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Concessões de empréstimos no Brasil aumentam 0,2% em maio, diz BC


No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, caíram 1,1% em relação ao mês anterior

(Reuters) – As concessões de empréstimos no Brasil aumentaram 0,2% em maio na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central nesta quarta-feira, com o estoque total de crédito avançando 0,6% no período, a R$7,3 trilhões.

No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, caíram 1,1% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve alta de 13,3% no período.

A inadimplência no segmento de recursos livres ficou em maio em 6,2%, contra 6,1% no mês anterior.

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Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 49,5% ao ano, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Nos recursos direcionados, houve recuo mensal de 0,3 ponto percentual nos juros cobrados, a 12,2% ao ano.

O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, ficou estável em 35,8 pontos percentuais nos recursos livres.



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Indústria do Brasil volta a crescer em junho mas vendas e produção recuam, mostra PMI


SÃO PAULO, 1 Jul (Reuters) – A ⁠atividade industrial no Brasil voltou a registrar leve expansão ⁠em junho, com pressões inflacionários menores, criação de vagas de trabalho e ‌aumento de estoques compensando retrações nas vendas e nos volumes de produção, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta quarta-feira.

O ‌PMI da indústria brasileira, compilado pela S&P Global, subiu a 50,8 em junho, de 49,1 em maio, ficando pouco acima da marca de 50 que separa contração de crescimento.

No entanto, o crescimento refletiu principalmente a criação de empregos pelo quinto mês seguido e a formação de estoques, já que dois dos maiores subcomponentes do ⁠indicador — ‌produção e novas encomendas — permaneceram em território de contração.

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Os estoques de itens de ⁠pré-produção aumentaram pelo quarto mês consecutivo em junho, no ritmo mais forte em quase cinco anos, com os participantes da pesquisa mencionando chegada de insumos adquiridos anteriormente e esforços recentes para reforçar os estoques de segurança. Os estoques de produtos acabados também cresceram, encerrando uma sequência de dois meses ​de redução.

O PMI também foi impulsionado pelo índice de prazo de entrega dos fornecedores. Embora prazos de entrega mais longos normalmente sinalizem condições de demanda ​forte, o atual aumento desses prazos refletiu interrupções nas cadeias de oferta causadas pelo conflito no Oriente Médio.

‘O conflito no Oriente Médio … não ajuda — ele está agravando a inflação, prejudicando o comércio, abalando a confiança das empresas e provocando alguns dos piores atrasos nas entregas que vimos desde meados de 2022, ‌tornando mais difícil para as companhias obterem os materiais ​de que necessitam’, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.

As contrações nas novas encomendas totais e na produção tiveram um ritmo mais lento do que em maio, ⁠mas as empresas continuaram ​relatando redução do apetite ​dos clientes por bens, pressões competitivas e encolhimento do mercado. As encomendas internacionais registraram queda acentuada, embora ⁠em ritmo menos intenso do que no ​mês anterior.

Os três grandes segmentos da indústria monitorados pela pesquisa — bens de consumo, intermediários e de investimento — registraram reduções na produção, nos novos pedidos e nas vendas para o exterior.

Os ​custos de insumos tiveram a menor pressão inflacionária em três meses, mas as empresas ainda apontaram que a guerra no Oriente Médio ​elevou os gastos com ⁠combustíveis, matérias-primas e transporte.

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Os preços cobrados também subiram no ritmo mais lento em três meses, à medida que ⁠parte dos custos adicionais foi repassada aos clientes.

Embora as empresas tenham mantido uma visão positiva sobre as perspectivas de crescimento, a confiança recuou em junho para o menor nível em 14 meses. O otimismo foi limitado por preocupações relacionadas à concorrência, ao comportamento da demanda, à incerteza política e à volatilidade dos mercados globais.



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Setor privado dos EUA cria 98 mil vagas de trabalho em junho, abaixo do esperado


O número de empregos no setor privado dos Estados Unidos cresceu menos do que o esperado em junho, mas uma queda acentuada nas demissões planejadas indicou condições estáveis no mercado de trabalho no mês passado.

A economia dos EUA abriu 98.000 postos de trabalho no setor privado no mês passado, após 122.000 em maio em dado não revisado, segundo o relatório nacional de emprego da ADP. Economistas consultados pela Reuters haviam previam abertura de 118.000 vagas no setor privado.

