Categorias
economia

Em Sintra, autoridades de BCs pelo mundo encontram um aliado no novo chair do Fed


SINTRA, ⁠PORTUGAL, 2 Jul (Reuters) – Autoridades de bancos centrais ⁠de todo o mundo acreditam ter encontrado um novo ‌aliado no chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, o que representa um raro ponto de convergência em uma relação que, de ‌resto, é difícil com os Estados Unidos.

Durante os três dias do encontro anual do Banco Central Europeu em Sintra, Portugal, o novo chair do Fed realizou uma série de reuniões privadas com seus pares da Europa e de outras regiões, incluindo um ⁠longo ‌almoço com a presidente do BCE, Christine Lagarde.

As conversas permaneceram ⁠em grande parte em nível geral, mal abordando questões como tendências de inflação, riscos do sistema bancário paralelo ou coordenação de políticas internacionais, disseram à Reuters fontes familiarizadas com as discussões.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

Mas as autoridades interpretaram o envolvimento de Warsh como ​um sinal de que o Fed continuará engajado no cenário global, aliviando temores de um afastamento dos fóruns internacionais que ​sustentam a cooperação entre bancos centrais.

Essa garantia foi significativa. Alguns banqueiros centrais haviam manifestado, em particular, a preocupação de que um Fed liderado por um nomeado por Trump pudesse se mostrar mais suscetível à pressão da Casa Branca sobre a ‌taxa de juros ou menos comprometido com ​a coordenação internacional que há muito tempo é um pilar da política monetária global.

O Federal Reserve continua sendo o principal provedor de liquidez em dólares em ⁠momentos de tensão financeira ​e, para alguns ​países, o guardião de uma parcela substancial de suas reservas de ouro.

É também a ⁠voz mais influente nos debates ​globais sobre política monetária e regulamentação financeira.

Nesse contexto, as autoridades chegaram a Sintra ansiosos para avaliar se as estreitas relações de trabalho que muitos ​mantinham com o ex-chair do Fed Jerome Powell sobreviveriam à transição.

Vários banqueiros centrais que conhecem Warsh desde ​sua passagem como diretor ⁠do Fed entre 2006 e 2011, ou por meio de sua participação posterior no ⁠órgão consultivo Grupo dos Trinta, afirmaram reconhecer o mesmo com quem lidaram durante anos.

Continua depois da publicidade

Outros alertaram que ainda é muito cedo para avaliar seu desempenho, já que ele terá de lidar com as exigências conflitantes de preservar sua credibilidade e administrar a pressão da Casa ​Branca.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

EUA se recusam a prorrogar acordo comercial com México e Canadá e buscam alterações


WASHINGTON, 1 Jul (Reuters) – O governo Trump recusou-se, nesta quarta-feira, a prorrogar o acordo comercial dos EUA com o México e o Canadá, dando início a um prazo de uma década para a extinção gradual do acordo comercial da América do Norte, enquanto busca mudanças para tentar trazer de volta empregos à indústria manufatureira.

A decisão, divulgada após uma revisão de seis anos do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA), mantém o acordo em vigor por mais 10 anos, com revisões anuais antes de seu vencimento, a menos que os três países concordem em renová-lo com alterações.

“Os Estados Unidos não concordaram em renovar o USMCA em sua forma atual”, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado. “Como resultado, o USMCA não foi renovado. Os Estados Unidos continuarão a dialogar com o México e o Canadá para resolver as deficiências do acordo e nossos déficits comerciais com esses países.”

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

Greer afirmou que os EUA darão continuidade a uma rodada de negociações bilaterais do USMCA agendada com o México durante a semana de 20 de julho. Uma autoridade sênior do governo disse que as negociações na Cidade do México se concentrarão no fortalecimento das regras de origem norte-americanas para automóveis e outros bens industriais, bem como na segurança econômica, a fim de impedir que outros países se beneficiem do acesso concedido pelo USMCA.

