem uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual e permite a dedução de uma série de despesas para fins de ⁠aferição de cumprimento, o governo na prática pode registrar um déficit primário de ​até 0,5% do PIB este ano.

O governo opera ​o orçamento desde maio com um bloqueio de R$23,7 bilhões em verbas de ministérios diante de pressões em despesas obrigatórias. De acordo com o ministro, a equipe econômica não observa no momento uma descompressão nas contas, sendo possível ⁠uma redução apenas parcial desse corte neste mês. Um aumento da contenção não está no cenário ​do governo, acrescentou.

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COMPROMISSO FISCAL

Moretti fez uma defesa enfática do compromisso do governo em melhorar a trajetória fiscal, pontuando que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será marcado pela entrega de uma melhora de 2 pontos percentuais do PIB no resultado primário, após o primeiro ano da administração ter terminado com déficit de 2,4% do PIB.

Diante de questionamentos do mercado sobre a necessidade de maior disciplina ​fiscal num momento em que o governo paga juros reais acima de 8% ao ano para financiar seus gastos, ritmo que pressiona o crescimento da sua pesada dívida pública, o ministro afirmou que o governo já se comprometeu com isso ao definir metas fiscais mais ambiciosas para 2027 em diante.

No ​projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano, o ⁠governo Lula propôs uma meta de superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, indicando superávits de 1,0% em 2028, 1,25% em 2029 e 1,5% em 2030.

“Ali nós nos comprometemos com uma trajetória de aceleração da consolidação fiscal que muito ⁠ajudará a um processo de estabilização da dívida num prazo mais rápido. E, para isso, nós vamos manter o nosso limite de despesa e perseguir as metas que estão ali colocadas,” ele respondeu.

Sobre possíveis pressões inflacionárias geradas por medidas recentes do governo, o ministro argumentou que linhas de crédito subsidiadas para veículos são pontuais e não pressionam a demanda agregada, enquanto o Desenrola reduz a renda disponível de famílias que agora terão que pagar dívidas que antes não eram pagas.

“O que nós temos que fazer para ajudar o Banco Central é dar toda a segurança de que nós vamos seguir com uma política restritiva do ponto de vista fiscal, com um bloqueio necessário para cumprir o limite de gastos, com as ações necessárias para cumprir a nossa meta fiscal”, disse.

(Edição de Isabel ​Versiani)



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Taxa de desemprego da zona do euro permanece em 6,2% em maio, abaixo do esperado


A taxa de desemprego da zona do euro permaneceu em 6,2% em maio, repetindo o nível de abril, segundo dados com ajuste sazonal divulgados nesta quinta-feira (2) pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado ficou abaixo da previsão de analistas consultados pela FactSet, de 6,3%.

O dado de abril foi revisado para baixo, de 6,3% originalmente para 6,2%.

A Eurostat estima que havia 10,986 milhões de desempregados na zona do euro em maio. Em relação a abril, o número de pessoas sem trabalho na região diminuiu em 55 mil.

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Criação de vagas nos EUA deve ter desacelerado em junho após série de grandes ganhos


WASHINGTON, 2 Jul (Reuters) – O ⁠crescimento do emprego nos Estados Unidos provavelmente ⁠desacelerou em junho, mas ainda em um ritmo sólido, com expectativa ‌de que a taxa de desemprego tenha permanecido em 4,3% pelo quarto mês consecutivo, consistente com um mercado de trabalho estável.

Essa moderação ‌prevista viria após três meses consecutivos de ganhos fortes e acima das expectativas no número de vagas criadas fora do setor agrícola. Economistas esperam que o relatório de emprego do Departamento do Trabalho, a ser divulgado nesta quinta-feira, mantenha em aberto a possibilidade de um aumento ⁠da ‌taxa de juros pelo Federal Reserve em setembro, em meio à ⁠alta da inflação causada pela guerra liderada pelos EUA contra o Irã.

O relatório será divulgado um dia antes do normal devido ao feriado de sexta-feira, que marca o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos no sábado.

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“Há alguns meses, eu estava realmente ​preocupado porque havíamos perdido empregos em cinco meses”, disse Dan North, economista sênior da Allianz Trade Americas. “Vimos o mercado de trabalho ​se fortalecer nos últimos três meses, e não vejo nenhum desequilíbrio específico. Estamos nessa fase muito cansativa do mercado de trabalho em que ‘não se contrata, nem se demite’.”