O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Stanford Digital Economy Lab e publicado antes do relatório de emprego de junho do Escritório de Estatísticas do Trabalho, que será divulgado na quinta-feira. A ADP tem se mostrado um indicador pouco preciso para a estimativa do escritório sobre o número de empregos no setor privado.

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O número de empregos no setor privado provavelmente aumentou em 110.000 no mês passado, após 120.000 em maio, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas. Como não se prevê aumento no emprego público após o forte aumento registrado em maio, a estimativa é de que o número total de empregos criados fora do setor agrícola tenha chegado em 110.000, após 172.000 em maio. A taxa de desemprego deve se manter em 4,3% pelo quarto mês consecutivo.

O mercado de trabalho se estabilizou após um tropeço no ano passado. O governo informou na terça-feira que havia 1,04 vaga de emprego para cada desempregado em maio.



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Inflação do euro cai mais do que esperado e reforça visão do BCE a favor de paciência


1 Jul (Reuters) – A inflação na zona ⁠do euro desacelerou no mês passado muito mais ⁠do que o esperado, reduzindo ainda mais a pressão sobre o ‌Banco Central Europeu para que aumente novamente as taxas de juros neste mês a fim de compensar o rápido aumento dos preços.

A inflação ‌geral nos 21 países que usam o euro recuou para 2,8% em junho, ante 3,2% em maio, ficando bem abaixo da expectativa de 3,0%, já que a alta dos preços dos alimentos, da energia e dos serviços apresentou desaceleração.

O indicador da inflação subjacente, que exclui os preços voláteis ⁠de ‌alimentos e combustíveis, recuou de 2,6% para 2,4%, à medida que ⁠a inflação dos serviços caiu de 3,5% para 3,2%.

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Embora o dado de junho ainda esteja bem acima da meta de 2% do BCE, a recente queda nos preços do petróleo, impulsionada pelas apostas em um acordo de paz no Oriente Médio, aumentou as expectativas ​de que as pressões sobre os preços diminuam a partir de agora e que os danos mais amplos decorrentes da alta da ​energia permaneçam limitados.

Diversas autoridades afirmaram que não há pressa para que o BCE dê continuidade ao aumento de 0,25 ponto percentual da taxa de juros de junho com outro movimento neste mês, e que elas podem esperar um pouco para ver como as pressões evoluem.

O ‌BCE está especialmente preocupado com a possibilidade de ​que o choque energético inicial comece a elevar os preços de outros bens e serviços, acabando por elevar também os salários.

Mas esses efeitos de segunda ordem sobre os preços ⁠ainda não se concretizaram ​e as pressões ​salariais também não estão se acelerando, o que reforça o argumento a favor da paciência.

Ainda assim, ⁠a grande maioria dos economistas e ​investidores acredita que é provável que o BCE aumente os juros novamente em setembro ou outubro, mesmo que haja uma pausa em julho.

Isso porque os preços ​da energia ainda permanecem muito acima dos níveis pré-guerra e o conflito no Oriente Médio pode sofrer mais uma reviravolta ​inesperada, como já aconteceu ⁠muitas vezes antes.

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Há também preocupações de que a escassez de fertilizantes do Oriente Médio e ⁠uma onda de calor na Europa possam reduzir o rendimento das safras e exercer alguma pressão de alta sobre os preços dos alimentos, elevando a inflação justamente quando os custos da energia estão diminuindo.

A próxima decisão do BCE sobre a política monetária está marcada para 23 de julho.



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Indústria no euro encerra 1º tri em alta com alívio de pressões de custos, mostra PMI


LONDRES, 1 Jul (Reuters) – A produção industrial da zona ⁠do euro encerrou no mês passado seu melhor trimestre desde o ⁠início de 2022 com redução das pressões de custos conforme EUA e Irã negociavam ‌um cessar-fogo, dando alívio às fábricas mesmo com a demanda fraca por exportações pesando sobre o crescimento da atividade, segundo pesquisa da S&P Global divulgada nesta quarta-feira.