Dominic LeBlanc, ministro canadense responsável pelo comércio entre os EUA e o Canadá, afirmou em comunicado que o USMCA permanece “plenamente em vigor” até 2036 e pode ser renovado a qualquer momento por mais um período de 16 anos.

LeBlanc, que participou de uma reunião virtual com Greer e o ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, acrescentou que o Canadá continuará trabalhando para resolver a questão das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre o aço, o alumínio, os automóveis e a madeira canadense.

“Concordamos com a importância de dar continuidade às nossas discussões e identificar maneiras de garantir que as estruturas de comércio e investimento entre o Canadá, os Estados Unidos e o México continuem a apoiar a prosperidade e a competitividade da América do Norte.”

A decisão dos EUA era amplamente esperada, já que Greer afirmou que era necessário mais tempo para resolver problemas relacionados ao USMCA, incluindo os déficits comerciais persistentes e crescentes dos EUA com o Canadá e o México.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse nesta quarta-feira, antes do anúncio da decisão dos EUA, que uma prorrogação poderia ocorrer a qualquer momento em que os três países chegassem a um acordo ao longo da próxima década.

Continua depois da publicidade

“Hoje não é um prazo final”, disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa diária na Cidade do México. “Se, em cinco meses ou três anos, as partes disserem: ‘Podemos prorrogar por mais 16 anos’, a prorrogação poderá ocorrer.”

“O trabalho conjunto continua — não é como se tudo acabasse hoje”, acrescentou ela.

Trump, que impôs tarifas de 25% sobre automóveis mexicanos e canadenses, 50% sobre metais e 10% sobre madeira serrada, tem afirmado repetidamente que não deseja prorrogar o USMCA, que ele lançou em 2020 como “o melhor acordo que já fizemos”.

Continua depois da publicidade

Em duas rodadas de negociações com o México, o governo de Trump exigiu que os veículos fabricados na América do Norte tivessem 50% de conteúdo norte-americano, elevando o total regional para 82%.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Indústria da China tem melhor trimestre desde o final de 2020, mostra PMI privado


PEQUIM, 1 Jul (Reuters) – A atividade ⁠industrial da China registrou expansão pelo sétimo ⁠mês consecutivo em junho, encerrando seu melhor trimestre desde ‌o final de 2020, uma vez que a produção e os novos pedidos continuaram a crescer, segundo uma pesquisa ‌empresarial divulgada nesta quarta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) final da RatingDog para a indústria da China, compilado pela S&P Global, recuou de 51,8 em maio para 51,7 em junho, mas ficou acima da previsão dos analistas de 51,6. ⁠A ‌marca de 50 separa crescimento de contração.

A média do ⁠PMI para o segundo trimestre foi de 51,9, a mais alta para qualquer trimestre desde o os últimos três meses de 2020.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

“De modo geral, o setor industrial manteve uma expansão constante em junho, apoiado pelo crescimento sustentado ​de novos pedidos, pela redução das pressões de custos e pela melhora nas condições do mercado de trabalho”, ​afirmou Yao Yu, fundador da RatingDog.

Uma pesquisa oficial divulgada na terça-feira mostrou que a atividade industrial da China voltou a crescer em junho, impulsionada pela demanda por chips, computadores e outros produtos relacionados à IA.

A produção cresceu ‌pelo sétimo mês consecutivo, embora o ritmo ​tenha desacelerado para o menor nível em três meses, de acordo com a pesquisa da RatingDog.

O emprego aumentou pela primeira vez em três meses, ⁠com a criação ​de vagas atingindo ​o nível mais alto desde agosto de 2023. A carteira de pedidos também ⁠cresceu pelo quinto mês consecutivo, ​sugerindo que as empresas enfrentaram cargas de trabalho crescentes, apesar dos níveis mais elevados de pessoal.

No geral, as novas encomendas aumentaram ​pelo 13º mês consecutivo, igualando a maior sequência de expansão desde 2018.