A economia deve ter aberto 110.000 vagas de emprego fora do setor agrícola no mês passado, após ‌172.000 em maio, segundo uma pesquisa da ​Reuters com economistas. As estimativas variaram de 25.000 a 200.000.

Economistas estimaram que a economia precisa criar entre zero e 50.000 empregos por mês para acompanhar o crescimento da ⁠população em idade ativa. ​A chamada taxa ​de equilíbrio caiu devido a uma repressão à imigração que reduziu a força de trabalho, ⁠mantendo a taxa de desemprego estável.

Foram ​abertas 214.000 e 179.000 vagas em março e abril, elevando a média mensal de novos empregos nos três meses até maio para 188.000, em comparação ​com apenas 63.000 durante o mesmo período em 2025. Economistas tiveram dificuldade em explicar a melhora na criação de empregos, ​mas a maioria ⁠concordou que um nível historicamente baixo de demissões foi um fator importante para o aumento ⁠no número de empregos.

Apesar de enfrentarem incertezas decorrentes, inicialmente, das tarifas do ano passado e, mais recentemente, do conflito no Oriente Médio, as empresas têm se mostrado relutantes em demitir funcionários, depois de terem enfrentado dificuldades para encontrar mão de obra após a pandemia da Covid.



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dados do IR revelam profissões com maiores patrimônios


Titulares de cartório, juízes, procuradores e diplomatas são as profissões que declararam mais patrimônios à Receita Federal no Imposto de Renda (IR) de 2025, segundo dados atualizados pelo Fisco nesta quinta-feira.

As informações foram extraídas da base de dados das declarações de IR, referente ao ano de 2025. Um painel para acessar as informações sobre como localização geográfica, faixa de renda, ocupação, raça, cor, sexo e faixa etária foi lançado nesta quinta pela Receita.

Na ferramenta é possível refinar as informações como as profissões com maiores médias de patrimônios e rendas declaradas.

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A maior média de patrimônio registrado foi de titulares de cartório, que foi de R$ 3,3 milhões no ano passado. Em segundo lugar vem os membros do Judiciário (ministros e juízes), e do Ministério Público (procuradores), com um patrimônio médio de R$ 2,9 milhões. Em seguida, diplomatas e afins, com uma média de R$ 2,5 milhões em patrimônio declarado.

Confira o ranking de profissões com maiores médias de patrimônio declarado:

Titulares de cartório: R$ 3,3 milhões

Membros do Judiciário e Ministério Público: R$ 2,9 milhões

Diplomatas e afins: R$ 2,5 milhões

Atleta, desportista e afins: R$ 1,7 milhões

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Dirigentes, presidentes e diretores de empresa industrial: R$ 1,7 milhões

Produtor na exploração agropecuária: R$ 1,6 milhões

Servidores de carreira do Banco Central e CVM: R$ 1,4 milhões

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Médicos: R$ 1,4 milhões

Advogados públicos e procuradores da Fazenda: R$ 1,2 milhões

Advogados: R$ 1,1 milhões

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O levantamento não engloba trabalhadores isentos da obrigatoriedade de declarar Imposto de Renda, como parte daqueles com renda abaixo do limite tributável. Confira o ranking completo neste link.



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IPC-Fipe sobe 0,18% em junho, abaixo da mediana, e vai a 3,92% em 12 meses


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,18% em junho, desacelerando ante a alta de 0,45% em maio e também em relação ao avanço de 0,27% na terceira quadrissemana do mês passado, segundo dados publicados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira, 2.

O resultado de junho ficou dentro das estimativas de instituições de mercado consultadas pelo Projeções Broadcast, que variavam de 0,12% a 0,24%, mas abaixo da mediana, de 0,21%.

No primeiro semestre de 2026, o IPC-Fipe acumulou inflação de 2,11%. Em 12 meses até junho, o índice registrou alta de 3,92%, abaixo da mediana projetada de 3,95% e acelerando em relação ao ganho de 3,65% no período encerrado em maio.

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Em junho, três dos sete componentes do IPC-Fipe perderam força: Habitação (de 0,53% em maio para 0,34%), Alimentação (de 1,14% para 0,13%) e Despesas Pessoais (de 0,31% para -0,03%).

Por outro lado, houve aceleração de maio para junho em Transportes (de -0,65% para 0,10%), Saúde (de 0,05% para 0,31%), Vestuário (de 0,18% para 0,31%) e Educação (de -0,03% para 0,11%).