O conflito no Oriente Médio ‌continuou a lançar uma sombra sobre as cadeias de oferta, embora tenham surgido sinais de alívio com o subíndice de prazos de entrega dos fornecedores do setor industrial subindo para a máxima em três meses. Para contornar as interrupções nos fornecimentos, os fabricantes recorreram a materiais adquiridos antecipadamente, o que provocou uma contração acentuada nos estoques de pré-produção.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de indústria da ⁠S&P ‌Global para a zona do euro caiu para 51,4 em junho, a menor marca em ⁠quatro meses, ante 51,6 em maio, mas permaneceu acima do limiar de 50,0 que separa crescimento de contração pelo quinto mês consecutivo. O resultado ficou ligeiramente acima da preliminar de 51,3.

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A S&P Global observou que a maioria das respostas à pesquisa foi coletada antes da assinatura de memorando de entendimento para um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o ​Irã, em 17 de junho, o que significa que o impacto total sobre as cadeias de oferta e os custos de energia ainda não foi capturado nos dados.

“Um novo aumento ​na produção industrial em junho reforça os sinais de resiliência na economia da zona do euro”, afirmou Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence. “A expansão de junho, de fato, encerra o trimestre mais forte para a produção industrial da zona do euro desde os primeiros meses de 2022 e compensará o recente declínio registrado na economia de serviços.”

“No entanto, não ‌está claro se as notícias mais positivas vindas do Oriente ​Médio levarão a uma melhora adicional no desempenho da economia industrial no curto prazo.’

“Esse crescimento sustentado foi acompanhado por uma bem-vinda redução das pressões sobre os custos, refletindo em grande parte a queda acentuada nos preços do petróleo observada ⁠durante o mês, juntamente com uma ​diminuição das preocupações com ​a oferta.”

Uma pesquisa da Reuters publicada no início de junho previa expansão de 0,1% da economia neste trimestre.

As novas encomendas voltaram a ⁠apresentar crescimento modesto no mês passado, após uma ​estagnação em maio, embora o aumento tenha sido apenas marginal. Os pedidos de exportação continuaram a representar um leve peso.

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O subíndice de produção subiu de 51,3 para 51,7 em junho, atingindo a maior marca em dois ​meses. Espanha e França foram os únicos países da pesquisa a registrar quedas.

O número de funcionários nas fábricas continuou a diminuir, embora o ritmo das perdas de ​empregos tenha se moderado.

Em relação ⁠aos preços, a inflação dos custos dos insumos — embora ainda elevada — caiu para seu ritmo mais fraco desde março, interrompendo uma ⁠sequência de pressão crescente que se estendia desde setembro. A inflação dos preços de venda também diminuiu e atingiu a menor leitura em três meses, oferecendo algum alívio aos compradores.

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O Banco Central Europeu elevou as taxas de juros em junho, à medida que um aumento nos custos de energia relacionado à guerra empurrou a inflação para mais de 3%, bem acima de sua meta de 2%.



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Petrobras reduz preço do diesel em R$ 0,3515 por litro com fim da subvenção


Segundo a empresa, os preços para as distribuidoras permanecerão inalterados, com o valor médio de R$ 3,30 por litro

A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 30, que vai reduzir o preço do diesel A (antes da mistura de etanol) de uso rodoviário em R$ 0,3515 por litro a partir de amanhã, 1º. O valor é o mesmo concedido no âmbito da subvenção econômica instituída pela Medida Provisória 1.358, de 13 de maio de 2026, que foi retirada pelo governo hoje.

Segundo a empresa, os preços para as distribuidoras permanecerão inalterados, com o valor médio de R$ 3,30 por litro.

A estatal justificou a medida pela evolução dos mercados interno e externo de petróleo e derivados. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a partir de amanhã, 1º, o governo vai tirar a subvenção por litro do diesel.

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A medida, segundo o ministro, visa a cumprir com os compromissos feitos antes. “A gente não vai parar por aqui. Está em avaliação a outra subvenção do diesel, que é uma subvenção de R$ 1,15 e também em especial da subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina”, citou. Também “muito em breve”conforme Durigan, o governo também vai fazer um anúncio de uma retirada ao menos em princípio ou no mínimo gradual parcial também da subvenção da gasolina.