Os novos negócios de exportação, no ​entanto, caíram pelo ⁠segundo mês consecutivo. Os preços de exportação continuaram a subir, mas na taxa ⁠mais lenta desde março.

Continua depois da publicidade

As pressões de custo diminuíram ainda mais. Os preços dos insumos subiram pelo 12º mês consecutivo, mas no ritmo mais fraco desde janeiro, enquanto os preços de venda aumentaram pelo sexto mês consecutivo.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Concessões de empréstimos no Brasil aumentam 0,2% em maio, diz BC


No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, caíram 1,1% em relação ao mês anterior

(Reuters) – As concessões de empréstimos no Brasil aumentaram 0,2% em maio na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central nesta quarta-feira, com o estoque total de crédito avançando 0,6% no período, a R$7,3 trilhões.

No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, caíram 1,1% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve alta de 13,3% no período.

A inadimplência no segmento de recursos livres ficou em maio em 6,2%, contra 6,1% no mês anterior.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 49,5% ao ano, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Nos recursos direcionados, houve recuo mensal de 0,3 ponto percentual nos juros cobrados, a 12,2% ao ano.

O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, ficou estável em 35,8 pontos percentuais nos recursos livres.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Indústria do Brasil volta a crescer em junho mas vendas e produção recuam, mostra PMI


SÃO PAULO, 1 Jul (Reuters) – A ⁠atividade industrial no Brasil voltou a registrar leve expansão ⁠em junho, com pressões inflacionários menores, criação de vagas de trabalho e ‌aumento de estoques compensando retrações nas vendas e nos volumes de produção, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta quarta-feira.

O ‌PMI da indústria brasileira, compilado pela S&P Global, subiu a 50,8 em junho, de 49,1 em maio, ficando pouco acima da marca de 50 que separa contração de crescimento.

No entanto, o crescimento refletiu principalmente a criação de empregos pelo quinto mês seguido e a formação de estoques, já que dois dos maiores subcomponentes do ⁠indicador — ‌produção e novas encomendas — permaneceram em território de contração.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

Os estoques de itens de ⁠pré-produção aumentaram pelo quarto mês consecutivo em junho, no ritmo mais forte em quase cinco anos, com os participantes da pesquisa mencionando chegada de insumos adquiridos anteriormente e esforços recentes para reforçar os estoques de segurança. Os estoques de produtos acabados também cresceram, encerrando uma sequência de dois meses ​de redução.

O PMI também foi impulsionado pelo índice de prazo de entrega dos fornecedores. Embora prazos de entrega mais longos normalmente sinalizem condições de demanda ​forte, o atual aumento desses prazos refletiu interrupções nas cadeias de oferta causadas pelo conflito no Oriente Médio.

‘O conflito no Oriente Médio … não ajuda — ele está agravando a inflação, prejudicando o comércio, abalando a confiança das empresas e provocando alguns dos piores atrasos nas entregas que vimos desde meados de 2022, ‌tornando mais difícil para as companhias obterem os materiais ​de que necessitam’, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.

As contrações nas novas encomendas totais e na produção tiveram um ritmo mais lento do que em maio, ⁠mas as empresas continuaram ​relatando redução do apetite ​dos clientes por bens, pressões competitivas e encolhimento do mercado. As encomendas internacionais registraram queda acentuada, embora ⁠em ritmo menos intenso do que no ​mês anterior.

Os três grandes segmentos da indústria monitorados pela pesquisa — bens de consumo, intermediários e de investimento — registraram reduções na produção, nos novos pedidos e nas vendas para o exterior.

Os ​custos de insumos tiveram a menor pressão inflacionária em três meses, mas as empresas ainda apontaram que a guerra no Oriente Médio ​elevou os gastos com ⁠combustíveis, matérias-primas e transporte.