Veja abaixo como ficaram os componentes do IPC-Fipe em junho:

– Habitação: 0,34%

  • Alimentação: 0,13%
  • Transportes: 0,10%
  • Despesas Pessoais: -0,03%
  • Saúde: 0,31%
  • Vestuário: 0,31%
  • Educação: 0,11%
  • Índice Geral: 0,18%



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Dado do mercado de trabalho reforça dúvida sobre trajetória dos juros nos EUA


Os Estados Unidos criaram 57 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola em junho, resultado bem abaixo das 113 mil esperadas pela mediana das projeções (110 mil na pesquisa Reuters). Os dados de abril e maio também foram revisados para baixo, abril de 179 mil para 148 mil e maio de 172 mil para 129 mil, corte conjunto de 74 mil postos.

Já a taxa de desemprego caiu, mas acompanhada de forte encolhimento de 720 mil pessoas no mês, reflexo principalmente de um recuo na participação de trabalhadores entre 25 e 34 anos, a maior queda mensal fora do período da pandemia em toda a série histórica do indicador.

Com esperança de que o dado pudesse aliviar projeções de altas de juros nos EUA, o Ibovespa subiu e o dólar passou a recuar após a divulgação. No entanto, analistas ainda não apontam consenso sobre o potencial efeito sobre a política monetária americana.

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Um dos motivos é a distribuição setorial do dado cheio. Lazer e hotelaria perderam 61 mil vagas no mês, mais que revertendo o avanço de 40 mil registrado em maio, período de maiores reservas para a Copa do Mundo e com o feriado de Memorial Day. Do lado positivo, o Goldman Sachs cita saúde na liderança, com 47 mil vagas, seguida por serviços profissionais e empresariais, com 36 mil, e educação privada, com 22 mil. Também houve perdas em informação, varejo e mineração.

Chamou atenção do banco o fato de a folha de educação estadual e municipal ter avançado apenas 3 mil vagas, rompendo o padrão dos primeiros números divulgados em junho nos anos anteriores, que costumavam vir mais fortes nessa leitura inicial.

De um lado, risco menor para o Fed

“Para o Fed, o relatório retira um possível risco de aquecimento do mercado de trabalho, mas não a ponto de gerar preocupações com a atividade econômica”, avalia a economista Andressa Durão, do ASA.

O economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, segue linha parecida. “O resultado de hoje reforça a leitura de um mercado de trabalho acomodado, condição que permite ao Fed concentrar sua função de reação na dinâmica inflacionária”, afirma. Sung cita como sustentação o fato de a razão entre vagas abertas e desempregados seguir acima de 1,0 no dado de maio do JOLTS.

No Inter, o economista sênior André Valério chega a conclusão semelhante e associa a queda do desemprego ao controle migratório mais rígido do governo Trump, que reduz a oferta de mão de obra disponível no país, leitura sustentada pelo próprio recuo de 720 mil pessoas na força de trabalho. “O dado de emprego de junho reafirma a narrativa de um mercado de trabalho em equilíbrio, sem grandes sinais de reaceleração da economia, tampouco de enfraquecimento”, diz.

De outro, mercado ainda “decente”

Nem todos leem o payroll como sinal de fraqueza da força de trabalho. Em relatório assinado pelo economista Abiel Reinhart, o JPMorgan classifica o resultado como “decente” e argumenta que a própria média de três meses que antecedeu a divulgação, de 188 mil vagas, já era considerada alta demais para o ritmo real de criação de empregos. Na visão do banco, a queda para a casa de 111 mil é menos um sinal de alerta e mais um ajuste esperado.

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O banco também relativiza a queda na participação da força de trabalho, tratando parte do movimento como ruído estatístico. Para o JPMorgan, o dado mais relevante do relatório é outro, a queda contínua da taxa de desemprego. “Não descartaríamos esse dado, mas parte dele provavelmente é ruído, e a queda contínua do desemprego parece ser a informação mais relevante do relatório”, escreve Reinhart.

Na Stratton Capital, o sócio e analista de investimentos Vinicius Flores projeta juros parados por todo o ano. “Estamos diante de um mercado de trabalho que adicionou, na média, mais de 100 mil postos de trabalho por mês nos últimos três meses, mesmo considerando o último dado divulgado abaixo das expectativas”, afirma.

Já o C6 Bank adota tom mais negativo, e mantém a aposta em nova alta de juros ainda em 2026, apoiado no ritmo firme dos salários, que subiram 3,52% em 12 meses, e na leitura de que o mercado de trabalho segue aquecido o suficiente para sustentar pressão inflacionária.