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Setor público tem déficit de R$ 56,1 bi e dívida pública sobe mais que o esperado


O setor público consolidado registrou um déficit primário (quando se desconta o pagamento dos juros da dívida) de R$ 56,1 bilhões em maio deste ano, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira. Segundo os dados, neste mês a dívida pública avançou 0,9 pontos percentuais, para maior nível desde maio de 2021, na pandemia.

O resultado representa um crescimento de 66,4% em relação ao déficit de R$ 33,1 bilhões registrado em maio do ano passado.

Os dados do setor público consolidado levam em conta os resultados fiscais de União, estados, municípios e empresas estatais (exceto setor financeiro e Petrobras).

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O superávit acontece quando as receitas do governo com tributos e impostos são maiores que suas despesas. O mesmo acontece nos casos das empresas estatais, mas com suas receitas de serviços e produtos.

O resultado refletiu os déficit de R$ 55,2 bilhões do governo federal, e R$ 1,2 bilhão dos regionais, e um superávit de R$ 0,3 bilhões das empresas estatais.

Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit primário de R$ 149 bilhões, o que representa 1,14% do PIB.

Ao se considerar o critério nominal, que engloba as despesas com juros da dívida pública, houve déficit de R$ 163,7 bilhões em maio. No acumulado de doze meses, houve déficit nominal de R$1.260 bilhões (9,62% do PIB).

Dívida pública

Com resultados negativos, a dívida pública vem aumentando, segundo os dados publicados pelo BC. Em maio, a dívida bruta do Brasil subiu 0,9 pontos percentuais e chegou a R$ 10,62 trilhões, o que equivale a 81,1% do PIB.

Este é o maior patamar para dívida pública desde maio de 2021, na pandemia, quando somava 81,4% do PIB. Ou seja, é o maior endividamento em cinco anos.

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Este é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na avaliação da saúde das contas públicas. O pagamento da dívida está entre as maiores despesas obrigatórias do governo federal, e sua expansão reduz o espaço para gastos discricionários, os não obrigatórios, como recursos para investimento e custeio. Hoje, essas despesas de livre gasto representam menos de 10% do orçamento federal.

A expansão do passivo segue uma tendência observada também no ano passado. Em 2025, a dívida pública federal cresceu 18%, a maior alta desde 2015, superando o endividamento adquirido em 2020 (alta de 17,9%), na pandemia.



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sem concorrentes, consórcio arremata Bloco 1 de esgoto do Ceará


O Consórcio Ceará Saneamento arrematou, nesta terça-feira, 30, o Bloco 1 (Norte-Litorâneo) da parceria público-privada (PPP) de esgotamento sanitário de municípios do interior do Ceará. Sem concorrentes, o grupo ofereceu desconto de 1,15% sobre a contraprestação máxima prevista em edital. Os demais quatro blocos previstos originalmente não foram levados a leilão na sede da B3, em São Paulo.

O Bloco 1 reúne 23 municípios do interior cearense atendidos pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e terá prazo contratual de 28 anos.

O principal objetivo da PPP é ampliar a coleta e o tratamento de esgoto para alcançar a universalização dos serviços, com atendimento de 90% da população até 2033, segundo a companhia.

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A modelagem da concessão contemplava inicialmente 127 municípios, divididos em cinco blocos, somando quase R$ 7 bilhões em investimentos distribuídos entre cinco blocos. Mas, com a realização apenas do leilão do Bloco 1, que prevê R$ 1,08 bilhão em investimentos, a expectativa inicial não se confirmou.

O consórcio vencedor é formado pelas empresas Terracom Concessões e Participações, CDG Concessões e Participações, Cosampa Construções, Gimma Engenharia, Ellenco Participações e Vale do Rio Novo Engenharia e Construções. A contraprestação máxima prevista em edital para o Bloco 1 era de R$ 3,78 bilhões ao longo da concessão, mas caiu para aproximadamente R$ 3,74 bilhões após o desconto ofertado.

Os recursos serão destinados principalmente à implantação e ampliação de redes coletoras, estações elevatórias e estações de tratamento de esgoto (ETEs), além de ligações domiciliares, linhas de recalque, sistemas de tratamento individualizados, gestão comercial, licenciamento ambiental e outras obras necessárias à universalização do serviço.