Continua depois da publicidade

Os preços cobrados também subiram no ritmo mais lento em três meses, à medida que ⁠parte dos custos adicionais foi repassada aos clientes.

Embora as empresas tenham mantido uma visão positiva sobre as perspectivas de crescimento, a confiança recuou em junho para o menor nível em 14 meses. O otimismo foi limitado por preocupações relacionadas à concorrência, ao comportamento da demanda, à incerteza política e à volatilidade dos mercados globais.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Setor privado dos EUA cria 98 mil vagas de trabalho em junho, abaixo do esperado


O número de empregos no setor privado dos Estados Unidos cresceu menos do que o esperado em junho, mas uma queda acentuada nas demissões planejadas indicou condições estáveis no mercado de trabalho no mês passado.

A economia dos EUA abriu 98.000 postos de trabalho no setor privado no mês passado, após 122.000 em maio em dado não revisado, segundo o relatório nacional de emprego da ADP. Economistas consultados pela Reuters haviam previam abertura de 118.000 vagas no setor privado.

O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Stanford Digital Economy Lab e publicado antes do relatório de emprego de junho do Escritório de Estatísticas do Trabalho, que será divulgado na quinta-feira. A ADP tem se mostrado um indicador pouco preciso para a estimativa do escritório sobre o número de empregos no setor privado.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

O número de empregos no setor privado provavelmente aumentou em 110.000 no mês passado, após 120.000 em maio, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas. Como não se prevê aumento no emprego público após o forte aumento registrado em maio, a estimativa é de que o número total de empregos criados fora do setor agrícola tenha chegado em 110.000, após 172.000 em maio. A taxa de desemprego deve se manter em 4,3% pelo quarto mês consecutivo.

O mercado de trabalho se estabilizou após um tropeço no ano passado. O governo informou na terça-feira que havia 1,04 vaga de emprego para cada desempregado em maio.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Inflação do euro cai mais do que esperado e reforça visão do BCE a favor de paciência


1 Jul (Reuters) – A inflação na zona ⁠do euro desacelerou no mês passado muito mais ⁠do que o esperado, reduzindo ainda mais a pressão sobre o ‌Banco Central Europeu para que aumente novamente as taxas de juros neste mês a fim de compensar o rápido aumento dos preços.

A inflação ‌geral nos 21 países que usam o euro recuou para 2,8% em junho, ante 3,2% em maio, ficando bem abaixo da expectativa de 3,0%, já que a alta dos preços dos alimentos, da energia e dos serviços apresentou desaceleração.

O indicador da inflação subjacente, que exclui os preços voláteis ⁠de ‌alimentos e combustíveis, recuou de 2,6% para 2,4%, à medida que ⁠a inflação dos serviços caiu de 3,5% para 3,2%.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

Embora o dado de junho ainda esteja bem acima da meta de 2% do BCE, a recente queda nos preços do petróleo, impulsionada pelas apostas em um acordo de paz no Oriente Médio, aumentou as expectativas ​de que as pressões sobre os preços diminuam a partir de agora e que os danos mais amplos decorrentes da alta da ​energia permaneçam limitados.

Diversas autoridades afirmaram que não há pressa para que o BCE dê continuidade ao aumento de 0,25 ponto percentual da taxa de juros de junho com outro movimento neste mês, e que elas podem esperar um pouco para ver como as pressões evoluem.

O ‌BCE está especialmente preocupado com a possibilidade de ​que o choque energético inicial comece a elevar os preços de outros bens e serviços, acabando por elevar também os salários.

Mas esses efeitos de segunda ordem sobre os preços ⁠ainda não se concretizaram ​e as pressões ​salariais também não estão se acelerando, o que reforça o argumento a favor da paciência.

Ainda assim, ⁠a grande maioria dos economistas e ​investidores acredita que é provável que o BCE aumente os juros novamente em setembro ou outubro, mesmo que haja uma pausa em julho.