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Dúvida sobre próximos passos

Parte da atenção ao payroll de hoje vem da estreia dura de Kevin Warsh à frente do Fed. Na reunião de 17 de junho, primeira sob seu comando, o novo presidente surpreendeu o mercado com uma postura mais rígida do que a esperada e abriu espaço para novas altas de juros ainda em 2026. Na última quarta-feira (1), Warsh reforçou o tom em fala pública na Europa, afirmando que a inflação americana segue “alta demais”. Por isso, o payroll fraco de hoje foi lido, num primeiro momento, como alívio.

Para José Alfaix, economista da Rio Bravo Investimentos, o quadro é mais delicado que um simples alívio. Segundo ele, o payroll de junho reduz o espaço de manobra que o dado de maio dava para Warsh considerar tanto manutenção quanto alta de juros, mas isso não resolve o dilema do Fed. “Atividade enfraquecendo com preços ainda pressionados não é o tipo de cenário que se resolve com uma direção só”, diz.

Ainda assim, o mercado via CME FedWatch reduziu a aposta em uma alta de juros já em setembro, empurrando parte dessa expectativa para outubro.

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IPC-S desacelera em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV no fim de junho


O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) desacelerou em seis das sete capitais pesquisadas na quarta quadrissemana de junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice caiu para 0,36%, resultado abaixo do registrado na última divulgação de 0,49%, na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de junho.

A desaceleração mais significativa entre as capitais ocorreu em Porto Alegre (0,77% para 0,70%). Em seguida, aparecem Belo Horizonte (0,52% para 0,43%), São Paulo (0,47% para 0,33%), Rio de Janeiro (0,44% para 0,14%), Salvador (0,28% para 0,08%) e Recife (0,36% para -0,04%).

Houve, por outro lado, aceleração em Brasília (0,31% para 0,56%).

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EUA criam 57 mil vagas de trabalho em junho, bem abaixo do esperado


A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos desacelerou mais do que o esperado em junho e os dados do mês anterior foram revisados para baixo, mas a taxa de desemprego caiu para 4,2%, indicando uma estabilidade contínua no mercado de trabalho.

A economia dos EUA abriu 57.000 postos fora do setor agrícola no mês passado, após 129.000 em maio em dado revisado para baixo, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho em seu relatório de emprego nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam abertura de110.000 empregos, após 172.000 em maio conforme divulgado anteriormente.

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As estimativas variaram de 25.000 a 200.000. A moderação foi uma correção após três meses consecutivos de fortes ganhos na criação de vagas fora do setor agrícola e provavelmente não sinaliza uma mudança significativa nas condições do mercado de trabalho.

Também pode estar alinhando os dados de emprego com outras pesquisas do mercado de trabalho, incluindo os planos de contratação de pequenas empresas, que têm apresentado um quadro menos robusto do mercado de trabalho.

O relatório foi divulgado um dia antes do normal devido a um feriado na sexta-feira, que marca o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos no sábado.

Antes do relatório, os mercados financeiros estimavam uma probabilidade de cerca de 50,7% de que o Federal Reserve aumente os juros na reunião de 15 e 16 de setembro, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. No mês passado, o banco central dos EUA manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, mas as projeções trimestrais atualizadas mostraram que as autoridades esperavam aumentar os custos dos empréstimos ainda este ano.

Economistas estimaram que a economia precisava criar entre zero e 50.000 empregos por mês para acompanhar o crescimento da população em idade ativa. A chamada taxa de equilíbrio caiu devido a uma repressão à imigração que reduziu a força de trabalho, mantendo a taxa de desemprego estável.

A taxa de desemprego caiu no mês passado em relação aos 4,3% registrados em maio. Um nível historicamente baixo de demissões é um fator importante para a solidez na criação de vagas fora do setor agrícola, o que não se refletiu em outras pesquisas do mercado de trabalho, incluindo os planos de contratação das pequenas empresas.

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Apesar de enfrentarem incertezas decorrentes, inicialmente, das tarifas do ano passado e, mais recentemente, do conflito no Oriente Médio, as empresas têm se mostrado relutantes em demitir funcionários, após terem enfrentado dificuldades para encontrar mão de obra depois da pandemia de Covid.

Mas com os EUA e o Irã concordando com um cessar-fogo, o que levou os preços do petróleo de volta aos níveis anteriores ao conflito, alguns economistas acreditam que os riscos de desaceleração para o mercado de trabalho diminuíram e esperam que a recente tendência de crescimento mais sólido do emprego prevaleça neste ano.



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