Em 2022, a Cagece já havia leiloado dois blocos de saneamento, ambos arrematados pela Aegea. Os contratos abrangem 24 municípios das regiões metropolitanas de Fortaleza e do Cariri, incluindo a capital cearense, e preveem R$ 6,2 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos.

Momento é adverso para a agenda de leilões

A baixa concorrência pelo Bloco 1 e não realização da disputa dos outros lotes ocorre em um momento adverso para a agenda de leilões de saneamento em 2026. Apesar do otimismo inicial para o ano, parte dos projetos tem enfrentado dificuldades para sair do papel ou atrair concorrência.

O primeiro certame de saneamento do ano, da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), chegou a ser adiado do fim de março para maio para conceder mais prazo aos interessados na análise da documentação e na estruturação das propostas. Ao final, apenas a espanhola Acciona apresentou oferta e venceu o certame.

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Já a PPP de esgotamento sanitário da Saneamento de Goiás (Saneago), prevista para março, foi cancelada após a desclassificação do único interessado no Bloco 2, enquanto os outros dois lotes não receberam propostas.

Entre os próximos projetos previstos estão concessões e PPPs de saneamento no Rio Grande do Norte, Alagoas e Rondônia, além de outras iniciativas em estruturação por Estados e municípios.

Como ficam os blocos que não receberam propostas

A Cagece revisará a modelagem dos quatro blocos da PPP de esgotamento sanitário que não receberam propostas, afirmou o presidente da estatal, Neuri Freitas. Apesar do calendário apertado, o executivo disse que pretende realizar os certames ainda em 2026.

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“Vamos fazer um estudo sobre os demais blocos, entender o motivo pelo qual não tivemos interessados”, afirmou, ressaltando que ainda não há um diagnóstico fechado sobre os fatores que afastaram os investidores. A revisão deverá avaliar aspectos como taxa de retorno, volume de investimentos e indicadores de desempenho previstos nos contratos, segundo Freitas.

“Já conversei com alguns interessados e alguns não tiveram reclamação de preço, mas reclamaram de algum indicador. Já outros tiveram uma reclamação de preço, mas não reclamaram de indicador”, disse.

O presidente da Cagece afirmou, no entanto, que não vê um fator específico que explique o interesse apenas pelo Bloco 1.

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O executivo afirmou que os cinco lotes foram estruturados de acordo com suas características, com tarifas diferenciadas para refletir custos e investimentos. Para Freitas, o resultado reflete sobretudo as premissas adotadas por cada investidor e sua avaliação dos riscos de um contrato com duração de 28 anos.

Ainda na avaliação do executivo, o modelo de PPP enfrenta maior resistência do setor privado do que concessões plenas ou parciais, por exigir uma relação contratual mais próxima com o poder concedente. Ainda assim, avalia que o formato proporciona maior controle sobre a execução dos investimentos e o cumprimento das metas de universalização.

Freitas afirmou que pretende concluir a revisão o mais rapidamente possível e voltar à B3 ainda neste ano. Mas ressaltou que um novo edital dependerá da conclusão dos estudos, da aprovação do Comitê Gestor de PPPs e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), além do prazo necessário para que os interessados analisem a documentação e preparem propostas.

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O executivo também descartou que o calendário eleitoral altere o cronograma. Segundo ele, a meta de universalização do saneamento até 2033 exige que os projetos avancem independentemente do cenário político.



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Abertura de postos de trabalho nos EUA sobe a 7,594 mi em maio, acima do esperado


O número de abril foi revisado para baixo, de 7,618 milhões para 7,585 milhões de vagas

A abertura de postos de trabalho nos Estados Unidos subiu para 7,594 milhões em maio, segundo o relatório Jolts, publicado nesta terça-feira, 30, pelo Departamento do Trabalho do país. O resultado ficou acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, de 6,975 milhões.

O número de abril foi revisado para baixo, de 7,618 milhões para 7,585 milhões de vagas.



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Índice de confiança do consumidor nos EUA sobe a 91,2 em junho


O índice de confiança do consumidor nos Estados Unidos elaborado pelo Conference Board subiu para 91,2 em junho, ante 90,6 em maio, segundo pesquisa divulgada pela instituição nesta terça-feira, 30.

O resultado, porém, ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta do índice a 94,4 neste mês.

O dado de maio foi revisado para baixo, de 93,1 originalmente.



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