Isso porque os preços ​da energia ainda permanecem muito acima dos níveis pré-guerra e o conflito no Oriente Médio pode sofrer mais uma reviravolta ​inesperada, como já aconteceu ⁠muitas vezes antes.

Continua depois da publicidade

Há também preocupações de que a escassez de fertilizantes do Oriente Médio e ⁠uma onda de calor na Europa possam reduzir o rendimento das safras e exercer alguma pressão de alta sobre os preços dos alimentos, elevando a inflação justamente quando os custos da energia estão diminuindo.

A próxima decisão do BCE sobre a política monetária está marcada para 23 de julho.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Indústria no euro encerra 1º tri em alta com alívio de pressões de custos, mostra PMI


LONDRES, 1 Jul (Reuters) – A produção industrial da zona ⁠do euro encerrou no mês passado seu melhor trimestre desde o ⁠início de 2022 com redução das pressões de custos conforme EUA e Irã negociavam ‌um cessar-fogo, dando alívio às fábricas mesmo com a demanda fraca por exportações pesando sobre o crescimento da atividade, segundo pesquisa da S&P Global divulgada nesta quarta-feira.

O conflito no Oriente Médio ‌continuou a lançar uma sombra sobre as cadeias de oferta, embora tenham surgido sinais de alívio com o subíndice de prazos de entrega dos fornecedores do setor industrial subindo para a máxima em três meses. Para contornar as interrupções nos fornecimentos, os fabricantes recorreram a materiais adquiridos antecipadamente, o que provocou uma contração acentuada nos estoques de pré-produção.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de indústria da ⁠S&P ‌Global para a zona do euro caiu para 51,4 em junho, a menor marca em ⁠quatro meses, ante 51,6 em maio, mas permaneceu acima do limiar de 50,0 que separa crescimento de contração pelo quinto mês consecutivo. O resultado ficou ligeiramente acima da preliminar de 51,3.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

A S&P Global observou que a maioria das respostas à pesquisa foi coletada antes da assinatura de memorando de entendimento para um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o ​Irã, em 17 de junho, o que significa que o impacto total sobre as cadeias de oferta e os custos de energia ainda não foi capturado nos dados.

“Um novo aumento ​na produção industrial em junho reforça os sinais de resiliência na economia da zona do euro”, afirmou Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence. “A expansão de junho, de fato, encerra o trimestre mais forte para a produção industrial da zona do euro desde os primeiros meses de 2022 e compensará o recente declínio registrado na economia de serviços.”

“No entanto, não ‌está claro se as notícias mais positivas vindas do Oriente ​Médio levarão a uma melhora adicional no desempenho da economia industrial no curto prazo.’

“Esse crescimento sustentado foi acompanhado por uma bem-vinda redução das pressões sobre os custos, refletindo em grande parte a queda acentuada nos preços do petróleo observada ⁠durante o mês, juntamente com uma ​diminuição das preocupações com ​a oferta.”

Uma pesquisa da Reuters publicada no início de junho previa expansão de 0,1% da economia neste trimestre.

As novas encomendas voltaram a ⁠apresentar crescimento modesto no mês passado, após uma ​estagnação em maio, embora o aumento tenha sido apenas marginal. Os pedidos de exportação continuaram a representar um leve peso.

Continua depois da publicidade

O subíndice de produção subiu de 51,3 para 51,7 em junho, atingindo a maior marca em dois ​meses. Espanha e França foram os únicos países da pesquisa a registrar quedas.

O número de funcionários nas fábricas continuou a diminuir, embora o ritmo das perdas de ​empregos tenha se moderado.

Em relação ⁠aos preços, a inflação dos custos dos insumos — embora ainda elevada — caiu para seu ritmo mais fraco desde março, interrompendo uma ⁠sequência de pressão crescente que se estendia desde setembro. A inflação dos preços de venda também diminuiu e atingiu a menor leitura em três meses, oferecendo algum alívio aos compradores.

Continua depois da publicidade

O Banco Central Europeu elevou as taxas de juros em junho, à medida que um aumento nos custos de energia relacionado à guerra empurrou a inflação para mais de 3%, bem acima de sua meta de 2%.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Petrobras reduz preço do diesel em R$ 0,3515 por litro com fim da subvenção


Segundo a empresa, os preços para as distribuidoras permanecerão inalterados, com o valor médio de R$ 3,30 por litro

A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 30, que vai reduzir o preço do diesel A (antes da mistura de etanol) de uso rodoviário em R$ 0,3515 por litro a partir de amanhã, 1º. O valor é o mesmo concedido no âmbito da subvenção econômica instituída pela Medida Provisória 1.358, de 13 de maio de 2026, que foi retirada pelo governo hoje.

Segundo a empresa, os preços para as distribuidoras permanecerão inalterados, com o valor médio de R$ 3,30 por litro.

A estatal justificou a medida pela evolução dos mercados interno e externo de petróleo e derivados. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a partir de amanhã, 1º, o governo vai tirar a subvenção por litro do diesel.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

A medida, segundo o ministro, visa a cumprir com os compromissos feitos antes. “A gente não vai parar por aqui. Está em avaliação a outra subvenção do diesel, que é uma subvenção de R$ 1,15 e também em especial da subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina”, citou. Também “muito em breve”conforme Durigan, o governo também vai fazer um anúncio de uma retirada ao menos em princípio ou no mínimo gradual parcial também da subvenção da gasolina.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Setor público tem déficit de R$ 56,1 bi e dívida pública sobe mais que o esperado


O setor público consolidado registrou um déficit primário (quando se desconta o pagamento dos juros da dívida) de R$ 56,1 bilhões em maio deste ano, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira. Segundo os dados, neste mês a dívida pública avançou 0,9 pontos percentuais, para maior nível desde maio de 2021, na pandemia.

O resultado representa um crescimento de 66,4% em relação ao déficit de R$ 33,1 bilhões registrado em maio do ano passado.

Os dados do setor público consolidado levam em conta os resultados fiscais de União, estados, municípios e empresas estatais (exceto setor financeiro e Petrobras).

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

O superávit acontece quando as receitas do governo com tributos e impostos são maiores que suas despesas. O mesmo acontece nos casos das empresas estatais, mas com suas receitas de serviços e produtos.

O resultado refletiu os déficit de R$ 55,2 bilhões do governo federal, e R$ 1,2 bilhão dos regionais, e um superávit de R$ 0,3 bilhões das empresas estatais.

Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit primário de R$ 149 bilhões, o que representa 1,14% do PIB.

Ao se considerar o critério nominal, que engloba as despesas com juros da dívida pública, houve déficit de R$ 163,7 bilhões em maio. No acumulado de doze meses, houve déficit nominal de R$1.260 bilhões (9,62% do PIB).

Dívida pública

Com resultados negativos, a dívida pública vem aumentando, segundo os dados publicados pelo BC. Em maio, a dívida bruta do Brasil subiu 0,9 pontos percentuais e chegou a R$ 10,62 trilhões, o que equivale a 81,1% do PIB.

Este é o maior patamar para dívida pública desde maio de 2021, na pandemia, quando somava 81,4% do PIB. Ou seja, é o maior endividamento em cinco anos.

Continua depois da publicidade

Este é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na avaliação da saúde das contas públicas. O pagamento da dívida está entre as maiores despesas obrigatórias do governo federal, e sua expansão reduz o espaço para gastos discricionários, os não obrigatórios, como recursos para investimento e custeio. Hoje, essas despesas de livre gasto representam menos de 10% do orçamento federal.

A expansão do passivo segue uma tendência observada também no ano passado. Em 2025, a dívida pública federal cresceu 18%, a maior alta desde 2015, superando o endividamento adquirido em 2020 (alta de 17,9%), na pandemia.



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.